terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Frei Betto e a pluralidade dos

 Frei Betto e a pluralidade dos
mundos habitados

A tese espírita da pluralidade dos mundos habitados, que constitui um dos princípios fundamentais do Espiritismo, tem, como se sabe, um número de adeptos muito grande, a que devemos acrescentar o respeitado frade dominicano Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como frei Betto, amigo da família de Tancredo Alves e confidente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem seria uma espécie de assistente espiritual.

Para frei Betto, que afirma ter visto discos voadores quando criança, o mundo em que vivemos não passa de "um planeta periférico situado em uma das 100 bilhões de galáxias que vivem no Universo". "Não posso imaginar – declarou ele a uma importante publicação brasileira – que, tendo sido semeadas tantas estrelas, apenas num pequeno planeta a vida tenha vingado."

Inquirido sobre o mistério da salvação e o papel de Jesus na vida dos habitantes do planeta Terra, frei Betto não titubeou, expressando o pensamento de que algo semelhante deve ter-se dado também em outros planetas.

Examinando com profundidade as idéias do frade, podemos concluir, sem nenhuma dificuldade, que o princípio da pluralidade dos mundos habitados reúne muito mais seguidores do que geralmente se supõe.

A última pesquisa realizada junto aos internautas que acessam o site da revista Veja atribuiu-lhe um percentual superior a 60% dos brasileiros. As declarações de frei Betto indicam que esse número é confiável, porquanto se um intelectual católico dos mais categorizados vê com restrições a história da criação e do pecado original, é claro que os adeptos do catolicismo podem pensar de igual forma.

A explicação disso é muito simples.

A pluralidade dos mundos habitados não é uma tese esdrúxula, mas, ao contrário, uma idéia lógica e racional e que complementa, de certo modo, a tese da reencarnação e do progresso espiritual que, segundo o Espiritismo, constituem o meio pelo qual a criatura humana pode atingir a meta para a qual foi criada, ou seja, a perfeição.

Ora, quem admite o progresso contínuo da Humanidade e aceita a doutrina das existências sucessivas não pode ignorar a multiplicidade dos mundos onde as almas vão colher subsídios e experiências que as impulsionarão a um novo degrau evolutivo. Afinal de contas, os cristãos não ignoram que o próprio Jesus afirmou que há muitas moradas na casa de nosso Pai.

                         

ASSUNTOS DE TEMPO

 

                  ASSUNTOS DE TEMPO

Se você já sabe quão precioso é o valor do tempo, respeite o tempo dos outros para
que as suas horas sejam respeitadas.
Recorde-se de que se você tem compromissos e obrigações com base no tempo,
acontece o mesmo com as outras pessoas.
Ninguém evolui, nem prospera, nem melhora e nem se educa, enquanto não aprende
a empregar o tempo com o devido proveito.
Seja breve em qualquer pedido.
Quem dispõe de tempo para conversar sem necessidade, pode claramente
matricular-se em qualquer escola a fim de aperfeiçoar-se em conhecimento superior.
Trabalho no tempo dissolve o peso de quaisquer preocupações, mas tempo sem
trabalho cria fardos de tédio, sempre difíceis de carregar.
Um tipo comum de verdadeira infelicidade é dispor de tempo para acreditar-se
infeliz.
Se você aproveitar o tempo a fim de melhorar-se, o tempo aproveitará você para
realizar maravilhas.
Observe quanto serviço se pode efetuar em meia hora.
Quem diz que o tempo traz apenas desilusões, é que não tem feito outra cousa senão
iludir-se.

Sinal Verde pelo Espírito de André Luiz
Psicografado por Francisco Cândido Xavier

PACIÊNCIA

PACIÊNCIA


Onde estejas, apresentas o nome que te assinala, a ideia que te dirige, a roupa que te acolhe e os sinais que te identificam.

Em teu benefício próprio não olvides carregar onde fores, a energia da paciência que te garanta a serenidade.

Se alguém te anuncia catástrofes iminentes, qual se trouxesse na boca o vozerio das trevas, ouve com paciência e perceberás que a vida permanece atuante, acima de todas as calamidades, à maneira do sol que brilha invariável, sobre todos os aguaceiros.

Quando a provação te visite, a modo de ventania destruidora, sofre com paciência e colherás dela renovado vigor semelhante à árvore que se refaz pela angústia da poda.

Diante do golpe que te alcança as fibras mais íntimas, suporta com paciência as dores do reajuste e cicatrizarás valorosamente as chagas do coração conquistando os louros da experiência.

Padeces inesperada injúria dos entes amados que te devem carinho, no entanto, passa por ela com paciência e, amanhã, ser-te-ão mais afeiçoados e mais amigos.

Tolera a deserção de companheiros queridos que te deixam nas mãos o sacrifício de duras tarefas acumuladas, contudo, prossegue com paciência no trabalho que o mundo te reservou e mais tarde, teus ideais e serviços se erigirão por alimento e refúgio em favor deles mesmos.

Irritação é derrota prévia.

Queixa é adiamento do melhor a fazer.

Reclamar é complicar.

Censurar é destruir.

Em todos os males que te firam, usa a dieta da paciência assegurando a própria restauração.

E toda vez que sejamos induzidos a condenar alguém por essa ou aquela falta, inventariemos nossas próprias fraquezas e reconheceremos de pronto que nos encontramos de pé, em virtude da paciência inexaurível de Deus.
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EMMANUEL
Chico Xavier




Meu Filho ,,,,,,,,,,

Meu filho, o lar é o berço do teu destino!...
Templo aberto ao teu coração, aí tens o porto a que o Senhor te conduziu no extenso e furioso mar da
vida terrestre.
Aprende a respirar dentro dele, com o respeito e a bondade que a vida nos merece.
Haverá, porventura, lição mais comovente que o esforço de teu pai por manter-se robusto e poderemos,
acaso, encontrar mais sublime testemunho de sacrifício e ternura que o carinho de tua mãe, esquecida de si
mesmo, em favor da tua alegria?
Quando a chuva, lá fora, enlameia a estrada e quando a ventania passa zunindo, na altura, já pensaste na
bênção do teto que te agasalha?
À mesa, quando a sopa fumegante convida tua fome ao repasto, já refletiste na sublimidade do santuário que te abriga?
Quando, cansado, te acolhes ao leito, já meditaste na doce e misteriosa mão de Deus que te sustenta o sono?
Aprende a honrar tua casa, no culto da gentileza, enriquecendo-a com o teu serviço constante no bem e
santificando-a com o teu amor.
O lar é o primeiro degrau com que o Todo Poderoso nos induz a escalar o Céu.
Tua casa é o teu celeste jardim no mundo.
Cultiva aí, nesse abençoado recanto de paz e trabalho, as flores do bem que nunca fenecem.
Ajuda-o na preservação da tranqüilidade e do bem estar, porque, um dia, de fronte preocupada, como
agora acontece ao teu pai e à tua mãe, crescido e pensativo, terás um lar diferente, onde entrarás como
senhor, e, inclinado sobre algum rosto alegre e saltitante, como o teu, igualmente dirás:
- “Meu filho! Meu Filho"!...
*
Chico Xavier - Meimei

