terça-feira, 31 de julho de 2012

PROGRAMA DE PAZ

PROGRAMA DE PAZ
Cumprir o próprio dever. Ninguém tranqüiliza ninguém, sem trazer a consciência tranqüila.
Usar boas palavras e bons modos. Qualquer viajante da estrada sabe afastar-se do pé de laranja azeda.
Desconhecer ofensas. A vida não constrange criatura alguma a passar recibo numa serpente para atormentar-se com ela.
Auxiliar indistintamente. Se a fonte escolhesse os elementos a que prestar benefício, decerto que a Terra seria, francamente, um planeta inabitável.
Não censurar. A crítica nos traça a obrigação de fazer melhor do que aqueles que nós reprovamos.
Abençoar sempre. Qualquer trato de solo agradece o adubo que se lhe dê.
Jamais vingar-se. Pessoa alguma consegue ajudar a um doente, fazendo-se mais doente ainda.
Amar os inimigos. A obra-prima de escultura nasce no sonho do artista que a concebe, mas não dispensa o concurso do buril que lhe dá forma.
Não se lastimar por fracasso do caminho. O Sol, em cada hemisfério do mundo, começa a trabalhar de novo diariamente.
Saber cooperar, a fim de receber cooperação. O próprio Cristo não consegue sozinho realizar a obra de redenção da Humanidade e, em iniciando o seu apostolado na Terra, procurou doze companheiros que lhe serviram de base à divina missão.
Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Prece de Limiar

Prece de Limiar
Senhor Jesus!
Laureada pelos avanços da inteligência, a Terra se engalana nos cimos da evolução... A
Ciência investiga a alcança as entranhas do mundo físico e os escaninhos do mundo
mental.
Estudos, pesquisas, experiências e descobertas desnudam a vida planetária e propõem
soluções justas aos problemas da forma; entretanto, Senhor, na retaguarda dessa legião
de brilhantes valores do cérebro arrasta-se o comboio das necessidades espirituais.
Do campo de trabalho em que se agitam os militantes menores da renovação falamos nós
também, invocando-te a bênção, porque necessitamos da máquina e do cálculo que nos
descansem os braços, mas precisamos igualmente, e mais ainda, do equilíbrio e da paz
que nos asserenem os corações.
Em tudo te reconhecemos a mão bendita, orientando-nos para o bem.
Sob a tua proteção conseguimos vasculhar ingredientes da Lua, no entanto te rogamos
auxílio a fim de aprendermos contigo a atingir o coração de nossos vizinhos; com a tua
bondade, que nos deseja a isenção do sofrimento, temos o socorro da anestesia para
atravessar a esfogueada parte da enfermidade, mas te suplicamos apoio a fim de que
saibamos perdoar e esquecer todo mal, liberando-nos da dolorosa penalogia da culpa;
com a tua supervisão encontramos recursos para transmitir a voz e a imagem a longas
distâncias, todavia te imploramos força para criar o pensamento e a palavra edificantes
que nos assegurem a felicidade e a paz, uns com os outros; com a tua direção
dominamos largas faixas de energias da Natureza, no entanto te solicitamos amparo a fim
de que não venhamos a utilizá-las em louvor do ódio e do egoísmo, e sim para a maior
extensão do teu reino de harmonia e de amor entre as criaturas. Senhor, deixa-nos
escutar-te ainda o verbo que vara a muralha dos séculos e ensina-nos a discernir o bem
do mal, para que o mal não nos arrase os tesouros da vida e do tempo. Tão-somente
contigo encontraremos a estrada de nossa própria libertação, nos cipoais fulgurantes da
frase trajada em louros de superfície com que se pretende hoje, em muitos setores da
Terra, afundar-nos o coração nas trevas do materialismo destruidor.
É por isso que oramos, no limiar deste livro(*), rogando-te inspiração e luz para o
necessário entendimento de teus ensinos, e assim procedemos, Senhor Jesus, porque
todos nós, os filhos da Terra, precisamos de ti.
Emmanuel

NO ROTEIRO DA FÉ


NO ROTEIRO DA FÉ

"Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me."
Jesus
O aviso do Senhor é insofismável.
"Siga-me" - diz o Mestre.
Entretanto, há muita gente a lamentar-se de fracassos e desilusões, em matéria de fé, nas escolas do Cristianismo, por não Lhe acatarem o conselho.
Buscam Jesus, fazendo a idolatria em derredor de seus intermediários humanos e, como toda criatura terrestre, os intermediários humanos do Evangelho não podem substituir o Cristo, junto à sede das almas.
Aqui, é o padre católico, caridoso e sincero, contudo, incapaz de oferecer a santidade perfeita.
Ali, é o pastor da Igreja Reformada, atento e nobre, mas inabilitado à demonstração de todas as virtudes.
Acolá, é o médium espírita, abnegado e diligente, todavia distante da própria sublimação.
Mais além, surgem doutrinadores e comentaristas, companheiros e parentes, afeiçoados ao estudo e excelentes amigos, mas ainda longe da integração com o Benfeitor Eterno.
E quase sempre aqueles que o acompanham, na suposição de buscarem o Cristo, ante os mínimos erros a que se arrojam, por força da invigilância ou inexperiência, retiram-se, apressados, do serviço espiritual, alegando desapontamento e amargura.
O convite do Senhor, no entanto, não deixa margem à dúvida.
Não desconhecia Jesus que todos nós, os Espíritos encarnados ou desencarnados que suspiramos pela comunhão com Ele, somos portadores de cicatrizes e aflições, dívidas e defeitos, muitas vezes escabrosos. Daí o recomendar-nos: - "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me".
Se te dispõe, desse modo, a encontrar o Senhor para a edificação da tua felicidade, renuncia com desassombro às bagatelas da estrada, suporta corajosamente as conseqüências dos teus atos de ontem e de hoje e procura Jesus por Divino Modelo.
Não olvides que há muita diferença entre seguir o Cristo e seguir os cristãos.
(De “ Palavras de Vida Eterna “, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

