quarta-feira, 30 de novembro de 2011

NOSSO CORPO


NOSSO CORPO
SOMOS MATÉRIA RECICLAVEL
NOSSOS CORPOS SÃO UM TODO DO HABITAT EM QUE VIVEMOS. SOMOS MATÉRIA REAPROVEITAVEL. DA TERRA VIEMOS Á TERRA VOLTAREMOS. NOSSOS VEÍCULOS CONDUTORES SÃO TEMPORÁRIOS, É UMA VIAGEM ONDE NOSSO VEÍCULO CONDUTOR PODE SOFRER DESGASTES PELO TRAJETO. NO CAMINHO ENCONTRAMOS MUITOS BURACOS, MUITAS FRAQUEZAS. A NATUREZA FOI PROGRAMADA PARA QUE POSSAMOS GUIAR NOSSO VEÍCULO EM UMA ESTRADA DEPENDENTE DO RUMO DE NOSSO CRESCIMENTO. DEVEMOS ANDAR COM MUITO CUIDADO. POR VEZES O CAMINHO É ARDUO, SEM LUZ. EM SEU PERCURSO ENCONTRA-SE VARIADAS DIVERSIDADES. SOMOS TESTADOS A TODO INSTANTE, A IMPRUDÊNCIA PODE NOS CAUSAR ACIDENTE, CONSEQUENTEMENTE, VARIADAS VEZES DEIXAMOS NOSSO VEÍCULO COMPLETAMENTE SEM CONDIÇÕES DE LOCOMOÇÃO.
ASSIM COMO PRECISAMOS DO CARRO PARA NOS LOCOMOVER, PRECISAMOS DE NOSSOS CORPOS PARA PROGREDIR.
LEMBRE-SE SEM A MANUTENÇÃO DA FÉ E DA MECÂNICA DA TERRA NÃO CONSEGUIREMOS CHEGAR AO NOSSO DESTINO, NO TEMPO PROGRAMADO, TEREMOS QUE PARAR CONCERTAR, E COMEÇAR TUDO DE NOVO.
A VIAGEM TEM QUE CONTINUAR, NÃO PODEMOS SIMPLESMENTE ABANDONAR O CARRO OU FICAR ESPERANDO O TEMPO PASSAR. A VIDA CONTINUA... E O TEMPO NÃO PARA... PRA NINGUÉM.

10:52   30/11/2011

CAUSAS DE NOSSAS MISÉRIAS NA TERRA


CAUSAS DE NOSSAS MISÉRIAS NA TERRA
AO VER DOS HOMENS TEMOS OQUE MERECEMOS. NO VER DO PAI, COLHE-SE AQUILO QUE SE SEMEIA.
NAS VESTES DA CARNE O SER É ENVOLVIDO EM UMA VIBRAÇÃO CRIADA POR ELE MESMO NO TRAJETO DOS TEMPOS. ESTAMOS AQUI PARA APRIMORAR, SEM CONDENAR. PRECISAMOS SENTIR PARA TERMOS CONSCIÊNCIA DE QUE NÃO SOMOS NINGUÉM PARA JULGAR ALGUÉM. DEUS PAI NOSSO MESTRE CRIADOR NOS FEZ A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA. SOMOS CRIANÇAS EM CRESCIMENTO. CAÍMOS, PARA APRENDER A LEVANTAR, POR VEZES TEMOS AJUDA PARA CONTINUARMOS NOSSO TRAJETO, POIS A VIDA ENTRE OS ENCARNADOS É MUITO DIFÍCIL. A ILUSÃO DA VISÃO MATERIAL NOS MOSTRA APENAS O LADO DO AGORA. APENAS ENXERGAMOS O HOJE.
NOSSOS SENTIDOS SÃO APRIMORADOS PELO CAMINHO. CADA DIA UMA NOVA VISÃO, UMA NOVA LIÇÃO. CADA SOFRIMENTO UM APRIMORAMENTO, UM RESGATE DE UM ATO PASSADO QUE A NÓS É REFEITO, PARA QUE POSSAMOS SENTIR NA CARNE A DOR ALHEIA.
CADA SER VIVENTE. SENTE Á SUA MANEIRA. TODOS SOMOS SUSCETÍVEIS AO RETORNO DE NOSSOS ATOS IMPENSÁVEIS. A VIDA É UMA RODA. ANDA EM CIRCULOS, NOSSA CONSCIÊNCIA COBRA AS LIÇÕES DE NÓS MESMOS.
A PAZ NOS É UMA MESTRA DO TEMPO.
OS ANOS A NÓS SERÃO POR GRADUAÇÃO OU POR RETORNO SE NA AULA DO AMOR NÃO SOUBERMOS PESAR A DOR COMO UM SENTIMENTO QUE SERÁ NOS ACRESCENTADO NO DECORRER DA JORNADA, PELO PESAR DE VIDAS DEIXADAS AO LÉU, PELAS IMPRUDÊNCIAS DE ATOS COMETIDOS POR NÓS.

