"Esta casa, A CAMINHO DA LUZ, tem as portas abertas para te receber e o coração muito mais para te compreender."
sexta-feira, 24 de junho de 2011
VÍRUS MENTAIS
mas se esquecem que há certos tipos de pensamentos automáticos que provocam
verdadeiras panes em suas próprias mentes.
Passe agora mesmo um ANTIVÍRUS em seu cérebro.
Vírus Pensamento Sempre/Nunca
Esse vírus ocorre quando pensamos em alguma coisa que aconteceu e cuja resposta (negativa, na maioria das vezes) vai SEMPRE se repetir, ou que NUNCA vamos conseguir o que queremos. Deletar incondicionalmente esse vírus é a grande saída.
Vírus do Negativismo
Ocorre quando nossos pensamentos refletem apenas o lado ruim de uma situação e ignoram qualquer parte boa. O programa "Otimismo.dat" é um grande antivírus.
Vírus da Previsão de Futuro
Esse terrível vírus ocorre quando prevemos o pior resultado possível de uma situação. Ele provoca um colapso nas iniciativas, fazendo-nos desistir antes mesmo de tentar. O antivírus melhor é cair na real. Afinal, se pudéssemos prever o futuro, além de sermos bilionários não cairíamos em muitas armadilhas...
Vírus Leitor de Mentes
Este vírus age sempre quando ACHAMOS QUE SABEMOS o que as pessoas estão pensando, mesmo que elas não tenham dito nada. O antivírus ideal "Se Toca.exe", que ajuda a lembrar o quanto é difícil ler a própria mente, quanto mais a dos outros.
Vírus Pensar com Sensações
Este vírus aparece quando comparamos uma situação atual com outra do passado. Assim, o pensamento é "tenho a sensação que isso não vai dar certo". Delete-o, simplesmente.
Vírus da Incerteza
Facilmente detectável, ele substitui palavras como "eu quero", "eu posso" por EU TALVEZ QUEIRA ou EU PODERIA. Remédio: usar os antivírus "Segurança" ou "Crença em Si Próprio".
Vírus Rótulos
Detém nossa capacidade de ver as coisas clara e imparcialmente, pois automaticamente rotula as pessoas com as quais convivemos, ou a nós mesmos. Os antivírus mais apropriados são o "Todos Somos Iguais" ou "Ampliação da Consciência.exe".
Vírus da Pessoalidade
Induz o 'atacado' a levar tudo pelo lado pessoal. Assim, uma simples ausência de 'bom dia' por parte de um colega de trabalho leva a uma crise existencial sem precedentes: "O que eu fiz? Por que ele não falou comigo? Será que ele não gosta mais de mim? Ohhhhhhhhhhhhhhh, pobre de mim... fui excluído!". "Ampliação da Consciência.exe" também é excelente nesta aplicação.
Vírus Bode Expiatório
É um dos piores e mais temíveis vírus. Faz com que culpemos alguém pelas bobeiras ou asneiras que fazemos ou falamos, ou seja, o importante é achar um 'trouxa' para carregar o 'piano de cauda' sozinho. O antivírus "Cresça e Apareça" produz uma ótima limpeza.
MORAL DA HISTÓRIA:
Existe ao menos um antivírus ideal para cada situação. A varredura de HD deve ser constante, caso contrário o vírus volta.
Deserto Florido
O deserto do Atacama, no Chile, é o mais árido e alto do mundo. É também o lugar na Terra que passou mais tempo sem chuvas, sendo registrados quatrocentos anos sem uma gota d´água do céu.
Atualmente, ele pode ficar anos e mais anos sem qualquer precipitação atmosférica, porém, de tempos em tempos, um fenômeno muito interessante acontece.
O milagre da floração do deserto é possível de se ver muito raramente, pois depende necessariamente da chuva caída nos meses do verão.
Suficientes quantidades de água permitem que as sementes, que estavam adormecidas no seco deserto, possam despertar para voltar à vida e florescer por um curto espaço de tempo, na primavera.
São mais de duzentos tipos de flores. Cores mil. Um desabrochar belíssimo e inesperado em meio a terras tão áridas.
Quando o deserto revive e floresce surge uma panorâmica maravilhosa. É a oportunidade de desfrutar a singeleza das flores que cobrem as planícies e gloriosamente contrastam com as montanhas que as rodeiam.
Só é possível desfrutar deste milagre do deserto em alguns anos e por pouco tempo, desde fins de agosto até o meio de outubro.
As sementes, que ficam adormecidas por muitos anos, estão especialmente adaptadas para essas condições extremas, e assim podem voltar à vida pelas chuvas que as acordam, convertendo o deserto numa pintura multicor.
Os chilenos conhecem esse fenômeno como deserto florido.
O ser humano também é capaz de florescer, mesmo após anos de estiagem íntima.
As sementes do potencial evolutivo jazem dormentes, mas vivas, no âmago da alma.
Almas secas, almas aparentemente sem esperança de flor, virão a desabrochar um dia, quando a chuva do entendimento, a chuva da renovação, as fizer despertar.
Não há caso perdido para o Criador.
Mesmo os Espíritos mais relutantes, que na agonia e tristeza profundas, ousam fazer frente ao bem, negando o Criador e o amor; mesmo esses, irão germinar.
Chegará o tempo em que perceberão que o mal, a revolta, a vingança não lhes traz felicidade alguma.
Chegará o tempo em que, regados pelas chuvas contínuas do amor dos que estão ao seu lado render-se-ão ao bem renovador.
Cada um tem seu tempo. Cada um desperta quando está preparado para despertar.
Porém, recordemos que as sementes ocultas estão lá, aguardando ansiosamente o momento de sair da terra árida, aguardando o instante de respirar o ar puro de uma nova vida.
Todos temos jeito. Todos somos deuses potenciais.
Quem escolhe o momento de desabrochar somos nós.
Chegará o tempo em que veremos o deserto do planeta Terra, ainda tão sofrido, tão seco, florescente por completo.
Seremos nós, Espíritos bons, que modificaremos a paisagem deste planeta, passando a chamá-lo de terra florida.
QUE MUNDO É ESTE?
A humanidade tem se perguntado que mundo é este em que vivemos sob o guante da violência, da promiscuidade, da corrupção, das misérias e mazelas humanas. Incluem-se aqui a exploração da fé, através das crenças materialistas que ensinam que “você será salvo se doar a Jesus (para que ele lhe devolva em dobro – que Jesus é esse afinal?)” que tanto nos assombram e o que é pior, por mais esforços e programas, projetos e processos que o homem cria, não consegue ao menos amenizar tudo isso. Torna-se angustiante e sofrível diante da sua incapacidade de solucionar as misérias que ele mesmo cria, pois em síntese a vida é sempre o resultado do que dela fazemos. Responder a essas questões não é tarefa fácil, alguns diriam que não é mesmo plausível responde-las.
Façamos uma análise e algum esforço para nos perguntarmos qual é a natureza (a sua essência) do homem na face do planeta na atualidade? Diríamos, corroborados nos princípios espíritas da Filosofia Espírita (necessitamos de um parâmetro razoável para tentar explicar tais indagações) que o homem da modernidade “... há os que não fazem nem o mal nem o bem; outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando se lhes depara ocasião de praticá-lo. Há também os levianos ou estouvados, mais perturbadores do que malignos, que se comprazem antes na malícia do que na malvadez e cujo prazer consiste em mistificar e causar pequenas contrariedades, de que se riem.”
Como se confirma na assertiva, o homem ainda é o ser mais “primitivo” no reino da criação, apesar de nos considerarmos no topo da cadeia evolutiva das espécies, o que é verdade, mas ainda primitivo no terreno do moral, mesmo tendo alcançado o patamar intelectual que já alcançamos. “Isso indica que existe no homem uma variedade de sentimentos, de posição na escala evolutiva ainda inferior e que parece desconhecer o valor do bem, que não sentem tendência para a caridade, ao contrário, procuram menosprezar o bem e mesmo atrapalhar quem começa a melhorar as suas condições de benevolência”.
Está presente em seu caráter a mentira, o egoísmo o orgulho e adora criar discussões estéreis, pois isso confunde e desarmoniza qualquer ambiente ou idéia ajustada. Essa natureza está presente em grande parte nos que habitamos este maravilhoso planeta. Encontram-se (o homem) presente em todos os setores e atividades da humanidade, quer na política, na ciência e na religião, encontrando sintonia em uma massa que não sabe pensar e conduzir os próprios destinos, portanto fáceis de serem manipulados e conduzidos feito boiada.
Podemos conseguintemente entender porque no campo político a realidade é de tanto escracho (caso para polícia) e usurpadora do bem público. Quando o povo elege um governante, deputado, senador ou vereador, o faz para que este lhe represente e lhe garanta os direitos de cidadão no contexto das necessidades humanas e não lhe autoriza a roubar, explorar, promover tráfico de influências, ficar refém de grupos políticos, de facões criminosas ou coisa do gênero.
