terça-feira, 28 de maio de 2013

O Mundo Material é apenas uma Ilusão?


O Mundo Material é apenas uma Ilusão?

      A física quântica trouxe a visão de q o universo é espiritual, pois que a matéria é ilusão de nossos sentidos.  Dá-nos uma visão do mundo, antes insuspeitada, e suas importantes conclusões afetam todas as áreas de atuação do homem. 

      Mostra q a base do q chamamos de universo material não é a matéria, mas um processo dinâmico, energia em vertiginoso  movimento, sem forma, onde não existe qualquer vestígio ou sinal de matéria. 

      Mostra q partícula, a q chamamos de matéria e energia são fenômenos de mesma natureza (teoria da relatividade de Einstein), diferenciando-se, apenas na forma de se manifestarem. Partícula e onda são algo imponderável, capaz de se apresentar como massa ou energia, conforme o meio em que estão ou à simples resposta aos instrumentos de medição, e à observação de animais sencientes. A realidade concreta deixou de existir. O universo físico não pôde mais ser explicado pela matéria e suas propriedades, pois esta não existe na realidade do universo. Tudo é imaterial, sem qualquer concretude.

      A matéria, simples ilusão, não é a base do universo. E com isso, morre a filosofia materialista que dominou o pensamento de muitos nos últimos três séculos. A base do universo é um intrigante campo de fenômenos energéticos.

      Além disso, a quântica mostrou, no campo do infinitamente pequeno, uma região de eventos, na qual não existem nem tempo nem espaço (a não-localidade), a existência de um domínio por onde trafegam informações que não consomem tempo para caminhar e que não percorrem distância alguma entre seus intervalos. São verdadeiros saltos instantâneos (quânticos), sobre os quais não exercem qualquer influência nem o espaço (a distancia), nem o tempo. 

      Surgiu, para nossa inteligência, o reino do absurdo. Aí acontecem coisas antes nem imagináveis, como trocas instantâneas de informações, interligações que ignoram as distâncias, partículas que ocupam dois lugares ao mesmo tempo e que podem surgir momentaneamente do “nada” para nele tornarem a desaparecer misteriosa e instantaneamente. O transcendental (o domínio daquilo a q damos o nome de Deus), embora sendo o mais absoluto vazio físico, está repleto de potencialidades que não se sabe de onde vêm. Exatamente por isso, Niels Bohr, um dos fundadores dessa estranha ciência, afirmou que, se ela parecer lógica para alguém, esse não a compreendeu de fato.

      A mesma ciência que tanto negara a existência de qualquer imaterialidade, agora está obrigada, pela quântica, a admiti-la como verdade científica. Abriam-se, para o homem assombrado e confuso, as portas do imponderável imaterial. 

      Novos Parâmetros da Realidade
      Além da descoberta da não-localidade, onde está um universo inexplicável, a quântica trouxe outras intrigantes revelações que contribuíram, decisivamente, para destruir os alicerces da física newtoniana-cartesiana q, antes, analisava os fenômenos que nos envolvem. As principais são descritas sucintamente a seguir.

      O princípio de incerteza, de Heisenberg: todas as medidas (percepções, sensações) realizadas no mundo objetivo são ilusões dos sentidos humanos e não podem ser aferidas com absoluta precisão no universo do infinitamente pequeno. Nos eventos quânticos, imperam o indeterminismo e a imprecisão. Da objetividade, própria da ciência clássica, passou-se ao subjetivismo como sustento científico da nova visão da realidade.

      A ciência humana desiste definitivamente do sonho de medir com precisão absoluta os fenômenos ao seu derredor e dominá-los ao seu bel prazer. E da aparente estabilidade e quietude do funcionamento universal, mostrou a instabilidade como fundamento de equilíbrio na intimidade dos fenomenos materiais. 

      Tudo q, no mundo material, parece separado, a partir de sua intimidade  microcosmica forma uma coisa só; a separação entre objetos, seres e eventos é mera ilusão dos sentidos humanos. Tudo está ligado e em contato com tudo, formando um só “corpo”. A separatividade é uma ilusão. Tudo é uma coisa só, única, desde as gigantescas galáxias às subparticulas do átomo.

      O vácuo absoluto, como concebido pela ciência clássica, não existe e o q parece vazio está recheado de possibilidades de prodigiosas potências criativas

      A concretude do mundo é apenas aparente; os objetos não são materiais, são movimentos vertiginosos de energia. Assim, o universo, que a física anterior não conseguia mais explicar, é um todo dinâmico, uma imensa teia de eventos interligados. 

