sexta-feira, 29 de março de 2013

O Rico Vigilante



O Rico Vigilante



 
Tiago, o mais velho, em explanação preciosa, falou sobre as ânsias de riqueza, tão comuns em todos os mortais, e, findo o interessante debate doméstico, Jesus comentou sorridente: Um homem temente a Deus e consagrado a retidão, leu muitos conselhos alusivos à prudência, e deliberou trabalhar, com afinco, de modo a reter um tesouro com que pudesse beneficiar a família.

Depois de sentidas orações, meteu-se em várias empresas, aflito por alcançar seus fins.
E, por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio de alguns milhões.
Quando parou de agir, a fim de apreciar a sua obra, reconheceu, com desapontamento, que todos os quadros da própria vida se haviam alterado, sem que ele mesmo percebesse.

O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria.
A esposa fizera-se escrava de mil obrigações destinadas a matar o tempo; os filhos cochichavam entre si, consultando sobre a herança que a morte do pai lhes reservaria; a amizade fiel desertara; os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia; as autoridades da localidade em que vivia obrigavam-no a dobradas atitudes de artifício, em desacordo com a sinceridade do seu coração.

Os negociantes visitavam-no, a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas; servidores bajulavam-no, com declarado fingimento quando ao lado de seus ouvidos, para lhe amaldiçoarem o nome, por trás de portas semi-cerradas.

Em razão de tantos distúrbios, era compelido a transformar a residência numa fortaleza, vigiando-se contra tudo e contra todos.
Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo e raramente passava algum dia sem as irritações do estômago ou sem dores de cabeça.

Em poucas semanas de meticulosa observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de desilusões e arrependimentos sem termo.
Em certa noite, porque não mais tolerasse as preocupações obcecantes do novo estado, orou em lágrimas, suplicando a inspiração do Senhor.

Depois da comovente rogativa, eis que um anjo lhe aparece na tela evanescente do sonho e lhe diz, compadecido: Toda fortuna que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva, mas toda riqueza, em repouso inútil, é poço venenoso de águas estagnadas...

Por que exigiste um rio, quando o simples copo d’água te sacia a sede? Como te animaste a guardar, ao redor de ti, celeiros tão recheados, quando alguns grãos de trigo te bastam à refeição? Que motivos te induziram a amontoar centenas de peles, em torno do lar, quando alguns fragmentos de lã te aquecem o corpo, em trânsito para o sepulcro?...

Volta e converte a tua arca de moedas em cofre milagroso de salvação! Estende os júbilos do trabalho, cria escolas para a sementeira da luz espiritual e improvisa a alegria a muitos! Somente vale o dinheiro da Terra pelo bem que possa fazer! Sob indizível espanto, o caçador de outro despertou transformado e, do dia seguinte em diante, passou a libertar as suas enormes reservas, para que todos os seus vizinhos tivessem junto dele, as bênçãos do serviço e do bom ânimo...

Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta, os filhos odiaram-no e os seus próprios beneficiados o julgaram louco; todavia, robustecido e feliz, o milionário vigilante voltou a possuir no domicílio um santuário aberto e os gênios da alegria oculta passaram a viver em seu coração.

Silenciando o Mestre, Tiago, que comandava a palestra da noite, exclamou, entusiasta: Senhor, que ensinamento valioso e sublime!...
Jesus sorriu e respondeu:  Sim, mas apenas para aqueles que tiverem ouvidos de ouvir e olhos de ver. 




Pelo Espírito Neio Lúcio
Do livro: Jesus no Lar
Médium: Francisco Cândido Xavier


As ideias materialistas e suas consequências


 As ideias materialistas e 
suas consequências


Perdoar a quem nos prejudica, orar por aqueles que nos perseguem ou caluniam, retribuir o mal com o bem, eis três propostas feitas por Jesus que as pessoas materialistas não conseguem compreender, porque, na visão delas, tais ações seriam indício de fraqueza, não de coragem.

De fato, é preciso ter as vistas voltadas para o futuro e para a realidade espiritual, se quisermos realmente entender e – o que é mais importante – pôr em prática esses e inúmeros outros ensinamentos deixados por Jesus.

Essas, no entanto, não são as consequências mais danosas da visão materialista da vida, porque, como ninguém ignora, o suicídio, a eutanásia, o aborto, o crime contra a vida e a corrupção – nada disso tem importância para a pessoa convencida de que nada mais existe uma vez finda a existência corporal.

Tais os motivos pelos quais devem ser combatidas, no campo das ideias, as doutrinas materialistas e, em especial, a atitude materialista, ou seja, o comportamento dos que se dizem adeptos dessa ou daquela religião e, todavia, agem como se não fossem, o que é evidente nos atos dos que se apropriam dos recursos públicos para o enriquecimento pessoal e dos que, movidos pela ganância, se valem de todos os meios para acumular bens que um dia terão de deixar.

No livro O que é o Espiritismo, Kardec examinou essa questão, quando então explicou que combater o materialismo não implica atacar pessoas, mas sim uma doutrina perniciosa que se constitui numa verdadeira chaga social, quando generalizada.

Com efeito, é muito fácil compreender que a negação do futuro ou a simples dúvida sobre a continuidade da vida em outra dimensão constituem fatores estimulantes do egoísmo, que é responsável pela maioria dos males da Humanidade.

Com o materialismo, a caridade, a fraternidade, o altruísmo tornam-se destituídos de base, e nenhuma razão existe para praticá-los ou propagar a sua observância.