                                                                                     13:29   30/11/2011

TEMPO DE NATAL






   

Senhor Jesus!...
Ante o Natal
Que nos refaz na Terra o mais formoso dia,
Somos gratos a todos os irmãos,
Que te festejam,
Entrelaçando as mãos
Nas obras do progresso.
Vimos também trazer-te a nossa gratidão
Pela fé que acendeste
Em nosso coração.
Mas, se posso, Jesus, desejo expor-te
O meu pedido de Natal;
Falando de progresso, rogo-te, se possível,
Guiar os homens e as mulheres,
Sejam de qualquer nível,
Para que inventem, onde estejam,
Novos computadores
Que consigam contar
As crianças que vagam nos caminhos,
Sem apoio e sem lar,
E os doentes cansados e sozinhos,
Presos no espaço de ninguém,
Para que se lhes dê todo o amparo do Bem.
Auxilia, Senhor, a humana inteligência
A fabricar foguetes
Dentro de segurança que não erra,
Que possam transportar remédio,
alimento e socorro,
Onde a dor apareça atribulando a Terra.
Que o mundo te receba as bênçãos naturais
Doando mais amor aos animais,
Que nunca desampare as árvores amigas,
Não envenene os ares,
Nem tisne as fontes, nem polua os mares,
Que o ódio seja, enfim, esquecido, de todo,
Que a guerra seja posta nos museus,
Que em todos nós impere o imenso
amor de Deus.
Que o teu Natal se estenda ao mundo inteiro
E que, pensando em teu amor,
De cada amanhecer
Que todos resolvamos a fazer
Um dia novo de Natal...
E que, encontrando alguém,
Possamos repetir, tocados de alegria,
De paz, amor e luz:
Companheiro, bom dia,
Hoje também é dia de Jesus.













Reconciliação

Reconciliação
 

Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem.
            Relativamente à vida presente, a reconciliação com os adversários proporciona uma série de inapreciáveis benefícios.
            Paz na Consciência - o maior tesouro que o homem pode desejar no mundo.
            Ausência de inquietações e remorsos - patrimônio que ajuda na aquisição do equilíbrio interior .
Sono tranquilo - assegurando bem-estar espiritual enquanto o corpo descansa.
            Despertar sereno - premiando o coração que se enriqueceu de experiências novas, no contato com benfeitores desencarnados .
            Construção de preciosas amizades, nesta e na vida extrafísica - o que é fundamental para todos nós, especialmente os imortalistas - reencarnacionistas.
            A inimizade é uma brasa no coração humano.
            Queima, fere, abre chagas profundas.
            Faz sangrar por muito tempo.
            Quando nos dispusermos a compreender e seguir o conselho do Mestre -"Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem" -, nossos corações inundar-se-ão de um júbilo diferente.
            De um júbilo sublime, que nenhum tesouro do mundo pode substituir ou compensar.
            Feliz a criatura que diariamente, após honesto exame de consciência, pode dizer:
            " A minha alma está virgem de ressentimentos! Não sinto, dentro de mim, nem ódio, nem rancor, nem desejos de vingança ! Não tenho inimigos! A todos estimo, a todos prezo,
a todos desejo o bem! Podem existir criaturas que não me compreendam as atitudes, o idealismo, mas eu as compreendo!"
            Como se vê, a Reencarnação, fazendo luz sobre a palavra evangélica, é, realmente, benéfica e construtiva..
            Favorece a extinção não só dos antagonismos do pretérito, em geral promovidos por nós mesmos, como também ajuda a dissolver as inimizades que a nossa invigilância forjou no presente .
            Com vistas ao Amanhã, a confraternização com os adversários, em outras palavras, a reconciliação com os inimigos, aconselhada por Jesus, apresenta vantagens, de natureza espiritual, imprescindíveis ao nosso progresso.
            Assegura-nos, hoje, aquela euforia que nos dará, amanhã, em definitivo, a verdadeira felicidade .
A maioria das obsessões resulta de ódios que se fixaram, no Tempo e no Espaço, na poeira dos séculos e milênios, pela incapacidade do perdão recíproco.
            Conhecemos casos de vingança que atravessaram a noite escura dos tempos, desceram ao abismo dos milênios, levando hoje à alucinação e à delinquência almas que praticaram ou se acumpliciaram em crimes hediondos...
            A estima fraternal garante, para o porvir de nossas lutas evolutivas, reencarnações liberadas de penosos compromissos e dolorosas consequências.
            O desatamento de laços hostis, ou, simplesmente, antipáticos, que muita vez distanciam companheiros de jornada, abre aos nossos Espíritos sublimes oportunidades de construirmos, em vez de apenas reconstruirmos.
            Tais considerações, formuladas à base do raciocínio palingenésico, demonstram a sabedoria de Jesus, quando afirmou que o Espírito de Verdade restauraria os Seus ensinamentos.
            Quanta lógica e quanto bom-senso!
            Quanta claridade nos conceitos evangélicos, se interpretados à luz do Espiritismo !
            O nosso coração se enriquece, a nossa alma se torna feliz, a nossa consciência se ilumina, por havermos aceito esta fortuna, este patrimônio inavaliável que o Cristo de Deus, através da personalidade missionária de Allan Kardec, legou à Humanidade planetária.
            Reconciliemo-nos, pois, com os adversários, de ontem e de hoje, Se os tivermos, na certeza inabalável de que o perdão irrestrito, com o esquecimento de toda a falta, abrir-nos-á a porta que nos introduzirá, mais tarde, no Santuário de Luz da Vida Infinita.
            E não esqueçamos, a benefício da nossa própria felicidade, agora e sempre, a suave advertência de Nosso Senhor Jesus-Cristo: -"Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem. "

