domingo, 31 de julho de 2011

Os Tempos são Chegados

Revista Espírita, outubro de 1866

Os tempos marcados por Deus são chegados, dizem-nos de todas as partes, onde os grandes acontecimentos vão se cumprir para a regeneração da Humanidade. Em que sentido é preciso entender estas palavras proféticas? Para os incrédulos, elas não têm nenhuma importância; aos seus olhos, não é senão a expressão de uma crença pueril sem fundamento; para a maioria dos crentes, ela têm alguma coisa de mística e de sobrenatural que Ihs parece ser precursoras do transtorno das leis da Natureza. Estas duas interpretações são igualmente errôneas: a primeira naquilo que implica a negação da Providência, e que os fatos cumpridos provam a verdade dessas palavras; a segunda, naquilo que estas não anunciam a perturbação das leis da Natureza, mas seu cumprimento. Procuremos, pois, o sentido mais racional.

Tudo é harmonia na obra da criação, tudo revela uma previdência que não se desmente nem nas menores coisas nem nas maiores; devemos, pois, de inicio descartar toda a idéia de capricho irreconciliável com a sabedoria divina; em segundo lugar, se nossa época está marcada para o cumprimento de certas coisas, é que elas têm sua razão de ser na marcha geral do conjunto.

Isto posto, diremos que o nosso globo, como tudo o que existe, está submetido à lei do progresso. Ele progride fisicamente pela transformação dos elementos que o compõem, e moralmente pela depuração dos Espíritos, encarnados e desencarnados, que o povoam. Estes dois progressos se seguem e caminham paralelamente, porque a perfeição da habitação está em relação com a do habitante. Fisicamente, o globo sofreu transformações, constatadas pela ciência, e que, sucessivamente, o tomaram habitável para seres cada vez mais aperfeiçoados; moralmente, a Humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que a melhora do globo se opera, sob o império das forças materiais, os homens nisso concorrem pelos esforços de sua inteligência; eles saneiam as regiões insalubres, tornam as comunicações mais fáceis e a terra mais produtiva.

Esse duplo progresso se realiza de duas maneiras: uma lenta, gradual e insensível; a outra por mudanças mais bruscas, em cada uma das quais se opera um movimento ascensional mais rápido que marca, por caracteres marcantes, os períodos progressivos da Humanidade. Esses movimentos, subordinados nos detalhes ao livre arbítrio dos homens, são, de alguma sorte, fatais em seu conjunto, porque estão submetidos à leis, como aqueles que se operam na germinação, crescimento e maturidade das plantas, tendo em vista que o objetivo da Humanidade é o progresso, não obstante a marcha retardatária de algumas individualidades; por isso, o movimento progressivo é algumas vezes parcial, quer dizer, limitado a uma raça ou a uma nação, outras vezes geral. O progresso da Humanidade se efetua, pois, em virtude de uma lei; ora, como todas as leis da Natureza são a obra eterna da sabedoria e da presciência divinas, tudo o que é o efeito dessas leis é o resultado da vontade de Deus, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma vontade imutável. Portanto, quando a Humanidade está amadurecida para transpor um degrau, pode-se dizer que os tempos marcados por Deus são chegados, como se pode dizer também que em tal época chegaram pela maturidade os frutos e a colheita.

Do fato de que o movimento progressivo da Humanidade é inevitável, porque está na Natureza, não se segue que Deus a isto seja indiferente, e que, depois de ter estabelecido as leis, tenha entrado na inação, deixando as coisas irem inteiramente sozinhas. Suas leis são eternas e imutáveis, sem dúvida, mas porque sua própria vontade é eterna e constante, e que seu pensamento anima todas as coisas sem interrupção; seu pensamento, que penetra tudo, esforça inteligente e permanente que mantém tudo na harmonia; que esse pensamento cessasse um único instante de agir, e o Universo seria como um relógio sem pêndulo regulador. Deus vela, pois, incessantemente pela execução de suas leis, e os Espíritos que povoam o espaço são seus ministros encarregados dos detalhes, segundo as atribuições que tocam ao seu grau de adiantamento.

O Universo é, ao mesmo tempo, um mecanismo incomensurável conduzido por um número não menos incomensurável de inteligências, um imenso governo onde cada ser inteligente tem sua parte de ação sob o olhar do soberano Senhor, cuja vontade única mantém por toda a parte a unidade. Sob o domínio dessa vasta força reguladora tudo se move, tudo funciona numa ordem perfeita, o que nos parece perturbações são os movimentos parciais e isolados que não nos parecem irregulares senão porque nossa visão é circunscrita. Se pudéssemos abarcar-lhe o conjunto, veríamos que essas irregularidades não são senão aparentes e que se harmonizam no todo.

A previsão dos movimentos progressivos da Humanidade nada tem de surpreendente entre os seres desmaterializados que vêem o objetivo para onde tendem todas as coisas, dos quais alguns possuem o pensamento direto de Deus, e que julgam, nos movimentos parciais, o tempo pelo qual poderá se cumprir um movimento geral, como se julga antes o tempo que é preciso a uma árvore, para dar frutos, como os astrônomos calculam a época de um fenômeno astronômico pelo tempo que é preciso a um astro para cumprir sua revolução.

Mas todos aqueles que anunciam esses fenômenos, os autores de almanaques que predizem os eclipses e as marés, certamente eles mesmos não estão no estado de fazer os cálculos necessários não são senão os ecos; assim ocorre com os Espíritos secundários cuia visão é limitada, e que não fazem senão repetir o que aprouve aos Espíritos superiores Ihs revelar.

A Humanidade realizou, até este dia. incontestáveis progressos; os homens, por sua inteligência, chegaram a resultados que jamais tinham atingido com relação às ciências, às artes e ao bem-estar material; resta-lhes, ainda, um imenso progresso a realizar: é o de fazer reinar entre eles a caridade, a fraternidade e a solidariedade, para assegurar o seu bem-estar moral. Não o podiam nem com suas crenças, nem com suas instituições antiquadas, restos de uma outra época, boas em uma certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, tendo dado o que elas comportam, seriam um atraso hoje. Tal uma criança é estimulada por móveis, impotentes quando vem a idade madura. Não é mais somente o desenvolvimento da inteligência que é necessário aos homens, é a elevação do sentimento, e para isto é preciso destruir tudo o que poderia superexcitar neles o egoísmo e o orgulho.

Tal é o período onde vão entrar doravante, e que marcará as fases principais da Humanidade. Esta fase que se elabora neste momento, é o complemento necessário do estado precedente, como a idade viril é o complemento da juventude; ela podia, pois, ser prevista e predita antecipadamente, e é por isto que se diz que os tempos marcados por Deus são chegados.

Neste tempo, não se trata de uma mudança parcial, de uma renovação limitada a uma região, a um povo, a uma raça; é um movimento universal que se opera no sentido do progresso moral. Uma nova ordem de coisas tende a se estabelecer, e os homens que lhe são os mais opostos nela trabalham com o seu desconhecimento; a geração futura, desembaraçada das escórias do velho mundo e formada de elementos mais depurados, achar-se-á animada de idéias e de sentimentos diferentes da geração presente que se vai a passos de gigante. O velho mundo estará morto, e viverá na história, como hoje os tempos da Idade Média, com seus costumes bárbaros e suas crenças supersticiosas.

De resto, cada um sabe que a ordem das coisas atuais deixa a desejar; depois de ver, de alguma sorte, esgotar o bem-estar material, que é o produto da inteligência, chega-se a compreender que o complemento desse bem-estar não pode estar senão no desenvolvimento moral. Quanto mais se avança, mais se sente o que falta, sem, no entanto, poder ainda defini-lo claramente: é o efeito do trabalho intimo que se opera para a regeneração; têm-se desejos, aspirações que são como o pressentimento de um estado melhor.

Mas uma mudança tão radical, quanto a que se elabora, não pode se realizar sem comoção; a luta inevitável entre as idéias, e quem diz luta, diz alternativa de sucesso e de revés; no entanto, como as idéias novas são as do progresso, e que o progresso está nas leis da Natureza, elas não podem deixar de se impor sobre as idéias retrógradas. Forçosamente, desse conflito, surgirão as perturbações temporárias, até que o terreno seja desobstruído dos obstáculos que se opõem ao estabelecimento de um novo edifício social. Da luta das idéias é que surgirão os graves acontecimentos anunciados, e não cataclismos, ou catástrofes puramente materiais. Os cataclismos gerais eram a conseqüência do estado de formação da Terra; hoje, não são mais as entranhas do globo que se agitam, são as da Humanidade.

