domingo, 10 de fevereiro de 2013

A Maior Felicidade

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Um dia, perguntei ao Dr. Bezerra de
Menezes, qual foi a sua maior
felicidade quando chegou ao plano
espiritual.
Ele respondeu-me:
- A minha maior felicidade, meu
filho, foi quando Celina, a
mensageira de Maria Santíssima, se
aproximou do leito em que eu ainda
estava dormindo, e, tocando-me,
falou, suavemente:
- Bezerra, acorde, Bezerra!
Abri os olhos e vi-a, bela e radiosa.
- Minha filha, é você, Celina?!
- Sim, sou eu, meu amigo.
A Mãe de Jesus pediu-me que lhe
dissesse que você já se encontra na
Vida Maior, havendo atravessado a
porta da imortalidade.
Agora, Bezerra, desperte feliz.
Chegaram os meus familiares, os
companheiros queridos das hostes
espíritas que me vinham saudar.
Mas, eu ouvia um murmúrio, que
me parecia vir de fora.
Então, Celina, me disse:
- Venha ver, Bezerra.
Ajudando-me a erguer-me do leito,
amparou-me até uma sacada, e eu
vi, meu filho, uma multidão que me
acenava, com ternura e lágrimas
nos olhos.
- Quem são, Celina? - perguntei-lhe
- não conheço a ninguém.
Quem são?
- São aqueles a quem você
consolou, sem nunca perguntar-lhes
o nome. São aqueles Espíritos
atormentados, que chegaram ás
sessões mediúnicas e a sua palavra
caiu sobre eles como um bálsamo
numa ferida em chaga viva; são os
esquecidos da terra, os destroçados
do mundo, a quem você estimulou e
guiou. São eles, que o vêm saudar
no pórtico da eternidade...
E o Dr.. Bezerra concluiu:
- A felicidade sem lindes existe, meu
filho, como decorrência do bem que
fazemos, das lágrimas que
enxugamos, das palavras que
semeamos no caminho, para
atapetar a senda que um dia
percorreremos.
(Extraído do Livro "O Semeador de
Estrelas")

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