A Caminho da Luz

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Amizade preciosa


Amizade preciosa

Amizade é excelente presença de Deus no relacionamento das almas.
As referências à amizade se encontram desde o Antigo Testamento. É dito que quem encontrou um amigo possui um tesouro.
É Jesus que nos dá o exemplo da preciosa amizade. Compulsando os Evangelhos, nós O vemos rodeado pela multidão. Servindo. Curando. Amparando. Ensinando.
Mas, nas noites estreladas, é na casa de Simão Pedro, em Cafarnaum, que Ele distribui as lições mais íntimas.
Para o Seu colegiado, para aqueles homens que haviam deixado suas famílias, suas vidas, para viver uma nova vida, Ele oferece a Sua amizade.
Compartilha Sua vida com eles. Não prescinde dos amigos.
Quando ia a Jerusalém, por lhe ser hostil a cidade, buscava refúgio na casa dos amigos de Betânia: Lázaro, Marta e Maria.
Dedica-se aos amigos. Quando Lázaro adoece, as irmãs o mandam chamar nas distâncias da Pereia. Dois dias de viagem até Betânia. E o amigo vem.
Retira Lázaro das sombras do túmulo, pois que não estava morto. Somente em estado letárgico. Devolve-o à convivência da família pela qual Ele nutre amizade.
Quando adentra a cidade de Jericó e avista Zaqueu, o publicano, sobre a árvore, Ele o olha e diz: Desce depressa. Porque hoje tenho de hospedar-me em tua casa.
Poderia dar a lição do Reino dos Céus ali mesmo. Afinal, o homem estava à espera dEle. Contudo, o Mestre faz questão de demonstrar a importância da amizade. Tenho de hospedar-me em tua casa.
Zaqueu prepara um banquete. O melhor, para o amigo que o acabara de conquistar.
Na ceia derradeira, Ele diz aos Apóstolos reunidos: Vós sois meus amigos... Já não vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo aquilo que ouvi de meu pai.
Após a sua morte, é um amigo, José de Arimateia, que vai ter com Pilatos e requer o corpo de Jesus.
Receava que O lançassem a alguma vala comum. Como restassem apenas poucas horas antes do pôr-do-sol, ele oferece o seu próprio sepulcro novo para jazigo do corpo de Jesus.
Outro amigo de Jesus, Nicodemos, quis prestar ao Mestre um derradeiro serviço. Providenciou que se comprassem cem libras de essências odoríferas e um grande lençol de linho precioso para embalsamar-lhe o corpo.
* * *
Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.
O amigo verdadeiro é, sempre, o emissário da ventura e da paz.
O amigo verdadeiro ampara nas horas tristes. Alegra-se com as alegrias do outro. Nada exige. Não impõe condições. Aceita o outro como ele se apresenta.
Se algo descobre de mau, desagradável, no outro, sugere, aconselha, sem imposição.
A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.
Nos trâmites da Terra, a amizade leal é a mais formosa modalidade de amor fraterno, que santifica os impulsos do coração nas lutas mais dolorosas e inquietantes da existência.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Juventude e amizades, do livro Cântico da juventude, pelo Espírito Ivan de Albuquerque, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter; no item 174, do livro O consolador, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e no cap. 12, do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier,

JESUS NA SAMARIA

JESUS NA SAMARIA
Descendo Jesus de Jerusalém para Cafarnaum, seguido de alguns discípulos, nas suas habituais jornadas a pé, alcançou a Samaria, quando o crepúsculo já se fazia mais sombrio.

Felipe, André e Tiago, estando com fome, deixaram o Mestre a repousar junto de uma pequena herdade e demandaram o lugarejo mais próximo, em busca de alimento.

O Messias, olhando em torno de si, reconheceu que se encontrava ao lado da Fonte de Jacob. Envolvida nos revérberos do Sol que ia ceder lugar às sombras da noite que se aproximava, uma mulher acercou-se do antigo poço e observou que o Mestre lhe ia ao encontro com a bela e costumeira placidez do semblante, e lhe pedia de beber.

- Como sendo tu um judeu, me pedes um favor a mim, que sou samaritana?

Jesus descansou na interlocutora o olhar tranqüilo e redarguiu:

- Os judeus e samaritanos terão por ventura, necessidades diversas entre si? Bem se vê que não conheces os dons de Deus, porquanto se houvesse guardado os mandamentos divinos, compreenderias que te posso dar água viva.

- Que vem a ser essa água viva? – inquiriu a samaritana impressionada. Onde a tens, se a água aqui existente é apenas a deste poço? Acaso serias maior que nosso pai Jacob que nô-la deu desde o princípio?

- Mulher, a água viva é aquela que sacia toda sede: vem do amor infinito de Deus e santifica as criaturas.

E envolvendo a samaritana no doce magnetismo de seu olhar, continuou:

- Este poço de Jacob secará um dia. No leito da terra em que agora repousam suas águas claras, a serpente poderá fazer seu ninho. Não sentes a verdade de minhas afirmativas, ante a tua sede de todos os dias? Não obstante levares cheio o cântaro, voltarás logo ao poço, com uma nova sede. Entretanto, os que beberem da água viva estarão eternamente saciados. Para esses não mais haverá a necessidade material que se renova a cada instante da vida. Perene conforto lhes refrescará os corações através dos caminhos mais acidentados, sob o sol ardente dos desertos do mundo...

A mulher escutava presa de funda impressão, aquelas palavras que lhe chegavam ao santuário do espírito com a solenidade de uma revelação.

- Senhor, dá-me dessa água! - exclamou interessada.

- Mas ouve! - disse-lhe Jesus. E o Mestre passou a esclarecê-la sobre fatos e circunstâncias íntimas de sua vida particular, explicando-lhe o que se fazia necessário para que a sagrada emoção do amor divino lhe iluminasse a alma, afastando-a de todas as circunstâncias penosas da existência material.

Observando que não havia segredos para Jesus, a samaritana chorou e respondeu:

- Senhor, vejo que és de fato um profeta de Deus. Meu espírito está cheio de boa vontade e desde muito penso na melhor maneira de purificar a minha vida e santificar os meus atos. Entretanto, é tal a confusão que observo em torno de mim, que não sei como adorar a Deus. Os meus familiares e vizinhos afirmam que é indispensável celebrar o culto ao todo Poderoso neste monte (Garizim). Os judeus nos combatem e asseveram que nenhuma cerimônia terá valor fora dos muros de Jerusalém. As discórdias nesta Região têm chegado ao cúmulo. Já que tenho a felicidade de ouvir as tuas palavras, ensina-me o melhor caminho.

O Mestre observou-a compadecido e exclamou:

- Tens razão. As divergências têm implantado a maior desunião entre os membros da grande família humana. Entretanto, o pastor vem ao redil para reunir as ovelhas que os lobos dispersaram. Em verdade, afirmo-te que virá um tempo em que não se adorará a Deus nem neste monte, nem no templo suntuoso de Jerusalém. Porque o Pai é Espírito e só em espírito deve ser adorado. Por isso venho abrir o templo dos corações sinceros para que todo culto a Deus se converta em íntima comunhão entre o homem e seu criador.

Suave silêncio se fez entre ambos. Enquanto Jesus parecia sondar o invisível com o seu luminoso olhar, a samaritana meditava.

Daí a alguns instantes, acompanhados de grande número de populares, chegavam os discípulos, admirando-se todos de encontrarem o Messias em conversação íntima com uma mulher. Nenhum deles todavia aventurou qualquer observação menos digna ou imprudente. Observando que o Messias se preparava para retirar-se em busca da aldeia mais próxima,a samaritana impressionada com as suas revelações, solicitou a presença de seus familiares e vizinhos, a fim de lhe ouvirem a palavra.