Sexo

Sexo

          O sexo, no templo da vida, é um dos altares em que a divina luz do amor se manifesta.
          A ele devemos, no mundo, a benção do lar, a ternura das mães, os laços da consanguinidade, a coroa dos filhos, o prêmio da reencarnação, o retorno à lide santificante...
          Através dele, a esperança ressurge em nossa alma; e o trabalho se renova para nosso espírito, na esteira dos séculos, para que o tempo nos reajuste, em nome do Eterno Pai...
          Fonte de água pura - não lhe viciemos o manancial.
          Campo de renovação - respeitemo-lo.
          Escada para o serviço edificante, usada na consagração do equilíbrio, conduzir-nos-á ao monte resplandecente da sublimação espiritual - não a convertamos pois, em corredor descendente para o abismo.
          Dos abusos do sacrário em que o Senhor situou o ofício divino da gênese das formas, resultam, para a Terra, aflitivas paisagens de amargura e desencanto, desarmonia e pavor.
          Rendamos culto a Deus, na veneração do jardim em que a nossa existência se refaz.
          Se o amor nos pede sacrifício, saibamos renunciar construtivamente, tranformando-nos em servidores fiéis do Supremo Bem. Se a obra do aperfeiçoamento moral nos impõe o jejum da alma, esperemos, no futuro, a felicidade legítima que brilhará, por fim, em nossas mãos.
          A Lei segue-nos, passo a passo.
          Não nos esqueçamos.
          Em qualquer circunstância, recordemos que o sexo é um altar criado pelo Senhor, no templo imenso da vida.
          Santificá-lo é santificar-se.
          Conspurcá-lo será perdermo-nos no espaço e no tempo, descendo a escuros precipícios da morte, dos quais somente nos reerguemos pelos braços espinhosos da dor. Emmanuel

A MANJEDOURA

A MANJEDOURA
As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos.
A Manjedoura foi o Caminho.
A exemplificação era a Verdade.
O Calvário constituía a Vida.
Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da Vida.
É por isso que, emaranhados no cipoal da ambição menos digna, os povos modernos, perdendo o roteiro da simplicidade cristã, desgarra-se da estrada que os conduziria à evolução definitiva, com o Evangelho do Senhor. Sem ele, que constitui o assunto de todas as ciências espirituais, perderam-se as criaturas humanas, nos desfiladeiros escabrosos da impiedade.
Debalde, invoca-se o prestígio das religiões numerosas, que se afastaram da Religião Única, que é a Verdade ou a Exemplificação com o Cristo.
Com as doutrinas da Índia, mesmo no seio de suas filosofias mais avançadas, vemos os párias miseráveis morrendo de fome, à porta suntuosa dos pagodes de ouro das castas privilegiadas.
Com o budismo e com o xintoísmo, temos o Japão e a China mergulhados num oceano de metralha e de sangue.
Com o Alcorão e com o judaísmo, temos as nefandas disputas da Palestina.
Com o catolicismo, que mais de perto deveria representar o pensamento evangélico, na civilização ocidental, vemos basílicas suntuosas e frias, onde já se extinguiram quase todas as luzes da fé. Aí dentro, com os requintes da ciência sem consciência e do raciocínio sem coração, assistimos as guerras absurdas da conquista pela força, identificamos o veneno das doutrinas extremistas e perversoras, verificamos a onda pesada de sangue fratricida, nas revoluções injustificáveis, e anotamos a revivescência das perseguições inquisitórias da Idade Média, com as mais sombrias perspectivas de destruição.
Um sopro de morte atira ao mundo atual supremo cartel de desafio.
Não obstante o progresso material sente a alma humana que sinistros vaticínios lhe pesam sobre a fronte. É que a tempestade de amargura na dolorosa transição do momento significa que o homem se mantém muito distante da Verdade e da Vida.
As lembranças do Natal, porém, na sua simplicidade, indicam à Terra o caminho da Manjedoura... Sem ele, os povos do mundo não alcançarão as fontes regeneradoras da fraternidade e da paz. Sem ele, tudo serão perturbação e sofrimento nas almas, presas no turbilhão das trevas angustiosas, porque essa estrada providencial para os corações humanos é ainda o Caminho esquecido da Humildade.
EMMANUEL

ALGO MAIS NO NATAL

ALGO MAIS NO NATAL
Senhor Jesus!
Diante do Natal, que te lembra a glória na manjedoura, nós te agradecemos:
a música da oração;
o regozijo da fé;
a mensagem de amor;
a alegria do lar;
o apelo a fraternidade;
o júbilo da esperança;
a bênção do trabalho;
a confiança no bem;
o tesouro da tua paz;
a palavra da Boa Nova;
e a confiança no futuro!...
Entretanto, oh! Divino Mestre, de corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais! ...Concede-nos,
Senhor, o dom inefável da humildade para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!

EMMANUEL
(Do livro “Luz do Coração”, Francisco Cândido Xavier - Edição CLARIM)

O Natal para o Espírita


O Natal para o Espírita representa a comemoração do aniversário de Jesus.

O dono da festa é o Mestre, quem deve receber os presentes e as homenagens é o aniversariante e não nós.  O aniversariante tem os seus convidados que são os pobres, os deserdados, os coxos, os estropiados, os sofredores, etc...

Será que realmente somos convidados do Cristo nessa festa?
Qual o presente que deveremos lhe oferecer?
O que Ele gostaria de receber?