O PECADO ORIGINAL E O,,,,,,,,,,

O PECADO ORIGINAL E O PURGATÓRIO SÃO OUTROS NOMES PARA O CARMA
       A palavra carma significa ação, ação como causa e como efeito, que se torna outra causa para outro efeito, e assim, sucessivamente.
       No século dezenove, quase não se falava em carma no Ocidente. Daí que Kardec usava mais a expressão lei de causa e efeito. E lembro o dito latino “Lux ex Oriente” (A luz vem do Oriente). Os cristãos gnósticos foram exterminados pela ala ortodoxa do cristianismo, porque eles pregavam a chegada a Deus pela gnose (conhecimento, luz), doutrina ligada às verdades filosófico-religiosas do Oriente, mas que está presente também no ensino do Nazareno: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” De fato, se Deus é sabedoria, nós como seus filhos criados à sua imagem e semelhança, temos que fazer do conhecimento uma busca constante em nossa vida, pois, é com ele que nós nos vamos tornando, cada vez mais, mais semelhantes a Deus.
         Se nós somos espíritos imortais, seria estranho Deus nos ter dado apenas uma vida terrena para a nossa evolução, pois uma vida só não dá nem para começarmos a nossa evolução em busca da sabedoria e da perfeição semelhantes às de Deus. E, se Deus é a Inteligência Suprema, que é uma das grandes verdades que nos ensina a Doutrina dos Espíritos, por que Ele nos criaria imortais, mas como que amarrados, nos obrigando a permanecermos no erro pelas eternidades afora? À proporção que as pessoas vão evoluindo em seus conhecimentos, elas vão acatando a reencarnação, naturalmente. Um exemplo: na década de 1940, apenas 2 % da população brasileira a aceitava. Hoje, são cerca de 90 %. E ela já é crença de quase ¾ da população mundial, independente de religião. É interessante lembrarmos aqui que ela tem o respaldo de vários segmentos da ciência e que ela tem tirado muitas pessoas do materialismo. Os líderes religiosos rejeitam-na, porque eles pregam que, para o fiel ganhar o céu, ele tem que passar por eles. É fácil, pois, entender a sua reação pertinaz contrária à reencarnação, já que eles não são nada bobos e sabem que ela desclassifica, em parte, as suas ações profissionais.
          Se houvesse só uma vida terrena, sem novas chances de regeneração do espírito, seria papo furado a misericórdia infinita de Deus! Se a reencarnação dependesse dos pais biológicos, nenhum pai, por menos bondoso que fosse, bloquearia nova vida para um filho seu, deixando-o para sempre no erro e na condenação. E até parece que é porque os teólogos que, geralmente, não têm filhos, que eles imaginaram essa ideia excêntrica atribuída por eles a Deus contra a reencarnação, a qual é uma das maiores verdades bíblicas. Negá-la é praticamente negar também a outra grande verdade de todas as religiões: a da lei de causa e efeito, pois o espírito imortal ficaria praticamente sem condições de colher os frutos da sua semeadura.
          A colheita do sofrimento atribuído pelos teólogos ao pecado original é um efeito de uma causa do passado. Também o Purgatório é outro efeito de dor de causas anteriores. E, igualmente, o carma é efeito de causas passadas. E os teólogos de hoje ensinam que não se sabe onde é o Purgatório, o que nos deixa uma brecha para dizermos que ele é aqui mesmo na Terra, pois aqui se faz e aqui se repara. E o mais antigo é o carma, e que, por se ligar à reencarnação e às religiões orientais, os teólogos, em vão, tentaram anulá-lo, substituindo-o pelo pecado original e o Purgatório.
       Pode-se dizer, pois, que o pecado original, o Purgatório e o carma são sinônimos!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Planejamento divino

Planejamento divino

Em virtude do atraso moral que ainda predomina na conduta da criatura humana, vemos muitos indivíduos agindo com falta de seriedade e de forma improvisada, seja nas grandes ou nas pequenas decisões da vida.

Quando agimos sem planejamento ou sem discernimento quanto às implicações da decisão que vamos eleger, haverá uma grande probabilidade de que as nossas escolhas estejam equivocadas e gerem comprometimentos morais perante as leis divinas.

Quantas vezes tomamos uma decisão apressada e nos arrependemos depois. Há situações que são plenamente corrigíveis, mas há algumas cujos efeitos serão inapagáveis.

O ser humano ainda é imediatista, pois toma decisões apressadas para que os resultados almejados venham com mais rapidez. São resquícios das nossas experiências no reino animal, a revelar a predominância da nossa natureza animal sobre a espiritual, do instinto sobre a razão, das paixões sobre as emoções superiores.

O animal, na busca da preservação da vida, alimenta-se para saciar a fome, dorme para superar o cansaço e reproduz-se para apaziguar o instinto sexual. Vejamos que sua ação visa atender uma situação que ele está vivenciando naquele momento (fome, cansaço e o desejo sexual).

É certo que há poucos animais que armazenam alimentos para o período de escassez, mas tal atitude é baseada no instinto de preservação, não havendo qualquer componente de ordem moral.

Assim sendo, o ser humano, que já é dotado de senso moral, deveria abster-se de agir impulsivamente e sem planejamento.

Quantas decisões prematuras são tomadas na administração da Casa Espírita, nas relações familiares, no campo profissional, na área financeira, a nos causar inúmeros aborrecimentos e aflições, dificultando a conquista da paz e da serenidade.

A benfeitora Joanna de Ângelis, no livro “Nascente de Bênçãos”, através do médium Divaldo Pereira Franco, apresenta-nos uma lição notável acerca do planejamento antecipado e organizado que há nas decisões dos Espíritos elevados.

No primeiro capítulo do referido livro, denominado “Providência Divina”, o Espírito Joanna fala-nos sobre algumas resoluções tomadas pela espiritualidade superior visando à melhor implantação da mensagem da Boa Nova e do Espiritismo na Terra.

Veremos que a reencarnação de muitos Espíritos missionários que antecederam a vinda do Cristo foi programada com o objetivo de trazerem fragmentos da verdade, a fim de que, paulatinamente, o ser humano pudesse digerir essas verdades, para que, oportunamente, tivesse condições de manter contato com a verdade plena, que Jesus traria à Terra.

A própria vinda de Jesus ao cenário terrestre foi ajustada com muita antecedência pela Comunidade de Espíritos Puros, da qual o Cristo fazia parte, conforme consta da obra “A Caminho da Luz”, do médium Francisco Cândido Xavier.

Joanna de Ângelis também nos revela que a reencarnação de Alexandre Magno, da Macedônia, que nasceu em 356 a.C., ocorreu com o objetivo de que fosse difundido o pensamento e a língua grega, para que os futuros povos da Eurásia pudessem compreender a mensagem de Jesus, que seria divulgada pelo Apóstolo Paulo de Tarso, também nesse idioma.

Esse mesmo Espírito (Alexandre Magno) voltaria ao corpo como Júlio César, filho de Flávia Júlia, no ano de 100 a.C., para expandir o latim, que, ao lado do grego, tornar-se-ia idioma universal, com o mesmo objetivo de divulgação da Boa Nova.

Lembremos que Paulo de Tarso veio com a missão de expandir o ensinamento cristão, inclusive no Ocidente, sendo que falava fluentemente o grego, o latim e o idioma de Israel.

Após a decadência do império romano, Carlos Magno vem à Terra com a missão de reunir parte do mundo fragmentado, em 747 d.C., com o escopo de criar condições sociológicas e históricas para o advento do Espiritismo, que chegaria ao mundo mais de mil anos depois.

Oportunamente a França foi invadida pela Inglaterra e a Sabedoria Divina conduziu à reencarnação Joana D’Arc, renascida em 1412, a fim de reunir e reconduzir a vitórias o desestruturado exército francês. A França retomou o reequilíbrio, de forma que, no momento próprio, pudesse receber o Espiritismo.

No ano de 1789, reencarna-se Napoleão Bonaparte com o escopo de reunir os Estados europeus, a fim de que Allan Kardec pudesse decodificar o pensamento de Jesus.

Num episódio mais recente, mais precisamente no tsunami que ocorreu na região da Indonésia, no ano de 2004, os benfeitores sabiam dessa tragédia com trinta dias de antecedência e organizaram equipes de Espíritos que trabalhariam no local (desencarne coletivo – mais de 250.000 pessoas morreram no incidente), para socorrer os recém-desencarnados (esse auxílio espiritual consta da obra “Transição Planetária”, do médium Divaldo Pereira Franco).

Frise-se que esses episódios históricos revelam a maneira prudente, organizada e séria dos Espíritos superiores ao tratarem as questões que lhe dizem respeito.

