segunda-feira, 29 de abril de 2013

EUTANÁSIA


EUTANÁSIA
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
Pergunta: Qual postura se deve ter perante a eutanásia? Estando o corpo físico sendo mantido por 
instrumentos, o espírito continua ligado a ele ou não?
Resposta: Os profissionais e responsáveis por pacientes que consentem com a prática da 
eutanásia, imbuída de idéias materialistas, desconhecem a realidade maior quanto à imortalidade 
do espírito. A morte voluntária é entendida como o fim de todos os sofrimentos, mas trata-se de 
considerável engano. A fuga de uma situação difícil, como a enfermidade, não resolverá as causas 
profundas que a produziram, já que estas se encontram em nossa consciência.
 É necessário confiar, antes de tudo, na Providência Divina, já que tais situações consistem em 
valiosas lições em processos de depuração do espírito. Os momentos difíceis serão seguidos, mais 
tarde, por momentos felizes. Deve-se lembrar também que a ciência médica avança todos os dias e 
que males, antes incuráveis, hoje recebem tratamento adequado, além disso, em mais de uma 
ocasião já se verificaram casos de cura em pacientes desenganados pelos médicos.
 Quanto à outra questão, respondemos que sim, os aparelhos conseguem fazer com que o 
espírito permaneça ligado a seu corpo por meio de laços do perispírito. Isso ocorre porque eles 
conseguem superar, até certo ponto, as descompensações e desarmonias no fluxo vital do 
organismo causado pela enfermidade.
Da Obra “Plantão De Respostas “ – Emmanuel E Francisco 
Cândido Xavier.

COSTUMES


COSTUMES
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
Pergunta: As crenças e costumes variam muito ao redor do mundo. Coisas que, para nós, são 
consideradas negativas (como é o caso de traição conjugal), para indígenas e esquimós são vistas 
cm outros olhos. O mal está na intenção ou na ação?
Resposta: As crenças e costumes variam no tempo e no espaço de acordo com o grau evolutivo da 
sociedade a que pertencem. Houve uma época em que a escravidão era considerada normal, assim 
como, atualmente, há países desenvolvidos economicamente que consideram legítimo o aborto e 
pena de morte.
 De uma maneira geral, as nossas imperfeições independem do nosso grau de evolução 
intelectual. Contudo, o conhecimento pode nos auxiliar a diferenciar o que é moralmente correto, 
do quer não é. Neste caso, como em todos os outros, o mal está em não se repelir uma intenção que 
se sabe que é moralmente incorreta.
 O espírito verdadeiramente evoluído, nem sequer cogita do mal. Chegaremos a este nível, 
afastando as más intenções que surjam no nosso espírito, para que, além de não se tornaram nunca 
ações concretas, este gênero de pensamentos enfraqueça até desaparecer por completo. Convém 
lembrar que este exercício é individual e que não se deva nunca impor normas de conduta a outras 
pessoas ou povos, pois a cada nível evolutivo corresponde um padrão de conduta adequado. O 
verdadeiro ensinamento é o exemplo.
Da Obra “Plantão De Respostas “ – Emmanuel E Francisco 
Cândido Xavier.

COMA


COMA
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
Pergunta: O que se passa com os espíritos encarnados cujos corpos ficam meses, e até mesmo anos, 
em estado vegetativo (coma)?
Resposta: Seu estado será de acordo com sua situação mental. Há casos em que o espírito 
permanece como aprisionado ao corpo, dele não se afastando até que permita receber auxílio dos 
Benfeitores espirituais. São Pessoas, em geral, muito apegadas à vida material e que não se 
conformam com a situação.
 Em outros casos, os espíritos, apesar de manterem uma ligação com o corpo físico, por 
intermédio do perispírito, dispõem de uma relativa liberdade. Em muitas ocasiões, pessoas saídas 
do coma descrevem as paisagens e os contatos com seres que os precederam na passagem para a 
Vida Espiritual. É comum que após essas experiências elas passem a ver a vida com novos olhos, 
reavaliando seus valores íntimos.
 Em qualquer das circunstâncias, o Plano Espiritual sempre estende seus esforços na tentativa 
de auxílio. Daí a importância da prece, do equilíbrio, da palavra amiga e fraterna, da transmissão 
de paz, das conversações edificantes para que haja maiores condições ao trabalho do Bem que se 
direciona, nessas horas, tanto ao enfermo como aos encarnados (familiares e médicos).
Da Obra “Plantão De Respostas “ – Emmanuel E Francisco 
Cândido Xavier.
Promotor Do Evento: Pinga Fogo (Ii)

É Preciso Coragem


" A vitória não está no fim de cada jornada, e sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la."

É preciso coragem para levantar e falar... Porém é preciso muito mais coragem para sentar e apenas ouvir. Se você confiar em si mesmo, saberá como vencer.

A união faz a forca!!! Comemore! Grite sempre que estiver afim de gritar! Coloque para fora a sua emoção, divida com quem você ama o que você está vivendo! Compartilhe tudo que com certeza, a pessoa que você tanto ama ficará feliz com a sua felicidade!

Você tem um sonho? Então corra atrás dele, isso o fará cada vez mais feliz e realizado, principalmente quando você perceber que as coisas que estão acontecendo em sua vida, estão favorecendo para que tudo caminhe para dar certo! Não deixe uma lágrima estragar o seu dia...

Cuide da pessoa que você ama, caso você veja que ela precisa de carinho, não a deixe sofrer sozinha, tente fazer com que ela sinta-se protegida, ou então, chore junto com ela... Assim quando você estiver mal, com certeza ela também o protegerá e irá derramar as mesmas lágrimas com você...

Não dê bola para o que os outros pensam de você... Acredite em você! Pois aquela pessoa tão especial que ama tanto você, acredita em seu potencial. A solução dos seus problemas, está dentro de si. Pense! Não importa como a vida seja, mas como você a vive!

Jamais tenha espírito de derrotado, pois assim você será derrotado facilmente. Viva com garras e dentes... A única derrota da vida é a fuga diante das dificuldades.