A CAMINHO DO ALTO

A CAMINHO DO ALTO
(Porque eu sou o menor dos apóstolos...
– Paulo. (I Corintios,15:9).
Decididamente, muitos defeitos nos caracterizam ainda o progresso moral deficitário.Não
nos será lícito, porém, esquecer algumas das bênçãos que já conseguimos amealhar com
o amparo do Mestre Divino.
* * *
Não temos a santidade; no entanto, já nos matriculamos na escola do bem, aprendendo a
evitar as arremetidas do mal.
* * *
Não dispomos de sabedoria, mas já percebemos a importância do estudo, diligenciando
entesourar-lhe os valores imperecíveis.
* * *
Não possuímos a inexpugnabilidade moral; todavia, já sabemos orar,organizando a
própria resistência contra o assédio das tentações.
* * *
Não nos galardoamos ainda com o total desprendimento de nós mesmos, notadamente
no capítulo do perdão incondicional; contudo, já aceitamos a necessidade de abandonar a
concha do egoísmo,exercitando-nos em diminutivos gestos de entendimento e
fraternidade para alcançar a vivência da grande abnegação.
* * *
Não atingimos o sentimento imaculado; entretanto, pelo esforço na disciplina de nossas
inclinações e desejos,já nos adestramos,a pouco e pouco e pouco,para aquisição do
amor puro.
* * *
Não entremostramos, de leve, o heroísmo da fé absoluta, mas já assimilamos grau
relativo de confiança na Divina Providência, buscando agradecer-lhe a paz dos dias
serenos, tanto quanto invocando-lhe a proteção para a travessia das horas difíceis.
* * *
Sem dúvida, estamos muito longe, infinitamente muito longe da perfeição...Cabe, porém,
a nós, aprendizes do Evangelho, a obrigação de confrontar-nos hoje com o que éramos
ontem e, a nosso ver, feito isso, cada um de nós pode, sem pretensão para frasear as
palavras do apóstolo Paulo,nos versículos 9 e 10,do capítulo 15,de sua Primeira Epístola
aos Coríntios: - “ Dos servidores do Senhor, sei que sou o menor e o mais endividado
perante a Lei,mas com a graça de Deus sou o que sou”...

QUANTO MAIS

QUANTO MAIS
Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.
*
Quanto mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.
*
Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparados sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.
*
Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.
*
Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos encontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranquilidade em vossos passos.
*
Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.
Bezerra de Menezes
(De “Caridade”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)

PARTIDA E CHEGADA

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"Vim de longe! Andava meio perdido, sem saber pra onde ir. Procurava minha família e não achava. Procurava meus amigos e também não encontrava. Às vezes encontrava pessoas que já tinham morrido. Achava estranho e achava que era sonho.
Até que um garoto me disse que deveria procurar ajuda.
Perguntei se ele conhecia alguém que pudesse ajudar e ele disse que qualquer pessoa poderia me dizer o porque desta situação. Deveria apenas ter fé, orar, chamar a Deus e a ajuda viria. Foi o que eu fiz.
Eis que apareceu uma senhora que com toda suavidade e bondade, me explicou que tinha acontecido.
Fiquei indignado! Morri!
Ela me disse que não. Que eu tinha nascido para a vida espiritual. Entendi e aceitei bem tudo o que me foi dito, mas queria muito um contato com meus pais. Sentia falta deles e parecia que só depois de uma despedida formal eu conseguiria viver minha nova vida.
Então, a mentora me pediu que fechasse os olhos e deixasse o coração me orientar, pois descobriria uma forma para esta despedida. Fiz o que ela mandou e, muito longe daqui, vi um ponto de luz. Um ponto que brilhava muito. Como se uma estrela de destacasse entre todas as outras na escuridão do céu.
Então, desejei ir até ela e encontrei esta casa. Tudo aqui é tranquilo e a sensação é boa e de paz. Percebi logo que aqui é o lugar para mandar uma mensagem aos meus pais: ‘Seo’ Sinésio e Dona Alaíde. Pessoas maravilhosas e pais melhores não poderiam ser.
Só queria dizer que estou bem e, agora, feliz. Que vivo como se fosse aí e que tudo é ainda muito novo pra mim. As pessoas são amigas e caridosas. Tenho todo o apoio e as instruções para ter uma vida feliz aqui.
Não se preocupem comigo, afinal, não morri. Estou bem vivo e curioso por tudo o que ainda não conheço.
Tudo é lindo e colorido. Não é frio, nem faz calor. Uma temperatura agradável e que acolhe.
Meus pais queridos! Sinto saudades de vocês e, ao mesmo tempo, sinto que devo me desculpar por ter sido negligente com minha própria vida. Coisas de moleque! E paguei caro por isto. Tudo acabou e, também, tudo começou. Ainda me sinto confuso às vezes e sei que ainda tem muito pra saber sobre o que aconteceu.
Sei que estou aqui já há mais de dois anos, talvez mais, mas não posso precisar o tempo. Aqui o tempo parece não existir.
Só quero dizer que amo vocês e peço perdão por qualquer besteira que posso ter feito para estar aqui. Sinto saudades e espero qualquer dia desses poder fazer uma visita.
Um grande beijo e espero, do fundo do coração, que vocês estejam bem e que um dia possamos nos reencontrar. Voltarei se me for permitido. Fiquem com Deus”.

REPARAÇÃO


REPARAÇÃO
Na Terra, muitas vezes, aguardamos a passagem da desencarnação para o ingresso ao paraíso, esquecendo na vizinhança a oportunidade de construir o Céu pela implantação da verdadeira fraternidade.
*
Em muitas ocasiões, suspiramos pela presença dos anjos recusando os mais ínfimos exercícios de compaixão e bondade, a benefício de outrem.
*
Habitualmente, rogamos o amparo divino, sem ceder um milímetro de nosso conforto humano e, quase sempre, reclamamos a bênção dos instrutores espirituais cerrando a porta de nossas almas aos que nos suplicam entendimento e perdão.
*
É imprescindível, porém, recordar que ninguém precisa morrer na carne para ressurgir na atitude.
*
O sol renascente, cada manhã, ensina-nos, em silêncio, que a vida começa todos os dias e que em todos os dias é possível refazer o destino pela reparação voluntária de nossos próprios erros.
*
Aprendamos a fazer luz no íntimo de nós mesmos, através do estudo nobre e a corrigir nossos males pelo serviço do bem constante.
*
Saibamos edificar, segundo o amor claro e simples, e perceberemos, em cada instante, o nosso ensejo de cooperar em favor dos outros.
*
Dispõe a semelhante mister e não encontrarás no campo em que jornadeias senão companheiros de esperança e de luta, mendigando-te o coração.
Enxameiam aqui e ali, aflitos e desditosos, ainda mesmo quando se te afigurem dominados de orgulho ou envilecidos na vaidade.
Não lhe agraves a dor estendendo as sombras que lhes obscurecem as horas.
*
Foge à reprovação que aniquila, evita o sarcasmo que envenena, esquece a exigência que desfigura e abstém-te da acusação que vergasta...
*
Lembra-te de que a todos nós cabe o dever do auxílio para que sejamos auxiliados.
*
E, reparando, incessantemente, o mal que outrem provoque, estarás restaurando o próprio caminho que, limpo e renovado, deixará passar, em teu socorro, a luz do bem eterno, de que ninguém prescinde na ascensão para Deus.
(De Confia e segue, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

