A Caminho da Luz

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

CÓDIGO DOS ÍNDIOS AMERICANOS



1 - Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O Grande Espírito o escutará se você, ao menos, falar.


2 - Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.


3 - Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.


4 - Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-lhes o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.


5 - Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza ou da cultura. Se não foi ganho nem foi dado, não é seu.


6 - Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.


7 - Respeite os pensamentos, os desejos e as palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito de expressão pessoal.


8 - Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você coloca para fora, no Universo, voltará multiplicada a você.


9 - Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.


10 - Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.


11 - A Natureza não é para nós, ela é parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.


12 - As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lição de vida. Quando estiverem crescendo, dê-lhes espaço para que cresçam.


13 - Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros retornará a você.


14 - Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do Universo.


15 - Mantenha-se equilibrado. Seu mental, seu espiritual, seu emocional e seu físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis. Trabalhe o seu físico para fortalecer a sua mente. Enriqueça o seu espírito para curar o seu emocional.


16 - Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias ações.


17 - Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objetos religiosos e sagrados. Isso é proibido.


18 - Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.


19 - Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros. 


20 - Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade.
Autor: Prof. Aires Ortiz Carvalho

domingo, 26 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal


Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo

Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo, dos meus sofrimentos e das minhas alegrias.
Das minhas angústias e das minhas Esperanças.
Do meu ódio e da minha Benevolência.
Dos meus desânimos e da minha Coragem.


Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo, das minhas doenças e da minha Saúde.
Das minhas misérias e das minhas Riquezas.
Da minha escuridão e da minha Luz.
Dos meus demônios e dos meus Anjos.
Dos meus fracassos e dos meus Triunfos.



Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo, das minhas frustrações e das minhas Vitórias.
Das minhas dúvidas e das minhas Certezas.
Da minha incredulidade e da minha Fé.
Do meu desespero e da minha Esperança.
Da minha confusão e da minha Clareza.


 

Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo, dos meus enganos e da minha Sinceridade.
Das minhas maldades e das minhas Singelezas.
Do meu furor e da minha Paciência.
Das minhas fraquezas e das minhas Forças.



Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo, do meu Corpo e do meu Espírito.
Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo, da minha raiva e do meu Perdão.
Da minha cegueira e do meu Olhar Luminoso.
Da minha impetuosidade e da minha Moderação.
Da minha inconstância e da minha Persistência.



Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo, do meu cansaço e da minha Criatividade.
Da minha indiferença e da minha Atenção.
Da minha carranca e do meu Sorriso.
Do meu desconforto e do meu Prazer.
Da minha dúvida e da minha Fé.



Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo, da minha perdição e dos meus Caminhos.
Da minha ignorância e da minha Sabedoria.
Dos meus traidores e dos meus Amigos de Sempre.
Das minhas armadilhas e da minha Honestidade.
Da minha hipocrisia e da minha Transparência.
Da minha rebelião e da minha Aceitação.



Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo, da minha traição e da minha Fidelidade.
Da minha incoerência e da minha Sinceridade.
Do meu medo e da minha Entrega.
Da minha fragilidade e da minha Força.



Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo, dos meus dias difíceis e dos meus dias Venturosos.
Do meu ensimesmamento e da minha Comunicação.
Das minhas mazelas e das minhas Verdades.
Das minhas crueldades e das minhas Compaixões.
Das minhas desistências e dos meus Poderes.
Das minhas desconfianças e das minhas Aprovações.


Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo, das minhas injustiças e das minhas Coerências.
Da minha gula e da minha Parcimônia.
Dos meus extremos e do meu Equilíbrio.
Dos meus impulsos e da minha Serenidade.



Obrigado Cristo, Tu sabes tudo, das minhas culpas e da minha Aceitação.
Da minha revolta e da minha Paz.
Do meu isolamento e da minha Fraternidade.
Da minha fuga e do meu Compromisso.



Obrigado Cristo, Tu sabes tudo, da minha escravidão e da minha Libertação.
Do meu perfeccionismo e da minha lenta e longa Evolução.
Obrigado Cristo, Tu sabes tudo, da minha negação e da minha Salvação.