Para obter sucesso e satisfações na vida é importante que tenhamos...organização, responsabilidade, pontualidade, compromisso, aliás... viva como se fosse morrer amanhã e aproveite tudo, pois nos próximos minutos tudo pode acontecer".

"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel

O futuro a Deus pertence


O futuro a Deus pertence




No tocante à marcha dos acontecimentos, uma questão que sempre vem à tona é esta: Se é conveniente ao homem que o futuro lhe seja interditado, por que Deus permite, em determinadas situações, que ele lhe seja revelado?

O assunto foi examinado por Kardec em pelo menos duas obras: O Livro dos Espíritos e Obras Póstumas.

Na questão 869 d´O Livro dos Espíritos está dito que o homem, sem dúvida nenhuma, negligenciaria o presente e não obraria com a liberdade com que age se as coisas futuras lhe fossem antecipadamente reveladas.

O argumento utilizado na doutrina espírita é muito simples. Muitas pessoas assim pensariam: se uma coisa tem que acontecer, inútil será ocupar-se com ela; ou então procurariam obstar a que tal ocorresse.

Ciente disso, o Criador certamente não quis que as coisas caminhassem assim, a fim de que cada indivíduo possa concorrer livremente para a realização das coisas, até mesmo daquelas a que, se pudesse, desejaria opor-se.

Dessa maneira, nós mesmos preparamos os acontecimentos que hão de sobrevir no curso da nossa existência. O desconhecimento acerca do que ocorrerá, se teremos sucesso ou se malograremos, dá-nos o mérito da tentativa, fato que é fundamental no processo evolutivo. Afinal, não podemos ignorar que um dos objetivos da encarnação é nossa própria evolução e a meta é a perfeição.

Na questão 868 do mesmo livro, os imortais admitem, porém, que – embora o futuro nos seja oculto – Deus permite “em casos raros e excepcionais” que ele nos seja revelado. Mas, pergunta-se: por que o Criador o permite?

A resposta vamos encontrar na questão 870 da mesma obra, na qual os benfeitores espirituais informam que Deus o permite “quando o conhecimento prévio do futuro facilite a execução de uma coisa, em vez de a estorvar, obrigando o homem a agir diversamente do modo por que agiria se lhe não fosse feita a revelação”.

Não raro, porém, tal revelação constitui simples prova, uma vez que a perspectiva de um acontecimento pode sugerir pensamentos bons ou menos bons.

Se um homem vem a saber, por exemplo, que vai receber uma herança com a qual não contava, pode ocorrer que essa revelação desperte nele o sentimento da cobiça, pela perspectiva de se lhe tornarem possíveis maiores gozos terrenos ou pela ânsia de possuir mais depressa a herança, desejando talvez, para que tal ocorra, até mesmo a morte da pessoa de quem a herdará. Crimes com esse objetivo já foram tema de crônicas policiais e de vários romances.

O assunto suscita uma outra questão, que Kardec examinou em Obras Póstumas, relativa ao dom da presciência atribuído aos videntes.

Como é dito na questão 454 d´O Livro dos Espíritos, a vidência, também chamada de dupla vista ou segunda vista, pode dar a certas pessoas a presciência das coisas, bem como os pressentimentos. A explicação não é difícil de compreender. Nos fenômenos da dupla vista, estando a alma em parte desligada do envoltório material que limita suas faculdades, não há mais para ela nem duração, nem distâncias. Abarcando o tempo e o espaço, tudo se confunde no presente. Livre de seus entraves, ela julga os efeitos e as causas melhor do que algum homem pode fazê-lo. Ela pode ver, então, as consequências das coisas presentes e fazer-nos pressenti-las.

É nesse sentido que se deve entender o dom da presciência atribuído aos videntes. Suas previsões não são senão o resultado de uma consciência mais clara do que existe, e não uma predição de coisas fortuitas sem laço com o presente. É uma dedução lógica do conhecido para se chegar ao desconhecido, que depende, muito frequentemente, de nossa maneira de ser. O vidente não é, assim, um adivinho, mas um ser que percebe o que não vemos. E se, porventura, chega a revelar algo pertinente ao futuro, o fato se dá dentro dos limites e objetivos mencionados na questão 870 d´O Livro dos Espíritos, a que nos reportamos acima.


domingo, 28 de abril de 2013

ORAÇÃO REFAZENTE


ORAÇÃO  REFAZENTE

        ...Almas da Terra!
        Quando o fragor das inquietações estiver a ponto de estraçalhar-vos; se nas encruzilhadas não souberdes o caminho a seguir e todas as rotas vos parecerem acesso a abismos; quando insuportável desesperação vos houver arrastado a conclusões infelizes que vos pareçam ser a única solução; quando os infortúnios, em vos excruciando, tenderem a tornar-vos indiferentes ao próprio sofrimento — tendes o veículo da oração e dispondes do acesso à meditação remediadora! Talvez não vos sejam supressos os problemas, nem afastadas as dificuldades. No entanto, dilatareis a visão, para melhor e mais apurado discernimento; lobrigareis mais ampla compreensão da vida e das suas legítimas realidades; experimentareis a presença de forças ignotas, que vos penetrarão, vitalizando-vos; elevar-vos-eis a zonas psíquicas relevantes, donde volvereis saturados de paz, com possibilidades de prosseguirdes, não obstante quaisquer difíceis conjunturas existentes ou por existirem. Porque a prece apazigua e a meditação refaz; a oração eleva, enquanto a reflexão sustenta; o pensamento nobre, comungando com Deus, em Deus haure a vida, e dialogando, em conúbio de amor, extravasa as impurezas e se impregna com as sublimes vibrações da afetividade, que se converte em força dinâmica, para sustentar as combalidas potencialidades que, então, se soerguem e não mais desfalecem.
        Não vos arrojeis desastradamente nas valas da ira irrefreável ou nas vagas da insensatez. Antes que vos assaltem os demônios do crime, erguei-vos do caos, pensando e orando.
        Há ouvidos atentos que captarão vossos apelos e cérebros poderosos que emitirão mensagens-respostas, que não deveis desconsiderar.
        Amores que vos precederam no além-túmulo vigiam e esperam por vós, amam e aguardam receptividade.
        Não vos enganeis, nem vos desespereis vãmente. Tende tento! Falai ao Pai na prece calma e silenciai para O ouvirdes, através da inspiração clarificadora.
        Nada exijais. Quem ora, não impõe. Orar é abrir a alma, externar estados íntimos, refugiar-se na divina sabedoria, a fim de abastecer-se de entendimento, penetrando-se de saúde interior...
        E quando retornardes da incursão pela prece, exultai, apagando as sombrias expressões anteriores, superando as marcas das crises sofridas e espargindo alegrias, em nome da esperança que habitará em vós.
        Trabalhando pelo bem, o homem ora.
        Orando, na aflição ou na alegria, o homem trabalha. E orando conseguirá vencer toda tentação, integrar-se com plenitude no espírito da vida, que flui da Vida Abundante, com forças superiores para trabalhar e vencer...
Victor  Hugo
(Sublime Expiação, Victor Hugo – Ed. FEB, 7ª ed., 1992, pag. 145)
(Fonte: “A prece segundo os Espíritos — coletânea mediúnica ilustrada – Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos 

