quinta-feira, 30 de junho de 2011

Carta às mães que perderam seus filhos

Mãezinha querida... Seu coração está em pedaços...
Não há dor maior do que a perda de um filho...
Aprendemos a amá-los de uma forma tão grandiosa, tão completa, que não conseguimos mais enxergar o mundo sem a sua presença ao nosso lado.
Descobrimos um tipo de amor que nos faz crescer e nos faz amar a vida como nunca antes havíamos amado.
E subitamente são levados... Aos poucos meses, nos primeiros anos... Ou um pouco mais tarde. Levados de nosso regaço através da morte tão cruel.
Mãezinha querida... Seu coração pede consolo, pede uma razão para continuar vivendo...
E esta razão estará sempre em seu amor por eles.
Primeiramente pelo amor aos que ficaram e respiram também o ar de seu amar: filhinhos, esposo, pais, amigos queridos.
Mas também pelo amoraos que partiram porque, mãezinha querida, eles continuam a existir e a amá-la como antes o faziam.
A morte não mata o Espírito e também não mata o amor.
“Um pai, uma mãe, nunca deveriam enterrar seus filhos” – diz o pensamento popular, fazendo menção à ordem natural da vida para os que deveriam partir antes.
Porém, a verdade é que você não enterrou seu filhinho, mãe: o que ali foi deixado sob a terra era apenas sua vestimenta corporal para esta breve encarnação.
Seu filho, sua filha continuam existindo. E todo amor que construíram no aconchego de seu lar não foi perdido: será a semente de um novo amanhã, quando voltarão a se encontrar.
Os planos maiores do Universo – ainda desconhecidos por nós – definiram que precisavam ir mais cedo, por razões especiais.
Voltaram para a verdadeira vida, o mundo espiritual, onde estão recebendo todo auxílio necessário para que sejam bem recepcionados em sua nova realidade.
Deus está com seus filhos nos braços, mãezinha.Segura-os através de seus tantos trabalhadores do bem, que estão encarregados de receber as almas após a desencarnação.
Você não perdeu seus filhos, embora a realidade pareça mostrar isso diariamente, pelo buraco que suas ausências na Terra deixaram.
Não... Você não perdeu seus filhos. A desencarnação é apenas o final de uma etapa e começo de outra.
Não perdemos as pessoas, assim como não se perde o amor semeado no coração.
Quando a saudade apertar e o ar parecer faltar, lembre, mãezinha, dos momentos felizes com eles, lembre de abraçá-los com carinho em suas orações aos céus.
Eles receberão seu abraço e ficarão felizes por saber que em sua alma não há revolta, não há ódio ou rancor, há apenas a natural e saudável saudade.
Através da oração você poderá manter um contato constante com eles, pois a prece une os “dois mundos”.
Diga que os ama muito, que sente falta, é certo, e que é este amor que lhe sustenta os dias na Terra, esperando o sonhado momento do reencontro.
Mãezinha querida... Você não está sozinha neste momento difícil: Deus está com você. Conte com Ele.



Oração perante Jesus

Oração perante Jesus

Senhor!
Agradecemos aos professores de bondade e paciência, compreensão e tolerância que nos concedes, através de
todos aqueles que nos transmitem os ensinamentos
que nos legaste.
E manifestamos ao teu amparo a nossa gratidão pelos examinadores que nos envias, na pessoa de nossos familiares e companheiros, adversários e observadores
para que se nos verifique o grau de aproveitamento
das tuas mensagens de paz e amor.
Entretanto, Jesus, entre aqueles que nos induzem
a procurar as virtudes que ainda não possuímos e
aqueles outros que nos destacam os defeitos e as deficiências que ainda carregamos, nós te pedimos
força e coragem para sermos simples e humildes,
a fim de praticarmos as tuas lições.

***Emmanuel***


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Prece de Agradecimento

Senhor Deus Pai,

Nos proteja nos mais tortuosos caminhos e nos dias mais escuros...
Permita que nosso coração e nossa mente absorvam seus ensinamentos e que estes se tornem parte integrante de nosso ser.
Nos ensine a perdoar sempre. Nos ensine a temperança, a calma, o silêncio.
Ajuda-nos, ó Pai Celestial, a nunca desistirmos em nossa jornada.
Somos pequenos, porém desejosos de seguir teus passos e de fazer parte de um mundo onde reine tua perfeição.
Liberta nossos corações de angustias que venham a surgir, e fortalece Senhor a nossa fé.
Cremos que tua obra é perfeita, e que sempre haverá uma razão coerente por traz de tudo o que acontece.
Ajuda-nos a ser só amor, profundo e sincero.
Abençoe e ilumine nossos guias, que em teu nome nos acompanham e auxiliam sempre em devotada missão amorosa.
Agradecemos a Ti Senhor, pela nossa vida. Dar luz à nossa existência é o mais belo e sublime ato de amor.
E como mãe que dá a seu filho amargo remédio que provê a cura, aceitamos com resignação nossas dificuldades pois que estas nos proporcionam a superação e crescimento.
Muitíssimo obrigado Senhor pela vida, e pela abençoada oportunidade de aprendizado.

Amem

✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠✠


EGOÍSMO

EGOÍSMO

"A vaidade é filha legítima do egoísmo, pois o vaidoso é um "cego" que somente sabe ver a si próprio."

A vaidade é um desejo superlativo de chamar a atenção, ou a presunção de ser aplaudido e reverenciado perante os outros. É a ostentação dos que procuram elogios, ou a ilusão dos que querem ter êxito diante do mundo e não dentro de si mesmo.

Importante não olvidarmos que a vaidade atinge roda e qualquer classe social, desde as paupérrimas até as que atingiram o cume da independência econômica.

Francisco VI, duque de La Rochefoucauld, escritor francês do século XVII, dizia que "ficaríamos envergonhados de nossas melhores ações, se o mundo soubesse o que as motivou".

A afirmativa é válida porque se refere às criaturas que fazem filantropia a fim de alimentar sua vaidade pessoal, impressionando o mundo para que os inclua no rol dos generosos e de grandes altruístas.

O orgulho está incluído entre os tradicionais pecados capitais do catolicismo. Como a vaidade é uma idéia justaposta ao orgulho, ela também se destaca como um dos mais antigos defeitos a serem combatidos na humanidade. No entanto, somente poderemos nos transformar se conseguirmos ver e perceber, em nós mesmos, as raízes da vaidade, visto que negá-la de modo obstinado é ficar estritamente vinculado a ela.

É oportuno dizer que não estamos nos referindo aqui ao esmero na maneira de andar, falar, vestir ou se enfeitar, que, em realidade, são saudáveis e naturais, mas a uma causa mais complexa e profunda. O motivo de nossas análises e observações é o estado íntimo do indivíduo vaidoso, ou seja, o que está por baixo do interesse dessa exibição e dessa necessidade de ser visto, a ponto de falsificar a si mesmo para chamar a atenção.

Na fase infantil, a conduta dos pais e sua filosofia de vida agem sobre as crianças, plasmando-lhes uma nova matriz à sua, já existente, bagagem espiritual. Ao produto de suas vidas passadas é anexada a visão dos adultos, membros de sua família atual. Portanto, através dos pais, verdadeiros "espelhos vivos", as crianças assimilam suas primeiras noções de comportamento e modo de viver.

Filhos de pais orgulhosos podem-se tornar crianças exibicionistas, carregando uma grave dependência psíquica de destaque. Comportam-se para ser socialmente aceitas e para aparentar-se pessoas brilhantes.

Os vaidosos colocam máscaras de criaturas impecáveis e, evidentemente, transmitem aos filhos toda uma forma de pensar e agir alicerçada na preocupação com os rótulos e com a escala de valores pela qual foram moldados.

Outra causa do desenvolvimento da vaidade nas criaturas é a importância desmedida que dão às posses e propriedades. Na atualidade, por menor que seja a classe social em que se encontra constituída uma família, ainda é o dinheiro uma fonte absoluta de poder. Quem ganha mais reivindica no lar a autoridade, a atenção e o amor. A riqueza amoedada é conceituada como um dos instrumentos com o qual podemos manipular as pessoas e nos tornar um ponto de atração. Dessa forma, processa-se na criança uma educação do "tipo inintencional", transmitida pelos adultos de forma involuntária, automática e despercebida, através do somatório dos gestos, das conversas, das atitudes ou dos comportamentos do dia-a-dia.

A presunção leva os indivíduos a se casar não por amor, mas a se unir a alguém que lhes proporcione um melhor "status" social, uma roda de amigos de projeção e um nome importante. Enfim, as uniões matrimoniais acontecem, quase sempre, por interesse pessoal, sem se levarem em conta os reais sentimentos da alma.

A supervalorização social e econômica de determinada profissão ou emprego influencia as escolhas de conformidade com a realização externa, em detrimento das inclinações e vocações internas. Há profissões tradicionalmente ambicionadas, como medicina, engenharia e outras tantas de mais recente valorização nos dias atuais, que os pais almejam para os filhos, tentando assim solucionar suas próprias frustrações e evidenciar sua própria pessoa com o "brilho profissional" de seus familiares. Condicionando-os a viver uma existência estereotipada, justificam-se com a representação de uma dedicação e proteção no ambiente doméstico, quando, na realidade, o que cultivam o "prazer da notoriedade".

Quando o eminente educador Allan Kardec indagou aos Semeadores da Era Nova qual a maneira de extirpar inteiramente do coração humano o egoísmo, fundado no sentimento do interesse pessoal, ele recebeu a seguinte orientação: " ... 0 egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se porque deriva da influência da matéria, influência de que o homem, ainda muito próximo de sua origem, não pôde libertar-se e para cujo entretenimento tudo concorre: suas leis, sua organização social, sua educação. (..)

O egoísmo assenta na importância da personalidade. Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade ... "

A vaidade é filha legítima do egoísmo, pois o vaidoso é um "cego" que somente sabe ver a si próprio. Ora, essa importância ao "sentimento de personalidade", da qual os Espíritos de Escol se reportam, nada mais é do que a vaidade.

Além da educação familiar, os jornais, as revistas, os telejornais - ou seja, a mídia - criam todo um "mercado de personalidades" prósperas, mostrando suas fotos superproduzidas e seu modo de vida na opulência.