A Humanidade é um ser coletivo em que se operam as mesmas revoluções morais que em cada ser individual, com esta diferença de que umas se cumprem de ano em ano, e as outras de século em século. Que sejam acompanhadas, em suas evoluções através do tempo, e ver-se-á a vida das diversas raças marcadas por períodos que dão a cada época uma fisionomia particular.

Ao lado dos movimentos parciais, há um movimento geral que dá o impulso à Humanidade inteira; mas o progresso de cada parte do conjunto é relativo ao seu grau de adiantamento. Tal será uma família composta de vários filhos dos quais o mais jovem está no berço e o primogênito com a idade de dez anos, por exemplo. Em dez anos, o primogênito terá vinte anos e será um homem; o mais jovem terá dez anos e, embora mais avançado, será ainda uma criança; mas, a seu turno, tornar-se-á um homem. Assim é com as diferentes frações da Humanidade; os mais atrasados avançam, mas não saberão, de um pulo, alcançar o nível dos mais avançados.

A Humanidade, tornada adulta, tem novas necessidades, aspirações mais largas, mais elevadas; compreende o vazio das idéias das quais foi embalada, a insuficiência de suas instituições para a sua felicidade; ela não encontra mais, no estado das coisas, as satisfações legitimas para as quais se sente chamada; por isso ela sacode coeiros, e se lança impelida por uma força irresistível, para as margens desconhecidas, para descoberta de novos horizontes menos limitados. E é no momento em que ela se encontra muito pobremente em sua esfera material, onde a vida intelectual transborda, onde o sentimento da espiritualidade desabrocha, quantos homens, pretensos filósofos, esperam encher o vazio por doutrinas do niilismo e do materialismo! Estranha aberração! Esses mesmos homens que pretendem impeli-la para a frente, se esforçam por circunscrevê-la no circulo estreito da matéria; de onde ela aspira sair; e lhe fecham o aspecto da vida infinita, e lhe dizem, em lhe mostrando o túmulo: Nec plus ultra!

A marcha progressiva da Humanidade se opera de duas maneiras, como o dissemos: uma gradual, lenta, insensível, se se consideram as épocas próximas, que não se traduz por melhorias sucessivas nos costumes, nas leis, nos usos, e não se percebe que, com o tempo, como as mudanças que as correntes d'água trazem à superfície do globo; o outro, por um movimento relativamente brusco, rápido, semelhante ao de uma torrente rompendo seus diques, que lhe faz transpor em alguns anos o espaço que ela teria séculos para percorrer. E então um cataclismo moral que engole, em alguns instantes, as instituições do passado, e ao qual sucede uma nova ordem de coisas, que se assenta pouco a pouco, à medida que a calma se restabelece, e se torna definitiva.

Àquele que vive bastante tempo para abarcar as duas vertentes da nova fase, parece que um mundo novo tenha saído das ruínas do antigo; o caráter, os costumes, os usos, tudo está mudado; é que, com efeito, homens novos, ou melhor, regenerados, surgiram; as idéias trazidas pela geração que se extingue de o lugar às idéias novas na geração que se educa.

É a um desses períodos de transformação, ou, querendo-se, de crescimento moral, que chegou a Humanidade. Da adolescência ela passa à idade viril; o passado não pode mais bastar para suas novas aspirações, suas novas necessidades; não pode ser mais conduzida pelos mesmos meios; não se paga mais com ilusões e prestígios: é preciso, à sua razão, amadurecer os alimentos mais substanciais. O presente é muito efêmero; ela sente que seu destino é mais vasto e que a vida corpórea é muito restrita para encerrá-la toda inteira; por isso ela mergulha seus olhares no passado e no futuro, a fim de ali descobrir o mistério de sua existência e ali haurir uma consoladora segurança.

Quem meditou sobre o Espiritismo e suas conseqüências, e não o circunscreveu à produção de alguns fenômenos, compreende que ele abre à Humanidade um caminho novo, e lhe desenrola os horizontes do infinito; iniciando-o nos mistérios do mundo invisível, mostra-lhe seu verdadeiro papel na criação, papel perpetuamente ativo, tanto no estado espiritual como no estado corpóreo. O homem não caminha mais às cegas: ele sabe de onde vem, para onde vai e porque está sobre a Terra. O futuro se lhe mostra em sua realidade, livre dos preconceitos da ignorância e da superstição; não é mais uma vaga esperança: é uma verdade palpável, tão certa para ele quanto a sucessão do dia e da noite. Sabe que o seu ser não está limitado a alguns instantes de uma existência cuja duração está submetida ao capricho do acaso; que a vida espiritual não é interrompida pela morte; que ele já viveu, reviverá ainda, e que de tudo aquilo que adquire em perfeição pelo trabalho, nada está perdido; encontra em suas existências anteriores a razão daquilo que é hoje, e daquilo que se faz hoje, pode concluir o que será um dia.

Com o pensamento de que a atividade e a cooperação individuais à obra geral da civilização são limitados à vida presente, que nada se foi e que nada será, que faz ao homem o progresso ulterior da Humanidade? Que lhe importa que no futuro os povos sejam melhor governados, mais felizes, mais esclarecidos, melhores uns para os outros? Uma vez que disso não deve retirar nenhum fruto, esse progresso não está perdido para ele? De que lhe serve trabalhar por aqueles que virão depois dele, se não deve jamais conhecê-los, e se são seres novos que pouco depois reentrarão, eles mesmos, no nada? Sob o império da negação do futuro individual, tudo, forçosamente diminuiria às mesquinhas proporções do momento e da personalidade

Mas, ao contrário, que amplitude dá ao pensamento do homem a certeza da perpetuidade do ser espiritual ! que orça, que coragem não retira dali contra as vicissitudes da vida material! O que de mais racional, de mais grandioso, de mais digno do Criador que esta lei segundo à qual a vida espiritual e a vida corpórea não são senão dois modos de existência que se alternam para a realização do progresso o que de mais justo e de mais consolador do que a idéia dos mesmos seres progredindo sem cessar, primeiro através das gerações de um mesmo mundo, e em seguida de mundo em mundo, até a perfeição sem solução de continuidade! Todas as ações têm então um objetivo porque, trabalhando por todos, trabalha-se para si, e reciprocamente de sorte que nem o progresso individual nem o progresso geral jamais são estéreis; aproveita às gerações e às individualidades futuras, que não são outras senão as gerações e as individualidades passadas chegadas a um mais alto grau de adiantamento.

A vida espiritual é a vida normal e eterna do Espirito, e a encarnação não é senão uma forma temporária de sua existência. Salvo a veste exterior, há pois, identidade entre os encarnados e os desencarnados; são as mesmas individualidades sob dois aspectos diferentes, pertencendo tanto ao mundo visível, quanto ao mundo invisível, se reencontrando seja num, seja no outro, concorrendo num e no outro ao mesmo objetivo, por meios apropriados à sua situação.

Dessa lei decorre a da perpetuidade das relações entre os seres a morte não os separa, e não põe fim às suas relações simpáticas nem aos seus deveres recíprocos. Dai a solidariedade de todos para cada um, e de cada um para todos; dai também a fraternidade. Os homens não viverão felizes sobre a Terra senão quando esses dois sentimentos tiverem entrado em seus corações e em seus costumes porque, então, a eles sujeitarão suas leis e sua instituições. Estará ai um dos principais resultados da transformação que ali se opera.

Mas como conciliar os deveres da solidariedade e da fraternidade com a crença de que a morte torna para sempre os homens estranhos uns aos outros? Pela lei da perpetuidade das relações que ligam todos os seres, o Espiritismo funda esse duplo principio sobre as próprias leis da Natureza; disso não faz só um dever, mas uma
necessidade. Pela da pluralidade das existências, o homem se prende ao que se fez e ao que se fará, aos homens do passado e aos do futuro; ele não pode mais dizer que não tem mais nada de comum com aqueles que morrem, uma vez que uns e os outros se reencontram sem cessar, neste mundo e no outro, para subirem juntos a escala do progresso e se prestarem um mútuo apoio. A fraternidade não está mais circunscrita a alguns indivíduos que o acaso reuniu durante a duração efêmera da vida; ela é perpétua como a vida do Espirito, universal como a Humanidade, que constitui uma grande família da qual todos os membros são solidários uns com os outros, qualquer que seja a época na qual viveram.

