domingo, 10 de fevereiro de 2013

Sexo virtual, sintonia e vampirismo

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém.
É com muita alegria que reiniciamos nossos encontros sob a ótica espírita com temas livres. Temas que são comuns em nosso dia-a-dia e que nem sempre sabemos como observar ou como avaliar ante a Doutrina Espírita.
Procuraremos, na medida do possível, dirimir dúvidas acerca de conceitos e assuntos diversos que parecem não se enquadrar na Doutrina Espírita, mas que como tudo em nossa vida, encontram respostas nos livros básicos da Codificação. Sei que surgirão muitas dúvidas e muitos questionamentos e conto com a colaboração dos companheiros auxiliando nas respostas, assim como também conto com a colaboração de todos para que não percamos o foco da seriedade e do bom-senso nas mesmas.
Neste primeiro tema, teremos Sexo na internet. Eu nem preciso dizer para vocês que, a exemplo dos estudos do Livro dos Espíritos, este de temas também se estenderá por quantas semanas forem necessárias para que eles sejam abordados não em sua totalidade, mas em conformidade para que fiquem bem explorados. Confesso que amei o fato de estarmos no PALTALK e não mais na sala de chat em que fazíamos os estudos. Nossa, como poderemos levá-lo a sério e em profundidade, coisa que lá muitas vezes, não nos era possível. Sexo, sensualismo, vampirismo, mediunidade e obsessão estão incutidos neste tema e não necessariamente nesta ordem. Vamos lá!! Para os leigos, vou conceituar o tal do trem de sexo na internet:
O sexo virtual ou cibersexo nada mais é do que uma forma de masturbação em grupo. O sexo virtual é comum em canais de IRC e outras salas de bate-papo (IRC é utilizado basicamente para bate-papo (chat) e troca de arquivos, permitindo a conversa em grupo ou privada. Muito popular no fim dos anos 90, o IRC decaiu e foi substituído por mensageiros instantâneos como o MSN e sites de relacionamento como o Orkut. Hoje temos e estamos no Paltalk). O foco do desejo fica centrado na virtualidade do prazer sexual, contribuindo para um isolamento sócio-afetivo. Vale lembrar também, que está é uma ótima forma de adquirir vírus - no computador!!
Bom, creio que não falei nada de desconhecido a todos, não é mesmo? Basta dar um giro pelo orkut, adentrar a algumas salas do PALTALK, estar em uma sala de bate-papo ou ter novos amigos adicionados no MSN para vermos que muitos pensam com ênfase em sexo, em flertar, em seduzir, em cativar, em obscenidades e etc.
Claro óbvio e evidente que isso não é via de regra, mas não estamos aqui para questionar, criticar ou defender. Fatos são fatos e não adianta tamparmos o sol com a peneira.
Diante destes fatos, devemos ser francos e não primar pela falsa moralidade. A intenção, ao abordarmos este tema, é a de que todos saibamos o que ocorre em termos espirituais quando estamos envolvidos em algumas destas situações. O fazer ou não fazer, caberá a cada um de nós. Porém, depois de ouvir o tema de hoje, ninguém poderá alegar: eu não sabia. E já vou logo avisando, estão proibidos de abandonar a sala... Continuando aquela definição sobre sexo virtual temos que:
O sexo virtual, quando vivido de forma habitual, pode acarretar como conseqüência a destruição de relacionamentos afetivos, pois o parceiro poderá encarar isso legitimamente como uma forma de traição sentimental e sexual.
Outra conseqüência é a tendência de que os relacionamentos afetivos e sexuais fechem-se em um Mundo Virtual, constituindo-se por isso em um novo desvio da sexualidade.
A gravidade da situação não é a coisa em si, mas a compulsão ou obsessão que pode dominar uma pessoa, tornando esta nova forma de excitação como a única válida na vivência da própria sexualidade. É aí que começam os transtornos psicológicos, a materialização de um conflito sexual latente ou oculto.
Saindo dos conceitos wikipedianos, sabemos que é fato sabido que muitos usuários de net são solitários. E, não podemos nos esquecer que este ambiente nos proporciona uma série de facilidades, principalmente a de externarmos aquilo que vai em nosso íntimo. Não é difícil encontrarmos pessoas que já conheceram ou conhecem pessoas virtuais que são completamente diferentes na vida real.