Tiago e André haviam trazido pão e frutas, insistindo com Jesus para que se alimentasse. O Mestre, porém, aproveitou o instante pra mais uma vez ensinar o caminho do Reino, com as palavras amigas, compondo parábolas singelas. Muita gente se aglomerava para ouvi-lo. Eram viajantes que demandavam regiões diferentes, a par de grande grupo de samaritanos de opiniões exaltadas. A enorme assembléia se pôs a caminho, mas o Messias continuou espalhando as suas promessas de esperança e consolação.

Nesse ínterim, Felipe consultou os companheiros e, aproximando-se de Jesus, rogou-lhe carinhosamente:

- Mestre, por favor, aceitai um pouco de pão.

- Não se preocupes, Felipe – disse o Messias. – Não tenho fome. Aliás, recebo um alimento que talvez meus próprios discípulos ainda não puderam conhecer.

- Qual? – atalhou o apóstolo com interesse.

- Antes de tudo, meu alimento é fazer a vontade daquele Pai misericordioso e justo que a este mundo me enviou, a fim de ensinar o seu amor e a sua verdade. Meu sustento é realizar sua obra.

- É verdade – observou o discípulo, olhando a multidão que os acompanhava. Levaremos para Cafarnaum mais este triunfo, porque é incontestável que obtiveste aqui entre os samaritanos um dos nossos maiores êxitos.

Tiago e André ouviam silenciosos o diálogo.

Às palavras entusiásticas do apóstolo, o Mestre sorriu e acrescentou:

- Não é isso propriamente o que me interessa. O êxito mundano pode ser uma ondulação de superfície. O que necessitamos em todas as situações é atender o que o Pai deseja de nós. Como todo o seu apelo é o do bem, eu trabalho, mas sem me prender ao anseio das vitórias imediatas.

E dirigindo o olhar para a turba compacta de seus seguidores, exclamou para os companheiros:

- Acaso já poderíamos admitir que somos compreendidos? Calemo-nos por alguns instantes a fim de ouvirmos a opinião dos que nos seguem os passos.

Fez-se silêncio entre ele e os três discípulos, de modo que podiam ouvir distintamente os diálogos travados entre os que os acompanhavam.

- Acreditas que seja este homem o Cristo prometido? – perguntava um samaritano de boa figura a seus amigos – De minha parte, não aceito semelhante impostura. Este nazareno é um explorador da piedade popular.

- É certo – concordava o interpelado –mesmo porque em sua terra, não chega a valer um denário. Pelos parentes é tido como inimigo do trabalho e há quem duvide da sua preguiçosa cabeça.

- É um louco de boa aparência – exclamava uma mulher idosa para a filha – pelo menos esta é a opinão que já ouvi de habitantes de Cafarnaum; entretanto para mim, acredito que seja um grande velhaco. Porque se meteu com pescadores quando alega ser tão sábio? Por que não se transfere para Jerusalém ou Tiberíades? Bem sabe a razão disso. Lá encontraria homens cultos, que lhe confundiriam a presunção.

Mais próximo de Jesus, um rapaz sentenciava em voz discreta:

- Quando chegamos, foi ele achado sozinho com uma mulher. Que te parece esta circunstância?

- Perguntava a um companheiro de caminhada.

- Certamente desejava salvá-la a seu modo. – Replicou com malicioso riso o inquirido.

Num grupo vizinho, falava-se acaloradamente:

- Este homem é um espertalhão orgulhoso – dizia convicto um velhote – só faz milagres junto das grandes multidões, para que sintam virtudes sobrenaturais nas suas mágicas.

E não tem caridade – acrescentou outro – pois ainda há pouco tempo, quando o procuraram em Cafarnaum para um sinal do Céu, fugiu para o monte, sob o protesto de fazer orações.

A noite começava a cair de todo. No alto brilhavam as primeiras estrelas. Jesus sentou-se com os discípulos, à margem do caminho, para um momento de repouso.

André , Tiago e Felipe estavam espantados com o que tinham visto e ouvido. Aparentemente o Mestre aureolado de imenso êxito; entretanto, verificaram a profunda incompreensão do povo. Foi então que Jesus, com a serenidade de todos os instantes os esclareceu cheio de sua bondade imperturbável:

- Não vos admireis da lição deste dia. Quando veio o Batista, procurou o deserto, nutrindo-se de mel selvagem. Os homens alegaram que em sua companhia estava o espírito de Satanás. A mim, pelo motivo de participar das alegrias do Evangelho, chama-me glutão e beberrão. Esta é a imagem do campo onde temos que operar. Por toda parte encontraremos samaritanos discutidores, atentos aos êxitos e referências do mundo. Observai a estrada para não cairdes, porque o discípulo do Evangelho não se pode preocupar senão com a vontade de Deus, com o seu trabalho sob as vistas do Pai e com a aprovação de sua consciência.


pelo Espírito Humberto de Campos (Irmão X) - Do livro: Boa Nova, Médium: Francisco Cândido Xavier

FILHOS


FILHOS
Os laços do sangue não criam forçosamente os liames
entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não
procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da
formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu
filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo,
cumprindolhe,
no entanto, auxiliar o desenvolvimento
intelectual e moral do filho, para fazêlo
progredir.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. XIV, Item 8
Entre os casais, surge comumente o problema do abandono, pelo qual o
parceiro lesado é compelido à carência afetiva. Criaturas integradas na comunhão
recíproca, o afastamento uma da outra provoca, naturalmente, em numerosas
circunstâncias, o colapso das forças mais íntimas naquela que se viu relegada a
escárnio ou esquecimento. Justo observar que toda criatura prejudicada usufrui o
direito de envidar esforços na própria recuperação. Análogo princípio prevalece nas
conjunções do sentimento, sempre efetuadas com fins determinados em vista. O
companheiro ou a companheira menosprezada no círculo doméstico detém a
faculdade de refazer as condições que julgue necessárias à própria euforia, com base
na consciência tranquila. Não existem obrigações de cativeiro para ninguém nos
fundamentos morais da Criação. Um ser não dispõe de regalias para abusar
impunemente de outro, sem que a vítima se veja espontaneamente liberta de
qualquer compromisso para com o agressor. Em matéria afetiva, porém, se a união
sexual trouxe filhos à paisagem terrestre, é razoável que as Leis da Vida reconheçam
na criatura lesada a permissão de restabelecer a harmonia vibratória em seu mundo
emotivo, logicamente dentro da ética que sustenta a tranquilidade da vida intima;
entretanto, essas mesmas Leis da Vida rogam, sem impor, às vítimas da deslealdade
ou da prepotência que não renunciem ao dever de amparar os filhos, notadamente se
esses filhos ainda não atingiram a puberdade que lhes traçará começo à compreensão
dos problemas sexuais que afligem a Humanidade. Em sobrevindo semelhantes
crises, haja no parceiro largado em desprezo uma revisão criteriosa do próprio
comportamento para verificar até que ponto haverá provocado a agressão moral
sofrida e, embora se reconheça culpado ou não, que se renda, antes de tudo, à
desculpa incondicional, ante o ofensor, fundindo no coração os títulos ternos que
tenha concedido ao companheiro ou à companheira da comunhão sexual no título de
irmão ou de irmã, de vez que somos todos espíritos imortais, interligados perante
Deus, através dos laços da fraternidade real. Aprenda o parceiro moralmente
danificado que só pelo esquecimento das faltas uns dos outros é que nos

endereçaremos à definitiva sublimação e que nenhum de nós, os filhos da Terra, está
em condições de acusar nos domínios do sentimento, porquanto os virtuosos de hoje
podem ter sido os caídos de ontem e os caídos de hoje serão possivelmente os
virtuosos de amanhã a quem tenhamos talvez de rogar apoio e bênção, quando a
Justiça Eterna nos venha descerrar a imensidão de nossos débitos, acumulados em
existências que deixamos para trás nos arquivos do tempo. Homem ou mulher em
abandono, se tem filhos pequeninos, que se voltem, acima de tudo, para essas aves
ainda tenras do pábulo doméstico, agasalhandoas
sob as asas do entendimento e da
ternura, por amor a Deus e a si mesmos, até que se habilitem aos primeiros contactos
conscientes com a vida terrestre, antes de se aventurarem à adoção de nova
companhia; isso porque podem usar a atribuição natural que lhes compete, no que se
refere a possíveis renovações, sem se arriscarem a agravar os problemas dos filhos
necessitados de arrimo e sem complicarem a própria situação perante o futuro.

UNIÃO INFELIZ


UNIÃO INFELIZ
Qual o fim objetivado com a reencarnação?
Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade.
Sem isto, onde a justiça?
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Questão 167
Dolorosa, sem dúvida, a união considerada menos feliz. E, claro, que não
existe obrigatoriedade para que alguém suporte, a contragosto, a truculência ou o
peso de alguém, ponderandose
que todo espírito é livre no pensamento para definirse,
quanto às próprias resoluções. Que haja, porém, equilíbrio suficiente nos casais
unidos pelo compromisso afetivo, para que não percam a oportunidade de construir
a verdadeira libertação.
Indiscutivelmente, os débitos que abraçamos são anotados na Contabilidade
da Vida; todavia, antes que a vida os registre por fora, grava em nós mesmos, em
toda a extensão, o montante e os característicos de nossas faltas. A pedra que
atiramos no próximo talvez não volte sobre nós em forma de pedra, mas permanece
conosco na figura de sofrimento. E, enquanto não se remove a causa da angústia, os
efeitos dela perduram sempre, tanto quanto não se extingue a moléstia, em
definitivo, se não a eliminamos na origem do mal. Nas ligações terrenas,
encontramos as grandes alegrias; no entanto, é também dentro delas que somos
habitualmente defrontados pelas mais duras provações. Isso porque, embora não
percebamos de imediato, recebemos, quase sempre, no companheiro ou na
companheira da vida íntima, os reflexos de nós próprios.
É natural que todas as conjunções afetivas no mundo se nos figurem como
sendo encantados jardins, enaltecidos de beleza e perfume, lembrando livros de
educação, cujo prefácio nos enleva com a exaltação dos objetivos por atingir. A
existência física, entretanto, é processo específico de evolução, nas áreas do tempo,
e assim como o aluno nenhuma vantagem obterá da escola se não passa dos
ornamentos exteriores do educandário em que se matricula, o espírito encarnado
nenhum proveito recolheria do casamento, caso pretendesse imobilizarse
no êxtase
do noivado. Os princípios cármicos desenovelamse
com as horas. Provas, tentações,
crises salvadoras ou situações expiatórias surgem na ocasião exata, na ordem em que
se nos recapitulam oportunidades e experiências, qual ocorre à semente que,
devidamente plantada, oferece o fruto em tempo certo. O matrimônio pode ser
precedido de doçura e esperança, mas isso não impede que os dias subsequentes, em
sua marcha incessante, tragam aos cônjuges os resultados das próprias criações que
deixaram para trás. A mudança espera todas as criaturas nos caminhos do Universo
a fim de que a renovação nos aprimore. A jovem suave que hoje nos fascina, para a

ligação afetiva, em muitos casos será talvez amanhã a mulher transformada, capaz
de impornos
dificuldades enormes para a consecução da felicidade; no entanto, essa
mesma jovem suave foi, no passado – em existências já transcorridas –, a vítima de
nós mesmos, quando lhe infligimos os golpes de nossa própria deslealdade ou
inconsequência, convertendoa
na mulher temperamental ou infiel que nos cabe
agora relevar e retificar. O rapaz distinto que atrai presentemente a companheira,
para os laços da comunhão mais profunda, bastas vezes será provavelmente depois o
homem cruel e desorientado, suscetível de constrangêla
a carregar todo um calvário
de aflições, incompatíveis com os anseios de ventura que lhe palpitam na alma. Esse
mesmo rapaz distinto, porém, foi no pretérito – em existências que já se foram – a
vítima dela própria, quando, desregrada ou caprichosa, lhe desfigurou o caráter,
metamorfoseandoo
no homem vicioso ou fingido que lhe compete tolerar e
reeducar. Toda vez que amamos alguém e nos entregamos a esse alguém, no ajuste
sexual, ansiando por não nos desligarmos desse alguém, para depois somente depois
surpreender nesse alguém defeitos e nódoas que antes não víamos, estamos à frente
de criatura anteriormente dilapidada por nós, a ferirnos
justamente nos pontos em
que a prejudicamos, no passado, não só a cobrarnos
o pagamento de contas certas,
mas, sobretudo, a esmolarnos
compreensão e assistência, tolerância e misericórdia,
para que se refaça ante as leis do destino. A união suposta infeliz deixa de ser,
portanto, um cárcere de lágrimas para ser um educandário bendito, onde o espírito
equilibrado e afetuoso, longe de abraçar a deserção, aceita, sempre que possível, o
companheiro ou a companheira que mereceu ou de que necessita, a fim de quitarse
com os princípios de causa e efeito, liberandose
das sombras de ontem para elevarse,
em silenciosa vitória sobre si mesmo, para os domínios da luz.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Léon Denis e a Experiência Espírita,,,Como tornar-se médium

Como tornar-se médium
Em No Invisível, Léon Denis indica as condições necessárias
para se tornar um bom médium.
Todos os seres humanos têm, em estado latente, a mediunidade.
“Há em cada um de nós rudimentos de mediunidade, faculdades
em gérmen, que podem desenvolver-se pelo exercício.
Para a maior parte, um longo e perseverante trabalho é necessário.
Entre certas pessoas, essas faculdades aparecem
desde a infância e conseguem, sem esforços, com o tempo,
um alto grau de perfeição.
Nesse caso, elas são o resultado de aquisições anteriores, o
fruto dos trabalhos conseguidos na Terra ou no espaço, fruto
que trazemos ao renascer.”
É um erro acreditar que só as mulheres podem ser médiuns.
Homens e mulheres têm, em potencial, a mediunidade, como já
havia falado Allan Kardec.
Antes de procurar desenvolver a mediunidade, é preciso tomar
os conselhos de um espírita sério; convém fazer, previamente,
os necessários estudos.
Nunca se deve considerar a imposição das mãos sobre um
guéridon 27 como um divertimento, uma distração.
Muitas vezes me acontece, num meio em que não se está preparado
para ocupar-se com psiquismo nem Espiritismo, me
falarem:
– Ah! Você é espírita. Eu também; tenho realizado um pouco
dessas coisas; diverti-me com amigos, fazendo girar as mesas.
Cada vez que ouvi tais declarações, tremi, em pensar nos perigos
corridos por meu interlocutor.
Se o Espiritismo encerra nele maravilhosos meios de felicidade,
encerra, igualmente, graves perigos; é uma arma de dois
gumes que convém saber manejar, quando se quer tratar com
pesquisas experimentais e quando se deseja desenvolver a mediunidade.
Antes de tudo, é preciso estudar as obras espíritas.
Os médiuns podem escapar dos graves perigos que os ameaçam?
Léon Denis lhes traça o meio:28
“A mediunidade é uma flor delicada que tem necessidade,
para se expandir, de precauções atentas e de cuidados permanentes.
É preciso método, paciência, altas aspirações e nobres sentimentos.
Necessário, sobretudo, terna solicitude do Espírito bom que
o envolve com seu amor, com seus fluidos vivificantes. Quase
sempre, porém, se quer produzir frutos prematuros e, desde
então, ela se estiola, fenece ao sopro dos Espíritos atrasados.
Na antiguidade, os jovens médiuns que revelassem aptidões
especiais eram retirados do mundo, colocados fora de
qualquer influência degradante, em lugares consagrados ao
culto, cercados de tudo o que pudesse elevar seus pensamentos
e seus corações, desenvolver neles o sentimento do Belo.
Assim eram as virgens vestais, as druidesas, as sibilas, etc.
Eram, da mesma forma, as escolas de profetas e videntes
da Judeia, colocados longe do barulho das cidades.
No silêncio do deserto, na paz dos píncaros, os iniciados
sabiam atrair para eles as influências superiores e interrogar o
Invisível. Graças a essa educação, chegavam a resultados que
nos surpreendem.
Atualmente tais procedimentos são inaplicáveis.
As exigências sociais não permitem sempre ao médium se
consagrar, como conviria, ao cultivo de suas faculdades.
Sua atenção é desviada pelas mil necessidades da vida familiar,
suas aspirações entravadas pelo contato de uma sociedade
mais ou menos frívola ou corrompida.
Às vezes ele é chamado a exercer suas aptidões em meios
impregnados de fluidos impuros, de vibrações desarmônicas,
que reagem sobre seu organismo tão impressionável e que
causam perturbação e desordem.
É preciso que, pelo menos, o médium, compenetrado da
utilidade e da grandeza de seu papel, se aplique a aumentar
seus conhecimentos e busque espiritualizar-se ao máximo;
que aproveite as horas de recolhimento e que tente, então, pela
visão interior, chegar até às coisas divinas, à beleza eterna
e perfeita.
Quanto mais inteligência, saber e moralidade sejam desenvolvidos
nele, mais apto se tornará para servir de intermediário
às grandes almas do espaço.”
Léon Denis trata, igualmente, essa questão em suas outras
obras; citarei, por exemplo, o que ele escreveu em O Grande
Enigma:29
“Os médiuns podem prevenir os perigos da mediunidade
preparando-se para suas funções como para um ministério
sagrado, pela invocação, pelo recolhimento e pela oração.
O iniciado nos ministérios antigos tinha um ritual; só se entregava
à evocação depois de estar preparado pela abstinência,
pela meditação e no recolhimento.
A lei não pode mudar; quem quiser passar além se expõe a
reais inconvenientes.”

