quarta-feira, 30 de maio de 2012

Tentações e Virtude


Tentações e Virtude


Quando a criatura retém enorme fortuna, podendo claramente desmandar-se na avareza, aplicando-se tão-só ao gozo pessoal, e procura utilizá-la no progresso e no bem-estar dos semelhantes...
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Quando a pessoa dispõe de autoridade para manejar, em seu exclusivo proveito, a influência de que desfruta, mas, ao invés disso, busca empregá-la no auxílio aos outros...
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Quando um homem ofendido se vê com meios suficientes para vingar-se, pela forma que julgue mais razoável, e perdoa de coração a ofensa recebida, reconhecendo-se igualmente passível de errar...
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Quando alguém já fez por outrem todos os benefícios que se lhe faziam possíveis, recolhendo invariavelmente a incompreensão por resposta, e prossegue amparando esse alguém, na medida de seus recursos, sem exigência e sem queixa...
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Em verdade, semelhantes companheiros terão vencido as maiores tentações que lhes assediavam a vida.
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Fácil reconhecer que sem o toque da tentação a virtude realmente não aparece,
e assim será sempre,
de vez que toda inocência será levada, hoje, amanhã ou depois, ao cadinho da luta, a fim de que não permaneça na condição de flor improdutiva no vaso lindo, mas inútil, da ingenuidade.
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Emmanuel
Chico Xavier

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