terça-feira, 27 de dezembro de 2011

SONHO E ESPERA

SONHO E ESPERA




Fez-se um círio votivo e deixou-se consumir, na chama bruxuleante que lhe gastou o combustível.
Anelava por encontrar o amor, e, ao invés de investir na vida, recuou para a consumpção da alegria, sem dar-se conta que a noite salpicada de estrelas anuncia o sorriso do dia no rosto do amanhecer.
Por isso, enquanto haja esperança de amor e permaneça a vibração da ternura nos corações, quem ama se deve repartir em serviço, aguardando que chegue o Sol da plenitude, que nunca falta.
Sonha, portanto, doce e benfazeja expectativa de ventura, atapetando com flores de laranjeira o chão da tua choupana de abnegação, a fim de que os pés do Amado pousem suavemente junto aos teus, quando Ele descer da carruagem de plumas e guizos à tua porta e pedir-te para entrar, dominando o recanto do teu coração, aquele lugar que tens guardado para Ele.
Livro: Pássaros Livres
Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Rabindranath Tagore

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