sábado, 29 de junho de 2013

Estudo das leis morais





Hoje o nosso estudo é sobre a lei de sociedade, que nos faz refletir sobre a importância do convívio em grupo, para benefício de todos.

"766. A vida social é natural?

— Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Deus não deu inutilmente ao homem a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.

767. O isolamento absoluto é contrário a lei natural?

— Sim, pois os homens buscam a sociedade por instinto e devem todos concorrer para o progresso, ajudando-se mutuamente.

768. O homem, ao buscar a sociedade, obedece apenas a um sentimento pessoal ou há também nesse sentimento uma finalidade providencial, de ordem geral?

O homem deve progredir, mas sozinho não o pode fazer não possui todas as faculdades; precisa do contato dos outros homens. No isolamento ele se embrutece e se estiola.

Comentário de Kardec: Nenhum homem dispõe de faculdades completas e é pela união social que eles se completam uns aos outros, para assegurarem o seu próprio bem-estar e progredirem. Eis porque, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados.

769. Concebe-se que, como principio geral, a vida social esteja nas leis da Natureza. Mas como todos os gostos são também naturais, por que o do isolamento absoluto seria condenável, se o homem encontra nele satisfação?

— Satisfação egoísta. Há também homens que encontram satisfação na embriaguez; aprovas isso? Deus não pode considerar agradável uma vida em que o homem se condena a não ser útil a ninguém.

770. E que pensar dos homens que vivem em reclusão absoluta para fugirem ao contato pernicioso do mundo?

— Duplo egoísmo.

770 – a) Mas se esse retraimento tem por fim uma expiação, com a imposição de penosa renúncia, não é meritório?

Fazer maior bem do que o mal que se tenha feito, essa é a melhor expiação. Com esse retraimento, evitando o mal o homem cai em outro, pois esquece a lei de amor e caridade.

771. Que pensar dos que fogem do mundo para se devotarem ao amparo dos infelizes?

— Esses se elevam ao se rebaixarem. Têm o duplo mérito de se colocarem acima dos prazeres materiais e de fazerem o bem pelo cumprimento da lei do trabalho.

771 – a) E os que procuram no retiro a tranqüilidade necessária a certos trabalhos?

— Esse não é o retiro absoluto do egoísta; eles não se isolam da sociedade, pois trabalham para ela.

772. Que pensar do voto de silêncio prescrito por algumas seitas desde a mais alta Antiguidade?

— Perguntai antes se a palavra é natural e por que Deus a deu. Deus condena abuso e não o uso das faculdades por ele concedidas. Não obstante, o silêncio é útil porque no silêncio te recolhes, teu espírito se torna mais livre e pode então entrar em comunicação conosco. Mas o voto de silêncio é uma tolice. Sem dúvida, os que consideram essas privações voluntárias como atos de virtude tem boa intenção, mas se enganam por não compreenderem suficientemente as verdadeiras leis de Deus.

Comentário de Kardec: O voto de silêncio absoluto, da mesma maneira que o voto de isolamento, priva o homem das relações sociais que lhe podem fornecer as ocasiões de fazer o bem e de cumprir a lei do progresso.

774. Há pessoas que deduzem, do abandono das crias pelos animais, que os laços de família entre os homens não são mais que o resultado de costumes sociais e não uma lei natural. Que devemos pensar disso?

— O homem tem outro destino que não o dos animais; por que, pois, querer sempre identificá-los? Para ele, há outra coisa além das necessidades físicas; há a necessidade do progresso. Os liames sociais são necessários ao progresso e os laços de família resumem os liames sociais; eis porque eles constituem uma lei natural. Deus quis que os homens, assim, aprendessem a amar-se como irmãos. (Ver item 205.)"

O convívio coletivo é fundamental para evolução do homem.

Olhando sob o aspecto social, os homens com os seus diferentes conhecimentos e experiências, podem contribuir uns com os outros, realizando os mais elaborados projetos. Como se construiria uma casa, sem os profissionais que fabricam os tijolos, o cimento, as telhas, os canos? E sem os que transportam tudo isso? Nessa simples analogia já percebemos que sozinhos nosso meio de ação é limitado, mas em grupo podemos ir muito além.

E mesmo que possuíssemos todos estes profissionais para construir e transportar os elementos da casa. Ainda precisaríamos de alguém que coordenasse a obra. Assim, cada um é útil na sua linha de atuação, com os seus conhecimentos e habilidades, e pode beneficiar inúmeras pessoas com isso.

Olhando pelo aspecto espiritual, penetramos mais fundo nesta questão. Onde o homem poderia exercer suas virtudes se vivesse isolado? Como aprenderia a ter paciência se não fosse diariamente submetido a situações de estresse? Como conseguiria ter forças para lutar contra os vícios se não estivesse exposto a eles diariamente? Faria o bem a quem, se vivesse isolado?

A vida social portanto, nos fornece todos os meios de identificarmos as nossas falhas morais e nos dá todas as ocasiões para exercitarmos nossas virtudes. É a grande escola da vida.

A vida em família acentua mais ainda esse aspecto, pois quando não gostamos de nossa cidade, podemos nos mudar. Quando não gostamos de nosso emprego, podemos trocar por outro. Mas nossa família, querendo ou não, não podemos trocá-la. E é por isso que ela é a maior ferramenta de progresso que dispomos, pois dela não podemos escapar, temos que enfrentar todas as situações adversas que ela nos proporcionar, seja por nossa causa ou por causa dos outros.

Assim, vemos quão importante é viver coletivamente. Deus sempre nos dá todas as ferramentas de que precisamos para o nosso progresso e age por meios tão sutis que pensamos ser obra do acaso.

Só depende de nós usarmos essas ferramentas para nossa evolução.

AMIGOS MODIFICADOS

AMIGOS MODIFICADOS

                Surgem no cotidiano determinadas circunstâncias em que somos impelidos a reformular apreciações, em torno da conduta de muitos daqueles a quem mais amamos.
        Associados de ideal abraçam hoje experiências para as quais até ontem não denotavam o menor interesse e companheiros de esperança se nos desgarram do passo, esposando trilhas outras.
        Debalde procuramos neles antigas expressões de concordância e carinho, de vez que se nos patenteiam emocionalmente distantes.
        Nesses dias, em que o rosto dos entes amados se revela diferente, é natural que apreensões e perguntas imanifestas nos povoem o espírito. Abstenhamo-nos, porém, tanto de feri-los, através do comentário desairoso, quanto de interpretar-lhes as diretrizes inesperadas à conta de ingratidão. É provável que as Leis Divinas estejam a chamá-los para a desincumbência de compromissos que, transitoriamente, não se afinam com os nossos. Entendamos também que o passado é um meirinho infalível convocando-nos à retificação das tarefas que deixamos imperfeitamente cumpridas para trás, no campo de outras existências, e tranquilizemos os amigos modificados com os nossos votos de êxito e segurança, na execução dos novos encargos para os quais se dirigem. Reflitamos que se a temporária falta deles nos trouxe sensações de pesar e carência afetiva, possivelmente o mesmo lhes acontece e, ao invés de reprovar-lhes as atitudes ¾ ainda mesmo afastados pela força das circunstâncias ¾ , procuremos envolvê-los em pensamentos de simpatia e confiança, a fim de que nos reencontremos, mais tarde, em mais altos níveis de trabalho e alegria.
        À vista disso, pois, toda vez que corações queridos não mais nos comunguem sintonia e convivência, se alguma sugestão menos feliz nos visita a cabeça, entremos, de imediato, em oração, no ádito da alma, rogando ao Senhor nos ilumine o entendimento, a fim de que não falhemos para eles, no auxílio da fraternidade e no apoio da bênção.
Emmanuel