NA HORA DA CRISE


NA HORA DA CRISE

Imagem
Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Religião dos Espíritos. Lição nº 70. Página nº 195.
Reunião Pública de 05-10-1959 - Questão nº 466.

Na hora da crise, emudece os lábios e ouve as vozes que falam inarticuladas, no imo de ti mesmo.
Perceberás, distintamente, o conflito.
É o passado que teima em ficar e o presente que anseia pelo futuro.
É o cárcere e a libertação.
A sombra e a luz.
A dívida e a esperança.
É o que foi e o que deve ser.
Na essência, é o mundo e o Cristo no coração.
Grita o mundo pelo verbo dos amigos e dos adversários, na Terra e além da Terra.
Adverte o Cristo, através da responsabilidade que nos vibra na consciência.
Diz o mundo: “acomoda-te como puderes”; Pede o Cristo: “levanta-te e anda”.
Diz o mundo: “faze o que desejas”; Pede o Cristo: “não peques mais”.
Diz o mundo: “destrói os opositores”; Pede o Cristo: “ama os teus inimigos”.
Diz o mundo: “renega os que te incomodem”; Pede o Cristo: “aos que te exija mil passos, caminha com ele dois mil”.
Diz o mundo: “apega-te à posse”; Pede o Cristo: “ao que te rogue a túnica cede também a capa”.
Diz o mundo: “fere a quem te fere”; Pede o Cristo: “perdoa sempre”.
Diz o mundo: “descansa e goza”; Pede o Cristo: “avança enquanto tens luz”.
Diz o mundo: “censura como quiseres”; Pede o Cristo: “não condenes”.
Diz o mundo: “não repares os meios para alcançar os fins”; Pede o Cristo: “serás medido pela medida que aplicares aos outros”.
Diz o mundo: “aborrece aos que te aborreçam”; Pede o Cristo: “ora pelos que te perseguem e caluniam”.
Diz o mundo: “acumula ouro e poder para que te faças temido”; Pede o Cristo: “provavelmente nesta noite pedirão tua alma e o que amontoaste para quem será?”.
Obsessão é também problema de sintonia.
O ouvido que escuta reflete a boca que fala.
O olho que algo vê assemelha-se, de algum modo, à coisa vista.
Não precisas, assim, sofrer longas hesitações nas horas de tempestade.
Se realmente procuras caminho justo, ouçamos o Cristo, e a palavra dele, por bússola infalível, traçar-nos-á rumo certo

O Servidor Fiel

O Servidor Fiel


 
    Jesus não espera de nós servidão improfícua nos cárceres do fanatismo, 
mas que tenhamos a consciência de nossa necessidade de melhoria.
    Ao que nos consta não existe fidelidade onde existem grilhões 
emocionais. Assim a união a dois, para ser útil aos desígnios do alto, 
deve sempre buscar  a liberdade no agir, conscientes que a balança da 
justiça não é boa ou má, apenas nos remete à nossa própria consciência.

    Servir, nos parâmetros aos quais nos vinculamos, é doar-se, sem 
perguntas, sem esperar respostas, sem “mas”; apenas servir, considerando 
sempre que quem necessita de antibióticos somos nós mesmos.

    Embora queiramos servir onde o conforto nos convier, considerar as 
necessidades de Jesus para nós é muito importante, pois elas 
encontram-se, às vezes, distantes de nossos ambientes habituais. E 
sempre bom lembrar que em três anos o mestre andou por toda a palestina, 
sem jamais reclamar, pois o remédio é uma necessidade nossa..

    Ser fiel e disciplinado não é ser pontual naquilo que é básico, mas 
precipuamente estender nossos sentimentos ao próximo, eivados de 
carinho, respeito e fraternidade, preferencialmente doando seu marcador 
de horas, na primeira oportunidade, a quem der importância ao tempo. A 
rigor Jesus desconsidera o tempo, optando por salvar almas rasgadas de 
dor.

    O servidor fiel está sempre pronto ao sorriso, pois as carantonhas 
são-lhes símbolos do rancor e da tristeza. Considera que para tirar 
espíritos das mãos das depressões conscienciais, não devem somar a dor 
altera as suas, mas ser jardineiro de Jesus, distribuindo as rosas do 
otimismo e os lírios da pureza em todos que sofrem.

    O servo fiel deve ser sucinto, discreto e objetivo, sem ser 
peremptório, franco ou realista em excesso, posto desconhecer, de chofre 
a causa da dor de quem sofre, considerando que, nem por a rosa ser bela, 
não é suscetível a mágoas e introspecções desnecessárias.

    O servidor fiel não pensa com sectarismo, nem pensa em mudar o que 
está funcionando nas Leis de Deus. Evangelizar é reestudar nossas 
posturas perante a vida de mãos dadas com o mestre Jesus. O mundo 
espiritual, especialmente considerando nos trabalho existentes sob a 
égide de tarefeiros do mestre Jesus, jamais imiscuirá em aspectos 
antropomórficos. O que se busca atualmente, mais uma vez é o resgate do 
homem, não a destruição de valores antropomórficos seculares, indicando 
assim que os “caminhos continuam sendo inúmeros, mas o mestre é único”.