Como pode um prefeito ou um vereador, que sãos os governantes mais próximos da população, se tornar usurpador do bem público, visando seu próprio interesse e esquecendo-se do primeiro e primordial compromisso democrático que é o de representar o cidadão diante da comunidade? A questão é tão antiga que o pensador Rousseau afirmava em seu tempo: “Na política, como na moral, é um grande mal não se fazer de algum modo o bem e todo cidadão inútil pode ser considerado pernicioso (…). Os antigos políticos falavam constantemente de costumes e virtudes, os nossos só falam de comércio, de dinheiro e de poder. Avalia os homens como gado. Segundo eles (os políticos), um homem só vale para o Estado pelo seu consumo, concluindo que a razão política está em crise. Na cidade não existe o cidadão. Foi anulado, nulificado, sem “costumes e virtudes”.
O comércio, o dinheiro e poder são valores humanos para uma minoria e a maioria excluída, à margem da sociedade, sem esses bens econômicos. Sem viver. Sem direitos”. Enquanto que outros (geralmente os que estão temporariamente no poder temporal das coisas) enriquecem da noite para o dia. Só mesmo a natureza perversa do homem para explicar tais realidades. Analisemos o significado da religião nos tempos modernos.
Religião é um termo que nasceu com a língua latina, podendo ter três interpretações diferentes: "re-legio" = "re-ler", um significado atribuído por Cícero para descrever a repetição de escrituras; "re-ligio" = "re-ligar", o que poderia significar a tentativa humana de "religar-se" a suas origens, a seu (s) criador (es), a seu passado e finalmente "re-ligio" = "re-atar", (no sentido de "prender", não de "conectar"), significando uma restrição de possibilidades. “Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas. Os símbolos tem o significado de representação”.
“O problema é que as igrejas, ou religiões, se transformaram em instituições políticas e lucrativas (esquecerem-se de Deus). Seus líderes usam seu poder de persuasão para ganhar dinheiro e eleger seus políticos, e para demonstrar sua força perante as demais, cria regras absurdas, como algumas que proíbe as mulheres de cortar os cabelos e raspar as pernas, ou outras que não admitem transfusão de sangue. Com base em teologias fajutas e em promessas impossíveis de um paraíso depois da morte, eles manipulam multidões.
Muitos desses religiosos, que sequer tem uma fé verdadeira, mas que usam a religião como muleta para a vida - porque é sempre mais fácil seguir o caminho que os outros "aconselham" em vez de fazer a sua própria trilha - cultivam preconceitos absurdos, apesar de recitar salmos bíblicos e dizer que "deve-se amar ao próximo como a si mesmo", a ponto de desrespeitar os seguidores de outras religiões, chutando imagens e fazendo pouco de rituais, apesar dos seus também não terem o menor sentido”.
Atentemos para a reflexão do espírito Miramez, a seguir:
“O quadro da Terra é algo triste, no que tange ao ambiente inferior, não obstante, os recursos estão e vão ser usados para o devido saneamento espiritual. Cabe a nós outros, já despertados para o bem comum, fazer parte daqueles que saíram a semear com Jesus, sem reclamar, sem exigir e sem blasfemar, para que não percam as sementes de luz deitadas nas leiras dos corações.
A última categoria dos Espíritos não se compõe de almas totalmente más, no sentido da palavra expressa, mas que carregam consigo toda espécie de deturpação da verdade. O seu ambiente constitui um ninho de serpentes, de todas as más qualidades que se possa imaginar... Entretanto, são irmãos que precisam da nossa assistência, mas, ao dá-la, é sempre bom nos lembrar da advertência de nosso Jesus Cristo, quando nos fala: Vigiai e orai... Mas a Doutrina Espírita, na feição do Evangelho Redivivo, está no mundo para limpar a eira das nações e colocá-las à frente de todas as decisões que possam tomar a palavra e a vivência daquilo que conheces pelo nome de Amor”.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Tendo Medo
Tendo Medo |
| "E, tendo medo, escondi na terra o teu talento..." (MATEUS, 25:25.) |
| Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita. Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho. Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo. Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação. Medo de trabalhar. Medo de servir. Medo de fazer amigos. Medo de desapontar. Medo de sofrer. Medo da incompreensão. Medo da alegria. Medo da dor. E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência. Na vida, agarram-se ao medo da morte. Na morte, confessam o medo da vida. E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça. Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor. |
Ciência e Amor
Ciência e Amor |
| "A ciência incha, mas o amor edifica." Paulo. (1 CORINTIOS, 8:1.) |
| A ciência pode estar cheia de poder, mas só o amor beneficia. A ciência, em todas as épocas, conseguiu inúmeras expressões evolutivas. Vemo-la no mundo, exibindo realizações que pareciam quase inatingíveis. Máquinas enormes cruzam os ares e o fundo dos oceanos. A palavra é transmitida, sem fios, a longas distâncias. A imprensa difunde raciocínios mundiais. Mas, para essa mesma ciência pouco importa que o homem lhe use os frutos para o bem ou para o mal. Não compreende o desinteresse, nem as finalidades santas. O amor, porém, aproxima-se de seus labores e retifica-os, conferindo-lhe a consciência do bem. Ensina que cada máquina deve servir como utilidade divina, no caminho dos homens para Deus, que somente se deveria transmitir a palavra edificante como dádiva do Altíssimo, que apenas seria justa a publicação dos raciocínios elevados para o esforço redentor das criaturas. Se a ciência descobre explosivos, esclarece o amor quanto à utilização deles na abertura de estradas que liguem os povos; se a primeira confecciona um livro, ensina o segundo como gravar a verdade consoladora. A ciência pode concretizar muitas obras úteis, mas só o amor institui as obras mais altas. Não duvidamos de que a primeira, bem interpretada, possa dotar o homem de um coração corajoso; entretanto, somente o segundo pode dar um coração iluminado. O mundo permanece em obscuridade e sofrimento, porque a ciência foi assalariada pelo ódio, que aniquila e perverte, e só alcançará o porto de segurança quando se render plenamente ao amor de Jesus-Cristo. |
Aflição Vazia
Aflição Vazia |
| Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos. Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço. No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. De nossa parte, é justo colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva. Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência tranqüila. Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade necessária... Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a eclosão, de vez que a idéia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem, necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado. Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez, inadvertidamente, reservamos à aflição vazia. Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas, entre as necessidade do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do caminho. E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser. |
Medicamentos Evangélicos
Medicamentos Evangélicos |
| Ajude sempre. Não tema. Jamais desespere. Aprenda incessantemente. Pense muito. Medite mais. Fale pouco. Retifique, amando. Trabalhe feliz. Dirija, equilibrado. Obedeça, contente. Não se queixe. Siga adiante. Repare além. Veja longe. Discuta serenamente. Faça luz. Semeie paz. Espalhe bênçãos. Lute, elevando. Seja alegre. Viva desassombrado. Demonstre coragem. Revele calma. Respeite tudo. Ore, confiante. Vigie, benevolente. Caminhe, melhorando. Sirva hoje. Espere o amanhã. |
A verdadeira transformação para a verdadeira identidade
O educador recifense Paulo Freire, falando sobre “A importância do ato de ler: em três artigos que se completam”, diz-nos algo interessante, e muito verdadeiro, sobre a renovação. Diz ele que “cedo o novo fica velho se não se renovar”.
De certo, tal proposição tem um grande fundo de verdade. A Lei de Destruição, ou de Transformação, é algo natural, ela está em a natureza, e Lavoisier, em sua famosa lei, cujo enunciado filosófico ficaria conhecidíssimo, vem-nos mostrar que “na natureza nada se crea, nada se perde, tudo se transforma”.
E, de fato, vamos ver que uma Doutrina, o Espiritismo, codificada na França no século XIX, por Hippolyte Léon Denizard Rivail, conhecido como Allan Kardec, diz-nos, em “O Livro dos Espíritos”, à pergunta 728, que “tudo se destrói para renascer e se regenerar, porque o que chamais destruição não é senão uma transformação que tem por objetivo a renovação e melhoramento dos seres vivos”.
Desse modo, transformar é um fazer necessário para o aprimoramento de tudo. E, nesse ínterim, a transformação se insere, perfeitamente, naquilo que o eu deve fazer na busca da sua real identidade. Só se consegue achar o eu real, quando o ser se transforma.
Essa metamorfose, porém, não é como muitos pretendem um processo exterior, ao contrário é uma busca interior. Esse se modificar não é sinônimo de se inserir em um contexto de mudança exterior, através de uma aprendizagem superficial de novos saberes cognitivos, mas, em realidade, de uma viagem interior, por meio de uma busca do eu primordial que guarda a verdadeira identidade do indivíduo.
Fora nesse contexto que a, já citada, Doutrina Espírita, no mesmo livro de sua codificação, igualmente, referido acima, em à pergunta 919, vem-nos advertir que o meio mais prático e eficaz de se melhorar nesta vida é seguir os conselhos de um sábio da Antigüidade que dizia “conhece-te a ti mesmo”.
Conhecer-se é, pois, a verdadeira transformação que o ser humano pode realizar nesta vida, já que ela o leva à sua verdadeira identidade que é o ser latente que jaz na raiz do seu “eu” espiritual, que está longe de sua periferia encoberta pelo seu ego. Quando isso o homem consegue fazer, ele deixa de ser o homem parcial e passa a ser o homem integral.