A internet não é uma casa de loucos. Apenas possui pessoas que a utilizam de forma a parecer ser uma. E isso ocorre em muitos lugares e envolvendo não só a sexualidade como os demais aspectos da personalidade e integralidade de um ser.
Abordar este assunto é de suma importância, quando nos recordamos de que a juventude em peso está na internet. E um pequeno passeio pelo Orkut da vida é de assustar pelo o que podemos ver que tem ocorrido com estes jovens. Dos adultos não falo nada, ok?
E não estou falando de páginas ou comunidades com conteúdo próprio para adultos. Falo das fotos que as meninas de 12 ou 13 anos colocam. Falo do que os meninos acham que é virilidade e coisas do tipo. Chega de chover no molhado. Vocês já entenderam muito bem do que estou querendo falar e agora querem saber o que vou falar. Lá vamos nós!!
Em Eclesiastes, encontramos esta passagem, assaz interessante:
“Alegra-se, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, sabe, porém, que todas estas cousas Deus te pedirá conta” (11:9)
Em estudos anteriores da SOB A ÓTICA, já comentamos sobre a interpretação que é dada á Bíblia e as formas deturpadas que elas assumem. E nesta passagem, como será que podemos ver pelo prisma da Codificação?
Sei que muitos observam pelo lado óbvio, mas eu preferi trazer um lado um pouco poético para esta interpretação. Em nossa juventude espiritual, ou seja em nossa sadia ignorância das coisas, podemos viver livremente sem as grandes responsabilidades que a maturidade intelectual e espiritual nos agregam. Enquanto somos jovens e ingênuos no tocante a estas verdades, teremos nossa oportunidade de vivermos sem maiores pesos na consciência, mas a partir do momento que nos tornamos cientes de muitas coisas, devemos ter para conosco a grande responsabilidade que isso haverá de acarretar.
Por isso brinquei agora a pouco sobre o fato de que podemos, em muitos momentos de nossa vida, alegar que desconhecíamos as verdades. Aliás, gente que adora se auto-culpar, deve lembrar desse detalhe. Em muitos momentos erramos e não foi por maldade, foi por desconhecermos a forma correta de agir. A partir do momento que errarmos sabendo da forma correta de ser, agir e pensar, aí sim creio que devemos nos preocupar com o peso da nossa consciência.
Bom e que tudo isso tem haver com a Doutrina Espírita? Acaso ela recrimina o sexo? Acaso ela repudia o ato sexual? Claro que não, né companheiros. O que ocorre é que, através da Doutrina Espírita podemos compreender o que se passa nos bastidores deste sexo ou sensualismo virtual. Lembrando que o que veremos a seguir, serve também para a vida diária. Apenas quis enfatizar o tema voltado à internet, porque a coisa está feia.
Não podemos começar a falar do assunto sem nos lembrarmos de alguns fatos, dentre eles o da mediunidade. Heloísa Pires, em introdução ao livro de Herculano Pires chamado mediunidade, nos recorda que Kardec dizia que se o fenômeno mediúnico é constante em nossas vidas, se a comunicação entre encarnados e desencarnados ocorre naturalmente devido à ligação telepática, há que estudá-la e aproveitá-la, evitando os prejuízos da telepatia com os desequilibrados.
Já aprendemos sobre a sintonia e a Lei de atração. Neste caso os semelhantes se atraem em suas formas vibracionais e emanações. Nestas horas penso que podemos encontrar a explicação para o ciúmes em determinadas mulheres. Elas, inexplicavelmente, ao conhecerem ou depararem-se com determinada amiga do marido, do namorado ou do irmão, sentem um ciúmes desmedido. Não é a beleza ou algum outro atributo da criatura, mas sim as emanações energéticas e espirituais que se assemelham. Não raro, tirando-se o objeto de disputa (os tais maridos, namorados ou irmãos) passam a ser grandes amigas. Essa teoria é todinha minha, viu gente? Não procurem em livros, por favor.
Que fez Kardec? Orientou-nos a que soubéssemos manipular e utilizar de forma produtiva esse processo de telepatia que se forma, evitando assim que nos deixássemos levar e envolver pelas perdas advindas de uma má sintonia. E nesta tecla batemos e rebatemos todos os dias, não é mesmo? Se a tristeza te invade ou algum pensamento depreciativo te toma de assalto, busca mudar o foco de tua mente: vai ler, lavar o carro, correr, cozinhar, enfim, vá se ocupar e ocupar sua mente de algo, para que esse pensamento não se aloje.