Sabemos que o que Ele mais quer é que cumpramos a vontade de Deus, Nosso Pai. E todos os dias renovamos os nossos compromissos no "Pai Nosso", dizendo: "Seja feita a Vossa vontade"

Será que estamos fazendo a nossa parte?
Será que estamos nessa festa ou fomos barrados?

A maioria de nós, mesmo espíritas, ainda vemos o Natal como uma festa de consumo, reforçando o culto ao materialismo e à materialidade, trocando presentes entre si, quando, em verdade, não somos os homenageados, nem a festa é nossa...

Será que o Cristo se sente feliz com isso?

A nossa reverência ao Cristo deve ser em Espírito e Verdade apenas, buscando somente materializar a Vontade do Pai que está em todo o Evangelho.

E como deve ser essa comemoração?

Com uma prece, uma reflexão sobre os objetivos alcançados, com uma análise crítica interior onde possamos verificar se os compromissos assumidos antes do reencarne estão sendo cumpridos, porque o único e maior objetivo que temos na presente existência é de edificar em nós o Bem.

Para esse desiderato, acertamos de forma pessoal e intransferível com o Cristo, um mandato de renovação.

Nosso compromisso é o de nos conhecermos melhor, conformando nossa vida com a Vontade de Deus, de nos reformarmos intimamente e nos tornarmos homens e mulheres de Bem, edificando dentro de nós o Belo, o Bem e a Justiça.

Infelizmente, papai Noel ainda é mais importante que o Cristo. O Cristo ainda se encontra desvalorizado e esquecido dentro de nós.

Nossas mesas estão fartas e se fala muito de solidariedade, mas não se tem sensibilidade ainda com a dor alheia.

Nos falta consciência, falamos muito, mas ainda não sentimos a fraternidade pulsar o coração. Estamos reféns e prisioneiros das aparências, do materialismo, dos cultos exteriores, do consumismo, colocando em segundo lugar o Reino do Espírito, o Reino de Deis.
Os interesses espirituais ainda não tem vez nem voz em nossos corações.

Qual o verdadeiro sentido do Natal?

Deve ser o de auto-conscientização, buscando a comunhão com os valores do Bem, ligados aos interesses do Espírito e da vida imortal, porque a Terra, para os encarnados, é apenas um curso de pequena duração e ninguém fica na Escola a existência inteira, um dia voltamos para Casa para avaliar os deveres realizados.

O que nos atrai não são as boas idéias, mas os interesses.

A Doutrina do Cristo, cheia de boas idéias, está conosco a mais de dois mil anos e não mudamos o suficiente. infelizmente, ainda não fomos atraídos por esses ideais. Mas a medida que evoluímos pelo estudo, pelo amor e pela dor, mudam os nossos interesses e vamos crescendo;

Quanto mais sepultamos as nossas vaidades, o nosso orgulho e o nosso egoísmo, mais somos atraídos pela luz do Cristo e nos tornamos felizes.

O que representa a Estrela de Belém para os Espíritas: representa a Luz Protetora dos Planos Superiores, resumindo uma Infinidade de Espíritos Luminares que vieram assistir e dar o suporte ao Cristo em sua tarefa de orientação e exemplos para todos nós.

Será que lembramos dos companheiros que estão nas zonas umbralinas no Natal?

Como se sentem esses Irmãos?

A espiritualidade nos ensina, pelas penas de Chico Xavier, que alguns nem sabem dessa data ou comemoração. Outros, que se encontram em situações melhores, sentem-se extremamente tristes por estarem afastados dos seus familiares; outros ainda vivem refletindo e lamentando as oportunidades perdidas e sofrendo a dor da saudade e da separação em razão da resistência e da rebeldia em não aceitar o processo de mudança e transformação no caminho do Bem.

A falta de Reforma íntima nos afasta de quem amamos.

Muitos filhos, maridos, esposas, demoram a encontrar-se na erraticidade, em razão do mau direcionamento do livre arbítrio, tendo em vista seus investimentos no mundo material, nas fantasias, nas ilusões, em detrimento do sentido real da própria existência. A fuga no enfrentamento dos desafios ou o desprezo de buscar a prática das lições do bem nos causa muita dor moral.


Como se encontra o atual cenário espírita na pátria do evangelho ? Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/como-se-encontra-o-atual-cenario-espirita-na-patria-do-evangelho