Obrigado, Obrigado Cristo, porque tudo sabes, e mais, o que é estar nas trevas à Caminho da Luz.
Assim sendo, Contigo, Cristo, todos estamos a caminho da Redenção.



Obrigado, porque Tu és Onisciente: O CAMINHO A VERDADE, A VIDA.

Obrigado sempre porque Tu és AMOR, A LUZ DO MUNDO.



Enfim, sublime Mestre, Jesus de Nazaré, Poder do Pai, obrigado, porque Contigo e o Pai todos somos UM.
Também Obrigado Cristo, Luz Divina, porque Tu és a eterna presença, conosco, ontem, hoje e sempre.


Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo , do meu reino e do Teu Reino.

Obrigado Cristo, Tu sabes tudo do meu compromisso com a Tua Verdade e a Tua Vontade.


Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo da minha Imortalidade com a Tua Glória.


Obrigado Cristo, porque Tu sabes tudo da minha Dualidade com a Tua Unidade.



Obrigado Cristo, porque Tu sabes  tudo a respeito da minha casa com a moradia do Pai de quem és Filho.


Obrigado Cristo, porque tudo sabes da minha separação com a Tua União.

Obrigado Cristo, porque Tu sabes, e dissestes mesmo: “Que todos Vocês sejam um assim como Eu e Pai somos uma só coisa”.


Obrigado Cristo, porque és Natal todos os dias nos dando VIDA NOVA.
OBRIGADO PARA SEMPRE.

Mensagem de Reinaldo Fim

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Nosso Planeta e Evolução Interior



Muitos ainda questionam a veracidade de informações de origem de âmbito espiritual. Com o passar da evolução deste planeta cada um está percebendo conforme sua compreensão as comunicações e necessidades evolutivas.

Temos hoje como alicerce os pontos emocionais, seguindo fielmente os nossos sentimos tomamos como base para as interpretações de nossa caminhada. O planeta está vivenciando uma sensação de mudança, isso é ocasionado por causa da nova transição evolutiva. Ainda em alguns anos serão intensificados as provas para aqueles que ainda necessitam de provas, mas aqueles que já se encontram fortificados emocionalmente através de uma caminhada mental passaram de certo modo com bastante paciência e perseverança.



O Tempo;

O Tempo hoje deve ser entendido e compreendido, aos irmãos encarnados, da maneira do tempo espiritual. Lembramos através de nossos sentimentos de que o tempo é o que vivenciamos e temos como nossas lições.



O Futuro;

O futuro deve ser entendido de uma forma simplificada de nossa existência. Muito é falado de que somos resultados do que cultivamos, ou seja, lembramos de que o nosso futuro sempre começará no dia de hoje. Quanto as aflições e perturbações, por vivências e expectativas futuras, sejam de âmbito positivo ou de âmbito negativo, nunca esquecemos de que podemos mudar eternamente o nosso futuro a cada dia que vivenciamos.



O Despertar;

Quando nos deparamos com nosso interior questionando sobre uma possível expectativa de paz interior, por falta de consciência espiritual, não nos consideramos capazes de enfrentar o desconhecido, mas tanto é mostrado que isso não é desconhecido em cada existência. Esse é um grande ponto de evolução, pois quando entendemos que devemos “despertar” nós conseguimos interpretar de que nossa grande missão é acima de tudo, nossas experiências e lições, que retiramos desta encarnação. Mostrando isso de uma maneira mais simplificada, cada ser é responsável por sua caminhada e existência neste planeta, ninguém é responsável por outro alguém. Mas a caridade sim mostra que és a grande salvação para o encontro mais rápido junto ao nosso pai e a nós mesmos.


Nunca nosso amado pai esquece-se de alguém, por mais turbulentos e/ou aflitosos momentos cada um possa estar vivenciando. Mas lembra-te de que deves realizar a tua parte, pois se não compreenderes as respostas que vêem de âmbito espiritual precisas voltar-te diretamente a ti próprio e buscar dentro de ti a força interior do teu ser.


Amemonos uns aos outros, não são obrigados a amar, mas lembrem-se de que aquele que hoje julgas é aquele que mais necessita de seu auxilio e esclarecimento nesta caminhada. Aquele que mais machuca, necessita ainda de uma atenção maior do que podemos oferecemos, pois devemos nos aliar em forças positivas e significantes para auxiliar aos irmãos que ainda permanecem perdidos nesta caminhada.

