A Caminho da Luz

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Liberdade

Liberdade
Liberdade,
Onde andas,
Minha amada e companheira,
Ainda que tenhas sido oficializada,
Tão dissimulada estás no coração dos homens,
Que estes, por medo, cedo, na vida,
Esquecem de ti,
Pois, em braços, brados, fortes,
Nos regatos e leitos,
Em segredo e ocultos,
Sangram os corações d’outros,
Que ainda têm vida,
E, nesta dulcíssima confusão,
Sendo eloqüentes, onipotentes, seres,
Que, com algemas, consciências, prendem,
Amam e constroem afeto,
Arremedo pífio de Deus,
Sendo, no entanto, Rei sem cetro.
Liberdade,
Gritada, solicitada, vilipendiada, e pisada,
Por quem erra nos becos da amargura,
E não se chafurda na nas plagas da inveja,
Escuta, minha plena companheira,
Os clarins da noite,
Veja minha Vênus ilibada,
O amanhecer de uma nova era,
Quem consegue te compreender, sentir e viver,
Enriqueceu, antes, a mente e o pensamento,
Em um púlpito, como docente ou discente,
Inebriado pela ágape divino da humanidade, o saber,
Vendo na letra a doce alforria de um ser,
Preenchendo páginas amando o próximo
Libertando-se do passado,
Da dor,
Da saudade,
Das trevas da infelicidade.
Liberdade,
Em momentos históricos,
Soube o homem te amar, louvar,
Na voz, orquestra, lira e canhões,
Sem realmente ver-te,
Pois não te vê,
E,
Dos veios dos oceanos da vida,
No uso do verbo e da luz,
Aos poucos,
Saindo da concha ebânica,
Exclusivista e mórbida,
Tirou do coração crescente,
As ondas de maldade vulcânica,
E trocou,
Vida em evolução,
Por uma vitória,
Com frescor de paz Balsâmica.

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