A Caminho da Luz

sábado, 8 de dezembro de 2012

Algo por Eles Neste Natal


Algo por Eles Neste Natal
Compadece-te de todos aqueles que não podem ou não sabem esperar. Estão eles em toda parte...
Quase sempre são vítimas da inquietação e do medo. Observa quantos já transpuseram as linhas da própria segurança.
São casais que não se toleram nas primeiras rusgas do matrimônio e desfazem a união em que se compromissaram, abraçando riscos pelos quais, em muitas circunstâncias, cedo se encaminham para sofrimento maior; são mães que rejeitam os filhos que carregam no seio, entregando-se à prática do aborto, recusando a presença de criaturas que se lhes fariam instrumentos de redenção e reconforto no futuro, caindo, às vezes, em largas faixas de doença ou desequilíbrio; são homens que repelem os problemas inerentes às tarefas que lhes dizem respeito, escapando para situações duvidosas, sob a alegação de que procuram distração e repouso, quando apenas estão dilapidando a estabilidade das obras que, mais tarde, lhes propiciariam refazimento e descanso;são amigos doentes ou desesperados que se rebelam contra os supostos desgostos da vida e se inclinam para o suicídio, destruindo os recursos e oportunidades que transportariam para a conquista da vitória e da paz em si mesmos;são jovens, famintos de liberdade e prazer que, impedidos naturalmente do acesso a satisfações imediatas, se engolfam no abuso dos alucinógenos, estragando as faculdades com que o tempo os auxiliaria na construção da felicidade porvindoura.
Neste NATAL, façamos algo por eles, os nossos irmãos que ignoram ou que não querem aceitar os benefícios da serenidade e da esperança.
Pronuncia algumas frases de otimismo e encorajamento; escreve algum bilhete que os reanime para a bênção de viver e servir; estende simpatia em algum gesto espontâneo de gentileza; repete consideração e concurso amigo nos diálogos que colaborem na sustentação da paz e da solidariedade.
Não te declares sem possibilidade de contribuir, nem digas que tens todas as tuas horas repletas de encargos e serviços dos quais não te podes distanciar.
Faze algo, no soerguimento do bem.
Nas realizações da fraternidade, quem ama faz o tempo.
XAVIER, Francisco Cândido. Deus Aguarda. Pelo Espírito 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

SOBRAS


SOBRAS
Reunião pública de 20-2-59
Questão 715 de O Livro dos Espíritos
A sobra em todas as situações é o agente aferidor do nosso ajustamento à Lei Eterna que estatui sejam os recursos do Criador divididos justificadamente por todas as criaturas, a começar pela bênção vivificante do Sol.
É assim que o leite a desperdiçar-se, na mesa, é a migalha de alimento que sonegas à criancinha, órfã de pão, tanto quanto a roupa a emalar-se, desnecessária, no recanto doméstico, é o agasalho que deves à nudez que a noite fria vergasta.
Por isso mesmo, é pelo supérfluo acumulado em vão que começam todos os nossos desacertos perante a Bênção Divina.
Formações miasmáticas invadem-te o lar pelos frutos apodrecidos que recusas à fome dos semelhantes; prolifera a traça na moradia, pelo vestuário que segregas a distância de quem sofre a intempérie; multiplicam-se víboras e espinheiros na gleba que guardas, inútil; arma-te a inveja ciladas soezes, ao pé de patrimônios materiais que reténs, sem qualquer benefício para a necessidade dos outros, e, sobretudo, os expoentes da criminalidade e do vício senhoreiam-te a vida, nas horas vagas em que te refestelas nos braços da ilusão, exaltando a leviandade e a preguiça.
Não olvides, assim, que toda sobra desaproveitada nos bens que desfrutas, por efeito de empréstimo da Providência Maior, se converte em cadeia de retaguarda, situando-te pensamentos e aspirações na cidadela da sombra. E, repartindo com o próximo as vantagens que te enriquecem os dias, seguirás, desde a Terra, pelos investimentos do amor puro e incessante, em direitura à Plenitude Celestial.
(De Religião dos Espíritos, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