    Por pecador Jesus não desejou especificar qualquer casta humana. Se 
referia a nós mesmos, os mesmos doutores da Lei de outrora. A fidelidade 
ora solicitada, tange-nos convidando não ao aprisco de virtudes 
improváveis, mas a alaúdes martelando-nos a consciência, convidando-nos 
a abrir mão das “nossas verdades”, concitando-nos a ouvir o que o outro 
pode nos ajudar.

    O servo fiel é ao mesmo tempo médico e paciente, psicólogo e atendido, 
adubo e semente, terreno e construção, língua e ouvidos, brandura e 
verdade.

    Olvidemo-nos sempre em busca de Jesus em nós

Reflexões esparsas


Reflexões esparsas
Pensamentos e palavras vêm-nos aos corações. Que fazer se nossa vida, muito de nosso tempo útil, é um conjunto inominado de situações non-sense. Se considerarmos tão somente os aspectos exotéricos da vida, a realidade que nos cerca é perfeição efêmera, criada por nós mesmos, por nossa inaptidão no pensar. A esotérica realidade é construção de castelo de luz em nós, implantando-nos o Reino de Deus, na quantumnidade possível à nossa capacidade, mas real, palpável e não putável ante os acórdãos de nossa consciência, a guisa de etapas vencidas...
Subtrair de nosso coração o ressentimento é missão precípua para todos aqueles que queiramos servir Jesus. O estar ou ser ressentido é vibrar em diapasão anacrônico ao necessário para sermos co-médicos, com Jesus, das almas. Neste sentido, devemos conhecer, aceitar e vencer todas nossas deficiências, bem como ter contato com outras que nem imaginamos, para entender em definitivo quem somos e, quem poderemos ser. Quem desejar comprovar, tente por alguns momentos enfrentar a própria consciência!
Servir Jesus nos pede recato, amor e um mínimo de disciplina. O amor deve ser incondicional, mas deve ter o parâmetro da caridade, que nos pede dar a mão que sustente, mas, com a mesma ênfase,  o conhecimento que enleve e nos eleve, a todos, assistentes e assistidos, aos  patamares de seres dignos de um espírito imortal. Dar sem orientar é ensinar ao ser a não procurar o próprio caminho, e chafurdar-se nos vales dolorosos da ociosidade contraproducente.
Tudo na vida no pede bom senso e diligência. Bom senso para transformar em sólidos, os terrenos arenosos, para construir a mansão imortal das realizações de nossos corações e diligência para que nossas dores sejam expurgadas de maneira eficiente de nossas  moradas mentais, de vez que merecemos mais que angustias sacrílegas em almas irmãs de Jesus. Ausência de bom senso pode transformar nossa vida em circo de horrores e de diligência, levar-nos a psicopatias não catalogadas em nosso pobres tomos médicos terrestres, mas ricamente impregnadas nas marés bravias de nossa inconsciência.
Se não pudermos ser totalmente claros em nossas falas, calemos nosso verbo, pois o mínimo que nossa incerteza e leniência verbais poderãofazer é ferir um justo!
Nosso verbo em equilíbrio cimentar a fé em seres claudicantes na senda a Jesus. Em desequilíbrio, denota em nós o reinado do nosso EGO sobre a luz que nos é residente, criando para nós armadilhas de difícil desvios em nossos certo aprendizado.
O saber com a sabedoria, ao tempo que envolve o todo, é luz imarcescível própria dos poucos que já entenderam e carregam a própria cruz. O saber usado para dominar corações, é tudo, menos saber, quiçá decoreba inócuo e insípido, criador de monstros revividos, por nós, de nossas ancestralidades.
Se o outro erra conosco, afastemos de nós o desejo doentio de acender a fogueira da vingança. Um erro não justifica o outro. Lembrar que tudo na natureza é harmonia, menos nossa luta egóica.
Por fim, nunca é muito lembrar que Jesus nos quer como ovelhas aquietadas e curadas das leiras enfermiças da terra.
Que Jesus e Maria de Nazaré nos abençoe – Deus conosco. Paz inefável!

A lavra de nosso Coração


A lavra de nosso Coração
A lavra de nosso coração é feita em caminhos, às vezes, desprovidos de 
lógica e da razão.
Na lavra de nosso coração encontram-se, ainda que subliminares o amor, 
a mágoa, as vibrações boas ou más, o sofrimento, a saudade, os 
sentimentos depressivos, pois como auto-agricultores dos valores da 
alma, encontramo-nos muito, ainda, mais próximos do início do “Curso 
superior, em Cristo, do Desapego”. Bem o disse, e tais palavras 
retumbam, por séculos seguidos,  em nossos ouvidos, Paulo de Tarso: “Eu 
já não vivo, o Cristo vive em mim”. Eis nossa meta.
Na lavra de nosso coração plantamos, desde imemoriais tempos, 
planícies, planaltos e vales de dores e ilusões, esquecendo-nos de nossa 
proverbial inaptidão para colheita. Dizemos, hoje, que sofremos, mas 
talvez se pudéssemos vermo-nos em etapas primevas de evolução, 
sentiríamos constrangidos em nos classificarmos como humanos, pelo que 
dizemos que muitas vezes, a ignorância é uma bênção.
Na lavra de nosso coração não deveria ter qualquer eixo de sectarismo, 
a qualquer pretexto, pois a lavra de nosso coração, é plantio fecundo 
para ascendermos aos braços de Deus, todos de braços dados, 
irmanando-nos em igualdade filial, em profundo respeito à alteridade que 
nos entranha individualmente e reciprocamente. Em um futuro logo ali não 
seremos conhecidos pelo ideário escravista que impusermos, mas pela 
liberdade que aprouvermos aos nossos iguais, na melodia libertária do 
amor. Seria muito útil para nossos corações e consciências que 
pudéssemos nos ver como os nosso amados e sofredores cães sarnentos, que 
se lambem instintivamente para se curarem mutuamente. Somos todos, de 
uma certa forma, escombros de nossos passados ignóbeis. Nada mais útil 
aprender com a dor e o amor do outro, de vez que a única coisa que temos 
em comum, na ação, no fazer, é a colheita, mas sempre existirá cada qual 
com seu cadinho de fel.
A lavra de nosso coração é imensa, pois em nossa imensa maioria não 
conseguimos, ainda, equilibrar nossos sentimentos com a cal vigorosa da 
razão e com mel de profunda doçura do amor despretensioso. Somos, em 
parte labaredas e, em parte refrigérios uns dos outros, mas não 
conseguimos a sinergia  calor-frescor em nós para distribuir amor, 
incondicional amor, que cure corações à mão cheias, que estejam, na 
ausência de quem os ame, nos vales dolorosos da angústia e da dor.
A  lavra de nosso coração, por momentos, ser-nos-á de misantrópica dor, 
pois nos escrínios de nosso ontem, temos lamaçais de inadequações de 
proceder, nos quais abandonamos entes amados e queridos, em busca da 
lascívia e da corrupção do espírito, pelo que hoje respiramos o ar da 
saudade, alimentamo-nos de uma solidão insípida e carpimos lágrimas de 
ingratidão e abandono, colheita nossa por tempo certo, de nossa própria 
herança...
A lavra de nosso coração para ser eficaz deverá ser eivada de lógica, 
razão, bom-senso, ausência completa de auto-violência, ética e caridade. 
Se não seguirmos por esta trilha estreita, mas verdadeira, corremos o 
risco de sermos sugados, ressonância e sintonia, para estados mentais 
umbralinos vinculados à ilusão.
Na lavra de nosso coração não devemos ter pressa. Começa hoje e só Deus 
sabe quando termina.
Que Jesus e Maria de Nazaré nos abençoe – Deus conosco. Paz inefável!