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

REPARAÇÃO


REPARAÇÃO
Na Terra, muitas vezes, aguardamos a passagem da desencarnação para o ingresso ao paraíso, esquecendo na vizinhança a oportunidade de construir o Céu pela implantação da verdadeira fraternidade.
*
Em muitas ocasiões, suspiramos pela presença dos anjos recusando os mais ínfimos exercícios de compaixão e bondade, a benefício de outrem.
*
Habitualmente, rogamos o amparo divino, sem ceder um milímetro de nosso conforto humano e, quase sempre, reclamamos a bênção dos instrutores espirituais cerrando a porta de nossas almas aos que nos suplicam entendimento e perdão.
*
É imprescindível, porém, recordar que ninguém precisa morrer na carne para ressurgir na atitude.
*
O sol renascente, cada manhã, ensina-nos, em silêncio, que a vida começa todos os dias e que em todos os dias é possível refazer o destino pela reparação voluntária de nossos próprios erros.
*
Aprendamos a fazer luz no íntimo de nós mesmos, através do estudo nobre e a corrigir nossos males pelo serviço do bem constante.
*
Saibamos edificar, segundo o amor claro e simples, e perceberemos, em cada instante, o nosso ensejo de cooperar em favor dos outros.
*
Dispõe a semelhante mister e não encontrarás no campo em que jornadeias senão companheiros de esperança e de luta, mendigando-te o coração.
Enxameiam aqui e ali, aflitos e desditosos, ainda mesmo quando se te afigurem dominados de orgulho ou envilecidos na vaidade.
Não lhe agraves a dor estendendo as sombras que lhes obscurecem as horas.
*
Foge à reprovação que aniquila, evita o sarcasmo que envenena, esquece a exigência que desfigura e abstém-te da acusação que vergasta...
*
Lembra-te de que a todos nós cabe o dever do auxílio para que sejamos auxiliados.
*
E, reparando, incessantemente, o mal que outrem provoque, estarás restaurando o próprio caminho que, limpo e renovado, deixará passar, em teu socorro, a luz do bem eterno, de que ninguém prescinde na ascensão para Deus.
(De “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

JUSTIÇA E AMOR


JUSTIÇA E AMOR
Todos os valores da vida pedem extensão e rendimento para atenderem ao Eterno Equilíbrio nas bases do Universo.
*
Se o ouro reclama aplicação justa, também o conhecimento elevado exige substância e proveito.
Se o primeiro, acumulado inutilmente, gera a cobiça que detém a cabeça do avaro no desvario da posse efêmera, o segundo, guardado sem ação nas obras edificantes, cria a vaidade que mergulha o coração orgulhoso nas trevas de espírito.
*
Não basta compreendas o estatuto que nos rege os destinos para que te harmonizes contigo mesmo.
*
É necessário transfundas o próprio entendimento em serviço aos semelhantes, para que a flama do cérebro se te faça luz no caminho.
*
Não te demorarás, estudando a ficha do irmão que sofre, aferindo-lhe os méritos e deméritos para expressares depois a bondade que teorizas.
*
Antes de tudo recorda que, se o próximo experimenta provação e amargura por determinação da Excelsa Justiça, a tela de angústia em que o próximo se debate se te descerra aos olhos do mundo, por determinação do Divino Amor, a fim de que exercites a piedade e a cooperação, o socorro fraterno e a solidariedade espontânea.
*
Não olvides que alma alguma, enquanto na vestimenta da carne, poderá conhecer o integral conteúdo das próprias dívidas e auxilia aos outros quando puderes, embora saibas que o prodígio da redenção compulsória é plenamente impossível, de vez que amanhã chegará igualmente o teu dia de acerto maior na Contabilidade Divina.
*
Não desistas de amparar, através do bem, porquanto se o progresso e a felicidade na Terra solicitassem apenas a penetração no conhecimento da Lei e no simples entendimento de nossas culpas, decerto Jesus não se abalançaria a estender amorosas mãos entre os homens, suportando-nos a ignorância, os débitos e fraquezas, até o ponto de imolar-se na cruz, bastando para isso, nos enviasse as Boas Novas de Redenção, em cartazes de propaganda, dependurados no Céu.
(De “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Câncer Moral


Câncer Moral



O mau-humor sistemático - vício de comportamento emocional - gera a irritabilidade que desencadeia inúmeros males no indivíduo, em particular, e no grupo social onde o mesmo se movimenta, em geral.
Desconcertando a razão, açula as tendências negativas que devem ser combatidas, fomentando a maledicência e a indisposição de ânimo.

Todos aqueles que o alimentam, transferem-se de um para outro estado de desajuste orgânico e psicológico, dando margem à instalação de doenças psicossomáticas de tratamento complexo como resultados demorados ou nenhuns.
Todas as criaturas têm o dever de trabalhar pelo próprio progresso intelecto-moral, esforçando-se por vencer as más inclinações.

O azedume resulta, também, da inveja mal disfarçada quanto do ciúme incontido.
Atiça as labaredas destruidoras da desavença, enquanto se compraz na observância da ruína e do desconforto do próximo.

Muitas formas de canceres têm sua gênese no comportamento moral insano, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças.

O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia.
Exteriorização do egoísmo doentio, aplica-se à inglória tarefa de perseguir os que discordam da sua atitude infeliz, espalhando a inquietação com que se arma de forças para prosseguir na insânia que agasalha.

Reveste-te de equilíbrio ante os mal-humorados e violentos, maledicentes e agressivos.
Eles se encontram enfermos, sim, em marcha para a loucura que os vence sob o beneplácito da vontade acomodada.
Oscilantes nos estados dalma, mudam de um para outro episódio de revolta com facilidade, sem qualquer motivo justificável, como se motivo houvesse que justifique a vigência desse verdugo do homem.

Vigia as nascentes dos teus sentimentos e luta com destemor, nas paisagens íntimas, contra o mau-humor.
Policia o verbo rude e ácido, mantendo a dignidade interior e poupando-te ao pugilato das ofensas, decorrente do azedume frequente.
Não olvides da gratidão, nas tuas crises de indisposição...
O amanhã é incerto.

Aquele a quem hoje magoas será a porta onde buscarás apoio amanhã.
Conquista o título de pacífico ou faze-te pacificador.
Todo agressor torna-se antipático e asfixia-se na psicosfera morbífica que produz.

