quinta-feira, 31 de maio de 2012

Entregue seus pensamentos a Deus




Entregue seus pensamentos a Deus


Ao acordar entregue o seu dia a Deus e principalmente a sua mente pois é na mente onde tudo nasce e tudo acontece. É na mente onde mora o perigo, onde mora os pecados, onde mora o medo e onde os sonhos acontecem. A mente é uma pequena fábrica com uma força de uma usina nuclear, nela nasce boas ações e ruins também.
Sempre pedimos que Deus abençoe o nosso dia mas precisamos pedir e entregar a Deus os nossos pensamentos afinal é pela mente que também nos comunicamos com Deus.
Precisamos relaxar em Deus, por um minuto isolar tudo que nos aflige em nossa mente e elevar todos os pensamentos ate Ele, para com isso possamos além de buscar o equilíbrio, mas também encontrar o discernimento.
A mente não pode viver isolada de Deus assim como as rosas não podem viver sem a iluminação solar. O sol pode viver sem as rosas mas as rosas nunca poderão viver sem o Sol, nós somos as rosas e Deus o sol portanto dependa de Deus, para a cada dia que passar você se tornar uma pessoa melhor e mais forte, dependa de Deus não so para existir mas para fazer a diferença na existência de cada pessoa que está ao nosso redor.
Permita Deus usar a sua mente como instrumento de transformação mas para isso eleve sua mente ate Ele e mostre que você quer ser igual a Jesus, quer mudar a vida das pessoas, não importa se iremos transformar a vida das pessoas com simples palavras ou com ações mais significativas contanto que mudemos a vida de alguém.
Ponha em mente que é impossível existir sem o auxilio alheio - inclusive o auxilio de Deus e o principal se permita ser auxiliado, afinal ajudar também é bom mas ser ajudado é melhor ainda.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

PERIGO DESNECESSÁRIO

PERIGO DESNECESSÁRIO


A senhora vivia num bairro elegante, no último andar do edifício que mandara construir.

Rica, em plena madureza orgânica, fruía a felicidade transitória que os bens materiais podem proporcionar.

Cercada por amigos, que também eram seus inquilinos, gozava o prazer, descansava, vivia regaladamente sem preocupações.

O esposo, que era médico em outra cidade, volvia ao lar somente nos fins de semana. O filho, já adulto e casado, visitava-a com frequência. Possuidor de caráter violento, instava com a genitora para que ficasse com um revólver, a fim de defender-se de algum delinquente. Esclarecia que ela vivia praticamente a sós, num apartamento com peças e joias de alto preço, e o revólver podia tornar-se um providencial amigo, num momento em que fosse surpreendida por algum bandido.

A senhora se escusava aceitar a oferta, enquanto o filho insistia.

Por fim, aquiesceu.
Guardou a arma carregada com o firme propósito de não a utilizar nunca.

No mesmo bairro havia uma favela.

Quando algumas crianças do atormentado núcleo humano descobriram a piscina elegante do luxuoso edifício, passaram a fazer sortidas ocultas, a princípio, depois, menos formalmente, quando lhes aprazia.

Os inquilinos protestaram, a polícia foi notificada, no entanto, a criançada maltrapilha insistia, burlava a vigilância, perturbava...

Informada pelas constantes reclamações, a senhora desculpava os menores, sorria, prometia tomar novas providências.

Como as queixas prosseguissem, saturou-se, entrando em estado de irritação.

Certa manhã em que as pessoas saíram para as suas tarefas externas, a senhora se deu conta da burla infantil, da algazarra, no térreo, veio à varanda, e, ao contemplar a alacridade e tumulto dos pequenos, desequilibrou-se.

Gritou, xingou, ameaçou... Nada conseguiu.

A meninada redobrou doestos e mergulhos nas águas tratadas.

Recordou-se do revólver. Foi buscá-lo com o fim de os assustar.

Mostrou-lhes, do alto, a arma, e voltou a ameaçá-los.

Ante o objeto perigoso as crianças debandaram, amedrontadas.

A dama sorriu, compreendeu a validade da arma e pôs-se a correr pelas varandas externas que circundavam o apartamento.

Descobrira uma forma exitosa para afugentar o aborrecimento.

Nesse ínterim, tropeçou e caiu.

A arma disparou.
A bala ricocheteou na borda da piscina e alcançou um pequeno de oito anos que teve morte instantânea.

Desespero, angústia, presença policial.

Foi indiciada, julgada e condenada.

Os jornais fizeram estardalhaço.

A defesa não conseguiu provar o acidente.

A dama foi encarcerada por largos anos e uma criança teve a vida ceifada, graças à desnecessária presença da arma perigosa.

Não te armes com os instrumentos que geram o crime e a desgraça.

Unge-te de fé e defender-te-ás.

Quem crê em Cristo que já passou da morte para a vida.

O mal nunca faz bem.

Não guardes contigo perigos desnecessários.


pelo Espírito Ignotus - Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Tentações e Virtude


Tentações e Virtude


Quando a criatura retém enorme fortuna, podendo claramente desmandar-se na avareza, aplicando-se tão-só ao gozo pessoal, e procura utilizá-la no progresso e no bem-estar dos semelhantes...
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Quando a pessoa dispõe de autoridade para manejar, em seu exclusivo proveito, a influência de que desfruta, mas, ao invés disso, busca empregá-la no auxílio aos outros...
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Quando um homem ofendido se vê com meios suficientes para vingar-se, pela forma que julgue mais razoável, e perdoa de coração a ofensa recebida, reconhecendo-se igualmente passível de errar...
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Quando alguém já fez por outrem todos os benefícios que se lhe faziam possíveis, recolhendo invariavelmente a incompreensão por resposta, e prossegue amparando esse alguém, na medida de seus recursos, sem exigência e sem queixa...
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Em verdade, semelhantes companheiros terão vencido as maiores tentações que lhes assediavam a vida.
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Fácil reconhecer que sem o toque da tentação a virtude realmente não aparece,
e assim será sempre,
de vez que toda inocência será levada, hoje, amanhã ou depois, ao cadinho da luta, a fim de que não permaneça na condição de flor improdutiva no vaso lindo, mas inútil, da ingenuidade.
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Emmanuel
Chico Xavier

