terça-feira, 8 de janeiro de 2013

VIDA E SEXO (pelo Espírito Emmanuel) DIVÓRCIO


DIVÓRCIO
O divórcio é lei humana que tem por objeto separar
legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei
de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só
é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. XXII, Item 5
Partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o
divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas. É aí, nos laços
matrimoniais definidos nas leis do mundo, que se operam burilamentos e
reconciliações endereçados à precisa sublimação da alma.
O casamento será sempre um instituto benemérito, acolhendo, no limiar, em
flores de alegria e esperança àqueles que a vida aguarda para o trabalho do seu
próprio aperfeiçoamento e perpetuação. Com ele, o progresso ganha novos
horizontes e a lei do renascimento atinge os fins para os quais se encaminha. Ocorre,
entretanto, que a Sabedoria Divina jamais institui princípios de violência, e o
Espírito, conquanto em muitas situações agrave os próprios débitos, dispõe da
faculdade de interromper, recusar, modificar, discutir ou adiar, transitoriamente, o
desempenho dos compromissos que abraça. Em muitos lances da experiência, é a
própria individualidade, na vida do Espírito, antes da reencarnação, que assinala a si
mesma o casamento difícil que faceará na estância física, chamando a si o parceiro
ou a parceira de existências pretéritas para os ajustes que lhe pacificarão a
consciência, à vista de erros perpetrados em outras épocas. Reconduzida, porém, à
ribalta terrestre e assumida a união esponsalícia que atraiu a si mesma, eila
desencorajada à face dos empeços que se lhe desdobram à frente. Por vezes, o
companheiro ou a companheira voltam ao exercício da crueldade de outro tempo,
seja através de menosprezo, desrespeito, violência ou deslealdade, e o cônjuge
prejudicado nem sempre encontra recursos em si para se sobrepor aos processos de
dilapidação moral de que é vítima.
Compelidos, muita vez, às últimas fronteiras da resistência, é natural que o
esposo ou a esposa, relegado a sofrimento indébito, se valha do divórcio por medida
extrema contra o suicídio, o homicídio ou calamidades outras que lhes complicariam
ainda mais o destino. Nesses lances da experiência, surge a separação à maneira de
bênção necessária e o cônjuge prejudicado encontra no tribunal da própria
consciência o apoio moral da autoaprovação
para renovar o caminho que lhe diga
respeito, acolhendo ou não nova companhia para a jornada humana. Óbvio que não
nos é lícito estimular o divórcio em tempo algum, competindonos
tãosomente,
nesse sentido, reconfortar e reanimar os irmãos em lide, nos casamentos de

provação, a fim de que se sobreponham às próprias suscetibilidades e aflições,
vencendo as duras etapas de regeneração ou expiação que rogaram antes do
renascimento no Plano Físico, em auxílio a si mesmos; ainda assim, é justo
reconhecer que a escravidão não vem de Deus e ninguém possui o direito de torturar
ninguém, à face das leis eternas. O divórcio, pois, baseado em razões justas, é
providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução
pacifica.
Efetivamente, ensinou Jesus: “não separeis o que Deus ajuntou”, e não nos
cabe interferir na vida de cônjuge algum, no intuito de arredálo
da obrigação a que
se confiou. Ocorre, porém, que se não nos cabe separar aqueles que as Leis de Deus
reuniu para determinados fins, são eles mesmos, os amigos que se enlaçaram pelos
vínculos do casamento, que desejam a separação entre si, tocandonos
unicamente a
obrigação de respeitarlhes
a livre escolha sem ferirlhes
a decisão.


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