quarta-feira, 11 de abril de 2012

CONHEÇA JOÃO DE DEUS E O PODER DA FÉ - 2

CONHEÇA JOÃO DE DEUS E O PODER DA FÉ - 2

Pacientes chegam a Abadiânia de todo o mundo
"Eu estive esperando por você", disse Edwene Gaines no corredor do avião que nos levou à longa viagem com destino a Abadiânia, no Brasil. Ela tinha 71 anos, com cabelos platinados curtos e um sotaque do sul dos mais bonitos que eu já ouvi, evidentemente natural de Valley Head, Alabama. "Você está indo a trabalho ou por prazer?", perguntou ela, iluminando o rosto com um sorriso.

Por um momento eu não sabia o que dizer. Afinal, estava indo ao encontro de um "curandeiro espiritual" brasileiro famoso em todo o mundo e procurava em mim mesma as razões daquela aventura. "Prazer, eu espero", disse. "E você?", perguntei. "Oh, eu estou indo ver João de Deus."

E com isso nós partimos num avião 757, de Atlanta para Brasília. Logo descobrimos que no mesmo vôo estava uma chilena chamada Edwene, uma pastora e palestrante motivacional, autora de "As Quatro Leis Espirituais da Prosperidade", e que contou a história de seu aneurisma cerebral, considerado inoperável por cinco neurocirurgiões. "Procure deixar suas coisas em ordem", teria sido a última recomendação dos médicos. "E tente não espirrar", completaram os médicos, admitindo sua absoluta fragilidade. "Então eu percebi que não estou pronto para ir ainda".

Após o diagnóstico atroz, por insistência de seu grupo de oração (no qual todos disseram que receberam a mesma visão de João de Deus iria curá-lo), Edwene viajou para a "Casa Dom Inácio". "Eu estava nervosa e cética", disse ele. "Mas o que eu tenho a perder?"

Quase que imediatamente à sua chegada, a entidade espiritual que acompanha o médium realizou a cirurgia invisível sobre ela. Foram 40 minutos de um processo que o envolveu profundamentre, sentado em uma sala de meditação em grupo, com a mão direita sobre o coração. Ninguém tocou nela, mas, Edwene lembra: "senti as coisas se movendo em minha cabeça. Não houve dor, mas foi diferente". Depois disso, o pastor caiu exausto por 24 horas. Oito dias depois, foi informada que os "pontos" seriam removidos. "Naquela noite eu pude sentir na minha cabeça: ping! ping! ping!, como se pontos fossem puxados para fora". Posteriormente, uma tomografia computadorizada revelou a verdade: seu aneurisma se foi. "Sou muito grata", disse, apontando para os céus. Desde então, ela voltou à "Casa Dom Inácio" por duas vezes, na última trazendo um grupo de 20 pessoas que também procuravam cura.

RAZÕES PESSOAIS - Minha razão para visitar o João de Deus foi menos traumática. No entanto, a experiência foi igualmente impactante. Enquanto eu estava sentada no avião, me lembrei que faxia dois anos que meu pai havia morrido repentinamente de um ataque cardíaco. Nós éramos muito próximos e ele tinha apenas 70 anos, estava em plena forma. Até aquele momento eu tinha sido quase ridiculamente protegido da tragédia, e eu não estava preparada para o tsunami de tristeza que tomou conta de tudo o que eu sabia. Nós todos temos nossos encontros com o desgosto, mas este tipo de tristeza era algo desconhecido para mim. Ele vasculhou tudo, deixando meus nervos e emoções expostas. Era um peso físico real que eu arrastava. Era como se eu usasse óculos escuros todo o tempo, olhando e não vendo nada, apenas o dia cinzento, zangada com o universo por ter tirado o meu pai. Os dias de sol tinha desaparecido e eu precisava da minha vida de volta. Quando alguém mencionou "João de Deus" numa conversa, o nome ficou na minha cabeça. Eu nunca tinha ouvido falar do homem, mas por alguma razão eu era obrigada a saber mais.

Apesar do ceticismo generalizado, a evidência mostra que a energia de cura não só existe, mas pode ser profundamente poderosa. Tratamentos orientais tradicionais, como acupuntura e o Reiki, servem para reforçar o corpo e sua energia vital, conhecida como chi ou prana. Mas a oração como um canal para a cura eu ainda não conhecia em profundidade.

Embora a crença na eficácia da oração seja tão antiga quanto a civilização, os resultados são difíceis de definir. Bernard Grad, PhD., biólogo canadense de McGill University, trabalhou com um medium chamado Oskar Estebany, realizando estudos controlados no final dos anos 50 e 60. Usando ratos que tinham sido uniformemente feridos, Estebany colocaria as mãos sobre as gaiolas, disposto a curar os animais. Os resultados foram dramáticos: em um experimento, as feridas em ratos tratados por Estebany eram "significativamente menores" do que as dos ratos que tinham sido deixados para cicatrizar por si próprios. A equipe também descobriu que as sementes da planta exposta a cura energética cresceu a um ritmo mais rápido. Havia uma força aqui, eles concordaram, e ele parecia estar fazendo algo benéfico. O que era essa força, no entanto, ninguém poderia dizer com certeza.

Um médico que sabia de meu interesse em João de Deus me ofereceu seu precioso relato. Mehmet Oz, como um cirurgião cardíaco, a sua formação tinha sido rigorosamente científica, mas ele queria saber sobre o que a medicina ocidental ainda não sabia. "Acho que a grande nova fronteira é abrir as portas para a medicina da energia", disse. "Isto amplia as nossas possibilidades de cura".

E as histórias que saem de Abadiânia desafiou postura ortodoxa da medicina. Há cinco anos, Oz tinha participado de um programa na "Primetime Live", que teve como foco João de Deus. Ele examinou horas de filmagens das sessões de cura, verificou exames e laudos de biópsia, mas havia resultados que não podia explicar; como o encolhimento de um cancro agressivo, por exemplo. "Um dos pacientes tinha um glioblastoma, que é um tumor cerebral extremamente mortal," lembrou Oz. "A doença estava no nível 4 e, após a biópsia, ficou provada a cura". Como uma credencial adicional, a biópsia foi feita no "Hitchcock Medical Center", em Dartmouth, um hospital de destaque. "Eu levei os exames até o meu médico radiologista, juntamente com um novo conjunto de exames do paciente [tomada depois de sua visita a João de Deus], que mostrou que o tumor havia calcificado e, essencialmente, morreu."

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