O julgamento é algo que devemos compreender e refletir em nosso interior, pois quando julgamos nós perdemos muitos degraus da escada da evolução, pois quando julgamos adquirimos energias negativas em existência. Para conseguir retira-las leva-se, consideravelmente, um longo período de caminhada.


As religiões possuem um grande significado para o caminho do despertar em vivência. Mostram com o amor de nosso amado pai o quanto podemos evoluir e tornarmos emissores de luz para todos aqueles que tanto necessitam. E se algum Ser interpretar que poderá realizar esta caminhada fora das religiões também está correto, pois todos nós sempre mostramos de que “fora da caridade não há salvação”, lembre-se que caridade deve ser aplicada com a essência do amor, ao próximo, ao desconhecido, aquele que possuí conflitos e todos aqueles que também amamos.


Nós desejamos muita paz neste mundo e nessa transição planetária, não esqueçam que nosso pai sempre estará ao lado de TODOS que aqui se encontram novamente.

Agradecemos com amor a oportunidade.
Raphael

Mensagem de Raphael, psicografada por Diego dia 08.12.10 às 12h.
Readequado por Reinaldo Fim em 23.12.10

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Biografia Dr. Bezerra de Menezes

BIOGRAFIA DE BEZERRA

(Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti)

( 29.08.1831 ---  11.04.1900)



Nascimento


O pequeno Adolfo (seu primeiro nome) nasceu no estado do Ceará na pequena vila de Riacho do Sangue (atualmente chamada Jaguaretama) no dia 29 de agosto de 1831.


Infância e juventude


Descendente de antiga família de fazendeiros de criação, ligada à política e ao militarismo na Província do Ceará, era filho de Antônio Bezerra de Menezes (tenente-coronel da Guarda Nacional) e de Fabiana de Jesus Maria Bezerra.


Em 1838, aos sete anos de idade, ingressou na escola pública da Vila Frade (adjacente ao lugar de Riacho do Sangue), onde, em dez meses, aprendeu os princípios da educação elementar.


Em 1842, como consequência de perseguições políticas e dificuldades financeiras, a sua família mudou-se para a antiga vila de Maioridade (serra do Martins), no Rio Grande do Norte, onde o jovem, então com onze anos de idade, foi matriculado na aula pública de Latim. Em dois anos já substituía o professor em classe, em seus impedimentos.


Em 1846, a família retornou à Província do Ceará, fixando residência na capital, Fortaleza. O jovem foi matriculado no Liceu do Ceará, onde concluiu os estudos preparatórios.



A carreira na Medicina


Em 1851, ano de falecimento de seu pai, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, naquele mesmo ano, iniciou os estudos de Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.


No ano seguinte (1852), ingressou como praticante interno ("residente") no hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Para prover os seus estudos, dava aulas particulares de Filosofia e Matemática.


Obteve o doutoramento (graduação) em 1856, com a defesa da tese: "Diagnóstico do cancro". Por essa altura, abandonou o último patronímico e modificou o "s" de Meneses para "z", passando a assinar-se simplesmente como Adolfo Bezerra de Menezes. Nesse ano, o Governo Imperial decretou a reforma do Corpo de Saúde do Exército Brasileiro, e nomeou para chefiá-lo, como Cirurgião-mor, o Dr. Manuel Feliciano Pereira Carvalho, antigo professor de Bezerra de Menezes, e que o convidou para trabalhar como seu assistente.


A 27 de Abril de 1857 candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento". O acadêmico José Pereira Rego leu o parecer na sessão de 11 de Maio, tendo a eleição transcorrido na de 18 de Maio e a posse na de 1 de Junho do mesmo ano.


Em 1858 candidatou-se a uma vaga de lente substituto da Secção de Cirurgia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Nesse ano saiu a sua nomeação oficial como assistente do Corpo de Saúde do Exército, no posto de Capitão-tenente e, a 6 de Novembro, desposou Maria Cândida de Lacerda, que viria a falecer de mal súbito em 24 de Março de 1863, deixando-lhe dois filhos, um de três e outro de um ano de idade.


