segunda-feira, 30 de julho de 2012

RESPONSABILIDADE AFETIVA – Do Livro Ação e Reação

Talvez tivéssemos um pouco mais de visão espiritual da seriedade que é um relacionamento amoroso/afetivo, adotaríamos mais cuidados e permaneceríamos mais atentos à seriedade do que é, escrevo isso para àqueles a quem a Luz já o despertou, conforme a frase no texto: “quanto mais luz se lhe faça no entendimento mais agudo lhe será o pesar de haver cometido a falta”.
Nessa magnífica obra de André Luiz/Chico Xavier, nos envolvemos com várias narrativas de vidas, e, na maioria das vezes os maiores problemas são os mesmos; mágoa, ódio e vingança no círculo familiar. E não é de fugir a isto, vede nos trabalhos de desobsessão as faltas de nossos irmãos nos relacionamentos.
É preciso entender também que cada caso é um caso, nesse livro há também uma narração em que o benfeitor orienta que é melhor a separação do casal, mesmo que viva em renúncia e dificuldade a mulher do que uma tragédia maior das do tipo; homicídio e suicídio. Sabendo talvez que futuramente venham novamente a resgatar as dívidas do passado.
Como também ha uma importante explanação de André Luiz que, quem receber o mal, perdoando e “subindo” às Esferas Mais Altas, onde reina o Amor, o autor (ora) do crime mesmo assim não fica impune, passando a resgatar aquele débito com outro (a).
Amigos e Irmãos: “A cada um segundo as suas obras...” disse o Mestre.
Vamos ao texto:
“Impressionado, meu companheiro persistiu:
- Imaginemos que um homem tenha conduzido uma jovem à comunhão sexual com ele, à caça de mero prazer dos sentidos, prometendo-lhe matrimônio digno, para abandoná-la vilmente ao próprio desencanto, depois de saciado em seus desejos... A pobre criatura, desenganada, sem recursos para refugiar-se no trabalho respeitável, entrega-se ao meretrício. O homem é responsável pelos desatinos que a infelicitada companheira venha a praticar, compreendendo-se que ele não terá marchado sozinho para semelhante aventura?
- É preciso reconhecer que todos responderemos pelos atos que efetuamos - explicou o interlocutor contudo, no caso em foco, se o homem não é responsável pelos delitos em que venha a falir a mulher desventurada, é ele, inegavelmente, o autor da desdita em que ela se encontra. E, em desencarnando com o remorso da traição praticada, quanto mais luz se lhe faça no entendimento mais agudo lhe será o pesar de haver cometido a falta.
Trabalhará, naturalmente, para levantá-la do abismo a que ela se arrojou por segui-lo, confiante, e reconduzi-la-á à reencarnação, em cujos liames se demorará, aceitando-a por esposa ou filha, de modo a entregar-lhe o puro amor prometido, sofrendo para regenerar-lhe a mente em desequilíbrio e resgatando a sua consciência entenebrecida pela culpa.
- Da mesma forma - aduziu Hilário -, notamos na sociedade terrestre homens arruinados por mulheres desleais que os precipitaram na criminalidade e no vício... - O processo da reparação é absolutamente o mesmo. A mulher que lançou o companheiro nas sombras do mal, em despertando à luz do bem, não descansará, enquanto não o reerguer para a dignidade moral, diante das Leis de Deus. Quantas mães vemos no mundo, engrandecidas pela dificuldade e pela renúncia, morrendo cada dia, entre a aflição e o sacrifício, para cuidar de filhos monstruosos que lhes torturam a alma e a carne? Em muitos desses quadros terríveis e emocionantes, oculta-se, divino, o labor da regeneração que só o tempo e a dor conseguem realizar.
- Tudo isso, meu amigo - tornou Hilário com manifesta amargura -, nos obriga a reconhecer que, nas falhas do campo genésico, temos a considerar, acima de tudo, a crueldade mental que praticamos em nome do amor...
- Isso mesmo - aprovou o Assistente. - Na perseguição ao prazer dos sentidos, costumamos armar as piores ciladas aos corações incautos que nos ouvem... Contudo, fugindo à palavra empenhada ou faltando aos compromissos e votos que assumimos, não nos precatamos quanto à lei de correspondência, que nos devolve, inteiro, o mal que praticamos e em cuja intimidade as bênçãos do conhecimento superior nos agravam as agonias, de vez que, no esplendor da luz espiritual, não nos perdoamos pelas nódoas e chagas que trazemos na alma. Isso, para não falar dos crimes passionais, perpetrados na sociedade humana, todos os dias, pelos abusos das faculdades sexuais, destinadas a criar a família, a educação, a beneficência, a arte e a beleza entre os homens. Esses abusos são responsáveis não apenas por largos tormentos nas regiões infernais, mas também por muitas moléstias e monstruosidades que ensombram a vida terrestre, porquanto os delinqüentes do sexo, que operaram o homicídio, o infanticídio, a loucura, o suicídio, a falência e o esmagamento dos outros, voltam à carne, sob o impacto das vibrações desequilibrantes que puseram em ação contra si próprios, e são, muitas vezes, as vítimas da mutilação congênita, da alienação mental, da paralisia, da senilidade precoce, da obsessão enquistada, do câncer infantil, das enfermidades nervosas de variada espécie, dos processos patogênicos inabordáveis e de todo um cortejo de males, decorrentes do trauma perispirítico que, provocando desajustes nos tecidos sutis da alma, exige longos e complicados serviços de reparação a se exteriorizarem com o nome de inquietação, angústia, doença, provação, desventura, idiotia, sofrimento e miséria. Aliás, muito antes da pompa terminológica das escolas psicanalíticas modernas, que se permitem arrojadas conjeturas em torno das flagelações mentais, há quase vinte séculos ensinou-nos Jesus que "todo aquele que comete o mal é escravo do mal" (9) e podemos acrescentar que, para sanar o mal, a que houvermos escravizado o coração, é imprescindível sofrer a purgação que o extirpa.”
(9) Evangelho de João, 8:34. - (Nota do Autor espiritual.)
Do capítulo 15 “Anotações Oportunas” do Livro Ação e Reação, André Luiz através da venerável psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Que esta mensagem chegue com nossas melhores vibrações de Paz e Saúde!
Obrigado pela companhia!

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