sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Silêncio

O Silêncio
É calma, para aqueles que mourejam nas trilhas do bem viver.
É fogo, para aqueles que têm a culpa como marca indelével da consciência.
É alegria, para aqueles que vivem intimamente, como valores do Cristo.
É fatuidade, para aqueles que abusaram dos talentos no hoje.
É abundância, para aqueles que não julgaram a indigência espiritual alheia.
É libelo, contra aqueles que julgaram sem ter competência para tanto.
É ácido, para quem usou a língua como chibata.
É oceano de bençãos, para aqueles que receberam Jesus no Coração.
É espinho para aqueles que ousaram maltratar o coração altero com os espinhos da maledicência.
É Noite, para aqueles que se negaram a levar a luz de um novo dia para corações em dor.
É Dia, para aqueles que plantaram a sementeira da esperança em corações sofredores.
É madrugada para os indecisos quando o assunto é o amar ao próximo.
É saudade para aqueles que amaram os que se foram sem a jaça da falsidade.
É alvorada de um novo dia para aqueles que, após a queda, souberam levantar.
É gólgota para aqueles que teimam em entender a lição de Jesus.
É lamúria dolorosa para aqueles que ofenderam a oratória.
É dor para aqueles que gritaram "justiça" sendo meliantes aos olhos do mais alto.
É alívio para aqueles que, na vida, só receberam os pedrouços do verbo indelicado.
É cutelo que, para os que muito abusam do verbo, faz-nos caminhar para frente, pelo remorso.
É cruz suave para aqueles que entenderam que pensamento é tudo.
É liberdade para os desprovidos do poder da fala.
É Luz para aqueles que já abriram de seu EU para o Cristo possa vivificar seus corações.
O silêncio pode ser um grito ou um murmúrio. Depende de onde ser encontra nossos corações.
Paulo Viotti, com a ajuda dos amigos espirituais (AL)
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