Contudo, tais conhecimentos não são novos. Em todas as épocas da humanidade vimos essa verdade ser levantada, com muita propriedade, por diversos sábios e por diversas filosofias do mundo.
Vejamos...
Na Grécia Antiga existia um templo em Delfos que se tornaria bastante conhecido. E, à sua entrada, existia uma inscrição que se denominava ser a “recomendação dos sete sábios antigos”, que tinha Tales de Mileto, segundo alguns, como um desses sete. Tal escritura dizia: “Conhece-te a ti mesmo”. E a mesma encontraria na personalidade do grande filósofo Sócrates, que, com a sua vida, dividiria a história da filosofia, o sue grande propagador. Ser altamente evoluído, ele não cessava de recomendar as inscrições Délfica, entretanto a sua recomendação não fica, apenas, nos lábios, mas, principalmente, na sua atitude.
Ele não conseguia entender uma filosofia exterior e só achava que era possível uma filosofia embasada na vivência interior do ser. Por isso, pautava toda a sua vida, conforme as suas palavras. Fora tão coerente que a intolerância não pudera aceitar as verdades que ele trazia, fazendo com que o mesmo fosse morto com a cicuta.
Entretanto, apesar de possuir um profundo conhecimento de si mesmo, ele não cessava de se investigar, pois tinha consciência que a transformação e a busca pelo ser real são um processo contínuo. Por isso, em “Fedro”, conforme nos conta seu discípulo Platão, vamos ver Sócrates dizendo: “ainda não pude fazer plenamente o que diz a escritura délfica, por isso não acho certo investigar ninguém, enquanto preciso, ainda, investigar a mim mesmo”, “pois não são as fábulas que investigo, é a mim mesmo”.
No século VI a.C., vemos, igualmente, outro ser ilustre que dizia verdades semelhantes sobre a nossa verdadeira identidade e transformação. Trata-se de Lao-Tsé, que em seu “Tao Te Ching”, que seria uma das religiões mais antigas da China, conhecida como Taoísmo, dizia-nos, em seu poema 25, que “Nas profundezas do Insondável / Jaz o ser”. Ou, ainda, no seu poema 47, diz-nos que “Para conhecer o mundo, / Não é necessário viajar pelo mundo / O sábio atinge sabedoria / Sem viajar”.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A Embalagem de Deus
Um jovem estava para se formar.
Já há muitos meses ele vinha admirando um lindo carro esporte.
Sabendo que seu pai podia muito bem arcar com aquela despesa, ele disse ao pai que o carro era tudo o que ele desejava.
Como o dia da formatura estava próximo, o jovem esperava sinais de que seu pai tivesse comprado o carro.
Finalmente, na manhã da formatura, o pai o chamou e disse quão orgulhoso se sentia por ter um filho tão bom e disse a ele o quanto o amava.
Então entregou ao filho uma caixa de presente, lindamente embalada.
Curioso e, de certa forma desapontado, o jovem abriu a caixa e encontrou uma Bíblia de capa de couro com o nome dele gravado em ouro.
Irado, ele levantou a sua voz para o pai e disse: "Com todo o dinheiro que você tem, você me dá uma Bíblia?" E violentamente saiu de casa.
Muitos anos se passaram, e o jovem tornou-se um homem de sucesso nos negócios.
Ele tinha uma linda casa e uma família bonita, mas certo dia percebeu que seu pai já estava idoso e resolveu visitá-lo.
Ele não via o pai desde o dia da formatura.
Antes de terminar os preparativos para a viagem, recebeu um telegrama informando que seu pai havia falecido e deixado todas as suas posses em testamento para o filho.
Ele precisava imediatamente ir à casa do pai e cuidar de tudo.
Quando lá chegou, sentiu um misto de tristeza e arrependimento preencher o seu coração.
Estava remexendo os documentos e papéis do pai quando viu a Bíblia, ainda nova, exatamente como ele havia deixado anos atrás.
Com lágrimas, ele abriu a Bíblia e começou a virar as páginas.
Seu pai havia sublinhado cuidadosamente o versículo de Mateus 7.11:
"Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhes pedirem?"
Enquanto lia, uma chave de carro caiu da Bíblia.
Ela tinha uma etiqueta com o nome da revendedora, a mesma que tinha o carro esporte que ele tanto desejava.
Na etiqueta constava ao data da formatura, e as palavras:
"Totalmente pago."
Quantas vezes nós perdemos as bênçãos de Deus porque elas não vêm "embaladas" como nós esperamos!
Enquanto brilha o agora!
Enquanto a Lei vos faculta a bênção do agora, extirpai do campo de vossa vida os vermes da inimizade, os pântanos da preguiça, os espinheiros do ódio, a venenosa erva do egoísmo e o pedregulho da indiferença, cultivando, com a segurança possível, a lavoura da educação, as árvores do serviço, as flores da simpatia e os frutos da caridade.
Enquanto os talentos do mundo vos favorecem, fazei o melhor que puderdes, porque, provavelmente, amanhã... quem sabe?
Amanhã, talvez, os problemas aparecerão mais aflitivos.
Os dias modificados...
As oportunidades perdidas...
As provas imprevistas...
Os ouvidos inertes...
Os olhos em plena sombra...
A língua muda...
As mãos mirradas...
Os pés sem movimento...
A cabeça incapaz...
A carência de tempo...
A visita da enfermidade...
A mensagem da morte...
Despertai as energias mais profundas, enquanto permaneceis nas linhas da experiência física, entesourando o conhecimento e o mérito, através do estudo e da ação que vos nobilitem as horas, porque, possivelmente, amanhã, as questões surgirão mais complexas.
Não nos esqueçamos de que os princípios de correspondência funcionam exatos.
Sementeira do bem - colheita de felicidade.
Dever irrepreensivelmente cumprido - ascensão aberta.
Trabalho ativo - progresso seguro.
Cooperação espontânea - auxílio pronto.
Busquemos o melhor para que o melhor nos procure.
Tendes convosco o solo precioso fecundado pela chuva de bênçãos. Utilizemo-lo, assim, na preparação do grande futuro, recordando advertência do nosso Divino Mestre: - "Avançai, valorosos, enquanto tendes luz."
Pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Vozes do Grande Além, Médium: Francisco Cândido Xavier.
Uma Linda História de Amor
O verdadeiro amor é capaz dos maiores sacrifícios, para o bem estar do ser amado.
Num mundo em que se ouve falar muito em buscar a própria felicidade, em alcançar sonhos pessoais, sem pensar em mais ninguém, a história daquele casal idoso é exemplar.
Eles viviam felizes, há muito tempo. Não tinham filhos.
Certo dia, quando a senhora estava na cozinha, um acidente aconteceu e ela se viu envolta em chamas.
O marido atendeu aos seus gritos e, no intuito de a salvar, acabou por ser também atingido pelo fogo.
As chamas o envolveram, queimando-lhe os braços, mas permitindo-lhe libertá-la do fogo.
Quando os bombeiros chegaram, pouco restava da casa. A ambulância levou o casal ao hospital.
Quando o marido foi liberado, buscou o quarto da sua esposa. Ela estava deitada e logo que o viu, manifestou o seu desespero.
Não desejava mais viver, dizia. O fogo atingira todo o seu rosto e ela estava deformada.
Sou um monstro! Disse ao marido.
Ele se aproximou do leito e falou:
Minha amada, na tragédia que sofremos, meus olhos foram atingidos. Estou cego.
Por isso, não se preocupe. Para mim, você continuará linda, como sempre foi.
A imagem que tenho guardada em minha mente é a que terei na memória, para o resto dos meus dias.
Deus é muito bom. – completou ela – Você não precisará contemplar a minha deformidade.
Abraçaram-se. Choraram.
Ela passou a ter para com o marido cuidados especiais, considerando a sua deficiência visual.
Era toda atenção, delicadeza. Uma nova seiva de vida parecia circular em suas veias. E todo dia, recebendo aquelas manifestações de amor, ele dizia:
Como eu te amo!
Ela reencontrara razão para continuar a viver e se sentir feliz.
Vinte anos depois, em uma madrugada, ela abandonou o corpo, rumo à Espiritualidade.
O marido compareceu sem os óculos escuros e sem sua bengala, andando firme.
Debruçou-se sobre o corpo da amada, com quem compartilhara os dias por tantos anos, beijou-a inda uma vez e tornou a expressar:
Como és linda. Como eu te amo!
Um amigo mais próximo manifestou a sua surpresa. O que acontecera: Algum milagre lhe devolvera a visão, naquele momento de dor?
Não, respondeu o homem. Nunca tive problema visual. Assim disse, para que pudéssemos continuar a viver, sem traumas para ela.
Acreditando que eu não podia enxergar as seqüelas do fogo em seu rosto, pudemos viver felizes por mais 20 anos.
Felizes e apaixonados, um ao outro servindo em significativos gestos de amor.