NA SEARA DE JESUS



  NA SEARA DE JESUS
 A tarefa no Evangelho não pode ser diferente, hoje, quando confrontada com os empeços de que se constituía nos tempos passados.
Temos companheiros e companheiros.
Alguns chegam inflamados de zelo apostólico ao campo de serviço, trazendo a força do exemplo e o lume da inspiração para o erguimento geral; outros surgem necessitados de socorro e cooperação, a fim de se levantarem, no espírito, para a desincumbência dos compromissos com que o mundo os honorifica; outros ainda aparecem tocados de bons desejos misturados de provações, exigindo paciência para que se equilibrem no plano de ação em que se situam; muitos repontam na coletividade portando votos e promessas brilhantes que não conseguem cumprir; e alguns outros igualmente se destacam, na passagem do tempo, à maneira de amigos dos interesses próprios, buscando vantagens pessoais que não se compadecem com os deveres que assumem.
Todos, porém, são filhos de Deus e tutelados de Jesus - irmãos nossos - cuja presença é fator importante em nosso proveito.
Cada companheiro da seara do bem é oportunidade de trabalho que não nos será justo menosprezar.
Aquele que sabe muito é capaz de ensinar-nos, tanto quanto o portador de talentos sublimes se expressa por luz a guiar-nos na frente; o mais equilibrado é coluna básica no serviço a efetuar-se, amparando-nos as próprias necessidades; aqueles, no entanto, que se revelam menos felizes se erigem como sendo testes à nossa fé para que a caridade do Senhor se manifeste por nosso coração e por nossas mãos.
Auxiliar-nos, sim, e sempre.
As assembléias cristãs que sobrevivem, acima de todas as limitações e circunstâncias da vida, são aquelas em cujo cerne a chama do amor e do perdão não se extingue.
Jesus nos solicita concurso em seu apostolado de redenção e tão-só venceremos amando e servindo-nos uns aos outros, tanto quanto Ele nos ama e serve sempre.
            
(Obra: Mais Luz - Chico Xavier/Batuíra)

Ante a Calúnia

É inevitável ser vítima da calúnia, que faz parte do orçamento
moral de muitas pessoas, a fim de ser apresentada no mercado da
leviandade humana.
Muitos se comprazem em urdi-la e desferi-la, por inveja, ciúme
ou, simplesmente, por doença moral.
Outros se encarregam de divulgá-la, alegrando-se em fazê-lo,
porque também atormentados.
Não sintonizes com aqueles que vivem nessa faixa.
Igualmente não te permitas atingir pelas farpas caluniosas que
te arrojam.
Vive de tal forma, que o caluniador fique desmoralizado por
falta de provas.
Cada dia é lição que se transforma em vida, ao longo do teu
caminho eterno.
Diariamente surgem episódios de calúnia, intentando alcançar
alguém.
Assim, perdoa o caluniador.
Ele não fugirá de si mesmo.
Contam que uma caluniadora buscou o seu confessor e narrou,
arrependida, a sua insensatez.
Pedindo a absolvição para o triste delito, perguntou ao ouvinte
atento qual era a sua penitência.
Aquele reflexionou e pediu-lhe que fosse ao lar e trouxesse
uma almofada de plumas, subisse à torre da igreja e dali as espalhasse
ao vento com máximo cuidado, e, após, viesse receber a
competente liberação.
Tão logo terminou de fazê-lo, a confessa retornou e perguntou:
-- E agora?
-- Volta lá -- respondeu o sacerdote -- recolhe todas as plumas
e refaze a almofada.
A calúnia são plumas ao vento que vão sempre adiante para a
amargura do caluniador.

Divaldo Franco - (Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis)

Tua caminhada.


Tua caminhada.