(De: “Estude e Viva”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos de Emmanuel e André Luiz

sexta-feira, 28 de junho de 2013

TAREFA ESPÍRITA

TAREFA ESPÍRITA
Todas as obras efetuadas realmente, em nome do Cristo, na Terra, excetuada a nossa humana participação, que habitualmente lhes desfigura a santidade e a beleza, são grandes e respeitáveis.
Sublimes foram todas as vidas asfixiadas no martírio e no sangue para que as sementes do Evangelho Redentor alcançassem a Humanidade e abençoado tem sido todo o esforço sincero na preservação dos tesouros da Boa Nova, seja ele realizado nas sombras do claustro ou no ambiente liberatório e reformista da praça pública.
Todos os cooperadores fiéis de Jesus refletem-LHE a Soberana Grandeza, merecendo, por isso, a nossa veneração.
A tarefa, porém, dos espíritas na atualidade, segundo cremos, dentro da condição de herdeiros de Sua Luz, reveste-se de considerável importância, de vez que, exumaram do tempo o Evangelho simples e puro, a despertar-lhe o coração para novo tipo de luta.
Não apenas o testemunho confessional que lhes revele o modo de sentir ou de crer...
Não somente o culto exterior, quase sempre inútil, por vezes, repleto de sugestões valiosas...
Não apenas a oratória que defina os méritos do Senhor e LHE proclame os dons Excelsos...
Não somente a arte, emoldurando-LHE as manifestações para uso dos outros...
Não apenas o trabalho intelectual que esclarece a mente e prepara a convicção...
Mas, sobretudo, a propaganda de Jesus nas próprias vidas, para que a leitura da exemplificação convença e tranquilize, liberte e renove a eira do mundo...
Para isso, a palavra, a fé, o entusiasmo e a monumentalização da beneficência humana são convocados, mas, acima de tudo, a esse material e imprescindível oferecer ao Senhor, na pessoa dos semelhantes, o próprio coração em forma de amor puro e serviço incessante, sem desânimo e sem desespero, na certeza de que todos somos ovelhas do Divino Pastor, que somente nos pede submissão, em favor da própria felicidade, no grande caminho de retorno à Glória Celestial.

pelo Espírito Emmanuel - Do livro: A Verdade Responde, Médium: Francisco Cândido Xavier.

SE SOUBÉSSEMOS

SE SOUBÉSSEMOS
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” – Jesus. (Lucas, 23:34.)
Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará, no reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.
Se o caluniador pudesse eliminar a crosta de sombra que lhe enlouquece a visão, observando o sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, paralisaria as cordas vocais ou imobilizaria a pena, a fim de não se confiar à acusação descabida.
Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres.
Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde, o coração, não perpetraria o delito da indiferença.
Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e da cooperação.
Se o glutão enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio corpo, apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à frugalidade e à harmonia.
Se soubéssemos quão terrível é o resultado de nosso desrespeito às Leis Divinas, jamais nos afastaríamos do caminho reto.
Perdoa, pois, a quem te fere e calunia…
Em verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal não sabem o que fazem.

pelo Espírito Emmanuel, Do Livro: Fonte Viva, Médium: Francisco Cândido Xavier.
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SEJA COMPREENSIVO


SEJA COMPREENSIVO
 Não esqueça de usar a bondade em circunstância nenhuma da sua vida.
Vença a violência, antes que ela o deixe vencido.
Sorria ante o ofensor e esqueça-lhe a ofensa.
Revidar mal por mal, a pretexto de ser verdadeiro, é aprimorar a maldade
que predomina na sua natureza, fazendo-o mais infeliz.
Recorra à oração e confie no tempo, quando as coisas se apresentarem 
diferentes do que você espera.
Infeliz, realmente, é todo aquele que acredite ser hoje o tempo único,
buscando resolver agora, o que só mais tarde será solucionado naturalmente.
Não duvide da Justiça Divina, apenas porque não a consegue entender, na
precipitação dos seus raciocínios apaixonados.
Você não é o único que tem problemas no mundo.
O maior problema da atualidade é o homem em si mesmo, e somente quando
este se volte para os valores mais altos da vida se equacionará.
Não transfira, portanto, para os outros, a responsabilidade do que lhe sucede
de errado ou desagradável.
Você é filho de Deus e, como afirmou Jesus, nenhuma das criaturas que o Pai
Lhe confiou Ele deixaria perder-se.
Acalme-se e avance com a luz da consciência tranqüila, sem intentar fazer da
sua claridade uma chama pronta a arder em volta, provocando devastação.
 
