segunda-feira, 18 de março de 2013


ESPÍRITA COMPROMISSADO
São os espíritas os que mais se aproximam dos ideais evangélicos de fraternidade, vividos pelas primitivas comunidades cristãs.
Entretanto, a consciência do dever é tão frágil na criatura humana, que, mesmo a família espírita, com todos os seus méritos, ainda não atingiram o pleno aproveitamento de suas possibilidades na semeadura do bem.
Encontrar motivos ou justificativas para não irem ao centro, só atrasa o próprio destino.
Não prestar ajuda alheia devido ao tempo que pode chover, é faltar caridade e bom senso.
Não praticar a mediunidade por estar sempre indisposto é indisciplina incontestável.
Não frequentar a diretoria devido o "melindre" sobressair em não apoiarem suas ideias aniquila a vontade de unir-se ao grupo.
Mostrar-se impedido de socorrer a miséria e a fome, alegando falta de transportes é o primeiro a pedir ajuda aos benfeitores que o ajudem nas próprias necessidades.
Sem qualquer constrangimento, transferimos obrigações, tarefas e responsabilidades para terceiros como se tal atitude nos descomprometesse do nosso dever, seja no conforto ao enfermo, no socorro ao desajustado, na orientação ao desequilibrado...
Muitos exemplos falam mais que palavras e serão sempre observados e seguidos pelos novos adeptos.
Nenhum proveito nos trará se mantivermos as fórmulas aprisionadas na embalagem da teoria.
Existe quem abandona o trabalho pela metade ou definitivamente antes de completar o serviço, alegando "Estou aposentado ou Já fiz a minha parte". Isso é lamentável ainda que o motivo seja que perdeu o entusiasmo esquecendo as obrigações.
Em resumo nada pode comparar aos sacrifícios a que se submeteu Jesus em nosso benefício. E o que seria de nós se o Mestre incansável e inesquecível, após os primeiros contatos com as misérias humanas, desistisse do apostolado divino, proclamando: "Perdi o entusiasmo!"

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