O Evangelho é lição de otimismo sem limite e o Espiritismo que o atualiza para o homem contemporâneo convida à transformação moral contínua, sem termo, em prol da edificação interior do adepto que se lhe candidata ao ministério.
****************************
Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco.

O RENASCER


 O RENASCER

Normalmente discutimos as questões referentes ao renascimento corporal, entrelaçando
esse ou aquele argumento, perpassando impressões e casos vários, probatórios, do
nosso conhecimento.
O renascimento do corpo, todavia, reclama o nosso esforço, no sentido de refazer a
própria romagem, utilizando-nos das felizes lições que a Doutrina do Consolador vem-nos
apresentando, há tanto tempo.
Renascer em nova indumentária fisiológica é reencarnar. Muito embora o peso que o termo
deixa transparecer para alguns, não resta dúvida de que, sendo lei divina, todos nela estamos
incursos. Os que crêem na ação dessa lei quanto os que não a admitem, todos estamos
sujeitos ao seu comando.
O ressurgimento no corpo, concitando-nos à mudança de posicionamento ético em fase das
vivências que empreendemos, torna necessária a observação das recomendações ou dos
lembretes que nos chegam por meio da mostragem dos que estão lacrimosos, sofridos e
marcados por rudes expiações no mundo, junto a tantos que remoem amarguras de
aparência interminável.
Mas, ao lado disso, verificamos os que se gloriam no trabalho são e afanoso, contínuo e feliz,
na expansão das alegrias e da esperança, do amor e do bem, na trajetória dos seus dias.
Acompanhemos esses quadros, a fim de fazermos nossa própria escolha, uma vez que sabemos
que a colheita que se faz agora não passa do resultado da sementeira efetuada por nós mesmos,
em outra ocasião...
Ante a benção do renascimento em que você está matriculado, não desdenhe as experiências
que o alcançam, convocando-lhe ao serviço para o encontro com Jesus, nosso Senhor.
Trabalhe e aprimore-se. Aprimore-se e sirva. Sirva e passe, fazendo luz a sua volta, clareando a
sua reencarnação, renascendo também em espírito, assemelhando-se ao Criador pelo amor
que espalhe.

(Obra: Rosângela - Raul Teixeira 

Sexualidade e Homossexualidade à Luz da Doutrina Espirita - Nazareno Fei...

UM SUBLIME ALGUÉM


UM SUBLIME ALGUÉM
Ninguém poderá carregar o fardo das suas dores. Eduque-se com o sofrimento.
Ninguém lhe entenderá os problemas complexos da existência. Exercite o silêncio.
Ninguém seguirá com você indefinidamente. Acostume-se com a solidão.
Ninguém acreditará que as suas aflições sejam maiores do que as do vizinho. Liberte-se delas com o trabalho de auto-iluminação.
Ninguém responderá pelos seus erros. Tenha cuidado no proceder.
Ninguém suportará suas exigências. Adira à brandura e à simplicidade.
Ninguém o libertará do arrependimento após o crime. Medite na paciência e domine os impulsos.
Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada. Persevere no dever bem cumprido.
Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida. Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém que tem para cada anseio da sua alma uma alternativa de amor.
Por você,
Carregou o fardo do mundo...
Compreendeu os conflitos da vida...
Caminhou com todos...
Socorreu a quantos O buscaram...
Matou a fome, saciou a sede e ouviu as multidões inquietas...
Atendeu à viúva de Naim, ao apelo materno em Cana, restituiu a saúde à Hanah...
Carregou a Cruz da injustiça sem nenhuma reclamação...
Perdoou a traição de Judas, desculpou as negativas de Pedro e os libertou do remorso, com a concessão do trabalho em novos avatares...
Compreendeu as lutas da mulher atormentada, sedenta de paz, esclareceu o enfático doutor do Sinédrio, sedento de saber, arrancou das trevas o cego Bartimeu, sedento de caridade...
Ensinou que diante do amor todos os enigmas do Universo se aclaram por ser o Pai Celeste a Suprema Fonte do Amor.
Não se imponha, pois, a ninguém.
Embora você dependa de todos, nada aguarde de outrem. Receba e agradeça o que lhe chegue, como chegue, ajude e passe...
Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária e siga adiante com Ele.
Marco Prisco
(Do livro “Sementeira da Fraternidade”, de Divaldo Pereira Franco

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

VIDA E SEXO (pelo Espírito Emmanuel) DIVÓRCIO


DIVÓRCIO
O divórcio é lei humana que tem por objeto separar
legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei
de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só
é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. XXII, Item 5
Partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o
divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas. É aí, nos laços
matrimoniais definidos nas leis do mundo, que se operam burilamentos e
reconciliações endereçados à precisa sublimação da alma.
O casamento será sempre um instituto benemérito, acolhendo, no limiar, em
flores de alegria e esperança àqueles que a vida aguarda para o trabalho do seu
próprio aperfeiçoamento e perpetuação. Com ele, o progresso ganha novos
horizontes e a lei do renascimento atinge os fins para os quais se encaminha. Ocorre,
entretanto, que a Sabedoria Divina jamais institui princípios de violência, e o
Espírito, conquanto em muitas situações agrave os próprios débitos, dispõe da
faculdade de interromper, recusar, modificar, discutir ou adiar, transitoriamente, o
desempenho dos compromissos que abraça. Em muitos lances da experiência, é a
própria individualidade, na vida do Espírito, antes da reencarnação, que assinala a si
mesma o casamento difícil que faceará na estância física, chamando a si o parceiro
ou a parceira de existências pretéritas para os ajustes que lhe pacificarão a
consciência, à vista de erros perpetrados em outras épocas. Reconduzida, porém, à
ribalta terrestre e assumida a união esponsalícia que atraiu a si mesma, eila
desencorajada à face dos empeços que se lhe desdobram à frente. Por vezes, o
companheiro ou a companheira voltam ao exercício da crueldade de outro tempo,
seja através de menosprezo, desrespeito, violência ou deslealdade, e o cônjuge
prejudicado nem sempre encontra recursos em si para se sobrepor aos processos de
dilapidação moral de que é vítima.
Compelidos, muita vez, às últimas fronteiras da resistência, é natural que o
esposo ou a esposa, relegado a sofrimento indébito, se valha do divórcio por medida
extrema contra o suicídio, o homicídio ou calamidades outras que lhes complicariam
ainda mais o destino. Nesses lances da experiência, surge a separação à maneira de
bênção necessária e o cônjuge prejudicado encontra no tribunal da própria
consciência o apoio moral da autoaprovação
para renovar o caminho que lhe diga
respeito, acolhendo ou não nova companhia para a jornada humana. Óbvio que não
nos é lícito estimular o divórcio em tempo algum, competindonos
tãosomente,
nesse sentido, reconfortar e reanimar os irmãos em lide, nos casamentos de

provação, a fim de que se sobreponham às próprias suscetibilidades e aflições,
vencendo as duras etapas de regeneração ou expiação que rogaram antes do
renascimento no Plano Físico, em auxílio a si mesmos; ainda assim, é justo
reconhecer que a escravidão não vem de Deus e ninguém possui o direito de torturar
ninguém, à face das leis eternas. O divórcio, pois, baseado em razões justas, é
providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução
pacifica.
Efetivamente, ensinou Jesus: “não separeis o que Deus ajuntou”, e não nos
cabe interferir na vida de cônjuge algum, no intuito de arredálo
da obrigação a que
se confiou. Ocorre, porém, que se não nos cabe separar aqueles que as Leis de Deus
reuniu para determinados fins, são eles mesmos, os amigos que se enlaçaram pelos
vínculos do casamento, que desejam a separação entre si, tocandonos
unicamente a
obrigação de respeitarlhes
a livre escolha sem ferirlhes
a decisão.