Novelas e filmes exibem os padrões a serem atingidos. As criaturas imaturas, que receberam uma educação voltada para esses valores superficiais, tentam se comparar e competir com os modelos da televisão ou com as estrelas e astros do cinema, gastando tempo e energia, porque se esquecem de que são incomparáveis.

As almas não são clichês umas das outras; todos temos características individuais e próprias. Os ingredientes do sucesso do ser humano se encontram em sua intimidade.

Não há razão para nos compararmos com os demais, pois cada indivíduo tem sua razão de ser no Universo. Se a Natureza nos criou para sermos "mangueiras", não devemos querer produzir como as "laranjeiras". Lembremo-nos, contudo, de que, tal como a semente, que contém todos os elementos vitais para a formação de uma árvore, também nós possuímos, em essência, todos os componentes de que necessitamos para ser criativos, originais e bem-sucedidos.

Paulo de Tarso assim se reportava aos moradores da Galácia: "Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo".

À medida que os homens tomarem consciência do seu próprio mundo interior, reconhecerem-se filhos do Poder do Universo e instruírem-se sobre as infinitas possibilidades da vida eterna, deixarão a doentia preocupação com as aparências, a frustração crônica que possuem por imitar os outros e a "atitude de camaleão" que cultivam com uma auto-imagem para agradar o mundo em seu redor.

L.E. - Questão 917: Qual o meio de destruir-se o egoísmo?

"De todas as imperfeições humanas, o egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se porque deriva da influência da matéria, influência de que o homem, ainda muito próximo de sua origem, não pôde libertar-se e para cujo entretenimento tudo concorre: suas leis, sua organização social sua educação. O egoísmo se enfraquecerá à proporção que a vida moral for predominando sobre a vida material e, sobretudo, com a compreensão, que o Espiritismo vos faculta, do vosso estado futuro, real e não desfigurado por ficções alegóricas. Quando, bem compreendido, se houver identificado com os costumes e as crenças, o Espiritismo transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo assenta na importância da personalidade. Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade. Destruindo essa importância, ou, pelo menos, reduzindo-a às suas legítimas proporções, ele necessariamente combate o egoísmo. (..)"

terça-feira, 28 de junho de 2011

SEXO - AMOR - ASCETISMO

SEXO - AMOR - ASCETISMO


Amigos,


Apenas lembro, aqui, duas coisas: uma acerca da energia sexual e do poder do amor; outra, acerca do ascetismo.

- a energia sexual é, em nosso mundo, uma das mais poderosas forças; isso foi reconhecido, inclusive, por sábios autores de livros bíblicos pois, após a criação, a primeira recomendação atribuída ao Criador de todas as coisas foi: “crescei e multiplicai-vos”.

Certamente, mais poderoso do que essa força, é o sentimento de amor, tão enaltecido por Jesus e Paulo, como a mais excelsa das virtudes.

Não me refiro a esse sentimento de amor/afeto, amizade, admiração, respeito, cumplicidade, identificação, dependência, atração, necessidade; refiro-me ao amor/Amor, só encontrado naqueles que conheceram a verdade que liberta de todas as amarras e dependências que nos prendem à vida e ao mundo. Esse é, na verdade, o verdadeiro amor, o genuíno, que não necessita da análise das conseqüências ou das condições para se tornar ação; não necessita de vontade ou esforço; é espontâneo e natural. Esse é o verdadeiro amor, sentimento ainda desconhecido pelo mundo, e que torna, quem o possui e o manifesta, rico de felicidade, mesmo que lhe custe sofrimentos ou a perda da vida. Como dizem os que o experimentaram, com a cessação das ilusões com que interpretamos a vida e, a ela e a seus atrativos nos prendemos, desperta-lhes, ao perceberem a realidade de sua verdadeira identidade, um amor quase insuportável pelos semelhantes. Compreendem, então, que estes necessitam de conhecer aquela verdade que eles já conhecem e, muitos, por toda vida, até que a morte lhes cerre os lábios, tentam apontar o caminho que eles mesmos já trilharam.

- quanto ao ascetismo, sua interpretação necessita, em face do que foi colocado pelo amigo Moura, ser repensada. O verdadeiro asceta é aquele que, depois de observar a totalidade da vida, o mundo e o sofrimento dos homens; depois de perceber que ciências, psicologias, filosofias e crenças não têm a solução para o sofrimento, tenta encontra-la, não através de dores provocadas em si mesmo, desprezando o corpo como coisa inútil, mas buscando-a dentro dele mesmo. É, portanto, a busca, não do sofrimento físico, com alguns entendem, mas da libertação e do fim da incerteza e da ignorância.


Buscam, investigam, comparam, questionam a vida em todos seus níveis, dos miseráveis sofredores, humanos ou não, aos poderosos aparentemente envoltos em felicidade; dos efeitos das tragédias naturais, à desditas produzidas pelo homem; e, compreendendo, afinal, que o fim dos sofrimentos não é oferecido, senão de modo efêmero, nem pela saúde, nem pela riqueza, pelo poder e prestígio, pelas alegrias, aventuras, desejos e ideais concretizados, honestidade, satisfação de necessidades de qualquer natureza, vícios e sexo, nem em afetos de toda espécie, ou pela pratica de sacrifícios por amor ao próximo, mergulham neles mesmos, ensimesmando e meditando.


Esse trabalho, eventualmente, os leva a ver que a solução está aqui mesmo, junto a todos, como uma imensidade que tudo permeia e que, incessantemente, a todos chama. Percebe-a, mas ela lhe escapa, pela perturbação nascida dos movimentos da vida, dos ruídos das cidades, das atenções dos semelhantes, dos toques do telefone, do barulho dos motores, do alarido. Então, como um ladrão ambicioso, que sabe que atrás da parede a sua frente, está aquele tesouro que, mesmo inconscientemente, sempre desejou, e na impossibilidade de derrubá-la, se desespera, fere as mãos nas tentativas infrutíferas, mas não desiste: a solução para todos os problemas do mundo está ali, ele já sabe, bem perto dele.


Então se aparta do movimento e dos ruídos, da confusão e se isola na busca do silêncio e da tranqüilidade, onde está a estreita porta para a luz. Eventualmente e, como o corisco que, inopinadamente, corta o céu, lhe vem a libertação de todas as algemas e, como disse Jesus, com o amor que daí nasce, cobre a multidão dos pecados. Assim, outro sábio se referiu a essa empresa, afirmando: “cada homem que se liberta, elimina o ódio de milhões”. Aquilo que, de início, para alguns desavisados se afigurara nada mais que egoísmo, se transforma em doação total ao mundo, verdadeira ascese do espírito.


TODOS NÓS SOMOS UM SÓ 3

TODOS NÓS SOMOS UM SÓ Continuação e fim...

SCHROENDIGER
“Por mais inconcebível que pareça à razão comum, ao nosso modo de conhecer ordinário, dualístico, isto é, nós ‘aqui’, e o que conhecemos, ‘lá’, separado de nós, nós e todos os seres conscientes somos tudo em tudo. Daí que a vida que estamos vivendo, não seja apenas um fragmento da existência inteira, mas, em certo sentido, é o Todo (a vida total)... Assim, podemos atirar-nos ao chão, estender-nos sobre a Mãe Terra, com a convicção absoluta de estarmos em comunhão com ela e ela conosco. Estamos firmemente estabelecidos e somos tão invulneráveis como ela; na verdade, mil vezes mais firmes e mais invulneráveis. Tão certo quanto ela nos engolirá amanhã, trar-nos-á outras vezes novas lutas e novos sofrimentos. E não somente ‘algum dia’. Agora, hoje, todos os dias, ela nos traz à vida, não uma só vez, mas milhares e milhares de vezes, exatamente como nos engole, todos os dias, milhares e milhares de vezes”.

FÍSICOS QUANTICOS
O dualismo (isto é, divisão) primário (a percepção de eu e não-eu, eu e mundo, sujeito e objeto), mostrou-se insustentável pela opinião da própria autoridade da física. Bronowski: ‘A relatividade deriva da análise filosófica que insiste em que não há um fato e um observador, mas uma junção dos dois numa observação; que o evento e o observador são inseparáveis’. E Schroedinger, pai da mecânica quântica: ‘O sujeito e o objeto são apenas um. Não se pode dizer que a barreira entre eles caiu como resultado das recentes descobertas da ciência; essa barreira nunca existiu’.
Pelas descobertas da moderna física quântica, os novos físicos tiveram de abandonar o dualismo ilusório de sujeito e objeto, onda e partícula, mente e corpo, espírito e matéria e, com ajuda de Einstein, o de espaço e tempo, energia e matéria, espaço e objetos. A nova física provou que tudo isso é ilusão. Como as costas e a frente são apenas modos diferentes de ver um mesmo homem, nenhum modo sendo mais real do que o outro, assim sujeito e objeto, psique e corpo físico, energia e matéria, são apenas modos diferentes de ver a mesma realidade (a mesma manifestação de energia, ou de Deus).

RAMANA, místico:
“A suposição de que o Vedor é diferente do Visto está na mente. Para os sábios, o Vedor é o Visto”. O que é visto é aquele mesmo que está vendo (é aquilo a que as religiões dão o nome de Deus; Deus é tudo).

UM BUSCADOR DE DEUS:
“Somos, apenas, máscaras de Deus; estamos todos num mega-drama cujo único ator é Deus. Nós somos, todos nós, os sentidos, as mãos, os pés, olhos e ouvidos da Divindade...”

KEN WILBER
“Deste modo, aquilo em nós que, neste momento, vê esta página e o ambiente em torno dela, é a Divindade, a Mente, Brahman, Deus e, por isso, não pode ser visto nem conhecido como objeto, nem encontrado quando o procuramos. O que quer que eu veja, pense, perceba, sinta ou saiba acerca de meu ‘eu’, é um emaranhado de objetos percebidos, o ego. O visto é o ego; o que está realizando o ato de ver é o Eu, a Mente, Deus. Nós nos identificamos, erradamente, com o que pode ser visto ou percebido, o ego, e, portanto, já não nos identificamos com toda a manifestação fenomênica, pois estamos ilusoriamente separados de tudo o que parece ser o ‘não-eu’. Separados, assim, do meio-ambiente, este passa a ser uma ameaça”.