Evidentemente, podem existir – e seguramente existem – pessoas boníssimas e virtuosas adeptas das ideias materialistas, mas esse fato é antes uma exceção, porque o lema do materialismo, em si considerado, é outro: “Cada um por si durante a vida terrena, porque com ela tudo se acaba”, ao passo que, aludindo à lei que nos comanda a vida, Jesus asseverou que “tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas”. (Mateus, 7:12.)


quarta-feira, 27 de março de 2013

Pai


 Pai
Estudo de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec, 1ª. Parte, Cap. VI, item 4.

       É natural que consideres teu problema qual espinho terrível.
       É justo reconheças tua prova por agonia do coração.
       Ergues súplice olhar, no silêncio da prece, e relacionas mecanicamente aqueles que te feriram.
       É como se conversasses intimamente com Deus, apresentando-lhe vasto balanço de amarguras e queixas...
       E o Supremo Senhor cuidará realmente de ti, alentando-te o passo... Entretanto, é preciso não esquecer que ele cuidará igualmente dos outros.
-x-
       Lança mais profundo olhar naqueles que te ofenderam, conforme acreditas, e compara as tuas vantagens com as deles.
       Quase sempre, embora se entremostrem adornados de ouro e renome, nas galerias da evidência e da autoridade, são almas credoras de compaixão e de auxílio... Traíram-te a confiança, contudo, tombaram nas malhas de pavorosos enganos; humilharam-te impunemente, mas adquiriram remorsos para imenso trecho da vida; dilaceraram-te os ideais, entretanto, caíram no descrédito de si próprios; abandonaram-te com inexprimível ingratidão, todavia, desceram à animalidade e à loucura...
       Não é possível que a Luz do Universo apenas te ampare, desprezando-os a eles que se encontram à margem de sofrimento maior.
-x-
       Unge-te, assim, de paciência e compreensão para ajudar na Obra Divina, ajudando a ti mesmo.
       Em qualquer apreciação, ao redor de alguém, recorda que o teu Criador é também o Criador dos que estão sendo julgados.
       É por isso que Jesus, em nos ensinando a orar, revelou Deus como sendo o amor de todo amor, afirmando, simples: “Pai Nosso, que estás nos céus...”.
(De “Justiça Divina”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

ESCUTA E AGE


 ESCUTA E AGE

      Livra-te das amargas lembranças que te prendem aos escuros caminhos do passado.
       Não te detenhas a examinar a própria aflição, imbuído de pessimismo e invalidade.
       É inútil a água que repousa no lodo e ineficiente o trabalhador que não produz.
       Vale-te do ensejo e tempo disponível para aprofundar considerações otimistas de renovação e atividade.
       Não lamentes, afirmando: "Sou infeliz".
       Não anules o apelo, dizendo: "Quem sou eu para ajudar".
       Quem decreta a própria inutilidade se desconhece.
       Estás no lugar certo, no momento exato e com os recursos exigíveis.
        Movimenta o interesse paralisado e experimenta começar.
       Recupera a alegria e deixa que a esperança ilumine o céu sombrio de tua alma.
       Ninguém atingirá as Alturas Espirituais sem a movimentação do sacrifício, nem se justificará no fracasso apresentando a desculpa: "Eu não pude".
      
.Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco
Livro: Messe de Amor

O espelho da vida


O espelho da vida

A mente é o espelho da vida em toda parte.
Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo,
avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz.
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e
revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a
interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite
operar.
Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações,
gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca.
Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão.
O reflexo esboça a emotividade.
A emotividade plasma a idéia.
A idéia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.
Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas
ou alavancas libertadoras da existência.
Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia;
contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação.
Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante.
Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos.
Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o
influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso.
O reflexo mental mora no alicerce da vida.
Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador.

Francisco Cândido Xavier - Pensamento e Vida - pelo Espírito Emmanuel

João Batista, o precursor

João Batista, o precursor

Antes  da vinda de Jesus, reencarnaram na Terra muitos missionários, com o objetivo de preparar o povo da época para receber os ensinamentos do Mestre.

Entre esses missionários estava  João (Yohanan, em hebraico), que ficou conhecido como João, o Batista, porque batizava nas águas do Rio Jordão. Segundo relata o Evangelho de Lucas, 1:5, ele era filho de Zacarias, sacerdote da classe da Abias, um dos 24 grupos que serviam no Templo de Jerusalém;  e de Izabel, uma das filhas de  Aarão e prima de Maria de Nazaré.

João Batista nasceu seis meses antes do nascimento de Jesus. Gabriel, o mesmo Espírito que anunciou a Maria o nascimento de Jesus, também anunciou o nascimento de João. Diz Lucas, 1:7, que eles não tinham filhos, porque Isabel era estéril e ambos estavam em idade avançada. Por isso, Zacarias não acreditou em Gabriel. Segundo o versículo 20 do mesmo capítulo do Evangelho de Lucas, ele ficou mudo, só voltando a falar quando do nascimento do filho.

A obra A Vida Diária nos Tempos de Jesus,  de Henri Daniel-Rops (Edições Vida Nova), informa que os judeus não tinham sobrenome, embora isto não signifique que o sentimento familiar não fosse altamente desenvolvido entre eles. “O filho recebia necessariamente o nome do pai, como acontece com os árabes hoje. O menino era chamado ‘filho de fulano’, ben em hebraico e bar em aramaico: por exemplo, João ben Zacarias, ou Yesua ben José.

