A Caminho da Luz

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O NATAL DO CRISTO

O NATAL DO CRISTO


O NATAL DO CRISTO
A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus frente do Ano Novo, na memória da Humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos compromissos com o Tempo.
Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da Estrela de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias incessantes, convocando-nos a alma, em silêncio, à ascensão de todos os recursos para o bem supremo.
A recordação do Mestre desperta novas vibrações no sentimento da Cristandade.
Não mais o estábulo simples, nosso pr6prio espírito, em cujo íntimo o Senhor deseja fazer mais luz...
Santas alegrias nos procuram a alma, em todos os campos do idealismo evangélico
Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança renovada, entretanto, não podemos olvidar o trabalho renovador a que o Natal nos convida, cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos companheiros, que desistiram temporariamente da comunhão fraternal.
E o ensejo de novas relações, acordando raciocínios enregelados com as notas harmoniosas do amor que o Mestre nos legou.
E a oportunidade de curar as nossas próprias fraquezas retificando atitudes menos felizes, ou de esquecer as faltas alheias para conosco, restabelecendo os elos da harmonia quebrada entre nós e os demais, em obediência à lição da desculpa espontânea, quantas vezes se fizerem necessárias.
È o passo definitivo para a descoberta de novas sementeiras de serviço edificante, atrav6s da visita aos irmãos mais sofredores do que n6s mesmos e da aproximação com aqueles que se mostram inclinados à cooperação no progresso, a fim de praticarmos, mais intensivamente, o princípio do “amemo-nos uns aos outros”.
Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo à nossa vida.
O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo.
Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia.
Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal.
O primeiro renova a alegria.
O segundo reforma a responsabilidade.
Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a breve espaço, nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do Amor.
Não nos esqueçamos.
Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós.
EMMANUEL
(Do livro Fonte de Paz, Francisco Cândido Xavier)
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A MANEGEDORA

A MANEGEDORA


A MANJEDOURA
As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos.
A Manjedoura foi o Caminho.
A exemplificação era a Verdade.
O Calvário constituía a Vida.
Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da Vida.
É por isso que, emaranhados no cipoal da ambição menos digna, os povos modernos, perdendo o roteiro da simplicidade cristã, desgarra-se da estrada que os conduziria à evolução definitiva, com o Evangelho do Senhor. Sem ele, que constitui o assunto de todas as ciências espirituais, perderam-se as criaturas humanas, nos desfiladeiros escabrosos da impiedade.
Debalde, invoca-se o prestígio das religiões numerosas, que se afastaram da Religião Única, que é a Verdade ou a Exemplificação com o Cristo.
Com as doutrinas da Índia, mesmo no seio de suas filosofias mais avançadas, vemos os párias miseráveis morrendo de fome, à porta suntuosa dos pagodes de ouro das castas privilegiadas.
Com o budismo e com o xintoísmo, temos o Japão e a China mergulhados num oceano de metralha e de sangue.
Com o Alcorão e com o judaísmo, temos as nefandas disputas da Palestina.
Com o catolicismo, que mais de perto deveria representar o pensamento evangélico, na civilização ocidental, vemos basílicas suntuosas e frias, onde já se extinguiram quase todas as luzes da fé. Aí dentro, com os requintes da ciência sem consciência e do raciocínio sem coração, assistimos as guerras absurdas da conquista pela força, identificamos o veneno das doutrinas extremistas e perversoras, verificamos a onda pesada de sangue fratricida, nas revoluções injustificáveis, e anotamos a revivescência das perseguições inquisitórias da Idade Média, com as mais sombrias perspectivas de destruição.
Um sopro de morte atira ao mundo atual supremo cartel de desafio.
Não obstante o progresso material sente a alma humana que sinistros vaticínios lhe pesam sobre a fronte. É que a tempestade de amargura na dolorosa transição do momento significa que o homem se mantém muito distante da Verdade e da Vida.
As lembranças do Natal, porém, na sua simplicidade, indicam à Terra o caminho da Manjedoura... Sem ele, os povos do mundo não alcançarão as fontes regeneradoras da fraternidade e da paz. Sem ele, tudo serão perturbação e sofrimento nas almas, presas no turbilhão das trevas angustiosas, porque essa estrada providencial para os corações humanos é ainda o Caminho esquecido da Humildade.
EMMANUEL
(Do livro ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL, Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos)
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NATAL EM NÓS

NATAL EM NÓS


Natal em Nós
Nada na natureza põe-se como tempestivo e, ainda que assim o fosse, o produto da ação seria uma reação inadequada.
Assim é, para nós, o Natal que costumamos vê-lo como uma época de confraternização entre os povos e esquecemo-nos sempre dos demais Natais durante o ano.
Do ponto de vista que nos cabe, dos trabalhos na espiritualidade, o Natal é uma plantação diária.
O homem que muito se perde na complexidade das virtudes sociais, esquece-se, sempre, das lições simples a lhe iluminar a caminhada.
Natal não é simplesmente troca de agrados físicos e sentimentos, através de presentes diversos.
Natal deve ser encarado como renascer diário das almas que optam pelo discernimento do crescimento em Jesus.
Pomos, neste dia, a melhor roupa, o melhor sapato, o melhor perfume...
Comemos, neste dia, a melhor iguaria, o melhor Peru, o melhor prato...
Mas, concomitantemente esquecemo-nos que o Natal é, antes de tudo, o louvor à simplicidade a nós concedida por Deus, na pessoa do meigo rabi.
Não criticamos os que fazem do Natal expurgo de fatos malsãos criados durante o Ano, através de doações que, em parte, no quinhão de merecimento, tem sua valia.
Mas a vivência do Natal em nós vai além da troca do material pela leveza consciencial. É a depuração do ser a cada dia, a cada hora, a cada segundo, considerando que sempre é oportuno ver em nosso leito, arremedo de uma manjedoura.
Natal é uma época simbólica que traz ainda hoje muito o apego místico de evos que não temos acesso. Assim como temos o Natal Cristão, temos datas relativamente similares em outras linhagens religiosas humanas.
Ainda que com justificativas pertinentes, posto que Jesus não necessita de bajulações e sim de obreiros, há cerca de 1900 anos, repete-se sempre a mesma rotina como, da mesma forma, o homem permanece o mesmo, com, é claro, algumas melhorias e a iluminadas exceções.
Reflitamos sempre que à nossa volta, independente do rótulo que professemos a importância dos exemplos da simplicidade, do amor, da fraternidade e do desprendimento que Jesus tinha pelos seus iguais. Este deve ser o Natal em nós.
Acreditamos que o Natal deva ser momento de reflexão e não de glutonaria irresponsável para apetecer nosso EGO putrescível.
Assim, conquanto aprovemos uma ceia cordata em família, procuremos em nossos núcleos familiares, com o tempo, buscar no Natal o renascimento cada vez mais profícuo e generoso do CRISTO em nós.
Enfim jamais esqueçamos da máxima: “Glória a Deus nas Alturas e aos homens de Boa Vontade”.
Que o Mestre dos Mestres nos Abençoe!
André Luiz
 25/12/2012 10:30

Kardec inspirou-se em Sócrates


Allan Kardec e as coincidências entre os ensinamentos de Sócrates (400 anos antes de Cristo) e as doutrinas do Cristianismo e do Espiritismo.

