quarta-feira, 17 de abril de 2013

Orientação para o tratamento dos casos de obsessão


O que é a Obsessão ?

Orientação para o tratamento dos casos de obsessão

I — O sentido da vida

Porquê e para quê vivemos ? A resposta a esta pergunta é de importância para compreendermos o problema da obsessão. Segundo o Espiritismo, vivemos para desenvolver as potencialidades psíquicas de que todos somos dotados. Nossa existência terrena tem por fim a transcendência, ou seja, a superação constante da nossa condição humana. Desde o nascimento até o nosso último dia passamos pelas experiências que desenvolvem as nossas aptidões inatas, em todos os sentidos. A criança recém-nascida cresce dia a dia, desenvolve o seu organismo, aprende a comunicar-se com os outros, a falar e a raciocinar, a querer e a agir para conseguir o que quer. Transcende a condição em que nasceu e passa para as fases superiores da infância, entrando depois na adolescência e depois na mocidade, na madureza e na velhice. Ao fazer todo esse trajeto ela desenvolveu suas forças orgânicas e psíquicas, sua afetividade, sua capacidade de compreender o que se passa ao seu redor e seu poder de dominar as circunstâncias. Isso é transcender, elevar-se acima da condição em que nasceu. É para isso que vivemos. E isso nos mostra que o sentido da vida é transcendência.
Hoje, a Filosofia Existencial sustenta esse mesmo princípio no campo filosófico. Os existencialistas consideram o homem como um projecto, ou seja, um ser projetado na existência como uma flecha em direção a um alvo, que é a transcendência. Mas no Espiritismo as existências são muitas e sucessivas, de maneira que em cada existência terrena atingimos um novo grau de transcendência. As pesquisas parapsicológicas atuais sobre a reencarnação confirmam esse princípio. O fato de vivermos muitas vidas na Terra, e não apenas uma, mostra que temos no inconsciente uma armazenagem de lembranças e conhecimentos, aspirações, frustrações e traumas muito maior que a descoberta por Freud.
É bom anotar na memória este dado importante: quando Kardec descobriu as manifestações do inconsciente, através de suas pesquisas sobre os fenômenos anímicos, Freud tinha apenas um ano de idade. Isso não desmerece Freud, que não conhecia as pesquisas de Kardec, mas nos prova a segurança das pesquisas espíritas do psiquismo humano. A concepção espírita da vida humana na Terra não é imaginária, mas real, baseada em pesquisas científicas. Os que consideram o Espiritismo como uma doutrina supersticiosa, gerada pela ignorância, revelam ser mais ignorantes do que poderiam pensar de si mesmos. A Doutrina Espírita está hoje comprovada cientificamente pelos cientistas mais avançados. Dizemos isto para mostrar aos leitores que o sentido da vida, a que nos referimos, não é uma hipótese, mas uma realidade. Se não compreendermos que a vida é transcendência, crescimento, elevação e desenvolvimento constante e comprovado do ser espiritual que somos, não poderemos encarar com naturalidade o problema da obsessão e lutar para resolvê-lo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário