quarta-feira, 25 de setembro de 2013

PALAVRA DE SABEDORIA


PALAVRA DE SABEDORIA


A um é concedida, por meio do Espírito Santo, a limguagem da Sabedoria (1 Cor 12,8). Se alguém de vós necessita de sabedoria, peça-a Deus ( Tg 1,5).

Pelo carisma da Palavra de ciência descobrimos o diagnóstico de Deus, pela Sabedoria descobrimos o que devemos fazer, segundo a orientação de Deus. É o próprio Deus quem nos orienta, quem nos apresenta a saída, quem nos indica o caminho a seguir.

O dom da Sabedoria nos ensina a agir, a fazer e a resolver segundo os desígnios do Espírito de Deus. Ele nos aponta uma solução vinda de Deus.

A manifestação do dom de Sabedoria pode ser muito simples.

A leitura de um livro, ou de um trecho da Bíblia, ou mesmo a contemplação de algo da natureza, pode nos levar a uma clareza profunda acerca de um problema, uma dificuldade, uma enfermidade ou uma dúvida que estejamos vivendo.

O ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, ao optar pelo pecado, teve como conseqüência do afastamento de Deus um afastamento também do jeito de pensar de Deus. A sabedoria humana, imagem e semelhança da sabedoria divina, foi manchada pelo pecado. Por isso o ser humano muitas vezes não sabe que atitudes e que direção tomar diante de situações difíceis e de problemas específicos. Pelo dom da sabedoria, Deus vem em auxílio a esta fraqueza e se revela.

Deus se revela através de ações e de palavras, intimamente ligadas entre si e que se iluminam mutuamente. No número 53, o Catecismo nos ensina: Deus comunica-se gradualmente ao homem, prepara-o por etapas a acolher a Revelação sobrenatural que faz de si mesmo e que vai culminar na Pessoa e na missão do Verbo encarnado, Jesus Cristo.

Pela Palavra de Sabedoria, Deus nos revela como devemos agir em cada situação. Mas não é pura e simplesmente a capacidade humana de saber, nem se pode confundir com diplomacia ou astúcia.
Pelo dom da Sabedoria chegamos à grande graça de ver por dentro, sem superficialidade, cada situação. Pela graça da sabedoria vemos as coisas, as pessoas e os acontecimentos segundo a ótica de Deus e não a partir das aparências humanas.

A sabedoria atravessa e penetra tudo, graças à sua pureza. Ela é um sopro do poder de Deus, uma irradiação límpida da glória do Todo-Poderoso; assim nenhuma mancha pode insinuar-se nela. É ela uma efusão da luz eterna, um espelho sem mancha da atividade de Deus, e uma imagem de sua bondade. Embora única, tudo pode; imutável em si mesma, renova todas as coisas. Ela se derrama de geração em geração  nas almas santas e forma os amigos e intérpretes de Deus, porque Deus somente ama quem vive com sabedoria! ( Sb 7,24b-28).

A  sabedoria de Deus nos revela como devemos agir em situações difíceis. Este foi o grande segredo do rei Salomão ( 1 Rs 3,16-28) quando precisou discernir qual das duas prostitutas era realmente a mãe verdadeira.

É importante ressaltar que os dons espirituais nunca excluem o humano. Deus nunca exclui o humano, pois é imagem e semelhança dele. Portanto, os dons e qualidades humanos são matérias que Deus usa para nos dar o dom da Sabedoria no momento oportuno.

O dom da Sabedoria não tem nada a ver com o iluminismo e nem com o achismo, tão comuns nos dias  de hoje. Muito menos está ligado ao sentimentalismo. O dom da Sabedoria, como todos os outros dons espirituais, está sempre em consonância com o Ensinamento Bíblico e com as Verdades Reveladas de nossa fé. Se a solução que nos vem é contrária à doutrina da Igreja, não podemos falar em dom de sabedoria carismática.

A palavra de sabedoria é um dom de orientação. Além de nos ensinar e explicara verdades da fé, leva-nos a perceber como devemos agir, segundo Deus, em cada situação. Ela leva pessoa a descobrir uma verdade existente em alo ou em alguém. Gera a convicção, a certeza espiritual.

Bendito seja o nome de Deus de eternidade em eternidade, porque a ele pertencem a sabedoria e o poder! É ele quem faz mudar os tempos e as circunstâncias; é ele quem depõe os reis e os enaltece; é ele quem revela os profundos secretos mistérios, quem conhece o que está mergulhado nas trevas, junto ao qual habita a luz ( Dn 2,20-22).

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