Quando esplende no coração, se faz dínamo gerador de energias propiciadoras de vida, fertilizando os seres.
Não foi por outra razão que Jesus o transformou no mandamento maior, aquele de mais alto significado, que abrange todas as aspirações e ideais da criatura humana.

Em 28.01.2008.
A candeia viva

mas no velador, e assim alumia a todos os que estão na
casa." - Jesus.
(Mateus, 5:15.)
Muitos aprendizes interpretaram semelhantes palavras do Mestre como apelo à pregação sistemática, e desvairaram-se através de veementes discursos em toda parte. Outros admitiram que o Senhor lhes impunha a obrigação de violentar os vizinhos, através de propaganda compulsória da crença, segundo o ponto de vista que lhes é particular.
Em verdade o sermão edificante e o auxílio fraterno são indispensáveis na extensão dos benefícios divinos da fé.
Sem a palavra, é quase impossível a distribuição do conhecimento. Sem o amparo irmão, a fraternidade não se concretizará no mundo.
A assertiva de Jesus, todavia, atinge mais além.
Atentemos para o símbolo da candeia. A claridade na lâmpada consome força ou combustível.
Sem o sacrifício da energia ou do óleo não há luz.
Para nós, aqui, o material de manutenção é a possibilidade, o recurso, a vida.
Nossa existência é a candeia viva.
É um erro lamentável despender nossas forças, sem proveito para ninguém, sob a medida de nosso egoísmo, de nossa vaidade ou de nossa limitação pessoal.
Coloquemos nossas possibilidades ao dispor dos semelhantes.
Ninguém deve amealhar as vantagens da experiência terrestre somente para si. Cada espírito provisoriamente encarnado, no círculo humano, goza de imensas prerrogativas, quanto à difusão do bem, se persevera na observância do Amor Universal.
Prega, pois, as revelações do Alto, fazendo-as mais formosas e brilhantes em teus lábios; insta com parentes e amigos para que aceitem as verdades imperecíveis; mas, não olvides que a candeia viva da iluminação espiritual é a perfeita imagem de ti mesmo.
Transforma as tuas energias em bondade e compreensão redentoras para toda gente, gastando, para isso, o óleo de tua boa vontade, na renúncia e no sacrifício, e a tua vida, em Cristo, passará realmente a brilhar.

afinidade
Você já percebeu a arrogância em alguma pessoa?Aquilo que vemos nos outros são reflexos leais do que somos, ou pistas seguras de que temos algo similar dentro de nós.
Nossa tarefa de educação consiste em disciplinar nossos impulsos ególatras. Seguir a meta em direção aos mundos melhores nos quais "o homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo , aperfeiçoando-se."
Não se esqueça de que a pior atitude de arrogância é a de colecionar certezas sobre a vida, sem reciclá-las conforme o ritmo evolutivo de nossa humanização.A solução vem da capacidade de servir.
Aquele que se fizer o servo de todos será o maior na obra do Cristo.
Afinidade , assim como tudo que a vida nos brinda para celebrar o bem, são responsabilidades pelas quais devemos zelar com máxima prudência, para que jamais se transformem em pasto de arbitrariedade, ou espelho para projetar nossas carências.Afinidade espiritual deve significar arrimo da ilusão .
Para muitos afinidade é estar com aquele que pensa da mesma maneira, ou que tem os mesmos gostos!...
Os afins, à luz do espírito imortal, são aqueles que constroem juntos na fileira do tempo, a devoção espontânea, ainda mesmo que divirjam sobre os mais variados pontos de vista.Na obra do Cristo, os afins são aqueles que decidem se amar, apesar das diferenças...
terça-feira, 21 de junho de 2011
QUE PEDES?
"Que pedes à vida, amigo?
Os ambiciosos reclamam reservas de milhões.
Os egoístas exigem todas as satisfações para si somente.
Os arbitrários solicitam atenção exclusiva aos caprichos que lhes são próprios.
Os vaidosos reclamam louvores.
Os invejosos exigem compensações que lhes não cabem.
Os despeitados solicitam considerações indébitas.
Os ociosos pedem prosperidade sem esforço. Os tolos reclamam divertimentos sem preocupação de serviço.
Os revoltados reclamam direitos sem deveres. Os extravagantes exigem saúde sem cuidados.
Os impacientes aguardam realizações sem bases.
Os insaciáveis pedem todos os bens, olvidando as necessidades dos outros.
Essencialmente considerando, porém, tudo isto é a verdadeira loucura, tudo fantasia do coração que se atirou exclusivamente à posse efêmera das coisas mutáveis.
Vigia, assim, cautelosamente, o plano de teus desejos.
Que pedes à vida?
Não te esqueças de que, talvez nesta noite, pedirá o senhor a tua alma."
Emmanuel.
TUAS PRECES
Que em tuas orações, dificilmente agradeces pelas benesses que o Pai celestial te proporciona todos os dias?
Que somente lembra de pedir pelos enfermos quando alguém de teus familiares está doente?
Que implora a Deus proteção pelos milhões de pessoas que estão viajando, somente quando teu ente querido está trafegando?
Que pede pelos necessitados e famintos, somente quanto tu encontras em dificuldades?
Observastes também que jamais orastes pelos caluniadores e pelos que te perseguem?
Ore com mais confiança em Deus. Se tu e tua família experimentam plena saúde, ora pelos enfermos.
Ore pelos que viajam, pelos famintos, pelos que necessitam de trabalho, ore também pelos marginais, e por todos aqueles que auxiliam beneficiando o progresso material e espiritual da humanidade.
Se Francisco de Assis orou e disse que é dando que se recebe, como quereis receber sem antes doar alguns minutos de dedicação por todos os filhos de Deus que se encontram em dificuldades?
Não espere que a dor bata em tua porta para orar com mais fervor e lembrar-se de teus irmãos que perecem.
Talvez, não esteja conseguindo a cura de tua enfermidade, um trabalho digno, a harmonia em teu lar ou libertar-se da angustia que te visitas, é por que não tens orado com fé e orado também por todos os filhos de Deus na terra e pelos que estão fora dela.
Pense nisto
Coisas Mínimas !!!
Do Evangelho de Lucas, capítulo 12, versículo 26, destaca-se uma fala de Jesus que indaga: "pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?"
Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas.
Existem homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se elas não fossem necessárias ao êxito dos trabalhos de maior envergadura.
Um prêmio Nobel de literatura não poderá esquecer que um dia necessitou aprender as letras simples do alfabeto.
Um extraordinário matemático precisou, também, aprender a contar, reconhecer os números de zero a nove, e depois a somar, dividir, multiplicar e subtrair, a fim de chegar aos complicados cálculos que hoje lhe conferem fama.
Um compositor não pode prescindir de nenhuma das sete notas musicais, com todos seus tons e semitons, que envolvem bequadros, bemóis, escalas e sustenidos.
Um alpinista, para vencer a escalada íngreme deve atentar para todos os detalhes, que vão do equipamento checado minuciosamente mais de uma vez, ao apoio de equipe, conhecimento da estação mais adequada ao empreendimento.
Para um prato especial, todos os ingredientes se fazem necessários. Deixe-se de colocar um deles, ou se altere a quantidade para mais ou para menos e pronto, estará alterado o sabor, a consistência, o resultado final.
Nenhuma obra será perfeita se as particularidades não forem devidamente consideradas e compreendidas.
De modo geral, o homem está sempre fascinado pelas situações de grande evidência. Deseja a fama, o poder, o dinheiro.
Destacar-se, entretanto, exige muitos cuidados. Fama exige estrutura psicológica adequada, a fim de que a criatura não se fascine e perca o equilíbrio. Ou se torne atormentada pela paz que deixa de fruir, face o assédio constante de jornalistas, fotógrafos, fãs, cobranças da mídia em geral.
Poder exige equilíbrio e bom senso, para que o ser não se torne um déspota infelicitando a sua e as vidas alheias, enlouquecendo ante as possibilidades que se apresentam.
Dinheiro em excesso requer sabedoria para a devida utilização, de forma a colaborar para a felicidade e não a desgraça própria e dos demais.
Convém, desse modo, atender às coisas mínimas da senda que Deus nos reservou, para que a nossa ação seja de real proveito à vida.
A sinfonia estará perturbada se faltou uma nota e o poema é obscuro quando se omite um verso.
Estejamos zelosos pelas coisas pequeninas. Elas são parte integrante e inalienável dos grandes feitos, guardando a certeza de que, cada qual recebe a parte que melhor esteja preparado para realizar.
Não deixemos passar as oportunidades de crescimento, com a distração para as coisas que não temos, mas desejamos, que não podemos realizar, mas que aspiramos.
Façamos sim, o melhor daquilo que nos compete.
Pense nisso!
Quem será maior: a mãe que agasalha o filho alheio em seu seio e o alimenta, ou o médico que o salva da morte cruel, com intervenção minuciosa?
Quem terá maior mérito: o lixeiro que recolhe os detritos pela cidade, todos os dias, mantendo-a asseada, ou o sanitarista que determina normas de conduta para a humanidade, a fim de que esta se mantenha distante das enfermidades mortais?