Temos que aprender com esses Espíritos a desenvolver em nosso caráter a disciplina, a seriedade e o planejamento organizado, que são virtudes a serem conquistadas por todos os Espíritos que ainda não as possuem, ao longo das reencarnações.

Através do conhecimento das leis divinas, sobretudo as morais, vamos desenvolvendo a maturidade e o equilíbrio, que serão patrimônio do Espírito no rumo da plenitude.

Vemos, na Terra, pessoas ainda na fase da juventude ou no início da vida adulta que já revelam tais conquistas espirituais, por serem serenas, responsáveis e ponderadas.

Em contrapartida, vemos pessoas de idade avançada ainda imaturas, levianas, impulsivas, que causam prejuízos a si próprias e aos demais por conta do imediatismo em suas posturas.

Normalmente as pessoas materialistas tendem a ser imediatistas e impulsivas, porque ambicionam resultados rápidos e efêmeros.

Aliás, encontraremos no discípulo Judas Iscariotes esse perfil impulsivo. Judas era o tesoureiro do grupo, portanto, estava acostumado a resultados materiais céleres, e porque não tinha paciência para aguardar o objetivo nobre trazido pelo Cristo, que era a implantação do Reino de Deus no âmago da criatura humana, bem como por desejar a glória terrena de Jesus, vende-O por trinta moedas de prata, presumindo que tal ação apressaria o reinado material do Rabi.

Após o desencarne pelo suicídio, Judas é socorrido por Jesus e inicia sua reabilitação moral, que culmina com sua reencarnação como Joana D’Arc, cuja missão foi mencionada neste artigo.

Dessa forma, diante das metas materiais e morais, que possamos ter maturidade e paciência para a definição e a concretização dos resultados, valendo-nos da prece para que as nossas decisões possam ser as mais equilibradas, evitando, sempre que possível, a improvisação.

Não tenhamos pressa, mas também não acomodemos demais.

Que possamos analisar todas as consequências das nossas ações, percebendo que tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém, conforme nos ensina Paulo de Tarso.

Que façamos um planejamento para a nossa vida, sobretudo no que se refere às conquistas espirituais. Muitas vezes, eliminar totalmente um defeito moral levará mais de uma vida, assim como a conquista definitiva de uma virtude, mas comecemos a agir agora, cientes do resultado que virá na exata proporção do nosso empenho, sendo que temos a nosso favor a eternidade.

Meditemos sobre o planejamento divino e que a nossa vida, de Espírito imortal destinado à plenitude, possa vir a ser uma sucessão de atos conscientes e planejados à luz do amor e da verdade, cujo resultado fatal será a nossa perfeita integração com o Pai Celestial

Os “obsessores", Gente como a Gente

Qualquer abordagem à complexa problemática da obsessão deve começar, a meu ver, com uma atitude preliminar de humildade e amor fraterno. Ainda que isto possa parecer mera pregação com um toque de falsa modéstia, não é nada disto. A humildade constitui ingrediente indispensável a qualquer tarefa de natureza mediúnica, dado que é ainda bastante limitado o conhecimento dessa preciosa faculdade humana. Temos de nos apresentar diante da tarefa com a honesta intenção de aprender com o seu exercício, ainda que, paradoxalmente, munidos de todo o conhecimento teórico que for possível adquirir previamente. Quando a gente pensa que já sabe tudo sobre mediunidade, eis que ela se revela sob aspectos que ainda não tínhamos percebido ou apresenta facetas desconhecidas e aparentemente inexplicáveis. É como se cada sessão tivesse uma espécie de individualidade diferente de todas as demais, ainda que semelhante em suas características básicas. tal como as pessoas, ou seja, tão iguais umas com às outras e, ao mesmo tempo, tão diferentes.


E por falar em pessoas, vamos colocar a segunda preliminar, a de que o trato com a obsessão deve ser iluminado pelo amor fraterno. Por uma razão tão simples e óbvia que parece infantil, mas que se põe como de vital importância para o bom êxito do trabalho pretendido, ou seja, a de que os espíritos são gente como a gente. E gente que sofre e que, portanto, precisa de compreensão e paciência. São pessoas em conflito consigo mesmas e, portanto, com outros, com o mundo, com a vida , com Deus e com o próprio amor. Creio que é em Emmanuel que a gente lê que o ódio é o amor que enlouqueceu.. É verdade e tanto é verdade que mesmo este amor enlouquecido ainda é amor; como temos tido oportunidade de observar tantas vezes.


Lembro-me de um caso desses em que foi por esse caminho que encontrei o acesso que buscava ao coração do manifestante enfurecido daquela noite.
Sua desesperada indignação dirigia-se a uma mulher que, aparentemente, manipulara impiedosamente suas emoções no passado. Chegara para ele a hora da vingança e ele a exercia com toda a força de seu ódio, tentando convencer-se de que o fazia com o maior dos prazeres. Agora, sim, tinha-a em seu poder! Sustentava-se no rancor secular e era isso mesmo que ele dizia. Sem aquele ódio, não seria nada nem ninguém, pois aquilo acabara constituindo a razão de ser de sua existência. Em situações como essa, o ódio e o ilusório prazer da vingança funcionam como biombos atrás dos quais a gente esconde, pelo menos por algum tempo, as próprias frustrações e procura abafar a voz incorruptível da consciência. Enquanto procuramos cobrar faltas cometidas contra nós, esquecemos dos nossos crimes e afrontas à lei divina.


Esse era o cenário e esse era o drama que tínhamos diante de nós. Que estava ele na posição de um obsessor, estava. Não se importa se assim o considerássemos. A vingança, no seu entender, era direito que ninguém poderia contestar-lhe. "Ela não errou? A lei não diz que somos todos responsáveis pelos atos que praticados? E não diz mais que quem fere com a espada, com a espada será ferido? Esta aí no seu evangelho!", dizem os vitoriosos. "Ela é uma peste. Você nem imagina como aquela mulher é ruim! E agora que estou aqui, cobrando minha parte, vem vocês com peninha dela! E sabe de uma coisa? Não se meta nisso não. O caso é comigo. Deixa que eu resolvo!"


Esse é o tom. Como fazê-lo mudar, não apenas o discurso, mas o procedimento, a maneira de avaliar a situação e de redirecionar suas emoções em tumulto? E perguntam, às vezes: "Você não acha que eu tenho razão?" Até que sim, se examinarmos o problema na estreiteza do seu contexto pessoal. É compreensível o rancor, gerado por uma dolorosa decepção com a pessoa em quem confiou e à qual entregou seu próprio coração e até sua vida. Mas esse espaço mental é exíguo demais para se colocarem todos os dados do problema. A vida não é uma só, a lei não é punitiva, mas educativa, e, acima de tudo, não há sofrimento inocente, a não ser nos grandes lances do devotamento ao próximo, nas tarefas missionárias.


Por outro lado, se a lei permite ou tolera a vingança, embora não a aprove jamais, é porque aquele que erra se expõe à correção. Os obsessores mais experientes, sabem que somente conseguem cobrar aquilo que têm como crédito pessoal, precisamente porque, segundo ensinou o Cristo, o "pecador se torna escravo do pecado" e não sai de lá enquanto não pagar até o último centavo, ou seja, enquanto restar um reclamo na sua própria consciência.


Não é preciso que ninguém cobre, mesmo porque a dívida é com a lei, representada em cada um de nós no silêncio da intimidade, mas o vingador não quer saber de tais sutilezas.


Todo aquele que se expõe ao duro retorno do reajuste pode estar certo de haver-se atritado com alei anteriormente. A conclusão lógica e inescapável é a de que, quando o nosso querido passou pelo dissabor de uma traição ou do abandono, estava na fase de retorno, na sofrida simetria de seus equívocos anteriores. Isto, porém, nunca estamos prontos para admitir quando nos encontramos na dolorosa postura do obsessor. Achamos, então, que esta é a nossa vez. Que perdão, nada! Sempre que perdoei me dei mal, costumam dizer. Vence, no mundo, aquele que grita, impõe e domina, não o que abaixa cabeça e marca a si mesmo com o carimbo da covardia.