JULGAMENTO ALHEIO


JULGAMENTO ALHEIO
Famosos são os julgamentos da História. O de Nuremberg, que o Mundo todo acompanhou, opinando pela punição dos que barbaramente, durante a Segunda Guerra Mundial, haviam torturado e matado seres humanos.
O de Jesus, em que se verifica a injustiça gritando alto e superando o bom senso da justiça e da verdade.
Julgamentos de pessoas famosas que cometeram atos criminosos ou desabonadores.
Julgamentos de criminosos que, de alguma forma, envolveram pessoas famosas, como o caso do raptor do filho de Lindenberg.
Em tais processos, sempre a opinião pública se inflama e de alguma forma, influencia os próprios jurados, de maneira a que esses condenem ou absolvam.
Desde as primeiras idades, quando a chama tênue do pensamento de justiça acendeu no homem, ele começou a julgar os seus irmãos.
Muitas vezes, o sentimento de justiça ficou empanado pelas paixões e interesses mesquinhos, levando o homem a cometer erros, punindo seu semelhante com o cerceamento da liberdade, o confisco de bens e a morte.
Nos dias atuais, prosseguimos a julgar o semelhante com todo rigor, sem estabelecer critérios e princípios básicos.
Afoitos, opinamos e damos a nossa sentença tão logo a imprensa torne pública a conduta desta ou daquela criatura, embora desconhecendo detalhes e razões.
E não tememos aumentar um pouco a intensidade da falta cometida, mesmo para justificar a impiedade com que julgamos e a sentença que proferimos.
Por vezes, a inveja por não ter conseguido alcançar a posição social, o cargo ou a função do julgado, nos incita ainda mais ao julgamento arbitrário.
E, mesmo assim, prosseguimos a nos afirmar cristãos. Seguidores de Jesus que ensinou:
"Não julgueis para não serdes julgados, porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros."
Há necessidade de cultivarmos a indulgência e a empatia. A indulgência para olharmos os que erram com olhos de quem sabe que o equivocado é sempre um Espírito enfermo.
Não necessita do nosso frio julgamento, mas do nosso auxílio para superar sua problemática.
A empatia, a fim de nos situarmos no lugar daquele que julgamos e nos indagarmos se fôssemos nós os julgados, como nos sentiríamos?
Fosse nosso filho o julgado, como estaria o nosso coração?
A questão do julgamento nos parece fácil, porque os que são trazidos à barra pública do Tribunal não passam de números. Sequer nos recordamos que são seres humanos.
Mas são Espíritos imortais, exatamente como nós, e merecem receber justiça, não impiedade ou a carga das nossas frustrações.
Você sabia?
Você sabia que a autoridade para censurar está na razão direta da moralidade daquele que censura?
Que, aos olhos de Deus, a única autoridade legítima é a que se apoia no exemplo do bem?
E que a base da Justiça Divina se assenta na misericórdia de nosso Pai Criador?
É por esse motivo que Ele nos concede a reencarnação como bendita oportunidade de reparação de nossas faltas, ao tempo que nos faculta crescer e produzir no bem.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Estaria o Espiritismo ultrapassado?... Ou muito na frente?

Estaria o Espiritismo ultrapassado?... Ou
muito na frente?



Nos últimos anos, o número de espíritas cresceu a uma taxa pouco acima da do crescimento da população brasileira, conforme apontam pesquisas recentes do IBGE [1,2]. Essa notícia, sem dúvida, demonstra o bom andamento das atividades de divulgação do Espiritismo, e estimula a continuidade e aprimoramento das mesmas.

Certamente, os avanços da tecnologia de armazenamento e divulgação de informação contribuíram para esse crescimento, o que nos mostra a responsabilidade que temos em nos instruirmos conforme orientação do Espírito de Verdade (item V do Cap. VI de O Evangelho segundo o Espiritismo [3]).

Entretanto, o mesmo progresso que facilita o acesso às obras e aos estudos espíritas também tem permitido o acesso a informações e estudos de teor moral e intelectual questionáveis e inseguros. No caso do movimento espírita, a facilidade de divulgar ideias e doutrinas espiritualistas próprias, e a de acessá-las, têm levado algumas pessoas a questionar o Espiritismo, propondo ao movimento espírita a adoção de práticas espiritualistas diferentes e alternativas em nome da modernidade. Em alguns casos, o próprio conhecimento científico tem sido invocado como razão suficiente para propor desde inovações na prática mediúnica até alterações na própria Doutrina Espírita, sob alegações de que seus conceitos estariam ultrapassados.

Alguns dizem que por causa do comentário de Kardec  (item 55 de A Gênese [4]) de que “Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará”, tais novidades deveriam ser aceitas sem questionamento pois que afinal são “verdades novas que se revelam”. Porém, o que está de fato acontecendo é que muitos companheiros espíritas, seduzidos por um discurso de atualidade de doutrinas e práticas alternativas e, principalmente, por não terem conhecimento profundo de teorias modernas da Ciência para avaliar essas mesmas doutrinas, estão cedendo ao apelo de se questionar a validade do Espiritismo na descrição da realidade espiritual. 