Eu sou Um recado de Jesus para nossos corações


Eu sou Um recado de Jesus para nossos corações
Eu sou a manhã, a tarde e a noite.
Eu sou o sol, eu sou a luz.
Eu as lágrimas, o sorriso,.
Eu sou a depressão, eu sou a luz.
Eu sou cada vitória, cada derrota.
Eu sou aquele que fala tudo e, que se cala.
Eu sou o bisturi, Eu sou a sutura.
Eu sou a paz e eu sou a guerra.
Eu sou o calor frio, eu sou o calor.
Eu sou a fome, eu sou a plenitude.
Eu sou a fidelidade, eu sou a felonia, a traição,
Eu sou a calada da noite, também sou a transparência.
Eu sou o cão, como estou no asno.
Eu sou tua consciência em paz, ou pedindo socorro.
Eu sou criança e igualmente me apresento no idoso.
Eu sou o presidiário, ou que está eventualmente livre.
Eu sou o homem, sou a mulher, e posso estar em transição.
Eu sou o pecado e eu sou a remissão.
Eu sou a luta e eu sou o descanso.
Eu sou as estrelas e eu sou as nebulosas.
Eu sou aquele que te quer amar, mesmo que não queira.
Eu sou a caridade, mas suporto a indiferença.
Eu sou convidado do seus banquetes, mas me encontro nos asilos e
creche.
Eu sou que tem dá a opulência, como estou nas cavernas da dor.
Eu sou aquele que acata tua indisciplina, mas não te condeno.
Eu sou as sombras, pois estas só existem perante a luz que vem de ti.
Eu sou aquele que te dei a terra, como te darei o céu, com as mesmas
lágrimas nos olhos.
Eu sou a beleza do colibri, como a utilidade dos camarões e dos urubus.
Eu sou angústia, mas sou o alívio.
Eu sou a porta estreita, mas também posso ser a larga.
Eu sou aquele que sempre me esqueço, mas sempre lembro de ti.
Eu sou o caminho, mas quem escolhe teu caminho é você.
Eu sou a verdade, mas suporto com imenso amor a tua.
Eu sou a vida real, sem bem que queiras, e eu respeite tua vida
ilusória.
Eu sou o pão da vida, mas se desejares colher teus frutos, vá com minha
bênção.
Eu sou impessoal e imparcial, mas respeito tua individualidade e teus
valores.
Eu sou o alfa e o òmega, mas não te preocupes, está no alfabeto de meu
coração.
Eu sou tua lucidez, tua perdição, teu desequilíbrio, mas meus braços te
acolhem.
Eu sou provedor do berço e do túmulo, pois quero e desejo tua luz
perene.
Eu sou amor para o alcoolatra, assim como o sou para aqueles que não
bebem.
Eu sou o amigo dos drogadictos, assim como o sou dos libertos destes
vícios.
Eu sou teu pensamento, mas te deixo, quando pedes, com os teus.
Eu sou teu amigo, embora tenham me feito teu feitor.
Eu sou o erro necessário, mas sou o acerto que evolui o homem.
Eu sou o terráqueo, mas posso estar em outros orbes, pois tudo provêm
de mim.
Eu sou a tempestade que renova, mas sou o deserto que orienta.
Eu sou o trigo, mas sou o joio, pois todos estão na casa de meu pai, e
nela tem muitas moradas.
Eu sou o europeu, o beduíno, o índio, o aborígene, pois sou amor por
igual.
Eu sou a cachoeira, como sua o serpentear de um rio, mas a tudo lavo
com minha misericórdia.
Eu os santos, as deidades, os anjos, os orixás, os guias ou mentores,
pois de mim só sairá compreensão infinita pelo teu diálogo comigo.
Eu sou a cruz, como estive no tronco, com cada um de meus filhos.
Eu sou meus filhos, negros, brancos, pardos, vermelhos.
Eu sou Monoteista ou polisteísta, pois os amo pelo que tentam acertar,
não pelas tuas pretensões da verdade.
Eu sou esta dimensão, mas estou em várias outras, pois meu amor é
adimensional.
Eu sou teu passado, teu presente e te espero no futuro, às luzes da
Ribalta, no recôndito do meu coração.
Eu não te condeno, muito embora saiba que teu coração permeie nas
ilusões da toga.
Eu sou a espada que sega a terra improdutiva, mas sou o adubo para os
corações que proliferam a luz e a paz para o porvir.
Eu sou a semente, mas sou o fruto, e te convido a desgustar tua parte
da paz de meu reino.
Por tudo isto te digo, querido filho, que a barca que escolheste para
ceifar a tua colheita está a meio caminho, mas jamais, em momento algum
te abandonei e, quando te sentiste cansado, te carreguei no colo e falei
em teu coração: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos,
e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que
sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas
almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mateus 11:28-30.
Eu sou teu amigo Jesus e sempre te aguardarei, pois teu lugar na ceia
de meu pai, está vago apenas aguardando que retires a venda dos olhos e
do coração.
Médium: Paulo Viotti Espíritos: Joana Darc/Adolfo/José Joaquim da
Silva Xavier/ Thomaz Antônio Gonzaga

Falando acerca da caridade


Falando acerca da caridade
Façamos da caridade lei maior em nossa vida, não a confundindo com o
ato de dar algo que nos sobra.
Sejamos caridosos, mas antes de tudo sejamos irmãos da suportação,
começando pelas nossas famílias, nossos grupos em Jesus, etc...
Viajamos numa grande nau chamada terra, que baila o sabor das ondas
primevas do amor divino.
Portanto, se Deus nos ama, sem nada pedir, calemos em nós qualquer
atitude obrigatória quando o assunto é o amor.
A caridade não é ato pugnativo de mérito, é ação meritória, ainda no
nascedouro, a ser avaliada por Jesus, quando nos vermos perante os
espelho de nossas almas, nossa consciência.
A caridade não é criar vínculos do assistido com o ócio provisório ou
definitivo: antes deve ser plantio necessário nos corações daqueles que
palmilham as trilhas da incerteza na terra.
A caridade deve ser educativa; caso não seja, será assistência que, se
mal orientada, poderá resvalar o assistido na lei do menor esforço.
Nada do que falamos que seja antigo. Desde a negra Inquisição que
tantas vidas ceifou, compramos nossa consciência das mais diversas
formas, sob vários nomes.
A ninguém Deus quer palmilhando as estradas lacrimosas da fatuidade
material de forma errática e eternal; assim a estrutura arquetípica que
nos engendrou como luz pulcra, sempre colocará a dor junto ao remédio.
Assim, ainda que possa parecer estranho, ser caridoso não é dar, pelo
dar, exorcizando cadáveres insepultos eternos, à guisa de culpa, de
nossa consciência.
Ser caridoso, é muitas vezes se colocar no lugar de quem padece(01)
para sentir-lhe as fragilidades e as angústias, entendo-lhe a extensão
da dor sem julgar...
Ser Caridoso não é dar corrompendo-se.
O reino dos céus não pertence aos contadores de angústias que sarou,
mas àqueles que conviveram com a angústia.
Sara tu, amigo, antes que a vida venha a te curar usando de provas
acérrimas.
Silencia teu mundo íntimo de insatisfações.
Vede mais além e, quem sabe, chorarás com teu nome no topo da lista dos
mais necessitados.
Seja caridoso contigo!
Destrua de tua vida qualquer resquício de coisas ou situações que
possam te colocar na situação de isenção de necessidades, pois elas
podem estar onde menos esperamos.
Não esperemos que a vida nos cobre o tributo por nossa melíflua
bonomia.
Sejamos bons, mas sejamos igualmente mestres, instrutores e
edificadores de almas.
Somos um jardim de possibilidades, mas deixemos sempre que possível que
o perfume do outro sobressaia. A gratidão não tem preço!
Anulemos nossa luz para que a do outro sobressaia.
Sejamos provedores tanto do pão material quanto da luz do conhecimento.
Se alimentar é importante, compartilhar do pouco que somos e sabemos
arrasta corações em direção ao soerguimento.
Que Jesus nos abençoe
De irmão para Irmão,
Médium: Paulo Viotti Espírito: Thomaz Antônio Gonzaga 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Aborto: crime covarde e abominável


Aborto: crime covarde e abominável
  

Mesmo quando aceito e tornado “legal” o aborto fere as leis divinas



 “(...) Infanticídio  execrável,  o  aborto  delituoso  é  cobarde  processo  de que se utilizam os Espíritos fracos para desfazerem-se da responsabilidade, incidindo em grave delito de que não se poderão exonerar com facilidade.” - Joanna de Ângelis[1]


O momento da fecundação no altar sublime da maternidade é visto com muito respeito e carinho pela Espiritualidade Superior, que não mede esforços para secundar o processo no sentido de que seja coroado de êxito o trâmite reencarnatório.