HUANG PO, o mestre de Rinzai
“Não existe nada a ser atingido. Sempre te identificaste com o Buddha (ou Cristo, ou Deus); portanto, nunca poderás atingir essa identificação por meio de quaisquer práticas. Se, neste momento, pudesses convencer-te disso, estarias iluminado. É difícil compreender esta afirmação? É para te ensinar a não buscares o estado de Buddha, pois toda busca se destina ao fracasso”. (já que o somos, a tentativa de buscá-lo é absurda. Temos apenas de buscar a percepção da verdade, dessa verdade. Disse Jesus: ‘Buscai em primeiro lugar o reino de Deus...’, e ‘Conhecereis a verdade e verdade vos libertará).

RAMANA
“Não há alcançar o Eu. Se o Eu devesse ser alcançado, significaria que o Eu não está aqui agora. Por isso digo que não se alcança o Eu. Você é o Eu; você já é Aquilo”.
“A suposição de que o Vedor é diferente do Visto está na mente. Para os sábios, o Vedor é o Visto. O que é visto é aquele mesmo que está vendo”.

KEN WILBER
“Aquilo que você procura e não pode encontrar é VOCÊ mesmo. O motivo porque a Mente não pode ser encontrada é porque é Ela que está realizando o ato de procurar. Quando isso é profundamente compreendido, atinge-se o fim da busca, e nada mais há a ser buscado (‘Buscai em primeiro lugar o reino de Deus, que o demais vos virá por acréscimo’). Quando isso acontece, nossa identidade se une com tudo o que é experimentado. Não há mais um experimentador separado de objetos experimentados separados; há somente experimentação não-dual. Então, quando olhamos para dentro (de nós mesmos) à procura do eu-Percebedor encontramos o universo inteiro (como disse Jacob Boeme), que não é mais um objeto ameaçador lá fora, e percebemos que Ele é quem está procurando”.

ZEN
“A realidade final reside bem no centro da existência diária. A idéia de que o observador é diferente do observado está na mente. Para aqueles que estão na Subjetividade Absoluta, o observador é o observado’. Em suma, a Subjetividade Absoluta se acha em comunhão (pois é o próprio) com seu universo de conhecimento, de modo que nós somos aquilo que observamos” (Krishnamurti: ‘observador é a coisa observada’).

KEN WILBER
“Aquilo em nós que vê, ouve, tem e exercita a vontade e o fazer e o querer, é Deus em nós. E a Bíblia afirma: ‘O Senhor é quem opera em nós o pensar, o querer e o fazer’, ou melhor, aquilo em nós que está realizando o ato de ler esta página é a própria Divindade; somos os olhos com que Deus vê o universo”.

RAMANA
”O Eu, a Mente, a pura Consciência, tem conhecimento de tudo, é o Vedor Final. Tudo o mais: ego, mente, corpo etc. são simplesmente seus objetos; cada um deles é um objeto exteriorizado e não pode ser o verdadeiro Vedor. O Eu não pode ser objetivado, nem ser conhecido por qualquer outra coisa, e já que o Eu é o Vedor que vê tudo o mais, a relação sujeito-objeto, a aparente subjetividade do eu, só existe no plano da relatividade, no espaço-tempo, e se desvanece no atemporal, no Absoluto. Não há outro senão o Eu” (nada mais além de Deus).

CATARINA, mística cristã, séc. XV: “Meu ser é Deus, não por uma simples participação (minha nele), mas por uma transformação autêntica de todo meu ser”.

HUI-NENG, séc. VI, fundador do Zen Budismo: “Nossa própria natureza do ser é Buda (desperto, iluminado, livre do sofrimento) e, fora dessa natureza, não há outro Buda”. (isto é, só há Um e somos esse Um).

IBN AL-ARABI, sufista, séc. XII: “Tu és Ele, sem qualquer limitação, se conheceres tua própria existência dessa maneira”. (Novamente, o ‘Conhece-te a ti mesmo’).

MOISÉS DE LEON, cabalista, séc. XIV: “Deus, em sua manifestação suprema, na plenitude de seu ser, é chamado “Eu”. (Bíblia: “Eu sou aquele que sou“).

PADMASMBHAVA, budista, séc. VII: “A única verdade está dentro de nós”.

MEISTER EKHART, místico cristão, monge, séc. XIII: “Percebo que Deus e eu somos um só”.

MONSOR AL-HALAJ, sufista, séc. X: “Eu sou a verdade”.

SHANKARA, hindu, séc. VIII: “Não participo da ilusão ‘eu’ e ‘tu’, ‘isto’ e ‘aquilo’. Sou a realidade sem começo e sem fim. Sou Brahman, o primeiro sem segundo, a bem-aventurança sem fim, a verdade eterna e imutável. Resido em todos os seres. Agora, eu sei que sou Tudo”.

E JESUS: “Eu e o meu Pai somos um”.
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Afinal, Quem Somos Nós? 2

TODOS NÓS SOMOS 'UM SÓ' Continuação...

SOMOS IMORTAIS
SCHRÖDINGER, um dos formuladores da física quântica:
“... Olhando e pensando dessa maneira, talvez você possa ver, num lampejo, a impossibilidade de que essa unidade de conhecimento, sentimento e vontade que você chama de “eu”, tenha nascido num dado momento há não muito tempo atrás; ao contrário, esse conhecimento, sentimento e vontade são eternos e imutáveis em essência, sendo um, em termos numéricos, em todos os homens ou, ainda mais, em todos os seres dotados de sentidos. Mas, isso tudo, não no sentido de que você seja uma parte, uma peça de um ser infinito e eterno, ou um aspecto (ou fagulha, ou prolongamento) ou modificação dele. Não! Conquanto pareça inconcebível à razão comum, você, e todos os outros seres conscientes, são tudo em tudo. Portanto, sua vida não é apenas uma peça da existência total, mas, em certo sentido,é a existência total, é o todo; só que esse todo não é constituído de forma que possa ser examinado num único relance... Assim, você pode atirar-se ao chão, estender-se sobre a Mãe Terra, com a convicção de ser um com ela e ela com você. Você está tão solidamente estabelecido, e tão invulnerável quanto ela - na verdade, mil vezes mais. Tão certo quanto ela irá engolfá-lo amanhã, ela fará com que nasça de novo para lutar e sofrer. E não só “algum dia”: agora, hoje, todos os dias ela o faz nascer, não uma só vez, mas milhares de vezes, assim como todos os dias o engolfa milhares de vezes. Pois, eternamente e sempre, há apenas o agora, aquele mesmo eterno agora, (pois) o presente é a única coisa que não tem fim”.

A ALMA E DEUS: Somos Um só.
MEISTER ECKHART, místico cristão, condenado pela Igreja à morte pelo fogo por afirmar que nós somos o próprio Deus, a própria divindade:
“A essência de Deus e a essência da alma são uma só e a mesma coisa. O conhecedor e o conhecido são um só. Os ingênuos imaginam poder ver Deus como se Ele estivesse ‘lá’ e nós ‘aqui’. Não é assim. Deus e nós somos um”.
(Como Jesus afirmou: ‘Eu e o Pai somos um’, e Krishnamurti: ‘O observador é a coisa observada’; todo o misticismo tem essa mesma concepção: ‘nós somos o todo’; hoje, até mesmo a física quântica tem essa mesma visão: ‘há uma só mente e nós somos essa mente’).

SOMOS UMA SÓ CONSCIÊNCIA
TEILHARD DE CHARDIN, cientista, filósofo, teólogo e sacerdote da Igreja Católica Romana afirma enfaticamente em várias de suas obras o que vai abaixo. Esta citação é de seu livro ‘O Fenômeno Humano’:
“Todos nós, todos os seres humanos e todos os animais, compartilhamos a mesma consciência”.
Por afirmações como essa foi proibido, pelo Vaticano, de publicar qualquer pensamento ou concepção sua até o dia de sua morte.

UMA ILUSÃO COLETIVA
SCHRÖDINGER, sem qualquer dúvida, um dos mais notáveis arquitetos da física moderna. Foi ele que, com suas famosas equações de onda, formou a base da mecânica quântica:
“A consciência da raça humana forma uma unidade e é imortal no tempo e infinita no espaço. O mundo, particularmente o ocidental, sofre de uma grande ilusão coletiva: a suposição de que a mente e a consciência são pessoais e individuais. ‘Nós nos acostumamos a pensar na personalidade de um ser humano como estando localizada no interior de seu corpo. Descobrir que ela realmente não pode ser encontrada ali é tão surpreendente que tal idéia esbarra na dúvida e na hesitação, e muito relutamos em admiti-la. Estamos acostumados a localizar a personalidade consciente de uma pessoa, eu diria, três a cinco centímetros atrás do ponto médio entre os olhos. É muito difícil para nós compreendermos o fato de que a localização da personalidade, da mente consciente, dentro do corpo, é apenas simbólica, e só um apoio para uso prático”.

NADA É SEPARADO OU INDEPENDENTE
Nisagardatta, um buscador da verdade:
“Desejo e medo vêm da visão do mundo como separado de mim mesmo. Assim como você pensa ser, do mesmo modo você pensa que o mundo é. Se você se imagina separado do mundo, o mundo aparecerá como separado de você, cheio de atrativos e de ameaças, e você experimentará desejo e medo. Eu não vejo o mundo como separado de mim e assim não há nada para eu desejar ou para temer, pois eu e o mundo somos um”.

SOMOS TODOS UM
TEILHARD DE CHARDIN, místico, cientista e padre católico, condenado, pelo Vaticano, para sempre ao silêncio por dizer coisas como estas:
“Para que os homens de toda a Terra aprendam a se amar uns aos outros, não basta que saibam que pertencem a uma mesma coisa; devem adquirir a consciência, não de que pertencem, mas de que todos somos tão somente uma e a mesma coisa um só ser. Assim, devemos abrir os olhos para a natureza imortal e onipresente e para a Mente Una que somos, para a realidade de que tudo e todos somos apenas Um”.