 Kardec inspirou-se em Sócrates
Carlos Newton
Ontem, falamos aqui sobre os sete grandes avatares que criaram as principais religiões da atualidade, com doutrinas muito semelhantes e praticamente os mesmos ensinamentos, na idêntica tentativa de melhorar a vida de todos e de criar relações sociais mais justas e humanas, numa impressionante coincidência de propósitos e princípios filosóficos pregados por Krishna, Lao Tse, Moisés, Buda, Confúcio, Sócrates, Jesus Cristo e Maomé.
Em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, Allan Kardec afirmou que a doutrina cristã “foi pressentida muitos séculos antes de Jesus e dos essênios, tendo por principais precursores Sócrates e Platão”. Essa questão realmente é fora de dúvida, diante dos registros feitos por dois discípulos, Platão e Xenofonte, a respeito da religiosidade e da espiritualidade de Sócrates.
Em sua obra, Kardec resumiu os pontos de maior relevo do pensamento socrático, para mostrar a coincidência dos princípios difundidos pelo filósofo ateniense 400 anos antes do nascimento de Jesus e que foram absorvidos pelo Cristianismo e depois pelo Espiritismo.
Em verdade, Sócrates era religioso, combatia o paganismo e o politeísmo. Além disso, acreditava no juízo final, conforme Xenofonte registrou na obra “Memoráveis”, ao reproduzir a seguinte frase do filósofo greco, quando condenado à morte. “Mas eis a hora de partimos, eu para morte, vós para a vida. Quem de nós segue o melhor rumo, ninguém o sabe, exceto o Deus”.
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PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Kardec usou os textos que Platão registrou em suas obras, especialmente “Fédon” e  “Apologia”, além de algumas citações de Xenofonte, para demonstrar que “se Sócrates e Platão pressentiram a idéia cristã, em seus escritos também se encontram os princípios fundamentais do Espiritismo”.
Eis parte do resumo da doutrina de Sócrates e de Platão, na visão de Allan Kardec, pseudônimo do educador, escritor e tradutor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804/1869) que se notabilizou como codificador do Espiritismo (neologismo por ele criado), também denominado de Doutrina Espírita.
I. O homem é uma alma encarnada. Antes da sua encarnação, a alma existia unida aos tipos primordiais, às idéias do verdadeiro, do bem e do belo; separa-se deles, encarnando, e, recordando o seu passado, é mais ou menos atormentada pelo desejo de voltar a ele.
Segundo Kardec, nesse pensamento de Sócrates se desenha a base da crença na preexistência da alma, assim como o germe da chamada doutrina dos Anjos Caídos, no Cristianismo.
II. A alma se transvia e perturba, quando se serve do corpo para considerar qualquer objeto; tem vertigem, como se estivesse ébria, porque se prende a coisas que estão, por sua natureza, sujeitas a mudanças; ao passo que, quando contempla a sua própria essência, dirige-se para o que é puro, eterno, imortal, e, sendo ela desta natureza, permanece aí ligada, por tanto tempo quanto passa. Cessam então os seus transviamentos, pois está unida ao que é imutável, e a esse estado da alma é que se chama sabedoria.
Assim, como ensina o Espiritismo, dizia Kardec que Sócrates já destacava que, para se ter a posse da verdadeira sabedoria, é preciso isolar do corpo a alma, para ver com os olhos do Espírito.
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CORPO E ALMA
III. Enquanto tivermos o corpo e a alma mergulhados nessa corrupção, nunca possuiremos o objeto dos nossos desejos: a verdade. Com efeito, o corpo nos suscita mil obstáculos pela necessidade de cuidar dele. Ademais, ele nos enche de desejos, de apetites, de temores, de mil quimeras e de mil tolices, de maneira que pode se tornar impossível sermos ajuizados, sequer por um instante. Mas, se não nos é possível conhecer puramente coisa alguma, enquanto a alma está ligada ao corpo, de duas uma: ou jamais conheceremos a verdade, ou só a conheceremos após a morte. Libertos da loucura do corpo, então conversaremos – lícito é esperá-lo – com homens igualmente libertos e conheceremos, por nós mesmos, a essência das coisas. Essa a razão por que os verdadeiros filósofos aceitam morrer, pois a morte não se lhes afigura, de modo nenhum, temível.
Ainda segundo Kardec, eis o princípio das faculdades da alma que são obscurecidas pelos anseios do corpo, com a expansão dessas faculdades depois da morte.
IV. A alma impura, nesse estado, se encontra oprimida e se vê de novo arrastada para o mundo visível, pelo horror do que é invisível e imaterial. Erra, então, diz-se, em torno dos monumentos e dos túmulos, junto aos quais já se têm visto tenebrosos fantasmas, quais devem ser as imagens das almas que deixaram o corpo sem estarem ainda inteiramente puras, que ainda conservam alguma coisa da forma material, o que faz que a vista humana possa percebê-las. Não são as almas dos bons; porém, as dos maus, que se veem forçadas a vagar por esses lugares, onde arrastam consigo a pena do primeira vida que tiveram e onde continuam a vagar até que os apetites inerentes à forma material de que se revestiram as reconduzam a um corpo. Então, sem dúvida, retomam os mesmos costumes que durante a primeira vida constituíam objeto de suas predileções.
Dizia Kardec que não somente o princípio da reencarnação se acha ai claramente expresso, mas também o estado das almas que se mantêm sob o jugo da matéria é descrito tal  qual o mostra o Espiritismo nas evocações.
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OS ESPÍRITOS
V. Após a nossa morte, o daimon (espírito), que nos fora designado durante a vida, leva-nos a um lugar onde se reúnem todos os que têm de ser conduzidas ao Hades, para serem julgados. As almas, depois de haverem estado no Hades o tempo necessário, são reconduzidas a esta vida em múltiplos e longos períodos.
Na visão de Kardec, é a doutrina dos Anjos Guardiães, ou Espíritos Protetores, e das reencarnações sucessivas, em seguida a intervalos mais ou menos longos de erraticidade.
VI. Os daimons ocupam o espaço que separa o céu da Terra; constituem o laço que une o Grande Todo a si mesmo. Não entrando nunca a divindade em comunicação direta com o homem, é por intermédio dos daimons que os deuses entram em contato e se entretêm com ele, quer durante a vigília, quer durante o sono.
Explicava Kardec que a palavra daimon, usada por Sócrates e da qual derivou o termo demônio, não designava exclusivamente seres malfazejos, mas todos os Espíritos, em geral, dentre os quais se destacavam os Espíritos superiores, chamados deuses, e os menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que comunicavam diretamente com os homens.
“Também o Espiritismo diz que os Espíritos povoam o espaço; que Deus só se comunica com os homens por intermédio dos Espíritos puros, que são os incumbidos de lhe transmitir as vontades; que os Espíritos se comunicam com eles durante a vigília e durante o sono. Ao invés da palavra demônio, se usarmos a palavra Espírito, teremos a doutrina espírita; se usarmos a palavra anjo, teremos a doutrina cristã”, dizia Kardec.
VII. Se a alma é imaterial, tem de passar, após essa vida, a um mundo igualmente invisível e imaterial, do mesmo modo que o corpo, decompondo-se, volta à matéria. Muito importa, no entanto, distinguir bem a alma pura, verdadeiramente imaterial, que se alimente, como Deus, de ciência e pensamentos, da alma mais ou menos maculada de impurezas materiais, que a impedem de elevar-se para o divino e a retêm nos lugares da sua estada na Terra.
“Sócrates e Platão, como se vê, compreendiam perfeitamente os diferentes graus de desmaterialização das almas. Insistiam na diversidade de situações que resulta para elas da sua maior ou menor pureza. O que eles diziam, por intuição, o Espiritismo agora o prova”, assinalava Kardec.
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MORTE E NOVA VIDA
IX. Se a morte fosse a dissolução completa do homem, muito ganhariam com a morte os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo, da alma e dos vícios. Aquele que guarnecer a alma, não de ornatos estranhos, mas com os que lhe são próprios, só esse poderá aguardar tranquilamente a hora da sua partida para o outro mundo.
Para Kardec, essa citação de Sócrates equivale a dizer que o somente o homem que se despojou dos vícios e se enriqueceu de virtudes, pode esperar com tranquilidade o despertar na outra vida, como pregam o Cristianismo e o Espiritismo.
X. O corpo conserva bem impressos os vestígios dos cuidados de que foi objeto e dos acidentes que sofreu. Dá-se o mesmo com a alma. Quando despida do corpo, ela guarda, evidentes, os traços do seu caráter, de suas afeições e as marcas que lhe deixaram todos os atos de sua visa. Assim, a maior desgraça que pode acontecer ao homem é ir para o outro mundo com a alma carregada de crimes.
“Deparamos aqui com outro ponto capital, confirmado hoje pela experiência – o de que a alma não depurada conserva as idéias, as tendências, o caráter e as paixões que teve na Terra. Não é inteiramente cristã esta máxima: Mais vale receber do que cometer uma injustiça?”, escreveu Kardec, sobre esse pensamento de Sócrates.
E na introdução de sua principal obra, Allan Kardec segue analisando muitos outros pensamentos de Sócrates que inspiraram o Cristianismo e o Espiritismo.