Conhecido também  como a Voz que clama no deserto, João Batista é  uma das figuras mais proeminentes do Novo Testamento, que preparou os caminhos para a vinda de Jesus. Batizava com água, ato simbólico que representava o arrependimento. Jesus submeteu-se ao batismo de João, não só porque era um costume da época, mas por ser o sinal através do qual passaria a ser conhecido pelas multidões. O Evangelho de  Marcos, 1:5 e 6,  registra que toda a província da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém iam ter com ele, que andava vestido de pelos de camelo e com cinto de couro e comia gafanhotos e mel silvestre.

O citado livro de Henri Daniel-Rops informa que havia, na época, 800 espécies comestíveis de gafanhotos, quatro em uso corrente. Algumas vezes, eram cozidos com água salgada. O sabor era parecido com o do camarão. Alguns tinham a cor do camarão; outras vezes retiravam a cauda e a cabeça e colocaram no sol para secar. Eram colocados num recipiente com mel ou vinagre ou moídos e transformados em pó. Esse pó, de sabor amargo, era misturado com farinha de trigo para fazer um biscoito muito apreciado, parecido com aqueles que os cozinheiros chineses produzem com o nome de “pó de camarão”.

Preso por Herodes Antipas pela raiva que despertara nele quando João o acusou de violar a lei judaica ao casar-se com Herodíades, mulher de seu meio-irmão Herodes Felipe, João Batista foi degolado num banquete oferecido por Herodes, quando   a filha de Herodíades, Salomé, dançou para o rei e tanto lhe agradou que este prometeu dar a ela o que pedisse. Instigada pela mãe, que odiava João pelas acusações feitas a ela, Salomé pediu a cabeça de João Batista. Embora relutante, mas obrigado a cumprir a palavra, Herodes mandou cortar a cabeça do profeta e entregou-a à enteada numa bandeja. Cumpriu-se, assim, a lei da causa e efeito, pois João, na encarnação como o profeta Elias, ordenou que decapitassem os profetas de Baal (I Reis, 18:40).

Jesus disse que João Batista era o maior entre os nascidos de  mulheres, ou seja, o Espírito mais evoluído que os Espíritos dos demais profetas. Para tanto, além de ter sido a reencarnação do profeta Elias, certamente teve muitas reencarnações. Investido da missão fulgurante de ser o precursor da vinda de Jesus (Lucas, 1:17), João Batista usou o batismo pela água como a fórmula por ele eleita para atrair as multidões, preparando-as para melhor assimilar os ensinamentos que Jesus viria revelar.

No folheto O Batismo (O Clarim), Cairbar Schutel explica que o batismo de Jesus é o batismo do Espírito e do fogo, uma graça invisível que vem do Alto e que produz, em todos os que a receberam, a fé sincera, a prática das virtudes ativas e os esforços para a regeneração e a formação do  caráter. E essa graça que vem do Alto é forte e marca como o fogo. Emmanuel, em O Consolador (FEB), diz que “Os espiritistas sinceros, na sagrada missão de paternidade, devem compreender que o batismo, aludido no Evangelho, é o da invocação das bênçãos divinas para quantos a eles se reúnem no instituto sacrificado da família. (...) O espiritista deve entender o batismo como o apelo do seu coração ao Pai de Misericórdia, para que os seus esforços sejam santificados no trabalho de conduzir as almas a Ele confiadas no instituto familiar, compreendendo, além do mais, que esse ato de amor e de compreensão divino deve ser continuado por toda a vida, na renúncia e no sacrifício, em favor da perfeita cristianização do trabalho e da dedicação”.


FELICIDADE E DEVER


FELICIDADE E DEVER

      A procura da felicidade assemelha-se, no fundo, a uma caçada difícil:
        Há quem a busque nos mitos do ouro, retendo as belas faculdades da alma na fossa da usura;
       Há quem a dispute no prazer dos sentidos, acordando no catre da enfermidade;
       Há quem a procure na exaltação do poder terrestre, resvalando para a dor e desilusão;
       Há quem a procure na retenção do supérfluo, apodrecendo de tédio, em câmaras de preguiça.
       Não há felicidade, porém, sem dever cumprido.
       Observa o dever de que a vida te incumbe.
       Vê-lo-ás sempre no quadro das circunstâncias.
       Na fé que te pede serviço.
       No serviço que te roga compreensão.
       No ideal que te pede caráter.
       No caráter que te roga firmeza.
       No exemplo que te pede disciplina.
       Na disciplina que te roga humildade.
       No lar que te pede renúncia.
       Na renúncia que te roga perseverança.
       No caminho que te pede cooperação.
       Na cooperação que te roga discernimento.
    .Emmanuel / Médium Chico Xavier
    Livro: Religião dos Espíritos

FELICIDADE E DEVER


 FELICIDADE E DEVER

      A procura da felicidade assemelha-se, no fundo, a uma caçada difícil:
        Há quem a busque nos mitos do ouro, retendo as belas faculdades da alma na fossa da usura;
       Há quem a dispute no prazer dos sentidos, acordando no catre da enfermidade;
       Há quem a procure na exaltação do poder terrestre, resvalando para a dor e desilusão;
       Há quem a procure na retenção do supérfluo, apodrecendo de tédio, em câmaras de preguiça.
       Não há felicidade, porém, sem dever cumprido.
       Observa o dever de que a vida te incumbe.
       Vê-lo-ás sempre no quadro das circunstâncias.
       Na fé que te pede serviço.
       No serviço que te roga compreensão.
       No ideal que te pede caráter.
       No caráter que te roga firmeza.
       No exemplo que te pede disciplina.
       Na disciplina que te roga humildade.
       No lar que te pede renúncia.
       Na renúncia que te roga perseverança.
       No caminho que te pede cooperação.
       Na cooperação que te roga discernimento.
    .Emmanuel / Médium Chico Xavier
    Livro: Religião dos Espíritos

