segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A felicidade surge naturalmente


                A felicidade surge naturalmente

No cancioneiro popular há uma letra que diz: “tristeza não tem fim; felicidade, sim”. Para quem tem e cultiva a fé e a esperança como sentido primordial da vivência, o autor dessa canção está totalmente equivocado.

É exatamente o contrário. Não interessa o motivo.

Toda tristeza é passageira porque é efeito de uma causa nefanda, que pode ser revista, assimilada ou esquecida. A felicidade é perene, porque é veiculada pela esperança que mora na cidade divina chamada perfeição.

Quando o ser pensante do Universo atingir a condição de Espírito puro, não haverá como se viver triste, uma vez que estará quite com as Leis Naturais, portanto, imune às coisas, pensamentos e realizações pecaminosas. A única preocupação será fazer o bem, cada vez melhor.

Feliz daquele que na presente reencarnação já entende e exercita aquele surpreendente ensinamento de Jesus: “A Casa do Pai tem muitas moradas. Meu reino não é deste mundo”, referindo-se ao Mundo Angelical onde se vislumbra a felicidade como rotina na vida espiritual.

É notório que quando nasce uma criança, a partir do momento em que toma conhecimento de si mesma, ela procura incessantemente, durante toda a existência terrena, viver com alegria em busca da felicidade e da paz. Por vezes, no afã de encontrá-las de maneira imediata, envereda por atalhos perniciosos e jornadeia na contramão das ordens naturais e amoráveis das coisas.

Não o conseguindo, por vezes para, analisa o tempo perdido nas devassidões, olha para frente, as esperanças são sombrias e a tristeza aflora como única e implacável companheira.

Ledo engano. Nunca é tarde para ser feliz, embora a felicidade não seja, ainda, perene neste estágio em que vivemos no planeta Terra. 

Tristeza faz parte do cardápio egoísta dos Espíritos em desenvolvimento educacional, disciplinar, ético e moral.

Somos vulneráveis, portanto, receptíveis às vicissitudes que o mundo mundano e as pessoas inconsequentes nos impingem como fator salutar.

A partir do momento em que cairmos na realidade de que a verdadeira arte de viver está em construir algo que seja mais duradouro do que a nossa própria existência encarnada, as mudanças comportamentais brotarão naturalmente. Com isso, as injunções perniciosas de terceiros tornam-se infrutíferas e as banalidades humanas e sociais passam a ser encaradas como algo de somenos importância, porque a felicidade, então, começará a reinar naturalmente.


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