Se tua  caminhada terrena for longa, previna te levando luz, para que quando chegar a  noite não te tropeces nos caminhos escabrosos que possa encontrar.
Na caminhada de tuas provações, previna te levando a luz do esclarecimento, da caridade, da compreensão, e do amor ao teu  próximo, para não te tropeçares nos embaraços da discórdia ou das decepções, e  para não caíres nos assédios de uma nova reencarnação reparatória.
Se em tuas jornadas pelas estradas da vida procuras antes conhecer o caminho para não te perderes nos dédalos desconhecidos, conheça também a rota correta da jornada de tua alma pela terra levando contigo a bússola da sabedoria e da fé tendo como rota segura os ensinamentos do Mestre Jesus, para não te confundires e entrares por caminhos que te possa  parecer seguro, mas que poderá levá-lo aos desapontamentos e dolos, cujo engano possa traçar-te uma nova vida de reparação.
Recorda-te que nem sempre  os caminhos mais livres ou as estradas aparentemente mais bonitas possa ser mais seguras.
Recorda-te também que o Divino mestre, em momento algum vos  prometeu algum galardão na crosta terrestre.
Se encontras dificuldades na caminhada de tua vida, não te desesperes. Jamais pense em mudar o teu caminho. Procure caminhar com calma principalmente nos momentos mais difíceis. Segura na mão de Deus e segue sempre.
Se aceitares com dignidade, e sem revolta os tropeços do momento, com toda certeza, um dia quando ultrapassares o marco da chegada terá como premio o galardão prometido por Jesus.  

 Entrai pela porta [estreita]; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela.
Mateus 7-13

O mundo das drogas na visão espírita


O mundo das drogas
na visão espírita


Há quem diga que não exista ex-drogado. Há usuários que perderam a esperança de conseguir viver sem as drogas. Há familiares desesperados sem saber como lidar, aconselhar, ajudar de forma realmente eficaz.

De fato, este assunto é muito complexo quando se refere à causa, e um tanto problemático no que diz respeito ao efeito. Mas a espiritualidade nos diz que estes casos não somente estão ligados ao corpo físico, como também - e principalmente - ao Espírito.

A dependência química é fato e está aí a ciência que nos comprova tal fenômeno referente ao efeito provocado de curto ou logo prazo. Mas e a causa? Como podemos chegar a ela de forma profunda, de tal maneira a reconhecê-la e eliminá-la? Pois quando se elimina a causa, fica muito mais fácil tratar o efeito ao ponto de combatê-lo completamente.

Sim, a religião muito ajuda o indivíduo e DEVE, sem sombra de dúvida, ser utilizada como "antídoto" JUNTAMENTE com a medicina clínica e psíquica. Porém há casos de usuários (e também traficantes) que vão além do conhecimento da maioria das religiões no que concerne à CAUSA, e, neste aspecto, nem tão pouco a medicina pode alcançar (apesar da tentativa da medicina psíquica, onde muitos médicos psicólogos e psiquiatras hoje em dia já indicarem o Espiritismo). É justamente aí que entra o Espiritismo na busca de um diagnóstico espiritual para um tratamento paralelo ao científico-religioso, começando pela causa e posteriormente o efeito.

Muitos podem não dar crédito, ou achar que não é correto biblicamente falando (o que é um equívoco, dadas as inúmeras possibilidades de interpretação humana aos livros divinos), porém, o trato espiritual que se dá a estes 'enfermos da alma', baseando-se na receita de médicos espirituais, somado à conduta moral e cristã que nos é ensinada através da codificação de Kardec, de fato são transformadoras e renovadoras.

Uma das explicações dadas à causa que dá início ao uso de químicos em geral, e principalmente os tais alucinógenos, pode estar vinculada ao desequilíbrio mediúnico.

Pessoas boas de coração, denominadas sensíveis ou sensitivas, que geralmente encontram nas artes sua forma de livre expressão; pessoas propensas a ajudar os outros sem requerer reconhecimento ou gratidão; pessoas desapegadas a bens materiais em sua grande maioria; pessoas geralmente injustiçadas, exploradas, mal interpretadas e que sofrem muitas decepções e fracassos em diversos aspectos da vida... Pessoas neste perfil, com o tempo, tendem a tornar-se inseguras, partindo para o desânimo, angústia, tristeza profunda, depressão, crises existenciais, bipolaridade; e a fuga, em suas diversas formas, passa a ser sua única saída mais palpável e de pronto socorro. Mediunidade desequilibrada, não compreendida e não utilizada de forma construtiva.

Mediunidade é assunto sério! Seu desequilíbrio pode levar ao negativismo, pessimismo, autodestruição... Não há outro lugar que saiba tratar e ensinar o indivíduo médium a lidar com sua sensibilidade que não seja na doutrina espírita. E não é menosprezando as outras religiões, cada qual tem sua missão na Terra, mas, infelizmente, algumas religiões ainda menosprezam a doutrina espírita sem ao menos darem a chance de conhecer e entender o porquê de sua existência e utilidade nos tempos de hoje.

Drogas... Isso também tem cura! Mas lembre-se: enfermidade da alma, a causa é no Espírito. Não adianta tratar o efeito sem antes conhecer e eliminar a causa.


sábado, 27 de abril de 2013

SOMOS MAIORIA

SOMOS MAIORIA

Nunca antes na Humanidade houve tantas pessoas fazendo o bem e amando o próximo como em nossos dias.
À primeira vista, a frase parece fora de contexto e mesmo alienada das coisas que vemos.
Temos a impressão de que todos estão fazendo o mal, que poucos são honestos, que ninguém respeita o próximo.
Vemos as notícias na televisão, lemos manchetes nos jornais, escutamos conversas no trabalho e na condução.
Tudo parece convergir e se dirigir para a maldade, para o prejuízo alheio, para gerar dificuldades.
Porém, o que ocorre é que escutamos meias verdades, ou às vezes um pedaço bem pequeno de verdade e, apenas com isso, concluímos ser o todo.
O que não vemos nos noticiários são os milhares de heróis anônimos que ganham sua vida no trabalho honesto e que, com responsabilidade, criam os seus filhos.
Não é notícia as mães e os pais que velam horas a fio o sono de seus filhos para terem certeza que estão bem; que acompanham seus deveres escolares e os educam com amor e carinho.
Poucos comentam a respeito da multidão de voluntários que dedicam horas e horas para minimizar dores, dificuldades e problemas do próximo que, na maioria das vezes é alguém desconhecido. E tudo isso fazem pelo prazer de ajudar.
Esquecemos que se há muitos que transgridem as leis, nunca tivemos tanta proteção legal para as crianças, os idosos, as mulheres e tantas outras minorias na sociedade.
Se ainda existem políticos que não honram seus cargos e missões públicas, há muitos funcionários públicos que trabalham além do que seus contratos preveem, pelo ideal de melhorar a vida da população.
São inúmeros os pesquisadores e cientistas, que dedicam suas vidas para solucionar problemas, encurtar distâncias, salvar vidas, oferecer conforto e bem-estar a todos.
Debruçam-se nos laboratórios, utilizando-se de sua inteligência e ciência, no ideal de conseguir algo que beneficie a Humanidade.
Esquecemos que incontáveis são os médicos, professores, ou ainda garis e pedreiros, que cumprem muito mais que sua missão e seu dever profissional.
São muitos aqueles que se doam generosamente, que oferecem o melhor que possuem, para também contribuir por um mundo melhor.
Há muito mais pessoas honestas que desonestos no mundo. Há muito mais bondade que maldade no coração da maioria de nós. Há muito mais pessoas fazendo o bem do que prejudicando.
Assim, ao olharmos nossa sociedade, lembremos que não estamos sós nem somos minoria aqueles que fazemos o bem, que somos honestos e idealistas.
Apenas somos, aparentemente, transparentes uns para os outros.
Não nos vemos, porém, estamos todos agindo para que os dias, um após o outro, tornem-se melhores e mais felizes.
Dessa forma, não devemos jamais desistir do nosso ideal.
Ao nos imaginarmos sozinhos, basta que olhemos para o lado, e logo perceberemos que somos uma grande maioria, uma multidão mesmo aqueles que semeamos o bem, a justiça e a paz nas estradas da vida.