Em suma: o nosso querido obsessor não era diferente de nenhum de nós, ainda prisioneiros de paixões milenares que repercutem e ecoam de século em século e vão aos milênios. É um ser humano, uma pessoa, gente como a gente. O que ele deseja, embora nunca o admita espontaneamente, é que tenhamos paciência para ouvi-lo, compreendê-lo, cuidar da sua dor, ainda que, conscientemente, também não a reconheça. Por isso após todo o seu catártico destampatório, ele se mostrava convicto de estar coberto de razão e, por isso, vitorioso no seu valente debate com o grupo. Só nesse ponto, contudo, tinha alguma condição para nos ouvir. Até então fora dono absoluto da palavra, dos argumentos, da indignação, da situação, enfim. Ele perseguia a moça porque queria e porque podia fazê-lo e estamos conversados.


Estava, portanto, dando a conversa por encerrada e pronto para retomar logo sua tarefa de ficar à espreita da sua vítima, como o gato que vigia o rato, no preciso e curioso dizer de Kardec.
É nesses momentos, contudo, que a inspiração parece funcionar melhor e, por isso, nosso doutrinador comentou, como quem apenas dá conta de um fato óbvio por si mesmo: "Isto tudo quer dizer, então, que você ainda a ama, não é?


Recuperado do momentâneo aturdimento, ele teve a honestidade e a bravura de reconhecer que sim, ainda a amava, a despeito de tudo.
Tínhamos chegado, afinal, ao seu coração, ao âmago da sua angústia, ao núcleo de suas dores e até de suas esperanças. E mais uma vez tínhamos diante de nós não um implacável obsessor convencido do seu legítimo direito de cobrar uma falta cometida contra si mesmo, mas um ser humano igualzinho a nós, sofrido, solitário, perdido na sua dor, mas principalmente, no seu ódio que, afinal de contas, não passava de um grande e inesquecível amor enlouquecido. Pois não é isso mesmo que aconteceu com a gente? Ou já aconteceu? Não é um irmão(ou irmã) que ali está ansioso, na secreta esperança de que consigamos, afinal, convencê-lo de que ele ainda a ama? Por isso sempre digo a eles , e a mim também, que amar é um estranho verbo, porque não tem passado. Você não diz que amou alguém. Se amou mesmo, de verdade, então continua amando. Mário de Andrade dizia que amar é verbo intransitivo e tinha razão, mas é também defectivo, porque não se conjuga em tempo passado. O amor é para sempre. Por isso, também dizia Edgar Cayce que o amor não é possessivo, ele apenas é.
Claro, ele é da essência de Deus e, portanto, do ser, isto é, de todos nós. E ser é verbo e é substantivo.


Foi por essas e outras que acabei descobrindo que o amor é também da essência da tarefa dita desobsessão e que prefiro conceituar como diálogo com atormentados companheiros de jornada evolutiva que, eventualmente, estejam vivendo dolorosos papéis de obsessor. Quem não se sentir em condições pessoais de ver no chamado obsessor uma pessoa humana como a gente mesmo, então deve dedicar-se a outra tarefa no grupo. A seara é imensa, não falta trabalho para ninguém. Já alertava o Cristo, ao seu tempo, que era necessário orar para que o Pai mandasse mais obreiros, sempre escassos e insuficientes.


Com a sua deslumbrante lucidez, Paulo explicou para a posteridade as inúmeras tarefas à nossa disposição em qualquer grupamento humano que se propõe a servir ao próximo. É só ler, para recordar, os capítulos 12, 13, 14 da sua Primeira Epístola aos Coríntios, e que constituem o primeiro "Livro dos Médiuns" do cristianismo. Aqueles que desejarem devotar-se ao trabalho gratificante da desobsessão que leiam de maneira especial, demorada e meditada, o capítulo 13, no qual o tema tratado é o da caridade, ou seja, o amor atuante.


Por tudo isso e mais o que não ficou dito, entendo que , na tarefa chamada de desobsessão, o ingrediente básico é o amor, que sempre saberá como encontrar o que dizer ao ser humano que temos diante de nós na mesa mediúnica. Doutrinação é palavra inadequada para caracterizar esse trabalho. Que teria eu a ensinar ao companheiro ou à companheira que comparece ao grupo mediúnico?


Não há como ensinar pontos doutrinários teóricos a quem está vivendo a realidade, que conhecemos mais pelo estudo do que pela vivência. Eis porque costumo dizer que muito pouco ou quase nada tenho ensinado às pessoas desencarnadas que comparecem aos nossos trabalhos mediúnicos. Em compensação, devo a todos eles ensinamentos preciosos, recortados diretamente das páginas pulsantes da vida. E por isso, nunca saberia expressar toda a minha gratidão pela oportunidade

Porque as casas espíritas tem tantos problemas?

Travar conhecimento com a doutrina cristã nos coloca em um estado de êxtase, que praticamente todos nós já experimentamos. Uma fase inicial de fanatismo é seguida na maioria das vezes por outra de desânimo quando constatamos que aqueles que trabalham dentro da doutrina espírita estão longe de praticar o que pregam. Isso é fato, é universal, e ao mesmo tempo, faz parte do aprendizado individual e coletivo.Se voltarmos no tempo, observaremos que o colégio de discípulos do Cristo era composto de homens que disputavam poder, atenção (Mateus 20:21), reclamavam dons espirituais (Mateus 17:14-21) , e queriam exclusividade sobre a palavra (Lucas 9:50). Além disso, temos também os dolorosos exemplos da negação de Pedro (Marcos 14) e da traição de Judas (Lucas 6).
Assim acontece até hoje. Diariamente somos chamados a trabalhar na seara do Cristo, em prol de nos tornarmos homens e mulheres melhores e de constituir uma sociedade mais justa e amorosa.
Porém é de se notar como dentro das comunidades religiosas existe tanta diversidade, tanta discórdia e disputa que não se coaduna com a doutrina amorosa que todos defendem.
Vivendo entre altos e baixos, vamos aos poucos incorporando esses ensinamentos cristãos em nossas vidas. Quanto mais sabemos observar nossas falhas, e combater o homem velho, mais deixamos de combater o outro que ainda erra e passamos a lutar contra nós mesmos.
A experiência nos mostra que todas as mudanças interiores pelas quais devemos passar acontecerão aos poucos, iremos incorporando na nossa personalidade, qualidades e desenvolvendo talentos, conquistados a duras penas, e a transformação acontecerá de forma natural em nós. Não haverá um dia que marcará esse evento. Simplesmente teremos nos transformado para melhor e seguiremos adiante, já com outras preocupações, pois a busca pela evolução é contínua e eterna.
No macro como no micro. Em cima como embaixo. O que acontece conosco, as nossas dificuldades, dúvidas, incertezas, tudo isso também está presente no outro que conosco forma nossa comunidade religiosa. Como essa congregação é constituída de indivíduos falhos, é natural que ela seja falha em si mesma, seja capenga de maiores sentimentos humanitários e amorosos. Olhando assim, fica fácil entender como ainda somos dependentes da energia amorosa do Cristo dentro de nós e de nossas casas espíritas. Sem esse alento, nada aconteceria e tudo seria um vazio a ser preenchido por algo que ainda não possuímos.
Quando defrontados por problemas na casa espírita, seja ele de qualquer ordem, podemos fugir e procurar uma casa que nos “compreenda” ou podemos insistir, acreditando que estamos no lugar certo na hora certa com companheiros certos, imperfeitos como nós mesmos e necessitados de compreensão mútua, de percorrer uma estrada árdua, com um fim comum chamado transformação interior.
Podemos sempre agir como Judas ou como Pedro. Um fugiu, suicidando-se e demorando séculos para retornar aos braços amorosos do Cristo pelo esforço próprio, outro, Pedro, após negar ao Cristo três vezes, entende que o homem do mundo é mais frágil do que perverso, e se constitui na pedra fundamental da doutrina nascente, pelo exemplo de amor, humildade e caridade, auxiliando os menos favorecidos, os doentes, os estropiados do mundo a encontrar o caminho de luz traçado pelo Cristo.
O presidente da casa é orgulhoso? Sejamos humildes. Falta amorosidade aos atendentes. Distribuamos amor de mãos cheias. O palestrante fala o que não faz? Façamos nossa parte com o máximo de cuidado. O médium se acha mais importante que o próprio Deus? Saibamos nos enxergar na nossa pequenez verdadeira. A crítica corre solta na casa? Saibamos fechar nossos ouvidos e bocas a toda intriga, emitindo pensamentos de luz, agradecendo a oportunidade.
Quando inseridos em uma casa religiosa, devemos entender que em todo problema, quem deve se modificar somos nós mesmos, visando construir um ambiente mais amoroso, de perdão e compreensão, assim como fez Jesus, nosso mestre e modelo.
Paz e luz!

