quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Deus tem preferência?




Deus tem preferência?


Como explicar tantas diferenças entre os seres humanos? E não são apenas diferenças morais, intelectuais, de habilidades, dificuldades, saúde ou oportunidades.

▬  Vejamos o que ocorre com as tragédias todas que tem sacudido o planeta com as:

  Guerras,
  Furacões,
  Tsunamis,
  Epidemias,
Naufrágios,
  Terremotos, 
  Chuvas intensas,
  E a violência tão comum da sociedade.


Se adentrarmos, então, na avaliação individual, como explicar a situação favorável para uns.

▬  E completamente desfavorável para outros:

  Uns enfermos a vida toda,
  Outros travados sofrendo na cama,
  Outros absolutamente felizes e saudáveis,
  Outros ricos ao lado de outros sem o mínimo para sobreviver com dignidade.
  Alguns poucos gênios convivendo com criaturas em extrema dificuldade de aprendizado.

A maioria sem oportunidades, alguns com todas as facilidades e portas abertas para tudo. Mas não é só.

Se considerarmos ainda as vítimas das tragédias acima citadas, enquanto outros não são atingidos, ficamos a pensar:

Deus tem preferência por uns em detrimento de outros?
Não!

Absolutamente, isso é inconcebível.


E as crianças que nascem com doenças terminais, sem cérebro, ao lado de outras saudáveis, bem amparadas, contrastando com a orfandade, o abandono, e tudo mais que o leitor já conhece e nem é preciso relacionar.

O que é isso?
Deus ama os filhos e nos criou todos para o progresso, a felicidade.
 

Todavia, é impossível num curto espaço de 80 anos, em média, para construir uma vida moral saudável e mesmo a felicidade, ou o progresso intelectual que a evolução desafia a cada dia. Por isso, somos alunos de uma única vida em diferentes existências.

Isso é a reencarnação, a oportunidade renovada. O que não fizemos agora faremos mais tarde. O que negligenciamos fazer hoje, teremos que fazer amanhã.


As lesões que causamos ao próximo e a nós mesmos ontem, estamos reparando hoje, por exigência consciencial. 

Por conseqüência, o bem que fazemos hoje nos trará felicidade amanhã.

Ela é um mecanismo justo porque traz a cada um o resultado de suas ações, nos aprendizados, provas e reparações para com a própria consciência e à própria vida. Somos o que fizermos de nós.
 

Daí as diferenças em todos os sentidos. Os que se esforçam, alcançam mais, os que negligenciam, colhe tais frutos. O sofrimento, em qualquer área, contudo, não significa reparação, mas pode ser necessidade de aprendizados.

Embora ninguém esteja abandonado ou esquecido, mas todos teremos que nos esforçar para progredir. Isso é Lei!


Já sabemos: a cada um segundo suas próprias obras. Note-se a base no Evangelho, que aliás é da essência do Espiritismo.

É da lei, por um princípio de justiça, que colhamos o que fizemos ou estejamos vivendo circunstâncias ou situações que nos tragam aprendizados que necessitamos.

▬  Seria absolutamente injusto que uma vida decidisse o futuro em definitivo:

  E para os que não tiveram oportunidade?
  Será que seria um privilégio?
  Como conciliar isso?

A reencarnação, ou a pluralidade das existências, está, pois, baseada num critério de justiça.
 

Não há preferências ou privilégios, somos os artífices da felicidade ou do sofrimento de nós mesmos, individual e coletivamente considerado. E tem bases no Evangelho.

E, por outro lado, não é invenção, nem exclusividade do Espiritismo. É lei natural que embasa o conhecimento espírita e com origens na própria história humana. Sócrates já a ensinava.
 

Para compreender isso devidamente e mesmo falar sobre o tema, é preciso estudá-lo em sua profundidade. Não podemos emitir opinião do que não conhecemos devidamente. Para falar, debater ou criticar qualquer tema é preciso antes aprofundar conhecimentos.

Não podemos falar do que não sabemos, sob risco do ridículo e do desrespeito à liberdade de expressão, crença, opção e opinião de qualquer indivíduo ou grupo social.

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