 Lemos recentemente o primeiro aviso espiritual sobre a missão da Pátria do Evangelho, ditada em 1873 pelo Espírito Ismael! Sublinhamos na mensagem lida os seguintes trechos: “o Brasil tem a missão de cristianizar. É a Terra da Fraternidade. A Terra de Jesus. A Terra do Evangelho. Não foi por acaso que tomou o nome de Vera Cruz, de Santa Cruz. Na Era Nova que se aproxima, abrigará um povo diferente pelos costumes cristãos. Cumpre reconhecer em Jesus, o chefe espiritual [do Brasil]. A missão dos espíritas no País é divulgar o Evangelho, em espírito e verdade. Os que quiserem bem cumprir o dever, a que se obrigaram antes de nascer, deverão, pois, reunirem-se debaixo deste pálio trinitário: Deus, Jesus e Caridade. Onde estiver esta bandeira, aí estarei eu, Ismael.!” (1)
Após a leitura dessa histórica mensagem, deliberamos analisar o atual  cenário espírita na Pátria do Evangelho. Propomos ao caríssimo leitor fazer conosco um ligeiro check-up do atual movimento espírita nas terras do “Cruzeiro do Sul”. Sem muito esforço de apreciação, identificaremos uma redução acentuada do número de militantes sérios e comprometidos com a Codificação Kardeciana. Lamentavelmente, assistimos irromper-se o espírito elitista junto às muitas instâncias doutrinárias; vemos crescer a volúpia da oficialização das cobranças de taxas para ingresso nos eventos ditos “espíritas”. Promovem-se insistentemente a espetacularização da oratória e do conhecimento doutrinário “decorado” através de congressos, simpósios, workshop, palestras ou conferências realizados quase sempre em lugares esplêndidos.
A Internet tende a democratizar a informação mundial e poderia ser o grande instrumento de divulgação dos princípios espíritas, porém o “olho grande” nos  lucros através das vendas de livros psicografados caros (cuja renda deveria destinar-se a obras assistenciais), salvo raras exceções, estão sendo proibidos para “download” com a evocação do execrável argumento materialista dos  tais “direitos autorais” (mas, os autores são os espíritos, ou não?). É urgente um basta aos especuladores ambiciosos, que continuam industrializando Jesus através do Espiritismo. Cremos que se o Chico Xavier tivesse plena noção de que os livros que doou seriam alvo de ganância financeira, ele não os doaria, com certeza! É necessária a abolição dessa nefasta corretagem doutrinária em que comerciantes avarentos transformam o Espiritismo em balcão de negócios inaceitáveis.
O Espiritismo, no aspecto meramente humano das suas atuais diretrizes, ostentando convênio de agrado ou de cessão com as infiltrações mundanas do materialismo, do ganho financeiro supostamente justificado pelo assistencialismo de superfície, não se tem diferenciado da competição entre as empresas comerciais que só visam ganhar mercado, clientes e muitos cifrões.
Emmanuel advertiu, entre outras coisas (como observaremos mais abaixo), que os diretores de centros espíritas agenciam muito mais assembléias para discutir modos de angariar dinheiro e haveres para o custeamento de projetos desnecessários, e às vezes até supérfluos, do que para instruir doutrinariamente os frequentadores da instituição. Por essas razões, é importante analisar equilibradamente o movimento espírita brasileiro de hoje.
O incomparável médium Chico Xavier advertiu há algumas décadas que a mensagem espírita não pode se distanciar do povo. É “preciso fugir da tendência à elitização no seio do movimento espírita. É necessário que os dirigentes espíritas, principalmente os ligados aos órgãos unificadores, compreendam e sintam que o Espiritismo veio para o povo e com ele dialogar. É indispensável que estudemos a Doutrina Espírita junto às massas, que amemos todos os companheiros, sobretudo os espíritas mais humildes, social e intelectualmente falando, e das massas nos aproximarmos com real espírito de compreensão e fraternidade [isso não se consegue com os shows dos eventos pagos, protagonizados por alguns pregadores que comercializam as palestras que realizam]. Se não nos precavemos, daqui a pouco estaremos em nossas casas espíritas apenas falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos [que não abrem mão de manter o burlesco “Dr.” antes dos endeusados nomes e sobrenomes] ou intelectuais e confrades de posição social mais elevada. Mais do que justo evitarmos isso (repetiu várias vezes) a “elitização” no Espiritismo, isto é, a formação do “espírito de cúpula”, com evocação de infalibilidade, em nossas organizações.”(2)
Numa das entrevistas concedidas a Jarbas Leone Varanda, publicada no jornal uberabense, Chico exprobra mais uma vez: “a falta de maior aproximação com irmãos socialmente menos favorecidos, que equivale à ausência de amor, presente no excesso de rigorismo, de formalismo por parte daqueles que são responsáveis pelas nossas instituições; o médium mineiro reprova a preocupação excessiva com a parte material das instituições, com a manutenção, por exemplo, de sócios contribuintes ao invés de sócios ou companheiros ligados pelos laços do trabalho, da responsabilidade, da fraternidade legítima; é a preocupação com o patrimônio material ao invés do espiritual e doutrinário; é a preocupação de inverter o processo de maior difusão do Espiritismo fazendo-o partir de cima para baixo, da elite intelectualizada para as massas, exigindo-se dos companheiros em dificuldades materiais ou espirituais uma elevação ou um crescimento, sem apoio dos que foram chamados pela Doutrina Espírita a fim de ampará-los na formação gradativa.” (3)
O mestre lionês certifica que “quando as idéias espíritas forem aceitas pelas massas, os sábios se renderão à evidência”. (4) Não podemos permitir a “deturpação da mensagem dos Espíritos, como aconteceu com o Cristianismo legalizado por Constantino, em 313, e posteriormente oficializado como religião do Império romano por Teodósio, em 390. A Doutrina dos Espíritos veio para consertar o Cristianismo, todavia, na sua feição evangélica primitiva. Os líderes que se transviarem das legítimas mensagens espíritas cristãs sofrerão as severas sanções das Leis do Criador, em face da invigilância, pois com as Leis de Deus não se pode brincar.
Corroborando a tese de Humberto de Campo sobre a missão cristã do nosso país no contexto mundial, Emmanuel registra - “achamo-nos todos à frente do Brasil, nele contemplando a civilização cristã, em seu desdobramento profundo. Nele, os ensinamentos de Jesus encontram clima adequado à vivência precisa.”(5)  “Embora nos reconheçamos necessitados da fé raciocinada com o discernimento da Doutrina Espírita, é forçoso observar que não é a queda dos símbolos religiosos aquilo de que mais carecemos para estabelecer a tranquilidade e a segurança entre as criaturas, mas sim a nova versão deles, porquanto sem a religião orientando a inteligência cairíamos todos nas trevas da irresponsabilidade, com o esforço de milênios volvendo , talvez, à estaca zero, do ponto de vista da organização material na vida do Planeta.” (6)
Culminamos nossos argumentos relembrando que se “o Brasil puder conservar-se na ordem e na dignidade, na Justiça e no devotamento ao progresso que lhe caracterizam os dirigentes, mantendo o trabalho e a fraternidade, a cultura e a compreensão de sempre, para resolver os problemas da comunidade e, com o devido respeito à personalidade humana e com o devido acatamento aos outros povos, decerto que cumprirá os seus altos destinos de pátria do Evangelho, na qual a Religião e a Ciência, enfim unidas, se farão as bases naturais da felicidade comum através da prática dos ensinamentos vivos de Jesus Cristo.” (7)