O AMIGO SUBLIME


O  AMIGO  SUBLIME

        É sempre o amigo sublime.
        Educa sem ferir-nos.
        Diverte, edificando-nos o caráter.
        Revela-nos o passado e prepara-nos, diante do porvir.
        Repete-nos o que Sócrates ensinou nas praças de Atenas.
        Descobre-nos ao olhar maravilhado as civilizações que passaram. O Egito resplandecente dos faraós, a Grécia dos filósofos
e artistas, a Jerusalém dos hebreus, desfilam ante a nossa imaginação, ao seu toque espiritual.
        Conta-nos o que realizou Moisés, o grande legislador.
        Lembra-nos a palavra de Platão e Aristóteles.
        Junto dele, aprendemos quanto sofreram nossos antepassados, na conquista do bem-estar de que gozamos presentemente.
        Descreve-nos a inutilidade das guerras nascidas do ódio que devastaram o mundo. Aconselha-nos quanto a sementeira
de tranquilidade e alegria. Ajuda-nos no entendimento de nós mesmos e na compreensão de nossos vizinhos. Dá-nos coragem
para o trabalho, e humildade no caminho da experiência.
        Sem ele, perderíamos as mais belas notícias de nossos avós e a obra da vida não alcançaria a necessária significação;
passaríamos na Terra, em pleno desconhecimento uns dos outros, e a lição preciosa dos homens mais velhos não chegaria
aos ouvidos dos mais novos; a religião e a ciência provavelmente não surgiriam à luz da realidade; os mais elevados ideais do
espírito humano morreriam sem eco; a indústria, o comércio e a navegação não possuiriam pontos de apoio.
        É o traço de união, entre os que ensinam e aprendem, entre os milênios que já se foram e o dia que vivemos agora.
        É, ainda, a esse amigo abençoado que devemos a coleção de notícias e ensinamentos de Jesus, que renovam a Terra para o Reino Divino.
        Esse inesquecível benfeitor do mundo é o livro edificante. Por isto, não nos esqueçamos
de que todo livro consagrado ao bem é um companheiro iluminado de nossa vida,
merecendo a estima e o respeito universal.

(De “Alvorada Cristã”, de Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 26 de março de 2013

PORQUE NÃO SOU ESPÍRITA KARDECISTA

                    PORQUE NÃO SOU ESPÍRITA KARDECISTA


"Porém, nunca o repetirei demasiado, não aceiteis coisa alguma às cegas." Erasto, LM Cap. V Item 98

É muito comum encontrarmos afirmações do tipo: Espírita Kardecista, Kardecismo. Isto cada vez mais, vai se tornando natural no meio Espírita em palestras, jornais e revistas. Porem o que me chamou a atenção foi o artigo da jornalista Renata Saraiva no Jornal Valor de 15 de dezembro de 2000, no seu artigo “Loucura e espiritismo no Brasil” a chamada é a seguinte: “Historiadora estuda como a psiquiatria tratou o Kardecismo no início do século”. O artigo trata da tese de doutorado da historiadora da Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP Angélica Silva de Almeida “A Loucura Espírita no Brasil”.Percebam que o termo Kardecismo foi utilizado como sinônimo de Espiritismo, demonstrando que a confusão iniciada no meio espírita começa a atingir também a mídia. Isto é tudo que alguns inimigos da Doutrina Espírita querem, pois ela deixaria de ser a revelação dada por uma plêiade de espíritos liderados pelo Espírito da Verdade para ficar resumida em uma única pessoa. Antigamente falava-se em espiritismo de mesa branca, espírita de mesa branca e a mesa branca foi substituída por Kardecismo ou Kardecista, alguns centros chegam a incluir em sua denominação Centro Espírita Kardecista.

Entre os espíritas ainda predomina o aprendizado verbal ouve-se alguém dizer acha-se bonito e vai se repetindo, sem parar para refletir se isto condiz com o que aprendemos, apenas como exemplo já perceberam como o termo karma foi incorporado ao linguajar de alguns “espíritas”.

O que mais ouvimos é que a leitura do Livro dos Espíritos é muito difícil, por isto esta verdadeira enxurrada de romances, muitos deles com erros graves em relação à Doutrina e são vendidos dentro da própria casa espírita, basta se dizer que o livro é psicografado para se tornar uma obra espírita, mas esta é uma história que fica para uma outra vez.

Para explicar porque não sou espírita Kardecista, chamo em minha defesa o Sr. Allan Kardec, que sem duvida era o bom senso encarnado e que já imaginando as distorções que poderiam ocorrer fez questão de deixar bem claro logo no primeiro parágrafo da introdução do Livro dos Espíritos o seguinte: “Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim exige a clareza da linguagem para evitar confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras.” e mais a frente estabelece “Os adeptos do Espiritismo serão, Espíritas ou se quiserem Espiritistas. (grifo nosso) .

Recorro agora a equipe de espíritos responsáveis pelo Livro dos Espíritos, vamos aos prolegômenos deste livro, que nos dizem: “Este livro é o repositório de seus ensinos, foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional. Nada contém que não seja a expressão do pensamento deles e que não tenha sido por eles examinado. Só a ordem e a distribuição metódica das matérias, assim como as nota e a forma de algumas partes da redação constituem obra d’aquele que recebeu a missão de os publicar”.