Agora, como existe gente safada e inescrupulosa, além de doente e necessitada de sério tratamento psicológico e espiritual, encontramos pessoas que ao deparar-se com estes fatos, aprendem a utilizá-los de forma perversa e egoísta, prejudicando, manipulando e destruindo outros seres. Eis a subjugação. Mas que trem será este, subjugação?
Subjugação - (estar sob o jugo de). Processo em que o Espírito obsessor domina quase por completo a vontade do obsedado, conseguindo levá-lo à prática de atos contrários à sua formação moral.
Aquelas coisas que em dados momentos de nossa vida, não conseguimos compreender como é que praticamos, não é mesmo? As más companhias e más influências das quais devemos manter alguns palmos de distância. Mas, vale que nos lembremos do final da frase de Heloísa Pires na introdução ao livro do Herculano:
Mas se não é por acaso que nos ligamos ao desequilíbrio, os seres humanos que formaram grupo no erro devem agora unir os esforços na educação libertadora pela compreensão da Verdade ensinada através dos séculos por irmãos mais velhos e vivenciada por Jesus.
É a boa e velha lembrança de que o acaso não existe. Embora não vamos salvar o mundo e nem sermos os novos mártires da atualidade, cabe-nos a influenciação proveitosa e em conjunto para a minimização destes fatos. Contribuamos, dentro das nossas possibilidades e respeitando o livre-arbítrio alheio, para que as situações se esclareçam e as pessoas se renovem adentrando aos exemplos do Mestre Jesus e às máximas divinas.
Nesta troca ou exercício da tal faculdade mediúnica, muitas pessoas ainda não se deram conta do que ocorre e do que estão fazendo e se tornam presas fáceis de manipuladores, aproveitadores e sugadores, mais conhecidos por vampiros.
E nem queiram ficar apenas ficar assustados com o termo. Queiram também conhecê-lo em sua plenitude e verão como tudo isso ocorre com grande freqüência em nossa vida, não apenas no âmbito sexual.
Herculano Pires nos diz: A existência de certas formas de vampirismo, como a sexual, que viola os princípios morais e religiosos, foi pouco tratada no Espiritismo em virtude do escândalo que provocava, podendo até mesmo causar perturbações a criaturas simples e excessivamente sensíveis. Perturbação é ter de ver uma filha de 4 anos dançando na boquinha da garrafa ou cantando coisas no estilo ‘as cachorras, ou popozudas’!!
Tagore observou, em sua obra A Religião do Homem, que no mundo moderno nós vivemos de processos vampirescos em sucção do sangue e das energias vitais dos outros, ou seja, agimos antropofagicamente. Segundo algumas pessoas gostam de enfatizar, um bebê costuma vampirizar sua mãe.
Neste nosso estudo é muito feio falar isso, pois os bebês em nada se assemelham aos adultos pervertidos, egoístas, insaciáveis e perdidos aos quais o tema se refere. Aliás, esse trem de ser antropofágico, nada mais é do que se alimentar de seres humanos, lembrando que não estamos falando de canibais que são aqueles que se alimentam da carne humana.....agora, quando alguém for xingar um chefe explorador pode chamá-lo de antropófago, ao invés de destilar palavrões...
Podemos com grande tranqüilidade, dizer que a exploração do homem pelo homem é um processo vampiresco. Trazendo para o tema de hoje, temos as pessoas que se utilizam sexualmente de outras, ou seja, necessitam de suas energias, emanadas através das sensações sexuais. Imaginem no âmbito espiritual das perversões, o que não ocorre nestes atos em que o sexo é utilizado apenas como meio de prazer ou viciação.
Herculano Pires, em seu livro Vampirismo, evidencia bem todas as formas de vampirismo, pois cada uma possui um grau e uma forma diferente de conotação e ação. Para que nos situemos, vale lembrar que segundo ele vampirismo é uma forma de escravização. Escravizamo-nos aos outros por preguiça, por indolência, e os outros se escravizam a nós pelos mesmos motivos.