PLOTINO, místico;
“Cada ser contém em si mesmo todo o universo. Portanto, Tudo está em toda parte. Cada um é Tudo e Tudo é cada um”.
“A libertação só pode ser alcançada pela percepção da “identidade do espírito individual”, eu, com o Espírito Universal (‘Eu e o Pai somos um’). Por mais nada. Nem pela pratica de cerimônias religiosas, nem por associar-se a qualquer religião (Krishnamurti: ‘Os cerimoniais e as religiões impedem o acesso à Verdade’).
Não se cura a doença pela repetição do nome do medicamento, mas tomando o medicamento. Assim, não se atinge a libertação repetindo a palavra Brahaman, mas vivenciando Brahaman diretamente”.
“Não tem nome nem forma, transcende mérito e demérito, bem e mal, saúde e doença; está alem do tempo, do espaço e dos objetos de nossa experiência. Supremo e indizível ainda assim Brahman pode ser apreendido pelo olho que ‘vê’. Assim é Brahman e ‘tu és Isto’. Medita nessa verdade dentro de tua consciência’.

KABIR:
“Contempla só Um em todas as coisas; a segunda é que te leva ao extravio”.

SANTA CATARINA DE GÊNOVA
“O meu eu é Deus e não reconheço outro Eu senão meu Deus”.

SÃO BERNARDO
“Se a alma difere de Deus, a alma difere de si mesma”.

ECKHART
“Para compreender a alma temos que compreendê-la como Deus, pois o fundamento (a essência) de Deus e o fundamento (a essência) da alma são uma só coisa”.
“O conhecedor, o conhecido e o conhecimento são uma coisa só. As pessoas simples imaginam que Deus está lá e elas aqui. Não é assim. Deus e eu somos um só no conhecimento”.

PAULO
“Eu vivo, mas não sou eu quem vive; é o Cristo que vive em mim”.

MEHER BABA
“Quem sou eu?” é a eterna pergunta do homem. Essa busca de auto-compreensão, do significado último da personalidade, vem sendo respondida ao longo da história de várias maneiras, todas apontando para uma experiência na qual o buscador e o objeto de sua busca se fundem na percepção: “Eu sou Deus; não existe outro”.
“Existe uma só pergunta: “Quem sou eu?” e, para essa pergunta só existe uma resposta: “Eu sou Deus!” E quando você conhecer a resposta a essa pergunta, não há mais nada a perguntar (‘...a verdade vos libertará’). O problema é que as pessoas não sabem quem realmente são: “Você é o infinito, você está de fato em toda parte; mas você acha que é o corpo, os sentidos, a memória e, por isso, se acha limitado. Se você olhar para dentro de seu íntimo e vivenciar sua própria alma em sua verdadeira natureza, você perceberá que é infinito e eterno e que está além de toda criação”.

OSHO:
”Você é o infinito”.

UM BUSCADOR DA VERDADE:
“Tu és Ele”, eis a verdade eterna. ‘Tu és Isto’, ‘Eu sou Aquilo’, ‘Eu sou Ele’, ‘Não conheço nenhum Deus senão meu próprio Eu’, ‘Conhece-te a ti mesmo e serás Deus’, eis as verdades que todos os antigos mistérios ensinavam e que, as religiões q vieram depois, se esqueceram de ensinar. Assim, também, ‘Eu e o Pai somos Um’.

Continua para terminar...

Afinal, Quem Somos Nós? 1

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CORPUS HERMETICUM.1
A obra ‘Corpus Hermeticum’, um dos exemplos mais impressionantes de apelo à não-localização (ao transcendental, ao que está além do ‘eu’), que data de pelo menos dois mil anos, diz: “A não ser que te faças igual a Deus, não poderás entendê-lo, pois o semelhante não é inteligível senão pelo semelhante. Cresce até atingires grandeza além da medida; de um salto (a instantaneidade produzida pela meditação; a criatividade do salto quântico?) liberta-te do corpo (dos condicionamentos; do ego); ergue-te acima do tempo (penetra no atemporal, na não-localização), torna-te a Eternidade; então perceberás e entenderás Deus. Acredita que nada é impossível (as infinitas possibilidades de Maharish) para ti; pensa-te imortal e capaz de tudo compreender, imaginando estares em toda parte, na terra, no céu, na água, no não nascido, adolescente, velho, morto, além da morte. Se abraçares de uma só vez, em teu pensamento, tudo isso, isto é, tempos, lugares, coisas, substâncias, qualidades, quantidades, poderás entender e “ser” Deus”.

O autor dessas palavras nos leva para além de eventos singulares, para todos os eventos; além do aqui, para toda parte; além do agora, para todo tempo, à eternidade; além do ego, para a unidade com Deus. E afirma que devemos destruir nossa concepção de uma realidade localizada (o ego) se queremos conhecer Deus. Isso não significa usurpar o poder divino, como alguns pensam e, assim, julgam blasfemas tais palavras. Para o autor de ‘Hermeticum’, tornar-se igual a Deus é impossível, porque é impossível vir a ser o que já se é. Além disso, quando se percebe que o “eu” individual não existe, que é ilusão (uma falácia, como dizem Wilber, os místicos e a ciência quântica), percebe-se, também, que não há quem esteja fazendo a usurpação.

EINSTEIN E O EU
Einstein afirmava, com ênfase, a importância de acabar com a servidão ao eu pessoal, a importância de acabar com o sentimento de um eu localizado (no cérebro), numa filosofia decididamente oriental: “O verdadeiro valor de um ser humano é determinado basicamente pela proporção e pelo sentido em que ele se libertou do eu/ego”.

ENTRE EM VOCÊ MESMO
Teresa de Ávila, santa e doutora teologal da Igreja Católica, às noviças:
“... É insensatez querermos entrar no reino de Deus sem primeiro entrarmos em nós mesmas, porque é dentro de nós que Deus está e só ali é que vamos encontrá-lo e compreendê-lo. Entrai, entrai em vós mesmas, filhas minhas!”
Por dizer coisas como esta, por pouco não foi condenada, pela Igreja, à morte pelo fogo.

TEILHARD DE CHARDIN, cientista, filósofo, teólogo e sacerdote da Igreja Católica Romana afirma enfaticamente em várias de suas obras o que vai abaixo. Esta citação é de seu livro ‘O Fenômeno Humano’:
“Todos nós, todos os seres humanos e todos os animais, compartilhamos a mesma consciência”.
Por afirmações como essa foi proibido, pelo Vaticano, de expor qualquer pensamento seu até o dia de sua morte.
(Todo o misticismo e, atualmente, a ciência mais avançada do mundo asseguram a mesma coisa).

SCHRÖDINGER e BOHM, dois dos mais notáveis cientistas da física quântica:
É notável a semelhança de concepções entre Bohm e Schröndiger, pois este afirma, em perfeito acordo com aquele, que, “todos os dias, ela, a mãe terra, nos engole milhares e milhares de vezes, assim como nos faz nascer, não uma vez, mas milhares e milhares de vezes. Pois, eternamente e sempre, há apenas o agora, aquele mesmo agora; o presente é a única coisa que não tem fim”. As teorias destes físicos sobre a “unicidade da consciência” fazem parte de uma tradição dentro da física moderna que inclui, como vimos, alguns dos mais aclamados cientistas de nosso tempo. Suas teorias dão apoio à idéia de uma mente não-localizada (a mente que está em todo lugar, universal, portanto), não “confinada em cérebros e corpos”, infinita e imortal, aquilo a que as religiões dão o nome de Deus.

A MENTE É DEUS
CARL G. JUNG:
“O atentar para a Mente intemporal é tarefa redentora para todas as pessoas. Em nosso tempo, essa tarefa é particularmente difícil porque colocamos, no dia-a-dia, nossa ênfase no aqui-agora, no fazer, no consumir, nos aspectos práticos, no progresso material. Como valorizamos o aspecto material, estamos separados dela. O resultado é patológico: tornamo-nos vítimas de nossos próprios impulsos inconscientes e o mundo ‘demonizou-se’. Nossa verdadeira tarefa de vida é exatamente o contrário: tornarmo-nos conscientes dos conteúdos que emergem do inconsciente, criar cada vez mais consciência; esse o objetivo único da existência humana:... acender uma luz na escuridão do ser”.
“Seguramente, a alma não é algo insignificante (como as religiões ocidentais a consideram); ela é a própria Divindade radiante”.

A NOVA VISÃO DA CIÊNCIA
UM CIENTISTA QUÂNTICO:
“Se concordarmos com as implicações da moderna visão do universo dada pela mais bem arquitetada ciência de nosso mundo, a física quântica, talvez possamos confirmar as percepções dos visionários e místicos, a visão de que todos nós somos eternos, infinitos e Um”.

NADA É SEPARADO OU INDEPENDENTE
Nisagardatta, um buscador da verdade:
“Desejo e medo vêm da visão do mundo como separado de mim mesmo. Assim como você pensa ser, do mesmo modo você pensa que o mundo é. Se você se imagina separado do mundo, o mundo aparecerá como separado de você, cheio de atrativos e de ameaças, e você experimentará desejo e medo. Eu não vejo o mundo como separado de mim e assim não há nada para eu desejar ou para temer. Eu e o mundo somos um”.

NOSSA GRANDE ILUSÃO
PYR VILAYAT, antropólogo:
“Nossa grande limitação é supor que somos indivíduos, que somos seres e mentes separadas; isso não é verdade: somos um só.

O INCONSCIENTE COLETIVO E A MENTE
CARL G. JUNG:
“O inconsciente coletivo apresenta as características da mente não-localizada (mente fora o espaço-tempo, no atemporal, isto é, a mente una, cósmica, universal, Deus); não pode ser fixado no espaço e no tempo, e transcende o ego individual, envolvendo “todas” as mentes”.
“O inconsciente tem o seu próprio tempo à medida que passado, presente e futuro, juntos, combinam-se nele”.
“Uma vez que todas as distinções, diferenças, desaparecem na condição inconsciente, é lógico que a “distinção entre mentes separadas deve desaparecer” também”.

OS OLHOS E OS OUVIDOS DE DEUS
FEEMAN DYSON, físico:
“Não há uma distinção clara entre mente (nossa mente humana) e Deus (mente universal). Deus é o que a mente se torna quando ultrapassa a escala da compreensão (quando vai além do ego, além de seus condicionamentos). Somos as principais vias da manifestação de Deus”.
(Somos os olhos e ouvidos de Deus; Deus percebe o universo por nossos olhos e ouvidos, por todos nossos sentidos objetivos).