Tais são as idéias que ressaltam do Espiritismo, e que suscitará, entre todos os homens, quando estiver universalmente difundido, compreendido, ensinado. Com o Espiritismo a fraternidade, sinônimo da caridade pregada pelo Cristo, não é mais uma vã palavra; ela tem a sua razão de ser. Do sentimento da fraternidade nascem o da reciprocidade e dos deveres sociais, de homem a homem, de povo a povo, de raça a raça; desses dois sentimentos bem compreendidos sairão, forçosamente, as instituições mais proveitosas ao bem-estar de todos.

A fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social; mas não há fraternidade real, sólida e efetiva se não estiver apoiada sobre uma base inabalável; essa base é a fé; não a fé de tais ou tais dogmas particulares que mudam com o tempo e os povos e se lançam pedras, porque, anatematizando-se, entretêm o antagonismo; mas a fé nos princípios fundamentais que todo o mundo pode aceitar Deus, a a/ma, o futuro, O PROGRESSO INDIVIDUAL, INDEFINIDO, A PERPETUIDADE DAS RELAÇÕES ENTRE OS SERES. Quando todos os homens estiverem convencidos de que Deus é o mesmo para todos, que esse Deus, soberanamente justo e bom, nada pode querer de injusto, que o mal vem dos homens e não dele, se olharão como filhos de um mesmo pai e se estenderão a mão. É esta fé que o Espiritismo dá, e que será doravante o pivô sobre o qual se moverá o gênero humano, quaisquer que sejam suas maneiras de adorá-lo e suas crenças particulares, que o Espiritismo respeita, mas da qual não tem que se ocupar. Só dessa fé pode sair o verdadeiro progresso moral, porque só ela dá uma sanção lógica aos direitos legítimos e aos deveres; sem ela, o direito é aquele que dá a força; o dever, um código humano imposto pelo constrangimento. Sem ela, o que é o homem? um pouco de matéria que se desfaz, um ser efêmero que não faz senso passar; o próprio gênio o uma centelha que brilha um instante para se apagar para sempre; certamente, não há ali de que se isentar muito aos seus próprios olhos. Com um tal pensamento, onde estão realmente os direitos e os deveres? qual é o objetivo do progresso? Sozinha, esta fé faz sentir ao homem sua dignidade pela perpetuidade e o progresso do seu ser. Não num futuro mesquinho e circunscrito à personalidade, mas grandioso e esplêndido; seu pensamento se eleva acima da Terra; sente-se crescer pensando que tem seu papel no Universo e que esse Universo é seu domínio que poderá um dia percorrer, e que a morte dele não fará uma nulidade, ou um ser inútil a si mesmo e aos outros.

O progresso intelectual realizado até este dia. nas mas vastas proporções, é um grande passo, e marca a primeira fase da Humanidade, mas sozinho é impotente para regenerá-la; enquanto o homem for dominado pelo orgulho e pelo egoísmo, utilizará sua inteligência e seus conhecimentos em proveito de suas paixões e de seus interesses pessoais; é por isso que os aplica ao aperfeiçoamento dos meios de prejudicar aos outros e de se entredestruirem. Só o progresso moral pode assegurar a felicidade dos homens sobre a Terra, colocando um freio às más paixões; só ele pode fazer reinar entre eles a concórdia, a paz, a fraternidade. Será ele que abaixará as barreiras dos povos, que fará tombar os preconceitos de casta, e calar os antagonismos de seitas, ensinando aos homens a se olharem como irmãos, chamados para se entre ajudarem e não viverem às expensas uns dos outros. Será ainda o progresso moral, secundado aqui pelo progresso da inteligência, que confundirá os homens numa mesma crença, estabelecida sobre as verdades eternas, não sujeitas à discussão e, por isto mesmo, aceitas por todos. A unidade de crença será o laço mais poderoso, o mais sólido fundamento da fraternidade universal, quebrado em todos os tempos pelos antagonismos religiosos que dividem os povos e as famílias, que fazem ver no próximo inimigos que é preciso fugir, combater, exterminar, em lugar de irmãos que é preciso amar.

Um tal estado de coisas supõe uma mudança radical nos sentimentos das massas, um progresso geral que não poderia se realizar senão saindo do circulo das idéias estreitas e terra-a-terra que fomentam o egoísmo. Em diversas épocas, homens de elite procuraram conduzir a Humanidade nesse caminho; mas a Humanidade, embora muito jovem, permaneceu surda, e seus ensinos foram como a boa semente caída sobre a pedra. Hoje, ela está madura para levar seus olhares mais alto do que ela não o fez, para assimilar as idéias mais amplas e compreender o que não tinha compreendido. A geração que desaparece levará com ela seus preconceitos e seus erros; a geração que se levanta, temperada numa fonte mais depurada, imbuída de idéias mais sadias, imprimirá ao mundo o movimento ascensional no sentido do progresso moral, que deve marcar a nova fase da Humanidade. Esta fase já se revela por sinais inequívocos, por tentativas de reformas úteis, pelas idéias grandes e generosas que vêm à luz e que começam a encontrar ecos. Assim é que se vê se fundar uma multidão de instituições protetoras, civilizadoras e emancipadoras, sob o impulso e pela iniciativa de homens evidentemente predestinados à obra da regeneração; que as leis penais se impregnam cada dia de um sentimento mais humano. Os preconceitos de raça se enfraquecem, os povos começam a se olhar como os membros de uma grande família; pela uniformidade e a facilidade dos meios de transação, suprimem as barreiras que os dividiam de todas as partes do mundo, se reúnem em comícios universais pelos torneios pacíficos da inteligência. Mas falta a essas reformas uma base para se desenvolver, se completar e se consolidar, uma predisposição moral mais geral para frutificar e se fazer aceitas pelas massas. Este não é menos um sinal característico do tempo, o prelúdio daquilo que se realizará sobre uma mais vasta escala, à medida que o terreno se tornar mais propicio.

Um sinal não menos característico do período em que entramos, é a reação evidente que se opera no sentido das idéias espiritualistas, uma repulsa instintiva se manifesta contra as idéias materialistas, cujos representantes se tornam menos numerosos ou menos absolutos. O espirito de incredulidade que tinha se apoderado das massas, ignorantes ou esclarecidas, e lhe tinha feito rejeitar, com a forma, o próprio fundo de toda crença, parece Ter tido um sono ao sair do qual experimenta a necessidade de respirar um ar mais vivificante. Involuntariamente, onde o vazio se fez, procura-se alguma coisa, um ponto de apoio, uma esperança.

Neste grande movimento regenerador, o Espiritismo tem um papel considerável, não o Espiritismo ridículo inventado por uma critica zombeteira, mas o Espiritismo filosófico, tal como o compreende quem se dá ao trabalho de procurar a amêndoa sob a casca. Pelas provas que ele traz das verdades fundamentais, ele enche o vazio que a incredulidade faz nas idéias e nas crenças; pela certeza que dá de um futuro conforme a justiça de Deus, e que a mais severa razão pode admitir, tempera as amarguras da vida e previne os funestos efeitos do desespero. Fazendo conhecer novas leis da Natureza, dá a chave de fenômenos incompreendidos e de problemas insolúveis até este dia. e mata ao mesmo tempo a incredulidade e a superstição. Para ele, não há nem sobrenatural nem maravilhoso; tudo se cumpre no mundo em virtude de leis imutáveis. Longe de substituir um exclusivismo por um outro, se coloca como campeão absoluto da liberdade de consciência, combate o fanatismo sob todas as formas, e o corta em sua raiz proclamando a salvação para todos os homens de bem, e a possibilidade, para os mais imperfeitos, de chegar, pelos seus esforços, a expiação e a reparação, à perfeição, única que conduz à suprema felicidade. Em lugar de desencorajar o fraco, encoraja-o mostrando-lhe o objetivo que pode alcançar.