NA DIREÇÃO DO BEM


Na Direção do Bem
O Senhor tudo criou na direção do bem.
Todas as criaturas, por isto, são chamadas a produzir proveitosamente.
A erva tenra sustenta os animais.
A fonte oculta socorre o inseto humilde.
A árvore é abençoada companheira dos homens.
A flor produzirá fruto.
O fruto dar-nos-á mesa farta.
O rio distribui as águas.
A chuva lava o céu e sacia a terra sedenta.
A pedra faz o alicerce de nossa casa.
A boa palavra revela o bom caminho.
Como desconhecer os santos propósitos da vida, se a natureza que a sustenta reflete os sábios desíg­nios da Providência?
Grande escola para o nosso espírito, a Terra éum livro gigantesco em que podemos ler a mensa­gem de amor universal que o Pai Celeste nos envia.
Desde a gota de orvalho que alimenta o cacto espinhoso, à luz do Sol que brilha no alto para todos os seres, podemos sentir o apelo da Infinita Sabedoria ao serviço de cooperação na felicidade, na paz e na alegria dos semelhantes.
Todo homem e toda mulher nascem no mundo para tarefas santificantes, segundo a Divina Lei.
Com alegria, o bom administrador governa os interesses do povo.
Com alegria, o bom lavrador ara o solo e pro­tege a sementeira.
O homem que semeia no chão, garantindo a subsistência das criaturas, é irmão daquele que dirige o pensamento das nações para o conhecimento divino.
A mulher que recebe homenagens pelas suas virtudes públicas é irmã daquela que, na intimidade do lar, se sacrifica pela criancinha doente.
Deus conhece as pessoas pelo que produzem, assim como nós conhecemos as árvores pelos frutos que nos estendem.
Em razão disto, os homens bons são amados e respeitados.
A presença deles atrai o carinho e a venera­ção dos semelhantes. Os maus, todavia, são porta­dores de ações e palavras indesejáveis e toda gente lhes evita o convívio, tanto quanto nos afastamos das plantas espinhosas e ingratas.
O homem bom compreende que a vida lhe pede a bênção do serviço e levanta-se cada manhã, pen­sando: Que belo dia para trabalhar!
O mau, porém, ergue-se de mau humor. Não sabe sorrir para os que o cercam e costuma ex­clamar: Dia terrível! Que destino cruel! De­testo o trabalho e odeio a vida!
Um homem, qual esse, precisa de auxílio dos homens bons, porque em não se dedicando ao ser­viço digno será realmente muito infeliz.
(XAVIER, Francisco Cândido. Alvorada Cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio

A evolução do Espírito no reino mineral


A evolução do Espírito no 
reino mineral
 


No Evangelho consta a orientação segura de Jesus no sentido de que Deus trabalha incessantemente. Uma das ações constantes da Divindade, certamente, é a criação contínua de princípios espirituais (o Espírito nas suas expressões iniciais, somente com a aquisição da razão, no reino hominal, é que passa a ser denominado Espírito, que, conceitualmente, é o nome que se dá aos seres inteligentes da criação), uma vez que, conforme as recentes descobertas científicas, o Universo está em expansão.

A física quântica revela-nos que o espírito, na sua essência, é energia pura, portanto, à medida que somos criados por Deus, inicia-se a nossa trajetória evolutiva no rumo da plenitude.

Sabe-se que o princípio espiritual é criado simples e ignorante, sem complexidade, de forma que estagiará milhões de anos nos reinos inferiores da criação (mineral, vegetal e animal), onde desenvolverá funções mais complexas e conquistará a individualidade, habilitando-se para o despertar da inteligência e do senso moral.