Invernos Existenciais







Invernos Existenciais






    Por mais bela e florida que seja a primavera, o verão sempre pede passagem e traz consigo os dias quentes.

    E mesmo que desejemos reter os dias ensolarados e agradáveis, aproxima-se o outono e, como que obedecendo a um chamado superior, instala-se, silencioso e decidido...

    Depois de um lindo espetáculo de cores, as folhas caem, vencidas, transformando a paisagem... E o outono também parte...

    Soberano, logo aparece o inverno e se faz sentir das mais variadas formas, com seus dias frios e cinzentos.

    Passa o tempo e outra vez o espetáculo colorido de folhas e flores anunciam que a primavera está de volta...

    E é assim que os ciclos das estações se repetem e trazem oportunidades de aprendizado para todos os seres vivos.

    Semelhante às estações, o nosso viver também tem primaveras, verões, outonos e invernos...

    Mas nem sempre percebemos as lições que cada estação enseja, e nos desesperamos diante dos dias frios e cinzentos dos invernos existenciais.

    A primavera é agradável, não há dúvida. Flores e perfumes tornam nossos dias mais alegres.

    No entanto, se as flores surgem na primavera, é no inverno que acumulam as horas de frio necessárias para fazer brotar a gema floral com o choque térmico no início da nova estação.

    Sim! Se não fosse o frio não teríamos alguns tipos de flores e frutos.

    O frio “quebra” a dormência das gemas que originarão a folhagem e os frutos na primavera, quando folhas e flores enfeitam a paisagem.

    É assim que nós também podemos utilizar os invernos existenciais para favorecer a floração das virtudes que embelezam a nossa vida e nos trazem alegria...

    Para as plantas, a escassez de umidade, o frio e a baixa luminosidade, ocasionadas pelo inverno, são qual jardineiro que desperta a vida adormecida em sua intimidade.

    É assim que árvores e plantas perdem galhos e folhas, mas garantem floradas em todas as primaveras...

    Por vezes, os seres humanos também passam pelos invernos existenciais e perdem temporariamente a exuberância. Sentem-se como uma árvore desfolhada, sem flor nem perfume...

    Mas que importa se a vida que pulsa, além das aparências, está se preparando para produzir flores mais belas e perfumadas nas primaveras vindouras? Geralmente são os dias mais difíceis que acordam em nós as sementes adormecidas da esperança...

    Não há dúvida de que os dias ensolarados e alegres são encantadores, mas são os dias difíceis que mais desafiam as nossas potencialidades e quebram a concha da nossa acomodação...

    O sofrimento que nos fustiga a alma é abençoado aguilhão que nos faz despertar para os valores reais da vida.

    Assim, diante dos açoites do inverno, pense nas preciosas lições da natureza.

    Observe as árvores desfolhadas, quais esqueletos nus na paisagem cinzenta e sem brilho, mas em pé... Firmes e cheias de esperança.

    Suportam os ventos, a chuva, o frio e a falta de luz, mas conservam a seiva da vida na intimidade...

    Instintivamente aguardam o retorno da primavera que, com sua brisa morna, vem acariciar as flores e fazê-las frutificar...


 





    Aproveite os dias ensolarados para armazenar o vigor que lhe sustentará nos invernos existenciais...

    E quando os dias escuros surgirem na sua vida, não permita que a tristeza lhe roube a esperança de ver surgir, outra vez, a primavera...

    Lembre-se que mesmo nos dias nublados, o sol está sempre à espreita, esperando sua vez de brilhar e espalhar vida por sobre toda a natureza...







Transição e regeneração:

 Transição e regeneração: o cumprimento da lei do progresso

Todo período de transição possui uma característica marcante: a coexistência de elementos representativos do período atual em que se encontra com elementos que marcam o novo período em que se adentrará. A passagem da Terra, de um mundo de provas e expiações para um mundo de regeneração, é o cumprimento de uma das leis da natureza, a lei do progresso, que postula que tudo se transforma incessantemente, sempre com o objetivo do melhoramento lento e gradual com destino à perfeição. Assim sendo, constatamos sinais inequívocos do mundo de regeneração que se anuncia e ao mesmo tempo convivemos com as velhas estruturas materialistas.