ABORTO E HOMOSSEXUALISMO, NA VISÃO DE:

ABORTO E HOMOSSEXUALISMO, NA VISÃO DE:
EMMANUEL, ANDRÉ LUIZ E FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
ABORTO - EMMANUEL:Pergunta - Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período de gestação?
Resposta - Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando. Item n° 358, de "O Livro dos espíritos".
Falamos naturalmente acerca de relações internacionais, sociais, públicas, comerciais, clareando as obrigações que elas envolvem; no entanto, muito freqüentemente marginalizamos as relações sexuais - aquelas em que se fundamentam quase todas as estruturas da ação comunitária. Esquece-se, habitualmente, de que o homem e a mulher, via de regra, experimentam instintivo horror à solidão e que, à vista disso, a comunhão sexual reclama segurança e duração para que se mostre com garantias necessárias. Impraticável, sem dúvida, impor a continuidade da ligação entre duas criaturas, a preço de violência; no entanto, à face das contingências e contratempos pelos quais o carro da união esponsalícia deve passar pelas estradas do mundo, as leis da vida, muito sabiamente, estabelecem nos filhos os elos da comunhão entre os cônjuges, atribuindo-lhes a função de fixadores da organização familiar; com a colaboração deles, os deveres do companheiro e da companheira, no campo da assistência recíproca, se revelam mais claramente perceptíveis e o lar se alteia por escola de aperfeiçoamento e de evolução, em marcha para a aquisição de mais amplos valores do espírito, no Mundo Maior. De todos os institutos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida. É pela conjunção sexual entre o homem e a mulher que a Humanidade se perpetua no Planeta; em virtude disso, entre pais e filhos residem os mecanismos da sobrevivência humana, quanto à forma física, na face do orbe. Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pais, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor - do amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da Terra para os Céus. Com semelhantes notas, objetivamos tão-só destacar a expressão calamitosa do aborto criminoso, praticado exclusivamente pela fuga ao dever. Habitualmente - nunca sempre - somos nós mesmos quem planifica a formação da família, antes do renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão de instrutores beneméritos, à maneira da casa que levantamos no mundo, com o apoio de arquitetos e técnicos distintos. Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em nosso convívio, a prometer-lhes socorro e oportunidade, em que se lhes reedifique a esperança de elevação e resgate, burilamento e melhoria. Criamos projetos, aventamos sugestões, articulamos providências e externamos votos respeitáveis, englobando-nos com eles em salutares compromissos que, se observados, redundarão em bênçãos substanciais para todo o grupo de corações a que se nos vincula a existência. Se, porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciëncia, expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhes podemos prever as reações negativas e, então, muitos dos associados de nossos erros de outras épocas, ontem convertidos, no Plano Espiritual, em
amigos potenciais, à custa das nossas promessas de compreensão e de auxílio, fazem-se hoje - e isso ocorre bastas vezes, em todas as comunidades da Terra - inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição de filhos-problemas, impondo-nos trabalho e inquietação. Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.
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ABORTO - ANDRÉ LUIZ
Reconhecendo-se que os crimes do aborto provocado criminosamente surgem, em esmagadora maioria, nas classes mais responsáveis da comunidade terrestre, como identificar o trabalho expiatório que lhes diz respeito, se passam quase totalmente despercebidos da justiça humana?
ANDRÉ LUIZ: Temos no Plano Terrestre cada povo com seu código penal apropriado à evolução em que se encontra, mas, considerando o universo em sua totalidade como o Reino Divino, vamos encontrar o Bem do Criador para todas as criaturas, como Lei Básica, cujas transgressões deliberadas são corrigidas no próprio infrator, com o objetivo natural de conseguir-se, em cada círculo de trabalho no Campo Cósmico, o máximo de equilíbrio com o respeito máximo aos direitos alheios, dentro da mínima quota de pena.
Atendendo-se, no entanto, a que a Justiça Perfeita se eleva, indefectível, sobre o Perfeito Amor, no hausto de Deus "em que nos movemos e existimos", toda reparação, perante a Lei Básica a que nos reportamos, se realiza em termos de vida eterna e não segundo a vida fragmentária que conhecemos na encarnação humana, porquanto, uma existência pode estar repleta de acertos e desacertos, méritos e deméritos e a Misericórdia do Senhor preceitua, não que o delinqüente seja flagelado, com extensão indiscriminada de dor expiatória, o que seria volúpia de castigar nos tribunais do destino, invariavelmente regidos pela Equidade Soberana, mas sim que o mal seja suprimido de suas vítimas, com a possível redução de sofrimento.
Desse modo, segundo o princípio universal do Direito Cósmico e expressar-se, claro, nos ensinamentos de Jesus que manda conferir "a cada um de acordo com as próprias obras", arquivamos em nós as raízes do mal que acalentamos para extirpá-las à custa do esforço próprio, em companhia daqueles que se nos afinem à faixa de culpa, com os quais, perante a Justiça Eterna, os nossos débitos jazem associados.
À face de semelhante fundamentos, certa romagem na carne, entremeada de créditos e dívidas, pode terminar com aparências de regularidade irrepreensível para a alma que desencarna, sob o apreço dos que lhe comungam a experiência, seguindo-se de outra em que essa mesma criatura assuma a empreitada do resgate próprio, suportando nos ombros as conseqüências das culpas contraídas diante de Deus e de si mesma, afim de reabilitar-se ante a Harmonia Divina, caminhando, assim, transitoriamente, ao lado de espíritos incursos em regeneração da mesma espécie.
É dessa forma que a mulher e o homem, acumpliciados nas ocorrências do aborto delituoso, mas principalmente a mulher, cujo grau de responsabilidade nas faltas dessa natureza é muito maior, à frente da vida que ela prometeu honrar com nobreza, na maternidade sublime, desajustam as energias psicossomáticas, com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que frutescerão, mais tarde, em regime de produção a tempo certo.
Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no ser, à feição de víbora magnética, mas também porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústia e desespero e, por vezes, de revolta e vingança dos Espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do próprio sangue, na obra de restauração do destino.
No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência imediata àquela na qual se envolveu em compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais, com evidente obsessão por parte de forças invisíveis emanadas de entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para exculpar-lhes a deserção.