O receio que decorre da ignorância sobre o que é Ciência

Como analisado por nós anteriormente [5], “o receio de a Ciência encontrar erros no Espiritismo se reflete na preocupação exagerada em vê-lo confirmado por ela ou relacionado às novidades científicas como, por exemplo, na ênfase dada a teorias e práticas espiritualistas baseadas na Física Quântica”. Esse receio, que decorre da ignorância sobre o que é Ciência e como ela se desenvolve, abriu uma brecha no movimento espírita: a possibilidade de se introduzir novas práticas usando termos e conceitos desconhecidos dos espíritas. Como consequência, erros graves podem ocorrer como no exemplo da proposta de atualização da resposta dada pelos Espíritos à questão número 34 de O Livro dos Espíritos [6] que, segundo alguns, estaria errada do ponto de vista da Física e da Química. Porém, o erro desta crítica estava na falta de conhecimento da Física que permite justamente demonstrar que a resposta dos Espíritos à questão 34 do L.E. está completamente correta  (ver artigo da ref. [7]). (*)

Se “Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade” (Kardec, item 7 do Cap. XIX de O Evangelho segundo o Espiritismo [3]), como encarar críticas ao Espiritismo e propostas espiritualistas que usam conceitos da Ciência se poucos têm condições de avaliá-los? Como encarar a razão dos que dizem que o Espiritismo está ultrapassado? Essas são questões importantes e é oportuno observar que tanto no passado, quanto no presente, a espiritualidade tem demonstrado preocupação com alterações ou inovações indevidas no Espiritismo:

“A Doutrina Espírita possui os seus aspectos essenciais em configuração tríplice. Que ninguém seja cerceado em seus anseios de construção e produção. Quem se afeiçoe à ciência que a cultive em sua dignidade, quem se devote à filosofia que lhe engrandeça os postulados e quem se consagre à religião que lhe divinize as aspirações, mas que a base kardequiana permaneça em tudo e todos, para que não venhamos a perder o equilíbrio sobre os alicerces em que se nos levanta a organização.” (“Unificação”, mensagem de Bezerra de Menezes recebida por D. P. Franco em 20-04-1963 [8]. Grifos em negrito nossos).

Pode o Espiritismo ser considerado uma revelação?

“A programação que estabelecestes para este quinquênio é bem significativa, porque verteu do Alto, onde se encontrava elaborada, e vós vestistes-a com as considerações hábeis e aplicáveis a esta atualidade. Este é o grande momento, filhos da alma. Não tergiverseis, deixando-vos seduzir pelo canto das sereias da ilusão. Fidelidade à doutrina é o que se nos impõe, celebrando os cento e cinquenta anos da obra básica da Codificação Espírita. Não permitais que adições esdrúxulas sejam colocadas em forma de apêndices que desviem os menos esclarecidos dos objetivos essenciais da doutrina. (...) Sede fiéis, permanecendo profundamente vinculados ao espírito do Espiritismo como o recebestes dos imortais através do preclaro Codificador.” (“O Meio-Dia da Nova Era”, mensagem de Bezerra de Menezes recebida por D. P. Franco em 12-04-2007 [9]. Grifos em negrito nossos). 

“Esses tempos atuais chamam-nos à fidelidade aos projetos do Espírito de Verdade, para que estejamos atentos a fim de que não abandonemos o trabalho genuinamente espiritista, passando a ocupar valioso tempo com palavrórios e disputas, situações e questões que, declaradamente, nada tenham a ver com a nossa Causa, por não serem da alçada do Espiritismo.” (“Definição e trabalho em tempos difíceis”, mensagem de Camilo recebida por Raul Teixeira em 11-11-2005 [10]. Grifos em negrito nossos).

Conforta-nos saber que Kardec não se esqueceu de analisar a importante questão da validade da Doutrina Espírita. No item 1 do Cap. 1 de A Gênese [4], Kardec lista questões fundamentais para o fortalecimento da fé espírita: “Pode o Espiritismo ser considerado uma revelação?”, “Neste caso, qual o seu caráter?”, “Em que se funda sua autenticidade?”, “A quem e de que maneira foi ela feita?”, e outras. Essas questões demonstram o cuidado de Kardec em munir o espírita de razões sólidas para assegurar a integridade do Espiritismo e orientar a condução do seu aspecto progressivo. Se não soubermos qual o caráter do Espiritismo, seus valores, suas bases, e os critérios utilizados na codificação, dificilmente saberemos nos posicionar perante as novidades que se apresentam na atualidade.