Dentre as evidências que nos permitem falar num ensaio para um mundo regenerado, vemos uma enorme busca por espiritualidade, que se verifica ao longo de toda a pirâmide social. Os mais abastados em termos materiais sentem um vazio existencial causado pela futilidade e pela descartabilidade da sociedade capitalista materialista. Aqueles que se encontram em condição de penúria e miséria se questionam o porquê de tanto sofrimento, buscando respostas existenciais que transcendem nossa precária condição humana. E é somente pelas vias da espiritualidade e da conquista do bem-estar íntimo que será possível o equacionamento desses problemas que afligem o ser humano na atualidade.

Além da questão do desabrochar da espiritualidade, percebemos outros indícios da transição que vivemos, a exemplo do surgimento das instituições protetoras, como as grandes organizações defensoras dos direitos humanos e dos direitos das minorias historicamente excluídas; a repulsa instintiva contra idéias perversas; a diminuição das barreiras com o incrível aumento da comunicação entre os povos, proporcionado pela fantástica Revolução da Informação em escala global; idéias grandes e generosas que dão suporte às reformas úteis que deverão ser levadas a cabo para reestruturar as instituições humanas falidas.

Todos os movimentos progressistas da História, no entanto, sempre encontraram forte oposição naqueles que persistem na defesa das idéias retrógradas interessadas na manutenção do status quo atual das sociedades humanas. Por isso, o choque de pensamento que se trava no contexto da coexistência de elementos novos e reformistas será a grande marca dos tempos que se aproximam. As mudanças que virão sepultar o velho estado de coisas da Terra não serão puramente materiais, mas se processarão, sobretudo no campo das idéias.

Nesse sentido, a mola propulsora da transformação para a regeneração será a aliança da ciência com a religião, que ocorrerá quando a religião, adotando a racionalidade das crenças no lugar do fanatismo cego e da intolerância, verá nascer um renovado tipo de fé religiosa, indestrutível, porque terá origem na fé raciocinada e será revestida com as luzes da razão, rejeitando definitivamente os dogmas aprisionadores do espírito humano.

Quanto à ciência, passará a reconhecer a ligação fundamental das leis do mundo material com as leis do mundo espiritual, abandonando definitivamente o paradigma materialista que sustentou o pensamento científico por séculos, e promovendo a integração dos conceitos religiosos com os fundamentos científicos. Portanto, cairão os dogmas, o materialismo e a incredulidade, pois haverá o suporte sólido da razão a guiar a ação e a fé humanas, como magistralmente sintetizou Allan Kardec: “Fé inabalável só o é aquela que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade”.

Enfim, a Terra verá surgir uma nova era de progresso moral quando livrar-se terminantemente do ranço materialista e quando a lei do mais forte for substituída pela fraternidade universal, dando lugar a sociedades humanas regidas por uma ordem social harmônica e justa, pautadas pela cooperação entre os homens e pela prática integral e irrestrita da Caridade na sua mais pura expressão cristã.


Filosofar é preciso

Filosofar é preciso

O ser humano, sempre, buscou conhecer a verdade. Os benfeitores nos dizem que “os Espíritos são os seres inteligentes do Universo” (1). Nesse sentido, a grande diferença entre nós e as outras criaturas inferiores da criação que, por hora, não chegaram à categoria de Espíritos, como os animais, é a capacidade de pensar. E foi, justamente, pensando, que o ser conseguiu fazer todo esse progresso que hoje é visível. Por natureza, então, o homem é um observador, um indagador e um pesquisador. Essas são as nossas características mais básicas, sem as quais pouco nos diferenciaríamos dos irracionais.

Por outro lado, etimologicamente, “a palavra filosofia (do grego φιλοσοφία) resulta da união de outras duas palavras: philia (φιλία), que significa amizade, amor fraterno e sophia (σοφία), que significa sabedoria, conhecimento. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber” (2).

Ora, desse modo, a característica fundamental do ser humano o levou, inevitavelmente, a filosofar. De tal modo que a filosofia é a mãe de todas as outras ciências. Foi a partir dela que surgiram todos os outros ramos do conhecimento humano. Sendo ela, portanto, o primeiro passo que o homem deu na busca pelas verdades universais.

Dentro dessa visão, é interessante observar, ainda, que “de sophia decorre a palavra sophos (σοφός), que significa sábio, instruído. Assim, o filósofo seria aquele que ama e busca a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber” (3. O ser humano, dessa forma, por isso mesmo, e pela sua própria natureza espiritual, é, também, um filósofo, pois vive imerso na filosofia.

Filosofar é, pois, preciso!

E parece que os antigos sabiam disso.

Eis por que vemos essa “busca pelo saber” nascer em todos os cantos do globo terrestre, desde as épocas mais remotas.

No Oriente, por exemplo, figuras notáveis como Confúcio, Siddharta Gautama, Lao-Tse, Krishna e Zoroastro surgiram divulgando, cada qual com suas peculiaridades, conhecimentos invulgares, através do Confucionismo, do Budismo, do Taoísmo, do Hinduísmo e do Zoroastrismo, respectivamente, por meio de seus ensinos e de seus escritos belíssimos. 