(Obra: Luz Viva - Divaldo P. Franco / Marco Prisco

As diversas reencarnações de Chico Xavier

As diversas reencarnações de Chico Xavier
No livro “Chico, Diálogos e Recordações”, o autor Carlos Alberto Braga realiza um trabalho sério e dedicado por quatro anos com Arnaldo Rocha, que teve quase 50 anos de convivência com Chico Xavier. Arnaldo revelou uma série de reencarnações de si mesmo e de “Nossa Alma Querida”, como se refere a Chico. Arnaldo Rocha foi o doutrinador de um grupo de desobsessão que Chico Xavier participava. O nome era “Grupo Coração Aberto”, onde muitas revelações sobre vidas passadas na história planetária foram reveladas.
O resultado do trabalho pode ser parcialmente visto nos livros “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além”. Dentre várias encarnações de Francisco Cândido Xavier, algumas já foram elucidadas:
Hatshepsut (Egito) (aproximadamente de 1490 AC a 1450 AC)
Era uma farani – feminino de faraó – que herdou o trono egípcio em função da morte do irmão. A regência dela foi muito importante para o Egito, já que suspendeu os processos bélicos e de expansão territorial. Trouxe ao povo um pensamento intrínseco e mais religioso. Viveu numa época em que surgiram as escritas nos papiros, o livro dos mortos. Hatshepsut foi muito respeitada e admirada pelo povo egípcio. Obesa e diabética, com câncer nos ossos, desencarnou em torno dos 40 anos, por causa de uma infecção generalizada. Hatshepsut foi a primeira faraó (mulher) da história. Governou o Egito sozinha por 22 anos, na época o Estado era um dos mais ricos.
Chams (Egito) (por volta de 800 AC)
Rainha do Egito durante o império babilônico de Cemirames. Vários amigos de Chico Xavier também estavam encarnados na época, como Camilo Chaves, o próprio Arnaldo Rocha e Emmanuel, que era sacerdote e professor de Chams.
Sacerdotisa (Delphos-Grécia) (cerca de 600 AC)
Não se tem registros de qual o nome Chico Xavier recebeu nesta encarnação. Ela se tornou sacerdotisa por causa do tio (Emmanuel reencarnado), que a encaminhou para a sacerdotisação.
Lucina (Roma-Itália) (aproximadamente 60 AC)
Lucina era casada com o general romano chamado Tito Livonio (Arnaldo Rocha reencarnado), nos tempos da revolução de Catilina. Nesta jornada, Lucina teve como pai Publius Cornelius Lentulus Sura, senador romano, avô de Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel).
Flavia Cornélia (Roma-Itália) (de 26 DC a 79 DC)
Nesta encarnação, Chico Xavier era filha do senador romano Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel). Arnaldo Rocha confidenciou que quando Chico se lembrava da reencarnação de Flavia sentia muitas dores, porque ela teve hanseníase. Também se percebia um forte odor que se exalava.
Lívia (Ciprus, Massilia, Lugdunm e Neapolis) (de 233 DC a 256 DC)
Foi abandonada numa estrada e achada por um escravo, que trabalhava como afinador de instrumento, e tinha o nome de Basílio (Emmanuel reencarnado). Ele a adota e coloca o nome de Lívia – ler Ave Cristo. Nesta ocasião, Arnaldo Rocha era Taciano, um homem casado que tinha uma filha chamada Blandina (Meimei reencarnada).
Certa vez, os três se encontraram e Taciano chegou a propor uma relação conjugal com Lívia, que era casada com Marcelo Volusian.
Quando a proposta foi feita, Lívia alertou que todos tinham um compromisso assumido, tanto Taciano com sua esposa, quanto ela com o seu marido.
Na oportunidade, Lívia disse: “Além de tudo, nós temos que dar exemplo a essa criança. Imagina ela ter uma referência de pais que abandonam esses compromissos.
Confiemos na providência divina porque nos encontraremos em Blandina num futuro distante”, numa clara alusão ao primeiro encontro entre Arnaldo Rocha e Chico Xavier, na Rua Santos Dumont, em Belo Horizonte, em 1946, quando o médium revelou as mensagens de Meimei do Plano Espiritual.
Clara (França) (por volta de 1150 DC)
Chico Xavier, quando esteve na França, foi nas ruínas dos Cátaros e se lembrou quando, em nome da 1ª Cruzada, toda uma cidade foi às chamas. Essa lembrança foi dolorosa para Chico. No século seguinte, a 2ª Cruzada foi coordenada por Godofredo de Buillon (Rômulo Joviano encarnado – patrão de Chico Xavier na Fazenda Modelo em Pedro Leopoldo), que tinha um irmão chamado Luis de Buillon (Arnaldo Rocha reencarnado), casado com Cecile (Meimei ou Blandina reencarnada). Godofredo e Luis tinham mais um irmão, com o nome de Carlos, casado com Clara (Chico Xavier, reencarnado).
Meimei, no livro “Meimei Vida e Mensagem”, de Wallace Leal Rodrigues, descreve todos esses nomes, sem falar das reencarnações, e se refere a Chico como quem tem o afeto das mães, numa clara citação das várias encarnações femininas que teve o médium: “… Meu afeto ao Carlos, Dorothy, Lucilla, Cleone e a todos os que se encontram mencionados em nossa história, sem me esquecer do Chico, a quem peço continue velando por nós com o afeto das mães, cuja ternura é o orvalho bendito, alertando-nos para viver, lutar e redimir” (mensagem psicofônica de Meimei pelo médium Chico Xavier, em 13 de agosto de 1950).
Lucrezja di Colonna (Itália) (Século XIII)
Nesta encarnação, Chico Xavier nasceu na família de Colonna, assim como Arnaldo Rocha, que era Pepino de Colonna, e Clóvis Tavares, na época Pierino de Colonna. Os três viveram na época de Francisco de Assis e tiveram contatos, encarnados, com este espírito iluminado.
Joanne D’Arencourt (Arras-França) (Século XVIII)
Joanne D’Arencourt fugiu da perseguição durante a Revolução Francesa sob a proteção de Camile Desmoulins (Luciano dos Anjos, reencarnado). Veio desencarnar tuberculosa em Barcelona em 1789.
Joana de Castela (Espanha) (1479 a 1556)
Joana de Castela era filha de reis católicos – Fernando de Aragão (Rômulo Joviano, encarnado) e Isabel de Castela. Casou-se com Felipe El Hermoso, neto de Maximiliano I, da Áustria, da família dos Habsburgos. O casamento foi político, mas apressado pelo grande amor que existia. Desde criança, Joana via espíritos e, por viver numa sociedade católica, era considerada como louca. Com a desencarnação dos pais de Joana, o marido Felipe e, o pai dele, Felipe I (Arnaldo Rocha reencarnado) disputavam o trono.
Para evitar que Joana de Castela assumisse, acusaram ela de louca, porque via e falava com os espíritos. Depois que Felipe desencarnou, Joana foi enclausurada por 45 anos em Tordesilhas, na Espanha. A dor era muito grande, mas o que a consolava era o contato com os espíritos. A clausura tem muita relação com a vida de Chico Xavier. Foi uma espécie
de preparação para o que viria. Chico sempre foi muito popular, mas fazia questão de sair do foco para que a Doutrina Espírita fosse ressaltada.
Ruth Céline Japhet (Paris-França) Encarnação anterior à de Chico Xavier (1837/1885)
Sua infância lembra os infortúnios de Chico Xavier, tal a luta que empreendeu pela saúde combalida. Era médium desde pequena, mas só por volta dos 12 anos começou a distinguir a realidade entre este mundo e o espiritual. Na infância, confundia os dois. Acamada por mais de dois anos, foi um magnetizador chamado Ricard quem constatou que ela era médium (sonâmbula, na designação da época), colocando-a em transe pela primeira vez. Filha de judeu, Ruth Céline Japhet contribuiu com Allan Kardec para trabalhar na revisão de “O Livro dos Espíritos” e do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, durante as reuniões nas casas dos Srs. Roustan e Japhet. Isso pode explicar por que Chico sabia, desde pequeno, todo o Evangelho. Em palestra proferida em Niterói no dia 23 de abril, o médium Geraldo Lemos Neto citou este fato: “Desde quando ele tinha cinco anos de idade, Chico guardava integralmente na memória as páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. A história de Chico Xavier todos nós sabemos. Ele somente veio ter contato com a Doutrina Espírita aos 17 anos de idade”, finalizou.
Para contrariar o pressuposto de que Chico Xavier foi Allan Kardec, o próprio médium mineiro relatou a admiração pelo codificador em carta publicada no livro “Para Sempre Chico Xavier”, de Nena Galves: “Allan Kardec vive. Esta é uma afirmativa que eu quisera pronunciar com uma voz que no momento não tenho, mas com todo o meu coração repito: Deus engrandeça o nosso codificador, o codificador da nossa Doutrina. Que ele se sinta cada vez mais feliz em observar que as suas idéias e as suas lições permanecem acima do tempo, auxiliando-nos a viver. É o que eu pobremente posso dizer na saudação que Allan Kardec merece de todos nós.

Sei que cada um de nós, na intimidade doméstica, torná-lo á lembrado e cada vez mais honrado não só pelos espíritas do Brasil, mas de todo o mundo. Kardec vive”.