No período de 1859 a 1861 exerceu a função de redactor dos Anais Brasilienses de Medicina, periódico da Academia Imperial de Medicina.


Em 1865 desposou, em segundas núpcias, Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã por parte de mãe de sua primeira esposa, e que cuidava de seus filhos até então, com quem teve mais sete filhos.




Trajetória política


Nesse período a Câmara Municipal do Município Neutro tinha como presidente Roberto Jorge Haddock Lobo, do Partido Conservador. Ao mesmo tempo, Bezerra de Menezes já se notabilizara pela actuação profissional e pelo trabalho voltado à população carente. Desse modo, em 1860, em uma reunião política, alguns amigos levantaram a candidatura de Bezerra de Menezes, pelo Partido Liberal, como representante da paróquia de São Cristóvão, onde então residia, à Câmara. Ciente da indicação, Bezerra recusou-a inicialmente, mas, por insistência, acabou se comprometendo apenas em não fazer uma declaração pública de recusa dos votos que lhe fossem outorgados.


Abertas as urnas e apurados os votos, Bezerra fora eleito. Os seus adversários, liderados por Haddock Lobo, impugnaram a posse sob o argumento de que militares de Segunda Classe não podiam exercer o cargo de Vereador. Desse modo, para apoiar o Partido, que necessitava dele para obter a maioria na Câmara, decidiu requerer exoneração do Corpo de Saúde (26 de Março de 1861). Desfeito o impedimento, foi empossado no mesmo ano.


Foi reeleito vereador da Câmara Municipal do Município Neutro para o período de 1864 a 1868.


Foi eleito deputado Provincial pelo Rio de Janeiro em 1866, apesar da oposição do então primeiro-ministro Zacarias de Góis e dos chefes liberais - senador Bernardo de Souza Franco (visconde de Souza Franco) e deputado Francisco Otaviano de Almeida Rosa. Empossado em 1867, a Câmara dos Deputados foi dissolvida no ano seguinte (1868), devido à ascensão do Partido Conservador.


Retornou à política como vereador no período de 1873 a 1885, ocupando várias vezes as funções de presidente interino da Câmara Municipal, efetivando-se em Julho de 1878, cargo que corresponderia atualmente ao de Prefeito.


Foi eleito deputado geral pela Província do Rio de Janeiro no período de 1877 a 1885, ano em que encerrou a sua carreira política. Neste período acumulou o exercício da presidência da Câmara e do Poder Executivo Municipal. Foi membro, a partir de 1882, das Comissões de Obras Públicas, Redação e Orçamento.



Vida empresarial


Foi sócio fundador da Companhia Estrada de Ferro Macaé e Campos (1870). Empenhou-se na construção da Estrada de Ferro Santo Antônio de Pádua, pretendendo estendê-la até ao rio Doce, projeto que não conseguiu concretizar (c. 1872). Foi um dos diretores da Companhia Arquitetônica de Vila Isabel, fundada em Outubro de 1873 por João Batista Viana Drummond (depois barão de Drummond) para empreender a urbanização do bairro de Vila Isabel. Em 1875, foi presidente da Companhia Ferro-Carril de São Cristóvão, período em que os trilhos da empresa alcançavam os bairros do Caju e da Tijuca.




Militância intelectual


Durante a campanha abolicionista publicou o ensaio "A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem danos para a Nação" (1869). Expôs os problemas de sua região natal em outro ensaio publicado, "Breves considerações sobre as secas do Norte" (1877). Alguns indicam que foi autor de biografias sobre o visconde do Uruguai e o visconde de Caravelas, personalidades ilustres do Império do Brasil. Foi redator de "A Reforma", órgão liberal no Município Neutro, e, de 1869 a 1870, redator do jornal "Sentinela da Liberdade".