Reconheçamos em cada um a parcela de contribuição indispensável para a manutenção da vida no planeta e o melhor relacionamento da humanidade.
Aprendamos que a cada um cabe realizar o que pode, sabe e deve fazer.
(com base no cap. 31 do livro Caminho, verdade e vida, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito
Coisas Mínimas !!!
Do Evangelho de Lucas, capítulo 12, versículo 26, destaca-se uma fala de Jesus que indaga: "pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?"
Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas.
Existem homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se elas não fossem necessárias ao êxito dos trabalhos de maior envergadura.
Um prêmio Nobel de literatura não poderá esquecer que um dia necessitou aprender as letras simples do alfabeto.
Um extraordinário matemático precisou, também, aprender a contar, reconhecer os números de zero a nove, e depois a somar, dividir, multiplicar e subtrair, a fim de chegar aos complicados cálculos que hoje lhe conferem fama.
Um compositor não pode prescindir de nenhuma das sete notas musicais, com todos seus tons e semitons, que envolvem bequadros, bemóis, escalas e sustenidos.
Um alpinista, para vencer a escalada íngreme deve atentar para todos os detalhes, que vão do equipamento checado minuciosamente mais de uma vez, ao apoio de equipe, conhecimento da estação mais adequada ao empreendimento.
Para um prato especial, todos os ingredientes se fazem necessários. Deixe-se de colocar um deles, ou se altere a quantidade para mais ou para menos e pronto, estará alterado o sabor, a consistência, o resultado final.
Nenhuma obra será perfeita se as particularidades não forem devidamente consideradas e compreendidas.
De modo geral, o homem está sempre fascinado pelas situações de grande evidência. Deseja a fama, o poder, o dinheiro.
Destacar-se, entretanto, exige muitos cuidados. Fama exige estrutura psicológica adequada, a fim de que a criatura não se fascine e perca o equilíbrio. Ou se torne atormentada pela paz que deixa de fruir, face o assédio constante de jornalistas, fotógrafos, fãs, cobranças da mídia em geral.
Poder exige equilíbrio e bom senso, para que o ser não se torne um déspota infelicitando a sua e as vidas alheias, enlouquecendo ante as possibilidades que se apresentam.
Dinheiro em excesso requer sabedoria para a devida utilização, de forma a colaborar para a felicidade e não a desgraça própria e dos demais.
Convém, desse modo, atender às coisas mínimas da senda que Deus nos reservou, para que a nossa ação seja de real proveito à vida.
A sinfonia estará perturbada se faltou uma nota e o poema é obscuro quando se omite um verso.
Estejamos zelosos pelas coisas pequeninas. Elas são parte integrante e inalienável dos grandes feitos, guardando a certeza de que, cada qual recebe a parte que melhor esteja preparado para realizar.
Não deixemos passar as oportunidades de crescimento, com a distração para as coisas que não temos, mas desejamos, que não podemos realizar, mas que aspiramos.
Façamos sim, o melhor daquilo que nos compete.
Pense nisso!
Quem será maior: a mãe que agasalha o filho alheio em seu seio e o alimenta, ou o médico que o salva da morte cruel, com intervenção minuciosa?
Quem terá maior mérito: o lixeiro que recolhe os detritos pela cidade, todos os dias, mantendo-a asseada, ou o sanitarista que determina normas de conduta para a humanidade, a fim de que esta se mantenha distante das enfermidades mortais?
Reconheçamos em cada um a parcela de contribuição indispensável para a manutenção da vida no planeta e o melhor relacionamento da humanidade.
Aprendamos que a cada um cabe realizar o que pode, sabe e deve fazer.
(com base no cap. 31 do livro Caminho, verdade e vida, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Ninguém Foge do Destino
Os Exilados da Terra
De qualquer forma, num universo conhecido de milhões de galáxias contendo bilhões de sóis e um número inimaginável de planetas é matematicamente impossível não haver vida em alguma parte.
ANOTE HOJE
"Anote quanto auxílio poderá você prestar ainda hoje. Em casa, pense no valor desse ou daquele gesto de cooperação e carinho.
No relacionamento comum, faça a gentileza que alguém esteja aguardando conforme a sua palavra.
No grupo de trabalho, ouça com bondade a frase menos feliz sem passá-la adiante.
Ofereça apoio e compreensão ao colega em dificuldade.
Estimule o serviço com expressões de louvor.
Quanto puder, procure resolver problemas sem alardear seu esforço.
Em qualquer lugar, pratique a boa influência.
Desculpe faltas alheias, consciente de que você também pode errar.
Observe quanto auxílio poderá você desenvolver no trânsito, respeitando sinais.
Acrescente paz e reconforto à dadiva que fizer.
Evite gritar para não chocar a quem ouve.
Pague a sua pequena prestação de serviço à comunidade, conservando a limpeza, por onde passe.
Sobretudo, mostre simpatia e reconhecerá que o seu sorriso, em favor dos outros, é sempre uma chave de luz para que você encontre novas bênçãos de Deus."
André Luiz.
DESEJE O BEM
Pergunte a ti mesmo o quereis que aconteça em tua vida para ser feliz.
O que pretendes que teu próximo faça por ti, para alcançar teus objetivos?
Como queres que teu semelhante te trate?
Quando está passando por dificuldades, sente se grata quando alguém te auxilia?
Quando choras as lágrimas do desprezo, sente se bem quando alguém tenta acalentar-te?
Quando a doença visita teu corpo, ficas agradecida a alguém que te oferece o lenitivo?
Quando está com a alma dilacerada pela partida inesperada de um ente querido para o além, com certeza sente-se confortada com a palavra de consolo de alguém, não sentes?
Se são essas as atitudes que desejas para ti.
Procura fazer o mesmo para o teu semelhante. Recorde que tudo o que fizeres ou desejares ao teu próximo, a providência Divina encaminhará para ti.
Não façais a outrem o que não quereis para ti mesmo.
Bons Amigos...
Paz, amor e alegria em todos os corações.

"Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso
em santificação e honra." - Paulo.
A recomendação de Paulo de Tarso aos tessalonicenses ainda se reveste de plena atualidade.
O vaso da criatura é o corpo que lhe foi confiado. O homem comum, em sua falsa visão do caminho evolutivo, inadvertidamente procura saturá-lo de enfermidade, lama e sombras e, em toda parte, observam-se conseqüências funestas de semelhantes desvios.
Aqui, aparecem abusos da alimentação; além, surgem excessos inconfessáveis. Existências numerosas esbarram no túmulo, à maneira de veículos preciosos atropelados ou esmagados pela imprevidência.
Entretanto, não faltam recursos da Bondade Divina para que o patrimônio se mantenha íntegro, nas mãos do beneficiário que é a nossa alma imortal.
A higiene, a temperança, a medicina preventiva, a disciplina jamais deverão ser esquecidas.
O Pai Compassivo não se despreocupa das necessidades dos filhos, mas sim os próprios filhos é que menoscabam os valores que a Sabedoria Infinita lhes empresta por amor. Alguns superlotam o vaso sagrado com bebidas tóxicas e estonteantes, transformam-no outros em máquina da gula carniceira, quando o não despedaçam nos choques do prazer delituoso.
Em obedecer aos impositivos de equilíbrio, na Lei Divina, reside a magnífica prova para todos os filhos da inteligência e da razão. Raros saem dela integralmente vitoriosos. A maioria espera milagres para exonerar-se dos compromissos assumidos, olvidando que o problema do resgate e do reajustamento compete a cada um.
O melhor pai terrestre não conseguirá preservar o vaso dos filhos, senão transmitindo-lhes as diretrizes do reto proceder. Fora, pois, da lição da palavra e do exemplo, é imprescindível reconhecer que cada criatura deve saber possuir o próprio vaso em santificação e honra para Deus.

Obra: Vinha de Luz, Francisco C. Xavier
O Mistério da Morte
No dealbar do século XXI, o Homem continua a enfrentar determinados mistérios que nao consegue compreender nem decifrar; entre eles, está o da morte, um fato inevitável e irreversível, que constituiu a única previsao passível de ser feita em relacao ao futuro.
A falta de conhecimentos sobre a morte, fez com que um conjunto de ideias e de conceitos a este respeito - por vezes sem fundamento - se cristalizassem na mente humana durante centenas de anos.
O Espiritismo veio desmistificar estas ideias e ajudar o Homem a compreendê-la de uma forma clara e racional, fazendo com que seja encarada de um modo menos soturno. Veio também auxiliar a trabalhar o plano das emocoes, para que zhaja a capacidade de enfrentar a dor e o sofrimento, perante a morte de uma pessoa querida.
Diversas obrar psicografadas por médiuns contêm mensagens de pessoas que já deixaram o corpo físico, ou seja, que já morreram; vêm relatar as suas experiências, o que lhes aconteceu após o momento da morte e, ainda, todas as implicacoes a esta subjacentes.
Através da mediunidade admirável do bondoso e respeitado Chico Xavier, muitas famílias receberam mensagens dos que já partiram, aí encontrando o consolo que procuravam, assim como a confirmacao de que a vida continua depois da morte, pois muitos dos fatos descritos pelos espíritos comunicantes, apenas eram conhecidos pelas respectivas familias.