DEZ APONTAMENTOS DE PAZ

DEZ APONTAMENTOS DE PAZ
Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Mentores e Seareiros. Lição nº 02. Página 13.
1º - Aprenda a desculpar infinitamente para que os seus erros, à frente dos outros, sejam esquecidos e perdoados.
2º - Cale-se, diante do escárnio e da ofensa, sustentando o silêncio edificante, capaz de ambientar-lhe a palavra fraterna em momento oportuno.
3º - Não cultive desafetos, recordando que a aversão por determinada criatura é, quase sempre, o resultado da aversão que lhe impuseste.
4º - Não permita que o egoísmo e a vaidade, o orgulho e a discórdia se enraízem no seu coração, lembrando que toda a ideia de superestimação dos próprios valores é adubo nos espinheiros da irritação e do ódio.
5º - Perante o companheiro que se rendeu às tentações de natureza inferior, deixe que a compaixão lhe ilumine os pontos de vista, pensando que, em outras circunstâncias, poderia você ocupar-lhe a indesejável situação e o lugar triste.
6º - Não erga a sua voz demasiado e nem tempere a sua frase com fel para que a sua palavra não envenene as chagas do próximo.
7º - Levante-se, cada dia, com a disposição de servir sem a preocupação de ser servido, de auxiliar sem retribuição e cooperar sem recompensa, para que a solidariedade espontânea te favoreça com os créditos e recursos da simpatia.
8º - Esqueça a calúnia e a maledicência, a perversidade e as aflições que lhe dilaceram a alma, entendendo nas dores e obstáculos do mundo as suas melhores oportunidades de redenção.
9º - Lembre-se de que os seus credores estão registrando a linguagem de seus exemplos e perdoar-lhe-ão as faltas e os débitos, à medida que você se fizer o benfeitor desinteressado de muitos.
10º - Não julgue que o serviço da paz seja mero problema da boca, mas, sim, testemunho de amor renúncia, regeneração e humildade da própria vida, porque, somente ao preço de nosso próprio suor, na obra do bem, é que conseguiremos reconciliar-nos, mais depressa, com os nossos adversários, segundo a lição do Senhor.

AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA CRÍTICA LEVIANA

AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA CRÍTICA LEVIANA
Eu vou lhes contar um episódio que se desencadeou, verdadeira tragédia, com as consequências de uma crítica leviana.
Isto se deu quando eu ainda me encontrava encarnado, ou um pouco mais encarnado do que me sinto agora.
Uma mãe, após o desenlace do filho querido, que se vitimara ao nadar com amigos numa lagoa nos arredores de Uberaba, entrou em grande desespero e, de toda maneira, queria cometer suicídio.
Levada pelo marido ao meu consultório, depois de efetuar inúmeras ponderações, aconselhei-a a procurar um médium, pois, com certeza, o seu filho, falando ou escrevendo, haveria de se manifestar a ela.
Relutante, e um tanto desconfiada, a referida senhora, de formação católica, foi a um Centro Espírita localizado na periferia da cidade, onde um médium trabalhava, e, de quando a quando, recebia comunicados de além-túmulo endereçados aos presentes.
Para a sua grande alegria, o filho, naquela noite, encontrando recursos, escreveu pela mão do médium belíssima mensagem consoladora, na qual pedia à genitora que, aceitando a Vontade Divina, não pensasse em morrer...
A pobre genitora, por assim dizer, renasceu! Mostrou a mensagem a vários familiares, também de formação católica, que, diante da autenticidade da carta, passaram a se inclinar com simpatia para a fé espírita.
Durante algum tempo, a paz voltara ao enlutado lar, e tudo seguia bem, inclusive tendo eu diminuído a dose dos medicamentos auxiliares que, inicialmente, lhe prescrevera.
Sabemos, no entanto, que a inveja e maledicência, sempre de mãos dadas, andam à solta pelas ruas, com o intuito de infelicitar as pessoas.
Um dia, mostrando a mensagem do filho que tanto a confortara, praticamente conseguindo resgatá-la ao túmulo, no qual, de maneira voluntária, pretendia se precipitar, a um conhecido espírita de Uberaba, dele ouviu as seguintes palavras:
- Mas, a senhora acreditou nesta mensagem?! Ela é de conteúdo completamente apócrifo! A senhora está sendo enganada por um mistificador! Eu conheço muito bem o médium que a escreveu... Falam horrores de sua vida pessoal! Absolutamente, não é pessoa em quem se possa confiar!...
A infeliz senhora, que, em verdade, nada sabia de Espiritismo, sentindo grande abalo íntimo, tornou a cair em profunda depressão, sequer voltando mais ao meu consultório.
Não se passou uma semana, sorvendo um copo de soda cáustica, a mulher foi encontrada morta pelo marido, quando este voltava do trabalho, no chão da cozinha da casa onde moravam.
A crítica formulada por puro despeito daquele homem funcionara como um tiro de revólver no coração daquela mãe sofredora!
E, por este motivo, sinceramente, até hoje eu não sei se, de fato, ela cometeu suicídio, ou se foi assassinada!...

INÁCIO FERREIRA

PODEM ACHAR QUE É, MAS NÃO É!

PODEM ACHAR QUE É, MAS NÃO É!
Vocês acham que o Mundo Espiritual é um orbe em que tudo esteja pronto e acabado?! Podem achar que é, mas não é! Aqui, aonde sobrevivemos, e, provavelmente, aonde vocês irão sobreviver após a morte do corpo, não é a beleza que se imagina, não! Esta beleza pode existir um pouco mais para cima, mas por aqui, não!...
Assim como os nossos irmãos encarnados se encontram lutando para construir uma Terra melhor, nós os desencarnados estamos lutando para construir um Mundo Espiritual melhor.
É grande equívoco pensar de outra maneira.
Do Abismo à Terra, e da Terra às Dimensões além, o espírito prossegue trabalhando no aperfeiçoamento de si mesmo e da vida em torno.
Mesmo em “Nosso Lar”, que já tivemos oportunidade de dizer que, em relação às cidades existentes no mundo, se trata de uma cidade futurista, com muitos problemas sociais quase equacionados, ainda há muito para ser feito.
A Dimensão Espiritual onde, por assim dizer, tudo poreja perfeição, é desconhecida por nós outros – para nós, por enquanto, trata-se de um sonho distante!
Por agora, nem mesmo conseguimos que se concretizasse para nós a cidade que, em seu “A República”, Platão idealizou – “Nosso Lar” tenta copiar-lhe a inspiração, mas, se assim posso me expressar, não se trata de uma cidade definitiva.
Portanto, não imaginem que, em desencarnando, vocês, sem mais nem menos, venham parar numa comunidade que não auxiliaram a construir – a morte não nos confere este prodígio, como, aliás, nenhum outro que possamos auferir sem esforço legítimo.
Deixando o corpo carnal, a não serem aqueles que possam transcender um pouco mais, vocês, logo passem por breve período de refazimento, terão uma vassoura a esperá-los...
E não adianta reclamar. Não terão asas, não volitarão, não exercerão a telepatia fácil, enfim, não verão nenhuma de suas limitações superadas, desde que, efetivamente, não tenham sido superadas.
O preguiçoso continuará preguiçoso, o manhoso, manhoso, e o malandro, malandro...
Esta história de que a morte fará com que os injustos se sentem no banco dos réus, é mais consolo para os injustiçados e alento para os que porfiam na difícil conquista das virtudes, do que fenômeno real que se lhes desencadeie de imediato.
Aqui, no Mundo Espiritual, a Justiça Divina, para se efetivar aos culpados, ainda não dispensa a justiça dos homens desencarnados – por isto que, deste Outro Lado, temos tribunais e cadeias para quantos a eles façam jus!
Seria uma bênção para ele que o espírito de um criminoso, por exemplo, ao deixar o corpo, se entregasse a uma espécie de arrependimento, que o induzisse a imediata reparação de seus erros. Infelizmente, isto não acontece, talvez, para a maioria, que continua vivendo à margem da lei.
Então, meus caros, o Mundo Espiritual não é um conto de fadas... É um mundo habitado por homens – alguns melhores, outros piores, e raros que, por seus méritos, se destacam dos demais.
Quem tira uma camisa do corpo, a vira do avesso e coloca no guarda-roupa, na ilusão de que esteja guardando uma camisa limpa, está guardando uma camisa suada!
O Mundo Espiritual é assim: vocês vestirão a camisa de seu lado avesso, ou o contrário, mas ela ainda estará impregnada daquele cheirinho de suor que se verte na Terra!...
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 20 de maio de 2013.
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O RETORNO DO APÓSTOLO CHICO XAVIER

O RETORNO DO APÓSTOLO CHICO XAVIER

Quando mergulhou no corpo físico, para o ministério que deveria desenvolver, tudo eram expectativas e promessas.

