quinta-feira, 11 de abril de 2013

PODANDO IRRITAÇÕES


 PODANDO IRRITAÇÕES

Se ainda trazes, porventura, o hábito de encolerizar-te e se já consegues reconhecer-lhe os
prejuízos, podes claramente erradicá-la, atendendo à própria renovação.
Inicia as atividades diárias, pensando em Deus e agradecendo as tuas possibilidades de
fazer o bem.
Medita, raciocinadamente, ante o clima de conhecimento superior que já possuis, na certeza
de que te encontras na ocasião de expressar o melhor de ti mesmo.
Pensa nos companheiros até agora capazes de induzir-te ao azedume, por irmãos nossos
com qualidades, por enquanto, imperfeitas tanto quanto as nossas.
Se algum traço de amargura se te fixa no coração relativamente ao comportamento infeliz de
alguém, através de ações que consideres lesivas aos teus ensinamentos, desculpa a esse
alguém, procurando esquecer-lhe a falta naturalmente impensada.
Pondera que se os outros erram, também nós erramos, bastas vezes, na condição de
espíritos, ainda ligados às múltiplas faixas da evolução terrestre.
Não te aceites por infalível, a fim de entenderes com indulgência aqueles que, acaso, te
falharem à confiança.
Reflete na intimidade do coração que ninguém consegue algo realizar sem o concurso de
alguém, para que aproveites os valores maduros dos colaboradores que a Divina Providência
te confiou, sem estragar-lhes os valores ainda verdes.
Abstém-te de lastimar fracassos e dificuldades que já passaram e entrega-te à reconstrução
da própria paz, em bases de serviço e discernimento.
Não nos esqueçamos de que, nas mais complicadas circunstâncias, a vida nos requisita a
prática do bem e que, por isso mesmo, qualquer ocasião, para cada um de nós, é tempo de
compreender e abençoar, auxiliar e servir.

FRANCISCO CANDIDO XAVIER

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