Em nosso nível de evolução, ainda é para nós uma incógnita a forma como Deus cria o princípio espiritual, e como o reino mineral aproxima-nos desse período inicial da criação. Naturalmente notamos que os Espíritos superiores são muito econômicos quando tratam desse assunto, porque nos faltam palavras e conhecimento para uma compreensão mais abrangente. Certamente, com o avanço da ciência, que se dá em um ritmo acelerado, futuramente teremos mais orientações sobre a evolução do princípio espiritual no reino mineral.

A benfeitora Joanna de Ângelis, na obra “Iluminação Interior”, na primeira lição (A Divina Presença), assevera que: ”... Manifestando-se em sono profundo nos minerais através dos milhões de milênios, germina, mediante processo de modificação estrutural, transferindo-se para o reino vegetal...”.

Nesse mesmo sentido, Emmanuel, na obra “O Consolador”, diz que: “A escala do progresso é sublime e infinita. No quadro exíguo dos vossos conhecimentos, busquemos uma figura que nos convoque ao sentimento de solidariedade e de amor que deve imperar em todos os departamentos da natureza visível e invisível. O mineral é atração. O vegetal é sensação. O animal é instinto. O homem é razão. O anjo é divindade”. (Obra citada, questão nº 79.)

Registre-se que tais Espíritos, conforme mencionaram Divaldo Franco e Chico Xavier, fizeram parte da equipe de benfeitores espirituais que atuaram na codificação do Espiritismo e revelam seus compromissos superiores nos livros que ditaram aos aludidos médiuns, portanto, como é que nós, os espíritas, colocamos em dúvida ou simplesmente supomos que Joanna de Ângelis e Emmanuel estão nos enganando (desculpem-me a franqueza, mas é um desabafo deste subscritor, que estuda o Espiritismo há quase 30 anos).

Aliás, não nos esqueçamos de que Joanna de Ângelis foi Joana de Cusa, portanto, imaginemos o nível de compromisso que esse Espírito tem com o Cristo. (Vale a pena ler a história de Joana de Cusa na obra “Boa Nova”, de Francisco Cândido Xavier.)

Ademais, o mais importante é que as mensagens de Joanna e Emmanuel estão em perfeita sintonia com a codificação espírita, portanto, com Allan Kardec, mesmo quando afirmam que a evolução do princípio espiritual inicia-se no reino mineral.

É sabido que o mineral é um corpo natural sólido e cristalino formado pelo resultado de processos físico-químicos em ambientes geológicos e possuem como características a cor, o brilho, a tenacidade, a dureza, a clivagem, o traço, a densidade e a tenacidade.

O mineral está submetido às forças de atração e repulsão, que terão um efeito evolutivo sobre o princípio espiritual recém-criado, notadamente na sua estrutura energética inicial, conforme orientação de Joanna de Ângelis.

Assim sendo, percebemos a exatidão da informação dos benfeitores espirituais quando, na questão nº 540 de “O Livro dos Espíritos”, dizem que “... É assim que tudo serve, tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele sempre começa pelo átomo”.

Enfatize-se que o benfeitor espiritual Camilo, na obra “Nos Passos da Vida Terrestre”, no capítulo I, através da mediunidade do confrade José Raul Teixeira, além de ratificar a informação de que o princípio espiritual desenvolve-se em contato com as forças do reino mineral, ainda nos esclarece que o átomo primitivo referido na questão acima é o átomo da matéria cósmica primitiva, ainda ignorado pelos estudos humanos.

Vejamos, ainda, a brilhante resposta que consta da questão nº 607-A, de O Livro dos Espíritos, quando Allan Kardec pergunta se a alma foi o princípio inteligente dos seres inferiores da criação: “Não dissemos que tudo se encadeia na natureza e tende à unidade? É nesses seres, que se está longe de conhecer plenamente, que o princípio inteligente se elabora, individualiza-se pouco a pouco, e ensaia para a vida. De certa forma, é um trabalho preparatório, como o da germinação, em seguida ao qual, o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito...”.