Nas mulheres, as derivações surgem extremamente mais graves. O aborto provocado, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual, tantas vezes quantas se repetir o delito de lesa-maternidade, mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte, de vez que, por mais extensas se lhe façam as gratificações e os obséquios do Espíritos Amigos e Benfeitores que lhe recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém indebitamente admitido num festim brilhante, carregando uma chaga que a todo instante se denuncia.
Dessarte, ressurgem na vida física, externando gradativamente, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear como sendo a miopraxia do centro genésico atonizado, padecendo, logo que reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõe da força precisa na mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana, nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhez ectópica ou localização heterotópica do ovo, mas também certos síndromes hemorrágicos de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do endométrio ortotópico, ainda mesmo quando este já esteja acomodado na concha uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a placenta prévia hemorragípara que constituem, na parturição, verdadeiro suplício para as mulheres portadoras do órgão germinal em desajuste.
Enquadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas aparecem, flagelando a vida feminina, , como sejam o descolamento da placenta eutópica, por hiperatividade histolítica da vilosidade corial; a hipocinesia uterina, favorecendo a germicultura do estreptococo ou do genococo, depois das crises endometríticas puerperais, a salpingite tuberculosa, a degeneração cística do cório; a salpigooforite, em que o edema e o exsudato fibrinosos provocam a aderência das pregas da mucosa tubária, preparando campo propício às grandes inflamações anexiais, em que o ovário e a trompa experimentam a formação de tumores purulentos que os identificam no mesmo processo de desagregação; os síndromes circulatórios da gravidez aparentemente normal, quando a mulher, no pretérito, viciou também o centro cardíaco, em conseqüência do aborto calculado e seguido por disritmia das forças psicossomáticas que regulam o eixo elétrico do coração, ressentindo-se, como resultado, na nova encarnação e em pleno surto de gravidez, da miopraxia do aparelho cardiovascular, com aumento da carga plasmática na corrente sanguínea, por deficiência no orçamento hormonal, daí resultando graves problemas da cardiopatia conseqüente.
Temos ainda a considerar que a mulher sintonizada com os deveres da maternidade na primeira ou, às vezes, até na segunda gestação, quando descamba para o aborto criminoso, na geração dos filhos posteriores, inocula, automaticamente no centro genésico e no centro esplênico do corpo espiritual as causas sutis de desequilíbrio recôndito, a se lhe evidenciarem na existência próxima pela vasta acumulação do antígeno que lhe imporá as divergências sanguíneas com que asfixia, gradativamente, através da hemólise, o rebento de amor que alberga carinhosamente no próprio seio, a partir da segunda ou terceira gestação, porque as enfermidades do corpo humano, como reflexos das depressões profundas da alma, ocorrem dentro de justos períodos etários.
Além dos sintomas que abordamos em sintética digressão na etiopatogenia das moléstias do órgão genital da mulher, surpreenderemos largo capítulo a ponderar no campo nervoso, à face da hiperexitação do centro cerebral, com inquietantes modificações da personalidade, a raiarem, muitas vezes, no martirológico da obsessão, devendo-se ainda salientar o caráter doloroso dos efeitos espirituais do aborto criminoso, para os ginecologistas e obstetras delinqüentes.
Para melhorar a própria situação, que deve fazer a mulher que se reconhece, na atualidade, com dívidas no aborto provocado, antecipando-se, desde agora, no trabalho de sua própria melhoria moral, antes que a próxima existência lhe imponha as aflições regenerativas?
ANDRÉ LUIZ: Sabemos que é possível renovar o destino todos os dias. Quem ontem abandonou os próprios filhos pode hoje afeiçoar-se aos filhos alheios, necessitados de carinho e abnegação.
O próprio Evangelho do Senhor, na palavra do Apóstolo Pedro (I Pedro, 4:8), adverte-nos quanto à necessidade de cultivarmos ardente carinho uns para com os outros, porque a caridade cobre a multidão de nossos males.
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Pergunta - Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher? Resposta: - Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar. Item n° 202, de "O Livro dos Espíritos".
A homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação. Observada a ocorrência, mais com os preconceitos da sociedade, constituída na Terra pela maioria heterossexual, do que com as verdades simples da vida, essa mesma ocorrência vai crescendo de intensidade e de extensão, com o próprio desenvolvimento da Humanidade, e o mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao respeito e à atenção devidos às criaturas heterossexuais. A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de
anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como agentes mais elevados de definição da dignidade humana, de vez que a individualidade, em si, exalta a vida comunitária pelo próprio comportamento na sustentação do bem de todos ou a deprime pelo mal que causa com a parte que assume no jogo da delinqüência. A vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas. O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta. A face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que teráestagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando-se análogo processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias. Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, como também no que concerne a obrigações regenerativas. O homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos fins. E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e,conseqüentemente, na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores da Vida Maior que os assistem a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem. Escolhem com isso viver temporàriamente ocultos na armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo afetivo, de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam. Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual. E para que isso se verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais alto entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto, à frente da vida eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquerprocedência, nos domínios do sexo e do amor, são analisados pelo mesmo elevado gabarito de Justiça e Misericórdia. Isso porque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um.

