sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

COMPROMISSO,,,, AFETIVO VIDA E SEXO (pelo Espírito Emmanuel)


COMPROMISSO AFETIVO
O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livrearbítrio.
O aguilhão da consciência, guardião da probidade
interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes se mostra
impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o
dever do coração eleva o homem; porém, como determinálo
com
exatidão? Onde começa ele? O dever principia sempre, para
cada um de vós, do ponto em que ameaçais a felicidade ou a
tranquilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais
ninguém transponha com relação a vossa.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. XVII, Item 7
A guerra efetivamente flagela a Humanidade, semeando terror e morticínio,
entre as nações; entretanto, a afeição erradamente orientada, através do
compromisso escarnecido, cobre o mundo de vítimas. Quem estude os conflitos do
sexo, na atualidade da Terra, admitindo a civilização em decadência, tãosó
examinando as absurdidades que se praticam em nome do amor, ainda não entendeu
que os problemas do equilíbrio emotivo são, até agora, de todos os tempos, na vida
planetária.
As Leis do Universo esperarnosão
pelos milênios afora, mas terminarão
por se inscreverem, a caracteres de luz, em nossas próprias consciências. E essas
Leis determinam amemos os outros qual nos amamos.
Para que não sejamos mutilados psíquicos, urge não mutilar o próximo. Em
matéria de afetividade, no curso dos séculos, vezes inúmeras disparamos na direção
do narcisismo e, estirados na volúpia do prazer estéril, espezinhamos sentimentos
alheios, impelindo criaturas estimáveis e nobres a processos de angústia e
criminalidade, depois de prendêlas
a nós mesmos com o vínculo de promessas
brilhantes, das quais nos descartamos em movimentação imponderada. Toda vez que
determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo
neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelecese
entre ambas um
circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias
espirituais, em regime de reciprocidade.
Quando um dos parceiros foge ao compromisso assumido, sem razão justa,
lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de
circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado. É dada a ruptura no
sistema de permuta das cargas magnéticas de manutenção, de alma para alma, o
parceiro prejudicado, se não dispõe de conhecimentos superiores na autodefensiva,
entra em pânico, sem que se lhe possa prever o descontrole que, muitas vezes, raia

na delinquência. Tais resultados da imprudência e da invigilância repercutem no
agressor, que partilhará das consequências desencadeadas por ele próprio,
debitandoselhe
ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que
carreará para o futuro. Sabemos que a Justiça Humana comina punições para os atos
de pilhagem na esfera das realidades objetivas, considerando a respeitabilidade dos
interesses alheios; no entanto, os legisladores terrestres perceberão igualmente, um
dia, que a Justiça Divina alcança também os contraventores da Lei do Amor e
determina se lhes instale nas consciências os reflexos do saque afetivo que
perpetram contra os outros. Daí procede a clara certeza de que não escaparemos das
equações infelizes dos compromissos de ordem sentimental, injustamente
menosprezados, que resgataremos em tempo hábil, parcela a parcela, pela
contabilidade dos princípios de causa e efeito. Reencarnados que estaremos sempre,
nesse sentido, até exonerar o próprio espírito das mutilações e conflitos hauridos no
clima da irreflexão, aprenderemos no corpo de nossas próprias manifestações ou no
ambiente da vivência pessoal, através da penalogia sem cárcere aparente, que nunca
lesaremos a outrem sem lesar a nós.


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