Aquinhoado com incomum patrimônio de bênçãos, especialmente na área da mediunidade, Mensageiros da Luz prometeram inspirá-lo e ampará-lo durante todo o tempo em que se encontrasse na trajetória física, advertindo-o dos perigos da travessia no mar encapelado das paixões bem como das lutas que deveria travar para alcançar o porto de segurança.

Orfandade, perseguições rudes na infância, solidão e amargura estabeleceram o cerco que lhe poderia ter dificultado o avanço, porém, as providências superiores auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação.

Adversários do ontem que se haviam reencarnado também, crivaram-no de aflições e de crueldade durante toda a existência orgânica, mas ele conseguiu amá-los, jamais devolvendo as mesmas farpas, os espículos e o mal que lhe dirigiam.

Experimentou abandono e descrédito, necessidades de toda ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os passos ameaçando-lhe a integridade moral, mas não cedeu ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas da sociedade, nem aos sentimentos vis.

Sempre se manteve em clima de harmonia, sintonizado com as Fontes Geradoras da Vida, de onde hauria coragem e forças para não desfalecer.

Trabalhando infatigavelmente, alargou o campo da solidariedade, e acendendo o archote da fé racional que distendia através dos incomuns testemunhos mediúnicos, iluminou vidas que se tornaram faróis e amparo para outras tantas existências.

Nunca se exaltou e jamais se entregou ao desânimo, nem mesmo quando sob o metralhar de perversas acusações, permanecendo fiel ao dever, sem apresentar defesas pessoais ou justificativas para os seus atos.

Lentamente, pelo exemplo, pela probidade e pelo esforço de herói cristão, sensibilizou o povo e os seu líderes, que passaram a amá-lo, tornou-se parâmetro do comportamento, transformando-se em pessoa de referência para as informações seguras sobre o Mundo Espiritual e os fenômenos da mediunidade.

Sua palavra doce e ungida de bondade sempre soava ensinando, direcionando e encaminhando as pessoas que o buscavam para a senda do Bem.

Em contínuo contato com o seu Anjo tutelar, nunca o decepcionou, extraviando-se na estrada do dever, mantendo disciplina e fidelidade ao compromisso assumido.

Abandonado por uns e por outros, afetos e amigos, conhecidos ou não, jamais deixou de realizar o seu compromisso para com a Vida, nunca desertando das suas tarefas.

As enfermidades minaram-lhe as energias, mas ele as renovava através da oração e do exercício intérmino da caridade.

A claridade dos olhos diminuiu até quase apagar-se, no entanto a visão interior tornou-se mais poderosa para penetrar nos arcanos da Espiritualidade.

Nunca se escusou a ajudar, mas nunca deu trabalho a ninguém.

Seus silêncios homéricos falaram mais alto do que as discussões perturbadoras e os debates insensatos que aconteciam a sua volta e longe dele, sobre a Doutrina que esposava e os seus sublimes ensinamentos.

Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajudá-los, tanto quanto tornando-se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa.

Por isso mesmo, o seu foi mediunato incomparável.

...E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe:

- Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.

Joanna de Ângelis (espírito)
Psicografia de Divaldo Franco.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Não te Impacientes: Chico Xavier Autor: Emmanuel

A Paternidade Divina é amor e justiça para todas as criaturas.
Quando os problemas do mundo te afogueiam a alma, não abras o coração à impaciência, que ela é capaz de arruinar-te a confiança.
Quantos perderam as melhores oportunidades da reencarnação, unicamente por se haverem abraçado com o desespero!
A impaciência é comparável à força negativa que, muitas vezes, inclina o enfermo para a morte, justamente no dia em que o organismo entra em recuperação para a cura.
Se queres o fruto, não despetales a flor.
Nas situações embaraçosas, medita caridosa-mente nos empeços que lhe deram origem! Se um irmão faltou ao dever, reflete nas dificuldades que se interpuseram entre ele e os compromissos assumidos. Se alguém te nega um favor, não te acolhas a desânimo ou frustração, de vez que, enquanto não chegarmos ao plano da Luz Divina, nem sempre nos será possível conhecer, de antemão, tudo o de bom ou de mal que poderá sobrevir daquilo que nós pedimos. Não te irrites diante de qualquer obstáculo, porquanto reclamações ou censuras servirão apenas para torná-los maiores.
Quase sempre, a longa expectativa em torno de certas concessões que disputamos, não é senão o amadurecimento do assunto para que não falhem minudências importantes.
Não queremos dizer que será mais justo te acomodes à inércia. Desejamos asseverar que impaciência é precipitação e precipitação redunda em violência.
Para muitos, a serenidade é a preguiça vestida de belas palavras. Os que vivem, porém, acordados para as responsabilidades que lhes são próprias sabem que paciência é esperança operosa: recebem obstáculos por ocasiões de trabalho e provações por ensinamentos.
Aguarda o melhor da vida, oferecendo à vida o melhor que puderes.
O lavrador fiel ao serviço espera a colheita, zelando a plantação.
A casa nasce dos alicerces, mas, para completar-se pede atividades e esforços de acabamento.
Não te irrites.
Quem trabalha pode contar com o tempo. Se a crise sobrevêm na obra a que te consagras, pede a Deus não apenas te abençoe a realização em andamento, mas também a força precisa para que saibas compreender e servir, suportar e esperar.

terça-feira, 25 de junho de 2013

JANELAS NA ALMA

JANELAS NA ALMA
O sentimento e a emoção normalmente se transformam em lentes que filtram os acontecimentos, dando-lhes cor e conotação próprias.
De acordo com a estrutura e o momento psicológico, os fatos passam a ter significação que nem sempre corresponde à realidade.
Quem se utiliza de óculos escuros, mesmo diante da claridade solar, passa a ver o dia com menor intensidade de luz.
Na área do relacionamento humano as ocorrências também assumem contornos de acordo com o estado de alma das pessoas envolvidas.
É urgente, portanto, a necessidade de conduzir os sentimentos, de modo a equilibrar os fatos em relação a eles.
Uma atitude sensata é um abrir de janelas na alma, a fim de observar bem os sucessos da caminhada humana.
De acordo com a dimensão e o tipo de abertura, será possível observar a vida e vive-la de forma agradável, mesmo nos momentos mais difíceis.
Há quem abra janelas na alma para deixar que se externem as impressões negativas, facultando o uso de lentes escuras, que a tudo sombreiam com o toque pessimista de censura e de reclamação.
Coloca, nas tuas janelas, o amor, a bondade, a compaixão, a ternura, a fim de acompanhares o mundo e o seu cortejo de ocorrências.
O amor te facultará ampliar o círculo de afetividade, abençoando os teus amigos com a cortesia, os estímulos encorajadores e a tranqüilidade.
A bondade irrigará de esperança os corações ressequidos pelos sofrimentos e as emoções despedaçadas pela aflição que se te acerquem.
O perdão constituirá a tua força revigoradora colocada a benefício do delinqüente, do mau, do alucinado, que te busquem.
A ternura espraiará o perfume reconfortante da tua afabilidade, levantando os caídos e segurando os trôpegos, de modo a impedir-lhes a queda, quando próximos de ti.
As janelas da alma são espaços felizes para que se espalhe a luz, e se realize a comunhão com o bem.
***
Esta mensagem nos convida a refletir sobre uma realidade especial: a realidade de que tudo na vida conspira a nosso favor; isto é, tudo trabalha para o nosso crescimento íntimo, e que nada que nos acontece visa nosso mal, embora muitas vezes possa parecer assim.
Abrir janelas na alma é tornar-se apto a descobrir essas novas realidades, que se bem compreendidas, tornam nosso viver menos árduo.
A lei de causa e efeito existe para nos educar, e não para nos punir...
A lei da reencarnação existe para nos dar novas oportunidades, e não para nos fazer sofrer...
A lei do amor existe para nos fazer feliz, pois só haverá júbilo em nossa alma quando concedermos a outros este mesmo sentir – eis o que chamamos “caridade”.
Abre janelas em tua alma, uma a cada dia, e deixa o sol da compreensão entrar.
Abre janelas em tua alma e concede-te sonhar, e continuar rumando em busca do sonho.
Abre janelas em tua alma e mostra ao mundo as muitas belezas que já existem lá. Podes até achar que não existem, mas tenha plena certeza de que sim... Elas estão lá...
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir do texto “Janelas na alma”, de Joanna de Ângelis, da obra “Momentos de Felicidade” psicografia de Divaldo Pereira Franco.