Se resolvermos ser livres e não nos apegarmos a remorsos, a angústias geradas por nós mesmos, a desesperos que alimentamos masoquistamente, mas descobrirmos que podemos fazer e desfazer as coisas por nós mesmos, não precisaremos sugar dos outros o que temos em nós e assim nos emanciparemos.
Parece tão ingênuo e desprovido de maiores problemas aquelas frases que jogamos ao acaso para homens e mulheres, carregadas de sensualismo e de segundas intenções, não é mesmo? Vão vendo só a corja que estamos trazendo e enviando conosco.
Como diz Herculano, o Vampirismo atual não se nutre de lendas assustadoras, mas de realidades positivas do campo do Psiquismo, que exigem esclarecimento. E se falamos de psiquismo, falamos de mente e mente é energia, sintonia. Oras, então cá estamos novamente falando em codificação e em mediunidade, certo?
Ele também, em 1900 e bolinha, nos lembra que A última novidade que se espalha no meio espírita é a mais velha de todas: a da castidade para homens e mulheres, a fuga ao sexo, esse instrumento do Diabo que é também o instrumento da criação, do povoamento da Terra pelas criaturas de Deus.
Esses anjos assexuados que surgem agora, em revoadas místicas, no meio espírita, não são jejunos apenas em questões genéticas, mas também e principalmente em Espiritismo. Nada conhecem da poderosa síntese histórica e espiritual que Kardec nos deixou.
Ele faz um comentário meio ácido também, acerca de onde estas criaturas devem ter saído, mas vou me abster de reproduzi-lo e deixo-lhes a dica para lerem o seu livro, assaz interessante!! O que precisamos evidenciar nesta sua frase é a de que já tem um tempinho que existe a falsa apologia à abstinência sexual no meio espírita, como se isso sublimasse ou elevasse alguém. O mesmo vale para o comer ou não comer carne. Mas é um braço que estenderia por demais as nossas colocações de hoje e certamente poderá ser visto em nosso terceiro tema livre que tratará dos animais. Atenhamo-nos ao trem de abster-se sexualmente.
Que terá quisto dizer Herculano quando disse que havia mal entendimento nesta postura? Creio eu que está justamente na forma como devemos fazer uso do sexo. Ele é natural e faz parte dos ‘acessórios’ para que nos reproduzamos, mesmo que já existam técnicas laboratoriais para isto, mas vale lembrar que os dois elementos básicos para gerar uma criança saíram respectivamente do homem e da mulher.
O que está degringolado é a forma como utilizamos o sexo, a ênfase que damos á sensualidade e as inúmeras perversões que criamos e alimentamos. De nada adianta nos abstermos da prática sexual se não podemos olhar para uma criatura, ouvi-la ou sentir seu cheiro, por exemplo, sem alimentarmos pensamentos obscenos e amorosos.
Nisto, me recordo de um exemplo dado por Divaldo em uma de suas palestras, que aborda o tema Sexo e consciência. Dentre outras informações preciosas que ele nos traz, existe uma passagem verídica que ocorreu consigo quando da estadia em casa de companheiros espíritas, por ocasião de um seminário que ele realizava em cidade distante.
Ele estava hospedado em uma casa em que havia uma grande quantidade de pessoas, dentre elas, muitas filhas do casal. Ao deparar-se com uma em específico e que era casada, ele percebeu que era portadora de um forte desequilíbrio. Ao anoitecer, quando todos dormiam, ele ouve alguém bater em sua porta solicitando auxílio. No que se levanta, de chofre, é orientado por Joanna de Angelis (e aí podemos notar um merecimento seu em decorrência da boa sintonia que mantinha) a não abrir a porta sob hipótese alguma. A voz insiste em pedir auxílio e ele a dizer que já está indo. De repente, um som se faz fora da porta e ele a abre.
Depara-se com aquela filha em que notara o forte desequilíbrio, vestida de forma convidativa e seu pai a bater-lhe. A situação estava armada, o pai censurando e querendo bater na filha, enquanto o marido dormia placidamente em outro ambiente. Afora as explicações cristãs dadas por Divaldo, acerca da procedência em casos similares, vale lembrar que tanto ela quanto o marido estavam subjugadas por entidades vampirescas. Ela induzida a fazer e praticar atos como este de procurar sexualmente uma visita na casa de seu pai, e o marido por ser mantido dormindo enquanto tudo ocorria.