RESPONSABILIDADE AFETIVA – Do Livro Ação e Reação

Talvez tivéssemos um pouco mais de visão espiritual da seriedade que é um relacionamento amoroso/afetivo, adotaríamos mais cuidados e permaneceríamos mais atentos à seriedade do que é, escrevo isso para àqueles a quem a Luz já o despertou, conforme a frase no texto: “quanto mais luz se lhe faça no entendimento mais agudo lhe será o pesar de haver cometido a falta”.
Nessa magnífica obra de André Luiz/Chico Xavier, nos envolvemos com várias narrativas de vidas, e, na maioria das vezes os maiores problemas são os mesmos; mágoa, ódio e vingança no círculo familiar. E não é de fugir a isto, vede nos trabalhos de desobsessão as faltas de nossos irmãos nos relacionamentos.
É preciso entender também que cada caso é um caso, nesse livro há também uma narração em que o benfeitor orienta que é melhor a separação do casal, mesmo que viva em renúncia e dificuldade a mulher do que uma tragédia maior das do tipo; homicídio e suicídio. Sabendo talvez que futuramente venham novamente a resgatar as dívidas do passado.
Como também ha uma importante explanação de André Luiz que, quem receber o mal, perdoando e “subindo” às Esferas Mais Altas, onde reina o Amor, o autor (ora) do crime mesmo assim não fica impune, passando a resgatar aquele débito com outro (a).
Amigos e Irmãos: “A cada um segundo as suas obras...” disse o Mestre.
Vamos ao texto:
“Impressionado, meu companheiro persistiu:
- Imaginemos que um homem tenha conduzido uma jovem à comunhão sexual com ele, à caça de mero prazer dos sentidos, prometendo-lhe matrimônio digno, para abandoná-la vilmente ao próprio desencanto, depois de saciado em seus desejos... A pobre criatura, desenganada, sem recursos para refugiar-se no trabalho respeitável, entrega-se ao meretrício. O homem é responsável pelos desatinos que a infelicitada companheira venha a praticar, compreendendo-se que ele não terá marchado sozinho para semelhante aventura?
- É preciso reconhecer que todos responderemos pelos atos que efetuamos - explicou o interlocutor contudo, no caso em foco, se o homem não é responsável pelos delitos em que venha a falir a mulher desventurada, é ele, inegavelmente, o autor da desdita em que ela se encontra. E, em desencarnando com o remorso da traição praticada, quanto mais luz se lhe faça no entendimento mais agudo lhe será o pesar de haver cometido a falta.
Trabalhará, naturalmente, para levantá-la do abismo a que ela se arrojou por segui-lo, confiante, e reconduzi-la-á à reencarnação, em cujos liames se demorará, aceitando-a por esposa ou filha, de modo a entregar-lhe o puro amor prometido, sofrendo para regenerar-lhe a mente em desequilíbrio e resgatando a sua consciência entenebrecida pela culpa.
- Da mesma forma - aduziu Hilário -, notamos na sociedade terrestre homens arruinados por mulheres desleais que os precipitaram na criminalidade e no vício... - O processo da reparação é absolutamente o mesmo. A mulher que lançou o companheiro nas sombras do mal, em despertando à luz do bem, não descansará, enquanto não o reerguer para a dignidade moral, diante das Leis de Deus. Quantas mães vemos no mundo, engrandecidas pela dificuldade e pela renúncia, morrendo cada dia, entre a aflição e o sacrifício, para cuidar de filhos monstruosos que lhes torturam a alma e a carne? Em muitos desses quadros terríveis e emocionantes, oculta-se, divino, o labor da regeneração que só o tempo e a dor conseguem realizar.
- Tudo isso, meu amigo - tornou Hilário com manifesta amargura -, nos obriga a reconhecer que, nas falhas do campo genésico, temos a considerar, acima de tudo, a crueldade mental que praticamos em nome do amor...
- Isso mesmo - aprovou o Assistente. - Na perseguição ao prazer dos sentidos, costumamos armar as piores ciladas aos corações incautos que nos ouvem... Contudo, fugindo à palavra empenhada ou faltando aos compromissos e votos que assumimos, não nos precatamos quanto à lei de correspondência, que nos devolve, inteiro, o mal que praticamos e em cuja intimidade as bênçãos do conhecimento superior nos agravam as agonias, de vez que, no esplendor da luz espiritual, não nos perdoamos pelas nódoas e chagas que trazemos na alma. Isso, para não falar dos crimes passionais, perpetrados na sociedade humana, todos os dias, pelos abusos das faculdades sexuais, destinadas a criar a família, a educação, a beneficência, a arte e a beleza entre os homens. Esses abusos são responsáveis não apenas por largos tormentos nas regiões infernais, mas também por muitas moléstias e monstruosidades que ensombram a vida terrestre, porquanto os delinqüentes do sexo, que operaram o homicídio, o infanticídio, a loucura, o suicídio, a falência e o esmagamento dos outros, voltam à carne, sob o impacto das vibrações desequilibrantes que puseram em ação contra si próprios, e são, muitas vezes, as vítimas da mutilação congênita, da alienação mental, da paralisia, da senilidade precoce, da obsessão enquistada, do câncer infantil, das enfermidades nervosas de variada espécie, dos processos patogênicos inabordáveis e de todo um cortejo de males, decorrentes do trauma perispirítico que, provocando desajustes nos tecidos sutis da alma, exige longos e complicados serviços de reparação a se exteriorizarem com o nome de inquietação, angústia, doença, provação, desventura, idiotia, sofrimento e miséria. Aliás, muito antes da pompa terminológica das escolas psicanalíticas modernas, que se permitem arrojadas conjeturas em torno das flagelações mentais, há quase vinte séculos ensinou-nos Jesus que "todo aquele que comete o mal é escravo do mal" (9) e podemos acrescentar que, para sanar o mal, a que houvermos escravizado o coração, é imprescindível sofrer a purgação que o extirpa.”
(9) Evangelho de João, 8:34. - (Nota do Autor espiritual.)
Do capítulo 15 “Anotações Oportunas” do Livro Ação e Reação, André Luiz através da venerável psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Que esta mensagem chegue com nossas melhores vibrações de Paz e Saúde!
Obrigado pela companhia!

HORA A HORA, DIA A DIA

HORA A HORA, DIA A DIA
Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro Mãos Marcadas. Lição nº 35. Página 131.
Se desejas pautar o próprio caminho nas diretrizes de Jesus, chamado que te encontras ao serviço do Evangelho, não te esqueças da hora bem vivida para que o teu dia de trabalhador seja realmente uma benção.
Quando te levantas, cada manhã, vigia os pensamentos com que inicias a tarefa diária, meditando na confiança com que o Cristo te espera a cooperação junto àqueles que te rodeiam.
Quando começares o desempenho de tuas obrigações, centraliza a força mental no dever a cumprir.
Se a tua missão permanece circunscrita ao santuário familiar, faze de tua habitação um pequeno paraíso de amor e alegria, ainda mesmo ao preço de tua dor e de tua renúncia, em favor de quantos te participam a experiência.
Se o teu esforço deve desdobrar-se à distância do lar, recorda o respeito que devemos a todas as criaturas e não gastes a energia de teu verbo senão para consolar e instruir, ajudar e sublimar.
Em casa ou na via pública, decerto, muitas vezes, receberás a visitação da maledicência a requisitar-te o pensamento e a palavra, à discórdia e à calúnia, à leviandade e à insensatez...
Agora é um amigo despreocupado que estima a cultura do pessimismo e da crítica, induzindo-te o coração à perda de minutos preciosos da vida reprovando a conduta de autoridades distantes...
Mais tarde, serás convocado pela observação de parentes consanguíneos, acerca de futilidades mil, que quase sempre envolvem a alheia reputação...
Não maltrates, nem firas quem te ofereça semelhantes espinhos da roseira do mundo, mas sem afetação e sem alarde, procura encaminhar o conversador para algum tema edificante ou para algum serviço suave em que o concurso dele possa ser valiosamente aproveitado...
Sobretudo, não te enganes com o apelo anestesiante do repouso desnecessário.
Dificilmente encontramos a diferença entre a ociosidade e a fadiga.
Se pretendes conquistar o título de escolhido no campo da Boa Nova, vale-te do chamado de Jesus e movimenta-te no bem com fervor infatigável.
Observa os teus dias se desejas uma existência rica de graças e, convertendo as tuas horas em cânticos de serviços, encontrarás enfim a comunhão sublime com Aquele que nos ama, desde o princípio dos séculos, e que por amor a nós todos, jamais abandonou o trabalho incessante, de modo a socorrer-nos e a sustentar-nos até o fim.