terça-feira, 29 de maio de 2012

O MUNDO EM QUE VIVEU ALLAN KARDEC


O século XIX
DEPOIS DA REVOLUÇÃO
Afastado Napoleão dos movimentos políticos da Europa, adotam-se no Congresso de Viena, em 1815, as mais vastas providências para o ressurgimento dos povos europeus.
A diplomacia realiza memoráveis feitos, aproveitando as dolorosas experiências daqueles anos de extermínio e de revolução. Luís XVIII, conde de Provença, irmão de Luís XVI, é reposto no trono francês, restabelecendo-se naquela mesma época antigas dinastias.
Também a Igreja é contemplada no grande inventário, restituindo-se-lhe os Estados onde fundara o seu reino perecível. Um sopro de paz reanima aquelas coletividades esgotadas na lutafratricida, ensejando a intervenção indireta das forças invisíveis na reconstrução patrimonial dos grandes povos. Muitas reformas, porém, se haviam verificado após os movimentos sanguinolentos iniciados em 89. Mormente na França, semelhantes renovações foram mais vastas e numerosas.
Além de se beneficiar o governo de Luís XVIII com as imitações do sistema inglês, vários princípios liberais da Revolução foram adotados, tais como a igualdade dos cidadãos perante a lei, a liberdade de cultos, estabelecendo-se, a par de todas as conquistas políticas e sociais, um regime de responsabilidade individual no mecanismo de todos os departamentos do Estado.
A própria Igreja, habituada a todas as arbitrariedades na sua feição dogmática, reconheceu a limitação dos seus poderes junto das massas, resignando-se com a nova situação.
ALLAN KARDEC E OS SEUS COLABORADORES
O século XIX desenrolava uma torrente de claridades na face do mundo, encaminhando todos os países para as reformas úteis e preciosas.
As lições sagradas do Espiritismo iam ser ouvidas pela Humanidade sofredora. Jesus, na sua magnanimidade, repartiria o pão sagrado da esperança e da crença com todos os corações.
Allan Kardec, todavia, na sua missão de esclarecimento e consolação, fazia-se acompanhar de uma plêiade de companheiros e colaboradores, cuja ação regeneradora não se manifestaria tão-somente nos problemas de ordem doutrinária, mas em todos os departamentos da atividade intelectual do século XIX.
A Ciência, nessa época, desfere os vôos soberanos que a conduziriam às culminâncias do século XX.
O progresso da arte tipográfica consegue interessar todos os núcleos de trabalho humano, fundando-se bibliotecas circulantes, revistas e jornais numerosos.
A facilidade de comunicações, com o telégrafo e as vias férreas, estabelece o intercâmbio direto dos povos. A literatura enche-se de expressões notáveis e imorredouras.
O laboratório afasta-se definitivamente da sacristia, intensificando as comodidades da civilização. Constrói-se a pilha de coluna, descobre-se a indução magnética, surgem o telefone e o fonógrafo. Aparecem os primeiros sulcos no campo da radiotelegrafia, encontra-se a análise espectral e a unidade das energias físicas da Natureza.
Estuda-se a teoria atômica e a fisiologia assenta bases definitivas com a anatomia comparada. As artes atestam uma vida nova.
A pintura e a música denunciam elevado sabor de espiritualidade avançada.
A dádiva celestial do intercâmbio entre o mundo visível e o invisível chegou ao planeta nessa onda de claridades inexprimíveis.
Consolador da Humanidade, segundo as promessas do Cristo, o Espiritismo vinha esclarecer os homens, preparando-lhes o coração para o perfeito aproveitamento de tantas riquezas do Céu. Auguste Comte.
AS CIÊNCIAS SOCIAIS

O campo da Filosofia não escapou a essa torrente renovadora. Aliando-se às ciências físicas, não toleraram as ciências da alma o ascendente dos dogmas absurdos da Igreja. As confissões cristãs, atormentadas e divididas, viviam nos seus templos um combate de morte. Longe de exemplificarem aquela fraternidade do Divino Mestre, entregavam-se a todos os excessos do espírito de seita. A Filosofia recolheu-se, então, no seu negativismo transcendente, aplicando às suas manifestações os mesmos princípios da ciência racional e materialista. Schopenhauer é uma demonstração eloqüente do seu pessimismo e as teorias de Spencer e de Comte esclarecem as nossas assertivas, não obstante a sinceridade com que foram lançadas no vasto campo das idéias. A Igreja Romana era culpada de semelhantes desvios. Dominando a ferro e fogo, conchegada aos príncipes do mundo, não tratara de fundar o império espiritual dos corações à sua sombra acolhedora. Longe da exemplificação do Nazareno, amontoara todos os tesouros inúteis, intensificando as necessidades das massas sofredoras. Extorquia, antes de dar, conservando a ignorância em vez de espalhar a luz do conhecimento.
A TAREFA DO MISSIONÁRIO
A tarefa de Allan Kardec era difícil e complexa. Competia-lhe reorganizar o edifício desmoronado da crença, reconduzindo a civilização às suas profundas bases religiosas.
Atento à missão de concórdia e fraternidade da América, o plano invisível localizou aí as primeiras manifestações tangíveis do mundo espiritual, no famoso lugarejo de Hydesville, provocando os mais largos movimentos de opinião.
A fagulha partira das plagas americanas, como partira igualmente delas a consolidação das conquistas democráticas.
A Europa busca ambientar as idéias novas e generosas, que encontram o discípulo no seu posto de oração e vigilância, pronto a atender aos chamamentos do Senhor. Numerosos cooperadores diretos da sua tarefa auxiliam-lhe o esforço sagrado, desdobrando-lhe as sínteses em gloriosos complementos.
O orbe, com as suas instituições sociais e políticas, havia atingido um período de grandiosas transformações, que requeriam mais de um século de lutas dolorosas e remissoras, e o Espiritismo seria a essência dessas conquistas novas, reconduzindo os corações ao Evangelho suave do Cristianismo.