PERCEBA-O E ESTARÁ SALVO
Nisagardatta, um sábio buscador da verdade:
"Este que vê o tudo e também vê o nada, é o mestre interior (aquilo a que damos o nome de Eu, Eu superior, Deus). Só ele é; todo o restante “parece ser”. Ele é seu próprio ser, sua esperança e segurança de liberdade: encontre-o e una-se a ele (isto é, perceba-o) e você estará a salvo e seguro”.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Questão de Sintonia

O fascínio que Jesus exercia sobre todos que O defrontavam, derivava da sua superioridade espiritual.


Seus silêncios penetravam na alma dos seguidores, que se comoviam, submissos.

As Suas palavras ressoavam demoradamente na acústica dos seres que se deixavam na permear pelo verbo revelador.

Seus atos mudavam o habitual e apresentavam a sua natureza transcendente.

Quantos eram convocados, quase sem raciocinar, tudo abandonavam pelo prazer de O seguir.

Os que debandaram, no momento do testemunho, volveram, de imediato, autodoando-se, mais tarde, em holocausto de amor ou renasceram assinalados pela Sua convocação, seguindo-O com valor e renúncia total.

Ao Seu lado vivia-se o clima da esperança, em perfeita comunhão espiritual com a Vida Maior.

A morte, a ninguém se afigurava como o fim da vida, mas representava uma porta de acesso à Vida...

Faze uma avaliação dos teus atos e considera se estás em condições de partir.

O conhecimento espírita que te reconduz a Cristo, dá dimensão da responsabilidade que te cumpre desenvolver.

De bom alvitre, portanto, que reconsideres atitudes negativas, situações conflitantes e estados de perturbação que te assinalam as horas.

Colocando a vida espiritual em primeiro plano nas tuas atividades e conduta, a vida passará a ter sentido superior.

Sairás da torpe situação em que te debates a lutarás com mais decisão pela conquista de ti mesmo, em conseqüência, da tua paz.

Sintonizando com Jesus, sentir-te-ás fortemente atraído por Ele, e, mediante uma firme resolução, conquistarás, como os Seus primitivos seguidores, a felicidade que ainda não fruíste.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Receitas de Paz. Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis.

Chaga da sociedade


Você sabe qual é o pior sentimento do homem, aquele que é a raiz de todos os males que o infelicitam?

Se você ainda não sabia, então preste atenção na resposta dada pelos Sábios Espíritos, a Allan Kardec: Temo-lo dito muitas vezes: o egoísmo. Daí deriva todo mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos há egoísmo.
Quem quiser, desde esta vida, ir aproximando-se da perfeição moral, deve expurgar o seu coração de todo sentimento de egoísmo, visto ser o egoísmo incompatível com a justiça, o amor e a caridade. Ele neutraliza todas as outras qualidades.
Como dizem os Espíritos superiores, o egoísmo é incompatível com a justiça, o amor e a caridade. E isso se percebe, com clareza, nas mais variadas situações de um povo ou de uma nação.
Quando analisamos, com isenção de ânimo, as injustiças sociais vigentes em qualquer país do mundo, detectaremos homens, classes sociais, partidos políticos ou religiosos, defendendo seus interesses, em detrimento da justiça.
O egoísta pensa somente em si. Quer seus direitos respeitados, mas não cogita de respeitar os direitos alheios. Sua visão de justiça é unilateral.
É por essa razão que a Humanidade anda a braços com a violência, com a corrupção, com a supremacia dos interesses pessoais sobre o que é justo.
É por causa do egoísmo que eclodem as guerras, desde os pequenos conflitos familiares às guerras religiosas, até as grandes guerras de alcance mundial.
Mas, quando existe o sentimento de fraternidade, de solidariedade, de altruísmo nos corações dos homens, esses abrem mão dos interesses pessoais a favor da justiça e do bem-estar comum.
Numa sociedade civilizada, todo cidadão tem direito ao necessário, que é o direito à alimentação, moradia, saúde e escola.
A violência só se cala diante da justiça e do amor. Mas, de uma justiça que saia do papel e das palavras para se tornar realidade em todos os campos da sociedade.
Enquanto houver egoísmo, não haverá amor nem justiça.
Por tudo isso, é necessário erradicar essa ferida social chamada egoísmo, de uma vez por todas, para que possamos vislumbrar a possibilidade de uma sociedade em que a justiça e a fraternidade sejam uma realidade.
E esse câncer só será extirpado do coração do homem quando o bisturi da educação for manipulado com sabedoria.
Quando o germe do amor for implantado no coração da criança, ele florescerá e dará frutos capazes de neutralizar o ódio e a injustiça.
E isso se dará pela educação. Uma educação baseada no exemplo e na máxima evangélica que estabelece fazer ao outro o que gostaríamos que o outro nos fizesse.

* * *

À medida que os homens se instruem acerca das coisas espirituais, menos valor dão às coisas materiais.
Depois, necessário é que se reformem as instituições humanas que excitam o egoísmo e o mantêm vivo. Isso depende da educação.
Não da educação que faz homens instruídos, mas daquela que forma homens de bem.
Pense nisso
!

O Cristo Consolador

Aceitando a designação de mestre, dedicou-se à sua missão de esclarecimento e assistência...

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.” (S. Mateus, 11:28 a 30)
Uma das características que mais marcaram a presença de Jesus quando esteve entre nós, trazendo e exemplificando o seu Evangelho, foi, sem dúvida, o caráter consolador da sua ação.

Aceitando a designação de mestre, dedicou-se à sua missão de esclarecimento e assistência, orientação e amparo, revelando-se como guia e modelo para toda a Humanidade.

Convidando todos os homens a buscá-lo, oferece a recompensa do alívio para os aflitos e sobrecarregados.

Na fase de incertezas, de insegurança e de violência que o mundo atravessa, Jesus descortina à nossa frente um caminho de paz e renovação: revela que somos seres imortais em constante processo de aprimoramento; confirma os mandamentos da Lei de Deus, anunciados a Moisés, mostrando, porém, a sua misericórdia; coloca em prática o amor, no seu sentido mais elevado, que consiste em fazer aos outros o que queremos que os outros nos façam; cura cegos e aleijados; liberta os sofredores de processos obsessivos; tolera a agressividade humana; pratica, enfim, a caridade no seu sentido mais amplo - “benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas”.

Entretanto, para que ocorra o alívio que Ele oferece, é necessário colocar em prática os seus ensinos, verdadeiro resumo das Leis de Deus, as quais dão sentido à nossa existência, bem como carregar o fardo leve das boas ações, que se caracterizam pelo exercício do amor e decorrem da vivência dessas mesmas Leis, explicitadas e exemplificadas no Evangelho.

Em dezembro, quando se comemora o nascimento de Jesus, a meditação em torno dos seus ensinos e a aceitação de seu convite para ir até Ele pode representar não apenas o alívio para nossas dores, mas, também, o encontro de um caminho novo que nos liberta e o início de uma jornada que nos felicitará para sempre.

domingo, 26 de junho de 2011

Pena de Morte

Educai o irmão transviado, quanto curais o companheiro doente!

Cristãos de todas as interpretações do Evangelho e de todos os quadrantes do mundo, atentos à exemplificação do Eterno Benfeitor, apartai o criminoso do crime, como aprendestes a separar o enfermo da enfermidade!... Emmanuel

Todos os fundadores das grandes instituições religiosas, que ainda hoje influenciam ativamente a comunidade humana, partiram da Terra com a segurança do trabalhador ao fim do dia.

Moisés, ancião, expira na eminência do Nebo, contemplando a Canaã prometida.

Sidarta, o iluminado construtor do Budismo, depois de abençoada peregrinação entre os homens, abandona o corpo físico, num horto florido de Kuçinagara.

Confúcio, o sábio que plasmou todo um sistema de princípios morais para a vida chinesa, encontra a morte num leito pacífico, sob a vigilância de um neto afetuoso.

E, mais tarde, Maomé, o criador do Islamismo, que consentiu em ser adorado pelos discípulos, na categoria de imortal, sucumbe em Medina, dentro de sólida madureza, atacado pela febre maligna.

Com Jesus, entretanto, a despedida é diferente.

O divino fundador do Cristianismo, que define a Religião Universal do Amor e da Sabedoria, em plena vitalidade juvenil, é detido pela perseguição gratuita e trancafiado no cárcere.

Ninguém lhe examina os antecedentes, nem lhe promove recursos à defensiva. Negado pelos melhores amigos, encontra-se sozinho, entre juízes astuciosos, qual ovelha esquecida em meio de chacais.

Aliam-se o egoísmo e a crueldade para sentenciá-lo ao sacrifício supremo.
Herodes, patrono da ordem pública, chamado a pronunciar-se em seu caso, determina se lhe dê o tratamento cabível aos histriões.
Pilatos, responsável pela justiça, abstém-se de conferir-lhe o direito natural.

E, entregue à multidão amotinada na cegueira de espírito, é preferido a Barrabás, o malfeitor, para sofrer a condenação insólita.

Decerto, para induzir-nos à compaixão, aceitou Jesus padecer em silêncio os erros da justiça terrestre, alinhando-se, na cruz, entre os injuriados e as vítimas sem razão, de todos os tempos da Humanidade.

Cristãos de todas as interpretações do Evangelho e de todos os quadrantes do mundo, atentos à exemplificação do Eterno Benfeitor, apartai o criminoso do crime, como aprendestes a separar o enfermo da enfermidade!

Educai o irmão transviado, quanto curais o companheiro doente!
Desterrai, em definitivo, a espada e o cutelo, o garrote e a forca, a guilhotina e o fuzil, a cadeira elétrica e a câmara de gás dos quadros de vossa penologia, e oremos, todos juntos, suplicando a Deus nos inspire paciência e misericórdia, uns para com os outros, porque, ainda hoje, em todos os nossos julgamentos, será possível ouvir, no ádito da consciência, o aviso celestial do nosso Divino Mestre, condenado à morte sem culpa:
- “Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra!”


DEUS E QUEM CURA

Alguns homens, quando realizam grandes feitos, costumam encher-se de orgulho. Chegam a pensar que são infalíveis em sua atuação e creem que tudo podem.