Contudo, o que para uns é natural - por fazer parte da evolucao do seu humano - e necessário (para que o espírito possa voltar ao corpo físico todas as vezes que for preciso, a fim de progredir) para outros, já nao o é, porque o medo continua a ser o sentimento que predomina quando se pensa ou fala na morte.
Há várias razoes para que isto se dê, mas citam-se apenas três: as lembrancas que estao guardadas no espírito (que as transporta consigo, e das quais nao se tem consciência) de mortes trágicas e dolorosas que se tiveram nas passadas encarnacoes, nos tempos de selvageria por que passou na Terra, e o Homem com ela; e a ideia de que há um Deus que julga, o que leva a associá-lo com o céu, o inferno ou o purgatório, que ainda se encontram nos arquivos mentais humanos; e a profunda tristeza gerada à volta da morte, o que também a torna obscura e sombria.
Ora, porém, pessoas que passam a encarar a morte de um modo mais ameno e racional, depois de passarem pela experiência da "perda". Após este episódio, costumam ir ao encontro da religiao, desenvolvendo a sensibilidade e dando mais atencao ao seu próximo. Há vários casos (muitos deles, até, registrados em livros espíritas), de pais que perderam os filhos e que, para aprenderem a lidar com a dor, transferiram o seu afeto para pessoas necessitadas.
Tudo isso faz pensar na sabedoria de Deus. O amor que estava dirigido apenas para uma pessoa, multiplica-se e volta-se para outras tantas, carentes deste sublime sentimento.
As mensagens de jovens que já tinham morrido e que, através da psicografia de Chico Xavier, traziam conforto aos seus pais, ao mesmo tempo que lhes pediam que nao se entregassem nem à dor nem ao desânimo, foram muito benéficas.
Quando estes pais perguntavam o que deviam fazer para ultrapassar a dor, os Espíritos aconselhavam-nos a ocuparem-se dos sofrimentos alheios, a fim de suavizarem os próprios.
A frase que a seguir se transcreve, foi psicografada pelo mesmo médium, e é da autoria de um jovem chamado Jair Presente, que se dirige à sua inconsolável família, principalmente à sua mae:
"Agradeco-lhes o amor (que brota) das vossas lágrimas. Agradeco-lhes o carinho (que sinto) nas vossas preces, mas venho pedir-lhes para viverem. Viverem! E viverem felizes, por que assim, também eu serei feliz".
Estas mensagens e muitas outras similares, encontram-se nos livros "Somos Seis" e "JOvens no Além", da autoria de diversos espíritos, servindo-se da mediunidade de Chico Xavier.
Nestas obras vê-se, muito claramente, que o sofrimento da família tem uma grande influência na adaptacao ao mundo espiritual dos que morrem, que essa mesma dor também faz com que seja difícil para quem parte desprender-se do mundo material, e demonstra ainda que a prece, feita com sinceridade, é de uma grande eficácia.
Há também pessoas que conseguem superar de um modo natural esses momentos, passando a dor a ser propulsora de grandes obras.
É o caso de Antonio Goncalves da Silva Batuíra (o Mentor do Grupo Espírita Batuíra, tanto no Brasil como em Portugal), um português que emigrou para o Brasil em 1850. Tendo mergulhado num grande desespero, após o choque sofrido com a morte do seu filho mais novo, de 13 anos, provocada pelo tétano contraído ao picar-se numa roseira, eis que, no próprio dia do enterro, pouco antes deste sair para o cemitério, teve a ceteza de que os eu filho nao estava morto, mas vivo - no plano espiritual. A partir daí, tornou-se um dos grandes responsáveis pela divulgacao do Espiritismo no Brasil, e entre muitas outras tarefas, lutou durante o resto da vida pela abolicao da escravatura, ajudando os escravos fugitivos que recebia em sua casa, e a quem só deixava sair após a concessao da liberdade, dada pelos seus "donos" através da chamada Carta de Alforria.
A morte, mesmo sendo uma coisa natural, que faz parte da vida de todos, nao deixa de trazer grandes mudancas, nao só para os que desencarnam, mas também para os que ficam. Estes têm, igualmente, uma fase de adaptacao, que às vezes é difícil e lenta podendo, inclusive acarretar uma alteracao comportamental. Pessoas há que mudam de vida, na tentativa de se afastarem dos objetos e situacoes que lembram o ser amado que partiu.... Mas chega um dia em que compreendem que as recordacoes estao no seu íntimo, e que vao ter de aprender a viver com elas.
Nao se deve esquecer que tudo o que acontece é por vontade de Deus, e que todos os seres humanos estao sujeitos a certas Leis, que regulam o Universo.
Mas, mais importante ainda que este conhecimento, é a forma como se enfrentam as situacoes que surgem.... Há fatos que fogem ao controle do ser humano, levando-o a reconhecer a sua pequenez, no entanto, o comportamento perante a dor, essa, é uma opcao sua; pode-se entao dizer que o positivismo e a acao sao conquistas necessárias para a evolucao.
Por mais dolorosa que seja a perda, deve-se tentar afastar da mente a autopiedade, a culpa, e os outros sentimentos que normalmente a acompanham, os quais, dependendo da intensidade e do tempo de duracao poderao chegar, até, a causar doencas físicas.
Chorar, é inevitável, pois sente-se a falata da pessoa que se ama, mas a revolta, é prejudicial.
Se já se sabe que a morte nao existe e que o encontro com quem se ama se irá dar num futuro bem próximo entao, que a saudade seja encarada como uma recordacao feliz que nunca desaparecerá, e nao como uma coisa que se perdeu...
Os espíritos dizem que cada existência - comparada com as muitas vidas que já tivemos e com as que ainda viremos a ter - ao é senao um segundo!
Sao muitos os livros que abordam o tema da morte, mas há três que se podem considerar essenciais: "O Céu e o Inferno", de Allan Kardec, "Depois da Morte", de Léon Denis e "O que é a Morte", de Carlos Imbassahy. Todos eles sao grandes auxiliares para se compreender plenamente nao só a morte própria, mas também a daqueles a quem se ama.
Kardec, racismo e Espiritismo - uma reflexão
Algo que fira ou degrade;
Racismo é uma chaga aberta
No corpo da Humanidade
(Cornélio Pires) (1)
O racismo (2) é um tema pouco abordado nas hostes doutrinárias. A bibliografia é escassa. Os escritores e estudiosos espíritas brasileiros ainda não se debruçaram com maior profundidade sobre o assunto. Para alguns, as poucas análises sobre a questão do segregacionismo e da escravidão do negro, no Espiritismo deixam transparecer as influências da teoria arianista (3), da visão positivista e idealista da história, desconsiderando os fatos nos seus relativismos e contradições.
Para a investigação kardequiana, a respeito do negro, torna-se necessário ser considerado o contexto histórico em que foi discutida a temática. Incidiria em erro, sob o ponto de vista histórico, considerar Allan Kardec contaminado de preconceitos ou de índole racista. Essa palavra detém uma carga semântica muito forte, inadequada para definir os ideais do mestre lionês. Não há nenhum indício de que ele tenha discriminado algum indivíduo ou grupo de origem negra ou quaisquer indivíduos, seja no movimento espírita ou fora dele. A jornalista Dora Incontri, com mestrado e doutorado em Educação, pela USP, em seu livro Para entender Kardec nos traz um fato interessante que muito bem nos dará uma ideia de quem era o senhor Rivail. Vejamos: "É bom lembrar que, na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, havia um Camille Flammarion, astrônomo, e um calceteiro (operário braçal que fazia as calçadas de Paris, de quem Kardec noticia a morte) e ambos eram membros da Sociedade". (4)
Os contraditores de Kardec se valem de textos insertos na Revista Espírita e principalmente em Obras Póstumas, 1ª parte, capítulo IX, referente à "Teoria da Beleza". A rigor não consideramos essa teoria um ponto doutrinário e muito menos consta das Obras Básicas. Trata-se de uma pesquisa de Kardec que não chegou a publicá-la. Veio a público após o seu desencarne, quando algumas anotações deixadas foram reunidas no livro citado, donde se infere que aquele pensamento ainda não estava perfeitamente consolidado.
A frenologia, por exemplo, advogava uma relação entre a inteligência e a força dos instintos
Por justeza de razões importa lembrar que Kardec não compilou o Espiritismo em seu próprio nome. Ele apresentou-nos a Doutrina como sendo dos Espíritos. Destarte, urge se faça distinção entre o que revelaram os Benfeitores Espirituais sob o princípio do consenso universal dos Espíritos e o que escreveu e pensava particularmente Kardec, inclusive na Revista Espírita.