Natal Lembra-te Dele







Natal Lembra-te Dele


Quando a Humanidade experimenta dores superlativas, quando a miséria sócio-econômica assassina milhões de vidas que estertoram ao abandono;

quando enfermidades cruéis demonstram a fragilidade orgânica das criaturas;

quando a violência enlouquece e mata;

quando os tóxicos arruínam largas faixas da juventude mundial, ao lado de outros males que atestam a falência do materialismo, ressurge a figura impoluta de Jesus, convidando à reflexão, ao amor e à paz,
enquanto as ressonâncias do Seu Natal falam em silêncio:

Ele, que tem salvo vidas incontáveis, pede para que tentes fazer algo, amando e libertando do erro pelo menos uma pessoa.

Lembrando-te dEle, na noite de Natal, reparte bondade, insculpe-O no coração e na mente, a fim de que jamais te separes dEle.
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Joanna de Ângelis








O Natal do Cristo


Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo à nossa vida.

O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo.

Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia.

Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal.
O primeiro renova a alegria.


O segundo reforma a responsabilidade.


Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a breve espaço,


nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do Amor.


Não nos esqueçamos.

Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós.
**************
Emmanuel
Chico Xavier





Página do Natal

Nas reminiscências do Natal do Senhor, meu amigo, medita no próprio roteiro.

Tens suficiente luz para a marcha?

Que espécie de claridade acendes no caminho?

Foge ao brilho fatal dos curtos-circuitos da cólera, não te contentes com a lanterninha da vaidade que imita o pirilampo em voo baixo, dentro da noite, apaga a labareda do ciúme e da discórdia que atira corações aos precipícios do crime e do sofrimento.

Se procuras o Mestre Divino e a experiência cristã, lembra-te de que na Terra há clarões que ameaçam, perturbam, confundem e anunciam arrasamento...

Estarás realmente cooperando com o Cristo, na extinção das trevas, acendendo em ti mesmo aquela sublime luz para alumiar?
****************
Emmanuel
Chico Xavier





Natal de Luzes

Não te deixes consumir pela angústia ou pelo medo destes dias.

Busca Jesus nas tuas paisagens íntimas e estabelece um vínculo de amor com Ele, deixando-te conduzir pelo caminho seguro do Bem.
Se Ele, porém, ainda não nasceu no teu coração, abre-te à possibilidade, para que aconteça esse evento imediatamente, passando a conviver com a Sua presença libertadora.

Aquele foi um Natal de luzes, que iniciou era nova para a humanidade, em desalinho.

Permite que este seja o teu momento luminífero e transformador com Ele nascendo nos teus sentimentos e clareando a noite afligente em que te encontras em um permanente Natal de luzes.

Neste Natal permite que o amor de Jesus te irrigue o coração e verta em direção daqueles para os quais Ele veio, os nossos irmãos sofredores da Terra.

Faze mais: deixa-O renascer na tua alma e agasalha-O, para que Ele siga em ti e contigo, por todos os dias da tua vida.
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JOANNA DE ÂNGELIS



Porque é Natal

Senhor,

A Tua voz é o som perfeito que me embala o ser, e que me faz ouvir o murmúrio tranquilizante dos astros.

O Teu olhar é como o brilho solar, que me aquece a alma fria, marcada pelo desalento e pela desesperança, nessa dura marcha para a elevação.

