A Caminho da Luz

sábado, 17 de dezembro de 2011

Educação, Reforma e Justiça Espíritas.

Uma vez que a crescente divulgação e vulgarização do Espiritismo, está a tornar-se cada vez mais evidente, sendo que é devido a esta Ciência Espírita, que se estão a divulgar e vulgarizar novos valores, pode dizer-se que a mesma, é assim a principal responsável e grande impulsionadora, de toda uma reforma, essencialmente moral e filosófica, que se está a operar em toda a sociedade; segue-se daí que essa mesma reforma, toda ela ideológica, está a influenciar a educação em si, ou seja, a educação está a ser fortemente influenciada pelos Ideais Espíritas-Cristãos, daí a crescente generalização da expressão: Educação Espírita. Mas, ao mesmo tempo, que a educação está a ser influenciada pela reforma que se está a realizar na sociedade, também a educação é a principal alavanca dessa mesma reforma, pois que é através do processo educativo e da consequente interiorização de novos valores, que a sociedade se vai reformando, aos poucos e poucos; entre educação e reforma, estabelece-se assim uma relação dialéctica e recíproca, se assim me é lícito exprimir, sendo que, o Espiritismo constitui-se por seu turno, como a base científica sólida em que assentam ambas. 
O que é, e em que consiste então a educação espírita? Muito resumidamente, é toda e qualquer educação, que esteja em concordância com os princípios do Espiritismo; sendo assim, todos aqueles que queiram Educar segundo o Espiritismo, não poderão pois negligenciar os preceitos de amor, verdade, justiça e caridade, que deverão estar sempre presentes no acto educativo, não só em palavras, mas, e essencialmente em actos, porquanto, quem diz uma coisa e faz outra, não ensina o que diz, ensina o que faz; ou seja, e como exemplo: educadores injustos que falam de justiça aos seus educandos, mas que não adequam aos seus próprios actos, as palavras que proferem, não ensinam aos educandos o preceito de justiça, antes lhes ensinam a injustiça, pois que os actos têm mais força do que as palavras; assim sendo, e uma vez que, jamais se poderá ensinar a justiça ou qualquer outra virtude, quando não se é possuidor dela, segue-se que, não basta falar sobre a virtude aos educandos, necessário é que os educadores sejam virtuosos, para que possam dar o exemplo.
Uma vez que com este exemplo, acabei por invocar o preceito de justiça, necessário se faz agora, aprofundar o respectivo conceito relativo de justiça, pois que apreender a Justiça em si mesma, não nos é para já possível, no grau de adiantamento espiritual em que nos encontramos, porquanto, só Deus e os seus Mensageiros Directos, ou seja, os Espíritos Superiores e os Espíritos Puros, é que sabem, em que consistem os Arquétipos em si mesmos, dos quais, a Justiça faz parte. Podemos entretanto, elaborar uma definição relativa de justiça, tentando para isso aproximarmo-nos o mais possível do que será um conceito de justiça puro, se assim me é lícito exprimir, ou seja, livre dos defeitos e preconceitos humanos, porquanto, as mais das vezes, cada um tenta elaborar a definição de justiça que mais lhe convém; ora, esta é a primeira de muitas outras falhas; tentarei portanto, ser o mais imparcial possível na elaboração do referido conceito, sendo que o mesmo, nada encerrará de absoluto, antes será relativo, pois que ao fazê-lo, estou limitado ao meu grau de adiantamento moral e intelectual; por este motivo, irei ainda socorrer-me, como é óbvio, das Máximas Morais, ensinadas pelo Espírito Humano mais Elevado Espiritualmente, que viveu no Planeta Terra, há mais ou menos dois mil anos atrás, ou seja: Cristo; porquanto, na História da Humanidade, e considerando todos os espíritos missionários, nenhum houve, que tivesse igualado a Superioridade Moral do Cristo.
Direi então, que a justiça, conceptual e relativamente falando, consiste em não ferir susceptibilidades, respeitando a unidade, diversidade e integridade pessoais, física e moralmente falando; consistindo ainda no respeito e estipulação dos direitos de cada um e correspondentes obrigações, e no respeito pela diversidade cultural existente nas mais diversas sociedades; eis, que a justiça, nos aparece deste modo, como a pedra basilar da ordem social, quer em termos de uma organização social, quer em termos das inter-relações, que se estabelecem entre os diversos seres sociais. Segue-se que, para que esta definição relativa de justiça, se torne mais completa, é necessário recorrer aos princípios universais preconizados por Cristo, considerando-os como as máximas morais, que deverão reger a conduta pública e privada, de cada um de nós, independentemente das diferenças sociais, culturais, raciais, étnicas, biológicas, psicológicas, (…), que nos caracterizam enquanto seres humanos; porquanto, só assim é que se pode alcançar a justiça e a harmonia sociais, a um nível global; para isso, é necessário não fazer aos outros, o que não gostaríamos que os outros nos fizessem, tratando os nossos semelhantes, como gostaríamos de ser tratados por eles, tendo em conta, como já foi referido, a enorme diversidade cultural dos nossos dias; eis, os princípios universais a que me referia e que foram instituídos por Cristo; todos aqueles que assim procederem, quer seja na vida pública, quer na privada, agirão de acordo com as regras universais de conduta, que constituem a bem dizer, os fundamentos da Justiça Espírita-Cristã
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