domingo, 6 de janeiro de 2013

Aborto: crime covarde e abominável


Aborto: crime covarde e abominável
  

Mesmo quando aceito e tornado “legal” o aborto fere as leis divinas



 “(...) Infanticídio  execrável,  o  aborto  delituoso  é  cobarde  processo  de que se utilizam os Espíritos fracos para desfazerem-se da responsabilidade, incidindo em grave delito de que não se poderão exonerar com facilidade.” - Joanna de Ângelis[1]


O momento da fecundação no altar sublime da maternidade é visto com muito respeito e carinho pela Espiritualidade Superior, que não mede esforços para secundar o processo no sentido de que seja coroado de êxito o trâmite reencarnatório.

 As reencarnações são as sublimes alavancas que auxiliam a ascese humana nas etapas existenciais rumo à destinação assinalada pelo Pai para todas as Suas criaturas e, portanto, obedecem a cuidadosas programações adredemente estabelecidas.

André Luiz narra[2] – emocionado – um desses momentos mágicos, diante de Raquel que seria a mãezinha devotada de Segismundo, que estava vinculado ao casal desde encarnação anterior na qual faliram em convivência delituosa e equivocada, ora em processo de abendiçoada retificação:

“(...) Temos aqui” – diz o mentor Alexandre – “o altar sublime da maternidade humana. Perante o seu augusto tabernáculo, ao qual devemos a claridade divina de nossas expe­riências, devemos cooperar na tarefa do amor, guardando a consciência voltada para a Majestade Suprema.

Inclinei-me para a organização feminina de nossa irmã reencarnada, dentro de uma veneração que nunca, até então, havia sentido. Auxiliado pelo concurso magnético do mentor querençoso, passei a observar as minúcias do fenô­meno da fecundação.

Através dos condutos naturais, corriam os ele­mentos sexuais masculinos, em busca do óvulo, como se estivessem preparados de antemão para uma prova eliminatória, em corrida de três milí­metros, aproximadamente, por minuto.

O Mentor Alexandre podia ver as disposições cromossômicas de todos os princípios masculinos em movimento. Após acompanhar, profundamente absorto no serviço, a marcha dos minúsculos competidores que constituíam a substância fecundante, identificou o mais apto, fixando nele o seu potencial magnético, dando-me a ideia de que o ajudava a desembara­çar-se dos companheiros para que fosse o primeiro a penetrar a pequenina bolsa maternal. O elemen­to focalizado por ele ganhou nova energia sobre os demais e avançou rapidamente na direção do alvo.   A célula feminina que, em face do microscópico projétil espermático, se assemelhava a um pequeno mundo arredondado de açúcar, amido e proteínas, aguardando o raio vitalizante, sofreu a dilaceração da cutícula, à maneira de pequenina embarcação torpedeada, e enrijeceu-se, de modo sin­gular, cerrando os poros como se es­tivesse disposta a recolher-se às profundezas de si mesma, a fim de receber, face a face, o esperado visitante, e impedindo a intromissão de qualquer outro dos competidores, que haviam perdido a pri­meira posição na grande prova. Sempre sob o in­fluxo luminoso-magnético de Alexandre, o elemento vitorioso prosseguiu a marcha, depois de atraves­sar a periferia do óvulo, gastando pouco mais de quatro minutos para alcançar o seu núcleo. Ambas as forças, masculina e feminina, formavam agora uma só, convertendo-se ao meu olhar em tenuíssimo foco de luz. O meu orientador, absolutamente entregue ao seu trabalho, tocou a pequenina forma com a destra, mantendo-se no serviço de divisão da cromatina, cujas particularidades são ainda inaces­síveis à minha compreensão, conservando a atitude do cirurgião seguro de si, na técnica operatória. Em seguida Alexandre ajustou a forma reduzida de Segismundo, que se interpenetrava com o orga­nismo perispirítico de Raquel, sobre aquele micros­cópico globo de luz, impregnado de vida, e observei que essa vida latente começou a movimentar-se.

Depois de prolongada aplicação magnética, que era secundada pelo esforço dos Espíritos Constru­tores, Alexandre aproximou-se de mim e falou: “Está terminada a operação inicial de liga­ção. Que Deus nos proteja!”.

QUE  DEUS  NOS  PROTEJA!...

Sim! Porque as pessoas que deveriam zelar pela segurança das fecundações no mundo estão caminhando na contramão dos desígnios divinos, uma vez que incontáveis delas acumpliciam-se com os casais nas infandas e desumanas práticas do ABORTO!  Só no Brasil são praticados anualmente 1 (um) milhão de abortos!  Um verdadeiro genocídio!!! A cada seis anos, portanto, se igualam em número às vítimas do Holocausto judeu perpetrado por Hitler e seus sicários. O saldo anual de vítimas é infinitamente maior do que o de todas as guerras atuais somadas.