O espelho da vida

 

O espelho da vida

A mente é o espelho da vida em toda parte.
Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo,
avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz.
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e
revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a
interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite
operar.
Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações,
gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca.
Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão.
O reflexo esboça a emotividade.
A emotividade plasma a idéia.
A idéia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.
Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas
ou alavancas libertadoras da existência.
Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia;
contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação.
Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante.
Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos.
Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o
influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso.
O reflexo mental mora no alicerce da vida.
Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador.

Francisco Cândido Xavier - Pensamento e Vida - pelo Espírito Emmanuel

Rogativas

Rogativas

Na oração, pede você um raio de luz, esquecendo, quase sempre, que tem ao seu dispor o Foco Solar para você cumprir os Sublimes Desígnios.
*
Seu espírito suplica uma réstia de amor e, em torno, a Humanidade aguarda a manifestação da sua capacidade de amar.
*
Roga você a concessão de encargos que o habilitem a colaborar com a Sabedoria Divina e olvida que milhões de seres estão à espera de sua disposição de servir, em nome do Pai Celestial.
*
Seu coração reclama sinais do céu, e, enquanto o Sábio dos Sábios manda colorir flores e horizontes para seus olhos, você procura vãos entretenimentos e nada vê.
*
Você exige justiça para seus casos pessoais e diariamente complica situações e problemas, sem reparar que a Harmonia Suprema retifica sempre, ao redor de seus pés, por intermédio da dor e da morte.
*
Você deseja oportunidades de crescimento e ascensão na espiritualidade superior, mas frequentemente foge aos degraus do esforço laborioso e humilde de cada dia, concedidos a você pela Infinita Bondade, a título de misericórdia.
*
Se está sempre rogando felicidade eterna, recusando os recursos para adquiri-la, que espera você para o caminho?
===============
 André Luiz
Chico Xavier




Tópicos da Prece

Elevemos o nosso coração, sempre que possível, ao Senhor e confiemos em Sua Infinita Bondade!
Na prece está a nossa força e no serviço do Bem o nosso refúgio!
Confiemos nosso pensamento à oração e nossos braços ao trabalho com Cristo Jesus.
E Jesus solucionará os nossos problemas com a bênção do tempo.
Paz e esperança ao coração! Cada noite, apesar do cansaço, não olvides alguns minutos com a oração, para que se nos refaçam as forças.
As tarefas seguem intensas, contudo, quanto possível, os Amigos Espirituais procuram amparar-nos as energias e acrescentá-las ainda mais.
Meus irmãos, muitos Amigos da Espiritualidade sustentam-nos as forças na travessia difícil das horas que passam.
Através da oração recolheremos, como sempre, a inspiração de que necessitamos na superação das lutas redentoras.
Guardemos a tranqüilidade mental!
Através da oração, as tarefas do lar são sustentadas com a bênção do Alto.
Receberemos, pela oração, o concurso espiritual, rogando a Jesus para que os nossos corações sejam fortificados no caminho de dor e luz em que nos encontramos.
Agradeçamos a Jesus as bênçãos de cada dia e confiemos na proteção divina, hoje e sempre!
Cada noite consagremos alguns momentos à oração, momentos esses de que se valerão os Amigos Espirituais que nos amparam, a fim de insuflar-nos novas forças para o desempenho de nossas tarefas.
Reanimemo-nos e guardemos o bom ânimo na certeza de que a fé viva em Deus é luz que nos auxilia a dissipar todas as sombras.
Jesus nos abençoe!
Roguemos a Ele, nosso Eterno Benfeitor, nos abençoe os planos de trabalho e renovação à frente do futuro.

Conhecer-se


Conhecer-se 
Não se menospreze. Eduque-se.
Não se marginalize. Trabalhe.
Não apenas administre. Obedeça.
Não apenas mande. Faça.
Não condene. Abençoe.
Não reclame. Desculpe.
Não desprimore. Dignifique.
Não ignore. Estude.
Não desajuste. Harmonize.
Não rebaixe. Eleve.
Não escravize. Liberte.
Não ensombre. Ilumine.
Não se lastime. Avance.
Não complique. Simplifique.
Não fuja. Permaneça.
Não dispute. Conquiste.
Não estacione. Renove.
Não se exceda. Domine-se.
Lembre-se: todos nós em tudo, dependemos de Deus, mas os empresários de nosso êxito, em qualquer ocasião, seremos sempre nós mesmos.

Convite Para Uma Revolução

Durante a nossa vida, aprendemos a valorizar coisas que
não são fundamentais: materialismo, modismo, poder, status
e coisas desse tipo são “o que importa” na nossa sociedade.
Por isso, queremos convocá-lo para uma revolução!
Vamos renovar a espécie humana!
Vamos investir na ALMA, resgatar não só a NATUREZA, mas o natural, vamos vender mais
PAZ, não filtrar as emoções, aumentar a QUALIDADE DE VIDA, contabilizar as boas relações,
reciclar as relações ruins, reatar as velhas AMIZADES!
Equipe o prazer, trabalhe a perseverança, vença o cansaço, faça a diferença sem precisar de
propaganda. Resolva tudo sem alarde, use o marketing da sinceridade, cobre profissionalismo
de todos, inclusive daquele que você elegeu.
Vamos maximizar a ENERGIA, preservar os RECURSOS, tratar a ÁGUA, pois ela é a nossa
fonte de VIDA. E como o ar, que também é fonte de vida, vamos ser transparentes. Renove o
estoque de sorrisos, canalize os bons pensamentos, divulgue mais o AMOR. Abrace mais,
beije os seus amores, relembre-os quanto os ama e, com a mesma força, diga “não” ao
racismo, à intolerância, à discriminação.
Seja saudável, inclusive nas atitudes. Dê bons exemplos, diga a verdade, principalmente às crianças, para que elas cresçam sabendo ACREDITAR. Crie seus filhos como cidadãos do mundo. Cultive suas
crenças, RESPEITE as crenças dos outros e viva na razão da emoção, lutando pela felicidade plena, por um futuro melhor e AGRADEÇA sempre por estar nesse mundo!