Aquele que dorme e desperta, ,,,,,,,,,,,


Aquele que dorme e desperta, desperta e vê-se homem.
Aquele que é vivo e morre, desperta e vê-se Espírito.
Victor Hugo
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"A vida surpeende-nos a todos através do veículo da morte, que nos convida a outra dimensão de pensamento e vida, quando a consciência, livre dos impositivos cerebrais, desperta in totum para a compreensão do ser que somos. Felizes, portanto, aqueles que, diante da verdade, não procuram mecanismo escapistas nem formulações paliativas, mediante os quais fogem do enfrentamento com o dever, procurando a reabilitação que se faz indispensável. Ninguém, todavia, foge de si mesmo. Não é necessário prestar-se a satisfação aos outros, a respeito dos atos, nobres ou horrendos, porque o problema é interno, pessoal, intransferível. E graças a essa conduta dúplice - a interior, que é legítima, e a externa, que se apresenta como convencional, a da aparência - que incontáeis indivíduos derrapam nos transtornos neuróticos da depressão e de mais graves injunções psicóticas, exatamente por desejarem impedir o reflexo dos atos monstruosos que lhes constituem o caráter real.
Indiscutivelmente são bem aventurados aqueles que se encontram no eito das aflições transitórias, porque se lapidam para futuras experiências, resgatam as promissórias em débito, preparando-se para as inefáveis alegrias existencias e espirituais".
Victor Hugo (espírito) / psicografia de Divaldo Franco. Livro: Os Diamantes Fatídicos
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"O conhecimento do Espiritismo na infância como na juventude constitui uma dádiva de invulgar significado pelos benefícios que propicia, preservando as lembranças das lições trazidas do Mundo Espiritual, bem como ampliando as áreas do discernimento, para que não tropecem com facilidade nos obstáculos que se antepõem ao processo de crescimento interior".
Manoel Philomeno de Miranda (espírito) / psciografia de Divaldo Franco. Livro: Entre os Dois Mundos
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"A vida surpeende-nos a todos através do veículo da morte, que nos convida a outra dimensão de pensamento e vida, quando a consciência, livre dos impositivos cerebrais, desperta in totum para a compreensão do ser que somos. Felizes, portanto, aqueles que, diante da verdade, não procuram mecanismo escapistas nem formulações paliativas, mediante os quais fogem do enfrentamento com o dever, procurando a reabilitação que se faz indispensável. Ninguém, todavia, foge de si mesmo. Não é necessário prestar-se a satisfação aos outros, a respeito dos atos, nobres ou horrendos, porque o problema é interno, pessoal, intransferível. E graças a essa conduta dúplice - a interior, que é legítima, e a externa, que se apresenta como convencional, a da aparência - que incontáeis indivíduos derrapam nos transtornos neuróticos da depressão e de mais graves injunções psicóticas, exatamente por desejarem impedir o reflexo dos atos monstruosos que lhes constituem o caráter real.
Indiscutivelmente são bem aventurados aqueles que se encontram no eito das aflições transitórias, porque se lapidam para futuras experiências, resgatam as promissórias em débito, preparando-se para as inefáveis alegrias existencias e espirituais". Victor Hugo (espírito) / psicografia de Divaldo Franco. Livro: Os Diamantes Fatídicos
" Quem observe a outrem que alcançou o topo no empreendimento encetado, não poderá fazer idéia dos empecilhos que foram enfrentados. A existência humana enriquece-se, cada vez mais, na razão direta em que o indivíduo adiciona conhecimento e experiência, emoções e ações que o impulsionam para a frente." Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco. Livro: Libertação pelo Amor
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"O conhecimento do Espiritismo na infância como na juventude constitui uma dádiva de invulgar significado pelos benefícios que propicia, preservando as lembranças das lições trazidas do Mundo Espiritual, bem como ampliando as áreas do discernimento, para que não tropecem com facilidade nos obstáculos que se antepõem ao processo de crescimento interior". Manoel Philomeno de Miranda (espírito) / psciografia de Divaldo Franco. Livro: Entre os Dois Mundos
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"Vive-ne na Terra, hoje, um momento histórico muito grave, noq ual os sentimentos nobres vêm cedendo lugar às paixões subalternas, que já deveriam estar superadas pelo ser humano. Em face, porém, das convulsões políticas perversas que abalam o globo, gerando dores lancinantes, aumentando a mi´seria já insuportável, fomentando a loucura da garessividade e da violência, estimulando o recrudescer dos desvavarios sexuais e da drogadição, há uma avalancha de ódio e de indiferença que, por pouco, não estarrece. Os valores morais e os objetivos espirituais, quando não desconsiderados, são deixados à margem, na indiferença ou na zombaria, ameaçando-se reduzir todas as conquistas da cultura, da ética e da civilização ao caos do princípio.
Governos embriagados pelo poder econômico e bélico deliram, impondo-se aos demais povos de maneira constrangedora e desafiando os códigos dos direitos humanos conseguidos com muito empenho e sacrifício, a fim de darem vazão aos seus conflitos internos e à sua arrogância doentia. Como conseqüências, esses corifeus da hediondez fomentam geurras de extermínio, tendo o cuidado de permanecer muito distante das áreas perigosas, resguardados na sua loucura, enquanto as vidas jovens e idealistas de milhares de criaturas são despedaçadas para aumentar a sua arbitrária dominação, que será sempre de reduzido tempo...
Não se dão conta, esses agentes do mal, que o carro orgânico desliza muito rapidamente pelas vias do calendário, levando-os no rumo da fatalidade biológica, que culmina com a morte...
Quando o conhecimento da reencarnação luzir no íntimo do ser humano, ele saberá como conduzir-se, constatando que a existência física é dom de Deus para o processo de desenvolvimento da sabedoria que nele jaz.
Nessa oportunidade, o Bem triunfará sobre o Mal, a justiça dignificará os atos dos indivíduos, o reto culto do dever se elevará a cuminâncias dantes jamais logradas, o respeito à vida e a todos os seus recursos terá primazia sob a soberana lei de amor que vigerá em todos os sentimentos e em todas as mentes".
Manoel Philomeno de Miranda (espírito) / psciografia de Divaldo Franco. Livro: Entre os Dois Mundos
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"Muita falta faz à criatura humana uma saudável crença religiosa trabalhada em experiências pessoais, que lhe facultem uma visão global da vida, seus objetivos essenciais e secundários, fixada no futuro que cada qual elege para si mesmo através do comportamento que se permite.
Raiará, porém, oportunamente, nova aurora de fé, consubstanciada na vivência da realidade espiritual, quando a mediunidade dignificada e colocada a serviço do intercâmbio entre as duas faixas vibratórias da vida ensejará a compreensão da existência terrena dentro dos parâmetros enobrecedores e não mediante as ilusões dos sentidos sempre arbitrárias, dando a idéia falsa de uma perenidade que não existe, em razão da consumpção que ocorre com o organismo físico. Quando o ser humano conscientizar-se de que é essencialmente Espírito e não invólucro material, tomará a decisão de viver conforme os padrões elevados da justiça e da eqüidade, do amor e da caridade, desenovelando-se das paixões primevas para vivenciar as experiências iluminativas e libertadoras que lhe estão reservadas, em favor da sua incessante ascensão moral.
Ao Espiritismo cabe essa gloriosa tarefa, que vem sendo adiada em razão da indecisão de muitos dos seus adeptos que não introjetaram na conduta, conforme seria de desejar, os postulados libertadores de que a Doutrina se constitui".
Victor Hugo (espírito) / psicografia de Divaldo Franco. Livro: Os Diamantes Fatídicos
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O rio