AMIGO E SERVO

AMIGO E SERVO
Ninguém pode servir a dois senhores. MATEUS. : 6;- 24.
Difunde, em torno de ti, com os socorros materiais, o amor de Deus, o amor do trabalho a amor do próximo. Coloca tuas riquezas sobre uma base que nunca lhes faltará e que te trará grandes lucros: a das boas obras. - Cap.16; 11.
Consulta o dinheiro que encostraste por disponível e analisa-lhe a história por um instante! É provável tenha passado pelos suplícios ocultos de um homem doente, que se empenhou a gastá-lo em medidas que não lhe aplacaram os sofrimentos; terá rolado em telheiros, onde mães desvalidas lhe disputaram a posse, nos encargos de servidão; na rua, foi visto por crianças menos felizes que o desejaram, em vão, pensando no estômago dolorido; e conquistado, talvez, por magro lavrador nas fadigas do campo, visitou-lhe apressadamente a casa, sem resolver-lhe os problemas...
Entretanto, não teve o longo itinerário somente nisso.
Certamente, foi compelido a escorar o ócio das pessoas inexperientes que desertaram da atividade, descendo aos sorvedouros da obsessão; custeou o artifício que impeliu alguém para a voragem de terríveis enganos; gratificou os entorpecentes que aniquilam existências preciosas; e remunerou o álcool que anestesia consciências respeitáveis, internando-as no crime.
Que farias de um lidador prestimoso, que te batesse à porta, solicitando emprego digno? de um cooperador humilhado por alheios abusos, que te rogasse conselho, a fim de reajustar-se e servir? O dinheiro de sobra, que nada tem a ver com tuas necessidades reais, é esse colaborador que te procura pedindo orientação.
Não lhe congeles as possibilidades no frio da avareza, nem lhe esconda as energias no labirinto do monopólio.
Acata-lhe a força e enobrece-lhe os movimentos, na esfera de obrigações que o mundo te assinalou.
Hoje mesmo, ele pode obter, com teu patrocínio a autoridade moral do trabalho para o companheiro, impropriamente julgado inútil; o revigoramento do lar que a privação asfixia; o livro edificante que clareie as trilhas dos que se transviam sem apoio espiritual o alento aos enfermos desprotegidos; ou a tranqüilidade para irmãos atenazados pelos aguilhões da penúria que,freqüentemente, lhes impõem o desequilíbrio ou a morte, , antes mesmo de serem amparados no giro da mendicância.
Dinheiro de sobra é o amigo e servo que a Divina Providência te envia para substituir- te a presença, onde as tuas mãos, muitas vezes, não conseguiu chegar.
Sim, é possível que, amanhã, outras criaturas venham a escravizá-lo sob intenções inferiores, mas ninguém apagará o clarão que acendeste com ele para a felicidade do próximo, porque, segundo as leis inderrogáveis que governam a vida, o bem que fizeste aos outros a ti mesmo fizeste.
pelo Espírito Emmanuel - Do livro: O Livro da Esperança, Médium: Francisco Cândido Xavier.

A Prece -- Fluxo Mental



A Prece -- Fluxo Mental
O fluxo mental nada mais é do que o fluxo de energias originadas dos processos mentais. É como diz André Luiz: "Em identidade de circunstâncias, apesar da diversidade dos processos, toda partícula da corrente mental nascida das emoções e dos desejos recônditos do espírito, através dos fenômenos íntimos e profundos da consciência, cuja estrutura ainda não consegue abordar, se desloca, produzindo irradiações eletromagnéticas, cuja freqüência varia conforme os estados mentais do emissor". Analisando essa afirmação de André Luiz, poderemos verificar que o teor energético vertido das profundezas da mente é variável segundo o processo mental utilizado (pensamento, vontade, emoção, sentimento, paixão, etc.) e de acordo com o estado de desenvolvimento mento-espiritual de cada um. Assim, o fluxo da mente apresenta irradiações eletromagnéticas que variam de freqüências baixíssimas (animais) até as freqüências elevadíssimas dos seres angélicos. O estado de pureza espiritual é conquistado no tempo. As emoções e os sentimentos inferiores são paulatinamente modificados pelo desenvolvimento das virtudes humanas e, com estas, o aprimoramento energético do fluxo da mente. A freqüência da energia vertida pela mente será tanto mais condensada e impura quanto maior for a inferioridade das emoções e dos sentimentos. O fluxo mental, assim, não é fruto apenas dos pensamentos, mas também das emoções, dos sentimentos e de elementos outros que vertem do espírito. A conjugação das funções psíquicas produz energias multifreqüênciais, as quais poderão oscilar de acordo com as circunstâncias do momento. O indivíduo, por exemplo, quando em prece profunda, produzirá ondas mentais de freqüência bem mais elevada do que em situações de diálogos comuns. Matéria mental -- Ao pensar, a mente vibra e irradia vibrações sob a forma de ondas que se propagam por todo psiquismo e chegam a se expandir além da própria veste orgânica. Essas ondas sofrem modificações, dependendo das características dos sentimentos, emoções e demais fatores que possam influenciar sua natureza original. Esse fluxo de energias é formado, evidentemente, de estruturas próprias e não de todo conhecido pela ciência contemporânea. André Luiz denomina de matéria mental a essa matéria corpuscular produzida pela mente. Na matéria física encontramos suas unidades representativas nas conhecidas estruturas atômicas, onde o conhecimento do átomo, das suas partículas e demais subpartículas e radiações já oferecem elementos para que possamos compreender melhor o mundo em que vivemos. Da mesma forma, por analogia, já se pode falar nas partículas mentais, formadoras da estrutura da matéria mental que verte do psiquismo humano. Assim como os quanta ou fótons de luz são partículas de energias variáveis, o mesmo também acontece com os fótons mentais que dependem da potência mental emissora. Essa matéria mental será tanto mais pura e de maior freqüência conforme o é o espírito que a emite. O estado de pureza espiritual vai sendo conquistado gradativamente pelas modificações que o indivíduo opera na sua conduta moral. Vemos, assim, as energias mais densas dos ressentimentos, da cólera, do medo, da maldade, por exemplo, serem transformadas em energias de maior freqüência e pureza se produzidos pelo perdão, pela paz, pela coragem e pela bondade. Ondas Mentais -- Pensamento e Emoções: energias multifreqüenciais

Confiança em Deus –














Confie no amor de Deus


Muitos se perguntam por que devemos confiar em Deus, alguns alegam que é para ter uma vida próspera, outros dizem que é para que venhamos sempre está protegidos ou seja para termos “proteção gratuita e poderosa” mas poucos respondem: “Devemos confiar em Deus porque ele nos ama verdadeiramente”
Confiar em Deus não é so ter esperança e nem dizer que temos a certeza que tudo irá mudar, mas confiar em Deus é ter consciência que ele nos ama verdadeiramente e que amor igual ao que ele sente por nós nenhum ser humano será capaz de amar em tamanha proporção.
Quando casamos com alguém, creio eu que muitos casais irão dizer que confiam um no outro e irão dizer também que “amar é confiar” por isso é que devemos confiar tanto em Deus, primeiramente porque Deus nos ama e logicamente Deus confia em nós porque, ele conhece cada um, ele sabe cada qualidade, cada defeito, cada sonho e cada medo que nós temos. Talvez algumas pessoas não confiam na gente e nem depositam esperança em nós mas Deus sempre irá ter esperança em cada um de seus filhos, pois é, Deus faz muito por nós e muita vezes nem valorizamos tamanha dedicação que Ele tem por cada um de seu filho, mas Ele é bondoso e Ele só quer o seu amor e vamos combinar que amar é algo tão incrível.
Procure a Deus por amor e nunca procure ele por um interesse fútil ou material ate porque só o amor é capaz de curar, de trazer transformações para nossas vidas e é esse amor que opera os milagres que a cada dia se tornam mais visíveis, frequentes e comuns.
Deus não é papai Noel, Deus não tem uma listinha de presente pois o que ele tem é uma listinha de filhos que ele ama por isso levemos isso é consideração e dê amor para Deus, não busque Deus só no momento de dor mas procure-o para mostrar o seu amor por ele e agradecer o amor infinito que ele sente por cada um de nós.

