quinta-feira, 24 de maio de 2012

Que sabedoria é essa a nossa, que sabe ensinar mas não sabe fazer?



Sejamos nós seguidores da Boa Nova, procurando viver o Cristo em nosso dia a dia, mas lembremos que além de tê-lo nos lábios, devemos tê-lo no coração.

A vida na Terra é uma ilusão temporária e o que fazemos hoje colheremos somente quando rompermos os laços que nos prendem à vida física. Assumir comportamento cristão não é intelectualizar a vida, levar tudo a sério e pretender manter uma postura que possa cair a qualquer momento, mas sentir a vida sem falsidade e sem julgar aquilo que não conhecemos.

É hábito apontarmos defeitos como se estivéssemos acima deles; julgar os outros como se fôssemos melhores. Mesmo que isso seja verdade, não deixemos de lado a indulgência e dobremos a nossa língua para que não sejamos envenenados por ela. As pessoas ao nosso redor não merecem o nosso azedume.

De que adianta mantermos uma postura cristã e termos sonhos ruins a noite ou nos sentirmos perturbados e confusos durante o dia? Sermos missionários dos outros e falhos quando se trata de olharmos a nós mesmos? Por acaso esse comportamento de desejarmos demonstrar ao mundo a nossa generosidade e qualidade moral, mas do qual o coração não faz parte, tem sido proveitoso em nossa vida, em nosso dia a dia? Tem resolvido os nossos problemas espirituais?

Adianta sermos elevados por fora, procurando estimular ideias moralizadoras para os outros, quando nós, em nós mesmos, não somos capazes de dar um passo a frente? Culparmos as pessoas, criticarmos os seus atos, julgar e apontar defeitos e apresentar meios e justificativas as quais somos incapazes muitas vezes de seguir? Que sabedoria é essa a nossa, que sabe ensinar mas não sabe fazer?

Cautela meus amigos, cuidado com a hipocrisia, pois esse é um terreno muito hostil, cheio de amargor e infelicidade. Busquemos todos o bem, mas sejamos sinceros com nós mesmos, admitindo a nossa fraqueza pessoal e procurando nossa força entre as pessoas e não dentro de nós mesmos, pois ninguém é forte sozinho.

Luz a todos e que esta luz ilumine os nossos passos, mostrando os perigos do caminho e dando-nos competência para deles nos afastarmos.


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