As Tuas mãos representam para mim o divino apoio, amparo que me impede de tombar, fragilizado como estou, nos rumos em que me vejo, ante a necessidade de subir.

As Tuas pegadas indicam-me as trilhas por onde devo me orientar nessa ausência de bússola moral com o entorpecimento da ética, quando desejo ir ao encontro de Deus.

As Tuas instruções, Jesus Nazareno, mapeiam para mim o território da paz, ensejando-me clareza para que saiba onde me encontro e como estou, para que não me perca nessa ingente procura dos campos de amor e das fontes de paz.

Os Teus silêncios falam-me bem alto a respeito de tudo o que devo aprender e operar nos recônditos de minh'alma, aprendendo tanto a falar quanto a calar, sempre atuando na construção do mundo rico de fraternidade que almejamos.

Agora, quando me ponho a meditar sobre tudo isso, meu Senhor, desejo exalçar o Teu nome, por toda a minha omissão dos milênios afora, embora a Tua paciente e dúlcida presença junto a mim.

Já é Natal na Terra, Jesus!

E porque é o Teu Natal, busco em Tua luz desfazer as minhas sombras; procuro em Tua assistência superar minhas variadas necessidades; quero no Teu exemplo de trabalho atender os meus deveres.

Porque é o Teu Natal, anseio por achar na Tua força a coragem de superar os meus limites; desejo ver na Tua entrega total a Deus o reforço para minha fidelidade ao bem e, na Tua auto-doação à vida, anelo tornar-me um servidor; no culto do dever que Te trouxe ao mundo, quero honrar o meu trabalho.

No Teu Natal, que esparge claros jorros de amor sobre o planeta, quero abrigar-Te no imo do meu coração convertido numa lapa bem simples, para que possas nascer em mim, crescer em mim e atuar por mim.

E, na magia do Natal, vibro para que minhas ações permitam que o Teu formoso Reino logo mais possa alojar-se aqui, no mundo, e que cheio de júbilo n'alma eu possa dizer que Te amo, que Te busco e que Te quero seguir, apesar da simplicidade dos meus gestos e do pouco que tenho para dar-Te, meu doce Amigo, meu Senhor.
*************
Teixeira, Raul. Pelo Espírito Ivan de Albuquerque. Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 24/09/2007,













segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal 2012


Natal 2012
As luzes brilham no interior dos lares e nas vias publicas.
As taças se erguem e comemoram um natal que não raro é ilusório.
É o tempo dos enfeites coloridos, dos festejos que comemoram o natal dos homens, da troca de presentes e dos abraços. Tudo, não deixa de ser uma oportunidade de reunir, de divertir, de familiares irem e virem viajando longas distancia amenizando a saudade, mas também saciando os desejos da matéria.
No entanto, o verdadeiro sentido do natal, não raro passa despercebido, no dia remissivo por não haver mais a fé imutável quanto ao renascimento do Jesus menino.
A falta de respeito por Jesus e pelos familiares, quando muitos se esquecem o verdadeiro sentido da data alusiva, exagera nas bebidas alcoólicas, e muitos desencarnam prematuramente, ou deixando outros deficientes.
Temos observado que não são muitos os lares que aguardam com oração, esperança e fé, o momento em que os ponteiros se montam marcando o verdadeiro sentido do natal.
Observamos também que naquele momento muitos já extravasaram no uso do álcool, que já houve discórdia, que o ambiente domestico não esta mais propicio com o referido dia.
Relembramos mais uma vez que a união familiar é importante, mas a abstinência dos excessos são portas abertas para receber verdadeiramente o Divino Mestre em vossos corações. Feliz Natal.
30/11/2012

sábado, 22 de dezembro de 2012

CAPÍTULO 4,,TEORIA DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS


CAPÍTULO
4
TEORIA DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS
Movimentos e suspensões – Ruídos –
Aumento e diminuição do peso do corpo
72 Demonstrada a existência dos Espíritos pelo raciocínio e pelos
fatos, assim como a possibilidade que têm de agir sobre a matéria, trata-se
de saber agora como se dá essa ação e como fazem para mover as mesas
e os outros corpos inertes.
Um pensamento nos ocorreu naturalmente e nos parecia lógico. Foi,
porém, contestado pelos Espíritos, que nos deram uma outra explicação,
muito diferente do que esperávamos, o que é uma prova evidente de que
sua teoria não é influenciada nem é um efeito da nossa opinião. Acontece
que esse primeiro pensamento poderia ocorrer a qualquer um. Mas, quanto
à teoria dos Espíritos, acreditamos que jamais tenha vindo à idéia de
alguém. Reconhece-se, sem esforço, que é superior à nossa, embora
menos simples, porque dá solução a uma multidão de outros fatos que
não encontravam explicação satisfatória.
73 A partir do momento em que se conheceu a natureza dos Espíritos,
sua forma humana, as propriedades semimateriais do perispírito, a ação
mecânica que podem exercer sobre a matéria e por que nos fatos da
aparição viram-se mãos fluídicas e até mesmo tangíveis agarrar objetos e
transportá-los, era natural acreditar que o Espírito se servia simplesmente
de suas mãos para fazer girar a mesa e que a levantava no espaço com
a força dos braços. Mas então, nesse caso, qual a necessidade de haver
um médium? Visto que o médium muitas vezes coloca suas mãos no
sentido contrário do movimento, ou mesmo não as coloca completamente,
não pode evidentemente auxiliar o Espírito com uma ação muscular
qualquer. Primeiramente, deixemos falar os Espíritos, que interrogamos
sobre essa questão.
74 As respostas a seguir nos foram dadas pelo Espírito de São Luís
e depois confirmada por muitos outros.
1. O fluido universal é uma emanação da divindade?
“Não”.
2. É uma criação da divindade?
“Tudo é criado, a não ser Deus.”

