quinta-feira, 11 de abril de 2013

ENTRE HOJE E AMANHÃ


ENTRE HOJE E AMANHÃ
 Reflete no companheiro que chega cansado e desiludido a esmolar-te simpatia e
consolo.
Sabes talvez, nas mínimas particularidades, tudo o que lhe terá ocorrido. Provavelmente
conheces que se trata de alguém, carregando os grilhões da culpa. Alguém que sobraça
pesada carga de remorsos a lhe atenazarem o coração.
Mentaliza, no entanto, o que faria Jesus se procurado por ele: ouvi-lo-ia com generoso
interesse, descobrir-lhe-ia algum tópico de bondade ou saberia destacar-lhe essa ou
aquela qualidade elogiável, de modo a descerrar-lhe alguma porta mental de bom-ânimo,
auxiliando-o a caminhar para a frente.

Diante dos irmãos que te busquem solicitando conforto depois de quedas e desenganos,
não te disponhas à condenação ou censura.
Pensa no bem que haverão feito, nos impulsos nobres que lhes presidiram os atos e
renova-lhes a confiança em si mesmos.
Compadece-te sobretudo daqueles que se demoram nos problemas da culpa sem
possibilidades imediatas de solução.
Não necessitas reprovar-lhes diretriz e conduta.
Eles já se reconhecem marcados por dentro a fogo de angústia e não te procuram para
que lhes agraves a dor. Suplicam-te paz e refazimento, auxílio e apoio à própria
libertação.

Recorda em quantas ocasiões teremos sido amparados pela bondade do Cristo de Deus
que freqüentemente nos toma o leve fio da intenção correta para transformá-lo em
vigoroso apetrecho de socorro a nós próprios e não menospreze, seja a quem seja.
Importa, ainda, considerar que muitas vezes no campo da ocorrência que se reprove
presentemente, nascerá o acontecimento que nos colherá louvor no futuro.
Além disso, nós todos, os espíritos em evolução nos climas da Terra, somos ainda
portadores de imperfeições e deficiências por vencer, de permeio com obstáculos íntimos
a serem necessariamente transportados, com créditos e débitos, erros e acertos no livro
da própria vida. E, por isso mesmo, em matéria de apoio espiritual, se hoje é o nosso
momento de compreender e de dar, amanhã será talvez o nosso dia de pedir e de
receber.
 
(Obra: Mãos Marcadas - Chico Xavier / Emmanuel)

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