No bojo da literatura basilar da Terceira Revelação, o Codificador ressalta que "na reencarnação desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da Natureza o princípio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade". (5)
Ante os ditames da pluralidade das existências, ainda segundo Kardec "enfraquecem-se os preconceitos de raça, os povos entram a considerar-se membros de uma grande família". (6)
Como se observa, essas ideias descaracterizam radicalmente um Kardec preconceituoso. Entretanto, apesar da atitude (para alguns preconceituosas) atribuída a Kardec em relação ao negro, fruto do contexto em que viveu (repetimos) sobre discriminação e preconceito a determinada etnia, sua obra sai indene de todas as críticas no sentido ético. Até porque para abordagem do tema é imprescindível contextualizá-lo, considerando-se as teorias de superioridade racial muito em voga na época.
A frenologia, por exemplo, advogava uma relação entre a inteligência e a força dos instintos em um indivíduo com suas proporções cranianas, em uma espécie de "desdobramento" pseudocientífico da fisiognomonia.
Se não é a diferença da evolução espiritual, então, que é que torna os homens desiguais?
Num artigo na Revista Espírita de abril de 1862, "Frenologia espiritualista e espírita - Perfectibilidade da raça negra", Kardec faz uma espécie de releitura dessa "ciência" com um enfoque espiritualista, demonstrando que o "atraso" dos negros não se deveria a causas biológicas, mas pelo fato de serem seus Espíritos encarnados ainda relativamente jovens. (7)
Indagamos: existem povos mais adiantados que outros? É possível desconhecer a discrepância entre silvícolas e citadinos? Se não é a diferença da evolução espiritual, então, que é que os torna desiguais?
É evidente que podemos adequar as terminologias para culturas "complexas ou simples" no lugar de "avançado ou atrasados", o que na essência não altera a situação de ambos. Sabemos também – e isso é incontestável – que a antropologia e a sociologia surgem eurocêntricas. E a antropologia foi uma espécie de sociologia criada para estudar os povos primitivos. (
Contudo, a Doutrina Espírita tem mais amplitude do que toda essa questão.Para nós "não há muitas espécies de homens, há tão-somente indivíduos cujos Espíritos estão mais ou menos atrasados, porém todos suscetíveis de progredir pela reencarnação. Não é este princípio mais conforme à justiça de Deus?" (9)
No livro Renúncia, monumental obra da literatura mediúnica, identificamos um trecho que nos chamou a atenção para reflexão sobre o assunto. Robbie, filho de escravos e irmão adotivo de Alcíone, ao desencarnar disse-lhe "desde que mandei os gendarmes (10) libertar o cocheiro, por entender que me cabia a culpa (...) sinto que não tenho mais a pele negra, que tenho a mão e a perna curadas (...) veja Alcíone (...) e esta lhe explica: São estas as provas redentoras, meu querido Robbie! Deus te restituiu a saúde da alma, por te considerar novamente digno". (11) Dá para imaginar o Espírito Alcíone racista? E por que teriam os negros sofrido tanto com a escravidão?
Doação de Órgãos
Eu sempre fui e sou favorável à doação de órgãos.
Em nível de corpo espiritual, não ocorre prejuízo algum.
Se, em meu caso, optei pela não-doação, fazendo, inclusive, constar a minha vontade em documento, é que eu não queria ver o meu corpo transformado em objeto de curiosidade.
Eu tinha receio de que pensassem que, por ter sido médium na Terra, os meus órgãos fossem diferentes.
Ouvi de muita gente insinuações descabidas, neste sentido.
Imaginavam que eu tivesse um aparelho instalado no cérebro...
Este foi dos menores absurdos que escutei.
Graças a Deus, vivi muito no corpo, mais de 90 janeiros, e os meus órgãos não poderiam servir mesmo para ninguém - não poderiam ser oferecidos em uma espécie de leilão!
Volto a repetir que o perispírito não será lesado.
A doação de órgãos é caridade legítima.
É claro que a família do doador necessita permanecer vigilante para que o assunto não se transforme em comércio, certificando-se de que este ou aquele órgão extirpado será transplantado em quem de direito.
Há de, primeiro, ter ocorrido a morte encefálica, para que os órgãos sejam retirados sem perturbação para o espírito.
De meu corpo, o que poderia ser doado? Desencarnei por falência múltipla dos órgão
domingo, 19 de junho de 2011
OTIMISMO TODO DIA!
Espinhos existem, mas não deixe que eles lhe impeçam de sentir o perfume das flores.
Agradeça pela vida que tem, não importam as dificuldades, mas sim, a oportunidade de evolução que o Pai lhe concedeu.
Se ainda não chegou onde almeja, não se sinta incapaz, perceba o quanto já conquistou e siga confiante, tudo tem o seu tempo.
Se foi forçado a mudar o rumo dos seus passos, não se revolte, o Pai sabe o que faz e sempre faz o melhor para cada um de Seus filhos.
Quando a lágrima cair, não faça dela eterna, ao invés da amargura, alie-se a esperança.
Se a tempestade paira sobre a sua cabeça, desenhe um arco-íris e eleve o seu Espírito ao Alto, assim, vencerá qualquer adversidade.
Talvez uma porta se feche, mas não perca tempo se lamentando, olhe para os lados e verá quantas outras portas irão se abrir.
A escuridão, um dia, pode tentar lhe envolver, mas se manter a chama da fé acesa, ela não terá a menor chance de lhe prejudicar.
Problemas surgirão, mas se mantivermos a serenidade, nosso Espírito não será abalado.
Perdas farão sim parte da nossa existência, mas a vida, essa se renova a cada instante.
Desilusões serão muitas, mas não podemos permitir que elas nos impeçam de continuar trilhando o nosso destino.
Se hoje, a injúria brotou em nosso caminho, confiemos na Providência Divina que jamais nos desampara.
Não permitamos que a cólera se instale em nosso ser, busquemos pela harmonia e veremos como o ambiente ao nosso redor se modificará.
Substituamos a mágoa pelo perdão e perceberemos como o coração se liberta de muitas algemas.
Não deixemos de sonhar, porque o primeiro passo para se realizar qualquer obra é esse.
Valorizemos todas as conquistas obtidas, por mais simples que elas possam parecer, porque é aos poucos que progredimos espiritualmente.
Nos momentos de angústia, ao invés do sofrimento, estendamos a mão a quem necessita e quando notarmos nossa dor terá diminuído.
Fraquezas e vícios todos possuímos, o importante é perseverar em nossa reforma íntima, não importa quando tempo ela leve.
Se pedras lhe ferir, não abandone a jornada, aguarde e verá como as feridas cicatrizam e você voltará a seguir adiante.
Ao invés de se envolver com as trevas, busque o auxílio do Pai e sentirá a Sua luz a lhe guiar em todos os instantes de sua vida.
Não colecione tristezas, busque colorir a sua vida.
Acredite em você, porque o Pai acredita, mas precisa que você também faça a sua parte.
Ouse sempre, recomece quando achar necessário, busque novos ideais, crie asas e conheça novos horizontes.
Não fique preso a fantasmas do passado, viva o presente e semeie os frutos que almeja colher amanhã.
Se perder uma batalha, persevere e não desista da luta, ainda há muito a ser feito.
Tenha fé em cada passo que der, só assim, poderá vencer as adversidades.
Ame muito e cada vez mais, assim, a solidão e a tristeza jamais encontrarão espaço em sua vida.
Pratique a verdadeira caridade e sempre terá caravanas de luz ao seu lado.
Vigie os pensamentos negativos.
Combata o pessimismo e alie-se ao otimismo todos os dias, independente dos fatos que venham a ocorrer.
Porque só com otimismo podemos enxergar as portas que o Pai sempre nos abre.
Então, sejamos otimistas e assim progrediremos espiritualmente e chegaremos mais rápido até o Pai....
Há Deus nas Lutas
É nas coisas simples
que encontramos Deus.
Numa folha que cai solitária,
No raio de sol
que invade uma fresta qualquer...
num pássaro
que pousa gramíneas congeladas.
Há Deus no rio, no solo, no vento
No riso do menino
que se emociona com a altura
que a pipa chegou no céu...
Nas mãos da menina
que arruma os cabelos da boneca
se imaginando mulher.
Há Deus nas formigas
que se movem sem parar
antes que o inverno volte
mas se unem
até sua casa edificarem...
Há Deus nos detalhes do olhar
Da mãe que acalenta o filho
quando ele chora
E continua a acalentar
quando o riso retorna...
Há Deus nas lutas.
Na brisa
Na chuva
No sol
Na Neblina...
Ele é a Força,
As Mãos, A Direção,
A canção...
A certeza de que a Vitória
Virá... Basta nEle Descansar.
Confiar que Jesus
É a Verdadeira Luz
Que Ilumina.
(Sirlei L. Passolongo)
sábado, 18 de junho de 2011
O ESPIRITISMO E O ESPÍRITO MALIGNO
(Grupo de Sainte-Gemme – Médium: Sr. C...)
De todos os trabalhos a que se entrega a Humanidade os preferíveis são os que mais aproximam a criatura de seu Criador,que a põem diariamente e a cada instante em condições de admirar a obra divina, que saiu e sai incessantemente de suas mãos onipotentes. É dever do homem prosternar-se e adorar continuamente Aquele que lhe deu os meios de se melhorar como Espírito e alcançar, assim, a felicidade suprema, que é o objetivo final para o qual deve tender.