Ele não diz: Fora do Espiritismo não há salvação, mas com o Cristo: Fora da caridade não há salvação, principio de união, de tolerância, que unirá os homens num comum sentimento de fraternidade, em lugar de dividi-los em seitas inimigas. Por este outro principio: Não há fé inabalável senão aquela que pode olhara razão face a face em todas as épocas da Humanidade, destrói o império da fé cega que anula a razão, da obediência passiva que embrutece; ele emancipa a inteligência do homem e levanta seu moral.

Consequentemente, com ele não se impõe; ele diz o que é, o que quer, o que dá, e espera que se venha a ele livremente, voluntariamente; quer ser aceito pela razão e não pela força. Ele respeita todas as crenças sinceras, e não combate senão a incredulidade, o egoísmo, o orgulho e a hipocrisia, que são as chagas da sociedade, e os mais sérios obstáculos ao progresso moral; mas não lança anátema a ninguém, nem mesmo aos seus inimigos, porque está convencido de que o caminho do bem está aberto aos mais imperfeitos, e que, cedo ou tarde, nele entrarão.

Se se supõe a maioria dos homens imbuídos desse sentimento, podem-se facilmente se figurar as modificações que trarão nas relações sociais: caridade, fraternidade, benevolência para todos, tolerância para todas as crenças, tal será a sua divisa. É o objetivo para o qual tende, evidentemente, a Humanidade, o objeto de suas aspirações, de seus desejos, sem que ela se dê muita conta dos meios de realizá-los; ela ensaia, tateia, mas é detida por resistências ativas ou pela força da inércia dos preconceitos, das crenças estacionárias e refratárias ao progresso. São essas resistências que é preciso vencer, e isto será obra da nova geração; seguindo-se o curso atual das coisas, reconhece-se que tudo parece predestinado a lhe abrirá caminho; terá para ele a dupla força do número e das idéias, e além disto a experiência do passado.

A nova geração caminhará, pois, para a realização de todas as idéias humanitárias compatíveis com o grau de adiantamento ao qual tiver chegado. O Espiritismo caminhando no mesmo objetivo, e realizando seus fins , encontrar-se-ão sob o m es mo terreno , não como concorrentes, mas como auxiliares se prestando um mútuo apoio. Os homens progressistas encontrarão nas idéias espiritas uma possante alavanca, e o Espiritismo encontrará nos homens novos espíritos dispostos a acolhê-lo. Neste estado de coisas, que poderão fazer aqueles que quiserem se colocar como obstáculo?

Não é o Espiritismo que cria a renovação social, é a maturidade da Humanidade que faz dessa renovação uma necessidade. Por seu poder moralizador, por suas tendências progressivas, pela amplitude de seus objetivos, pela generalidade das questões que abarca, o Espiritismo está, mais do que qualquer outra doutrina, apto a secundar o movimento regenerador; é por isto que é dele contemporâneo; veio no momento em que poderia ser útil, porque para ele também os tempos estão chegados; mais cedo, teria encontrado obstáculos insuperáveis; teria inevitavelmente sucumbido, porque os homens, satisfeitos com o que tinham, não sentiam a necessidade daquilo que ele traz. Hoje, nascido com o movimento das idéias que agitam, encontra o terreno preparado para recebê-lo; os espíritos, as da dúvida e da incerteza, assustados com o abismo que se cava diante deles, o acolhem como uma ancora de salvação e uma suprema consolação.

Dizendo que a Humanidade está madura para a regeneração, isto não quer dizer que todos os indivíduos o estão no mesmo grau, mas muitos têm, por intuição, o germe das idéias novas que as circunstancias farão eclodir; então, mostrar-se-ão mais avançados do que se supunha, e seguirão com diligência o impulso da maioria.

Há deles, no entanto, que são essencialmente refratários, mesmo entre os mais inteligentes, e que, seguramente, não se juntarão jamais, pelo menos nesta existência, uns de boa-fé, por convicção; os outros por interesse. Aqueles cujos interesses materiais estão ligados ao estado presente das coisas, e que não estão bastante avançados para disso fazer abnegação, que o bem geral toca menos que o de sua pessoa, não podem ver sem apreensão o menor movimento reformador; a verdade é para eles uma questão secundária, ou, melhor dizendo, a verdade está inteiramente naquilo que não Ihs cause nenhuma perturbação; todas as idéias progressistas são, aos seus olhos, idéias subversivas, é porque Ihs devotam um ódio implacável e Ihs fazem uma guerra obstinada. Muito inteligentes por não verem no Espiritismo um auxiliar dessas idéias e os elementos da transformação que temem porque não se sentem à sua altura, se esforçam por abatê-lo; se o julgassem sem valor e sem importância, não se preocupariam com ele. Já dissemos em outro lugar: "Quanto mais uma idéia é grande, mais encontra ela adversários, e pode se medir sua importância pela violência dos ataques dos quais é objeto."

O número dos retardatários é ainda grande, sem dúvida, mas o que podem contra a onda que cresce, senão nela lançar algumas pedras? Esta onda é a regeneração que se ergue, ao passo que eles desaparecem com a geração que se vai cada dia a grandes passos. Até lá defenderão o terreno palmo a palmo; há, pois, uma luta inevitável, mas uma luta desigual, porque é a do passado decrépito que cai em farrapos, contra o futuro juvenil; da estagnação contra o progresso; da criatura contra a vontade de Deus, porque os tempos marcados para ele estão chegados.

ALLAN KARDEC

DETERMINAÇAO NO BEM,,,,,,,,,

"Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar."

O ensinamento profundo é atribuído a Chico Xavier, essa alma singela e grandiosa que purificou os ares do nosso Brasil por 92 anos.

Tivemos mais de 9 décadas para aprender com seus exemplos e, dentre tantas e tantas lições, a determinação no bem precisa ser destacada.

Chico não estava aqui a passeio, não veio aproveitar a vida da maneira vulgar que se aplica esta expressão. Não veio acumular fortuna. Não veio conquistar fama e prestígio.

Quem conhece um pouco mais a fundo sua história perceberá que era uma pessoa especial e que tinha um objetivo muito claro: fazer o bem.

O bem através da psicografia de mais de 400 belíssimas obras, que consolaram e consolam tantas pessoas, revelando formidáveis ensinamentos trazidos pelos Espíritos.

O bem através do trabalho social realizado por ele e sua equipe.

O bem no contato humano, nas palavras de auxílio, no atendimento aos necessitados do corpo e da alma, sempre, sem descanso, sem titubear.

Só é capaz de tudo isso quem tem a determinação no bem, isto é, quem tem o bem como meta, como foco, independente das condições que possua, independente do ambiente onde esteja.

O dicionário define determinação como ato ou efeito de determinar, de demarcar; definição; decisão.

É também o ato de se permanecer firme num objetivo; uma conduta mental de superar a frustração e continuar perseguindo o objetivo traçado.

Ouvimos muitas histórias inspiradoras de determinação na vida. Pessoas que enfrentaram dificuldades gigantescas e, mesmo assim, venceram, conseguiram o que queriam.

Pessoas que eram desacreditadas, ridicularizadas por suas ideias tidas por absurdas e que, depois de muito tempo, foram reconhecidas.

Ou outras, que nunca conseguiram o reconhecimento do mundo mas que alcançaram o objetivo traçado, contribuindo com a sociedade e consigo mesmas, de forma inestimável.

Todos esses eram determinados em suas áreas. Moveram montanhas para conseguirem algo. Focaram suas vidas nisto ou naquilo e foram perseverantes.

A determinação fez com que não tirassem o olhar da meta, fez com que, acontecesse o que fosse, não desistissem.

Agora reflitamos como seria a determinação no bem...

Fazer o bem seria o objetivo. Fazer o bem sempre, em qualquer situação, sob qualquer circunstância.

Quem possui a determinação no bem respira este bem. Preenche a vida de boa vontade e sempre se pergunta: Como posso agir no bem nesta situação?

Seja no lar, no tratamento com as pessoas de nossa família; seja no convívio social; seja na esfera profissional; sempre há oportunidades mil de se fazer o bem.

Não há necessidade de procurar as oportunidades pois elas nos encontram. Elas vêm até nós constantemente.

Quem tem a determinação no bem está sempre disposto a ajudar, sempre disposto a compreender, a tolerar...

Quem está determinado no bem anda desarmado. Não precisa se defender. Sua defesa está nos atos de amor praticados.

Quem tem a determinação no bem carrega consigo sempre a alegria e o sorriso como conduta usual e faz tudo para que não se esvaiam com tanta facilidade de seu semblante.