      E a ciencia tenta explicar as intrigantes “questões do começo”, ao dizer que essas fenomenais potências nasceram  de um aparentemente tranquilo e estático oceano quântico, pleno de energias criativas a formarem a realidade q vemos. 

      O universo não é mais um imenso mecanismo, mas um todo infinito de processos dinâmicos, vertiginosos e abstratos. Capra: “um grande pensamento”, “uma dança sem dançarinos”; Krishnamurti: “um movimento indiviso q não é movimento”. A mente humana questiona a origem e a finalidade desse “grande pensamento”, sem encontrar respostas na ciência. A filosofia da quântica deduz que existe uma “Consciência de proporções cósmicas” a comandar esse imenso universo de fenômenos. São conceitos novos e  na aparência, absurdos, como disseram cientistas, entre eles Einstein, q vão além da lógica desses séculos de racionalismo. Abre-se um novo panorama, pleno de revolucionárias possibilidades, derrubando as bases do velho materialismo. 

      Muitos tentam ignorar essa estonteante realidade, fugindo de entender a riqueza riqueza dessas novas revelações; outros as negam, dizendo-as absurdas, devido a dificuldade de compreendê-la. 

      Descoberta a não-localidade, o homem, antes preso às limitações da objetividade, começou a investigar e perceber aquilo q está  além do ha espaço-tempo, onde a ciência não penetrava. E teve início uma nova ciência de observação do imponderável e da compreensão do universo. Provou q tudo no universo e em toda vida é incerto e impermanente (como já afirmava o Buda desde seis séculos antes de Cristo); q o dualismo (de Descartes) fortemente alimentado pela ciência em seus quase três séculos de objetividade forte, perdeu o seu significado como retrato da realidade. ..Continuação.........

... A unidade partícula-onda trouxe a percepção da unicidade universal, provando a interligação de todas as aparentes diversidades.

    Provando que matéria é energia (onda colapsada), a quântica destruiu a divisão energia-matéria, do dualismo de Descartes. Assim, todo evento objetivo é um objeto quântico que, em última análise, surge de nenhum lugar e desaparece no nenhum lugarMatéria e energia não são substâncias de propriedades independentes. São um todos só, como provou Einstein e afirmavam as doutrinas espiritualistas. Tudo é imaterial.    

      Toda manifestação física, energia ou massa, é vibração de uma mesma potência, cuja natureza não pode ser conhecida, mas que é sempre idêntica a si própria, em todas suas múltiplas expressões possíveis na realidade concreta.

Comparando anterior visão clássica  versus atual visão quantica do mundo:

Visão Clássica...............................Visão Quântica
Dualidade partícula e onda.....Unidade partícula-onda
Base material................................Base imaterial
Vazio simples puro....................Vazio pleno de possibilidades
Determinismo..............................Nada é determinado
Certeza............................................Tudo é incerto
Objetividade.................................Tudo é subjetivo
Separatividade............................Tudo está interconectado
Localidade.....................................Tudo acontece além do espaço-tempo
Estabilidade..................................Nada é permanente
Ponderabilidade.........................Imponderabilidade
Linearidade...................................Não-linearidade
Partes isoladas.............................Interligação de todos os eventos
Diversidade...................................Tudo é uma só coisa
Precisão...........................................Tudo é incerto e imprecisão
Realismo..........................................Idealismo
Ontologia.........................................Holismo
Materialismo..................................Nada é material
Causalidade ascendente............Causalidade descendente
Dualismo..........................................Monismo
Universo: grande máquina.......Grandioso pensamento

      Um aspecto importante, para muitos assustador e absurdo, mostrou que os objetos quânticos (todos os objetos afinal são quanticos, pois compostos de objetos quanticos) interagem com o observador, alterando a forma como se apresentam de acordo com a intenção de quem os analisa. Por exemplo, se o experimentador usa um aparelho de medição de radiações, o objeto quântico se mostra como onda; mas se usa um medidor de massa, se revela como partícula. Essa interatividade entre o observador e o fenômeno observado motivou, dentro da ciência, a noção de que um campo consciencial (ação da consciência) não somente pode interferir na expressão do objeto quântico, mas que ambos são de mesma natureza. Portanto, passou-se a admitir a existência de um novo domínio quântico – a consciência – aparentemente independente da dimensão exterior e ao mesmo tempo nela fundido, que não é matéria nem é energia, mas q possui a mesma natureza de ambas, já que é capaz de interagir com elas.

      Assim, a consciência mostra, agora, ser o “único objeto” realmente existente no universo. Não é um estado relativo às sensações do eu mas, além do q diz a psicologia, é um potencial construtor da ordem física, capaz de unificar todos os fenômenos quânticos e de sustentar a realidade do universo; dominio abstrato muito além da matéria é o princípio organizador fundamental não só da dimensão física, mas, sobretudo, e com muita mais propriedade, de todo e qualquer ser vivo. 