3. O fluido universal é, ao mesmo tempo, o elemento universal?
“Sim, é o princípio elementar de todas as coisas.”
4. Tem alguma relação com o fluido elétrico do qual conhecemos
os efeitos?
“É seu elemento.”
5. Qual é o estado em que o fluido universal se apresenta para nós
em sua maior simplicidade?
“Para encontrá-lo em sua simplicidade absoluta seria preciso remontar
até os Espíritos puros. No vosso mundo, é sempre mais ou menos modificado
para formar a matéria compacta que vos rodeia; entretanto, podeis
dizer que o estado que se aproxima mais dessa simplicidade é o do fluido
que chamais de fluido magnético animal.”
6. Foi dito que o fluido universal é a fonte da vida; é, ao mesmo
tempo, a fonte da inteligência?
“Não, o fluido universal apenas anima a matéria.”
7. Uma vez que é esse fluido que compõe o perispírito, parece se
achar ele numa espécie de estado de condensação; ele se aproxima,
até certo ponto, da matéria propriamente dita?
“Até certo ponto, como dizeis, porque não tem todas as propriedades;
é mais ou menos condensado, conforme a natureza dos mundos.”
8. Como um Espírito pode operar o movimento de um corpo sólido?
“Ele combina uma parte do fluido universal com o fluido que o médium
libera, próprio para esse efeito.”
9. Os Espíritos levantam a mesa com a ajuda de seus braços de
algum modo solidificados?
“Esta resposta não levará ainda ao que desejais. Quando uma mesa
se move sob vossas mãos, o Espírito vai buscar no fluido universal o que
precisa para dar a essa mesa uma vida artificial, provisória. Com a mesa
assim, impregnada de vida artificial, o Espírito a atrai e a move, sob a
influência de seu próprio fluido, de acordo com a sua vontade. Quando
a massa que quer pôr em movimento é muito pesada para ele, é ajudado
por Espíritos do seu padrão. Em razão de sua natureza etérea, o Espírito
propriamente dito não pode agir sobre a matéria grosseira sem intermediário,
ou seja, sem o laço que o une à matéria; esse laço, que constitui
o que chamais perispírito, vos dá a chave para todos os fenômenos
espíritas materiais. Acredito ter-me explicado muito claramente para me
fazer compreender.”

F Chamamos a atenção para a primeira frase: “Esta resposta não
levará ainda ao que desejais”. O Espírito compreendeu perfeitamente que
todas as perguntas precedentes foram feitas apenas para chegar a essa
explicação e fez alusão ao nosso pensamento, que esperava, de fato, uma
outra resposta, ou seja, a confirmação da idéia que tínhamos sobre a
maneira como o Espírito faz mover as mesas.
10. Os Espíritos que ele chama para o ajudar são inferiores? Estão
sob suas ordens?
“Quase sempre são iguais e, muitas vezes, vêm por si mesmos.”
11. Todos os Espíritos podem produzir fenômenos desse gênero?
“Os Espíritos que produzem efeitos desse gênero são sempre inferiores;
ainda não estão inteiramente despojados de toda influência material.”
12. Compreendemos que os Espíritos superiores não se ocupam com
coisas que estão abaixo deles; mas nos perguntamos se, por serem mais
desmaterializados, teriam o poder de o fazer, caso quisessem.
“Eles têm a força moral, como os outros têm a força física. Quando
têm necessidade dessa força, servem-se daqueles que a possuem. Não
vos foi dito que eles se servem dos Espíritos inferiores como fazeis com
os carregadores?”
F Foi dito que a densidade do perispírito, se assim se pode dizer,
varia de acordo com o estado dos mundos; parece que também varia no
mesmo mundo de acordo com os indivíduos. Nos Espíritos avançados
moralmente, é mais sutil e se aproxima da dos Espíritos elevados. Nos
Espíritos inferiores, ao contrário, se aproxima da matéria, e é o que faz
com que os Espíritos de condições inferiores conservem por muito tempo
as ilusões da vida terrestre; pensam e agem como se ainda estivessem
vivos; possuem os mesmos desejos e se poderia dizer a mesma sensualidade.
Essa grosseria do perispírito, que estabelece maior afinidade com a
matéria, torna os Espíritos inferiores mais aptos às manifestações físicas.
É pela mesma razão que um homem de educação refinada, habituado aos
trabalhos da inteligência, de corpo frágil e delicado, não tem força para
suportar um fardo pesado como um carregador. A matéria física para ele é
de alguma maneira menos compacta, e os órgãos, menos resistentes;
possui menos fluido nervoso. O perispírito é para o Espírito o que o corpo é
para o homem, e sua densidade está na razão da inferioridade do Espírito.
Tal densidade supre nele a força muscular, ou seja, lhe dá, sobre os fluidos
necessários às manifestações, um poder e uma facilidade de manifestações
maiores do que àqueles cuja natureza é mais etérea. Se um Espírito
elevado precisar ou quiser produzir esses efeitos, fará como fazem, entre

nós, as pessoas delicadas: encarregará um Espírito do ofício, um Espírito
apto para isso.
13. Se compreendemos bem o que dissestes, o princípio vital se
encontra no fluido universal. O Espírito retira desse fluido – o fluido
universal – o corpo semimaterial que constitui seu perispírito, e é por
meio desse fluido que ele age sobre a matéria inerte. É isso realmente?
“Sim, ou seja, ele anima a matéria de uma espécie de vida factícia,
artificial; a matéria se impregna de vida animal. A mesa que se move à
vossa frente está impregnada de energia animalizada, por isso obedece
ao comando inteligente. Não é o Espírito que a ergue como o homem faz
com um fardo; quando a mesa se levanta, não é o Espírito que a levanta
com a força dos braços; a mesa animada obedece a uma vontade, ao
impulso dado pelo Espírito.”
14. Qual é o papel do médium nesse fenômeno?
“Já o disse, o fluido próprio do médium se combina com o fluido
universal manipulado pelo Espírito; é preciso a união desses dois fluidos,
ou seja, do fluido animalizado com o fluido universal, para dar provisoriamente
vida à mesa. Mas lembrai-vos bem de que essa vida é apenas
momentânea, se extingue com a ação e, às vezes, antes do fim da ação,
quando a quantidade de fluido não é mais suficiente para animá-la.”
15. O Espírito pode agir sem o auxílio de um médium?
“Pode agir sem o conhecimento do médium, ou seja, muitas pessoas
servem de auxiliares para alguns fenômenos sem saber disso. O Espírito
absorve delas, como de uma fonte, o fluido animalizado de que necessita; é
assim que a ajuda de um médium, como o entendeis, nem sempre é necessária,
o que acontece, especificamente, nos fenômenos espontâneos.”
16. A mesa animada age com inteligência? Ela pensa?
“Ela não pensa, como não pensa um bastão com o qual fazeis um
sinal inteligente. Mas a vitalidade de que está animada a faz obedecer à
vontade de uma inteligência. Fica claro, portanto, que a mesa que se
move não se torna Espírito e que também não tem por si mesma nem
pensamento nem vontade.”
F Muitas vezes usamos de uma expressão semelhante na linguagem
usual. Ao dizer que uma roda gira com rapidez, dizemos que está animada
de um movimento rápido.
17. Qual é a causa principal para a produção desse fenômeno: o
Espírito ou o fluido?
“O Espírito é a causa, o fluido é o instrumento; as duas coisas são
necessárias.”