Militância espírita


Conheceu a Doutrina Espírita quando do lançamento da tradução em língua portuguesa de O Livro dos Espíritos (sem data, em 1875), através de um exemplar que lhe foi oferecido com dedicatória pelo seu tradutor, Dr. Joaquim Carlos Travassos. Sobre o contacto com a obra, o próprio Bezerra registrou posteriormente:


"Deu-mo na cidade e eu morava na Tijuca, a uma hora de viagem de bonde. Embarquei com o livro e, como não tinha distração para a longa viagem, disse comigo: ora, adeus! Não hei de ir para o inferno por ler isto… Depois, é ridículo confessar-me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas. Pensando assim, abri o livro e prendi-me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrava nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!... Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no 'O Livro dos Espíritos'. Preocupei- me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença."
Com o lançamento do periódico Reformador, por Augusto Elias da Silva em 1883, passou a colaborar com a redação de artigos doutrinários.


Após estudar por alguns anos as obras de Allan Kardec, em 16 de Agosto de 1886, aos cinquenta e cinco anos de idade, perante grande público (estimado, conforme os seus biógrafos, entre mil e quinhentas e duas mil pessoas) no salão de conferências da Guarda Velha, no Rio de Janeiro, em longa alocução, justificou a sua opção em abraçar o Espiritismo. O evento chegou a ser referido em nota publicada pelo "O Paiz".


No ano seguinte, a pedido da Comissão de Propaganda do Centro da União Espírita do Brasil, inicia a publicação de uma série de artigos sobre a Doutrina em O Paiz, periódico de maior circulação da época. Com o nome de "Estudos Filosóficos - Espiritismo", os artigos saíram regularmente aos domingos, no período de 23 de Outubro de 1887 a Dezembro de 1893, assinados sob o pseudônimo "Max".


Na década de 1880 o incipiente movimento espírita na capital (e no país) estava marcado pela dispersão de seus adeptos e das entidades em que se reuniam. Havia, ainda, uma clara divisão entre os espíritas ditos "místicos" (defensores de uma visão religiosa da doutrina), e os chamados "científicos" (defensores de um olhar filosófico e científico).


Em 1889 Bezerra de Menezes foi percebido como o único capaz de superar as divisões, vindo a ser eleito presidente da Federação Espírita Brasileira. Nesse período, iniciou o estudo sistemático de "O Livro dos Espíritos" nas reuniões públicas das sextas-feiras, passando a redigir o Reformador; exerceu ainda a tarefa de doutrinador de espíritos obsessores. Organizou e presidiu um Congresso Espírita Nacional (Rio de Janeiro, 14 de Abril), com a presença de 34 delegações de instituições de diversos estados[4]. Assumiu a presidência do Centro da União Espírita do Brasil a 21 de Abril e, a 22 de Dezembro de 1890, oficiou ao então presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, em defesa dos direitos e da liberdade dos espíritas contra certos artigos do Código Penal brasileiro de 1890.


De 1890 a 1891 foi vice-presidente da FEB na gestão de Francisco de Menezes Dias da Cruz, época em que traduziu o livro "Obras Póstumas" de Allan Kardec, publicado em 1892. Em fins de 1891, registravam-se importantes divergências internas entre os espíritas e fortes ataques ao exteriores ao movimento. Bezerra de Menezes afastou-se por algum tempo, continuando a frequentar as reuniões do Grupo Ismael e a redação dos artigos semanais em "O Paiz", que encerrou ao final de 1893. Aprofundando-se as discórdias na instituição, foi convidado em 1895 a reassumir a presidência da FEB (eleito em 3 de Agosto desse ano), função que exerceu até à data de seu falecimento. Nesta gestão iniciou o estudo semanal de "O Evangelho segundo o Espiritismo", fundou a primeira livraria espírita no país e ocorreu a vinculação da instituição ao Grupo Ismael e à Assistência aos Necessitados.




Desencarne


Em janeiro de 1900, Dr. Bezerra sofreu violento derrame cerebral, que o prostrou em uma cama. Durante três meses Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti agonizou sem poder falar ou se movimentar. Só os olhos ainda se moviam. A notícia correu a cidade e causou verdadeira peregrinação à casa do médico, no subúrbio modesto. Assim como acontecia no seu consultório, pobres e ricos misturaram-se em sua casa para visitar o doente. 
A cena era singular: cada pessoa entrava uma a uma no quarto onde estava Bezerra , sentava-se em uma cadeira, não falava nada,— já que ele não poderia responder — ficava alguns minutos e saía comovida pelo olhar que Bezerra lhe dirigia. A procissão seguiu-se dia e noite. 


