quinta-feira, 25 de julho de 2013

PERDÃO E VIDA

PERDÃO  E  VIDA
Em verdade, o nosso tempo, na atualidade terrestre, é de muitos conflitos e manifestas perturbações.
       Anotemos, no entanto, que a ausência do perdão reúne as parcelas de nossas relações negativas, e apresenta-nos a soma inquietante que se transforma em caminho para a guerra.
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       Os atritos do lar, as reclamações que se espalham, ressaltam da incompreensão, em que se especifica, entre os homens, a dureza dos corações de uns para com os outros.
       Aqui, é a irritação que prepara ambiente à enfermidade, ali, é a falta de aceitação com que nos desligamos da humildade, é a prepotência pessoal favorecendo o orgulho de quantos intentam ser um fator de poder mais forte do que aqueles outros irmãos que lhes partilham a vida.
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       Lemos, sensibilizados, algo em torno das reuniões notáveis dos nossos homens de orientação ou de Estado, quando se congregam para discutirem os problemas da Paz.
       É natural nos emocionemos com as primorosas declarações deles e com a grandeza de suas promessas e decisões.
       Acontece, porém, que no desdobramento das horas, eles não são os personagens de nosso convívio... Longe deles, angariamos, com a bênção de Deus, o nosso pão de cada dia e sem eles é que nos vemos uns aos outros, nos modos diversos em que nos mantemos no cotidiano.
       Admiramos as personalidades da televisão e das mostras de valores artísticos, entretanto, necessitamos aprender como tratar as nossas crianças e jovens na intimidade.
       Muita gente gaba os feitos de grandes desportistas, como aconteceu à frente daqueles que venceram as distâncias e foram até a Lua. Sucede, contudo, que não vivemos com eles, conquanto mereçam a nossa melhor consideração.
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       Somos chamados a saber de que maneira minimizar as dificuldades de grandes incidências entre as paredes de nosso mundo doméstico.
       Sejamos benevolentes para com todos aqueles que nos compartilham a vida.
       Toleremo-nos, sabendo que hoje desculpamos a falta de alguém e talvez amanhã sejamos nós os necessitados de benevolência e tolerância. Diz o texto desta noite: “Perdoemos para que Deus nos perdoe.”
       Coloquemos a nossa atenção nesta máxima e desculpemos uns aos outros, tantas vezes quantas se façam necessárias. E que o Pai Misericordioso a todos nos releve em nossas falhas e, compadecidamente, nos abençoe.
Emmanuel

(De “Esperança e Luz”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)

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