18. Que papel exerce a vontade do médium nesse caso?
“Chamar os Espíritos e ajudá-los no impulso dado ao fluido.”
18 a. A ação da vontade é sempre indispensável?
“Ela aumenta a força, mas nem sempre é necessária, uma vez que o
movimento pode acontecer alheio ou em oposição à vontade do médium,
e está aí uma prova de que há uma causa independente do médium.”
F O contato das mãos nem sempre é necessário para fazer mover
um objeto. Às vezes, é só para lhe dar o primeiro impulso, mas, uma vez
animado, pode obedecer à vontade do Espírito sem contato material;
isso depende do poder do médium ou da natureza dos Espíritos. Um
primeiro contato também nem sempre é indispensável; tem-se a prova disso
nos movimentos e deslocamentos espontâneos, que ninguém pensou
em provocar.
19. Por que nem todos podem produzir o mesmo efeito e por que
nem todos os médiuns têm a mesma força?
“Isso depende do organismo e da maior ou menor facilidade com
que a combinação dos fluidos pode se dar; além disso, o Espírito do
médium simpatiza mais ou menos com os Espíritos que encontram nele a
força fluídica necessária. Acontece que essa força pode ser maior ou
menor, como ocorre com os magnetizadores. Nesse aspecto, há pessoas
que são completamente refratárias; outras, em que a combinação se dá
apenas por um pequeno esforço de vontade; outras, enfim, em que
acontece tão naturalmente e tão facilmente que nem se dão conta disso,
servindo de instrumento sem o saber, como já dissemos” (Veja o capítulo
5, “Manifestações físicas espontâneas”).
F O magnetismo é, sem dúvida nenhuma, o princípio desses fenômenos,
mas não como se entende de forma geral. A prova disso é que há
muitos magnetizadores poderosos que não fazem mover uma mesinha e
pessoas que não são magnetizadores, mesmo crianças, a quem basta
pousar os dedos sobre uma mesa pesada para fazê-la se agitar. Logo, se
a força mediúnica não depende da força magnética, há uma outra causa.
20. As pessoas ditas elétricas podem ser consideradas médiuns?
“Essas pessoas tiram de si mesmas o fluido necessário para a produção
do fenômeno e podem agir sem o auxílio dos Espíritos. Portanto,
não são médiuns, no sentido dado a essa palavra; mas é possível que um
Espírito as assista, aproveitando suas disposições naturais.”
F Essas pessoas seriam como os sonâmbulos, que podem agir com
ou sem o auxílio dos Espíritos (Veja o capítulo 14, “Médiuns”, item no 6,
“Médiuns sonambúlicos”).

21. O Espírito que age sobre os corpos sólidos para movê-los
penetra na substância dos corpos ou permanece fora dela?
“Tanto um como outro; dissemos que a matéria não é um obstáculo
para os Espíritos; eles penetram tudo; uma porção do perispírito se
identifica, por assim dizer, com o objeto em que penetra.”
22. Como o Espírito faz para bater? Ele se serve de um objeto
material?
“Não; da mesma forma que não usa os braços para levantar a mesa,
não tem um martelo à sua disposição. Seu martelo é o fluido combinado
colocado em ação por sua vontade para mover ou para bater. Quando ele
move um objeto, a luz vos traz a visão dos movimentos; quando bate, o
ar vos traz o som.”
23. Compreendemos isso quando bate num corpo duro; mas como
pode fazer ouvir ruídos ou sons articulados no vago do ar, no vazio?
“Uma vez que age sobre a matéria, pode agir sobre o ar, assim como
sobre a mesa. Quanto aos sons articulados, pode imitá-los, como a todos
os outros ruídos.”
24. Dizeis que o Espírito não se serve de suas mãos para mover a
mesa; entretanto, viu-se, em algumas manifestações visuais, mãos cujos
dedos passeavam sobre um teclado, batiam suas teclas e faziam ouvir
sons. Nesses casos, o movimento das teclas não era produzido pela
pressão dos dedos? Essa pressão não é tão direta e real como quando
se faz sentir sobre nós e deixa marcas na pele?
“Não podeis compreender a natureza dos Espíritos e seu modo de
agir somente por comparações, que vos dão uma idéia apenas incompleta,
e é um erro sempre querer fazer um paralelo dos métodos deles
com os vossos. Seus procedimentos ou métodos devem estar em relação
com seu organismo. Não vos foi dito que o fluido do perispírito penetra a
matéria e se identifica com ela, que a anima com uma vida artificial,
factícia? Pois bem! Quando o Espírito coloca os dedos sobre as teclas,
ele os coloca realmente e as movimenta; mas não é pela força muscular
que pressiona a tecla; ele anima a tecla, como anima a mesa, e a tecla
obedece à sua vontade, movimenta-se e faz vibrar a corda. Aqui acontece
uma coisa que tereis dificuldade de compreender; é que alguns Espíritos
são pouco avançados e ainda materializados em comparação aos Espíritos
elevados, conservando as ilusões da vida terrestre; eles pensam
que devem agir como quando estavam no corpo; eles não se dão conta
da verdadeira causa dos efeitos que produzem, como um camponês não
se dá conta da teoria dos sons que articula; se lhes perguntardes como

tocam o piano, eles vos dirão que batem com os dedos nas teclas, pois
acreditam que é assim. O efeito se produz instintivamente sem que saibam
como é, apesar de o fazerem por sua vontade. Quando se fazem ouvir
por palavras, é a mesma coisa.”
F Compreende-se dessas explicações que os Espíritos podem produzir
todos os efeitos que nós produzimos, mas por meios apropriados
ao seu estado; algumas forças que lhes são próprias substituem os músculos
que nos são necessários para agir, do mesmo modo que para o
mudo, o gesto substitui a palavra que lhe falta.
25. Entre os fenômenos citados como prova da ação de um poder
oculto, dos Espíritos, há os que são evidentemente contrários a todas
as leis conhecidas da natureza; nesses casos, a dúvida não parece
ser razoável?
“É que o homem está longe de conhecer todas as leis da natureza; se
conhecesse todas, seria um Espírito superior. Entretanto, cada dia registra
um desmentido àqueles que, acreditando saber tudo, pretendem impor
limites à natureza, e nem assim ficam menos orgulhosos. Revelando, sem
parar, novos mistérios, Deus adverte o homem para desconfiar de suas
próprias luzes, pois chegará o dia em que a ciência do mais sábio será
confundida. Não tendes todos os dias exemplos de corpos animados de
um movimento capaz de vencer a força da gravitação? A bala de canhão,
lançada ao ar, não supera momentaneamente essa força? Pobres homens
que acreditais ser muito sábios e cuja tola vaidade é a cada instante
contestada. Convencei-vos de que ainda sois pequenos.”
75 Essas explicações são claras, categóricas e sem equívocos. Ressalta
delas esse ponto importante, fundamental, que o fluido universal, no
qual reside o princípio da vida, é o agente principal das manifestações
e que esse agente recebe seu impulso do Espírito, seja encarnado ou
desencarnado. Esse fluido condensado constitui o perispírito ou o envoltório
semimaterial do Espírito. No estado de encarnação, o perispírito está
unido à matéria do corpo; no estado de erraticidade*, é livre. Quando o
Espírito está encarnado, a substância do perispírito é mais ou menos
ligada, mais ou menos aderente, ao corpo físico, se assim podemos dizer.
Em algumas pessoas, há uma espécie de emanação desse fluido por
conseqüência de sua organização, e isso constitui, propriamente falando,
o que conhecemos por médiuns de efeitos físicos. A emissão do fluido
* Erraticidade: estado dos Espíritos errantes, ou seja, não encarnados, durante os intervalos de
suas existências corporais (N.E.).

