quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Léon Denis e a Experiência Espírita,,,Como tornar-se médium

Como tornar-se médium
Em No Invisível, Léon Denis indica as condições necessárias
para se tornar um bom médium.
Todos os seres humanos têm, em estado latente, a mediunidade.
“Há em cada um de nós rudimentos de mediunidade, faculdades
em gérmen, que podem desenvolver-se pelo exercício.
Para a maior parte, um longo e perseverante trabalho é necessário.
Entre certas pessoas, essas faculdades aparecem
desde a infância e conseguem, sem esforços, com o tempo,
um alto grau de perfeição.
Nesse caso, elas são o resultado de aquisições anteriores, o
fruto dos trabalhos conseguidos na Terra ou no espaço, fruto
que trazemos ao renascer.”
É um erro acreditar que só as mulheres podem ser médiuns.
Homens e mulheres têm, em potencial, a mediunidade, como já
havia falado Allan Kardec.
Antes de procurar desenvolver a mediunidade, é preciso tomar
os conselhos de um espírita sério; convém fazer, previamente,
os necessários estudos.
Nunca se deve considerar a imposição das mãos sobre um
guéridon 27 como um divertimento, uma distração.
Muitas vezes me acontece, num meio em que não se está preparado
para ocupar-se com psiquismo nem Espiritismo, me
falarem:
– Ah! Você é espírita. Eu também; tenho realizado um pouco
dessas coisas; diverti-me com amigos, fazendo girar as mesas.
Cada vez que ouvi tais declarações, tremi, em pensar nos perigos
corridos por meu interlocutor.
Se o Espiritismo encerra nele maravilhosos meios de felicidade,
encerra, igualmente, graves perigos; é uma arma de dois
gumes que convém saber manejar, quando se quer tratar com
pesquisas experimentais e quando se deseja desenvolver a mediunidade.
Antes de tudo, é preciso estudar as obras espíritas.
Os médiuns podem escapar dos graves perigos que os ameaçam?
Léon Denis lhes traça o meio:28
“A mediunidade é uma flor delicada que tem necessidade,
para se expandir, de precauções atentas e de cuidados permanentes.
É preciso método, paciência, altas aspirações e nobres sentimentos.
Necessário, sobretudo, terna solicitude do Espírito bom que
o envolve com seu amor, com seus fluidos vivificantes. Quase
sempre, porém, se quer produzir frutos prematuros e, desde
então, ela se estiola, fenece ao sopro dos Espíritos atrasados.
Na antiguidade, os jovens médiuns que revelassem aptidões
especiais eram retirados do mundo, colocados fora de
qualquer influência degradante, em lugares consagrados ao
culto, cercados de tudo o que pudesse elevar seus pensamentos
e seus corações, desenvolver neles o sentimento do Belo.
Assim eram as virgens vestais, as druidesas, as sibilas, etc.
Eram, da mesma forma, as escolas de profetas e videntes
da Judeia, colocados longe do barulho das cidades.
No silêncio do deserto, na paz dos píncaros, os iniciados
sabiam atrair para eles as influências superiores e interrogar o
Invisível. Graças a essa educação, chegavam a resultados que
nos surpreendem.
Atualmente tais procedimentos são inaplicáveis.
As exigências sociais não permitem sempre ao médium se
consagrar, como conviria, ao cultivo de suas faculdades.
Sua atenção é desviada pelas mil necessidades da vida familiar,
suas aspirações entravadas pelo contato de uma sociedade
mais ou menos frívola ou corrompida.
Às vezes ele é chamado a exercer suas aptidões em meios
impregnados de fluidos impuros, de vibrações desarmônicas,
que reagem sobre seu organismo tão impressionável e que
causam perturbação e desordem.
É preciso que, pelo menos, o médium, compenetrado da
utilidade e da grandeza de seu papel, se aplique a aumentar
seus conhecimentos e busque espiritualizar-se ao máximo;
que aproveite as horas de recolhimento e que tente, então, pela
visão interior, chegar até às coisas divinas, à beleza eterna
e perfeita.
Quanto mais inteligência, saber e moralidade sejam desenvolvidos
nele, mais apto se tornará para servir de intermediário
às grandes almas do espaço.”
Léon Denis trata, igualmente, essa questão em suas outras
obras; citarei, por exemplo, o que ele escreveu em O Grande
Enigma:29
“Os médiuns podem prevenir os perigos da mediunidade
preparando-se para suas funções como para um ministério
sagrado, pela invocação, pelo recolhimento e pela oração.
O iniciado nos ministérios antigos tinha um ritual; só se entregava
à evocação depois de estar preparado pela abstinência,
pela meditação e no recolhimento.
A lei não pode mudar; quem quiser passar além se expõe a
reais inconvenientes.”

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