Meus fraternos irmãos


Meus fraternos irmãos
    Desde os meus últimos passos pela amada terra, sentimos, ao longe, as 
angústias carreando seus destinos, transformando-os, em simulacro da 
benfazeja e amorosa vivência das dulcíssimas palavras de Jesus em vossas 
vidas.
    Assim, dizemos que nos Séc. XIII.,  poucas opções tínhamos, mas sempre 
tínhamos a certeza de que o caminho para a paz interior passava pelo 
auto-esquecimento tendo como meta a vitória de nós sobre nossas infantes 
perspectivas materialistas.
    Antes da perspectivas acima, éramos, como diria o francês hoje, bon 
vivants, para os quais a vida limitava-se em usurpar a vida pelo 
excesso, pela luxúria, enfim, pela irresponsabilidade, que dados os 
quadrantes morais da época, pueril.
    Não matávamos, não roubávamos, não tínhamos frio, sede ou carências 
familiares. Conquanto exagerados em nossas exteriorizações de emoções, 
se pouco mal fazíamos, éramos, o que vocês chamam hoje de preguiçosos 
físico-espirituais.
    A luta pela auto-melhoria era matéria de difícil compreensão para nós, 
pois não tínhamos dúvidas quanto ao amor acerbo de Deus e pelos nossos 
genitores, que se matavam de trabalhar.
    Mas como tudo passa, um dia, um de nós, a saber, o mais assoberbado 
materialmente, começou apresentar comportamentos diametralmente opostos 
aos nossos. Se não se afastou de nossas pilhérias grupais, passou da 
alegria material irresponsável, a momentos de turbilhonamento moral que 
iam desde a alegria de viver, até à necessidade de insulamento.
    Este comportamento preocupou muito seus genitores. Não compreendiam 
qual a razão de tanta reflexão e misantropia em um ragazzo tão vivo, 
rico sem preocupações. Vendo estas mudanças e, deste panorama diverso, o 
pai lhe obriga a enfrentar as cruzadas com soldado de Cristo. Ricamente 
ornada de brasões e honras compradas à mamon, nosso poverello sai com 
pompas de Assisi, visando libertar o túmulo de Jesus de Jerusalém.
    Para vós outros, que vivem em época mais civilizada sempre,  é útil 
lembrar que, de Jesus, nosso Jovem só ouvira falar em missas. Naqueles 
tempos, a cultura evangélica era escassa (permanecesse). De qualquer 
maneira, Francesco, inesquecível amigo, não conseguiu lutar a guerra da 
materialidade, sendo feito prisioneiro de guerra.
    Por caminhos que só a Deus cabe, cai-lhe na mão um evangelho. Para não 
perder tempo e, considerando o estado de espírito, estudou o evangelho 
em profundidade. À época, tudo que era escrito, o era em latim ou grego, 
conhecimentos que poucos tinham acesso. Este estudo foi como buril 
eficaz a remodelar e mudar para sempre sua visão de mundo e, o 
cristianismo.
    Não cabe saber como, mas ele, liberto ou evadido, voltou para o lar e, 
em obediência, tentou seguir o caminho do Pai, comerciante abastado da 
saudosa Úmbria. Continuava belo, fugaz e esperto, mas não mais o puro 
irresponsável Francesco. Passou a ter crises constantes, mediunidade 
aflorada, ouvindo vozes, vendo imagens, sempre relacionados com uma cruz 
brilhante, obsequiando-lhe que a abraçasse a cruz de Jesus. Fraco e 
deprimido, ficou meses de cama e, quando levantou, a primeira coisa que 
fez foi subir em um telhado para trocar idéias com algumas aves canoras 
que ali se encontravam. A família, preocupada, alegrou-se pela 
recuperação, mas mandou-lhe logo ao trabalho.
    Tentou com todas as forças de seu obediente espírito adequar-se aos 
ditames paternos. Mas aos olhos paternos, se tornou alguns momentos, 
inconveniente. Trabalhava à ótica de seu Pai, como estivesse sempre em 
um pil Bello sogno. Muitas vezes trabalhava, para logo depois 
recolher-se ao lar em crises lacrimosas, crises estas, que os pais, em 
sua tão material concepção, colocava o filho à conta de une vizzionario. 
Dizia ouvir um chamado a reconstruir a Igreja de Roma, mas curvava-se ao 
bom senso, omitindo tal fato.
    Certo dia, do lar até ao comércio paterno, número atípico de pessoas 
pediram-lhe óbolos, a ponto de deixá-lo desnorteado. Tão forte foi a 
impressão de Francesco que, tendo chegado ao comércio de seu Pai, sua 
razão durou minutos, quando de chofre aparece à porta une picollo 
bambino a solicitar-lhe algo para comer. De chofre nosso amigo, pegou 
todas as moedas do caixa do comércio paterno saiu a distribuir tudo, sem 
jaça ou medo.
    O pai mandou-lhe ficar em casa para curar sua loucura. Entretanto 
Francesco teve dois anjos na sua vida. Sgna Pica e sua divina Chiara. 
Únicos seres que o compreendiam. Podemos dizer que a partir daquele 
ponto Francesco transpôs-se de filho de seus Pais,  para a porta 
estreita por onde andam os irmãos de Jesus. Ao retornar à noite, após 
surrá-lo convenientemente, Francesco disse à sua mãe que já não se 
sentia somente filho limitado aos seus Pais, conquanto lhe dedicasse 
amor profundo. Sentia-se tão somente filho de Deus.
