quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O pensamento e a mediunidade involuntária


                O pensamento e a mediunidade involuntária

Apesar de muitos não acreditarem na interferência dos Espíritos sobre os “vivos”, ao procurar-se um aprofundamento do estudo, ver-se-á ser isso um fato incontestável.


Constantemente sofre-se influência e influencia-se os outros, seja quando da emissão de uma opinião, da exemplificação em ações ou na vivência de experiências. Essa influência ocorre com muito mais intensidade entre a dimensão espiritual e a material.


O pensamento ou fluxo energético do campo espiritual gradua-se nos mais diversos tipos de ondas, desde os raios supra-ultra-curtos, em que se exprimem as regiões angélicas, passando pelas oscilações curtas, médias e longas em que se exterioriza a mente humana, até as ondas fragmentadas dos animais.


Acerca dessa matéria, André Luiz (1) assim apregoa: “Sempre que pensamos, expressando o campo íntimo na ideação e na palavra, na atitude e no exemplo, criamos formas-pensamentos ou imagens-moldes que arrojamos para fora de nós, pela atmosfera psíquica que nos caracteriza a presença”. Esses quadros mentais angariam a atenção das inteligências desencarnadas que com ela se afinam, potencializando as tendências e inclinações que o sujeito possui.


Na vida diária estamos sintonizados na freqüência vibratória que externamos pelo pensamento, ações e intenções. Por exemplo: quando a pessoa, em um grupo de discussão sobre a violência, exalta-se na defesa da pena de morte, na punição intransigente dos criminosos, do livre uso das armas, está agindo, sem perceber, como médium involuntário de Espíritos encarnados e desencarnados que procuram instigar a violência e o mal entre os homens. Ao mesmo tempo, está influenciando tenazmente a mente dos outros para que concordem com seu ponto de vista pernicioso. Consciente, ou inconscientemente, está contribuindo para o agravamento da barbárie na sociedade. Se não perceber e podar essas idéias, estará entrando em um círculo vicioso em que violência gera mais violência.


Para conquistarmos as boas companhias espirituais é evidente a necessidade de um autopoliciamento em todos os interesses de nossa vida mental. A escolha de nossos objetivos, o alvo de nossa atenção se converte em fator indutivo, compelindo-nos a emitir valores do pensamento contínuo na direção desejada.


O ser humano, ainda que do ponto de vista físico se encontre em regime de prisão absoluta, no campo do pensamento é livre para eleger o bem ou o mal para as rotas do Espírito.



Estando a vida espiritual e mental imersa em um oceano de correntes mentais, torna-se imprescindível saber procurar a companhia de Espíritos nobres, capazes de auxiliar na sustentação do bem, que eleva à vida superior. Para tornar-se médium involuntário do bem, a propósito de todos serem médiuns, a conversação saudável, a leitura edificante, a música suave, a observação de um belo quadro da natureza, a prática do bem, a oração sincera representam agentes de persuasão que auxiliam na modificação do campo mental, elevando a faixa vibratória e nobilitando as companhias espirituais.


Quanto mais vontade se coloca nesses ideais, mais amplos se tornam os resultados positivos conquistados.


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