Abstraindo-se ainda todo o desenrolar da situação, temos que a atitude de Divaldo foi a de socorrer a moça, mostrando aos demais como ela se encontrava adoentada e necessitada de auxílio. Orou, fluidificou a água, pediu a intercessão e, num sussurro a jovem diz à mãe: parece que algo saiu de mim, mamãe.
Estas são nossas ferramentas para lidar com a situação. Mas por favor, não pensem que é simples e fácil, ok? Existe muito a ser analisado, inclusive o que gera este intercâmbio, quais as coisas e situações que o alimenta e assim por diante. Serve-nos como um pequeno referencial de que não estamos à mercê de criaturas malignas.
Herculano prossegue recordando-nos de que A única força de agir sobre entidades vampirescas e sobre os espíritos em geral, como ensinou Kardec, procede da autoridade moral de criaturas esclarecidas. Só a autoridade moral de um espírito encarnado pode influir sobre o comportamento de espíritos desencarnados.
O que nos faz recordar da atitude de Divaldo ao ser amparado por Joanna. Ela o orientou e intuiu, mas se a mente dele estivesse voltada à viciação ou desejosa de prazeres o circo estaria armado. Aliás, como ele mesmo disse, teriam um imenso espetáculo, pois o pai sabedor das atitudes da filha estava à espreita e iria flagrar os dois
NESTE PONTO, UNI OS ESTUDOS DA SEMANA SEGUINTE:
No encontro anterior, começamos a delinear um pouco do que seria sexo na internet. Lembrando que este tema abordará os sub-temas obsessão, vampirismo sexual, mediunidade, sensualismo e sexo. Mas, mais importante do que qualquer um destes sub-temas é o grande apanhado que devemos retirar deste encontro.
E, o maior e mais preocupante destes elementos a que nos referimos, é justamente o legado que estamos passando aos nossos filhos, jovens, irmãozinhos menores e, até, a nós mesmos.
Precisamos de forma simples e direta nos darmos conta de que existe muito mais além do que o prazer instantâneo em palavras e cenas que podemos observas através da internet. E este muito mais é justamente aquilo tudo que muitos desconhecem: as energias, as necessidades de seres desencarnados e até de serem encarnados envolvidos neste ato. Não estamos falando do sexo sadio praticado entre duas pessoas que se amam ou que buscam a continuidade positiva e harmônica entre ambos, mas falamos sim de tudo aquilo que passa a ser confundido com o que é natural, aceitável e contido dentro da puberdade, da adolescência e dos processos de atração que envolvem as pessoas para que formem, quem sabe, família.
Falamos sim daquelas energias emanadas e que são fruto de momentos fugazes que, ao seu término, geram mais solidão, angústia e necessidade do que antes de serem praticadas. Falamos daquelas ligações emocionais que nos trazem prejuízo ao sono, ao pensar e ao relacionar-se com nossos companheiros reais (maridos, esposas, namorados e namoradas).
Relembrando o fio de pensamento em que paramos no encontro passado, estávamos citando Herculano Pires sobre a moda que invadiu o Movimento Espírita alardeando a abstinência sexual como forma de elevação e purificação e, ao comentar que de nada nos vale abstermo-nos do sexo, se nossa mente não se abstém, lembrei-me de uma passagem de Divaldo em que se hospedou em casa de confrades e foi assediado pela filha casada destes, sendo orientado e amparado por Joanna para que não se deixasse envolver pelo cerco armado para que coisas piores ocorressem.
Falávamos justamente, da sintonia que devemos ter para com a espiritualidade e sobre a passagem de Herculano de seu livro Mediunidade, que nos relata que somente a força moral do encanado é que pode prevalecer sobre estes atos de subjugação. Herculano ainda nos diz:
A fé em Deus e na Espiritualidade é inata na criatura humana e permanece latente, em forma estática, disponível, no coração dos homens que se entregam à negação materialista. A fé espírita, racional, anti-supersticiosa, manifesta-se como uma graça no coração dos que se conduzem com humildade.