animalizado pode ser mais ou menos abundante, e sua combinação,
mais ou menos fácil, o que resulta em médiuns mais ou menos poderosos;
mas ela não é permanente, o que explica a intermitência do
poder mediúnico.
76 Citemos uma comparação. Quando se tem vontade de agir materialmente
sobre um ponto qualquer colocado a distância, é o pensamento
que quer, mas somente o pensamento não pode realizar a tarefa; é preciso
um intermediário que vai ser dirigido: um bastão, um projétil, uma corrente
de ar etc. Observemos também que o pensamento não age diretamente
sobre o bastão, pois, se não o direcionarem, não agirá sozinho. O pensamento,
expressando-se em inteligência, não é outro senão o Espírito
encarnado em nós, que é unido ao corpo pelo perispírito; acontece que
ele não pode agir sobre o corpo; assim, age sobre o perispírito, por ser a
substância com a qual tem mais afinidade; o perispírito age sobre os
músculos, os músculos agarram o bastão e o bastão alcança o objetivo.
Quando o Espírito não está encarnado, lhe é necessário um auxiliar estranho;
esse auxiliar é o fluido, com a ajuda do qual faz o objeto obedecer
e seguir o impulso de sua vontade.
77 Assim, quando um objeto é colocado em movimento, elevado ou
lançado ao ar, não é o Espírito quem o agarra, empurra ou ergue, como o
faríamos com a mão; ele o satura, impregna, por assim dizer, de seu
fluido, combinado com o do médium, e o objeto, assim, momentaneamente
vivificado, age como se fosse um ser vivo, com a diferença que,
não tendo vontade própria, obedece à força da vontade do Espírito.
Uma vez que o fluido vital, incitado de algum modo pelo Espírito, dá
vida artificial e momentânea aos corpos inertes e que o perispírito não é
outra coisa senão esse fluido vital, segue-se que, quando o Espírito está
encarnado, é ele que dá vida ao corpo por meio do seu perispírito;
permanece unido a ele enquanto o organismo o permite; quando se
retira, o corpo morre. Porém, se, em vez de uma mesa, temos uma estátua
de madeira e se ele age sobre essa estátua como sobre a mesa, teremos
uma estátua que se deslocará, que baterá, que responderá por meio de
movimentos e batidas; teremos, numa palavra, uma estátua momentaneamente
animada de uma vida artificial. Em vez das mesas falantes,
teríamos as estátuas falantes. Que luz essa teoria lança sobre uma multidão
de fenômenos até agora sem solução! Que alegorias e efeitos misteriosos
não explica!
78 Os incrédulos também apresentam como objeção o fato de ser
impossível a suspensão das mesas sem um ponto de apoio, por ser contrário
à lei da gravidade. Em primeiro lugar, dizemos a eles que sua negação




não é uma prova; em segundo, que, se o fato existe, por mais contrário a
todas as leis conhecidas, prova uma coisa: que ele repousa sobre uma lei
desconhecida e que os negadores não podem ter a pretensão de conhecer
todas as leis da natureza. Acabamos de explicar essa lei, mas isso não
é razão suficiente para que seja aceita por eles, precisamente porque foi
revelada pelos Espíritos que deixaram sua vestimenta terrestre, em vez de
por aqueles Espíritos que ainda a têm e que se sentam na Academia. De tal
modo que, se o Espírito de Arago1, em vida, tivesse apresentado essa lei,
eles a teriam aceitado de olhos fechados; mas, apresentada pelo Espírito
de Arago morto, é uma utopia, uma fantasia. E por que isso? Porque
acreditam que, estando Arago morto, tudo está morto com ele. Não temos
a pretensão de dissuadi-los disso; entretanto, como essa objeção poderia
confundir algumas pessoas, vamos tentar respondê-la nos colocando
do lado do ponto de vista deles, ou seja, sem considerar por um
instante a teoria da animação artificial.
79 Quando se produz vácuo na campânula da máquina pneumática,
essa campânula adere com tal força que é impossível separá-la, por causa
da pressão do ar que se exerce sobre ela. Que se deixe entrar o ar e a
redoma se soltará com a maior facilidade, porque o ar de dentro faz
contrapeso com o ar de fora; entretanto, se a deixarmos sob pressão
como estava, permanecerá fechada, em virtude da lei da gravidade. Agora,
se o ar de dentro, comprimido, tiver uma densidade maior que o de fora,
a campânula, estando hermeticamente fechada, se levantará, apesar
da gravidade; se a corrente de ar for rápida e violenta, ela poderá ser
sustentada no espaço sem nenhum apoio visível, do mesmo modo que
esses bonecos que se fazem rodopiar em cima de um jato de água. Por
que, então, o fluido universal, que é o elemento de toda matéria, estando
acumulado ao redor da mesa, não teria a propriedade de diminuir ou
aumentar o peso específico relativo, como o ar faz com a campânula da
máquina pneumática ou o gás hidrogênio faz com os balões, sem que por
isso seja anulada a lei da gravidade? Conheceis todas as propriedades
e todo o poder desse fluido? Não. Pois bem! Não negueis, então, um fato
porque não podeis explicá-lo.
80 Voltemos à teoria do movimento da mesa. Se, pelo modo indicado,
o Espírito pode levantar uma mesa, pode por conseguinte levantar qualquer
outra coisa; uma poltrona, por exemplo. Se pode levantar uma poltrona,
pode também, tendo força suficiente, levantar ao mesmo tempo uma
1 - François D. Arago (1786-1863): astrônomo, químico e físico, além de político francês de
grande projeção pela sua brilhante cultura e refinada inteligência (N.E.).