    Um dia, após um passeio pela manhã, em locais maravilhosos de Assisi  
a voz veio-lhe a mente forte como nunca, mais ou menos assim:
De que adianta saber o evangelho se nada faze em prol daqueles que de 
ti esperam a misericórdia do pão?
Olhai estas crianças que andam a vossa volta, que sabemos já lhe remoem 
o íntimo, por que não tu dás o que te sobra, em largos veios, para 
mitigar o mínimo da fome lacustre a lhe chicotear a alma?
Acolá vês os leprosos. Qual o motivo de te esconderes para ver Chiara 
atendê-los, sendo que em ti ainda vinga a lepra da materialidade a ser 
decepada de teu ser?
Andas por caminhos dolorosos, bem sei. Mas quando, como no Pregador de 
Tarso, o Cristo permanecerá em ti?
    Tal fato só encontra equânime na entrada de Paulo em Damasco.
    Francesco, sendo posto em contato com suas misérias íntimas, abrindo o 
coração a Jesus, diz: Cristo vivere mio espírito, natti sono perante 
Cristo. Io sono tu servo.
    Não podendo entrar na loja do Pai, pela janela da casa jogou todas as 
roupas, panos, vestes, tudo que era material. Seu pai solicitou 
entrevista pública com o Bispo de Assis, solicitando-lhe que colocasse 
um pouco de juízo na cabeça de seu filho. O bispo falou da Lei do amor 
filial a Francesco e este falou ao Bispo do amor paternal de Deus a 
todas as criaturas e, que entre viver vendo a desigualdade à sua porta, 
e viver e conviver com os mais necessitados, preferia a segunda opção. O 
pai lhe retruca que não poderia fazer isto, pois dele dependia desde o 
alimento e a roupa paterna para viver. Qual não foi a surpresa de todos 
quando Chico, corajosamente, despiu-se da roupa e, nu disse ao pai: Meu 
pai, agradeço a tudo que Sr e minha mãe me deram até hoje, mas digo-vos 
que em se conhecendo o evangelho e, não vivenciando o evangelho, este 
torna-se letra morta. Pai toma minha roupa como é de direito. Ficarei em 
Paz, vivendo de tudo que me vier e, sairei pelo mundo, auxiliando a 
todos como deveremos fazer.
    O exemplo de Francesco é rude até para aqueles que já detêm algum 
conhecimento espiritual.
    Alguns o consideram um louco, perdulário. Mas lembremos que ele doou o 
material para todos que pôde, ensinando a todos como angariar tesouros 
nos céus.
    Alguns dizem que sua obra foi em vão, mas eles se esquecem que graças 
a ele, algumas ordens religiosas puderam seguir os caminhos evangélicos, 
mesmo que posteriormente, incorressem em erros primários, tão combatidos 
por Francesco.
    Alguns vêem nele o visionário buscando uma cristandade improvável, mas 
poucos se lembram de que foi ele quem vulgarizou, mesmo que 
limitadamente, o evangelho sem o vício da interpretação de um só.
    Francesco foi excelente ferramental divino na terra. Viu a pobreza e 
não se isolou da mesma, ao contrário conviveu com a mesma, acolhendo 
todos que tinham fome.
    Ao que tinha fome de um pão, dava mesmo dois, pois sabia que a fome é 
mãe pútrida, lacerante de corpo, incinerante de boas intenções.
    Ao que tinha frio, dava não só a manta que recebia, mas todas aquelas 
que tivesse, pois sabia-se incapaz de mensurar o frio alheio.
    Não só andava, como caminhava por e com todos aqueles que assim 
necessitavam, pois lembrava que mesmo que necessitasse somente de um 
passo ele sempre deveria dar dois passos, se ao outro estivesse dando 
auxílio.
    Enfim, vivenciou o evangelho, antes nele mesmo, e depois para toda a 
humanidade que lhe aportava o local onde ficava.
    Era alegre, bondoso, caridoso. Concitou-nos a seguir os passos. Alguns 
mantivemos o celibato, não por dogma, mas pelo tamanho da obra a ser 
feita. Outros se casaram e permaneceram conosco, mostrando-nos que a 
união carnal, com amor, não é empecilho para a ascese ao mais alto.
    Foi perseguido, como todos nós. A rigor, à época todos éramos tidos 
como loucos, mas, todos os que nos procuravam, tentando-nos fazer 
retornar ao juízo, não conseguiam e permaneciam em nossa companhia.
    Amava tão profundamente a tudo e todos e de maneira tão espontânea, 
que, mesmos os animais tradicionalmente ferozes perto dele, tornavam-se 
mansos cordeiros.
    Este era Francesco antes e imediatamente após sua porta de damasco.
Amados Irmãos:
Nosso mote nesta oportunidade mostrar que todos nós podemos ser um 
Francesco, lembrando que o problema da fechadura das portas de nosso 
coração é que só há lugar para abri-la, do lado de dentro dele.
Nossa colaboração com a obra de Francesco ainda não se encontra pronta. 
Reencarnaremos ainda na terra para, se Deus desejar e tivermos forças, 
continuar nosso trabalho de abandono de nós mesmo para que Jesus 
permaneça em nós.
Assim vontade, estudo, análise, enxada, coragem, alteridade, amor, 
fraternidade e consciência em paz.
O nosso trabalho existe se desejarmos que Cristo exista em nós.
Francesco fez o crível e o incrível e, quanto à nós?