Recordemos, por fim, uma vez mais, da lição importante de Chico Xavier: "Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar."


Convite à reflexão !!!


A transitoriedade da vida terrena é um convite à reflexão.

Os homens em geral se empenham para atingir variados objetivos.

Elegem metas por vezes ambiciosas e dedicam suas vidas a conquistá-las.

Também fazem de tudo para ver seus filhos vitoriosos, conforme os padrões do mundo.

Pagam-lhes bons colégios, cuidam de sua instrução formal com desvelo.

Esses objetivos costumam ser louváveis.

Como vivem em um mundo material, os homens precisam se ocupar das coisas tangíveis.

Não dá para se tornar um peso nos ombros do semelhante, enquanto se filosofa sobre tudo e sobre nada.

Apenas não é prudente esquecer que as questões materiais fatalmente passarão.

No esforço de conquistar ou manter coisas, não compensa comprometer a própria dignidade.

Às vezes parece que certa conquista é questão de vida ou morte.

Se dado cargo não for conquistado, a vida parecerá sem sentido.

Entretanto, a permanência nesse cargo será por pouco tempo, considerando a eternidade da vida que jamais se esgota.

Do mesmo modo, a paixão pode colorir de modo excepcional o afeto que alguém inspira.

Ainda que ele seja comprometido, parece que tudo se justifica, desde que seja possível viver aquele sonho dourado.

Nessas situações, a criatura pode se permitir comportamentos indignos.

Ocorre que a felicidade jamais é fruto de indignidade.

A paixão violenta cedo ou tarde amainará.

O cargo importante mudará de mãos.

O dinheiro será consumido, perdido, roubado ou apenas deixado para trás no momento da morte.

O automóvel novo se desgastará e sairá de linha.

Em suma, tudo passa e lentamente perde a importância.

Mas é preciso conviver para sempre com o que se é.

A realidade íntima não se altera com o simples passar do tempo.

Ela não se desgasta, não se torna obsoleta e nem se recicla, sem vontade e esforço.

Muitos Espíritos, pelo fenômeno mediúnico, relatam sua decepção após a morte física.

Tiveram de contemplar suas posses e conquistas materiais passarem a outras mãos.

Ao mesmo tempo, constataram a miséria a que se reduziram, à custa de atos indignos.

Renasceram para evoluir e transcender e se tornaram grandes devedores perante a vida.

Pense nisso, para não inverter suas prioridades.

Viva no mundo, mas não se torne escravo dele.

Antes de mais nada, cuide de adquirir grandeza íntima.

Seja bondoso, leal e trabalhador, mesmo nos momentos difíceis.

De nada lhe adiantará conquistar coisas e perder-se a si próprio.



No momento em que desejas





No momento em que desejas


És agraciado pelo amor silencioso que emana do Universo, és abençoado e protegido pelos olhos do Criador, que te acompanham.

Sabe Ele que é através do amor que encontrarás a tua alegria de ser e estar. Por isso, toda a paciência e cuidado contigo são necessários.

▬ Por isso uma terra:

Cheia de mares,
Cheia de cores,
Montanhas,
E vales...

Por isso, por seres quem és, tudo cumpre seu papel no sentido de servir-te abundantemente.

Mas, teus olhos estão fechados e teu coração sufoca em necessidades... O propósito maior ainda é desconhecido e não por culpa tua, mas porque te falta abrir os olhos e ver.

Às vezes nem ver é necessário, mas, apenas acreditar na canção que o teu coração canta...

Neste ponto está tudo.

▬ E, quando te permites, começas a sentir, como que por milagre:
As águas mansas do saber surgindo,
Cobrindo a tua aridez,
Fazendo brotar vida.

Enfim, despertando o que dormia profundamente...

Sim, a paciência é necessária. Tens que ser desperto, para que outros contigo possam despertar.

▬ Este é o propósito maior e começa aqui:

No momento em que desejas.

Livro Renovando Atitudes.

Pelo espírito Hammed.


sábado, 30 de julho de 2011

MENSAGEM DE VÓ MARIA CONGA


"DESCI A UM MUNDO ESCURO E ASFICCIANTE,UM MUNDO CRIADO PELAS VIBRAÇÕES DE REVOLTA,LAMÚRIA E CEGUEIRA ESPIRITUAL,NESSE MUNDO FRIO LAMACENTO E ANGUSTIANTE VIVEM ESPÍRITOS AFINS,ESPÍRITOS QUE QUANDO ENCARNADOS NA TERRA NÃO ACEITARAM OS DESÍGNIOS DIVINOS,BLASFEMANDO E QUESTIONANDO O PAI MAIOR,AO DESENCARNAREM ESSES ESPÍRITOS FORAM IMEDIATAMENTE ATRAÍDOS,SUGADOS PARA ESSE LUGAR DE VIBRAÇÃO BAIXÍSSIMA E LÁ ENCONTRARAM SEUS AFINS.MEUS FILHOS SE VCS VISEM ESSE LUGAR POR UM SEGUNDO,ALIMENTARIAM EM SUAS VIDAS SÓ POSITIVIDADE,CONSIDERANDO QUE A VIDA NA TERRA É UMA PEQUENA PASSAGEM E A VERDADEIRA VIDA É A ESPIRITUAL,VALE A PENA PASSAR PELOS SOFRIMEMNTOS E PROVAÇÕES COM ACEITAÇÃO,PROCURANDO NA FÉ O CAMINHO E A SAIDA E CRENDO SEMPRE QUE O MELHOR AINDA VOS AGUARDA DEPENDENDO SOMENTE DE VOCÊS,HOJE DESÇO EM MISSÃO DE RESGATE,LEVO COMIGO VALOROSA EQUIPE DE SOCORRISTAS ABNEGADOS,FAZEMOS NOSSAS PRECES E SUMIMOS NA ESCURIDÃO,ACORRENTADA A UM CANTO,EM FARRAPOS ESTÁ LEILA,GRAÇAS AO ESFORÇO DE SEU FILHO JÂNIO,QUE DURANTE VINTE ANOS TRABALHOU E PEDIU POR ELA,FINALMENTE LEILA ENCONTRA-SE EM CONDIÇÕES DE SER AJUDADA,JÂNIO CHAMA PELA MÃE CINCO VEZES ATÉ QUE ELA NOS OLHE ASSUSTADA,PARECENDO TER SIDO TIRADA DE UM PESADELO:
-MÃE,SOU EU MÃE,SEU FILHO JÂNIO!!
-JÂNIO???-NÃO,NÃO,MEU FILHO JÃNIO FOI TIRADO DE MIM,DEUS O TIROU DE MIM,DEUS É INJUSTO,MEU FILHO JÂNIO TINHA APENAS 20 ANOS DE IDADE,UM FILHO BOM,LINDO,COM TUDO PELA FRENTE!!-NAÕ,NÃO,DEUS LEVOU MEU JÂNIO!!
-MÃE SOU EU,DEUS É MISERICORDIOSO,MESMO QUE A SENHORA NÃO O COMPREENDA DEUS ESTÁ CUIDANDO DA SENHORA E CUIDOU DE MIM POR TODOS ESSES ANOS EM QUE MESMO PERANTE MINHAS SÚPLICAS A SENHORA BLASFEMOU,DEIXOU DE CUMPRIR SEU COMPROMISSO TERRENO E NÃO TEVE FÉ!
VENDO QUE LEILA NÃO TERIA CONDIÇÕES DE COMPREENDER,APLIQUEI-LHE UM PASSE CALMANTE E FINALMENTE ELA PODE SER LEVADA,NAQUELE MOMENTO TÃO ESPERADO POR ELA O MOMENTO DO REENCONTRO COM O SER QUE MAIS AMOU NO MUNDO,INFELIZMENTE LEILA NÃO PODE PRESENCIAR,SEU ESPÍRITO MUITO DOENTE TERIA QUE ESPERAR MUITO TEMPO AINDA.
MEU PAI OLORUM E TODA A CORRENTE BENDITA DE ESPÍRITOS TRABALHADORES,PEÇO HUMILDEMENTE QUE ARRANQUE DOS CORAÇÕES QUALQUER RESQUÍCIO DE REVOLTA,DAI-LHES RESIGNAÇÃO E APLICAI NESSES CORAÇÕES BÁLSAMOS DE ALÍVIO E FÉ,PERDOA-OS GRANDE PAI PELOS ATOS E PALAVRAS,PURIFICA CADA PENSAMENTO,AJUDA-OS E GUIA-OS PARA O CAMINHO DA LUZ E DO AMOR INCONDICIONAL POR TI GRANDE PAI OLORUN."
VÓ MARIA CONGA