      Espiritualismo Científico

      Os físicos, intérpretes de uma ordem mística na consideração desses conceitos, associam esse novo campo fenomênico ao espírito pois se constatou a total identidade entre as propriedades quânticas e as propriedades da alma, q as escolas e tradições espiritualistas/misticas ja afirmam desde milenios atrás. Abre-se, assim, a constatação que levará os postulados da mecânica quântica ao puro espiritualismo. Constata-se q toda a complexidade universal tem como seu único e último substrato a consciência. E então, sem dúvida, a ciencia aceitárá que consciência e espírito são uma coisa só

      Pelas revelações dessa consciência, q “cria” um mundo ilusório material, pensadores e filósofos da ciência indicam q as leis físicas nasceram e sempre atuaram no sentido de produzir um universo compatível com a futura manifestação da consciência em seu bojo.  De acordo com esse princípio, as forças da natureza atuaram, em toda a história do cosmo, como se conhecessem o futuro, adotando exatos valores de modo a viabilizar a estabilização do átomo como entidade fundamental e própria para a expressão da vida. Por exemplo, se a carga elétrica do próton, a despeito de sua massa ser mil vezes maior, não fosse exatamente a mesma do elétron, se as forças básicas – fraca, forte, eletromagnética e gravitacional – diferenciassem frações mínimas de suas medidas originais, a unidade atômica não seria viável e a consciência, em forma de vida, não teria se manifestado no âmbito físico. 

      Com essas novas postulações, emergentes entre os místicos da nova física, a linha de causalidade fenomênica inverteu o seu sentido. Se antes a consciência nascia como um epifenômeno da matéria (causalidade ascendente), esta agora é filha da consciência fenomênica, primeira e última expressão real da existência (causalidade descendente). O domínio físico torna-se manifestação última e concreta da consciência. A matéria transforma-se, nessa nova dialética monista, em mero hálito do espírito. Assim, imensos paradoxos da atual ciência dualista, finalmente, encontrarão soluções plausíveis nesse monismo conceitual. (Para maiores detalhes da causalidade quântica, veja o trabalho “Uma Nova Visão da Medicina”, neste site.) 

      A seguir esse caminho de deduções, prevê-se que, mais cedo do que se pensa, a física quântica efetivamente anunciará ao mundo que o espírito, fonte da consciência, é não só um fato científico como também a única realidade concreta da existência. Alicerçado em equações infinitesimais, ele será compreendido como o agente unificador dos eventos quânticos, conferindo à criação o seu mais estupendo sentido de unidade e imponderabilidade.

      A alma ganhará substância e manifestar-se-á com irrefutável evidência ao concebível humano. E, uma vez admitida a sua completa imaterialidade, a imortalidade será facilmente reconhecida, como quesito fundamental, para grande alívio de todos aqueles que acreditam sermos herdeiros da eternidade.
     Com a junção da física quântica ao espiritualismo, o homem será entendido não mais como um casual amontoado de órgãos, porém um domínio unitário de campos quânticos sutis produzidos e organizados pela consciência. Assim, ele deixará de ser produto de suas moléculas, o pensamento não mais será uma mera secreção cerebral e o genoma, o determinante da construção orgânica. O homem, para grande proveito de si mesmo, far-se-á, em última análise, uma edificação da própria consciência. Novos modelos de saúde serão então suscitados para compreendê-lo e tratá-lo nessa inovadora perspectiva.

      A nova física, seguramente, será convocada para a edificação de uma nova e revolucionária medicina. E certamente ela validará muitos tratamentos até o momento inaceitáveis pela ciência médica contemporânea, como a homeopatia, a acupuntura e as curas espirituais. No campo da não-localidade, essas consentâneas, porém menosprezadas práticas terapêuticas. encontrarão os subsídios científicos que lhes faltavam para validá-las como genuínos recursos de saúde para o homem enfermo.
Igualmente novos recursos terapêuticos serão desenvolvidos, utilizando-se os mais avançados estudos e pesquisas no campo da ciência quântica. Recursos que se sustentarão sobretudo na orientação da consciência como a mais genuína ação curativa possível à unidade orgânica. E assim a medicina abandonará o exclusivo de drogas químicas como solução última para os males humanos. 

      Medicina, ciência e religião voltarão a se unir, proporcionando ao homem o almejado bem-estar e o equilíbrio que ele sempre aspirou. (Leia mais sobre essa nova visão médica no artigo “Uma Nova Visão da Medicina”, neste site.)