O rio
O rio corre em direção ao mar. Durante o seu percurso, ele ganha velocidade, até o momento em que se defronta com algumas curvas, que o fazem diminuir o ímpeto de encontrar o grande oceano.
Quando passa por esses obstáculos da natureza, encontra pedras grandes em seu leito, que lhe rasgam a superfície e lhe modificam o curso e o ritmo natural.
Assim, entre barreiras e percalços, ele segue a sua trajetória com uma só certeza: a de que encontrará o mar, ganhando a liberdade e alegria almejadas.
A vida de todos nós se assemelha ao curso de um rio.
Estamos constantemente traçando planos, buscando um oceano de sonhos e realizações, seja no âmbito pessoal ou profissional.
Inúmeras vezes deparamo-nos com obstáculos que nos impedem de seguir adiante da forma inicialmente planejada.
É o momento em que a vida nos mostra que precisamos trabalhar, em nós mesmos, inúmeras virtudes, entre elas a fé, a resignação e a paciência.
Manter viva a crença de que somos capazes de alcançar nossos objetivos, apesar de todas as curvas e pedras que encontrarmos no caminho, torna-nos fortes o suficiente para continuar adiante.
Não há fronteiras para quem sabe o que deseja e possua a persistência para buscar.
Se os desvios na trajetória nos trazem dor e tristeza, acreditemos que, mais adiante, a tão almejada felicidade será alcançada.
Não nos apeguemos a essas dores passageiras. Entendamos que elas fazem parte da caminhada, rumo ao objetivo final.
Assim como as pedras modificam o curso e a velocidade dos rios, pode ser que os percalços do caminho nos deixem cicatrizes e nos façam esperar mais tempo para alcançar nossos mais profundos sonhos.
Mas, quando exercitamos a paciência e carregamos a certeza de que as metas finais serão alcançadas, essas cicatrizes deixam de ter importância. Apenas contarão uma história.
A porta da real felicidade exige sacrifícios. São justamente essas lutas que conduzirão a alma à imensa ventura.
Para atravessarmos essa porta, basta que mantenhamos firme a vontade e que não enfraqueçamos diante das lutas, confiando que estamos amparados pelo amor Divino.
Jesus nos propôs coragem e bom ânimo diante de tudo o que sofrêssemos. O desalento e o desânimo perante os momentos críticos indicam inclinação à derrota.
* * *
À frente de toda dificuldade que nos apareça, trabalhemos no sentido de superá-la com alegria.
Diante de toda dor que nos alcance, realizemos o nosso esforço de modo a suplantá-la, mantendo a chama da esperança de tempos melhores adiante.
Se tivermos que sofrer e chorar, o façamos confiantes de que Deus vela e que mais dia menos dia, nossos dramas serão resolvidos, se perseverarmos na ação feliz do bem até o fim.
Sem dúvida, Jesus é aquele que nos veio ensinar a extrair o lado bom e útil de todo sofrimento que nos seja imposto.

Milagre dos bebês


Milagre dos bebês
Você já parou para analisar o quanto são interessantes os bebês?
É fascinante perceber como o Criador nos faz voltar ao palco terrestre para uma nova encarnação.
O Espírito velho é revestido por uma embalagem nova, delicada, simpática, que derrete corações e arranca sorrisos em todos os lugaresaonde vai.
Os bebês proporcionam, primeiramente aos pais, uma experiência sem igual.
Esse contato com um serfrágil, que inspira cuidados e atenção constante, desenvolve na alma paterna e materna alguns sentidos, uma espécie de sensibilidade nova, que antes não possuíam.
Tentar entender um ser que não fala, que não gesticula e que se expressa de maneiras nada convencionais, é um grande desafio.
Exige que se desenvolva a habilidade da empatia. Exige que se coloque no lugar do outro, que se esqueça um pouco das suas próprias necessidades, e pense nas do bebê em primeiro lugar.
Isso por si só já opera milagres em muitas famílias, pois é uma mudança de vida significativa.
E os pais que não se deixam levar por essas mudanças saudáveis, que não se entregam de corpo e alma a essa experiência, acabam perdendo uma das mais maravilhosas oportunidades da existência.
O milagre dos bebês é o convite de enxergar a vida de outra forma.
Percebem-se mudanças até no convívio social, nas comunidades onde vemos muitos bebês.
Os adultos se relacionam melhor, conversando entre si sobre suas experiências. Passam dicas, dividem preocupações, mas sempre entre sorrisos simpáticos e elogios aos pequenospetizes.
A família tem motivos a mais para se reunir, por vezes esquecendo pequenas querelas, implicâncias e atritos mais sérios, pois o assunto principal passa a ser o nenezinho.
Resumidamente: é uma fase muito importante para a vida de todos. Tanto para os progenitores, familiares, como para o Espírito que volta à Terra.
* * *
Se você é pai ou mãe, aproveite bem cada instante. Curta a fase, mergulhe nesse mundo novode cabeça e sem medo.
Evitemos ter que dizer, algum dia, a triste e preocupante sentença: Meus filhos cresceram e nem percebi!
As crianças são os seres que Deus manda a novas existências. Para que não lhe possam imputar excessiva severidade, dá-lhes Ele todos os aspectos da inocência.
Não foi, todavia, por elas somente que Deus lhes deu esse aspecto de inocência; foi também e sobretudo por seus pais, de cujo amor necessita a fraqueza que as caracteriza.
Esse amor se enfraqueceria grandemente à vista de um caráter áspero e intratável, ao passo que, julgando seus filhos bons e dóceis, os pais lhes dedicam toda a afeição e os cercam dos mais minuciosos cuidados.
Esta é mais uma faceta da sabedoria Divina, que nos mostra que os mecanismos da natureza são inteligentes e bons.
Tudo existe para que possamos crescer. Tudo funciona, no Universo, buscando a harmonia.