Portanto a simples leitura da Introdução e dos Prolegômenos, do Livro dos Espíritos já bastaria para que não criássemos termos novos para definir o que já está definido e muito bem definido.Seria interessante ainda aos que se dizem espiritas Kardecista lerem o Capitulo I de A Gênese que trata do Caráter da Revelação Espirita, em especial o item 45 que aqui reproduzimos “A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum (grifo nosso). As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva; aí está um caráter essencial de grande importância. Ela é coletiva no sentido de não ser feita ou dada como privilégio de pessoa alguma; ninguém, por conseqüência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo; foi espalhada simultaneamente, por sobre a Terra, a milhões de pessoas, de todas as idades e condições, desde a mais baixa até a mais alta da escala, conforme, esta predição registrada pelo autor dos Atos dos Apóstolos:’Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei o meu espírito sobre toda a carne; os vossos filhos e filhas profetizarão, os mancebos terão visões, e os velhos, sonhos”.(Atos, cap. II vv. 17,18.) Ela não proveio de nenhum culto especial, a fim de servir um dia, a todos, de ponto de ligação.Com base neste item Kardec faz uma nota explicando o seu papel “neste grande movimento de idéias”. Neste mesmo livro no Cap. XVII, Predições do Evangelho item 40, podemos ler: “Não é uma doutrina individual, uma concepção humana; ninguém pode dizer-se seu criador. É o produto do ensino coletivo dos espíritos, ao qual preside o Espírito de Verdade “. E no rodapé da pagina joga uma pá de cal sobre este assunto, escrevendo o seguinte: ”Todas as doutrinas filosóficas e religiosas trazem o nome da individualidade fundadora: o mosaismo, o cristianismo, o maometismo, o budismo, o cartesianismo, o furierismo, san-sinomismo, etc. A palavra Espiritismo ao contrário, não lembra nenhuma personalidade, ela encerra uma idéia geral, que indica, ao mesmo tempo, o caráter e a fonte múltipla da doutrina”.
Portanto baseado em tudo que aprendi até agora, sou Espírita e ponto final.


Noções de Espiritismo Noções preliminares


Noções de Espiritismo     Noções preliminares
1. É engano pensar que, para se convencerem, basta aos incrédulos
o testemunho dos fenômenos extraordinários. Aqueles que
não admitem a existência da alma, ou Espírito, no homem, também
não o admitem fora do homem. Assim, negam a causa e, em conseqüência,
negam os efeitos. Via de regra têm uma idéia preconcebida
e um propósito negativo, que impossibilitam a observação
exata e imparcial. Com isso levantam problemas e objeções que
não podem ser respondidas de modo completo porque cada uma
delas exigiria como que um curso, em que as coisas fossem expostas
desde o princípio.
Como essas objeções derivam, em grande parte, do desconhecimento
das causas dos fenômenos e das condições em que os
mesmos se verificam, um estudo prévio teria a vantagem de as
eliminar.
2. Imaginam os desconhecedores do Espiritismo que os fenômenos
espíritas podem ser produzidos do mesmo modo que as
experiências de Física ou de Química. Por isso pretendem submetêlos
à sua vontade e se recusam colocar-se nas condições exigidas
para poder observá-los.
Como, de início, não admitem a existência dos Espíritos e a
sua intervenção, assim desconhecendo a sua natureza e o seu modo
de agir, essas pessoas se comportam como se lidassem com a matéria
bruta. E porque não conseguem aquilo, concluem que não há
Espíritos. Entretanto, se se colocassem em ponto de vista diverso,
compreenderiam que os Espíritos não passam de almas dos ho

mens; que todos nós, após a morte, seremos Espíritos; e que, então,
não teremos disposição para servir de joguete e satisfazer a fantasia
dos curiosos.
3. Mesmo quando certos fenômenos possam ser provocados,
não se acham, de modo algum, à disposição de ninguém, por
isso que provêm de inteligências livres. Quem se dissesse capaz de
os obter sempre que quisesse apenas provaria ignorância ou má-fé.
Há que esperar, para os colher de passagem. E, muitas vezes,
quando menos se espera é que se apresentam os fatos mais interessantes
e convincentes.
Nisto, como em tudo, os que desejam seriamente instruir-se
devem ter paciência e perseverança e se colocar nas condições
adequadas. Sem isto melhor será não cogitar do assunto.
4. As reuniões que visam as manifestações espíritas nem
sempre se acham em condições adequadas à obtenção de resultados
satisfatórios, ou a afirmar convicções. É forçoso, mesmo, convir
que por vezes os incrédulos saem menos convencidos do que entraram
e lançam em rosto dos que lhes falaram do caráter sério do
Espiritismo as coisas ridículas que testemunharam. É verdade que
neste particular não são mais lógicos do que aquele que pretendesse
julgar uma arte pelas primeiras demonstrações de um aprendiz,
ou uma pessoa pela sua caricatura ou, ainda, uma tragédia por sua
paróquia.
Também o Espiritismo tem os seus aprendizes. E quem quiser
informar-se não deve buscar os ensinos numa fonte única, porque
somente o exame comparado pode permitir se firme uma opinião.
5. Têm as reuniões frívolas o grande inconveniente de dar
aos novatos, que as assistem, uma falsa idéia do caráter do Espiritismo;
e os que só hajam freqüentado reuniões de tal espécie não
podem levar a sério uma coisa que aos seus olhos é tratada com