E isso nos recorda do grande mestre e criador da homeopatia, Samuel Cristian Hahnemann. Uma postura de verdadeiro sábio.
Em 1835, chegou a Paris e começou a clinicar, embora o descrédito e o ataque de muitos dos seus colegas alopatas.
Foi então que a filha de Ernest Legouvé, membro da Academia Francesa, famoso escritor da época, adoeceu gravemente.
Um artista de nome Duval foi chamado para fazer um retrato da jovem agonizante. Era a derradeira lembrança que o pai amoroso desejava ter da filha que se despedia da vida.
Concluída a tarefa, executada com as emoções que se pode imaginar, Duval fez ao pai uma pergunta nevrálgica:
Se toda a esperança está perdida, por que o senhor não tenta uma experiência com a nova medicina que tanto alvoroço tem feito?
Por que não consulta o doutor Hahnemann?
Nada havia a perder e o pai chamou o homeopata. Quando o viu, pareceu-lhe estar defronte a um personagem fantástico de contos infantis.
Hahnemann era de baixa estatura, robusto e firme no andar, envolvido em uma capa e apoiado sobre uma bengala com castão de ouro.
Uma cabeça admirável, cabelos brancos e sedosos, lançados para trás e cuidadosamente encaracolados em torno do pescoço.
Com seus olhos de um azul profundo, sua boca imperiosa inquiriu minuciosamente sobre o estado da menina.
Na sequência, pediu que transferissem a enferma para um quarto arejado, abrindo portas e janelas para que ar e luz entrassem abundantes.
No dia seguinte, iniciou o tratamento. Foram dez dias de expectativa e de tensão. Finalmente, a esperança se confirmou. A menina estava salva.
O impacto dessa cura, quase milagrosa, foi enorme, em toda Paris.
Em reconhecimento pela salvação de sua filha, apesar de muitos ainda afirmarem que Hahnemann não passava de um charlatão, Legouvé presenteou o médico com o próprio quadro pintado por Duval.
Era uma obra prima. O criador da Homeopatia a contemplou demoradamente, tomou da pena e escreveu:
Deus a abençoou e salvou.Hahnemann.
Considerava pois a cura uma bênção de Deus, da qual ele não fora mais do que um instrumento.

* * *

Assim são os verdadeiros sábios, os grandes gênios da Humanidade.
Eles sabem que dominam grandes porções do conhecimento. Mas não esquecem de que a inteligência lhes foi dada por Deus, de onde todos emanamos.
Somos os filhos da Suprema Inteligência, que nos permite crescer ao infinito.
Contudo, a Ele cabem todas as bênçãos, permitindo-nos, na qualidade de irmãos uns dos outros, atuar, agir, no grande concerto da criação.
Pensemos nisso e façamos o bem, sempre nos recordando que sem Deus nada podemos

Às voltas com espíritos


Às voltas com espíritos


Não é necessário que alguém acredite na existência de entidades espirituais para que elas atuem das formas mais diversas na vida das pessoas.

Não se faz indispensável que alguém seja espiritualista a fim de estar às voltas com as ações de Espíritos desencarnados, nos caminhos humanos.

É importante lembrar que a Humanidade terrena é composta por todos os Espíritos que o Criador a ela destinou, em razão da lei de afinidades, e os colocou sob a coordenação de Jesus, o Cristo.

Daí, não será difícil compreender que num mundo com tantas potencialidades, com tantos recursos a serem explorados, como é a Terra, a grande massa dos Espíritos a ele vinculados se acha desencarnada.

Há mais Espíritos no plano espiritual (erraticidade é um termo usado por Kardec mas que só é entendida no contexto espírita) do que reencarnados. Isso explica porque o número dos mortais cresceu tanto, através dos séculos.

Vivendo essa realidade de um mundo considerado em dois níveis gerais, o nível dos que estão no corpo físico e o dos que se encontram fora dele, não é surpreendente a constatação de que ocorram influências recíprocas de um nível sobre o outro.

Imensa é a leva de desencarnados que procura contatar os encarnados, seja para ajudar, em qualquer coisa, seja para participar de qualquer tarefa, ou seja para perturbar, de qualquer forma.

Enorme é a massa de encarnados que deseja contatar os desencarnados, seja para pedir uma ajuda banal, seja para vingar-se de desafetos ou seja para rogar um socorro direto em casos complexos.

Há entidades espirituais que gostam somente de fazer o bem, de ajudar para o bem, de participar de qualquer esforço pelo bem.

No entanto, há outras inteiramente voltadas para o contrário, dando vazão às suas inclinações inferiores, ainda não devidamente transformadas.

Uma vez que você sabe disso, observe o tipo de sintonias, de contatos mentais que faz e que deseja fazer com os Espíritos.

Analise os conteúdos dos seus pedidos dirigidos ao Além e o teor das suas expectativas diante da vida, mantendo a certeza de que quaisquer que sejam suas buscas, alguma entidade espiritual a elas se associará.

As suas decisões quanto ao seu estilo de vida, as suas relações de afeto ou desafeto, ao rumo que dê às suas realizações na faixa da honestidade ou da desonestidade, funcionarão como tomadas ideais para a sua ligação com nobres mensageiros da luz ou com desafortunados agentes da sombra.

Busque Jesus e una-se a Ele em tudo o que faça. Viva com alegria interior, aprenda a enfrentar e superar problemas sem ódios, sem guardar mágoas de ninguém.

Solte-se. Viva em clima de liberdade espiritual, por conservar o coração e a mente livres de vínculos com Espíritos perturbadores.

Busque Jesus e tudo o que se refira ao bem, e esteja certo de usufruir a melhor assistência invisível, atraída por suas felizes predisposições morais.


* * *


Quando um familiar morre e volta ao mundo dos Espíritos, não se torna melhor nem pior do que era quando no corpo físico.

Por essa razão, não o perturbe com pedidos que ele não pode ou não deve atender.

Confie sempre em Deus, Pai de todos nós, e a Ele dirija a sua prece ou o seu pedido.

Mas lembre-se de levar em conta que o Pai conhece nossas necessidades e sempre nos dá o que precisamos, que nem sempre é o que queremos.



Culpa tóxica

Culpa tóxica
A culpa tóxica acontece quando a culpa natural corrompe-se. Isso se manifesta como um sentimento perturbador de dominação, mas sem ser algo especificamente ruim, como se toda a sua vida tivesse algo errado. Esse tipo de culpa é o mais difícil de lidar, porque surge de padrões antigos, ou samskaras, alojados no subconsciente.
Como pode expiar o seu pecado ou perdoar-se de algo quando não sabe o que fez – ou quando acredita que o que fez é essencialmente irreparável? Até certo ponto, esse tipo particular de culpa parece ser produto despretensioso da cultura judaico-cristã, um resíduo da doutrina do pecado original. Os textos yóguicos como Bhagavad Gita e o Yoga Sutra não reconhecem a culpa não específica, embora falem um pouco sobre pecado, karma e como evitar ou se purificar das transgressões.
(...)
Normalmente as pessoas experimentam culpa tóxica de duas maneiras: primeiro, ela simplesmente está lá, como uma característica da sua personalidade; um sentimento que pode espontaneamente vir para sua consciência em alguns momentos, fazendo que se sinta mal ou sem valor. Segundo, isso pode ser disparado por algo externo – algum erro que cometeu ou a desconfiança de alguém. Se estiver carregando a culpa tóxica nas suas costas, leva muito tempo para se dar conta – um erro no escritório, uma briga com o marido/esposa ou um telefonema da sua mãe podem levar a isso. Em casos extremos, as pessoas sentem que estão pisando em ovos, com medo de fazer algo que exponha sua maldade inata. Por isso é importante aprender como reconhecer os sentimentos de culpa tóxica de modo que isso não o atinja.

Raízes da culpa

Muitas vezes a raiz da culpa tóxica tem origem na infância. Os erros que seus pais ou professores trataram como um grande problema, por exemplo, um treino religioso, especialmente aqueles que falam sobre o pecado original, pode nos encher de sentimentos de culpa que não têm base real.
Alguns crentes na doutrina da reencarnação – a ideia de que as circunstâncias do presente são determinadas por padrões de vidas passadas – enxergam a culpa tóxica como um resíduo kármico das ações de vidas passadas estocadas no nosso sistema sutil. Um texto antigo de Yoga Tibetana, chamado A Roda das Armas Afiadas, lista transgressões passadas nas quais certos problemas do presente têm origem e dá remédios para atenuá-los. Muitas práticas yóguicas purificatórias – especialmente a repetição diária de mantras – serviço desinteressado (Karma Yoga) e oferendas – são consideradas remédios para sentimentos de culpa.
Mas não há dúvidas de que a culpa tóxica pode ter origem na construção cumulativa de algo específico, mágoas irreparáveis que causou nesta vida. Quando está se torturando porque traiu uma namorada ou duas, ou mesmo porque negligenciou ligar para seus pais ou praticar exercícios regulares, então terá de praticar algo justo que o libertará da culpa. Além disso, um yogi no caminho do despertar muitas vezes desenvolve mais consciência. Uma vez que comece a se manter nos padrões éticos do caminho espiritual, torna-se mais difícil deixar-se levar por um comportamento insensível ou prejudicial. Ao mesmo tempo, pode manter alguns velhos hábitos descuidados e sem consciência. Por isso, apesar das suas boas intenções, às vezes faz coisas que sabe que não são boas para si mesmo e para os outros – e sente-se culpado.
Mas se quiser olhar mais fundo, provavelmente achará que o seu sentimento de culpa tóxica tem pouco a ver com aquilo que fez. E ainda deixa esse sentimento ainda mais tóxico. Quando sofre desse tipo de culpa dominante, qualquer tipo de infração que comete torna-se mais assustador por causa do peso dos seus sentimentos de culpa, que o deixam paralisado.

Reflexões sobre o tempo

Reflexões sobre o tempo - perseguindo a eternidade

Todos certamente já afirmaram, de forma natural: "o tempo corre", "este ano passou depressa" ou mesmo "esta aula não acaba". Uma definição científica mais precisa faz-se certamente necessária, e com ela ver-se-á que o tempo, em sua acepção científica, não flui. O tempo simplesmente é.