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel

AFINIDADE ENERGÉTICA

AFINIDADE ENERGÉTICA

A luz divina desce sobre nós e nos transforma.
A luz divina ou energia cósmica desce em ondas, e estas ondas nos encontram. Se estamos receptivos elas agem de uma forma mais intensa, mais direta e, então, esta energia pode operar milagres.
Exemplo disso é quando passamos por uma dificuldade e, de repente, encontramos a força necessária para superá-la.
Quando na mesma dificuldade o espírito está fechado para Deus, está revoltado, esta revolta tende a crescer ainda mais, porque ele está fechado, trancado para as benesses de Deus e se torna incapaz ou quase incapaz de absorver a energia cósmica que veio em seu socorro.
Na realidade nós somos, encarnados ou desencarnados, cada um dentro da sua vibração cósmica, energia, energia pura. Formamos feixes de energia com missões próprias.
Somos verdadeiras frações de energia destinadas a determinadas missões ou trabalhos.
Quando por estas energias, espíritos encarnam e assumem sua missão na Terra, eles têm a propriedade de se reconhecerem, mesmo que tenham sido criados em lugares diferentes. Mesmo que como encarnados nunca tenham se encontrado, de repente, não mais que de repente, basta um simples olhar e uma nova amizade nasce, junto com aquela sensação de que já se conheciam antes.
É o magnetismo das energias afins e vindas de um mesmo núcleo energético e com missões semelhantes.
Para vocês encarnados, isso parece um mistério, porém é tudo muito simples.
É como a água que nasce da mesma fonte.
É como a flor da mesma árvore.
É como o filhote da mesma ninhada.
É como o filho do mesmo pai.
Espero que tenham me entendido.

domingo, 29 de janeiro de 2012

DESENCARNAÇÕES COLETIVAS

Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?
(Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 28 de fevereiro de 1972, em Uberaba, Minas Gerais.)
Resposta:
Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.
Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.
É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.
* * *
Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.
Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.
Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.
Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.
* * *
Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.
* * *
Lamentemos sem desespero quantos se fizeram vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos.
Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor.
Emmanuel
AS LEIS DA CONSCIÊNCIA
A resposta de Emmanuel vem do plano espiritual e acentua o aspecto terreno da autopunição dos encarnados, em virtude de um fator psicológico: o das leis da consciência. Obedecendo a essas leis, as vítimas de mortes coletivas aparecem como as mais severas julgadoras de si mesmas. São almas que se punem a si próprias em virtude de haverem crescido em amor e trazerem consigo a justiça imanente. Se no passado erraram, agora surgem como heroínas do amor no sacrifício reparador.
As leis da Justiça Divina estão escritas na consciência humana. Caim matou Abel por inveja e a sua própria consciência o acusou do crime. Ele não teve a coragem heróica de pedir a reparação equivalente, mas Deus o marcou e puniu. Faltava-lhe crescer em amor para punir-se a si mesmo. O símbolo bíblico nos revela a mecânica da autopunição cumprindo-se compulsoriamente. Mas, nas almas evoluídas, a compulsão é substituída pela compaixão.
Para a boa compreensão desse problema precisamos de uma visão clara do processo evolutivo do homem. Como selvagem ele ainda se sujeita mais aos instintos do que à consciência. Por isso não é inteiramente responsável pelos atos. Como civilizado ele se investe do livre-arbítrio que o torna responsável. Mas o amor ainda não o ilumina com a devida intensidade. As civilizações antigas (como o demonstra a própria Bíblia) são cenários de apavorantes crimes coletivos, porque o homem amava mais a si mesmo do que aos semelhantes e a Deus. Nas civilizações modernas, tocadas pela luz do Cristianismo, os processos de autopunição se intensificam.
O suicídio de Judas é o exemplo da autopunição determinada por uma consciência evoluída. O que ocorreu com Judas em vida, ocorre com as almas desencarnadas que enfrentam os erros do passado na vida espiritual. Para encontrar o alívio da consciência elas sentem a necessidade (determinada pela compaixão) de passar pelo sacrifício que impuseram aos outros. Mas o que é esse sacrifício passageiro, diante da eternidade do espírito? A misericórdia divina se manifesta na reabilitação da alma após o sacrifício para que possa atingir a felicidade suprema na qualidade de herdeira de Deus e co-herdeira de Cristo, segundo a expressão do apóstolo Paulo.
Encarando a vida sem a compreensão das leis da consciência e do processo da reencarnação não poderemos explicar a Justiça de Deus – principalmente nos casos brutais de mortes coletivas. Os que assim perecem estão sofrendo a autopunição de que suas próprias consciências sentiram necessidade na vida espiritual. A diferença entre esses casos e o de Judas é que essas vítimas não são suicidas, mas criaturas submetidas à lei de ação e reação.
Judas apressou o efeito da lei ao invés de enfrentar o remorso na vida terrena. Tornou-se um suicida e aumentou assim a sua própria culpa, rebelando-se contra a Justiça Divina e tentando escapar a ela.
Irmão Saulo (J. Herculano Pires)
Livro: Chico Xavier Pede Licença – Um Aparte do Além nos Diálogos da Terra
Francisco Cândido Xavier, por Espíritos Diversos, J. Herculano Pires

Aprende a estimar os outros

Aprende a estimar os outros (...) se exigir-lhes mudanças imediatas
Não temos como sondar o íntimo real de cada pessoa e apenas Deus conhece essa realidade.
 Nem nós mesmos nos conhecemos completamente.
 Como então julgar e exigir?
Trazemos a infeliz tendência de querer corrigir os outros.
 É um equívoco.
Podemos transmitir informações, falar de nossas experiências, aconselhar quando solicitados, mas a única e real maneira de ensinar com qualidade é através do exemplo, no esforço próprio de melhorar a si mesmo.
 Essa é a forma didática mais eficaz para tentar ajudar alguém.
*
É do comportamento saudável e reto no bem que despertamos a atenção, estimulando pessoas a optarem por uma vida mais equilibrada.
*
No silêncio do exemplo, podemos falar mais do que no barulho de palavras que tentam convencer.
*
Antes de exigir dos outros, sejamos aqueles que espalham a esperança e harmonia, onde estejamos. Isso significa estimar, valorizar as demais pessoas.
*
Note-se que o clima de alegria reinante nos encontros de pessoas que se querem bem, que gostam de estar juntas, é resultante dessa aceitação e estima dos outros, sem exigências.
*
Quando há rigidez e exigências, o ambiente e o relacionamento não fluem, gerando mal estar e constrangimentos.
******************
Trecho do Livro: Tensão Emocional


 

Teresa de Calcutá, Chico do Brasil...

Teresa de Calcutá, Chico do Brasil... 

Ambos nasceram em 1910, ela, Teresa de Calcutá, ele, Chico de Pedro Leopoldo. Ela uma mulher valente, ele um homem corajoso. Ela, católica, ele espírita, no entanto ambos portavam-se como verdadeiros integrantes da família universal. Tinham muito mais em comum do que apenas o ano de nascimento. Seguiam o mesmo professor: Jesus,  tinham o mesmo sobrenome: amor, viveram para o mesmo objetivo: servir.
Ela recebeu o prêmio Nobel da Paz, ele viveu pacificamente toda a vida.
Teresa de Calcutá viveu para os menos favorecidos, queria ser pobre, nunca conseguiu. Seu coração transbordava riquezas; a nobreza da generosidade, as pérolas da fraternidade, os diamantes da solidariedade. Dizia Teresa em toda sua simplicidade que a felicidade humana é impossível de ser mensurada. Como controlar em planilhas  estatísticas a felicidade de um faminto que encontra o alimento? Teresa tinha razão. Impossível mensurar a felicidade humana. Por isso trabalhava sem estatísticas, mas em prol da felicidade e dignidade de seus irmãos de caminhada.
Chico Xavier, o Chico de Pedro Leopoldo, O Chico do Brasil, o mineiro do século  também queria ser pobre, sem sucesso. Doou os direitos autorais de seus mais de quatrocentos livros psicografados que venderam e vendem milhares de exemplares em todo mundo. Poderia ter polpuda conta bancária, no entanto preferiu a simplicidade, mas nunca foi pobre, sua vida foi repleta de amigos dos dois planos, Chico era e será onde estiver um milionário; um magnata das letras, um ícone da humildade, um pobre das moedas, mas rico de amor...
Assim eram Teresa e Chico... franzinos fisicamente, mas colossais espiritualmente. Narram as páginas da literatura que quem se aproximava de Teresa, a Madre Teresa de Calcutá, não conseguia conter a emoção, devido a irradiação de sua serenidade e sua intensa energia espiritual.
O que a literatura diz de Teresa, reafirma com Chico. Aqueles que gozaram de sua convivência afirmam que sua presença iluminava, acalmava, tranqüilizava...
Chico e Teresa; Teresa e Chico...  É como se falássemos de amigos: “Oi Teresa!” “Bom dia, Chico!” Embora não os tenha conhecido, falar deles, de suas conquistas, realizações  e aventuras é como falar de amigos, porque com os amigos não há barreiras, não há inquietações, inexistem constrangimentos. Os amigos deixam-nos à vontade, sinto-me, pois, à vontade para escrever sobre Teresa e Chico os quais considero amigos; amigos do mundo, dos ricos, dos pobres, dos brasileiros, indianos, nigerianos, amigos de todos...
Teresa e Chico; Chico e Teresa,  duas figuras que praticavam o amor, deixaram marcas inesquecíveis e indeléveis a nos convidar para, dentro de nossas possibilidades obviamente, viver como eles, servindo e amando para a construção de um mundo fraterno e justo.
Pensemos nisso.