Ficando, contudo, mais detidos no Ocidente, veremos que foi com Tales de Mileto (em grego Θαλής ο Μιλήσιος) que nasceu a tradição filosófica neste hemisfério da Terra. Ele nasceu em Mileto, na Ásia menor, antiga colônia Grega, e atual Turquia, por volta do ano 625 a.C., desencarnando em 558 a.C. Atualmente, é provável que muitos ao verem este nome logo se lembrem de suas antigas aulas de matemática da escola, quando, aprendendo geometria, descobriam as propriedades de um teorema conhecido como o teorema de Tales. Engana-se, no entanto, quem pensa ser esta a única contribuição do filósofo. Foi ele, além de pai da filosofia ocidental, fundador da escola Jônica. Afora isso, certamente, era ele um dos sete sábios antigos que recomendavam o famoso “Conhece-te a ti mesmo”, inscrito em um famoso templo de Delfos e divulgado por Sócrates. Dessa maneira, vê-se que a sua era a filosofia grandiosa, e que a visão que ele tinha da mesma era profunda. 

É a Pitágoras (do grego Πυθαγόρας), porém, que se deve a origem da palavra filosofia. Filósofo matemático grego, nasceu em Samos, por volta do ano 571 a.C., e veio a desencarnar em 496 a.C. A sua importância para o pensamento grego e a humanidade foi enorme. Conta a tradição histórica que a sua mãe, ao se consultar com uma pitonisa, que nada mais era do que uma médium psicofônica, ficou sabendo que o seu filho seria um ser extraordinário. Assim, fundador da escola pitagórica, que teve enorme influência no pensamento posterior e contemporâneo da época, ensinava, dentre outras coisas, a palingenesia (outro nome, mais antigo, para a reencarnação). Tendo uma visão da filosofia muito similar à de Tales, originou um nome que pudesse, por certo, conter em sua etimologia a essência mesma desta ciência das ciências. 

É, fundamentalmente, esse conceito que Sócrates dava à filosofia. Como se vê em seus diálogos e em sua vida, especialmente nos livros “Fedro”, “Fédon” e “Apologia”, escritos pelo seu famoso discípulo Platão, o sábio grego, indo ao encontro de Tales e de Pitágoras, não concebia uma filosofia sem o auto-conhecimento. Para ele, o verdadeiro filósofo era aquele que colocava em prática os conhecimentos que adquiria. 

Vejamos, de forma adaptada, o que o próprio sábio diz acerca da função da filosofia: “a filosofia transmite à alma com doçura as suas raízes, esforça-se para libertá-la, mostrando-lhe de que ilusões está cheia, recomendando-lhe, enfim, que se recolha e se volte para si mesma”. (4)

A filosofia, nesse contexto, deixa de ter uma função especulativa da natureza. Mas, à medida que mostra ao ser os conhecimentos eternos, faz com que este se volte para si mesmo e se melhore constantemente, apropriando-se, desse modo, realmente, do saber, através da vivência. 

Filosofar é, mais do que nunca, preciso!

É certo, entretanto, que, nesta visão metafilosófica, nesta análise do sentido e da função da filosofia, nesta filosofia da filosofia, atualmente, tem-se diversas correntes. De tal forma, que é comum, talvez pela superficialidade de pretensos detentores do título de filósofos, ou mesmo pelo desconhecimento geral, associar esta palavra às falácias vaidosas.

Isso porque, alguns, não conhecendo a essência, pensam que filosofar é sinônimo de questionar por questionar e de acumular conhecimentos estéreis.

Eram os conhecidos Sofistas do passado que transformaram a filosofia “em exibição da sabedoria” (4), e os quais ainda geram sofistas no presente.

Vendo-se Sócrates, porém, aprende-se que os seus questionamentos, através da maiêutica, tinham uma finalidade. E esta não era a de concitar dúvidas eternamente, mas, ao contrário, era a de, gerando num primeiro momento dúvidas, levar o ser à descoberta da verdade e da modificação interior. Era a de fazer com que o ser, saboreando os conhecimentos no dia-dia, chegasse, verdadeiramente, a saber.

O Espiritismo, a seu turno, dá uma dimensão à filosofia muito similar à dada por Sócrates. Emmanuel, por exemplo, diz-nos que “a filosofia constitui, de fato, a súmula das atividades evolutivas do Espírito encarnado, na Terra. Suas equações são as energias que fecundam a Ciência, espiritualizando-lhe os princípios, até que unidas, uma à outra, indissoluvelmente, penetrem o átrio divino das verdades eternas”. (5)

E, neste ínterim, a Doutrina Espírita, através dos livros do senhor Allan Kardec, traz para a humanidade uma filosofia grandiosa, a qual é um desdobramento moderno das verdades entrevistas por esses sábios do passado. E é, primordialmente, na força desta filosofia que reside a força desta Doutrina. “Falsíssima idéia formaria do Espiritismo quem julgasse que a sua força lhe vem da prática das manifestações materiais e que, portanto, obstando-se a tais manifestações, se lhe terá minado a base. Sua força está na sua filosofia, no apelo que dirige à razão, ao bom senso” (6). 

Isso porque a filosofia ensinada pela Doutrina dos Espíritos se baseia, essencialmente, nos princípios éticos ensinados por Jesus, o Cristo. E, dessa maneira, as práticas morais que incentiva o homem a fazer são as mesmas ensinadas pelo Mestre de todos os mestres. 

Diante disso, pois, nós outros preferimos ficar com os ensinos de Jesus, com a filosofia de Tales, de Pitágoras e de Sócrates, e com o resgate e desdobramento feitos pelo Espiritismo.

Eis por que não hesitamos em dizer:

– “Filosofar é, ainda, e sempre será preciso!”