sexta-feira, 12 de abril de 2013

FAZER O BEM, SEM VER A QUEM, É CARIDADE?


FAZER O BEM,  SEM VER  A QUEM, É CARIDADE?
A boa técnica pedagógica de ensino aconselha que na execução de uma atividade, sobre quaisquer procedimentos humanos, o conhecimento da filosofia, da doutrina  e da teoria a respeito, é  imprescindível.

Essas condicionantes têm fundamento na prática da  caridade, à luz dos ensinamentos do Cristo, que  aconselha como ato caritativo ao máximo: “ fazer o bem sem ver a quem”. Será que nos dias atuais, frente à tantas iniqüidades sociais,  esse postulado  pedagógico caritativo pode e deve ser   utilizado imperativamente?
O caso a seguir, deixa margem para discussão, reflexão e decisão pessoal.

Em alguns cruzamentos, notadamente nos semáforos das grandes e médias cidades, quando se “fecha o sinal”, verdadeiro batalhão de crianças aproxima-se dos condutores e passageiros pedindo dinheiro, correndo o risco de  sofrerem  danos físicos porque morais já estão sofrendo.

Quando uma delas recebe qualquer importância, há invariavelmente  um adulto à sua espera para receber e dar destino ao quantitativo. Umas arriscam suas integridades físicas, em muitos casos ouvem desaforos pelos desrespeitos dos adultos; outras observam que  as portas dos veículos são fechadas no seu rostinho cujos sintomas da meiguice estão desaparecendo, com se fossem assaltantes. Todos esses constrangimentos são de somenos importâncias para os receptadores que, na maioria das ocasiões obrigam-as a procederem dessa maneira, sem perspectivas de vidas melhores.  Continuam passando fome, sofrendo nudez e dormindo pelas caçadas frias.

Nesse caso concreto, sabendo que o donativo será desviado para  finalidades pouco úteis às crianças, o doador está praticando caridade ou prolongando um grande mal?

Tem-se ouvido muitas opiniões e discussão a respeito. Uns dizem que seguem os ensinamentos do Cristo:  – “fazer o bem sem ver a quem”, mesmo nas  condições supracitadas, ainda que os pedintes  não vão  usufruir da oferta. 

Há quem advogue ao contrário, sob alegação de que se o numerário fosse revertido, em parte ou totalmente  para pelo menos saciar a fome de quem recebeu, seria correto. Mas, sabendo-se de que será entregue, para não dizer tomado pelo adulto, desviando–o  para outras finalidades, por vezes agressivas e repudiadas pela sociedade, como por exemplo: para comprar drogas nocivas à saúde, essas atitudes, segundo os que assim pensam,  não tem nada de caridosas. Serviria apenas para aumentar o número de crianças indefesas sendo usadas como instrumento de perversão. Amanhã não se sabe o que poderão estar fazendo.
Frente a  esses procedimentos antagônicos, porém reais, fazer o bem, sem ver a quem, é caridade?

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