BRILHE TUA LUZ

BRILHE TUA LUZ
A movimentação contínua da massa humana causa-te preocupação, se consideras a problemática espiritual, que a todos diz respeito.
Grande parte se te apresenta carrancuda, sob o extenuar das dores para as quais não se preparou, convenientemente, derrapando em violências contra os outros e contra si mesma.
Outra expressiva quantidade de criaturas transita distraída, sem dar-se conta das responsabilidades que lhe dizem respeito.
A desinformação em torno dos valores do Espírito — aqueles que são de duração imperecível —, é alarmante, somando aos conceitos errôneos que muitos esposam, em chocante desconsideração quanto às realidades da Vida.
Tendo em vista tais situações, reflete em torno dos movimentos religiosos que conduzem as massas, esvaziadas de sentimento legítimo de fé, sem claridades interiores, ficando aturdido.
Sem dúvida, toda emulação edificante, intentando incorporar Jesus ao dia-a-dia dos homens, é de alta significação. No entanto, a claridade da fé deve estar sustentada pelo combustível dos feitos, sob pena de apagar-se de um para outro momento.
Para lograr-se tal desiderato é imprescindível que haja um suporte da razão que se apóia nos fatos, de que se não pode evadir a mente, quando ocorrências desagradáveis ameaçam o equilíbrio.
Desacostumados ao raciocínio em matéria de fé, os homens submetem-se aos códigos do amor agora, para abandoná-los mais tarde, crendo, por conveniências passageiras, antes por acomodação de interesses, do que pela necessidade de crescimento e renovação.
*
São respeitáveis as movimentações exteriores do clima religioso da Terra. Todavia, é de vital importância a transformação moral do homem ante a presença da fé, na mente e no coração.
Quem diz crer e não produz para o bem do seu próximo, é insensato.
Se se utiliza da vida e não reparte bênçãos, torna-se dilapidador da oportunidade.
Se se enclausura na vaidade da salvação individual, faz-se parasita inconsequente.
Se impõe a sua forma de ser, estribado em presunçosas convicções, transforma-se em prepotente.
Somente quando nele brilha a luz do Cristo, exteriorizando em atos o odor da caridade e do amor, é que se encontra em condições de provar que o caminho da felicidade leva ao próximo, numa viagem para fora, após haver-se penetrado pela busca interior, mediante a introspecção e a prece que ora o sustentam nos cometimentos libertadores.
*
Não te detenhas, ante os impedimentos massivos, na tarefa de auxílio espiritual.
Junta a tua a outras candeias que estejam ardendo na noite das aflições, derramando parca luminosidade.
Vai ao teu próximo e clarifica-o com a mensagem do Cristo, chamando à ação e à responsabilidade.
Não obstante o Evangelho houvesse sido pregado para a aturdida multidão, o Mestre não se poupou esforços no ministério de atender e iluminar uma a uma as criaturas que Dele se acercavam.
Tem confiança irrestrita na Sua governança e faze a tua parte sem precipitação nem pessimismo, não temendo a mole humana, nem tombando na marginalização por indiferença ou timidez.
Espiritualiza-te, e deixa que a tua luz brilhe confortadora, apontando os rumos da paz para os que seguem contigo.
(De “Alerta”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

Mensagem de Eurípedes Barsanulfo


Mensagem de Eurípedes Barsanulfo
Irmãos Queridos.
Diante dessa crise que se abate sobre o nosso povo, face a essa onda de pessimismo que toma conta dos brasileiros, frente aos embates que o país atravessa, nós, os seus companheiros, trazemos na noite de hoje a nossa mensagem de fé, de coragem e de estímulo.
Estamos irradiando-a para todas as reuniões mediúnicas que estão sendo realizadas neste instante, de norte a sul do Brasil. Durante vários dias estaremos repetindo a nossa palavra, a fim de que maior número de médiuns possa captá-la. Cada um destes que sintonizar nesta faixa vibratória dará a sua interpretação, de acordo com o entendimento e a gradação que lhe forem peculiares. Estamos convidando todos os espíritas para se engajarem nesta campanha.
Há urgente necessidade de que a fé, a esperança e o otimismo renasçam nos corações. A onda de pessimismo, de descrédito e de desalento é tão grande que, mesmo aqueles que estão bem intencionados e aspirando realizar algo de construtivo e útil para o país, em qualquer nível, vêem-se tolhidos em seus propósitos, sufocados nos seus anseios, esbarrando em barreiras quase intransponíveis. É preciso modificar esse clima espiritual. É imperioso que o sopro renovador de confiança, de fé nos altos destinos de nossa nação, varra para longe os miasmas do desalento e do desânimo. É necessário abrir clareiras e espaços para que brilhe a luz da esperança. Somente através de esperança conseguiremos, de novo, arregimentar as forças de nosso povo sofrido e cansado.
Os espíritas não devem engrossar as fileiras do desalento. Temos o dever inadiável de transmitir coragem, infundir ânimo, reaquecer esperanças e despertar a fé! Ah! a fé no nosso futuro! A certeza de que estamos destinados a uma nobre missão no concerto dos povos, mas que a nossa vacilação, a nossa incúria podem retardar. Responsabilidade nossa. Tarefa nossa. Estamos cientes de tudo isto e nos deixamos levar pelo desânimo, este vírus de perigo inimaginável.O desânimo e seus companheiros, o desalento, a descrença, a incerteza, o pessimismo, andam juntos e contagiam muito sutilmente, enfraquecendo o indivíduo, os grupos, a própria comunidade. São como o cupim a corroer, no silêncio, as estruturas. Não raras vezes, insuflado por mentes em desalinho, por inimigos do progresso, por agentes do caos, esse vírus se expande e se alastra, por contágio, derrotando o ser humano antes da luta.
Diante desse quadro de forças negativas, tornam-se muito difíceis quaisquer reações. Portanto, cabe aos espíritas o dever de lutar pela transformação deste estado geral. Que cada Centro, cada grupo, cada reunião promova nossa campanha. Que haja uma renovação dessa psicosfera sombria e que as pessoas realmente sofredoras e abatidas pelas provações, encontrem em nossas Casas um clima de paz, de otimismo e de esperança!
Que vocês levem a nossa palavra a toda parte. Aqueles que possam fazê-lo, transmitam-na através dos meios de comunicação. Precisamos contagiar o nosso Movimento com estas forças positivas, a fim de ajudarmos efetivamente o nosso país acrescer e a caminhar no rumo do progresso. São essas forças que impelem o indivíduo ao trabalho, a acreditar em si mesmo, no seu próprio valor e capacidade. São essas forças que o levam a crer e lutar por um futuro melhor.
Meus irmãos, o mundo não é uma nau à matroca. Nós sabemos que “Jesus está no leme!” e que não iremos soçobrar. Basta de dúvidas e incertezas que somente retardam o avanço e prejudicam o trabalho. Sejamos solidários, sim, com a dor de nosso próximo. Façamos por ele o que estiver ao nosso alcance. Temos o dever indeclinável de fazê-lo, sobretudo transmitindo o esclarecimento que a Doutrina Espírita proporciona. Mas também, que a solidariedade exista em nossas fileiras, para que prossigamos no trabalho abençoado, unidos e confiantes na preparação do futuro de paz por todos almejado.
E não esqueçamos de que, se o Brasil “é o coração do mundo”, somente será a “pátria do Evangelho” se este Evangelho estiver sendo sentido e vivido por cada um de nós”.
Eurípedes Barsanulfo