somenos importância pelos que se dizem seus adeptos. Um estudo
prévio ensinar-lhes-á a avaliar o alcance daquilo que vêem e distinguir
entre o bom e o mau.
6. Idêntico raciocínio se aplica aos que julgam o Espiritismo
pelo que dizem algumas obras esquisitas, que o apresentam de
modo ridículo e incompleto.
Não pode o Espiritismo sério responder pelos que mal o compreendem,
ou o praticam em desacordo com os seus preceitos, do
mesmo modo que não responde a Poesia pelos que fazem versos
maus.
Deplora a existência de tais obras, prejudiciais à verdadeira ciência.
Na verdade seria preferível que só as houvesse boas. Entretanto,
o maior mal está em que não se dêem ao trabalho de as estudar
todas.
Aliás, todas as artes, como todas as ciências, estão no mesmo
caso. Não aparecem tratados cheios de erros e de absurdos sobre as
coisas mais sérias? Por que seria, em particular, o Espiritismo
privilegiado, principalmente em seu início?
Se os que o criticam não julgassem pelas aparências, saberiam
aquilo que ele admite e aquilo que ele rejeita e não o responsabilizariam
por aquilo que ele repele em nome da razão e da experiência.


domingo, 24 de março de 2013

OS ESCONDERIJOS DOS ESPIRITUALISTAS

OS ESCONDERIJOS DOS ESPIRITUALISTAS

Espiritualistas são aqueles que acreditam ser algo mais do que a personalidade humana que está vivendo no momento. Este algo mais é chamado de espírito.

Espiritualista é aquele que acredita ser um espírito. Por causa disso, acredita também que tem uma existência eterna e que esta temporada na massa humana é apenas uma etapa da sua existência.

Espiritualista é aquele que acredita ser um espírito que tem uma existência eterna e que esta temporada na massa humana é apenas uma etapa dela. Por isso acredita que esta etapa tem apenas a finalidade de auxiliá-lo no processo de evolução espiritual, ou seja, um instrumento para aproximá-lo de Deus.

Espiritualista é aquele que acredita ser um espírito, que tem uma existência eterna, que esta temporada na massa humana é apenas uma etapa dela e que ela tem a finalidade de auxiliá-lo no processo de evolução espiritual. Por isso sabe que neste momento sua atividade fundamental é realizar a reforma íntima.

Apesar de dizermos tudo isso sobre os espiritualistas e apesar deles saberem de tudo isso, vivem fugindo da realização deste processo. Para isso escondem-se atrás de atividades que eles afirmam aproximá-los de Deus.

Escondem-se deste processo atrás da religiosidade, ou seja, acham que realizar a reforma íntima é apenas participar dos cultos das religiões. Acham que apenas frequentar o centro espírita as terças, o terreiro as quarta, o grupo de estudos as sextas feiras ou a igreja no domingo já é o suficiente para aproximá-los de Deus… Esquecem que Cristo ensinou que o templo de Deus está dentro de cada um e não visitam o seu íntimo para reformar-se. Por não visitá-lo e reformá-lo permanecem longe do Pai.

Escondem-se deste processo através da oração, ou seja, acham que apenas rezar palavras decoradas sem se envolver sentimentalmente com elas já é o suficiente para aproximá-los de Deus… Ledo engano: Cristo nos ensinou que o que importa é o sai do coração e não da boca. Como não visitam seu interior seguem orando com palavras sempre com a intenção de obter do Pai aquilo que não conseguem por si mesmos. Com isso, ficam afastados de Deus.

Escondem-se deste processo através do estudo do Universo espiritual achando que apenas conhecer as coisas do lado de lá já é o suficiente para aproximá-los de Deus. Esquecem que Cristo ensinou que Deus só se revela aos simples e não aos sábios. Por não visitarem seu íntimo não veem que com esta forma de agir apenas se tornam sábios e não pobres de espírito. Por isso ficam afastados de Deus.

Escondem-se deste processo assumindo a posição de mestres, professores, guias ou gurus achando que com isso ajudam os outros a se aproximarem de Deus e, por conta desta ação, também se aproximam… Enganam-se: Cristo ensinou que não devemos chamar ninguém de mestre neste mundo porque temos um no céu. Esquecem também dos ensinamentos de Cristo onde ele chama aqueles que querem impor suas verdades sobre os outros de professores da lei e hipócritas. Por não visitarem seu íntimo, amealham seus bens na Terra e com isso afastam-se do Pai.

Escondem-se deste processo executando trabalhos com a mediunidade que o Pai lhes deu, achando com isso aproximam-se de Deus. Esquecem que, como ensinou Cristo, aqueles que têm fé recebem sem a necessidade de um intermediário. Como não mergulham no seu interior continuam nutrindo a soberba dizendo-se grandes médiuns e com isso afastam-se do Pai.

Escondem-se deste processo praticando a caridade material. Dão comida, cobertor, remédios, cestas básicas e outras coisas e com isso acham que estão se aproximando de Deus. Engano: Cristo ensinou que devemos dar a vara e não o peixe. Como não visitam o seu interior não reparam que ao apenas satisfazer as necessidades humanas estão servindo à humanidade e não a Deus. Com isso, afastam-se do Pai.