pessoa sentada nela. Eis a explicação do fenômeno que o senhor Home2
produziu centenas de vezes com ele e com outras pessoas. Repetindo-o
durante uma apresentação em Londres, e a fim de provar que os espectadores
não eram joguetes de ilusão de ótica, fez no teto uma marca
com um lápis e, enquanto estava suspenso, as pessoas puderam passar
por baixo dele. Sabe-se que o senhor Home é um poderoso médium de
efeitos físicos: ele era, nesse caso, a causa eficiente e o objeto, isto é,
a ação e o objeto.
81 Anteriormente falamos do possível aumento de peso. É, de fato,
um fenômeno que se produz algumas vezes e que não tem nada de mais
anormal do que a prodigiosa resistência da campânula sob a pressão
atmosférica. Viu-se, sob a influência de alguns médiuns, objetos muito
leves oferecerem resistência semelhante à da campânula e, de repente,
cederem ao menor esforço. Na experiência citada, a campânula não pesa,
na realidade, nem mais nem menos do que o seu normal, mas parece
mais pesada pelo efeito da causa exterior que age sobre ela; é provavelmente
o que acontece com a mesa, que tem o seu próprio peso, pois sua
massa não foi aumentada, mas uma força estranha se opõe ao seu movimento,
e essa causa pode estar nos fluidos ambientes que a penetram,
como no ar que aumenta ou diminui o peso aparente da campânula. Fazei
a experiência da campânula pneumática diante de um camponês simples
e, não compreendendo que o agente é o ar, que não vê, não será difícil de
persuadi-lo que é obra do diabo.
Poderão argumentar, talvez, que, sendo esse fluido imponderável,
indefinível, seu acúmulo não pode aumentar o peso de um objeto. De
acordo; mas é preciso lembrar de que, se nos servimos da palavra
acúmulo, é por comparação, e não por identificação do fluido com o ar;
ele é imponderável, entretanto nada o prova; sua natureza íntima nos é
desconhecida, e estamos longe de conhecer todas as suas propriedades.
Antes que se tivesse conhecimento do peso do ar, não se suspeitava dos
efeitos desse peso. A eletricidade é também um fluido imponderável;
entretanto, um corpo pode ser fixado por uma corrente elétrica3 e oferecer
uma grande resistência àquele que o quer levantar; aparentemente, portanto,
tornou-se mais pesado. Embora não se saiba o porquê dessa
fixação, seria ilógico concluir que ela não existe. O Espírito pode, então,
2 - Daniel D. Home: já anteriormente citado à página 27 (N.E.).
3 - Corrente elétrica: refere-se à propriedade da imanização ou imantação dos imãs eletromagnéticos
em que se formam dois campos de força (N.E.).

ter forças que nos são desconhecidas; a natureza nos prova todos os
dias que seu poder não se limita aos testemunhos dos sentidos.
Pode-se explicar isso comparativamente pelo fenômeno singular, do
qual se viram muitos exemplos, de uma pessoa jovem, fraca e delicada
levantar com dois dedos, sem esforço e como se fosse uma pluma, um
homem forte e robusto, juntamente com a cadeira em que estava sentado.
A prova de que há uma causa estranha à pessoa são as intermitências da
faculdade que produz o fenômeno











MEDITANDO O NATAL

MEDITANDO O NATAL


Na exaltação do Natal do Senhor, acalentemos nossa fé em Jesus, sem nos esquecermos da fé que Jesus deposita em nós.
Não desceria o Senhor da comunhão com os Anjos, sem positiva confiança nos homens.
É por isso que, da Manjedoura de Simplicidade e Alegria à Cruz da Renunciação e da Morte, vemo-lo preocupado na recuperação das criaturas.
Convida pescadores humildes ao seu ministério salvador e transforma-os em advogados da redenção humana.
Vai ao encontro de Madalena, possuída pelos adversários do bem, e converte-a em mensageira de luz.
Chama Zaqueu, mergulhado no conforto da posse material, e faz dele o administrador consciente e justo.
Não conhece qualquer desânimo, ante a negação de Pedro, e nele edifica o apóstolo fiel que lhe defenderia o Evangelho até o martírio e a crucificação.
Não se agasta com as dúvidas de Tomé e eleva-o à condição de missionário valoroso, que lhe sustenta a causa, até o sacrifício.
Não se sente ofendido aos golpes da incompreensão de Saulo, o perseguidor, e visita-o, às portas de Damasco, investindo-o na sua posição de emissário de Sua Graça, coroando de claridades eternas...
A fé e o otimismo do Cristo começaram na descida à estrebaria singela e continuam, até hoje, amparando-nos e redimindo-nos, dia a dia...
Assinalando, assim, os júbilos do Natal, recordemos a confiança do Mestre e afeiçoemo-nos à sua obra de amor e luz, tomando por marco de partida a nossa própria existência.
O Senhor nos conclama à tarefa que o evangelho nos assinala...
Nos primeiros três séculos de Cristianismo, os discípulos que lhe ouviram a Celeste Revelação levantaram-se e serviram-no com sangue e sofrimento, aflição e lágrimas.
Que nós outros estejamos agora dispostos a consagrar-lhe igualmente as nossas vidas, considerando o crédito moral que a atitude d’Ele para conosco significa...
Aprendamos, trabalhemos e sirvamos, até que um dia, qual aconteceu ao velho Simeão, da Boa Nova, possamos exclamar ante a Presença Divina:
- “Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque, em verdade, meus olhos já viram a salvação.”
(Do livro ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL, Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos)
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LOUVOR DO NATAL


LOUVOR DO NATAL
Senhor Jesus!
Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado, cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.
Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura com que lhes fulgia as vitórias, alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem, a maldição do solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.
Levantaram-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço e cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da Humanidade.
Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para sempre.
Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te ofertaram esburacada manta, por leito simples, e ignora-se quem foi o benfeitor que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar.
Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade.
Escolheste vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra sublime...Buscaste para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas não lhes favoreciam os vôos do pensamento. E conversaste com a multidão, sem propaganda condicionada.
No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos joelhos amigos, nem das mãos fatigadas a quem te dirigiste na via pública!
A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia Tibério, comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em pessoa, ao lado de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina e as personagens de tua epopéia chamam-se “o cego Bartimeu”, “o homem de mão mirrada”, “o servo do centurião”, “o mancebo rico”, a “mulher Cananéia”, “o gago de Decápolis”, “a sogra de Pedro”, “Lázaro, o irmão de Marta e Maria”.
Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho e a riqueza, a tranquilidade e a alegria, com bênção de todos.
É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em prece:
- Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!...
EMMANUEL
(Do livro ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL, Francisco Cândido Xavier