domingo, 22 de julho de 2012

Demônios, loucos, deficientes mentais e o Espiritismo

Demônios, loucos, deficientes mentais e o Espiritismo



                  Na sociedade pretérita dos Eclesiastes e burgueses , mais amarrada à retorica de aparência e pouca de clareza ou seja apegada às palavras brilhantes, tinha enorme receio dos poderes espirituais ocultos, no seio destas Castas a doença mental era vista como uma influência demoníaca, ou uma invasão de força perversa e em êxtase ativo.. . Os ditos dementes ou possessos de loucura, no reconhecimento da maioria dos Doutos, só servia para experienciarem as suas retoricas submetendo os doentes mentais a terapias brutais de tortura física e psicológica; sem pena , nem dó e tudo em nome de uma cura…que não passava do elo experiencial, tendo um único sentido a mortificação plena de um Ser. Estes Seres com problemas psíquicos, eram marginalizados, mesmo liquidados, para que não fossem profanadas as suas Famílias no entender de alguns. O Espiritismo à dois seculos, que tem nos oferecido pelo estudo logico e lucido, enumeras respostas, para vários problemas, aos quais apenas se ouvia o ruído, e entre estes estudo Allan Kardec explanou Na Revue Spirite, artigos de enorme importância. Qual será a visão real do Espiritismo deste problema?!O que fazer para permitir uma maior ajuda às Famílias que tem no seio um doente mental?! O enorme desconhecimento da doença, levou a tratamentos , iguais em forma e dor da loucura, operação em que se faz uma abertura em um osso, especialmente do crânio.
O instrumento usado é um trépano ou seja a trepanação. Pensavam eles assim poder retirar a “pedra da loucura” isto durante a Idade Média, e que segundo os testemunhos escritos sobre ela, consistia na extirpação de uma pedra que causava a loucura do homem. Acreditava-se que os loucos eram aqueles que tinham uma pedra na cabeça. que acreditavam existir nos cérebros dos doentes. O que acontecia de fato é que eram feitas verdadeiras mutilações que exauriam as forças dos doentes e, por vezes, acabavam por deixar os pacientes privados de certos movimentos. Arrazoa-se que, durante o Renascimento, a loucura tinha o poder de impor uma ordem social bem como a capacidade de apontar para um verdade mais esclarecedora e profunda. Isso foi silenciado pela Razão do Esclarecimento. Isto nos diz “Foucault” e o mesmo também contempla o surgimento da sociedade moderna e os tratamentos,"humanitários" para o louco, como por exemplo no caso de Philip Pinel e Samuel Tuke. O tratamento de Tuke consistia em punir os loucos até que eles não mais desenvolvessem sua loucura.
Similarmente, o tratamento de Pinel consistia numa extensa terapia de aversão, o que incluía métodos como banho de água fria e camisa de forças. No entanto outros tratamentos foram experimentados, como; como eletro-choque, a eletroconvulso-terapia, as convulsões induzidas por metrazol, a indução a febre, enfim, as quais nunca foram bem sucedidas. O século XIX, trouxe novas doutrinas de analise e terapia e o aparecimento da psicanálise e a contribuição de Freud, a psiquiatria como um dos braços da medicina pôde avançar em alguns pontos no tratamento da loucura, mas não suficientemente. Freud, com o desenvolvimento da teoria da libido, não conseguiu dar conta do complexo problema da deficiência mental.
Jung então questionou a influência capital do aparelho genésico do desenvolvimento do ser, defendido por Freud. Novas terapias; Clorpromazina (1952) – Inicio do uso de psicofarmacos com eficácia no controle dos sintomas psicóticos (alucinações e delírios), proporcionando uma perspectiva de reintegração dos doentes mentais graves (esquizofrênicos) no seu meio. Antidepressivos tricíclicos (década de 50) – Imipramina, amitriptilina e outros foram os primeiros recursos medicamentosos disponíveis para o tratamento dos transtornos depressivos. Entretanto um grupo grande de pessoas com indicação de tratamento antidepressivo, não os tolerava pelos seus efeitos colaterais (visão turva, boca seca , náusea, alterações cardiovasculares, disfunção sexual entre outros). Fluoxetina (1987) – Ampliou o horizonte de tratamento e pesquisa de novas drogas de Inibição de Recaptação da Serotonina eficazes nos transtornos depressivos e ansiosos. Intitulada inicialmente como a “droga da felicidade”, foi gradualmente sendo identificado melhor as suas possibilidades e limitações. Mas foi um novo divisor de águas no avanço científico das drogas que atuam no sistema serotonérgico. Novos agentes antipsicóticos (década de 90) - O surgimento dos ditos anti psicóticos atípicos, nos últimos 15 anos, representaram um significativo avanço em relação aos anti psicóticos convencionais (por ex: clorpromazina, tioridazida, haloperidol, flufenazine). Já que as novas drogas estão associadas com menor distúrbio motor (efeitos extra-piramidais) e ampliam o seu espectro de eficácia, e o seu uso já se expandiu além do tratamento dos transtornos esquizofrênicos, sendo utilizado nos quadros de demência, transtornos do humor, transtornos de ansiedade, e transtornos do desenvolvimento.
Entretanto estas medicações não são uma pílula mágica, porque além de apresentar efeitos colaterais complicados, como: ganho de peso, diabete mellitus, alteração da função cardíaca. Mas na visão espirita, havendo uma causa existe um efeito, logo, não será pela letargia provocada pelas drogas entorpecentes que a solução passará, entendo que não é esta , nem passará por aqui a reparação dos problemas psíquicos. Realmente, até hoje, as respostas dadas para a doença mental, são apenas opiniões , que não respostas concretas, primeiro porque este tipo de doença , não tem um conceito personalizado, do aparecimento da mesma, porque ela pode vir pela nascença, pode eclodir na idade e pode ter diversos focos de desequilíbrio que não permitem dar respostas concisas acerca da temática. Mas poderão dizer então encontras-te a cura para os problemas psíquicos?!Não, mas sei que existe demasiado apego , à busca material do problema e pouca procura em valores que poderão permitir , no mínimo atenuar o conceito em relação à doença e à forma de encarar mesma. Talvez por lamechices ou por receio de ocupação da sua área de estabilidade, todos os que participam no campo da doença mental, fazem orelhas moucas ao que a Codificação Espirita ditada pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec, isso veio trazer mais claridade, revolucionando e desafiando mesmo os carrilhões da matéria e a essência da pessoa humana, o Espirito, a sua reencarnação, os seus objetivos em cada vivência, a lei de causa e efeito, o pretérito nas causas da vivência atual, bem como presente existencial de acordo com a provação e expiação.


