quarta-feira, 27 de março de 2013

Pai


 Pai
Estudo de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec, 1ª. Parte, Cap. VI, item 4.

       É natural que consideres teu problema qual espinho terrível.
       É justo reconheças tua prova por agonia do coração.
       Ergues súplice olhar, no silêncio da prece, e relacionas mecanicamente aqueles que te feriram.
       É como se conversasses intimamente com Deus, apresentando-lhe vasto balanço de amarguras e queixas...
       E o Supremo Senhor cuidará realmente de ti, alentando-te o passo... Entretanto, é preciso não esquecer que ele cuidará igualmente dos outros.
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       Lança mais profundo olhar naqueles que te ofenderam, conforme acreditas, e compara as tuas vantagens com as deles.
       Quase sempre, embora se entremostrem adornados de ouro e renome, nas galerias da evidência e da autoridade, são almas credoras de compaixão e de auxílio... Traíram-te a confiança, contudo, tombaram nas malhas de pavorosos enganos; humilharam-te impunemente, mas adquiriram remorsos para imenso trecho da vida; dilaceraram-te os ideais, entretanto, caíram no descrédito de si próprios; abandonaram-te com inexprimível ingratidão, todavia, desceram à animalidade e à loucura...
       Não é possível que a Luz do Universo apenas te ampare, desprezando-os a eles que se encontram à margem de sofrimento maior.
-x-
       Unge-te, assim, de paciência e compreensão para ajudar na Obra Divina, ajudando a ti mesmo.
       Em qualquer apreciação, ao redor de alguém, recorda que o teu Criador é também o Criador dos que estão sendo julgados.
       É por isso que Jesus, em nos ensinando a orar, revelou Deus como sendo o amor de todo amor, afirmando, simples: “Pai Nosso, que estás nos céus...”.
(De “Justiça Divina”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

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