SEDE FIRMES

SEDE FIRMES
Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Harmonização. Lição nº 19. Página 101.
"E quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis." Jesus - Lucas:21-9.

O aprendiz sincero de Cristo para merecer-lhe a assistência generosa precisa conservar intangível o caráter resoluto.
É indispensável que o coração do discípulo se entregue às mãos do Mestre com a firmeza necessária.
Instituindo os princípios redentores do Evangelho, Jesus não desconhecia que iniciava período imenso de lutas e trabalhos sacrificiais.
Ele que observava o orgulho romano, o dogmatismo farisaico, a vaidade e o preconceito de todos os tempos, manteria a ingenuidade de crer no Evangelho Vitorioso sem suor e sem lágrimas?
Quando pronunciou a primeira palavra de amor, contava com os inimigos gratuitos e esperava os embates inevitáveis.
Por isso mesmo, Seu Apostolado está cheio de Luz, Compaixão, Verdade e Bondade, mas igualmente cheio de resistência.
As nações aflitas da terra referem-se hoje à guerra de nervos com o sabor da última novidade.
No entanto, este gênero de combate preocupou o Salvador, há dois mil anos.
Jesus sabia que o medo é mais destrutivo que a espada, que o homem atemorizado é homem vencido.
Ninguém ignora que o conflito devastador dos dias que correm é o duelo formidando da sombra contra a Luz.
A vitória do Bem reclama espíritos fortalecidos de coragem e fé, acima de tudo.
É indispensável combater a tensão nervosa, como quem sabe que o medo é o adversário terrível oculto na cidadela de cada um.
O mundo cheio de sombras do mal não oferece lugar a espectadores.
Cada homem deve encarregar-se do trabalho que lhe compete.
A guerra de nervos traz ameaças, gritos, terrores, bombas, incêndios, metralhadoras, mas o defensor do Bem traz o caráter firme, solidificado na confiança em Deus e em si mesmo.
O discípulo do Senhor não ignora que os cristãos morreram nos circos, de mãos vazias, mas na qualidade de combatentes pelo Bem e pela Verdade.
Nestas horas de apreensões justas, recordai as palavras serenas do Mestre: - "E quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis"156534_362616000487713_1247017028_n.jpg

ADVERSÁRIO ÍNTIMO

"O Espírita assume com a consciência a responsabilidade de ser fiel aos princípios que abraça."
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"O Espiritismo é bênção do Alto revivendo o Evangelho de Jesus, e você, seguidor de Allan Kardec, tem o compromisso inadiável de testemunhá-lo na própria vida." André Luiz (espírito), psicografia de Antônio Baduy Filho. Livro: Vivendo o Evangelho, vol. 1.
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ADVERSÁRIO ÍNTIMO

Jesus e Kardec, cada um na própria dimensão histórica, tiveram opositores implacáveis.

Jesus foi atacado pelos saduceus. Kardec, pelos materialistas.

Jesus foi perseguido pelos sacerdotes. Kardec, pelos religiosos intolerantes.

Jesus foi injuriado pelos escribas. Kardec, pelos teólogos.

Jesus foi ameaçado pelos fariseus. Kardec, pelos fanáticos.

Jesus foi desafiado pelos doutores da Lei. Kardec, pelos mestres da ciência.

Jesus foi incompreendido pelos sábios. Kardec, pelos intelectuais.

Jesus foi hostilizado nas sinagogas. Kardec, nos púlpitos.

Jesus foi torturado com espinhos. Kardec, com agressões morais.

Jesus foi injustiçado pelos juízes. Kardec, pelos críticos.

Jesus foi crucificado à vista de todos. Kardec teve as obras queimadas em público.

O Mestre da Boa Nova e o Professor da Nova Revelação colheram adversários declarados, durante a missão sublime de anunciar e restabelecer as verdades divinas.

De nossa parte, guardemos vigilância e fidelidade aos ideais, para que não nos transformemos, por negligência ou arrogância, em adversários íntimos da causa que abraçamos, recordando que Jesus foi traído pelo discípulo do Evangelho e Kardec tem sido negado por aqueles que mais dizem honrar a Codificação Espírita.

André Luiz (espírito), psicografia de Antônio Baduy Filho. Livro: Vivendo o Evangelho, vol. 1.
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LOUVOR A KARDEC

E.S.E. - Cap. I – Itens 5 a 7
Allan Kardec, ao apresentar “O Livro dos Espíritos”, em 18 de abril 1857, surpreendeu o horizonte intelectual e religioso do mundo com o sol de nova doutrina, impregnada de luz e esperança.
Entretanto, mal estudada e mal compreendida, a Doutrina Espírita é vítima da desinformação de muitos adeptos, que contrariam a Codificação Kardequiana.



Cultivam hábitos arraigados de formalismo religioso.

E Kardec alude à adoração em espírito e verdade.

Aceitam revelações sem o exame do bom senso.

E Kardec condiciona a fé ao crivo do raciocínio.

Transformam o passe em gesticulação complexa.

E Kardec fala da naturalidade da ajuda espiritual.

Conduzem com formalismo os atos religiosos.

E Kardec menciona o culto simples e sincero.

Perturbam as instituições com atitudes egoístas.

E Kardec elege a caridade como roteiro de paz.

Divulgam textos sem o resguardo da prudência.

E Kardec lembra os critérios de análise mediúnica.

Tratam o fenômeno como objetivo primeiro.

E Kardec ressalta a transformação moral.

Submetem o socorro do Alto a certo preço.

E Kardec insiste na mediunidade gratuita.

Sucumbem à curiosidade pelas vidas anteriores.

E Kardec salienta o esquecimento do passado.

Renegam o discurso religioso pelo intelectual.

E Kardec reafirma as lições do Evangelho.



O legado Kardequiano é a referência autêntica do Espiritismo e guarda em seu cerne a dimensão do Consolador prometido pelo Cristo.

