sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lei de Reprodução



Lei de Reprodução : Anticoncepção e Aborto

Anticoncepção

Sabemos que os Espíritos que um casal receberá na condição de filhos, são geralmente programados num período anterior ao renascimento. Assim, a utilização de medidas contraceptivas não seria uma atitude prejudicial à realização plena dos compromissos cármicos?

Examinando o pensamento dos principais autores espíritas desencarnados e principalmente a posição apresentada por Allan Kardec [LE-qsts 132, 693, 694] podemos afirmar que:

a) As atitudes anticonceptivas são condições que podem criar obstáculos a concretização de compromissos reencarnatórios (provacionais ou reparadores), na medida em que dificultam o renascimento de Espíritos vinculados ao casal e previamente preparados para renascerem na condição de filhos;

b) A doutrina espírita desaconselha a utilização rotineira e indiscriminada de medidas contraceptivas por serem um obstáculo ao progresso;

c) Tal posição doutrinária não invalida a idéia de que possa o casal, em certas condições, utilizar-se de métodos anticoncepcionais, sempre em caráter provisório, objetivando coincidir o início da gestação com momentos que lhe pareçam adequados.

Anticoncepção e problemas

Quais as possíveis conseqüências desagradáveis, do ponto de vista espiritual, dos diferentes métodos contraceptivos?

Devemos sempre ter em mente que cada situação apresenta a suas particularidades próprias, havendo uma infinidade de condições que podem agravar ou atenuar as conseqüências a seguir. De forma bastante generalizada, a contracepção, em senso lato, poderia acarretar as seguintes conseqüências espirituais:

a) Adiamento das experiências programadas, com um possível agravamento das provas;

b) Possível lesão do corpo espiritual, dependendo do tipo de método, do grau de conhecimento e da intenção subjacente com que se utiliza do método. As alterações perispirituais poderão acarretar, numa existência posterior, diversas condições infelizes como a infertilidade, doenças genésicas variadas, etc.;

c) Repercussões negativas no psiquismo das pessoas envolvidas, que submetido a constantes bombardeios oriundos do complexo de culpa, pode desaguar em patologias emocionais;

d) Obsessão das pessoas envolvidas, ante o ódio de Espíritos que deveriam renascer na condição de filhos e que, diante da rejeição, desencadeiam um processo de contrição mental negativo.

Em virtude do exposto, ao utilizar-se métodos anticoncepcionais, deve-se preferir sempre que possível, os métodos comportamentais (tabela, muco cervical, temperatura) ou os métodos de barreira (condon, diafragma, etc.), por serem menos lesivos para a organização física e conseqüentemente para a organização perispiritual.

Os anticoncepcionais hormonais alterando a fisiologia orgânica, podem gerar implicações negativas no corpo espiritual.

Os métodos cirúrgicos devem ser evitados por serem medidas drásticas, definitivas e quase sempre irreversíveis.

O DIU não deve ser incentivado, pois a possível ação abortiva ainda não foi descartada.

Aborto

Introdução:

Reconhece-se duas formas de aborto: o aborto espontâneo e o provocado. O aborto espontâneo é aquele que se verifica contra a vontade dos pais, dependente de enfermidades maternas ou fetais. O aborto provocado ou criminoso, como o próprio nome indica, se deve a uma ação física ou primária provocada pelos pais, ou por outrem, com o objetivo de destruir o feto intra-uterino.

Aborto Espontâneo

O aborto espontâneo configura quase sempre uma prova ou expiação para os pais e para o Espírito destinado a encarnar.

São quase sempre casais em provação quanto ao seu centro genésico, que vêem frustradas as suas expectativas quanto ao nascimento de um filho, em função de deslizes perpetrados em existências anteriores.

O Espírito do feto, que será expulso do colo uterino através do abortamento, está naturalmente vinculado ao processo cármico, saldando dívidas do pretérito ou recompondo o corpo espiritual lesado. Muitos Espíritos envolvidos nessas situações foram suicidas em encarnações anteriores.

Vemos em [LE-qst 356] que em alguns casos de abortamento espontâneo não se verifica a presença de um Espírito reencarnante junto ao centro genésico da mãe. O embrião e o feto formam-se obedecendo a regras pré-fixadas de automatismo fisiológico. Isso acontece como provação para os pais.

Há uma forma de aborto espontâneo que, na realidade, ante a Lei Divina, apresenta-se como criminoso.

André Luiz denomina-o de aborto inconsciente, onde a destruição do feto não se efetivará através de ações físicas ou químicas, mas em conseqüência de descargas mentais deletérias da mãe, ou de situações de extremo conflito no lar, pondo dificuldades magnéticas ao desenvolvimento da gestação.

Aborto Inconsciente – Causas

1. Repulsa da mãe ante uma gravidez indesejável;
2. Atitude mental negativa da mãe ou do pai;
3. Conflito no lar;
4. Imprudência ou excessos cometidos pela mãe

Aborto Provocado

O Espiritismo assume uma posição totalmente contrária a instituição do aborto.

Quando Kardec indagou aos Benfeitores [LE-qst 358] eles disseram:

“A mãe, ou qualquer outro, cometerá sempre um crime ao tirar a vida de uma criança antes do nascimento, porque isso é impedir a alma de passar pelas provas de que o corpo deva ser o instrumento.”

De acordo com a Doutrina Espírita, portanto, o aborto não encontra justificativa perante Deus, a não ser em casos especialíssimos, quando o médico honrado, sincero e consciente sentencia que o nascimento da criança põe em perigo a vida da mãe.

Essa forma de abortamento, denominado aborto terapêutico, recebe o aval dos Espíritos Superiores [LE-qst 359]:

“É preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe.”

Refletindo quanto às conseqüências do aborto delituoso vamos reconhecer nele um dos grandes fornecedores de moléstias diversas, sejam físicas ou mentais, além de se encontrarem na gênese de obsessões e dramas morais inúmeros.

Aborto Provocado - Possíveis Conseqüências

1. Aborto espontâneo em existências posteriores;
2. Esterilidade ou frigidez;
3. Enfermidades, tais como vaginismo, endometrites, neoplasias, tuberculose, deslocamento de placenta, enfarte uterino, câncer de testículos (no homem), endocrinopatias, eclampsias, hipocinesia uterina, etc.;
4. Distúrbios mentais com evidente obsessão por parte das forças invisíveis emanadas do Espírito abortado;
5. Filhos problemas ou rebeldes, quando o Espírito abortado reencarnado em oportunidade posterior, traz, no íntimo, toda a carga de ódio não dissolvido.

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