 As reencarnações são as sublimes alavancas que auxiliam a ascese humana nas etapas existenciais rumo à destinação assinalada pelo Pai para todas as Suas criaturas e, portanto, obedecem a cuidadosas programações adredemente estabelecidas.

André Luiz narra[2] – emocionado – um desses momentos mágicos, diante de Raquel que seria a mãezinha devotada de Segismundo, que estava vinculado ao casal desde encarnação anterior na qual faliram em convivência delituosa e equivocada, ora em processo de abendiçoada retificação:

“(...) Temos aqui” – diz o mentor Alexandre – “o altar sublime da maternidade humana. Perante o seu augusto tabernáculo, ao qual devemos a claridade divina de nossas expe­riências, devemos cooperar na tarefa do amor, guardando a consciência voltada para a Majestade Suprema.

Inclinei-me para a organização feminina de nossa irmã reencarnada, dentro de uma veneração que nunca, até então, havia sentido. Auxiliado pelo concurso magnético do mentor querençoso, passei a observar as minúcias do fenô­meno da fecundação.

Através dos condutos naturais, corriam os ele­mentos sexuais masculinos, em busca do óvulo, como se estivessem preparados de antemão para uma prova eliminatória, em corrida de três milí­metros, aproximadamente, por minuto.

O Mentor Alexandre podia ver as disposições cromossômicas de todos os princípios masculinos em movimento. Após acompanhar, profundamente absorto no serviço, a marcha dos minúsculos competidores que constituíam a substância fecundante, identificou o mais apto, fixando nele o seu potencial magnético, dando-me a ideia de que o ajudava a desembara­çar-se dos companheiros para que fosse o primeiro a penetrar a pequenina bolsa maternal. O elemen­to focalizado por ele ganhou nova energia sobre os demais e avançou rapidamente na direção do alvo.   A célula feminina que, em face do microscópico projétil espermático, se assemelhava a um pequeno mundo arredondado de açúcar, amido e proteínas, aguardando o raio vitalizante, sofreu a dilaceração da cutícula, à maneira de pequenina embarcação torpedeada, e enrijeceu-se, de modo sin­gular, cerrando os poros como se es­tivesse disposta a recolher-se às profundezas de si mesma, a fim de receber, face a face, o esperado visitante, e impedindo a intromissão de qualquer outro dos competidores, que haviam perdido a pri­meira posição na grande prova. Sempre sob o in­fluxo luminoso-magnético de Alexandre, o elemento vitorioso prosseguiu a marcha, depois de atraves­sar a periferia do óvulo, gastando pouco mais de quatro minutos para alcançar o seu núcleo. Ambas as forças, masculina e feminina, formavam agora uma só, convertendo-se ao meu olhar em tenuíssimo foco de luz. O meu orientador, absolutamente entregue ao seu trabalho, tocou a pequenina forma com a destra, mantendo-se no serviço de divisão da cromatina, cujas particularidades são ainda inaces­síveis à minha compreensão, conservando a atitude do cirurgião seguro de si, na técnica operatória. Em seguida Alexandre ajustou a forma reduzida de Segismundo, que se interpenetrava com o orga­nismo perispirítico de Raquel, sobre aquele micros­cópico globo de luz, impregnado de vida, e observei que essa vida latente começou a movimentar-se.

Depois de prolongada aplicação magnética, que era secundada pelo esforço dos Espíritos Constru­tores, Alexandre aproximou-se de mim e falou: “Está terminada a operação inicial de liga­ção. Que Deus nos proteja!”.

QUE  DEUS  NOS  PROTEJA!...

Sim! Porque as pessoas que deveriam zelar pela segurança das fecundações no mundo estão caminhando na contramão dos desígnios divinos, uma vez que incontáveis delas acumpliciam-se com os casais nas infandas e desumanas práticas do ABORTO!  Só no Brasil são praticados anualmente 1 (um) milhão de abortos!  Um verdadeiro genocídio!!! A cada seis anos, portanto, se igualam em número às vítimas do Holocausto judeu perpetrado por Hitler e seus sicários. O saldo anual de vítimas é infinitamente maior do que o de todas as guerras atuais somadas.

Estarrecido, li a reportagem publicada na revista “Veja” de 25 de janeiro de 2010, que estampa a seguinte manchete na capa: “ABORTO – OS MÉDICOS ROMPEM O SILÊNCIO”.  E no subtítulo: “A decisão das pacientes de interromper a gravidez já prevalece sobre os dilemas éticos, religiosos e científicos”.  Em outras palavras isso quer dizer: A opção pela prática do aborto não leva nada em consideração e atropela conceitos éticos, religiosos, humanitários, legais e científicos.  É o primado da insensatez, da crueldade, da hediondez, estabelecendo-se sobranceiro ante as “inconveniências” de uma gestação “acidental”.

A realidade existente nos consultórios médicos nunca havia sido revelada assim de forma tão escrachada! O juramento de Hipócrates passou longe!!! [3] Horrorizados verificamos que mais e mais “médicos” se dispõem a ajudar suas pacientes decididas a interromper a gravidez! 

Eis o que disse uma infeliz que praticou o aborto: “Foi fácil achar uma clínica segura” (segura para ela, não para o bebê). Segui a “orientação” (!?) do meu médico. Na clínica fui tratada como se estivesse fazendo um exame laboratorial. FOI TUDO MUITO SIMPLES. 

Ledo engano! Na verdade, nenhuma transgressão aos Códigos Divinos é coisa simples: acarreta sempre dolorosas consequências.

O interessante é notar que nenhuma das pessoas que apareceram na reportagem está com semblantes tranquilos, felizes, em paz; pelo contrário: deixa transparecer clara tristeza, advinda naturalmente do sentimento de culpa, inevitável em quem perpetra esse ato desumano.

Ora, se até num país reconhecido pelas suas tradições católicas, como é o caso de Portugal, o aborto foi “legalizado” (!?) (e tome exclamação), que mais podemos esperar?!

Dá para “embrulhar” o estômago ler a tal reportagem. Impossível se torna conter a indignação que nos espera quando estivermos na interminável fila da reencarnação e encontrarmos pela frente casais e médicos partidários do aborto?!  Deus nos livre de criaturas tão desprovidas de sentimentos humanitários!...

Felizmente (justiça seja feita) alguma luz emerge das dolorosas trevas planetárias, haja vista que a reportagem traz o seguinte pronunciamento do médico Yaron Hameiry, ginecologista do Hospital Pérola Byington, em São Paulo: “Não posso ser juiz de uma vida que vai se formar. Seja qual for a circunstância em que o feto foi concebido, eu não posso ser juiz da vida alheia. Eu não me sinto à vontade nem para indicar um “especialista” nem para “orientar” uma paciente que queira interromper a gestação, sobre como usar “medicamentos” abortivos. Fazer isso é o mesmo que praticar o aborto. Não posso ser juiz de uma vida em potencial. É esse o mesmo raciocínio que me faz ser contra a pena de morte e a eutanásia”.

As criaturas se endividam enormemente, e depois reclamam contra o “choro e ranger de dentes”, sem nem mesmo pensar que as vozes que abafaram na intimidade uterina clamarão – de forma altissonante – no recesso de suas consciências culpadas e oneradas pelos crimes escabrosos cometidos contra esses serezinhos frágeis e indefesos.