Perseguindo a eternidade

A ilha Samoa, no Pacífico Sul, anunciou que vai avançar um dia no calendário para incentivar os negócios com os seus principais parceiros econômicos, a Austrália e a Nova Zelândia. Hoje, a ilha de 180 mil habitantes está 21 horas atrás da principal cidade australiana, Sydney. A partir do dia 29 de dezembro de 2011, vai estar 3 horas à frente.

O primeiro-ministro de Samoa, Tuilaepa Sailele, afirmou que a ilha está perdendo dois dias úteis por semana em suas transações comerciais com esses países. Quando é sexta-feira em Samoa, já é sábado na Nova Zelândia. E aos domingos, enquanto a população da ilha está na igreja, os negócios estão a todo vapor em Brisbane e Sydney. A alteração do calendário significa que Samoa passará para o lado oeste da linha internacional do tempo. Há 119 anos, os samoanos fizeram o contrário e se transferiram para o lado leste da linha, a fim de incentivar negócios com os Estados Unidos e a Europa. Hoje, entretanto, são a Austrália e a Nova Zelândia os importantes parceiros comerciais da ilha.

Quando a linha internacional do tempo (ou linha de data) foi estabelecida, o mundo ainda seguia a doutrina newtoniana do tempo, e cria piamente que o tempo era uma entidade absoluta. Dessa forma, apesar de serem linhas imaginárias, os meridianos estariam associados à rotação da Terra em torno do Sol, algo que transcorreria em um tempo absoluto. Até hoje, como podemos ver, a engrenagem de nossa economia se baseia em linhas imaginárias concebidas numa época em que se acreditava que o tempo era uma medida absoluta. Einstein provou que estávamos todos errados...

Ainda adolescente, o gênio alemão lutava com a questão de como uma pessoa veria um raio de luz se viajasse exatamente à mesma velocidade da luz. Segundo Newton, o viajante veria uma onda de luz “estacionária”, e poderia até mesmo estender o braço e recolher um punhado de luz imóvel, como se recolhe a neve aqui na Terra. Ocorre que, segundo as equações de Maxwell para o comportamento da luz, ela jamais poderia algum tempo estar parada, sem se mexer. A luz era como um tigre selvagem que jamais poderia ser domado.
Einstein descobriu um grande paradoxo.

Para compreendermos melhor o problema, imaginemos que Calvin acabou de ganhar um trenó com propulsão nuclear. Ele decide então aceitar o maior de todos os desafios e apostar uma corrida com um raio de luz. A velocidade máxima de seu trenó é de 800 milhões km/h, contra 1,08 bilhão km/h da luz, mas ele é um garotinho destemido e aceita o desafio. Haroldo, seu tigre de estimação, está atento com um relógio atômico altamente preciso, e anuncia a largada!


Para cada hora que passa, Haroldo percebe que o raio viaja a 1,08 bilhão km/h, enquanto o trenó de Calvin, conforme o previsto, não passa dos 800 milhões de km/h. Segundo a doutrina newtoniana, o tempo é uma entidade absoluta, e dessa forma Calvin concordaria com seu tigre em que o raio tem se afastado dele, desde a largada (desconsideremos a aceleração inicial), a precisamente 280 milhões km/h, a diferença entre as duas velocidades...

Mas, em seu regresso, Calvin está irritado e não concorda de modo algum. Ao contrário, desanimado e acusando a luz de ser trambiqueira, ele diz que por mais que apertasse o acelerador de seu trenó nuclear, o raio de luz continuava a se afastar dele a 1,08 bilhão km/h e nem um pouquinho a menos. Haroldo o aconselha a se acalmar e diz que a luz não é trambiqueira, o tempo é que é relativo!

A explicação de Einstein para tal paradoxo é a de que as medições de distâncias espaciais e durações temporais realizadas pelo relógio de pulso de Calvin são diferentes das de Haroldo, e isso nada tem a ver com o fato de ele estar usando um relógio mais preciso... A divergência entre tais medições só podem ser explicadas pela doutrina einsteiniana onde o tempo não é mais absoluto, mas relativo ao observador.

A velocidade da luz, ela sim, é absoluta e constante, já o próprio espaço e o próprio tempo dependem do observador. Cada um de nós leva o seu próprio relógio, seu monitor da passagem do tempo. Todos os relógios tem a mesma precisão, mas quando nos movemos, uns com relação aos outros, os relógios não mais concordam entre si. Perdem a sincronização. O espaço e o tempo ajustam-se de uma maneira que lhes permite compensar-se exatamente, de modo que as observações da velocidade da luz sempre dão o mesmo resultado, independente da velocidade do observador.

Newton achava que esse movimento através do tempo era totalmente independente do movimento através do espaço. Einstein descobriu que eles são intimamente ligados. A descoberta revolucionária da relatividade especial é esta: quando você olha para algo, como um trenó nuclear estacionado, que, do seu ponto de vista, está parado – ou seja, não se move através do espaço –, a totalidade do movimento do trenó se dá através do tempo. O trenó, a neve, o tigre, você, sua roupa, tudo está se movendo através do tempo em perfeita sincronia. Mas, se Calvin voltar a acelerar o trenó, parte de seu movimento através do tempo será desviada para o movimento pelo espaço. Por fim, a relatividade especial declara a existência de uma lei válida para todos os tipos de movimento: a velocidade combinada do movimento de qualquer objeto através do espaço e do seu movimento através do tempo é sempre precisamente igual à velocidade da luz.

Você pode até se imaginar parado, mas mesmo o monge budista meditando no templo mais afastado do Butão tem o seu corpo em constante movimento através do espaço. Ainda que a gravidade o prenda a Terra, a Terra está girando em torno do Sol em extrema velocidade, e o Sol, por sua vez, gira em torno do centro da Via Láctea – a nossa galáxia –, e nossa galáxia inteira vai de encontro a Andrômeda , e todas as galáxias se movem em torno de conglomerados inimagináveis aos mortais (embora alguns físicos tentem imaginar seriamente o tamanho do infinito)...
Mas, ainda que por milagre o monge atingisse algum espaço perfeitamente estático do Cosmos, ainda assim estaria se movendo a precisamente 1,08 bilhões km/h pelo tempo, na crista das ondas de luz.

Já a própria luz, que sempre viaja à sua velocidade através do espaço, é especial porque sempre opera a conversão total da velocidade do tempo para o espaço. Isso significa que o tempo pára quando se viaja a velocidade da luz através do espaço. Um relógio usado por uma partícula de luz não anda. Os fótons lançados no espaço-tempo tem a mesma idade desde o Big Bang, eles operam no reino da eternidade .

Embora não possamos nunca realmente nos aproximar da velocidade da luz mantendo a matéria que nos forma intacta, existe algo de profundo e assombroso nesta visão do mecanismo cósmico. Desde que despertamos para a vida consciente, temos nos perguntado de onde viemos e para onde vamos, e alguns de nós tem tido um contato mais estreito com a própria eternidade que nos cerca – uma essência misteriosa que parece permear todas as coisas, e lhes dar forma e informação.

Para estes, a busca pela eternidade, pelo retorno as origens, ao reino do que não foi nem será, mas simplesmente é, nesse exato momento o é, essa busca se torna uma perseguição implacável... Por outro lado, através da racionalidade, terminamos por desvelar os segredos da própria luz, por retirar o próprio tempo de seu pedestal absolutista. Terminamos por perceber, por uma via completamente distinta, que a eternidade está espalhada por todo o lugar. Nós a percebemos com os olhos – os fótons são eternos .



Bela mensagem.É verdade,

Bela mensagem.É verdade, muitas vezes culpamos o mundo, nossos familiares, amigos, Deus, por nossos problemas, enquanto os únicos responsáveis por eles somos nós mesmos.

Lição de mestre


Certo dia, num grande castelo, com a morte do Guardião, foi preciso encontrar um substituto. O Grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria a nova sentinela. O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:

- Assumirá o posto o primeiro que resolver o problema que vou apresentar.


Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo, e disse apenas:


- Aqui está o problema.


Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro.


O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? Neste instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre e os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e .... ZAPT...... destruiu tudo com um só golpe.


Tão logo o discípulo retornou ao seu lugar, o Mestre disse:


- Você será o novo Guardião do Castelo.


Moral da história:


Não importa qual o problema, este precisa ser eliminado. Um problema é um problema. Mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem de ser suprimido.

sábado, 25 de junho de 2011

Em Família Espiritual

Em Família Espiritual

"Porque vês o argueiro no olho de teu
irmão, sem notar a trave que está no
teu próprio?"
(Mateus, 7:3)

Quanto mais nos adentramos no conhecimento de nós mesmos, mais se nos impõe a obrigação de compreender e desculpar, na sustentação do equilíbrio em nós e em torno de nós.

Daí a necessidade da convivência, em que nos espelhamos uns aos outros, não para criticar-nos, mas para entender-nos, através de bendita reciprocidade, nos vários cursos de tolerância, em que a vida nos situa, no clima da evolução terrestre.

Assim é que, no educandário da existência, aquele companheiro:

que somente identifica o lado imperfeito dos seus irmãos, sem observar-lhes a boa parte;

que jamais se vê disposto a esquecer as ofensas de que haja sido objeto;

que apenas se lembra dos adversários com o propósito de arrasá-los, sem reconhecer-lhes as dificuldades e os sofrimentos;

que não analisa as razões dos outros, a fixar-se unicamente nos direitos que julga pertencer-lhes;

que não se enxerga passível de censura ou de advertência, em momento algum;

que se considera invulnerável nas opiniões que emita ou na conduta que espose;

que não reconhece as próprias falhas e vigia incessantemente as faltas alheias;

que não se dispões a pronunciar uma só frase de consolação e esperança, em favor dos caídos na penúria moral;

que se utiliza da verdade exclusivamente para ameaçar ou ferir...

Será talvez de todos nós aquele que mais exija entendimento e ternura, de vez que, desajustado na intolerância, se mostra sempre desvalido de paz e necessitado de amor.

* * *

Amor Fraternal

Amor Fraternal

"Permaneça o amor fraternal."
Paulo (Hebreus, 13:1)

As afeições familiares, os laços consangüíneos, as simpatias naturais podem ser manifestações muitos santas da alma, quando a criatura as eleva no altar do sentimento superior, contudo, é razoável que o espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias.

O equilíbrio é a posição ideal.

Por demasia de cuidado, inúmeros pais prejudicam os filhos.