No dia 11 de abril de 1900, na casa da Rua 24 de maio, Bezerra passou suavemente para a Vida Maior. A cidade agitou-se com o seu desencarne, estando presente no sepultamento do Médico dos Pobres e prestsndo-lhe homenagens. 



Na Espiritualidade, Bezerra foi recebido pelas hostes do bem com louros de amor . Os anos de trabalho como verdadeiro servo do Cristo encarnado na terra transformaram-se em luzes para seu espírito, conferiram-lhe verdadeiro galardão espiritual. “Bezerra desprendeu-se do orbe, tendo consolidado a sua missão”.


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"Se te situas, no mundo, à maneira do viajor descuidado, haverás de valorizar o que os cinco sentidos do corpo material podem registrar. Desta forma, nada mais te importa além da dimensão em que vives. Entretanto, se estais na crosta, mas a ela não pertences, teus interesses ultrapassarão o cotidiano humano..."


BEZERRA DE MENEZES

Encerramento Atendimentos de 2010

Caros amigos,

Hoje encerraremos nossos atendimentos para este ano. Retornando somente no dia 04 de janeiro de 2011 (terça) às 19h.

O Blog continuara sendo alimentado com informações e mensagens positivas para todos.

Desejamos mais uma vez a todos muita luz e paz em mais essa virada de data de nosso planeta.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Chico Xavier


Filho do operário João Cândido Xavier e da doméstica Maria João de Deus. Nasceu a 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo. A desencarnação de dona Maria João de Deus, deu-se a 29 de setembro de 1915, quando o Chico tinha apenas 5 anos. Dos nove filhos (Maria Cândida, Luzia, Carmosina, José, Maria de Lourdes, Chico, Raimundo, Maria da Conceição e Geralda), seis foram entregues a padrinhos e amigos.

Chico sofreu muito em companhia de sua madrinha, que era obsediada. Conta ele, que apanhava três vezes por dia, com vara de marmelo. O pai de Chico casou-se novamente; desta feita com Cidália Batista, de cujo casamento advieram mais seis filhos (André Luiz, Lucília, Neusa, Cidália, Doralice e João Cândido). Por essa ocasião, deu-se o seu retorno à companhia do pai, dos irmãos e de sua segunda mãe dona Cidália, que tratava a todos com muito carinho.

Sua escolaridade vai até o curso primário, como se dizia antigamente. Trabalhou a partir dos oito anos de idade, de 15h às 2h, numa fábrica de tecidos. Católico até o ano de 1927, o Padre Sebastião Scarzelli era seu orientador religioso. Com a obsessão de uma de suas irmãs, a família teve que recorrer ao casal de espíritas, Sr. José Hermínio Perácio e dona Carmem Pena Perácio, que após algumas reuniões e o esforço da família do Chico, viu-se curada. A partir daí, foi mantido o Culto do Evangelho no Lar, até que naquele ano de 1927, o Chico, respeitosamente, despediu-se do bondoso padre, que lhe desejou amparo e proteção no novo caminho. (...)
No ano de 1927, funda em Pedro Leopoldo, junto com outras pessoas, o Centro Espírita Luiz Gonzaga.


Em 08/08/44, Chico Xavier, através do advogado Dr. Miguel Timponi, em co-autoria com a FEB - Federação Espírita Brasileira, inicia contestação à ação declaratória movida pela Sra. Dª. Catharina Vergolino de Campos, viúva do famoso escritor desencarnado Humberto de Campos, sob a fundamentação de ser necessário concluir se efetivamente a obra psicografada pelo Chico, como sendo do notável escritor patrício, Humberto, após sua desencarnação. Ao final desse longo pleito, através de críticos literários, os mais consagrados, concluiu-se ser autêntica a obra em questão (ver o assunto completo no livro "A Psicografia ante os Tribunais, de autoria do advogado Dr. Miguel Timponi - Ed. FEB).

