segunda-feira, 10 de junho de 2013

Dificuldades do Movimento Espírita 1







Dificuldades do Movimento Espírita



Como consequência do distanciamento das verdades espirituais, temos a vida conturbada, vivemos em atritos conosco mesmo, ansiosos, deprimidos, angustiados... Problemáticas mentais estão assolando a humanidade e a medicina não consegue respostas para os problemas humanos. Por isso multidões de Espíritos estão buscando consolo no Espiritismo.


Paralelamente a esse movimento que acontece junto à humanidade, dentro do movimento espírita várias ações vão, silenciosamente, conspurcando-o.


Há dois grandes distúrbios sendo vivenciados dentro das casas espíritas. O primeiro é o distanciamento de Kardec.


Quando nos distanciamos de Kardec, é como se estivéssemos construindo um edifício sem fundações. Com o tempo, começa a surgir rachaduras, problemas de infiltração, o solo cede e no fim, a obra rui.


Sem o Mestre Liones, a ignorância toma conta e os erros doutrinários começam a se proliferar.  Abrem-se as portas para que a orientação de Espíritos benfeitores seja substituída por Espíritos mistificadores e maldosos. Surgem práticas estapafúrdias, distorções na Doutrina, que faz com que se multipliquem centros espíritas, que de Espiritismo não tem nada, só o nome.


O segundo problema, que considero mais grave, é a falta de autoridade moral dos profitentes espíritas.  Vejamos o alerta de Kardec, realizado na Revista Espírita de 1864 de novembro, nº 11, em que menciona o maior escolho enfrentado pelos sinceros propagadores do Espiritismo, são os próprios espíritas, distantes de uma vivência moral reta:


[...] Depois vêm aqueles que, não considerando o Espiritismo senão pela superfície, sem serem tocados no coração, por seu próprio exemplo dão uma falsa idéia de seus resultados e de suas tendências morais. Eis aí, sem sombra de dúvida, o maior escolho com que se deparam os sinceros propagadores da doutrina, pois muitas vezes vêem a obra, que tão penosamente esboçaram, desfeita justamente por aqueles que os deveriam secundar. Está provado que o Espiritismo é mais entravado pelos que o compreendem mal do que pelos que não o compreendem absolutamente, e, mesmo, pelos inimigos declarados. E é de notar que os que o compreendem mal geralmente têm a pretensão de o compreender melhor que os outros...


O alerta seríssimo do nosso Codificador parece esquecido na atualidade. Hoje esse alerta se torna mais que atual, porque, simplesmente, os trabalhadores espíritas não vivenciam, DE FATO, aquilo que ensinam.


Criaturas moralmente despreparadas dão palestras espíritas baseados unicamente na questão intelectual, mas carecem do amor nos próprios corações e discursam para os outros, colocando-se assim numa questão de superioridade ou de infabilidade; médiuns vaidosos “recebem” o venerado velhinho, Bezerra de Menezes, e orientadores de alta envergadura espiritual que trazem orientações destituídas de qualquer elevação moral; passistas que carecem de caridade e de vivência reta; diretores e presidentes orgulhosos... E por aí vai!


A divulgação do Espiritismo requer, por parte de seus divulgadores, autoridade moral, vivência reta, conduta ilibada em todas as áreas da vida, principalmente nos sentimentos e pensamentos alimentados ao longo dos dias. Ser Espírita dentro da casa espírita é muito fácil, o difícil é ser integralmente espírita fora dela, ou seja, no mundo.


No plano espiritual dos centros espíritas, tanto no primeiro como segundo ponto, a condição é mais crítica. As casas Espíritas são conduzidas por essas entidades inferiores e, PASMEM, ninguém percebe nada. E as obsessões coletivas estão, repito: ESTÃO, proliferando nos centros Espíritos. Percebam, ainda existe casas sérias, médiuns sérios e trabalhadores dedicados, mas o que deveria ser regra, sem os devidos cuidados, se tornará exceção.


A verdadeira fraternidade, a amizade sincera, a caridade legítima, a benevolência e, principalmente, a humildade, estão distantes a muito tempo das casas espiritistas. Os trabalhadores não se conhecem, não conversam, não permutam conversas elevadas. As pessoas não sabem quem são os seus companheiro de labuta espiritual!


Hoje, acredita-se que casa espírita é sinônimo de proteção espiritual, quando na realidade a proteção espiritual surge a partir do comportamento ilibado dos condutores da organização, que, dessa maneira, conquistam a companhia dos bons Espíritos. Esquece-se que os Espíritos elevados não comungam com erros. Quando não são escutados, apesar dos inúmeros avisos que essas entidades constantemente apresentam, elas se vão e outros Espíritos tomam os seus lugares. Isso é o resultado do distanciamento de Jesus e Kardec.


A pergunta que deixarei para vocês leitores é a seguinte: como atender a multidão de encarnados e desencarnados que estão aportando às casas espíritas, sedentos de consolo e do conhecimento espiritual, sem o amparo da espiritualidade amiga?


Nenhum comentário:

Postar um comentário