Tolerância, estrada para a paz.

Olá a todos, Tolerância é a moralidade de não atropelar a moral alheia com a própria. Trata-se de um grande desafio, para os cientistas, em geral, acostumados a levantar pedantes batalhas, para, intolerantemente, fazerem prevalecer seus dogmas, esquecendo-se do que já afirmou Voltaire: É preferível a Virtude à Ciência. (...)

Critério para viabilização prática do direito à tolerância é um só: a visibilidade dessa fundamental liberdade humana
.






No campo espiritual, de nada adianta utilizarmos a máscara da hipocrisia, sendo simpáticos e gentis no convívio social, e, ao mesmo tempo, sermos implacáveis juízes da conduta alheia em nossos pensamentos. A tolerância verdadeira se manifesta de dentro para fora, ou seja, não criticamos porque não pensamos mal. Se não há tolerância em nosso interior, cedo ou tarde expressaremos nossas idéias reais, por maior que seja nossa polidez, e correremos então o sério risco de faltar com caridade para com nossos semelhantes.



                        Somos todos diferentes e essa diferença é um recurso divino para promover o nosso aprendizado na Terra. Se não exercitarmos a tolerância, além de desperdiçarmos a oportunidade de aprender e evoluir, semearemos conflito em terrenos em que se deveria cultivar a amizade.



                        Não podemos exigir que as pessoas pensem e ajam à nossa maneira. Coloquemo-nos no lugar dos outros para melhor compreendê-los.



                        O cultivo da tolerância traz paz aos relacionamentos, mas não apenas isso: ao aceitarmos a idéia de que devemos permitir que cada um siga o caminho que lhe é próprio, trilhamos a estrada que leva à paz dentro de nós mesmos.


Por que nos é tão difícil transformar-nos?

Por que nos é tão difícil transformar-nos?
Um conhecido confrade, em seminário ministrado anos atrás em Balneário Camboriú, propôs ao público presente a seguinte questão: - Por que, como ninguém ignora, o progresso intelectual se efetua de modo mais rápido que o progresso moral?

A veracidade do conteúdo da pergunta é incontestável. Um jovem totalmente ignorante das leis que regem determinada ciência consegue, depois de cinco ou seis anos numa faculdade, dominar boa parte dos segredos dessa ou daquela disciplina, tornando-se, em um tempo relativamente curto, um profissional respeitado da medicina, da engenharia ou do direito.

Paralelamente a isso, existem pessoas que guardam em seu coração mágoas profundas por algo que lhes ocorreu 20, 30, 40 anos atrás. Se eram ciumentas na juventude, continuam ciumentas; se eram apegadas ao dinheiro, seu apego à matéria persiste ainda, e tal comportamento se repete nas diversas manifestações que se apresentam à criatura humana ao longo da vida.

Em nosso meio existe algo que é por demais conhecido e tanto mal tem feito às pessoas e às instituições espíritas. Falamos do melindre, essa facilidade de magoar-se que muitas pessoas das mais diferentes idades e classes sociais apresentam.

É evidente que ninguém se melindra porque quer. Em muitos casos, é provável que o indivíduo gostaria de comportar-se de forma diferente, sem se importar com o fato que o magoou. Mas a tendência para melindrar-se – decorrente do nível evolutivo em que se encontra – é mais forte.

No seminário a que inicialmente nos referimos o público emitiu opiniões diversas como resposta à questão apresentada.

De um modo geral, o pensamento mais comum é que aprender uma nova disciplina é mais fácil do que educar os sentimentos, o que explicaria o que todos vemos no planeta Terra, que nos oferece a cada dia ideias inventivas e inovações tecnológicas extraordinárias e, no entanto, não tem sido capaz de erradicar de sua face a guerra, a corrupção e muitas das mazelas morais que a Igreja arrolou como sendo os chamados sete pecados capitais – a cupidez, a luxúria e a ira, para citar apenas alguns deles.

Ouvidas as diferentes opiniões, o palestrante examinou o problema proposto e suas várias nuanças e, concluindo, afirmou que o principal fator que determina a lentidão do progresso moral tem sido não darmos a ele a importância que ele merece.

Lembrou então que muitos pais costumam matricular os filhos nas melhores escolas, com vistas a um futuro promissor numa faculdade importante, mas não encontram tempo de orar com eles, de orientá-los e mesmo de levá-los às escolinhas de moral cristã que as igrejas e as casas espíritas oferecem graciosamente.

É evidente que somente esse fato não é suficiente para determinar a transformação moral de uma pessoa, porque mesmo entre os chamados religiosos, espíritas ou não, o problema do melindre e muitas das mazelas citadas também se verificam; mas preocupar-se com a educação moral de nossas crianças constitui, sem dúvida, um importante passo.

A transformação moral é um objetivo que todos nós, adultos e crianças, devemos perseguir, e é preciso ter em mente que ela virá somente se para isso nos esforçarmos, como aliás ocorre nos diferentes setores da vida, visto que o jovem, para ingressar numa faculdade, tem de se esforçar bastante, direcionando para tal objetivo toda a sua energia e seu tempo.

Afinal, não custa lembrar que, segundo Kardec, o verdadeiro espírita se reconhece por sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas inclinações inferiores, o que implica dizer que os que se dizem espíritas não podem contentar-se com o estágio moral em que se encontram, porque enquanto estivermos por aqui ainda haverá tempo.

Sinceridade

Sinceridade

"Aliás, não é de bom aviso atacar bruscamente os preconceitos. Esse o melhor meio de não se ser ouvido. Por essa razão é que os Espíritos muitas vezes falam no sentido da opinião dos que os ouvem: é para o trazer pouco a pouco à verdade. Apropriam na linguagem às pessoas, como tu mesmo farás, se fores um orador mais ou menos hábil." O LIVRO DOS MÉDIUNS 2ª parte, Capítulo 27º - Item 301 (3ª)
Em nome da verdade não apliques a palavra contundente sobre a fraqueza daqueles que caminham desequilibrados ao teu lado.

A pretexto de servir à causa do Bem não derrames espinhos pela senda onde segue teu próximo, tentando, dessa forma, ser coerente com as próprias convicções.

Falando em nome do ideal que esposas, evita a exposição petulante dos conhecimentos que um dia te conferiram; apresenta-os aos ouvintes com a simplicidade que agrada e sem a pretensão de emitires o último conceito.

Justificando a tua maneira sadia de viver, não te faças desagradável companhia, usando, indiscriminadamente, a palavra ferinte e o argumento intolerante, a expressão deprimente e a frase impiedosa em relação àqueles que ainda não podem seguir-te os passos.

Procurando libertar a tua alma do erro, não intentes escravizar aos teus caprichos de pensamentos quantos não têm possibilidade de voar contigo na amplidão do conhecimento.

Nas observações que fazes, não te esqueças que nem todos os seres se encontram preparados para ouvir-te as repreensões, mesmo quando coroadas das melhores intenções.

