segunda-feira, 22 de abril de 2013

ORAÇÃO EM TI


ORAÇÃO  EM  TI

      O homem, consciente ou inconscientemente, necessita comunicar-se com Deus.
        A presença latente da Divindade impele-o a buscar a Fonte Inexaurível, a fim de nutrir-se da energia mantenedora da vida.
        Uma secreta intuição, reminiscência de experiências já vividas ou inspiração para o encontro, fala da Realidade Superior, concitando ao estabelecimento de uma ponte de duas vias: por onde sigam os apelos e por onde retornem as respostas.
        O recurso mais valioso para este desiderato é o da oração.
        Quando penetras o aposento interior da alma, guiado pela luz da oração, logras comungar com Deus, ali presente, podendo alimentar-te nessa poderosa Força geradora de valores elevados.
        São estimulados os recursos já existentes, que assomam em forma de coragem, de paz, de alegria.
        Desanuviam-se as sombras pesadas que obscurecem a inteligência, entorpecendo os sentimentos.
        O equilíbrio interior se recompõe e a escala dos bens altera-se do imediato para o mediato, do transitório para o permanente, face a uma hábil visualização da própria realidade.
        A oração é o mais forte estímulo de que a alma pode dispor para plenificar-se.
        Ela reergue o ser e o metamorfoseia, em razão da substância de que se constitui, abrindo espaços mentais para a ação edificante, sem a qual, a vida, em si mesma, perde o sentido, a significação.
        É luz acesa na sombra; é pão nutriente na escassez; é força na debilidade; é gozo na paisagem erma da soledade.
        Com a oração redescobres a finalidade da tua existência terrena e superas todos os percalços que parecem impedir-te ao avanço.
        Faze da oração um hábito e deixa que a luz e o entendimento te fortaleçam na vida diária, à medida que te dediques a todas as tarefas que te dizem respeito, jovial e feliz.
Joanna  de  Ângelis
(Filho de Deus, Joanna de Ângelis — Ed. LEAL, 2ª ed., 1990, nr. 24, pág. 83)
(Fonte: A PRECE SEGUNDO OS ESPÍRITOS — coletânea mediúnica ilustrada – Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos)

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