terça-feira, 26 de abril de 2011

SERVIR PARA MERECER


Finalizando as nossas atividades na noite de 4 de agosto de 1955, tivemos a palavra do grande companheiro Antônio Gonçalves Batuíra, denodado pioneiro do Espiritismo no Estado de São Paulo, que, de modo vibrante, nos convocou ao valor moral para mais alto padrão de eficiência da nossa tarefa espírita.






Meus irmãos, que a divina bondade de Nosso Senhor Jesus - Cristo seja louvada.
Pedir é mais que natural, no entanto, é razoável saber o que pedimos.
Habitualmente trazemos para o Espiritismo a herança do menor esforço, haurida nas confissões religiosas que nos viciaram a mente no culto externo excessivo, necessitando, assim, porfiar energicamente para que a vocação do petitório sistemático ceda lugar ao espírito de luta com que nos cabe aceitar os desafios permanentes da vida.






No intercâmbio com as almas desencarnadas, procedentes da esfera que vos é mais próxima, sois surpreendidos por todos os tipos de queda espiritual.
Sob tempestades de ódio e lágrimas, desesperação e arrependimento, consciências culpadas ou entorpecidas vos oferecem o triste espetáculo da derrota interior a que foram atiradas pelo próprio desleixo.
É que, soldados da evolução, esqueceram as armas do valor moral e da vontade firme com que deveriam batalhar na Terra, na aquisição do próprio aprimoramento, passando à condição parasitária daqueles que recebem dos outros sem darem de si e acabando o estágio humano, à feição de fantasmas da hesitação e do medo, a se transferirem dos grilhões da preguiça e da pusilanimidade à escravidão àquelas Inteligências brutalizadas no crime que operam, conscientemente, nas sombras.






Levantemo-nos para viver como alunos dignos do educandário que nos recolhe!
Encarnados e desencarnados, unamo-nos no dinamismo do bem para situar, sempre mais alto, a nossa oportunidade de elevação.
É inútil transmitir a outrem o dever que nos compete, porque o tempo inflexível nos aguarda, exigindo-nos o tributo da experiência, sem o qual não nos será possível avançar no progresso justo.
Todos possuímos escabroso pretérito por ressarcir, e, dos quadros vivos desse passado delituoso, recolhemos compulsoriamente os reflexos de nossos laços inferiores que, à maneira de raízes do nosso destino, projetam sobre nós escuras reminiscências.






Todos temos aflições e dúvidas, inibições e dificuldades, e, sem elas, certamente estaríamos na posição da criatura simples, mas selvagem e primitivista, indefinidamente privada do benefício da escola.
Clareemos o cérebro no estudo renovador e limpemos o coração com o esmeril do trabalho, e, então, compreenderemos que o Senhor nos emprestou os preciosos dons que nos valorizam a existência, não para rendermos culto às facilidades sem substância, engrossando a larga fileira dos pedinchões e preguiçosos inveterados, mas sim para que sejamos dignos companheiros da luz, caminhando ao encontro de seu amor e de sua sabedoria, com os nossos próprios pés.


SAIBAMOS, ASSIM, APRENDER A SERVIR PARA MERECER...



Espírito Batuíra - Médium: Francisco Cândido Xavier

sábado, 16 de abril de 2011

ESPÍRITO – CORAGEM – COVARDIA – FORÇAS DO BEM E FORÇAS DO MAL

     
Como Cristo se posicionou face à covardia e a coragem do Espírito?
 

Trata-se de aceitar ou não o Vontade Divina em torno de nossas vidas.
Será que só os que aderem ao mal  que são corajosos, sem medo das conseqüências de seus atos?
E os bonzinhos de Deus, são sempre delicados, resignados, suportando por amor os malefícios dos agressivos e malévolos?
Certamente, que no longo da História houve confusão de conceitos entre ser bom e ser mau. Entendeu-se até que os bons devem se retirar do mundo pervertido, e procurar lugares distantes para não se contaminarem com a maldade.
 

E Jesus, fugiu do mundo, se afastou dos perdidos no mal e procurou apenas amigos acomodados?
A posição mais nefasta, certamente é a indiferença tanto perante o mal quanto em realizar o triunfo da verdade.


 
Os que fazem o mal sem constrangimento, talvez sejam os menos censuráveis, não enquanto fazem o mal, mas por manifestarem esta conduta e darem oportunidade de serem repreendidos e se darem conta que este não é o melhor caminho.
De qualquer maneira são espiritualmente corajosos no mal e displicentes no bem. Enquanto assim, não deixam de ser coerentes.
E quanto aos indiferentes que não tomam nenhuma posição, permitem que o mal aconteça e não fazem nenhum bem?



No Evangelho, Jesus demonstra que são os mais rejeitáveis porque  se julgam inocentes e  participam em nada.
Mas na verdade são medíocres, porque o espírito deles não se eleva e vibram num estado de dormência espiritual. Nenhuma evolução, ficam no entorpecimento, cometendo a crueldade passiva, pior que a ativa.
Praticam a pior coisa contra a Vontade Divina que é o espírito se elevar sempre mais dentro da leis e verdades do Criador.