Respeitemos, pois, todos nós, os espíritas encarnados e desencarnados, a obra doutrinária de Allan Kardec, louvando-lhe o extremado zelo à missão reveladora, até o ponto de voltar à crosta terrestre, em novo corpo, para desdobrar a Codificação do Espiritismo e testemunhar, mais uma vez, o profundo amor a Jesus, em toda uma existência consagrada ao bem.

André Luiz (espírito), psicografia de Antônio Baduy Filho. Livro: Vivendo o Evangelho, vol. 1

Os Infortúnios Ocultos, O Auto-Amor, a Caridade e a Alegria - Nazareno F...

PERSEVERAR

PERSEVERAR   

“...aquele que perseverar até o fim será salvo.” – Jesus
(Mateus, 10:22)

Todas as vitórias da criatura são frutos substanciosos da perseverança.
Perseverando na edificação do progresso, mentes e corações, sem cessar, renovam os itinerários da própria vida.
O estudante incipiente chega a ser o erudito professor.
O curioso bisonho transforma-se no artífice genial.
A alma inexperiente atinge a angelitude.
Dir-se-ia construir o triunfo evolutivo um hino perene à constância do aprendizado.
Sem firmeza e tenacidade, a teoria do projeto jamais deixará o sonho do vir-a-ser...
Por esse motivo, compete-nos recordar a necessidade imperiosa da perseverança desde os mínimos cometimentos até às realizações mais expressivas do bem para atingirmos o êxito duradouro.
Sem a chama da perseverança, a educação não pode patrocinar a iluminação das consciências; a edificação assistencial não surge na face planetária qual farol benfazejo asilando os náufragos da viagem terrena, e “o homem de ontem” não alcança a claridade do “homem de hoje” para maiores conquistas do “homem de amanhã”.
Se almejas superar a ti mesmo, recorda a firme inflexão da voz do Cristo Excelso: — “aquele que perseverar até ao fim será salvo”.
Asila-te na fortaleza da fé viva, lembrando que os transes que te visitam, por mais profundos e desconcertantes, têm limites justos e naturais, e que nos cabe o dever de servir, confiar e esperar, para nossa própria felicidade, aqui e agora, hoje, amanhã e sempre.

Emmanuel
(De “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier

Divaldo Franco e as manifestações pelo Brasil





Divaldo Franco e as manifestações pelo Brasil

 

Texto de autoria de Divaldo Franco
 publicado no Jornal 'A Tarde' de 20/06/13,
 sobre as manifestações estudantis pelo Brasil.


"Quando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas...


Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores.

O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade.


Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior.


A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo.


É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição.


Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações.


O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações.


Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de ( *) invectivar contra as infames condutas... porém, em ordem e em paz."



Divaldo Pereira Franco


quinta-feira, 20 de junho de 2013

A RELIGIÃO CÓSMICA DO AMOR

A RELIGIÃO CÓSMICA DO AMOR

Toda crença religiosa que se firma no amor é digna de respeito e carinho. O objetivo essencial da fé religiosa é dignificar a criatura humana, tornando-a melhor moralmente e preparando-a para desenvolver os valores espirituais que lhe dormem no íntimo.

Em razão do mergulho na matéria, o Espírito aturde-se, e quase sempre olvida os compromissos assumidos na Espiritualidade, deixando-se comandar pelas manifestações do instinto que o ajudaram nos períodos remotos da evolução, mas que foram suplantados pelo discernimento e pela consciência, permanecendo somente aqueles que preservam a vida e dão sentido existencial.

Na neblina carnal, no entanto, a predominância da matéria, como é compreensível, dificulta o discernimento a respeito da finalidade da reencarnação, facultando que os sentidos físicos se direcionem para o prazer, para o gozo, para a satisfação das necessidades biológicas.

A consciência, no entanto, trabalha pela eleição do significado existencial, do equilíbrio emocional, do bem-estar espiritual, alargando os horizontes da percepção para as conquistas relevantes e significativas que acompanharão o ser após o seu inevitável decesso tumular.

Por esses motivos, entre outros, a necessidade de uma religião que se expresse em lógica e praticidade, destituída dos aparatos e das fantasias, dos interesses sórdidos do comportamento material, faz-se imprescindível para enriquecer os seres humanos de beleza e harmonia. Isto porque a conquista da lógica, no longo roteiro evolutivo, impõe a necessidade de compreender-se tudo quanto se deseja vivenciar, a fim de constatar-se a sua resistência frente à razão em quaisquer circunstâncias.

Assim sendo, não há mais lugar para qualquer tipo de crença religiosa que se apresente com manifestações totalitárias, eliminando a capacidade do crente de pesquisar, de aceitar ou não os seus postulados, sendo-lhe exigido crer sem entender. É certo que ainda surgem segmentos religiosos fundamentados no fanatismo, geradores de lutas e de intolerância, tentando impor-se pela força dos seus dirigentes políticos ou de outra espécie, mas não pela sua estrutura racional e profunda.

Naturalmente, ante o impacto do progresso, aqueles que lhes aderem ao comportamento, logo desenvolvem o senso da razão e os abandonam, isso quando não lhes permanecem vinculados por frutos apodrecidos dos interesses materiais que lhes rendem prestígio, poder e recursos econômicos...

Nesse caso, destituídos do sentimento de amor, de compreensão e de bondade, estando ausentes o respeito pelo próximo e pelo seu direito de acreditar naquilo que mais lhe convém e felicita, essas estranhas doutrinas mais atormentam do que consolam, seduzindo grande fatia da sociedade que ainda permanece vitimada pelos atavismos, quando se fizeram poderosas e esmagaram aqueles que eram considerados adversários de comportamento enfermiço.

Foram essas religiões, trabalhadas pela força política e pelos impositivos da ignorância, que se encarregaram de afastar os fiéis das diretrizes do amor que conduz a Deus, abrindo espaço para os comportamentos agressivos e a revolta constante, facultando o desenvolvimento do materialismo e no niilismo, que lhes bloquearam a capacidade de crer e, por efeito, de abraçar os ideais de religação com a Divindade.

Nesse báratro, a misericórdia divina proporcionou à Humanidade uma crença religiosa que atende perfeitamente ao mandamento maior e, ao mesmo tempo, conforta e tolera tantos quantos não lhe dão guarida.

Trata-se do Espiritismo, que se faz resposta eloquente do amor de Deus às criaturas ansiosas que lhe suplicavam diretrizes e oportunidade de crescimento, assim como de recursos para a conquista da felicidade.

O Espiritismo, ademais de fundamentar-se no amor através da ação da caridade, é Doutrina profundamente racional, que esclarece o aprendiz a respeito das razões da crença e da sua legitimidade, por estruturar-se na linguagem iniludível dos fatos.
Jesus, quando esteve na Terra, elegeu o amor como sendo fonte de sabedoria e de iluminação mais poderosa que se pode conhecer.

Estabelecendo como essencial o amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, não renegou as crenças que predominavam na cultura de então, lamentando que as mesmas não possuíssem essa especial conduta, perdidas em aparência e cerimoniais que mataram o conteúdo essencial de que Moisés se fizera portador ao apresentar os Dez Mandamentos.

Neles estão inscritos, sem dúvida, os códigos éticos de alta magnitude, responsáveis pela ordem social e moral da Humanidade, numa síntese que facultaria ao direito civil em muitos países fundamentar os seus postulados naquelas seguras regras de comportamento.

Jesus, complementando, porém, a propositura do amor, de que a sua doutrina se faz o reservatório inexaurível, transformou-o em código superior de socorro aos infelizes de todos os matizes, utilizando-se da ação da caridade como sendo a sua expressão mais elevada.