A Cidade Nosso Lar – Chico Xavier

A Cidade Nosso Lar – Chico Xavier

A CIDADE NOSSO LAR
Pergunta – Poderíamos falar sobre o livro Nosso Lar, por exemplo, sobre as
realidades do livro, sobre a distância da colônia, sobre alguma coisa das
belezas de Nosso Lar?
Chico Xavier – A literatura mediúnica em outros países atesta a existência
de outras cidades semelhantes a Nosso Lar, uma das comunidades no chamado
Espaço Brasileiro.
Quando estávamos recebendo, mediunicamente, o primeiro livro de
André Luiz, que traz esse título, impressionamo-nos vivamente com respeito
ao assunto, porque a nossa perplexidade era indisfarçável e sendo o nosso
assombro um motivo para perturbar a recepção do livro, o nosso André Luiz
promoveu, em determinada noite, a nossa ausência do corpo físico para
observar alguns aspectos, os aspectos mais exteriores, da chamada cidade
Nosso Lar – mundo novo que somos chamados a perceber, a estudar, porque se
relaciona com o futuro de cada um de nós. Ainda que não sejamos acolhidos
na referida colônia, outros lares nos esperam após a desencarnação.
Isto é muito importante.
Há muita gente que considera este assunto demasiadamente remoto
para que venhamos a nos preocupar com ele. Entretanto, na lógica terrestre,
somos obrigados a cuidar dos estoques de determinados materiais – gasolina,
óleo, medicamento, cereais. Se nos interessamos por isso, no trânsito sobre
a Terra, por que admitir por ocioso esse tema da espiritualidade que nos
espera inevitavelmente a todos?
O Espírito André Luiz, registrando-nos o espanto, porquanto a
estranheza era enorme da parte de companheiros de Pedro Leopoldo e Belo
Horizonte, aos quais mostrávamos as páginas em andamento, teve o cuidado de
mostrar-nos determinada faixa de Nosso Lar, onde jaziam centenas de irmãos
hospitalizados, ocupando a atenção de médicos, de instrutores, enfermeiras,
sacerdotes e pastores das diversas religiões.
Devemos assinalar este fato, de vez que, frequentemente, depois
da morte, são obrigados a compartilhar-nos crenças e concepções com
respeito às verdades eternas do espírito, quando a caridade de Nosso Senhor
Jesus Cristo nos espera a todos, quanto a discernimento e compreensão.
Cada criatura, nessa cidade, é chamada gradativamente para um
estado mais amplo de entendimento. Nosso Lar é o retrato de muitas das
colônias que nos aguardam, mas não é propriamente o retrato único, porque
possuímos, além da Terra, além da vida física, muitas e muitas cidades de
natureza superior e outras de natureza inferior a que chegaremos,
inevitavelmente, segundo as nossas escolhas e méritos neste mundo.
Do nosso irmao Chico Xavier em Entrevista concedida ao irmao Guiomar
Albanesi, no Centro Espírita Perseverança
(São Paulo - SP), em Outubro de 1974
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BENDITO SEJAS

BENDITO SEJAS

Bendito sejas, coração amigo,
Pelo pão que dás, à porta,
Ao companheiro que se desconforta,
na aflição da penúria sem abrigo!...
Deus te faça feliz pela roupa que ofertas
Aos torturados do caminho,
Que tantas vezes se vão ao desalinho
Das feridas que trazem descobertas...
Deus te conceda o premio da ventura
pela ternura sorridente
Com que cevas ao doente
O amparo do remédio e a esperança da cura.
Deus te guarde na fonte da alegria,
Para lenir, no esforço a que te dês,
A orfandade e a viúves
Que vivem para a dor de cada dia.
Deus, porém, te abençoe, coração brando e pasmo,
Com a mais sublime recompensa,
Quando olvidas a intromissão da ofensa,
O golpe da injustiça e a pedra do sarcasmo.
Deus te exalte no santo esquecimento
Do mal que te golpeia,
Reduzindo a extensão da chaga alheia
Sem cogitar do próprio sofrimento.
Bendito sejas, coração submisso,
Embora sábio entre os mais sábios,
Pela palavra boa de teus lábios,
No exemplo da bondade e do serviço,
Porque o amor transforma a sombra em luz
E o perdão, onde ampare, nunca erra,
Auxiliando a vida em toda a Terra
Para o Reino Divino de Jesus.

pelo Espírito Maria Dolores - Do livro: Poetas Redivivos, Médium: Francisco Cândido Xavier.
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PERDÃO E NÓS