Essa fé permite avançar, na medida exata das nossas potencialidades espirituais. Sem humildade e a consciência de nossa fragilidade humana, estaremos sempre sujeitos a cair nas armadilhas da vaidade tola que todos possuímos e que a maioria cultiva como erva preciosa, quando não passa de erva daninha. Nessas culturas bastardas que o vampirismo nos colhe como flores de guanxuma das terras estéreis.
Ou seja, são nossas inclinações e atuações que nos colocam á mercê destes desafortunados irmãos que necessitam de perversões e libertinagens para se alimentarem. Herculano prossegue em sua narrativa dando um presta atenção em alguns adultos com idade mais avançada, falando nos seguintes termos:
Em contrapartida surgem também os casos de delírios senis em criaturas envelhecidas, que no declínio da vitalidade se tornam ridículas e perigosas, tentando reativar suas energias genéticas sem a compulsão das frustrações de toda uma vida em que esmagaram seus impulsos afetivos.
Para bom entendedor ponto é letra. Eis que nem tudo é influência de espíritos, mas sim de nossa própria mente e compulsão. Certa feita estava indo para meu trabalho quando ouvi alguém falando alguma besteira. Devia ser um elogio na mente da criatura que o proferiu mas enfim, quando me virei e olhei, dei de cara com um senhor que já quase poderia ser meu avô!! Ah, faça-me o favor.
Se lembrarmos do que estamos dizendo acerca do vampirismo e analisarmos que toda mulher que passava na rua devia receber um destes elogios vamos fazer a analogia de que o cidadão poderia ter um monte de desencarnados consigo. E aqui na net, ocorre o mesmo que bem salientou Herculano e muitas das vítimas, são as mulheres solitárias e carentes, crianças ou adolescentes.
Velhinhos que deveriam dar-se ao respeito e que, infelizmente, estão sob o jugo da sensualidade, sob o jugo da decadência moral e espiritual. Criaturas que merecem nossas preces e nosso cuidado. Deu para perceber que o problema é muito mais profundo do que apenas fazer ou deixar de fazer algo, não é mesmo gente? E não somente velhinhos, mas também homens e mulheres em tenra idade, deixando-se ser instrumentos de vampiros que não medem esforços para receberem o que querem.
Como ninguém foge aos imperativos da Lei de Deus, esses seres, que causam desvario sexual, resgatarão em reencarnações futuras à duras penas, podendo ser portadores de doenças eminentemente cármicas como a epilepsia, a lepra, a paranóia, a hidrocefalia, o mongolismo e outras moléstias, como também ter como obsessores vários dos que foram prejudicados em caminhadas anteriores.
Para quem ainda não entendeu muito bem onde mora o problema, trago uma passagem em que Emmanuel nos diz o seguinte: “Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade”.
Trazendo para a net: cada vez que alguém nos diz um gracejo sexual ou uma obscenidade despretensiosa e ‘aceitamos’, ou seja, nos ligamos às palavras e ao o que elas emanam, estamos criando uma troca de energias uma mão dupla de energias circulantes.
Você se conhece e sabe quem é e tem certa noção de com quem se liga, mas e o outro? Já imaginaram, gente, o que estamos trazendo para dentro de nosso lar e de nossa família, quando estamos aqui no micro? Já pensaram que quando desligamos o micro e achamos que ‘tudo aquilo’ acabou e vai recomeçar só quando o religarmos, na verdade, está muito mais vivo e atuante do que pensamos?
Criamos também, infinitas expectativas na outra pessoa. Alimentamos as suas carências, afagamos seu ser e adulamos sua personalidade sedenta de aceitação. E quando cansamos da brincadeira ou encontramos outra presa para deitarmos nosso charme e nosso carisma, o que ocorrerá com aquela a quem nos vinculamos e que criou dependência e necessidade de nossas palavras? Emmanuel responde para nós:
Em tais experiências, quando um dos parceiros lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, provoca a “ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas” e caso o parceiro que se sente prejudicado “não possua conhecimentos superiores na autodefesa” pode entrar em pânico ou até mesmo chegar à delinqüência.
Percebam a seriedade da coisa? Além de toda tralha energético-espiritual que estamos trazendo para dentro de nosso espírito, para o convívio com nossos filhos, maridos, esposas ou pais, também somos responsáveis por aquilo que acarretaremos a outrem. Será que todas as pessoas estão sedentas de fortes emoções ou algumas procuram, sinceramente, encontrar alguém para a vida toda?

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