Todas as suas palavras fizeram-se revestir pelos sublimes exemplos, pelas ações, pelos fatos extraordinários que passaram à Humanidade, confirmando-lhe o messianato, demonstrando ser Ele o Embaixador de Deus, aquele que todos esperavam, mas preferiram não aceitar, porque Ele feria de morte as paixões inferiores, os interesses mórbidos dos religiosos equivocados, que se compraziam em manter os crentes na ignorância, a fim de melhor explorá-los.

Por sua vez, Ele sempre elucidava todos os enigmas que atormentavam as pessoas, explicando a necessidade do amor em todas as expressões: ao trabalho, ao dever, à família, ao próximo de toda procedência, mas acima de tudo ao Pai Criador.
Submeteu-se às arbitrariedades do poder temporal para demonstrar a sua fragilidade na sucessão dos tempos, especialmente diante da morte que a todos arrebata, modificando as estruturas do mundo e das próprias criaturas.

Jamais se permitiu ceder aos caprichos dos adversários da verdade, divulgando-a e vivendo-a nas situações mais ásperas e agressivas.

Com a sua visão superior, conhecia a fragilidade daqueles que se candidatavam ao ministério de sua palavra, tolerando-lhes a fraqueza moral, mas não anuindo com ela, de modo que anunciou O Consolador, que Ele rogaria ao Pai enviar, a fim de que o rebanho não ficasse esparramado, sem diretrizes de segurança, nos momentos difíceis do futuro que se apresentariam para a conquista da real felicidade...E cumpriu a promessa, por ocasião do advento do Espiritismo.

O amor realmente deverá ser um dia a mais bela conduta, a mais significativa, a psicoterapêutica preventiva e curadora, tornando-se uma forma de religiosidade que fascinará a todas as criaturas.

Ao Espiritismo compete, portanto, o dever, através dos espíritas sinceros, de propagar os seus postulados, de divulgar imorreduras lições do Evangelho, de demonstrar a excelência de seus paradigmas, o alto significado de se que fazem instrumento as comunicações espirituais, a magnitude da reencarnação, a convivência com o bem e a sintonia com o inefável amor de nosso Pai.

A religião cósmica do amor, desse modo, no Espiritismo encontra o solo abençoado e fértil para apresentar-se e enflorecer-se, produzindo os frutos da felicidade que todos aspiram, sem nenhuma desconsideração pelas demais que se fundamentem no mandamento maior, vivendo a tolerância e a caridade indiscriminada.
 

pelo Espírito Joanna de Ângelis - Do livro: Entrega-te a Deus, Médium: Divaldo Franco.

A piedade



"17 – A piedade é a virtude que mais vos aproxima dos anjos. É a irmã de caridade que vos conduz para Deus. Ah!, deixai vosso coração enternecer-se, diante das misérias e dos sofrimentos de vossos semelhantes. Vossas lágrimas são um bálsamo que derramais nas suas feridas. E quando, tocados por uma doce simpatia, conseguis restituir-lhes a esperança e a resignação, que ventura experimentais! É verdade que essa ventura tem um certo amargor, porque surge ao lado da desgraça; mas se não apresenta o forte sabor dos gozos mundanos, também não traz as pungentes decepções do vazio deixado por estes; pelo contrário, tem uma penetrante suavidade, que encanta a alma.

A piedade, quando profundamente sentida, é amor: o amor é devotamento é o olvido de si mesmo; e esse olvido, essa abnegação pelos infelizes, é a virtude por excelência, aquela mesma que o divino Messias praticou em toda a sua vida, e ensinou na sua doutrina tão santa e sublime. Quando essa doutrina for devolvida à sua pureza primitiva, quando for admitida por todos os povos, ela tornará a Terra feliz, fazendo reinar na sua face à concórdia, a paz e o amor.

O sentimento mais apropriado a vos fazer progredir, domando vosso egoísmo e vosso orgulho, aquele que dispõe vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor do próximo, é a piedade, essa piedade que vos comove até as fibras mais íntimas, diante do sofrimento de vossos irmãos, que vos leva a estender-lhes a mão caridosa e vos arranca lágrimas de simpatia. Jamais sufoqueis, portanto, em vossos corações, essa emoção celeste, nem façais como esses endurecidos egoístas que fogem dos aflitos, para que a visão de suas misérias não lhes perturbe por um instante a feliz existência. Temei ficar indiferente, quando puderdes ser úteis! A tranqüilidade conseguida ao preço de uma indiferença culposa é a tranqüilidade do Mar Morto, que oculta na profundeza de suas águas a lama fétida e a corrupção.

Quanto a piedade está longe, entretanto, de produzir a perturbação e o aborrecimento de que se arreceia o egoísta! Não há dúvida que a alma experimenta, ao contato da desgraça alheia, confrangendo-se, um estremecimento natural e profundo, que faz vibrar todo o vosso ser e vos afeta penosamente. Mas compensação é grande, quando conseguis devolver a coragem e a esperança a um irmão infeliz, que se comove ao aperto da mão amiga, e cujo olhar, ao mesmo tempo umedecido de emoção e recolhimento, se volta com doçura para vós, antes de se elevar ao céu, agradecendo por lhe haver enviado um consolador, um amparo. A piedade é a melancólica, mas celeste precursora da caridade, esta primeira entre as virtudes, de que ela é irmã, e cujos benefícios prepara e enobrece.
MICHEL, Bordeaux, 1862."

(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo 13, item 17)

A piedade é a sublime irmã da caridade. É ela que nos toca o âmago e nos impulsiona a agir para o bem do próximo.

MOTIVOS PARA DESCULPAR

MOTIVOS PARA DESCULPAR

“Eu vos digo, porém, amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, faze bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.” Jesus – Mateus, 5:44


Em muitas ocasiões, quem imaginas te haja ferido, não tem disso a mínima idéia, de vez que terá agido sob a ação compulsiva de obsessão ou enfermidade.

Se recebeste comprovadamente uma ofensa de alguém, esse alguém terá dilapidado a tranqüilidade própria, passando a carregar arrependimento e remorso, em posição de sofrimento que desconheces.

Perante os ofensores, dispõe da oportunidade de revelar compreensão e proveito, em matéria de aperfeiçoamento espiritual.

Aquele, a quem desculpas hoje uma falta cometida contra ti, será talvez, amanhã, o teu melhor defensor, se caíres em falta contra os outros.

Diante da desilusão recolhida do comportamento de alguém, coloca-te no lugar desse alguém, observando se conseguirias agir de outra forma, nas mesmas circunstâncias.

Capacitemo-nos de que condenar o companheiro que erra é agravar a infelicidade de quem já se vê suficientemente infeliz.

Revide de qualquer procedência, mesmo quando se enquiste unicamente na mágoa, não resolve problema algum.

Quem fere o próximo efetivamente não sabe o que faz, porquanto ignora as responsabilidades que assume na lei de causa e efeito.

Ressentimento não adianta de vez que todos somos espíritos eternos destinados a confraternizar-nos todos, algum dia, à frente da Bondade de Deus.

Desculpar ofensas e esquecê-las é livrar-se de perturbação e doença, permanecendo acima de qualquer sombra que se nos enderece na vida, razão por que, em nosso próprio benefício, advertiu-nos Jesus de que se deve perdoar qualquer falta não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.
 

pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Mais Perto, Médium: Francisco Cândido Xavier