Se há profissões que, quase exclusivamente intelectuais,dão ao homem os meios de elevar o seu nível de inteligência, um perigo, um grande perigo se acha ao lado dessa vantagem. Prova a história de todos os tempos em que consiste esse perigo e quantos males pode engendrar. Sois dotados de uma inteligência superior: a tal respeito estais mais próximos da Divindade que os vossos irmãos e chegais a negar a própria Divindade, ou dela fazer uma outra, inteiramente contrária do que é em realidade! Nunca seria demais repetir, nem jamais se cansar de dizer: o orgulho é o mais obstinado inimigo do gênero humano. Tivésseis mil bocas e todas deveriam repetir a mesma coisa incessantemente.
Deus vos criou a todos simples e ignorantes47; tratai de avançar em passo tão seguro quanto possível. Isto depende de vós: jamais Deus recusa graça a quem lha pede de boa-fé. Todos os estados podem igualmente vos conduzir à meta desejada, se vos conduzirdes conforme o caminho da justiça e se não dobrardes a consciência à vontade dos vossos caprichos. No entanto há estados nos quais é mais difícil progredir que em outros; assim, Deus levará em conta aqueles que, tendo aceitado como prova uma posição ambígua, tiverem percorrido sem reagir esse caminho perigoso ou,pelo menos, tiverem feito todos os esforços humanamente possíveis para se reerguerem.
É aí que se torna necessária uma fé sincera, uma força pouco comum para resistir aos arrastamentos para fora do caminho da justiça. Mas é aí, também, que se pode fazer um bem 47 Esta proposição, a respeito do estado primitivo das almas, formulada pela primeira vez em O Livro dos Espíritos, é hoje repetida por toda parte nas comunicações; encontra, assim, a sua consagração simultaneamente nessa concordância e na lógica, porquanto nenhum outro princípio responderia melhor à justiça de Deus. Dando a todos os homens um mesmo ponto de partida, deu a todos a mesma tarefa a desempenhar para atingir o fim. Ninguém é privilegiado pela Natureza; como, porém, têm o livre-arbítrio, uns avançam mais depressa e outros mais lentamente. Tal princípio de justiça é inconciliável com a doutrina que admite a criação da alma ao mesmo tempo que o corpo, admitindo em si mesmo a pluralidade das existências, porque, se a alma é anterior ao corpo, é que ela já viveu.imenso aos irmãos infelizes. Ah! quanto mérito tem aquele que resvala no lamaçal, sem que nem suas vestes, nem ele próprio, se maculem! É preciso que uma chama muito pura brilhe em si. Mas, também, que recompensa não lhe é reservada ao deixar a vida terrestre!48
Que aqueles que se acham em semelhante posição meditem bem estas palavras; que bem se impregnem do espírito que elas encerram e neles se operará uma revolução salutar, que substituirá as opressões do egoísmo pelas suaves expansões do coração.
Quem transformará esses homens, como diz o Evangelho, em homens novos?
O que é necessário para realizar esse grande milagre? É preciso que eles queiram reportar seu pensamento àquilo a que estão destinados depois da morte. Estão todos convencidos de que o amanhã poderá não existir para eles; mas, assustados pelo quadro sombrio e desolador das penas eternas, nas quais, por intuição, se recusam acreditar, abandonam-se ao caudal da vida presente; deixam-se arrastar por essa cupidez febril, que os leva a juntar sempre, por todos os meios permitidos ou não; arruínam sem piedade um pobre pai de família e prodigalizam ao vício somas que bastariam para uma cidade inteira viver durante vários dias. Desviam os olhos do momento fatal. Ah! se pudessem encará-lo firmemente e com sangue-frio, como mudariam depressa de conduta! como os veríamos apressados em devolver ao legítimo proprietário o pedaço de pão negro, que tiveram a crueldade de roubar para, ao preço de uma injustiça, aumentarem uma fortuna 48 Admiram-se de que Espíritos possam escolher uma encarnação num desses meios onde se acham em contato incessante com a corrupção. Entre os que se encontram nessas posições ínfimas da sociedade, uns as escolheram por gosto e para darem satisfação a seus pendores ignóbeis; outros, por missão e dever, a fim de tentarem tirar da lama os seus irmãos e para terem mais mérito para lutar contra os arrastamentos perniciosos. Sua recompensa será proporcional às dificuldades vencidas. Tal é, entre nós, o operário que é pago em razão do perigo a que se expõe no exercício da profissão. feita de injustiças acumuladas! O que é preciso para isto? Que brilhe a luz espírita. É preciso se possa dizer, como um general dizia de uma grande nação: O Espiritismo é como o Sol: cego quem não o vê! Os homens que se dizem e se julgam cristãos, mas repelem o Espiritismo, são bem cegos!
Qual a missão da doutrina, que a mão onipotente do Criador semeia atualmente no mundo? É a de conduzir os incrédulos à fé, os desesperados à esperança, os egoístas à caridade. Eles se dizem cristãos e lançam anátema à doutrina de Jesus-Cristo! É verdade que pretendem seja o Espírito maligno que, para melhor se disfarçar,vem pregar tal doutrina neste mundo. Infelizes cegos! pobres doentes! Que Deus, em sua bondade inesgotável, se digne fazer cessar a vossa cegueira e pôr um termo aos males que vos obsidiam!
Quem vos disse que era o Espírito do mal? Quem? Nada sabeis disto. Pedistes a Deus que vos esclarecesse a respeito? Não; ou se o fizestes, tínheis uma idéia preconcebida. O Espírito do mal! Sabeis quem vos disse que era o Espírito do mal? Foi o orgulho, foi o próprio Espírito do mal que vos leva a condenar – coisa revoltante! – o Espírito de Deus, representado pelos Espíritos bons que Ele envia ao mundo para o regenerar!
Ao menos examinai a coisa e, conforme as regras estabelecidas, condenai ou absolvei. Ah! se ao menos quisésseis lançar um golpe de vista sobre os resultados inevitáveis que o triunfo do Espiritismo deve produzir! Se quisésseis ver os homens finalmente se considerando como irmãos, convencidos todos de que, de um momento para outro, Deus lhes pedirá contas da maneira pela qual desempenharam a missão que lhes havia sido confiada! Se quisésseis ver em toda parte a caridade tomando o lugar do egoísmo e o trabalho tomando o lugar da preguiça! Porque, bem o sabeis, o homem nasceu para o trabalho: Deus o transformou numa obrigação, à qual não pode subtrair-se sem transgredir as leis divinas. Se quisésseis ver de um lado esses infelizes que dizem: Danados neste mundo, danados no outro, sejamos criminosos e gozemos; e do outro, esses homens endurecidos, esses açambarcadores da fortuna de todos, que dizem: A alma é uma palavra; Deus não existe; se nada resta de nós depois da morte, gozemos a vida; o mundo se compõe de exploradores e explorados; prefiro fazer parte dos primeiros a estar com os segundos; depois de mim, o dilúvio! Se lançásseis o olhar sobre esses dois homens que personificam a pilhagem, a pilhagem bem-educada e que conduz às galés; se os vísseis transformados pela crença na imortalidade, que lhes dá o Espiritismo, ousaríeis dizer que é pelo Espírito do mal?
Vejo o desdém em vossos lábios e vos ouço dizer: Nós é que pregamos a imortalidade e temos crédito por isto. Terão sempre mais confiança em nós do que nesses vãos sonhadores que,se não são trapaceiros, sonharam que os mortos saíam do túmulo para se comunicarem com eles. A isto sempre a mesma resposta: Examinai e, se convencidos de boa-fé, o que não faltará se fordes sinceros, ao invés de maldizer, bendireis o que deve estar muito mais nas vossas atribuições, conforme a lei de Deus.
A lei de Deus! em vossa opinião sois os únicos depositários e vos surpreendeis que outros tomem uma iniciativa que, conforme pensais, vos pertence com exclusividade. Pois bem! escutai o que os Espíritos enviados por Deus estão encarregados de vos dizer:
“Vós que levais a sério o vosso ministério, sereis abençoados, porquanto tereis realizado todas as obras, não só prescritas, mas aconselhadas pelo divino Mestre. E vós que considerastes o sacerdócio como meio para ascender materialmente não sereis malditos, embora tenhais amaldiçoado os outros; Deus,porém, vos reserva uma punição mais justa.
“Dia virá em que sereis obrigados a vos explicardes publicamente sobre os fenômenos espíritas, e esse dia não está longe. Então vos encontrareis na necessidade de julgar, porque vos constituístes em tribunal. Julgar a quem? O próprio Deus, pois nada acontece sem a sua permissão.
“Vedes onde vos conduziu o Espírito do mal, isto é, o orgulho! Em vez de vos inclinardes e orar, obstinai-vos contra a vontade do único que tem o direito de dizer: Eu quero. E dizeis que é o demônio quem o diz.
“E agora, se persistirdes em não crer senão nas manifestações dos Espíritos maus, recordai-vos das palavras do Mestre, acusado de expulsar os demônios em nome de Belzebu: Todo reino dividido contra si mesmo perecerá.”49