A Caminho da Luz

sábado, 17 de dezembro de 2011

DIVÓRCIO e LAR


não escapa a ninguém a banalidade com que a tempos, algumas sociedades tratam o assunto, de modo que julguei importante trazer a tópico a temática e convidando a tantos o queiram, leiam ou releiam o Evangelho Segundo o Espiritismo  - Não separeis o que Deus juntou/ Cap. XXII - item 5 e a seguir, transcrevo a delicada abordagem em torno do assunto; trazida pelo Amantíssimo Espírito Emmanuel. Ei-la:

DIVÓRCIO e LAR

Indubitavelmente o divórcio é compreensível e humano, sempre que o casal se encontre à beira da loucura ou da delinqüência.
Quando alguém se aproxima, reconhecidamente, da segregação no cárcere ou no sanatório especializado em terapias da mente, através de irreflexões com que assinala a própria insegurança, é imperioso se lhe estenda recurso adequado ao reequilíbrio.


Feita esta ressalva, e atentos que devemos estar aos princípios de causa e efeito que nos orientam nas engrenagens da vida, é razoável se peça aos cônjuges o máximo esforço para que não venham interromper os compromissos a que se confiaram no tempo. Para que se atenda a isso é justo que, muitas vezes, o matrimônio, à feição de organismo vivo e atuante, adoece por desídia de uma das partes.
Dois seres, em se unindo no casamento, não estão unicamente chamados ao rendimento possível da família humana e ao progresso das boas obras a que se dediquem, mas também e principalmente e muito ao amparo mútuo.
Considerando o problema na formulação exata, que dizer do homem que, a pretexto de negócios e administração, lutas e questões de natureza superficial, deixasse a mulher sem o apoio afetivo em que comprometeu com ela a buscá-la, a fim de que lhe compartilhasse a existência?
E que pensar da mulher que, sob a desculpa de obrigações religiosas e encargos sociais, votos de amparo a causas públicas e contrariedades da parentela, recusasse o apoio sentimental que deve ao companheiro, desde que se decidiu a partilhar-lhe o caminho?
Dois corações que se entregam nas mesmas promessas e realizações recíprocas passam a responder, de maneira profunda, aos impositivos de causa e efeito, dos quais não podem efetivamente escapar.
Todos sabemos que do equilíbrio emocional, entre os parceiros que se responsabilizam pela organização doméstica, depende invariavelmente a felicidade caseira.
Por isso mesmo, no diálogo a que somos habitualmente impelidos, no intercâmbio com os amigos encarnados na Terra, acerca do relacionamento de que encarecemos na sustentação da tranqüilidade de uns para com os outros, divórcio e lar constituem temas que não nos será lícito esquecer.
Se te encontras nas ondas pesadas da desarmonia conjugal, evoluindo para o divórcio ou qualquer outra espécie de separação, não menosprezes buscar alguma ilha de silêncio a fim de pensar.
Considera as próprias e, através de critério auto-exame, indaga por teu próprio comportamento na área afetiva em que te comprometestes, na garantia da paz e da segurança emotiva da companheiro ou do companheiro que elegestes para a jornada humana. E talvez descubras que a causa das perturbações existentes reside em ti mesmo. Feito isso, se trazes a consciência vinculada ao dever, acabarás doando ao coração que espera por teu apoio, a fim de trabalhar e ser feliz, a quota de assistência que se lhe faz naturalmente devida em matéria de alegria e tranqüilidade, amor e compreensão.

                       



EMMANUEL

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