Procurando ajudar, não te detenhas, apenas, na descoberta da ferida; utiliza-te do singelo chumaço do algodão e cobre a enfermidade com medicação balsâmica.

Não te esqueças de que a verdade, semelhante à moral penetra, lentamente, acendendo luzes na escuridão e vencendo trevas sem precipitação em gritos, generalizando-se, poderosa.

Muitas vezes se serve melhor à verdade, calando a palavra ofensiva e constringente que jamais edifica.

Saber e silenciar, receber e guardar, ouvir e reter são manifestações que contribuem mais para a campanha de esclarecimento do que expor a verdade, aos gritos, junto às almas que não se encontram preparadas para a renovação.

Sinceridade!.

Quantas vezes em teu nome se destrói, esmaga-se, desanima-se e persegue-se, acreditando servir à honra e ao bem.

Por isso mesmo, lavra teu campo, meu irmão, semeia a bondade e a luz e, sendo sincero para contigo mesmo, serve ao ideal do Cristo na humanidade inteira, ajudando, sem cessar, a quantos caminham pelas tuas veredas.

Não será isto, porventura, o que Jesus faz conosco?


Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Espírito e Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

O CONSOLADOR

O CONSOLADOR

Muitos consoladores já estiveram entre nós... E muitos virão...
Mas observem, amigos, que as suas palavras só tiveram força devido ao exemplo das suas vidas, à força moral das suas atitudes. Muitos mestres vieram até nós e muitos hão de vir. E nós continuaremos a não ouvi-los se não tivermos, dentro de nós, uma atitude mais ativa, uma atitude de busca real e profunda. É importante ouvirmos palavras bonitas ou as buscarmos nos livros, mas isso só não basta. É preciso, amigos, que procurem, em suas vidas, torná-las vivas. Atitudes de ciência interior, atitudes de prece, atitudes de mudança de conduta são desejáveis e necessárias. É preciso que procurem, firmemente, compreender as razões, os porquês de tudo o que ocorre em suas vidas e que procurem, por si mesmos, os meios de resolver estas questões. Abracem, amigos, a todos aqueles que compartilham da sua caminhada. Mesmo àqueles que lhes pareçam estar em posições contrárias e serem seus inimigos... Isto é apenas momentâneo, amigos. Abracem-se, abracem-se... Busquem, firmemente, tendo os olhos voltados para o Pai. E o seu coração se tornará tranqüilo. E a sua ação se fará correta...
Muita paz a todos. Pensem, meditem, tranqüilizem-se.

AMOR EM PRECE

AMOR EM PRECE


Quero, meu Deus, nesse momento,
pedir uma migalha da sua atenção.
Olhe Senhor pelos que estão nascendo
para uma nova vida de amor e de verdadeira oração.

Peço, meu Deus, que perdoe as fraquezas que por ventura
trazem as dúvidas, as desconfianças, as maledicências.
Perdoa, Senhor, essas pobres criaturas...
Perdão também eu peço, por todas as falhas da minha consciência.

Obrigado, Senhor, por a cada dia fazer aumentar
essa legião de irmãos que querem descobrir
o que é o amor, o que é a fraternidade, o que é amar...
Perceba, Senhor, quantos buscam a sua razão de existir.

Amar o filho, amar o pai, amar os seus,
parece missão mais leve, mas também parece obrigação.
Amar os que são fisicamente belos.
Amar a Deus é fácil, é bom, é agradável, parece uma bênção.
Mas será que é fácil amar os incorretos,
amar os filhos que vieram para transtornar,
o companheiro que não é nada amigo,
os vizinhos que só sabem bisbilhotar?

Ajuda, meu Deus, para que um dia, os filhos
aprendam a agradecer o fardo pesado
mostrando entender finalmente que é preciso,
é necessário sentir dor e aceitá-la com juízo.

Amar e orar, é missão, é dever.
Orar pelos fracos, orar por todos sem escolha
é fraternidade, é caridade, é saber...
Pedir não é preciso, todos têm sua escolha.

Mãe, pai, filho, amigo, vizinho, parente
elevem seus pensamentos ao infinito e ao divino amor
e façam uma prece, apenas observando à sua frente
as maravilhas do mundo, a beleza que existe ao seu redor.

Deus, que na sua infinita paciência
sempre espera e acredita
sabe que um dia passaremos da adolescência
e, já maduros e confiantes, faremos o
agradecimento que na mente habita...

Um amigo

O ESPIRITISMO NA ATUALIDADE

O ESPIRITISMO NA ATUALIDADE

       O Espiritismo, nos tempos modernos, é, sem dúvida, a revivescência do Cristianismo em seus fundamentos mais simples.
         Descerrando a cortina densa, postada entre os dois mundos, nos domínios vibratórios em que a vida se manifesta, mereceu, desde a primeira hora de suas arregimentações doutrinárias, o interesse da ciência investigadora que procura escravizá-lo ao gabinete ou ao laboratório, qual se fora mera descoberta de energias ocultas da natureza, como a da eletricidade, que o homem submete ao seu bel-prazer, na extensão de vantagens ao comodismo físico..
         Interessada no fenômeno, a especulação analisa-lhe os componentes, acreditando encontrar, no intercâmbio entre as duas esferas, nada mais que respostas a velhas questões de filosofia, sem qualquer consequência de ordem moral, na experiência humana.
         Erra, todavia, quem se norteia por essas normas, de vez que o Espiritismo, positivando a sobrevivência além da morte, envolve em si mesmo vasto quadro de ilações, no campo da ética religiosa, constrangendo o homem a mais largas reflexões no campo da justiça.
         Não cogitamos aqui de dogmática, de apologética ou de qualquer outro ramo das escolas de fé em seus aspectos sectários.
         Não nos reportamos a religiões, mas à Religião, propriamente considerada como sistema de crescimento da alma para celeste comunhão com o Espírito Divino.
         Desdobrando o painel das responsabilidades que a vida nos confere, o novo movimento de revelação implica abençoado e compulsório desenvolvimento mental.
         A permuta com os círculos de ação dos desencarnados compele a criatura a pensar com mais amplitude, dentro da vida.
         Novos aspectos da evolução se lhe descortinam e mais rico material de pensamento lhe enriquece os celeiros do raciocínio e da observação.
         Entretanto, como cada recipiente guarda o conteúdo dessa ou daquela substância, segundo a conformação e a situação que lhe são próprias, a Doutrina Renovadora, com os seus benefícios, passa despercebida ou escassamente aproveitada pelos que se inclinam às discussões sem utilidade, pelos que se demoram no êxtase improdutivo ou pelos que se arrojam aos despenhadeiros da sombra, companheiros ainda inaptos para os conhecimentos de ordem superior, trazidos à Terra, não para a defesa do egoísmo ou da animalidade, mas sim para a espiritualização de todos os seres.
         De que nos valeria a prodigiosa descoberta de Watt, se o vapor não fosse disciplinado, a benefício da civilização? Que faríamos da eletricidade, sem os elementos de contenção e transformação que lhe controlam os impulsos?
         No Espiritismo fenomênico, somos constantemente defrontados por aluviões de forças inteligentes, mas nem sempre sublimadas, que nos assediam e nos reclamam.
         Aprendemos que a morte é questão de sequência nos serviços da natureza.
         Reconhecemos que a vida estua, ao redor de nossos passos, nos mais variados graus de evolução.
         Daí o impositivo da força disciplinar.
         Urge o estabelecimento de recursos para a ordenação justa das manifestações que dizem respeito à nova ordem de princípios que se instalam vitoriosos na mente de cada um.
         E, para cumprir essa grande missão, o Evangelho é chamado a orientar os aprendizes da ciência do espírito, para que, levianos ou desavisados, não se precipitem a imensos resvaladouros de amargura ou desilusão.

(Fonte: “Roteiro”, de Francisco Cândido Xavier, por Emmanuel)