Estarrecido, li a reportagem publicada na revista “Veja” de 25 de janeiro de 2010, que estampa a seguinte manchete na capa: “ABORTO – OS MÉDICOS ROMPEM O SILÊNCIO”.  E no subtítulo: “A decisão das pacientes de interromper a gravidez já prevalece sobre os dilemas éticos, religiosos e científicos”.  Em outras palavras isso quer dizer: A opção pela prática do aborto não leva nada em consideração e atropela conceitos éticos, religiosos, humanitários, legais e científicos.  É o primado da insensatez, da crueldade, da hediondez, estabelecendo-se sobranceiro ante as “inconveniências” de uma gestação “acidental”.

A realidade existente nos consultórios médicos nunca havia sido revelada assim de forma tão escrachada! O juramento de Hipócrates passou longe!!! [3] Horrorizados verificamos que mais e mais “médicos” se dispõem a ajudar suas pacientes decididas a interromper a gravidez! 

Eis o que disse uma infeliz que praticou o aborto: “Foi fácil achar uma clínica segura” (segura para ela, não para o bebê). Segui a “orientação” (!?) do meu médico. Na clínica fui tratada como se estivesse fazendo um exame laboratorial. FOI TUDO MUITO SIMPLES. 

Ledo engano! Na verdade, nenhuma transgressão aos Códigos Divinos é coisa simples: acarreta sempre dolorosas consequências.

O interessante é notar que nenhuma das pessoas que apareceram na reportagem está com semblantes tranquilos, felizes, em paz; pelo contrário: deixa transparecer clara tristeza, advinda naturalmente do sentimento de culpa, inevitável em quem perpetra esse ato desumano.

Ora, se até num país reconhecido pelas suas tradições católicas, como é o caso de Portugal, o aborto foi “legalizado” (!?) (e tome exclamação), que mais podemos esperar?!

Dá para “embrulhar” o estômago ler a tal reportagem. Impossível se torna conter a indignação que nos espera quando estivermos na interminável fila da reencarnação e encontrarmos pela frente casais e médicos partidários do aborto?!  Deus nos livre de criaturas tão desprovidas de sentimentos humanitários!...

Felizmente (justiça seja feita) alguma luz emerge das dolorosas trevas planetárias, haja vista que a reportagem traz o seguinte pronunciamento do médico Yaron Hameiry, ginecologista do Hospital Pérola Byington, em São Paulo: “Não posso ser juiz de uma vida que vai se formar. Seja qual for a circunstância em que o feto foi concebido, eu não posso ser juiz da vida alheia. Eu não me sinto à vontade nem para indicar um “especialista” nem para “orientar” uma paciente que queira interromper a gestação, sobre como usar “medicamentos” abortivos. Fazer isso é o mesmo que praticar o aborto. Não posso ser juiz de uma vida em potencial. É esse o mesmo raciocínio que me faz ser contra a pena de morte e a eutanásia”.

As criaturas se endividam enormemente, e depois reclamam contra o “choro e ranger de dentes”, sem nem mesmo pensar que as vozes que abafaram na intimidade uterina clamarão – de forma altissonante – no recesso de suas consciências culpadas e oneradas pelos crimes escabrosos cometidos contra esses serezinhos frágeis e indefesos.

Segundo o Espiritismo, o aborto somente é recomendável[4] (e não constitui crime) no caso de estar em risco a vida da mãe. Dizem os Espíritos Amigos[5]:

“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando. Vede em tudo isso a obra de Deus. Não trateis, pois, desatenciosamente, coisas que deveis respeitar. Tudo ocorre segundo os Seus desígnios e ninguém é chamado para ser Seu juiz”.

Não existe sofisma que justifique o aborto, esse ato tão vil quanto cruel e covarde...

Concluímos com a nobre Mentora Joanna de Ângelis[6]:

“(...) Pessoa alguma se encontra na indumentária carnal por impositivo do acaso ou por injunção de um destino cego e cruel. Existe uma finalidade impostergável no renascimento do Espírito na organização carnal, que se constitui da oportunidade para o autoburilamento para libertar a luminosidade adormecida no seu interior. Uma releitura atenta aos códigos de ética e de justiça de todos os tempos proporciona o reencontro com os reais valores que devem nortear a vida humana”.


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[1] - FRANCO, Divaldo. Após a Tempestade. 3. ed. Salvador: LEAL, 1985, cap. 12, p. 67.

[2] - XAVIER, Francisco Cândido. Missionários da Luz. 12. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1979, cap. 13, p. 232.

[3] - As inúmeras exclamações deste texto são por conta de minha indignação.

[4] - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 88. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, q. 359.

[5] - Idem, ibidem, questões 358 e 360.

[6] - FRANCO, Divaldo. Revista Presença Espírita. Jan/fev/2009, nº. 270, p. p. 29-30.


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