A remanescência detém muitas das respostas para a demência , não alicerça loucos, não estigmatiza o sentimento de culpa, mas oferece meios de libertar os recalcamentos projetados por memorias promiscuas de outras eras, permitindo dessa forma abalizar o arrependimento do espirito, bem como sua evolução nos diversos tramites que ou por compulsão ou por escolha própria se permitiu a adquirir. O acaso não existe , logo, terá sempre que existir, esse foco que representa nada menos que o merecimento de cada Ser, no somatório da coexistência. Toda a génese da doença é de índole espiritual, e todo espirito em seu perispírito traz as marcas , seja esquizofrenia, demência, mongolismo ou outra neurose. Pode inclusive na ativa vivência, proporcionar determinados graus de comportamento que o levem a um estado degenerativo, que inclua essas mesmas, probabilidades, daí a ter sempre que exaurir qualquer situação ao estágio evolutivo e moral de cada Ser. As investigações feitas no hospital Espírita, onde Dr. Mário Sérgio Silveira é adido ele e os pesquisadores têm atribuído o fator "influência espiritual" como causa desencadeante em um grande número de casos de psicose. Os critérios utilizados pela psiquiatria para analisar a psicose, além dos normas da psiquiatria clínica, trabalham com a visão psicodinâmica que a psicanálise nos oferece, numa visão estrutural. 0 inconsciente freudiano é estruturado como a linguagem, opera de acordo com as leis da linguagem, através da metáfora e da metonímia. Nesta perspetiva são três grandes estruturas.
As neuroses, cujo mecanismo característico é o recalcamento, que funda o inconsciente, separando-o da consciência. Seria o armazenamento de todas as memórias passíveis de serem recuperadas. Aquelas que estão disponíveis de forma mais imediata. É o que chamamos pré-consciente, bastando para isso apenas evocá-Las. A segunda estrutura são as perversões, referentes basicamente à questão da escolha do objeto sexual e da identidade sexual, cujo mecanismo é chamado "denegação". E a terceira estrutura psíquica constitui-se do que chamamos genericamente "as psicoses". Isto significa que o sujeito não dispõe do recurso simbólico da linguagem, pelo menos no que diz respeito às questões essenciais, como a sexualidade, a maternidade, paternidade e a morte.
O termo preclusão é emprestado da linguagem jurídica, que significa que uma prova não foi provida em tempo dentro de um processo, ficando, portanto, de fora. Na psicose, o que não foi admitido no simbólico, permanece fora e pode retornar do real na forma de alucinação. Esta é a teoria psicanalítica e tem ainda seu lugar dentre os conhecimentos que devemos considerar na compreensão de algo tão complexo como é o psiquismo humano Notas: (Extraído da Revista Cristã de Espiritismo nº 27, páginas 06-11) Entendo ser necessário retirar orgulho, e abraçar a ciência nos vários parâmetros, sem preconceitos, tendo mesmo em conta que uma das provas da Humanidade passa por aí, onde se obriga a tomar consciência de que a união, sem melindre e abraçando todas as áreas de conhecimento, sejam espiritas ou não, possam se abraçar na solução das enfermidades que o Universo detém, e logo por aí estaremos a crescer, quer em moral, e arrepiando caminho para a universalidade da vida, onde valores de amor estejam acima , das filosofias, das cores, ou da religião que se professe. Lembro também que em muitos hospitais na área de psiquiatria, estão muitos irmãos (as), que são vitimas da falta de compreensão do seu problema, assim como em muitos casos se confunde mediunidade ostensiva com loucura…. É importante que se comece a refletir, mas a fazê-lo em conjunto, dando voz à realidade e retirando o preconceito do conceito espiritual. A espiritualidade, não existe para tirar o estatuto médico, mas para lhe dar apoio de forma a que muito mais se possa realizar em prole daqueles que não querendo assumir sua mediunidade, entram no mundo dos letárgicos pela medicação consumida de forma a tentar calar aquilo que não se pode calar, a voz do espirito….

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