Escondem-se deste processo buscando o místico (reiki, passes magnéticos, passes espirituais, desobsessão, etc.) achando que por estarem em contato com estas coisas estão mais perto de Deus. Esquecem que Cristo ensinou que devemos idolatrar apenas o Senhor Deus. Esquecem também que ele ensinou que Deus julga os espíritos humanizados não por suas ações, mas pelas suas intenções. Como não mergulham no templo do seu interior não conhecem suas intenções e com isso seguem distantes do Pai.

Escondem-se deste processo conferindo super valores a elementos deste mundo como o incenso, o copo com água e sal grosso, a vela, oferendas, agua fluidificada, etc. Tais elementos não podem os aproximar de Deus, mas os espiritualistas continuam se escondendo do processo de reforma íntima atrás deles. Como ensinou Cristo: ai de vocês professores da lei, hipócritas, pois dão a Deus a décima parte até mesmo da hortelã, da erva doce e do cominho, mas deixam de obedecer aos ensinamentos mais importantes da Lei como a justiça, a bondade e a obediência a Deus. Como não visitam o seu íntimo, não conseguem ver que apenas estão buscando a felicidade material e não ao próprio Pai e, por isso, afastam-se Dele.

Escondem-se deste processo dividindo o mundo em dois: o material e o espiritual, a vida humana do processo espiritual. Escondem-se deste processo dedicando a Deus apenas uma parte do seu tempo e vivendo a outra, que é a maioria, apegado aos ideais da vida mundana. Ledo engano: Cristo nos ensinou que não se podem servir dois senhores ao mesmo tempo. Por servirem prioritariamente à humanidade afastam-se do Pai.

Apesar de mostrar todos estes esconderijos que o ser humanizado usa, não estamos a desqualificá-los. Tudo pode ser feito, tudo pode ser vivenciado. O que não pode é servir de esconderijo para a não execução da reforma íntima.

Sendo espiritualista, acreditando que é o espírito, que a vida humana é apenas uma etapa de sua existência eterna e que ela serve como um instrumento para aproximá-lo de Deus através da reforma íntima, o ser humanizado pode frequentar os cultos, orar, estudar, assumir posição de guia, trabalhar com a mediunidade, fazer a caridade material, buscar o místico, conferir super valores a elementos deste mundo e viver a totalidade da vida, sempre fazendo a reforma íntima. Este é o ponto importante que hoje não é levado em consideração pelos espiritualistas…

A vida carnal na sua totalidade desde o nascimento até o desencarne é um processo de encarnação onde o ser universal coloca em provação tudo aquilo que aprendeu durante o seu período na erraticidade. Aqui, na doença ou na saúde, na felicidade ou na tristeza, o espírito precisa trabalhar para manter a sua felicidade e, com isso aproximar-se de Deus.

Portanto, peço a todos os espiritualistas a saírem de seus esconderijos e encararem o trabalho que se propuseram realizar durante esta encarnação. Os conclamo a deixarem de enterrar seu rosto na areia como fazem as avestruzes e enfrentarem a vida humana baseando-se na perspectiva espiritual que dizem acreditar.

Aquele que não age assim é como um covarde que durante os combates se esconde. Como disse o problema não é como se vivencia a vida, mas o esconder-se atrás de atividades que em nada contribuem para a elevação espiritual. Fazendo isso, o ser humanizado está apenas descartando mais uma oportunidade para aproximar-se de Deus…


quinta-feira, 21 de março de 2013

PRECE DO ENTENDIMENTO


PRECE DO ENTENDIMENTO
Agradeço as bênçãos que me deste, sem que eu soubesse compreendê-las.
Roguei-te paz e me enviaste as tribulações que me tumultuaram o recanto de ação, compelindo-me a lutar, por dentro de mim, para asserenar aqueles que me cercam e somente após reconhecê-los tranqüilos é que notei a paz de todos eles, habitando em meu coração.
Supliquei-te defesa e determinaste que forças contrárias ao meu reconforto me atingissem o espírito e o ambiente em que me encontro, obrigando-me a longo esforço para criar refúgio e apoio para quantos me confiaste ao amor e, apenas depois de observá-los felizes, é que reconheci comigo a alegria de todos eles em forma de segurança.
Obrigado, Senhor, porque não me doaste aquilo de que eu precisava, segundo as minhas requisições e sim de acordo com as minhas necessidades.
E agradeço ainda, porque me mostraste, sem palavras, a significação do ensino que transmitiste ao teu apóstolo da humanidade.
- "É dando que se recebe."
(Francisco Cândido Xavier por Meimei. In: Deus Aguarda)

PERANTE A CONSCIÊNCIA


PERANTE A CONSCIÊNCIA
   
"A Consciência Divina irriga-me com paz.   Os meus equívocos são elucidados, e acalmo-me, considerando as imensas possibilidades de equilíbrio que estão ao meu alcance. Diante de mim o presente, elaborando o futuro. O passado são as lições aprendidas e as vantagens do conhecimento servindo-me de suporte parta o crescimento interior.   Confio e renovo-me,  tranqulizando-me  no Bem."
  