PAI NOSSO UMBANDISTA


PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS,
NAS MATAS, NOS MARES E EM TODOS
OS MUNDOS HABITADOS.
SANTIFICADO SEJA O TEU NOME,
PELOS TEUS FILHOS, PELA NATUREZA,
PELAS ÁGUAS, PELA LUZ E PELO AR
QUE RESPIRAMOS.
QUE O TEU REINO, REINO DO BEM,
DO AMOR E DA FRATERNIDADE,
NOS UNA À TODOS E A TUDO QUE
CRIASTES, EM TORNO DA SAGRADA
CRUZ, AOS PÉS DO DIVINO SALVADOR
E REDENTOR.
QUE A TUA VONTADE NOS
CONDUZA SEMPRE PARA O CULTO DO
AMOR E DA CARIDADE.
DAI-NOS HOJE E SEMPRE A
VONTADE FIRME PARA SERMOS
VIRTUOSOS E ÚTEIS AOS NOSSOS
SEMELHANTES.
DAI-NOS HOJE O PÃO DO CORPO,
O FRUTO DAS MATAS E A ÁGUA
DAS FONTES PARA O NOSSO SUSTENTO
MATERIAL E ESPIRITUAL.
PERDOA, SE MERECERMOS,
AS NOSSAS FALTAS E DÁ O SUBLIME
SENTIMENTO DO PERDÃO PARA OS
QUE NOS OFENDAM.
NÃO NOS DEIXEIS SUCUMBIR,
ANTE A LUTA, DISSABORES, INGRATIDÕES,
TENTAÇÕES DOS MAUS ESPÍRITOS E
ILUSÕES PECAMINOSAS DA MATÉRIA.
ENVIAI-NOS, PAI, UM RAIO DE
TUA DIVINA COMPLACÊNCIA, LUZ E
MISERICÓRDIA PARA OS TEUS FILHOS
PECADORES QUE AQUI HABITAM,
PELO BEM DA HUMANIDADE, NOSSA IRMÃ.
ASSIM SEJA.

Fugas pela culpa


Comumente ouve-se justificativa para alguém escusar-se ao serviço de socorro ao próximo, como, por exemplo, a alegação de que não é perfeito e, portanto, não possui as condições exigíveis para o exercício das ações de enobrecimento.

Muitos indivíduos alegam que carregam muitas culpas conscientes quanto inconscientes de gravames que foram perpetrados e que os atiraram no poço da amargura, tomando-os indignos de realizações elevadas.

Seria de indagar-se, quais as qualidades exigíveis para a prática do amor nas suas múltiplas expressões sob a inspiração do anjo da caridade?

Oferecer-se um copo com água fria ao sedento, doar-se uma côdea de pão ao esfaimado, um vaso de leite ao enfermo, modesta moeda ao necessitado, um gesto de compaixão, uma palavra gentil, um aperto de mão, são tão espontâneos fenômenos humanos, que não exigem elevados sentimentos morais, bastando somente o desejar-se auxiliar...

São tantas as formas de exteriorizar gentileza e bondade, que não se toma indispensável uma situação espiritual superior para apresentá-las.

Através da ação fraterna e natural adquirem-se os títulos de enobrecimento moral, superando-se as tendências perniciosas que escravizam o indivíduo, mantendo-o nas paixões dissolventes, e que passam a diluir-se, quando ocorrem os atos de amor, cedendo os espaços mórbidos à beneficência.

Certamente, a culpa é algoz impiedoso que se esculpe na consciência e, à semelhança do ácido corroi as vibras emocionais da sua vítima, enquanto é conservada.

Por essa razão, deve ser racionalizada de maneira tranquila e diluída mediante as aplicações dos valiosos dissolventes do amor em forma de edificação de outras vidas.

Quando alguém se escusa a ajudar, não está sendo impedido pela culpa, mas pelo egoísmo, esse genitor insensível da indiferença pelo sofrimento dos outros, distanciando-se, na desdita em que se compraz, dos recursos eficientes para a aquisição da paz interior.

Todos os seres humanos, de uma ou de outra forma, carregam algumas culpas, inclusive aquelas que lhes foram impostas pelas tradições religiosas absurdas, que se compraziam em condenar ao invés de orientar a maneira eficiente de libertação dos equívocos em que se tombava.

Dessa forma, existem marcas psicológicas ancestrais que afligem, mas podem ser anuladas mediante o conhecimento da realidade e dos legítimos valores morais que são as regras de bem viver, exaradas no Evangelho de Jesus, e sintetizadas no Seu conceito sublime, que é não desejar nem fazer a outrem o que não se gostaria que lhe fosse feito.

* * *

A aceitação honesta do fenômeno culpa pela consciência constitui excelente aquisição emocional para o trabalho de diluição dos fatores que a geraram.

Uma análise sincera do acontecimento produz compreensão em torno da ocorrência do fato infeliz, levando-se em consideração as circunstâncias do momento, o estado emocional em que se encontrava o indivíduo, a sombra predominante...

O erro é sempre resultado do nível de responsabilidade imposta pela consciência. Quando se trata de algo planejado com objetivos perniciosos, certamente os danos produzidos são muito mais graves, transformando-se em conflito psicológico de ação demorada. No entanto, quando outros fatores imprevistos desencadeiam a atitude maléfica, é compreensível que a responsabilidade se apresente menor.

Em face disso, afirmou o Mestre de Nazaré: Mais se pedirá àquele que mais recebeu, estabelecendo que o conhecimento é fator predominante em relação à responsabilidade dos atos humanos.

A questão da culpa é tão relevante que, analisando o drama da mulher surpreendida em adultério, Jesus exarou o surpreendente conceito: ... E aquele que estiver sem culpa, que lhe atire a primeira pedra.

É compreensível que, seja qual for a forma como se deu a instalação da culpa, é sempre resultado da longa aprendizagem a que o Espírito se encontra submetido no compromisso da autoiluminação, transformando ignorância em conhecimento, instinto em discernimento lógico e em razão, primarismo em sabedoria...

Já constitui um passo significativo a sua identificação, que significa o começo da sua superação.

Nenhum recurso mais eficiente para a sua eliminação do que todo o bem que se pode fazer, porquanto, o auxílio ao próximo, à comunidade, a contribuição ao bem estar geral, proporcionam recuperação do equívoco de maneira judiciosa e edificante, resultando em fator de progresso geral. Isto porque, sempre que alguém cai, que se compromete, a sociedade com ele tomba, sendo natural que, ao elevar-se alguém, com ele a sociedade se erga.

O auxílio fraternal, portanto, é valioso contributo psicoterapêutico para a libertação de quaisquer transtornos emocionais, ao tempo em que constitui eficiente método pedagógico para a aquisição da harmonia interna com a consequente aprendizagem em torno dos objetivos relevantes da vida.

Sacrifica, pois, a comodidade disfarçada de conflito de culpa ou equivalente, e faze a tua parte no concerto terrestre, modificando as estruturas atuais do comportamento social e criando novas condições para o progresso geral.

A felicidade somente se instalará na Terra quando as criaturas humanas compreenderem que o auxílio recíproco é recurso precioso para o equilíbrio entre todos.

Enquanto houver segregação, discriminação, miséria de uns e excesso de outros, exorbitância de poder ou de fortuna em poucas mãos com a escassez na multidão, o sofrimento permanecerá como látego sobre o seu dorso, até o despertamento consciente e a mudança inevitável de conduta.

* * *

Aquele que dispõe dos recursos superiores da existência como saúde, beleza, fortuna, lar feliz, inteligência e conhecimento, não havendo feito o uso dignificante, retorna ao proscênio terrestre, em situação de carência, a fim de aprender aplicação de valores e solidariedade.

Nunca desconsideres o poder dos pequenos gestos de bondade e de amor que fazem muita falta entre os seres humanos.

Por mais insignificantes que pareçam, constituem notas musicais da grande sinfonia da vida vibrando no universo.

Toma parte na extraordinária orquestra do bem, contribuindo com o que possuas.

