sexta-feira, 23 de março de 2012

TAREFEIROS DA DOUTRINA

TAREFEIROS DA DOUTRINA
Francisco Cândido Xavier
Em nossa reunião eram, muitas as considerações em torno dos companheiras encarregados da
divulgação do Espiritismo. As opiniões eram as mais diversas, quando as tarefas foram iniciadas.
O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ofereceu o item 5 do capítulo XX, sobre os tarefeiros
da nossa Doutrina de amor e luz. E o nosso caro Emmanuel, como sempre sucede, comentou o apontamento em
estudo na página Legendas do Obreiro da Verdade.
LEGENDAS DO OBREIRO DA VERDADE
Emmanuel
Compreender que as necessidades e as esperanças dos outros são fundamentalmente iguais às
nossas.
Auxiliar sem exigir que o beneficiado nos tome as idéias.
Reconhecer que a Divina Providencia possui estradas inúmeras para socorrer as criaturas e
iluminá-las.
Aprender a tolerar com paciência as pequenas humilhações, a fim de prestar os grandes
testemunhos de sacrifício pessoal que a Causa da Verdade lhe reclamará possivelmente algum dia.
Esquecer-se pela obra que realiza.
Guiar-se pela misericórdia e não pela critica.
Abençoar sem reprovar.
Construir ou reconstruir, sem ofender ou condenar.
Trabalhar sempre sem o propósito de ser ou parecer o maior ou o melhor ante os demais.
Cultivar ilimitadamente a cooperação e a caridade. Coibir-se de irritação e de azedume.
Agir sem criar problemas.
Observar que sem a disciplina individual no campo do bem, a prática do bem se faz impossível.
Respeitar a personalidade dos companheiros.
Encontrar ocasião para atender à benção da prece.
Deter-se nas qualidades nobres e olvidar as prováveis deficiências do próximo.
Valorizar o esforço alheio. Nunca perder tempo.
Apagar inimizades ou discórdias através da desculpa fraterna e do serviço constante que
devemos uns aos outros.
Criar oportunidades de trabalho para si, ajudando aos outros no sentido de descobrirem as
oportunidades de trabalho que lhe digam respeito à capacidade e às possibilidades de realização, conservando em
tudo a certeza inalterável de que toda pessoa é importante na edificação do Reino de Deus.
TODOS SÃO IMPORTANTES
Irmão Saulo
Somos iguais perante a seara, porque somos todos iguais perante o Senhor da Seara.       Deus não
faz acepção de pessoas, nem de posições e muito menos de instituições. O item 5 do capítulo XX de O
Evangelho Segundo o Espiritismo estabelece esta condição essencial: “Felizes os que tiverem trabalhado o
campo do Senhor com desinteresse e movidos apenas pela caridade”. Emmanuel conclui a sua mensagem
lembrando “que toda pessoa é importante na edificação do Reino de Deus”.
Querer que não haja discordâncias entre os que trabalham na divulgação e na sustentação da
Doutrina seria acalentar quimeras. Cada consciência humana, como ensina Hubert, é um ponto na correnteza da
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duração. Cada um de nós está colocado num ângulo determinado do eterno fluir da realidade. Cada qual,
portanto, tem a sua maneira própria de ver as coisas.
O Espiritismo nos ensina que nos completamos uns aos outros pelas nossas diferenças. Mas se
diferimos nos acessórios, concordamos sempre no essencial. Por isso mesmo a caridade – que é o amor em ação
– deve eliminar as arestas do nosso personalismo, ensinando-nos que todos somos importantes na busca e na
conquista da verdade.
Claro que não devemos concordar com tudo e tudo aprovar em silêncio, pois a tolerância de
acomodação equivale a cumplicidade com o erro. A crítica maldosa e orgulhosa, que condena tudo o que é feito
pelos outros, é a negação da caridade. Mas ai de nós se suprimirmos a crítica do meio espírita! Porque é ela,
quando sensata e sincera, a prática da vigilância que Jesus ensinou e Paulo exemplificou. Como utilizar o “crivo
da razão”, de que nos fala Kardec, se abdicarmos do direito de pensar que mais do que um direito é um supremo
dever do espírito?
Quando Emmanuel diz: “Guiar-se pela misericórdia e não pela crítica” está se referindo à crítica
negativa que nasce do orgulho e não à crítica positiva que brota espontânea e necessária do julgamento imparcial
e fraterno, objetivando corrigir e portanto ajudar. O lema “Valorizar o esforço alheio” não implica a valorização
dos erros e dos enganos do próximo, mas o reconhecimento dos esforços feitos por todos a favor da causa
comum. Todos precisamos de misericórdia, mas a misericórdia, como Deus nos mostra em sua lei de ação e
reação, não é a aprovação de erros e ilusões – e sim a correção e o esclarecimento.
Do livro "Astronautas do Além", de Francisco Cândido Xavier e J.Herculano Pires - Espíritos
diversos
Do

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