 

“Como não és nem quente e nem frio, Eu te vomitarei”.
Talvez não entendamos suficiente e profundamente este pensamento de Jesus.
Coragem espiritual, pois, é dinamizar todas as energias para a promoção do bem que só procede da Vontade divina e não dos interesses do orgulho, do egoísmo, da ganância e outros.
 

Nessa oportunidade em que celebramos a Páscoa, voltando ao tempo de Jesus, quantos foram os corajosos para que Cristo não fosse vítima da maldade?
O pior não foi a maldade que Jesus sofreu, mas a covardia daqueles que na hora da Verdade preferiram os interesses dos mal intencionados, fazendo coro com eles, com medo de serem perseguidos e terem que agradar à mentira para serem bem aceitos, nem que seja para isso necessário negar a melhor das verdades, Cristo.

 

Sim, Coragem de espírito, significa dinamizar todas as energias interiores para que o maior bem aconteça interior e exteriormente.
Essa é a difícil caminhada do despertar espiritual, da evolução para Deus.
Mensagem - 13/04/2011 - Centro Chico Xavier/Viamão - Por Reinaldo Fim

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vídeos para reflexão

Crianças







Mudar o Mundo


As lagartas processionárias


As lagartas processionárias alimentam-se de flores e folhas de árvores. Movem-se em "procissões" (daí o nome), cada uma com a cabeça colada à extremidade da outra.
Jean-Henri Fabre, naturalista francês, ao estudar um grupo dessas lagartas, induziu-as a se movimentar em torno de um grande círculo.

Ele pressupunha que depois de algum tempo, as lagartas perceberiam seu caminho circular, ficariam cansadas da marcha inútil e partiriam em uma nova direção. Mas não foi o caso. Pela força do hábito, esse círculo vivo continuou a se arrastar ao redor do vaso, vez após vez, dia após dia, mantendo a mesma velocidade!



Imagem cedida por: peregrino27  www.flickr.com/photos/peregrino27/2419209002/

Uma porção de comida foi colocada ao lado do vaso, em plena vista das lagartas, mas fora do alcance do círculo. Mesmo assim, elas permaneceram em sua vereda por sete dias e noites - numa marcha rumo à morte.

As lagartas processionárias estavam seguindo sua experiência passada, instinto, hábito, precedência, costume, padrão normal. Mas, estavam seguindo às cegas. 




Quantas vezes agimos como lagartas processionárias, agimos por hábitos, condicionamentos que na verdade não nos levam à lugar algum. É imprescindível questionar esses hábitos e adotar novas estratégias de ação, para que alcancemos nossos objetivos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

PAZ


Se acreditas no bem
E busca praticá-lo ...



Se não guardas rancor
Contra ninguém ...



Se amas o próximo
Sem nada exigir...



Se anseias corrigir
Os teus próprios defeitos...



Se procuras trilhar
Nas pegadas do Cristo...



É provável que sofras,
No entanto, a paz, será sempre contigo. 

pelo Espírito Irmão José - Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Carlos A. Bacelli

sábado, 2 de abril de 2011

O SISTEMA DE CAPELA


     Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres compulsam em seus estudos, observa-se desenhada uma grande estrela na Constelação_do_Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela. Magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos, ela, na sua trajetória pelo Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundos, cantando as glórias divinas do Ilimitado. A sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra, considerando-se, desse modo, a regular distância existente entre a Capela e o nosso planeta, já que a luz percorre o espaço com a velocidade aproximada de 300.000 quilômetros por segundo.



     Quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente, examinadas as condições de atraso moral da Terra, onde o homem se reconforta com as vísceras dos seus irmãos inferiores, como nas eras pré-históricas de sua existência, marcham uns contra os outros ao som de hinos guerreiros, desconhecendo os mais comezinhos princípios de fraternidade e pouco realizando em favor da extinção do egoísmo, da vaidade, do seu infeliz orgulho.

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UM MUNDO EM TRANSIÇÕES



     Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.
As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização.

     Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberam, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.

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ESPÍRITOS EXILADOS NA TERRA





     Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba de seres sofredores e infelizes.

     Com a sua palavra sábia e compassiva, exortou essas almas desventuradas à edificação da consciência pelo cumprimento dos deveres de solidariedade e de amor, no esforço regenerador de si mesmas.

Mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na Terra, envolvendo-as no halo bendito da sua misericórdia e da sua caridade sem limites. Abençoou-lhes as lágrimas santificadoras, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a sua colaboração cotidiana e a sua vinda no porvir.




     Aqueles seres angustiados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de afetos, não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal, seriam andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura; reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes. Por muitos séculos não veriam a suave luz da Capela, mas trabalhariam na Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia.

Mensagens do Livro: A CAMINHO DA LUZ
Medium: Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo espírito Emmanuel, 22ª edição