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“PAZ EM NÓS” –


“PAZ EM NÓS” – De Chico Xavier, Pelo Espírito Emmanuel.

PAZ EM NÓS
Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro Paz. Lição nº 01. Página 15.
Ninguém nega que em torno de nós, agitam-se multidões rogando paz, ignorando como saírem do tumulto.
Impossível, igualmente, desconhecer que não está em nossas mãos arrebatá-las de vez ao torvelinho de inquietações que criaram para si mesmas.
Entretanto, ser-nos-á possível estabelecer o reino da paz em nós mesmos, irradiando tranquilidade e otimismo onde estivermos.
Comecemos pelas bases da compreensão.
Se nos ajustarmos às leis de equilíbrio que nos governam, reconheceremos que os desacertos do mundo são justificáveis.
Aqueles mesmos que se nos fazem companheiros no cotidiano, são portadores dos pequenos desajustes que apresentam a soma das grandes crises que afetam a comunidade nos dias atuais.
Esse, possui recursos materiais para a garantia do trabalho, mas sofre a sede de lucros excessivos e imediatos.
Outro, dispõe de competência para servir, no entanto, embora seja razoavelmente remunerado, reclama sempre novas e mais elevadas compensações.
Aquele, evidencia notável saúde física, mas entende que o tempo dever ser dissipado em distrações vazias.
Aquele outro, carrega indisposições que nada faz por superar e, sobretudo, exagera sintomas, em prejuízo de si próprio.
Outros ainda se ressentem, ante a incompreensão alheia, e trazem o coração conservado no vinagre do melindre ou da rebeldia.
Todos, porém, são detentores de altas virtudes potenciais.
Abstém-te de fixar as deficiências do companheiro e procura destacar as qualidades nobres, nas quais se caracterizem de alguma forma.
Examina o bem, louva o bem e estende o bem, tanto quanto puderes.
A paz pode passar a residir hoje mesmo em nosso campo íntimo.
Basta lhe ofereçamos o refúgio da compreensão e isso depende unicamente de nós.

Nada resiste ao amor...

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Nada resiste ao amor...



O Amor é a suprema felicidade do místico,
é a alma acesa em todas as dimensões da vida,
é a força concêntrica do Cosmo,
é a luz do universo que se expande em todas as latitudes da
criação.


A escola do Amor é infinita,
como infinito é o poder do universo.
O Amor canta, na força eletrostática do átomo,
e torna-se uma melodia universal,
na mecânica do cosmo.
Ele é um conjunto de fios invisíveis ligando toda a criação.


O Amor é a vida.
O Amor é a caridade.
O Amor é a paciência, a tolerância,
o perdão, a amizade, o trabalho e a fraternidade.


Descendo infinitamente para o mundo,
o amor se manifesta no próprio instinto irresistível e
misterioso que direciona os animais.


E por lei da evolução,
ele parte da simples afinidade entre pessoas
e coisas, e esplende como flor da mais rara beleza.


Nada resiste ao Amor.


Se porventura estás cansado e oprimido, pensa no Amor,
começa com alegria a pensar nele,
a vivê-lo na sua mais pura radiação,
que notarás logo uma diferença no teu estado psicológico:
a mente mais ativa, o coração mais ritmado
e os olhos mais vivos.


E se esse exercício for cultivado de vez em quando,
a alma se habituará com as bençãos,
a sentir Amor por tudo que existe,
pois nada foi feito sem ele.


As vibrações são constituídas de sons, e as emissões dos pensamentos
são reconhecidas,
quando provém de almas que dignificam
a vida pelas portas do Amor.


A melodia é harmoniosa e divina.
A mente acostumada na ginástica do amor é capaz de curar seus próprios
desequilíbrios, ou pelo menos aliviar os outros.
O Amor confere uma profusão de fluidos superiores.
A fé remove montanhas de imperfeições para atingir
a essência da vida.


O Amor é também fé, faz experiências,
experimente o poder do Amor e verás.


Concentra-te no Amor, sem que o devaneio da mente
divida sua meditação.
Sente no coração, e deixa que o rosto denuncie esse estado superior.
Desce a cortina dos olhos, uns dez minutos bastarão.


Uma mente educada opera maravilhas,
e uma mente que ama é o próprio céu na alma,
onde Deus habita com a presença
dos espíritos puros.


Nada resiste ao AMOR..."


~Miramez/ João Nunes Maia~

domingo, 29 de julho de 2012

AÇÃO DA AMIZADE



Joanna de Ângelis, da obra "Momentos de Esperança"
psicografia de Divaldo Pereira Franco


A amizade é o sentimento que imanta as almas unas às outras, gerando alegria e bem-estar.

A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.

Inspiradora de coragem e de abnegação. a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.

Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!

O egoísmo afasta as pessoas e as isola.

A amizade as aproxima e irmana.

O medo agride as almas e infelicita.

A amizade apazigua e alegra os indivíduos.

A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.

Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.

Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.

Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.

Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.

Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.

Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.

Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.

A amizade é fácil de ser vitalizada.

Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alam ou indiferente ao elevo da sua fluidez.

Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica.

Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.

A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.