PERDÃO E NÓS
Habitualmente, consideramos a necessidade do perdão apenas quando alvejados por ofensas de caráter público, no intercurso das quais recebemos tantos testemunhos de solidariedade, na esfera dos amigos, que nos demoramos hipnotizados pelas manifestações afetivas, a deixar-nos em mérito duvidoso.
A ciência do perdão, todavia, tão indispensável ao equilíbrio, quanto o ar é imprescindível à existência, começa na compreensão e na bondade, perante os diminutos pesares do mundo íntimo.
Não apenas desculpar todos os prejuízos e desvantagens, insultos e desconsiderações maiores que nos atinjam a pessoa, mas suportar com paciência e esquecer completamente, mesmo nos comentários mais simples, todas as pequeninas injustiças do cotidiano, como sejam:
- a observação maliciosa;
- a referência pejorativa;
- o apelo sem resposta;
- a gentileza recusada;
- o benefício esquecido;
- o gesto áspero;
- a voz agressiva;
- a palavra impensada;
- o sorriso escarnecedor;
- o apontamento irônico;
- a indiscrição comprometedora;
- o conceito deprimente;
- a acusação injusta;
- a exigência descabida;
- a omissão injustificável;
- o comentário maledicente;
- a desfeita inesperada;
- o menosprezo em família;
- a preterição sob qualquer aspecto;
- o recado impiedoso.
Não nos iludamos em matérias de indulgência.
Perdão não é recurso tão somente aplicável nas grandes dores morais, à feição do traje a rigor, unicamente usado em horas de cerimônia.
Todos somos suscetíveis de erro e, por isso mesmo, perdão é serviço de todo instante, mas, assim como o compositor não obtém a sinfonia sem passar pelo solfejo, o perdão não existe, de nossa parte, ante os agravos grandes, se não aprendemos a relevar as pequenas indelicadezas.
Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro Estude e Viva. Lição nº 33. Página 188.
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O TEMPO...


O TEMPO...
O AMOR...
O TODO DE UM VIVER...
AS BASES PARA UM AMANHA VERDADEIRO É NOSSO QUERER DE UM PODER QUE EM NOSSO SER SE FAZ, QUE NO OLHAR SE DEIXA MOSTRAR...
NO PENSAR DE QUE O FUTURO É NOSSO SEGMENTO DE UM MOMENTO DO HOJE, TEMOS A CERTEZA DE QUE A NATUREZA GERMINA OQUE A MENTE DETERMINA. NA MINA DA FELICIDADE CAVAMOS NOSSA REALIDADE COM BASES NO CAMINHO, COM VERDADES DO PASSADO, COM DESEJOS DO FUTURO, SENDO A FÉ SEGURO CONTRA UMA ILUSÃO DA VISÃO MATERIALISTA.
O CONSUMISTA DO VER SE TORNA ALHEIO AO QUERER VERDADEIRO, SE TORNA CEGO, ONDE O VERDADEIRO FIM SE FAZ NO TOTAL DESTA CAMINHADA.
A JORNADA MATERIALISTA FAZ DE UM CONSUMISTA APENAS UM FANTOCHE DO MUNDO.
A DOR É MERCADORIA ADQUIRIDA, É FERIDA REABERTA, É UMA MESTRA ONDE SOMENTE SE BUSCA A VERDADE DE UMA REALIDADE FINDADA NO VIVER ATUAL.
NOSSA MORAL VIVÊNCIA OQUE O SER QUER, OQUE O TEMPO DEIXA RENASCER, OQUE O VIVER PRECISA, OQUE O SENTIMENTO BUSCA...
A SAÍDA, A ENTRADA ... SE FAZ A TODO INSTANTE...
O MONTANTE DO SABER É SEMENTE PLANTADA NO DESEJO DA MENTE, É PRESENTE ESQUECIDO, É A DESPEDIDA, É O ENCONTRO, É O PORQUÊ, É A DÚVIDA, É E SERÁ A AULA DA BUSCA DO PREENCHIMENTO DO VAZIO DE UM SENTIMENTO...
AS BASES DA EVOLUÇÃO NOS TORNAM SEMPRE A RAZÃO AO DIA... É UM QUERER DO FIM DA FANTAZIA, É A BUSCA CONSTANTE DA PAZ, É A LUTA INSCESSANTE POR UM INSTANTE DO TODO DO INFINITO AMOR.
A FELICIDADE É A VERDADE DE PROCURA, É A CURA DE UMA MENTE QUE SONHA NO PRESENTE COM UM SENTIMENTO QUE SABE EXISTIR, MAS SEU SORRIR NÃO DEIXA DE BUSCAR O BRILHO VERDADEIRO DE UM SENTIMENTO QUE SE SABE SER VERDADEIRO.
PROCURE NÃO TORNAR CAIR NA ILUSÃO...
PROCURE UM SEGURO NA SEGURANÇA DIVINA... FÉ!
PROCURE UMA ALIANÇA COM A VIDA...
PROCURE A SAÍDA...
PROCURE A CURA PARA A AMARGURA QUE A CRIATURA DEPOSITA NO OLHAR QUE SE FAZ SUPERIOR, OLHAR QUE NOS FAZ SENTIR INFERIOR...
O MEDO DO VALOR SER ESQUECIDO É UM INQUIETANTE INSTANTE, É UM PENSAMENTO DIÁRIO, É AGONIA DE UM DIA ONDE VESTIMOS AS VESTES DA ALEGRIA... MAS AS LÁGRIMAS DA TRISTEZA E DO MEDO OFUSCAM A BELEZA DE UMA NATUREZA QUE SE RESSECA COM O MEDO DO AMANHA!
O TEMPO SE FAZ PELO QUERER DO VIVER O MELHOR SEMPRE... ENTÃO BUSQUEM A PAZ E O MELHOR DE SEUS SENTIMENTOS QUE O BRILHO DO FUTURO SERÁ A VERDADE DE UMA TARDE DA DÚVIDA...
QUE A PAZ E O AMOR ESTEJAM SEMPRE EM SEUS PENSAMENTOS DO HOJE DE DO AMANHA... SEMPRE!! COM DEUS PAI E NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!!!
FIQUEM COM A PAZ!!!
QUE ASSIM SEJA!!!


11h04min 29/05/2012