Por excesso de preocupações, muitos cônjuges descem às cavernas do desespero, defrontados pelos insaciáveis monstros do ciúme que lhes aniquilam a felicidade.

Em razão da invigilância, belas amizades terminam em abismo de sombra.

O apelo evangélico, por isto mesmo, reveste-se de imensa importância.

A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as almas.

O homem que se sente filho de Deus e sincero irmão das criaturas não é vítima dos fantasmas do despeito, da inveja, da ambição, da desconfiança. Os que se amam fraternalmente alegram-se com o júbilo dos companheiros; sentem-se felizes com a ventura que lhes visita os semelhantes.

Afeições violentas, comumente conhecidas na Terra, passam vulcânicas e inúteis.

Na teia das reencarnações, os títulos afetivos modificam-se constantemente. É que o amor fraternal, sublime e puro, representando o objetivo supremo do esforço de compreensão, é a luz imperecível que sobreviverá no caminho eterno.

* * *

Quanto Mais

Quanto mais

Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.

*

Quanto mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.

*

Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparados sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.

*

Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.

*

Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos encontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranqüilidade em vossos passos.

*

Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.

* * *

Quanto mais

Quanto mais

Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.

*

Quanto mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.

*

Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparados sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.

*

Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.

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Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos encontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranqüilidade em vossos passos.

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Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.

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Quanto mais

Quanto mais

Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.

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Quanto mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.

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Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparados sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.

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Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.

*

Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos encontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranqüilidade em vossos passos.

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Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.

* * *

Solicitação Fraterna

Solicitação Fraterna

Ajude com a sua oração a todos os irmãos:

que jamais encontram tempo ou recursos para serem úteis a alguém;

que se declaram afrontados pela ingratidão, em toda a parte;

que trajam os olhos de luto para enxergarem o mal, em todas as situações;

que contemplam mil castelos nas nuvens, mas que não acendem nem uma vela no chão;

que somente cooperam na torre de marfim do personaiísmo, sem he descerem os degraus para colaborar com os outros;

que se acreditam emissários especiais e credores dos benefícios de exceção;

que devoram precioso tempo dos ouvintes, falando exclusivamente de si;

que desistem de continuar aprendendo na luta humana;

que exibem o realejo da desculpa para todas as faltas;

que sustentam a vocação de orquídeas no salão do mundo;

que se julgam centros compulsórios das atenções gerais;

que fazem o culto sistemático à enfermidade e ao obstáculo.

São doentes graves que necessitam do Amparo Silencioso.

* * *

Defenda-se

Defenda-se

Não converta seus ouvidos num paiol de boatos.
A intriga é uma víbora que se aninhará em sua alma.

Não transforme seus olhos em óculos da maledicência.
As imagens que você corromper viverão corruptas na tela se sua mente.

Não Faça de suas mãos lanças para lutar sem proveito.
Use-as na sementeira do bem.

Não menospreze sua faculdades criadoras, centralizando-as nos prazeres fáceis.
Você responderá pelo que fizer delas.

Não condene sua imaginação às excitações permanentes.
Suas criações inferiores atormentarão seu mundo íntimo.

Não conduza seus sentimentos à volúpia de sofrer.
Ensine-os a gozar o prazer de servir.

Não procure o caminho do paraíso, indicando aos outros a estrada para o inferno. A senda para o Céu será construída dentro de você mesmo.

* * *

André Luiz

Aborto Sentimental

Aborto Sentimental

As estimativas estatísticas, descritas por especialistas sociais e de saúde, da incidência de aborto delituoso em nosso meio, são certamente alarmantes e suas complicações sobre a saúde da mulher indiscutivelmente preocupantes. Essa rotina abortiva clandestina em nossa sociedade termina por mascarar falha clamorosa na legislação vigente em nosso país a esse respeito.

Durante a Segunda Guerra Mundial, houve excessos de toda ordem, e inclusive sexuais, da parte dos soldados invasores contra as mulheres dos territórios conquistados, o que, em certo percentual, resultou em gravidez. Por isso mesmo, sob o impacto da emoção e da comoção desse período e em nome do "princípio do estado de necessidade" contra essas dolorosas conseqüências - e respaldados em uma certa "ética" (?) -, os legisladores de grande número de nações lutaram por conseguir a legalização ou descriminação do que se passou a denominar de aborto sentimental, ou seja, do aborto instituído como opção materna para os casos de gravidezes conseqüentes a estupros. Sobre o assunto, assim se posiciona o Código Penal Brasileiro, em seu artigo 128:

"Não se pune o aborto praticado pelo médico: ( ... ); II. se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, do seu representante legal".

Mais que palpável serem as bases para essa postura jurídica eminentemente de caráter emocional e totalmente vazia de um estudo da condição ontológica do ser em desenvolvimento embriológico. ( ... )

Os Espíritos reveladores em O Livro dos Espíritos, questões 358 e 359, respondendo às indagações formuladas por Allan Kardec sobre a temática do aborto, apenas admitem o aborto terapêutico, isto é, o que tem por móvel preservar a vida da gestante, quando em real perigo.

Bem o sabemos, mormente em nosso mundo evolutivo, que se um Espírito enfrenta tal situação, isso não se dá sem motivos, que não os seus próprios débitos nessa área; mas, não é menos verdade o alerta de Jesus para não interferirmos nos mecanismos naturais da Lei, quanto à penalidade imposta por ela, a fim de não nos caracterizarmos como "motivo de escândalo" (Mateus, 17:6 a 11).

A vida é o bem maior que nos concede o Criador para o auto-aperfeiçoamento espiritual, e somente o risco desse bem pode tornar admissível o sacrifício de uma vida que se inicia em favor de outra já plenamente adaptada à dimensão material e, por isso mesmo, em plena vigência da assunção dos seus compromissos para com a família e com a sociedade.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

COLONIAS ESPIRITUAIS



Colônias espirituais são cidades no plano espiritual, onde vivem os desencarnados.

Vejamos um resumo do que Patrícia nos relata em seu livro Vivendo no Mundo dos Espíritos:

“Em todos os locais em que há cidades materiais há um espaço espiritual e nele ficam os postos de socorro* e as colônias. Pequenas localidades de encarnados, como vilas e cidadezinhas, também têm seu espaço espiritual, só que às vezes não têm colônias e seus habitantes, ao desencarnar e se tiverem condições, vão para as colônias vizinhas. Cada cidade na Terra possui seu núcleo espiritual correspondente. A Índia e o Tibete têm colônias encantadoras, de uma arquitetura diferente, em que usam muito a cor dourado-clara.”

Existem vários tipos de colônias espirituais, com várias finalidades. As colônias não são iguais, mas a maioria possui a mesma base organizacional, com sistemas de defesa, hospitais, escolas, jardins, praças, locais para reuniões e palestras, governadoria, entre outros, sempre de acordo com a finalidade específica de cada local.

Patrícia, em Vivendo no Mundo dos Espíritos, nos fala a respeito das colônias de estudo: “as colônias de estudo são somente uma escola ou universidade. Nelas há alojamentos para os professores e para os alunos, salas de aula, bibliotecas e imensas salas de vídeo.”

No livro A Casa do Escritor, Patrícia fala-nos sobre a colônia de mesmo nome, destinada ao estudo dos desencarnados que pretendem trabalhar, junto aos médiuns encarnados, ditando textos, através da psicografia. Os desencarnados que irão reencarnar como médiuns também passam um período preparando-se para tal missão estudando em colônias como esta. Os desencarnados ligados às colônias de estudos também associam-se, através da inspiração, a jornalistas e escritores encarnados. A casa do escritor é móvel, ou seja, movimenta-se no plano espiritual, levando seus habitantes aonde seja mais necessária sua presença. Vejamos um resumo do que ela nos conta a respeito dessa colônia:

“A colônia de estudo não tem sistema de defesa. Todos os que nela habitam vibram numa mesma intensidade, sustentando-a. E só consegue vê-la quem vibra igual. A colônia está suspensa no ar, como que em cima de uma grande e sólida nuvem. Para os encarnados, no lugar não existe nada, não é perceptível à visão deles e, também, dos desencarnados que não se sintonizam com suas vibrações.”

Em A Casa do Escritor, Patrícia descreve ainda a colônia Triângulo, Rosa e Cruz, uma colônia intermediária entre o Oriente e o Brasil, habitada por orientais e brasileiros. Está localizada no espaço ao centro do Brasil, não muito longe da colônia Nosso Lar, um pouco mais para o norte.

Nosso Lar, por sua vez, é uma colônia situada no espaço espiritual do Rio de Janeiro e que nos foi descrita por André Luiz através do livro homônimo, assim como no livro “Cidade no Além”, onde a médium Heigoriana Cunha, através de desdobramento espiritual durante o sono (amparada pelo Espírito Lucius), visitou por várias vezes a cidade e por conta desta experiência (logo após o retorno desses seus desdobramentos), pôde realizar desenhos mediúnicos mostrando o plano piloto da colônia, alguns de seus edifícios e sua localização nas esferas espirituais da Terra, além de nos passar algumas informações a respeito desta maravilhosa colônia.

A colônia Nosso Lar divide-se em setores de trabalho, lazer e residenciais, como qualquer grande cidade terrena. É administrada por um Governador Espiritual. Possui 6 Ministérios, orientados, cada um, por 12 Ministros, totalizando assim, 72 Ministros. Os Ministérios de Nosso Lar são: da regeneração, do auxílio, da comunicação, do esclarecimento, da elevação e da união divina. Nosso Lar apresenta em sua planta um formato semelhante a uma grande estrela de seis pontas, ficando a Governadoria ao centro e em cada ramificação lateral a área destinada a cada um dos ministérios. Conta ainda com postos de socorro espiritual espalhados por vários pontos das regiões do Brasil.

* Postos de socorro são locais para onde geralmente os espíritos socorridos do umbral (região espiritual onde ficam os espíritos endurecidos, como os suicidas, assassinos, entre outros) ou por ocasião do desencarne são levados e onde têm permanência transitória, lá eles são amparados e orientados. São locais menores de socorro imediato na crosta e no umbral. Podem ser grandes, médios ou pequenos. Não são cidades, embora alguns postos possuam as mesmas repartições que uma cidade. Estes postos também são chamados de casas, mansões etc.