      Biologia Sagrada

      Se no campo médico o paradigma quântico muito poderá auxiliar na visão unitária do ser humano, as ciências biológicas igualmente auferirão importantes benefícios com a nova compreensão da realidade. Uma vez comprovado que todo objeto físico é uma emanação de forças sutis, com muito mais propriedade assim também serão compreendidos os seres vivos. E do mesmo modo que o homem, estes deixarão de ser quiméricos amontoados de órgãos para se transformarem em processos vitais, dotados de uma consciência igualmente imortal. Isso modificará substancialmente a biologia, orientando as suas pesquisas na procura desse psiquismo ativo, pleno de intencionalidades, em ação na unidade animal. 

      Desse modo, facilmente se conceberá ser o espírito o campo abstrato que interage e carreia as formas biológicas, efetuando preconcebidos e criativos saltos evolutivos, segundo movimentos exatos, capazes de superar com eficiência todas as dificuldades do meio ambiente em que se expressa a vida. E assim, o reino do espírito implantar-se-á na biologia, sustentado pela imponderabilidade quântica, joeirando definitivamente a aridez com que o materialismo científico lhe conspurcou. 

      A vida, em qualquer de suas expressões, será entendida como um processo sublime, muito além da matéria. O homem, como nos tempos da fé, curvar-se-á diante de suas maravilhosas expressões, admirando as formas vivas como genuínas criações do espírito. E a biologia deixará de ser mero estudo de corpos para se fazer a ciência sagrada da vida.

      Da Ciência à Teologia

      Como terminante conseqüência desse neo-espiritualismo quântico, um Criador e Seu reino estão a um passo de serem redescobertos pela razão humana e demonstrados como fatos científicos. Pelas janelas da mecânica quântica, os físicos místicos já prenunciam que a não-localidade é não só o império da consciência fenomênica, mas igualmente a dimensão onde se expressaria uma Consciência máxima, fonte de todas as outras, cuja identidade coincide com a de um suposto Criador, segundo os mesmos atributos determinados pelas antigas teologias. Por isso, Deepak Chopra, famoso médico e escritor da atualidade, afirma: “Para além do espaço e do tempo, encontra-se a fonte das possibilidades infinitas, um florescimento de vida, verdade, inteligência e realidade que não poderá jamais ser reduzido. É a promessa dos antigos visionários, e ela se confirma hoje”. 

      E, de fato, torna-se lícito admitir que, se consciência humana existe, interfere e produz a realidade física, ela necessariamente advirá de alguma fonte abstrata comum e superior. Fonte facilmente identificada como potentia, a realidade supradimensional concebida por Heisenberg, onde impera, absoluta, a ordem implícita, preconizada por David Bohm. Seguramente, esse é o caminho dedutivo que muitos físicos quânticos estão percorrendo para se compreender as mais profundas razões filosóficas da vida e aceitar, inclusive, a existência de Deus e a imortalidade da consciência

      As grandes doutrinas religiosas da Terra sedimentaram conhecimentos que aguardam da ciência explicações convincentes. Julgados inúteis devaneios do fideísmo humano e abandonados como traste do pensamento pelo materialismo científico, começam agora a ser admitidos como retratos genuínos de uma realidade que transcende a matéria. O imponderável, constatado como objeto real das modernas pesquisas no infinitamente pequeno, mostra-se a cada dia mais próximo da dimensão abstrata do espírito, corroborando os enunciados teológicos de todos os tempos

      Acredita-se, desse modo, que não tardará o dia em que a mecânica quântica irá acolher em suas avançadas teorias os corolários religiosos, compreendendo-os como parte da mesma realidade subjacente que sustenta o domínio físico.

      Desse modo, o idealismo científico far-se-á o perfeito elo entre o racionalismo e a fé. E terminará por comprovar que o império superior da ordem implícita, a não-localidade, fora do tempo e do espaço e o vazio quântico, além do cone de relativismo que nos prende, são expressões que encontram perfeita correspondência com o nirvana dos budistas, o mundo das idéias de Platão e o céu com que sonharam os primitivos cristãos. 

      Facilmente se elucidará que tudo que existe advém desse reino fundamental, cuja origem e organização somente poderão ser imputadas a um não-criado Criador. A dimensão em que respiramos será admitida como uma pálida e ilusória cópia dessa realidade maior, habilmente construída pela consciência, a fim de manifestar-se na realidade objetiva.

      E assim religião e ciência, unindo seus preceitos fundamentais, encontrar-se-ão no palco da imponderabilidade quântica, dando-se as mãos, em perfeita concórdia, na condução do homem às fronteiras do Infinito. 


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