Joanna de Ângelis

Desafios da jornada


Filhas e filhos da alma:
Que Jesus vos abençoe!

Urge aproveiteis a presente reencarnação a fim de alcançardes a paz.

Vindes peregrinando por tormentosas experiências que hoje se refletem em colheita de aflições.

Transitastes por veredas quase impérvias, assinalando-as com a insensatez em forma de deboche em relação às Divinas Leis, e de desrespeito à oportunidade libertadora.

Recebestes o legado da Verdade, através da abnegação de luminares da Espiritualidade que, nos diferentes evos da História, assinalaram as conquistas humanas com a revelação imortalista, e, nada obstante, deixastes em plano secundário a proposta de iluminação interior, ante o prazer mesquinho e alucinante do gozo imediato e voraz.

Recebestes do exemplo de Jesus a mensagem incomparável do Reino dos Céus, e trocastes a diretriz libertadora pelos engodos terrestres.

Conhecestes mártires e apóstolos, com alguns dos quais convivestes.

Ouvistes o cântico de Assis e despertastes no Renascimento com a beleza da literatura e da arte, do conhecimento e das novas expressões de vida, para mergulhardes no abismo dos equívocos, transformando harmonia em desastre e equilíbrio em perturbação.

Veio Allan Kardec, o Apóstolo da Nova Era e reacendeu a pira para que a Verdade pudesse iluminar a grande noite, quando a ciência e a tecnologia, a filosofia e a ética davam-se as mãos para conduzir a sociedade, distantes do sentimento de religiosidade e de certeza na Imortalidade.

...E a Mensagem vos fascina.

Hoje, porém, filhas e filhos da alma, é o momento de a tomardes como pão que vitaliza a alma, introjetando-a para a viverdes intensamente.

Já não se justificam as calamitosas situações de ontem, nem existem desculpas para novos desaires.

No passado, recebestes informações, mas hoje tendes os fatos que anulam todas e quaisquer propostas que se lhes opõem.

Esta reencarnação tem um profundo sentido libertador para vós e assim o dizemos porque somos, pessoalmente, o exemplo de todos esses equívocos que a mensagem da Doutrina Espírita libertou.

Também percorri as mesmas veredas que vós outros, acumulando graves consequências que o Evangelho de Jesus, interpretado pela mensagem espírita, conseguiu diluir, ensejando-me renovação.

É por isto que, ostentando as condecorações do sofrimento na alma que se recupera de gravames, aqui estou como porta-voz dos Espíritos espíritas que mourejaram na Federação Espírita do Paraná e na Pátria do Evangelho para conclamar a que segui intimoratos e intemeratos, sem olhar para trás, sem temer.

Não recalcitreis ante o aguilhão que vos impulsiona ao avanço.

Não temais as situações dolorosas que certamente enfrentareis como parte do processo de elevação.

Segui confiantes, instaurando na Terra o Reino de Deus através da vossa dedicação.

O progresso é inestancável.

Conosco, sem nós ou apesar de nós, a fatalidade da perfeição será alcançada.

Não adiemos sine die esse momento de felicidade.

Encorajados pela certeza da sobrevivência e recordando os dislates das experiências transatas, programemos os futuros renascimentos em clima de paz, de amor, de fraternidade e de justiça.

Ide, pois, amados do coração, levando o archote que iluminará os vossos caminhos e ensejará claridade para os que vierem depois.

Imolai-vos, se necessário.

É vã a satisfação que passa e permanente a paz de consciência que se estabelece.

Incompreendidos, compreendei.
Malsinados, ajudai.

Desafiados pelos graves problemas deste momento na Terra, porfiai no Bem.

Jesus espera por nós!

Vamos, resolutos, vencendo as nossas dificuldades, mas avançando sempre.

Eia, esta é a vossa, é a nossa hora de decisão!

Entreguemo-nos ao Senhor, que desde há muitos milênios Se nos entregou em regime de totalidade.

Ide em paz, filhas e filhos da alma, e que o Senhor da Vida nos abençoe e nos guarde no Seu amor.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra.

Filhos da alma,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

Filhos da alma, que Jesus nos abençoe!

O Espiritismo é uma nascente de bênçãos que flui incessantemente, oferecendo a água cristalina da Verdade para todos os sedentos da Humanidade.

Podemos considerá-lo, também, como o Sol da Nova Era aquecendo os corações enregelados, e libertando as mentes angustiadas.

É verdade que a dor parece zombar das gloriosas conquistas contemporâneas. Do seu crivo, ninguém na indumentária carnal consegue escapar.

Aqui é a violência, sob todos os aspectos considerada, ceifando a floração de vida que não chegou à maturidade...

Ali é o sofrimento mal contido no íntimo dos corações, arrancando da face a máscara da falsa alegria.

Mais distante, são os desejos irrealizados, convertidos em conflitos tormentosos, gerando desinteligência e padecimentos profundos.

Em todo lugar, a presença do sofrimento abençoado!

Oh! dor bendita, que vergas a cerviz dos poderosos e demonstras a fatuidade das conquistas terrenas!

Bendigamos a oportunidade de experimentar, nas carnes da alma, a presença do sofrimento, transformando-se, pela resignação e coragem do enfrentamento, em condecorações luminosas, que nos destacarão na grande jornada em direção da luz imarcescível.

Vivemos o momento da grande transição que deixa a impressão de que os Ouvidos Divinos nos penetrais do Infinito não escutam o clamor da Terra...

Nunca, entretanto, como hoje, a Misericórdia do Pai Amantíssimo tem respondido às multidões desarvoradas as súplicas que Lhe são dirigidas.

Jamais, como agora, o Amor de Jesus enviou à Terra Embaixadores tão numerosos para que possam apresentar-Lhe a mensagem dúlcida do amor, que ficou esquecida na memória dos tempos...

Heróis anônimos da caridade, missionários da renúncia, cientistas e pensadores, artistas e estetas mergulham, sem cessar, nas sombras terrestres para evocar e viver a proposta do Amor como dantes nunca havia ocorrido.

É verdade, filhas e filhos da alma, que as aflições permanecem, também através do sítio estabelecido por mentes desencarnadas, que buscam cercear-vos o passo, vitimadas pela revolta, tentando obstaculizar a marcha do progresso moral.

Afirmais, muitas vezes, que sentis os aguilhões, as flechas disparadas pelos arqueiros das Trevas, dilacerando-vos a intimidade dos sentimentos.

Reportai-vos continuamente a esse cerco feroz que parece triunfar em alguns arraiais da sociedade.

Não vos esqueçais, porém, do Amor do Pai Celestial, generoso, e da Misericórdia de Jesus que vos não esquecem e, a cada momento, o silêncio da sepultura arrebenta-se, trazendo-vos de volta os Mensageiros da Verdade, os novos construtores do amanhã para sustentar-vos na luta.

É natural, meus filhos e minhas filhas, que tal ocorra.

Não se pode edificar, num planeta de provas e expiações, transitando para o grau de regeneração, senão com a presença do sofrimento, que foi cristalizado pela nossa intemperança, resultante do nosso processo evolutivo no passado, quando ainda nas vascas da ignorância do ontem.

...Mas, o Deotropismo arrasta-nos e a Voz do Cristo, convocando as Suas ovelhas ao rebanho, fascina-nos.

Não temamos nossos irmãos enlouquecidos. São Filhos de Deus, credores da nossa compaixão e da nossa misericórdia. Hostilizando-nos, necessitam de nós e, por nossa vez, deles necessitamos. Estendamos-lhes os braços afetuosos, ofertemos-lhes a oração de fraternidade e juntos busquemos Jesus.

Alcançais, a pouco e pouco, novos patamares da evolução, embora o Movimento Espírita apresente as dificuldades compreensíveis defluentes da vulgarização da mensagem, diminuindo em qualidade o que ganha em quantidade.

As diretrizes aqui exaradas, as decisões aqui estabelecidas nestes dias e a vossa dedicação constituem o selo de garantia no trabalho enquanto estiverdes submetidos à inspiração do Mestre Galileu.

Permanecei devotados, esquecei as diferenças e recordai-vos da identidade dos conceitos, deixando à margem os espículos, os desvios de opinião, para, unidos, pensarmos juntos, na construção do amor por definitivo em nosso amado planeta.