Dos quatro empregos que teve, por 32 anos trabalhou na Escola Modelo do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo e Uberaba, nesta última cidade, a partir de 1959, quando para lá se transferiu. Chico sempre se sustentou com seu modesto salário, não onerando a ninguém. Aposentou-se como datilógrafo subordinado ao Ministério da Agricultura. Jamais se locupletou como médium. Ganhava, dos mais simples aos mais valorizados presentes (canetas, fazendas, carros), mas, de tudo se desfazia educadamente. Dos quatrocentos e doze livros psicografados, os quais pela lei dos homens lhe pertenciam os direitos autorais, de todos se desfez doando-os a federativas espíritas e a instituições assistenciais beneficentes, num verdadeiro exemplo vivo de cidadania e amor ao próximo.


Chivo Xavier desencarnou com 92 anos, no dia 30 de junho de 2002, em Uberaba, Minas Gerais, onde residia.

A Polivalência de sua Obra Literária

É bastante diversificada a obra literária do Chico, senão vejamos: o primeiro livro publicado foi "Parnaso de Além Túmulo", escrito por 56 poetas desencarnados, compreendendo brasileiros e portugueses. Foi recebido no período de 1931 a 1932. Na época, sua idade era de apenas 21 anos. Com esta obra, Chico começa por onde a imensa maioria dos medianeiros psicógrafos principia. Detém em sua produção Prosa e Verso, que nós, na mera condição de leitor, classificamo-la como sendo:


Reveladora: Com a publicação da obra Nosso Lar, o espírito André Luiz inicia primorosa coleção em que se ressalta, dentre tantas informações, o caráter revelador da obra, onde se tem registrado o cotidiano, o dia a dia da vida extrafísica.

Identificadora: Assim chamamos a literatura poética, como no caso do "Parnaso". Se "estilo é maneira de exprimir os pensamentos, falando ou escrevendo" (Aurélio), no Parnaso figuram quase 6 dezenas de poetas da Língua Portuguesa, dentre os mais consagrados. Aí, a comparação entre o poeta, quando na vida física e quando retorna ao plano espiritual, torna-se inevitável.

Mensagem: Chamamos livros de mensagens, aqueles compostos por mensagens avulsas, de temas variados, de espíritos diversos. (Ex: Mãos Unidas, Respostas da Vida, etc).


Romanesca: Destacamos, neste gênero, os cinco romances de Emmanuel (mentor do médium): Há Dois Mil Anos (abrange o período histórico de 31 a 79 D.C), Cinqüenta Anos Depois (ano 131 - D.C), Ave Cristo (abrange o período 217 a 258 D.C), Paulo e Estevão (depois da morte de Jesus até aproximadamente anos 70 D.C) e Renúncia (cobrindo a segunda metade do século XVII, iniciado em 1662 - reinado de Luiz XIV de França). Há Dois Mil Anos foi escrito no curto espaço de 24/10/38 a 09/02/39, em intervalos das atividades profissionais do Chico. Chamamos a atenção para a chamada Cronologia Romana reconhecida por experts como autêntica. A obra suscitou o aparecimento do livro Vocabulário Histórico-Geográfico, de Roberto Macedo, versando sobre o vocabulário existente nos cinco romances supra citados.

Histórico-Geográfico: A exemplo dos livros "A Caminho da Luz" e romances de Emmanuel (já citados), "Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" de Humberto de Campos.


Conto: merecem destaque Jesus no Lar, de Neio Lúcio, Almas em Desfile e A vida Escreve, de parceria com o médium Waldo Vieira, de autoria espiritual de Hilário Silva e Contos e Apólogos, Reportagens de Além Túmulo, Contos Desta e Doutra Vida, autoria espiritual de Humberto de Campos, além de outros.

Reportagem: Encontramos o trabalho de Humberto de Campos, que com vigor e talento, do plano da imortalidade envia-nos reportagens notáveis como a que realiza com o apóstolo Pedro, no livro Crônicas de Além-Túmulo, ou com Napoleão, no livro Cartas e Crônicas ou ainda quando entrevista a famosa atriz Marilyn Monroe, no livro Estante da Vida.

Fonte: União Espírita Mineira