Entre os flagelos íntimos que vergastam o ser humano, produzindo inomináveis aflições, a consciência de culpa ganha destaque.
Insidiosamente instala-se e, qual ácido destruidor, corrói as engrenagens da emoção, facultando a irrupção de conflitos que enlouquecem.
Decorrente da insegurança psicológica no julgamento das próprias ações, abre um abismo entre o que se faz e o que se não deveria haver feito, supliciando, 
com crueza, aquele que lhe sofre a pertinaz perseguição.
Considerando a própria fragilidade, o indivíduo se permite comportamentos incorretos que lhe agradam às sensações, para, logo cessadas, entregar-se ao
arrependimento autopunitivo, com o qual pretende corrigir a insensatez. 
De imediato, assoma-lhe a consciência de culpa, que o perturba.
Perversamente, ela pune o infrator perante si mesmo, porém, não altera o rumo da ação desencadeada, nem corrige aquele a quem fere. Ao contrário, 
não obstante cobradora inclemente, desenvolve mecanismos inconscientes 
de novos anseios, repetidas práticas e sempre mais rigorosa punição...
Atavismo de comportamentos religiosos, morais e sociais hipócritas, que não hesitavam em fazer um tipo de recomendação com diferente ação, deve ser eliminada 
com rigor e imediatamente.
O que fizeste, não mais podes impedir ou evitar.
Disparado o dardo, ele segue o rumo.
Avaliza, desse modo, seus efeitos e repara-os, quando negativos.
Se a tua foi uma ação reprochável, corrige-a, logo possas, mediante novas atividades reparadoras.
Se resultou em conflito pessoal a tua atitude, que não corresponde ao que crês, como és, treina equilíbrio e põe-te em vigília.
Fraco é todo aquele que assim se considera, não desenvolvendo o esforço para fortalecer-se.
Quando justificas o teu erro com autoflagelação reparadora, logo mais retornarás a ele.
Propõe-te encarar a existência conforme é e as circunstâncias se te apresentam.
Erradica da mente as idéias que consideras impróprias, prejudiciais, conflitivas. 
Substitui-as vigorosamente por outras saudáveis, equilibradas, dignificantes. 
Quando não dispões de um acervo de pensamentos superiores para a reflexão, vais colhido pelos de caráter venal, pueris, perniciosos, que se te fazem familiares, 
impulsionando-te à ação correspondente.
Toda realização se inicia na mente. Desenhada no plano mental vem materializar-se ao primeiro ensejo.
Pensa, portanto, com correção, liberando-te das ideais malsãs que te gerarão consciência de culpa.
Sempre que errares, recomeça com o entusiasmo inicial. A dignidade, a harmonia, o equilíbrio entre consciência e conduta têm um preço: a perseverança 
no dever. Se, todavia, tiveres dificuldade em agir corretamente, em razão da atitude viciosa  encontrar-se arraigada em ti, recorre à oração com sinceridade, e 
a Consciência Divina te erguerá à paz.
 
(Obra: Momentos de Saúde - Divaldo P .Franco / Joanna de Ângelis)

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Viver Jesus


Viver Jesus
Entre as anotações dos evangelistas, encontramos constantes exortações do Cristo, que somente podem ser entendidas se refletidas com cuidado.
Assim, lemos em Mateus: Nem todo o que Me diz "Senhor, Senhor", entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos céus.
Por mais de uma vez Jesus insiste no ensino de que não é o exterior da pessoa, a religião que segue, a nacionalidade, nem qualquer coisa externa que lhe concede o direito da perfeição.
Enfatiza, sim, a necessidade da vivência interior.
Por isso mesmo, Ele utiliza a simbologia de uma casa construída na rocha, firme, segura, inabalável, embora a tempestade, os ventos e a chuva torrencial.
O ser que se estrutura nos ensinos do Cristo será sempre o mesmo, em qualquer circunstância.
Enquanto ainda nos magoamos, enquanto agredimos quando alguém nos ofende, calunia, atraiçoa, estamos demonstrando não ter atingido a plenitude do ensino de Jesus.
Vivemos ainda a nossa própria personalidade.
Muitos portamos a aparência de virtude. Parecemos calmos, enquanto por dentro somos um vulcão. Basta um pequeno senão de alguém, uma contrariedade mínima e explodimos, permitindo a erupção do vulcão em fúria.
Alguns traduzimos nossas ações por exercício da caridade.
Contudo, estabelecemos regras rigorosas para que as criaturas beneficiadas pelos nossos gestos prossigam recebendo as nossas benesses.
Dizemos servir, mas impomos condições aos servidos, que devem pautar seus atos, segundo a nossa vontade.
Quando assim não procedem, os descredenciamos da nossa assistência, pois esperamos deles gratidão constante e reconhecimento perene.
Com tais atitudes demonstramos que pertencemos, por enquanto, aos que aparentam ter virtudes, mas não as conquistaram em profundidade.
Parecemos seguir Jesus, a quem trazemos constantemente aos lábios, sem todavia portá-Lo na intimidade d´alma.
Enquanto estivermos a pensar em trocas, isto é, que servindo ao próximo estamos angariando para nós mesmos as bênçãos celestes, não estaremos exercendo o verdadeiro amor e desprendimento prescritos por Jesus.
Portanto, somente quando nossos atos forem baseados no cumprimento integral da vontade do Pai, que é amor, na obediência natural e alegre de todos os ensinamentos do Evangelho, teremos alcançado a verdadeira virtude.
Não desanimemos, contudo, e prossigamos exercitando-nos, dia a dia, porque a perfeição é conquista dos anos, da meditação e da constância no bem.
* * *
Doutrina cristã significa ação. Jesus, nosso Modelo e Guia, em toda a Sua vida, enquanto com os homens, demonstrou servir, sem buscar gratidão ou aguardar recompensas.
O único título que Jesus aceitou foi o de Mestre. Aos que nos dizemos os Seus discípulos cabe seguir-Lhe a exemplificação e os ensinos.