Vossos guias espirituais assistem-vos e Ismael, em nome de Jesus, guia-vos.

Sigamos, pois, Espíritos-espíritas e espíritas-Espíritos, dos dois planos da Vida, de mãos dadas, entoando o nosso hino de alegria por gratidão a Jesus pela honra de havermos sido chamados, à última hora, para trabalhar na Sua Vinha...

Alegrai-vos, filhas e filhos da alma, bendizendo a honra de servir!

Que o Senhor de bênçãos vos abençoe hoje e sempre!

São os votos carinhosos do amigo paternal e humílimo de sempre.

Bezerra

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Aos amigos trabalhadores,,,,,,,,,,,

Aos amigos trabalhadores da casa, que ora exercem suas ações de caridade, bondade, doam-se em beneficio daqueles que vem a casa em busca de ajuda.

Aos médiuns que disponibilizam seus aparelhos para a passagem tão importante a tantos irmãos que estão na casa em busca do socorro espiritual.

A todos aqueles que vem a casa, conhecidos ou desconhecidos do meio em que todos os trabalhadores fazem parte. SIGAM NA CORRENTE DA VERDADE, DA CARIDADE, E EM MOMENTO ALGUM, TENHAM DÚVIDAS DAQUILO QUE VIERAM AQUI FAZER. A FÉ É INGREDIENTE ESSENCIAL PARA O ANDAMENTO DOS TRABALHOS. A TODOS QUE DEUS ILUMINE E AS BENÇÃOS DOS ANJOS SE FAÇAM SEMPRE PRESENTE.

Do Amigo espiritual presente junto à mesa mediúnica nesta tarde.

Outubro/2010.

Mensagem psicografada por Carla Adolpho

A outra face


Considerando-se o estágio moral em que transitam incontáveis criaturas humanas pelos caminhos do planeta terrestre, ainda vivenciando os instintos agressivos, é compreensível que os relacionamentos nem sempre se realizem de maneira pacífica.

Predominando a natureza animal em detrimento da espiritual, o orgulho se arma de mecanismos de defesa, resultantes da prepotência e da argúcia, para reagir ante os acontecimentos ameaçadores ou que sejam interpretados como tais...

A ação decorrente do raciocínio e da lógica cede lugar aos impulsos agressivos, e estabelecem-se os conflitos quando deveriam vicejar entendimentos e compreensão.

Em razão da fase mais primitiva que racional, qualquer ocorrência desagradável assume proporções inadequadas, que não se justificam, porque os recursos morais da bondade sucumbem ante a cólera que se instala e leva à alucinação.

De certa maneira, remanescendo os comportamentos arbitrários de existências pregressas que não foram domados, facilmente a ira rompe o envoltório delicado da gentileza e acontecem os lamentáveis atritos, que devem e podem ser evitados.

A educação equivocada, que estimula o forte à governança, ao destaque, contribui para que a mansidão e a humildade sejam deixados à margem, catalogadas como fraqueza do caráter e debilidade moral.

O território no qual cada indivíduo se movimenta, após apropriar-se, é defendido com violência, como se a posse tivesse duração infinita, o que constitui lamentável equívoco.

Essa debilidade do sentimento se manifesta na conduta convencional do ser humano que opta por ser temido,quando a finalidade da sua existência é tornar-se amado.

Multiplicam-se, indefinidamente, as pugnas, que passam de uma para outra existência até que as Soberanas Leis imponham a submissão e o reequilíbrio através de expiações afligentes.

A lei é de progresso e, por consequência, a todos cabe o esforço de libertação das heranças enfermiças, dos hábitos primitivos, experienciando conquistas íntimas que se irão acumulando na estrutura emocional que se apresentará em forma de paz e de concórdia.

O conhecimento espírita, porque iluminativo, é o mais eficiente para a edificação moral, defluente da conscientização de que o avanço é inevitável e a repetição das atitudes infelizes constitui estagnação e fracasso...

As dificuldades, portanto, as diferenças de opinião, os insultos e agravamentos devem ser considerados como experimentos, como testes ao aprimoramento espiritual, ao aprendizado das novas condutas exaradas no Evangelho de Jesus.

Quando isso não ocorre, fica-se sujeito à influência maléfica dos Espíritos inferiores que se comprazem em gerar situações embaraçosas, responsáveis por essas condutas lamentáveis.

Indispensável vigiar-se as nascentes do coração, a fim de dominar-se a ira, esta fagulha elétrica responsável por incêndios emocionais de resultados danosos.

Considere-se, ademais, a ocorrência de uma parada cardíaca, de um acidente vascular cerebral de consequências irreversíveis, não programados, mas que sucedem somente por falta de controle emocional, provocados pela raiva...

* * *

Aprende a dominar os impulsos da ira, porque a existência terrestre não é uma viagem deliciosa ao país róseo da alegria sem fim...

Esforça-te por compreender o outro lado, a forma como os outros encaram as mesmas ocorrências...

Luta por vencer a arrogância, porque todos os Espíritos que anelam pela paz, pela vitória das paixões têm, como primeiro desafio, a superação dos sentimentos inferiores, aqueles que devem ser substituídos pelos de natureza dignificante.

Se alguém te aflige, é porque se encontra necessitado de ajuda e não de combate, é a sua forma de chamar a atenção para a sua solidão e angústia.

Fogo com fogo aumenta o incêndio devorador.

Treina colocar no braseiro a água da paz e se apagarão as labaredas ameaçadoras.

Não foi por outra razão,. que Jesus propôs: Não resistais ao homem mau, mas a qualquer que vos bater na face direita, oferecei-lhe também a outra, conforme anotou Mateus, no capítulo 5, versículo 39 do seu Evangelho.

Esbordoado, no Pretório, Ele exemplificou o ensinamento verbal, não reagindo às agressões, quando os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-na sobre sua cabeça... mantendo-se em silêncio...

Oferecer a outra face é mais do que expor o lado contrário, a fim de sofrer nova investida da perversidade.

Trata-se da face moral, nobre, que se encontra oculta, aquela rica de sentimentos elevados que distingue uma de outra criatura.

Ninguém é o que apresenta exteriormente, tanto existem conteúdos cruéis ocultos pela educação, pela dissimulação e hipocrisia, como sentimentos relevantes e bons.

Ao seres alcançado por qualquer ocorrência desagradável que te golpeie a emoção, ferindo-te a delicadeza das reservas íntimas, ao invés de reagires, desvela a outra face, a do amor, da compaixão, da misericórdia, agindo com serenidade.

A outra face é o anjo adormecido nas paisagens luminescentes do teu mundo interior.

Ali possuis tesouros de amizade e de ternura que desconheces.

Com essa, a brutal, a reagente, a defensiva, já estás identificado, devendo encontrar-te cansado de vivenciá-la.

Imerge, desse modo, no rio de águas silenciosas do teu mundo íntimo e refresca-te com o seu contributo. Logo depois, deixa que os tesouros do amor do Pai que se encontram adormecidos, fluam suavemente e se incorporem aos conteúdos habituais, substituindo-os ao longo do tempo e predominando por fim.

À medida que tal aconteça, renascerás dos escombros como a Fênix da mitologia, que se renovava e renascia das cinzas que a consumiam.

O bem é a meta que todos devemos alcançar.

Não te permitas, portanto, perturbar, pelas emoções doentias e viciosas que te consomem, destruindo as tuas mais caras realizações espirituais,.

És responsável pelos teus atos, qual semeador que avança, seara adentro, atirando os grãos que irão germinar com o tempo,

Certamente muitos se perderão, outros, no entanto, produzirão multiplicadamente, ensejando colheita superior ao volume ensementado.

Necessário cuidar do tipo das sementes que serão distribuídas pelas tuas mãos.

Semeia bondade e colherás alegria de viver, nunca revidando mal por mal.

* * *

Uma faísca, um raio que atinja um depósito de combustível e logo se apresentará a destruição.

Controla-os, na corrente das tuas reflexões, gerando a disciplina da contenção da sua carga poderosa de energia, canalizando-a para os labores enobrecidos que te exornam a luta, as conquistas já logradas que te honorificam.

A outra face encontra-se coberta por camadas de experiências desastrosas.

Retira esse lixo mental e permite que se apresente irisada de sol espiritual a outra face, para que o amor real seja a marca do teu comportamento em qualquer circunstância ou ocorrência difícil.