Segundo o Espiritismo, o aborto somente é recomendável[4] (e não constitui crime) no caso de estar em risco a vida da mãe. Dizem os Espíritos Amigos[5]:

“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando. Vede em tudo isso a obra de Deus. Não trateis, pois, desatenciosamente, coisas que deveis respeitar. Tudo ocorre segundo os Seus desígnios e ninguém é chamado para ser Seu juiz”.

Não existe sofisma que justifique o aborto, esse ato tão vil quanto cruel e covarde...

Concluímos com a nobre Mentora Joanna de Ângelis[6]:

“(...) Pessoa alguma se encontra na indumentária carnal por impositivo do acaso ou por injunção de um destino cego e cruel. Existe uma finalidade impostergável no renascimento do Espírito na organização carnal, que se constitui da oportunidade para o autoburilamento para libertar a luminosidade adormecida no seu interior. Uma releitura atenta aos códigos de ética e de justiça de todos os tempos proporciona o reencontro com os reais valores que devem nortear a vida humana”.


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[1] - FRANCO, Divaldo. Após a Tempestade. 3. ed. Salvador: LEAL, 1985, cap. 12, p. 67.

[2] - XAVIER, Francisco Cândido. Missionários da Luz. 12. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1979, cap. 13, p. 232.

[3] - As inúmeras exclamações deste texto são por conta de minha indignação.

[4] - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 88. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, q. 359.

[5] - Idem, ibidem, questões 358 e 360.

[6] - FRANCO, Divaldo. Revista Presença Espírita. Jan/fev/2009, nº. 270, p. p. 29-30.


Reforma Íntima - Tarefa Urgente


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Reforma Íntima - Tarefa Urgente




Reforma íntima, na visão espírita, é o processo necessário, benéfico e contínuo de autoconhecimento, o esforço que cada um faz para se melhorar moralmente, tendo como base os ensinamentos do Cristo. Para isso Deus dá a responsabilidade e o mérito do burilamento das imperfeições, através do livre-arbítrio individual.


Santo Agostinho (1) oferece instruções simples e claras de como proceder para que a evolução seja alavancada, tendo como base o roteiro luminoso do Evangelho:


“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava em revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse a si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo da guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. (...)


“Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra teu próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado”.



Assim, compreende-se que o importante é estabelecer comparativos apenas consigo mesmo, dentro da jornada evolutiva atual. Nesse contexto, a autocrítica é necessária, mas também o autoperdão e a determinação de mudar hábitos, transformando pensamentos e atitudes, mudando o padrão vibratório a que se está acostumado.


A reforma íntima é a chave para o progresso individual, o caminho para evitar os sofrimentos morais que o orgulho e o egoísmo ocasionam. Através da evolução moral, destino de todos os Espíritos criados por Deus, é possível alcançar a verdadeira felicidade, neste mundo e, no futuro, em mundos mais adiantados.


Referências:
(1) KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 84ª ed. Rio [de Janeiro]: FEB. 2003. Questão 919, a.

Fonte: O Consolador
 

DELINQUÊNCIA INFANTO-JUVENIL, UMA BREVE PONDERAÇÃO ESPÍRITA

DELINQUÊNCIA INFANTO-JUVENIL, UMA BREVE  PONDERAÇÃO ESPÍRITA 

 É muito gratificante recebermos notícias sobre jovens infratores que aproveitam as oportunidades que as instituições de ressocialização lhes oferecem, ingressando, alguns poucos, na universidade, com direito inclusive a bolsas de estudos integrais. Nesse aspecto, sabemos que cada ser recebe da vida segundo seus esforços e méritos.
Inobstante as grandes diligências para a ressocialização dos jovens delinquentes, é de se lamentar que excepcionalmente os apreendidos (menores) no Brasil conseguem lograr êxitos na sociedade. O assunto é instigante e implica bastante sensibilidade, por tanger as questões que abrangem crianças e adolescentes incursos na prática criminosa, tão combatida, mas que ultimamente só avigora as trágicas estatísticas do crime.
Há teóricos que defendem não haver adolescentes infratores em decorrência da pobreza, do abandono ou da falta de oportunidade de estudo ou trabalho, mas como reflexos de exposições seguidas a circunstâncias de deficiência moral e que se confiam ao crime por vontade própria. Em sentido contrário a esse argumento, surgem as vozes dos que propagam o argumento de que o adolescente marginalizado é, em grande monta, vítima de desigualdade social, pois que não tem renda suficiente para usufruir de bens e serviços básicos, como saúde, educação, habitação e lazer. Isso é razão suficiente pelo que o jovem se torna revoltado ou ansioso por experimentar o que da vida lhe é suprimido. Para tal adolescente, o melhor recurso é o processo de ressocialização; não com vistas à repreensão judicial, mas à reinserção desse jovem infrator na sociedade que ele mesmo rejeitou.
Para os especialistas, não há um juízo pacífico no princípio sobre as admissíveis causas da delinquência infanto-juvenil. O que existe são conjecturas, sobretudo de caráter social, acerca desses desvios de comportamento que culminam com a condenação da sociedade. Não ignoramos que a família (com as devidas ressalvas) deve ser colocada como importante matriz da defecção moral dos filhos. André Luiz nos adverte que “os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da carne.”. (1) Há, sem sombra de dúvida, pais ou responsáveis que são avaliados como geradores da condição irregular de seus filhos ou tutelados, seja ela concebida como carência de meios indispensáveis à subsistência, abandono material ou até mesmo a prática de infração penal.
Compete observar que a violência entre os menores tem aumentado e nem sempre tem conotação econômica, arredando substancialmente a tese das condições subumanas a que são jugulados os jovens, principalmente nas grandes cidades, e que os desviariam para o crime. Ressalte-se que o número de adolescentes infratores egressos da classe A (alta) e B (média) tem aumentado, no mundo inteiro. As causas da marginalidade entre os adolescentes são, pois, muito extensas, não se reduzindo exclusivamente à ociosidade, pobreza, fome ou descaso social. Acerca-se também pela esguelha das malfazejas companhias, constituição de gangues, aglomerações de pessoas insensatas, etilismo, drogas, meretrício, insolência religiosa ou ética e anseio orientado para o crime, configurando-se como causas importantes.
André Luiz assevera que “a criança sofre de maneira profunda a influência do meio. Por isso é urgente passar-lhe a noção de responsabilidade nos deveres mínimos como o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações sociais. Não permitir que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os sentimentos e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar-lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.”. (2)
Concebemos que o sedutor universo fashion, a TV e a internet, ao colonizarem as residências (edificação material da casa) e lares (aspirações da família), exacerbaram nas crianças o despertar prematuro para uma realidade desnuda e inumana, o que equivale a afiançar que elas foram arrebatadas do seu mundo de alegoria e dirigidas para a inversão dos valores morais, espicaçadas também pela arrogância dos pais. Assim sendo, a estação de inocência e tranquilidade infantil foi diminuindo.

Cada vez mais cedo, e com maior magnitude, as excitações da adolescência germinam adicionadas pelos diversos e desencontrados apelos das revistas libertinas, da mídia eletrônica, das drogas, do consumismo impulsivo, do mau gosto comportamental, da banalidade exibida e outras tantas extravagâncias, como espelhos claros de pais que vivem alucinados, estancados e desatualizados, enjaulados em seus quefazeres diários e que jamais podem demorar-se à frente da educação dos próprios filhos.
Sejamos atentos à verdade de que educar não se abrevia apenas a fornecimentos de abrigo e alimento do corpo extinguível. A educação, por significado, funda-se na base da constituição de uma sociedade profícua. A tarefa que nos cumpre alcançar é a da educação das crianças e jovens pelo padrão de total dignificação moral sob as bênçãos de Deus. Nesse sentido, os postulados Espíritas são antídotos contra todas as deletérias armadilhas humanas, posto que aqueles que os distinguem têm consciência de que não poderão se eximir dos seus encargos sociais, sabendo que o amanhã é uma implicação do presente. Assim, é imperativo identificarmos no coração infanto-juvenil o arcabouço da futura geração saudável.