A questão nº 607-A está inserida no capítulo XI, da 2ª parte de O Livro dos Espíritos, que trata dos reinos inferiores (mineral, vegetal e animal), portanto, quando os Espíritos superiores aduzem que é nesses seres inferiores da criação que o princípio inteligente se elabora e individualiza-se, incluem, obviamente, o reino mineral.

Quando se utiliza a frase de que Deus jamais uniria um Espírito a uma pedra (“A Gênese”, capítulo XI, item 10), convém assinalar que tal assertiva é verdadeira, porque seria um retrocesso da evolução que o Espírito, já no estágio da razão, ou que ainda estivesse como princípio espiritual nos reinos vegetal e animal, com a sua estrutura energética inicial elaborada, tivesse que regressar ao reino mineral.

Convém citar a obra “Evolução Anímica”, de Gabriel Delanne, com o escopo de compreendermos um pouco mais o significado da evolução do princípio espiritual no reino mineral.

Esse autor, numa comparação magnífica, nos diz que no reino mineral propicia a solidez, a conquista simbólica da estrutura óssea do princípio espiritual. (Capítulo II, item “A Evolução da Alma”.)

Dessa forma, dentro de nossa linguagem ainda empobrecida, poderíamos dizer que Deus cria o princípio espiritual, que se expressa inicialmente como um foco de energia dispersa, sendo que no reino mineral essa energia se submeteria à ação da lei de atração e repulsão, que basicamente gera a aglutinação da matéria, a fim de que possa conquistar a solidez, obtendo uma estrutura energética mais individualizada, no rumo da complexidade.

É por esse motivo que Joanna de Ângelis fala de modificação estrutural, não obstante nos faltem conhecimento e palavras para melhor nos expressarmos quanto a esse período evolutivo do princípio espiritual.

Quando falamos que o princípio espiritual é um foco de energia, obviamente não se trata de uma energia qualquer, porque no ato da criação Deus está gerando seus filhos, que povoarão o Universo, tanto que na questão nº 27 de O Livro dos Espíritos os benfeitores espirituais revelam que existem três coisas que são o princípio de tudo, isto é, Deus, espírito e matéria  - a trindade universal.

Na escalada evolutiva, após estagiar no reino mineral, que apenas servirá para questões estruturais do princípio espiritual, este irá para o reino vegetal, onde começará a desenvolver funções mais complexas, pois já começará a experimentar as sensações rudimentares, a respiração, a alimentação, a sensibilidade e terá um sistema nervoso ainda embrionário, portanto, estará submetido a uma vida mais organizada, onde estará presente a vitalidade.

Após milhões de anos, estará habilitado a ingressar no reino animal, onde, através do instinto, começará a desenvolver as bases da inteligência, que permitirá ao princípio espiritual converter-se em espírito, quando adquirir a razão, permitindo-o o ingresso no reino hominal, não podendo ser esquecido que há os elos de transição entre esses reinos, que poderão se dar em outros mundos ou nas regiões espirituais.

Por esse motivo, mostra-se inquestionável e verídica a frase de Léon Denis, na obra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, a saber: “Na planta, a inteligência dormita; no animal sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente”.

Note-se que Léon Denis fala da inteligência e não do espírito. Este, sim, dorme no mineral, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no hominal, numa representação da escalada evolutiva do espírito, que, fatalmente, atingirá a perfeição relativa.

Reflitamos sobre a seguinte frase: “Deus prossegue criando sem cessar. O Seu psiquismo dá nascimento a verdadeiros fascículos de luz, que contêm em germe toda a grandeza da fatalidade do seu processo de evolução”. (Joanna de Ângelis, na obra “Iluminação Interior”, no capítulo “A Divina Presença”.)

Diante do exposto, passamos a compreender a profunda assertiva de João, o discípulo de Jesus, quando diz que “DEUS É AMOR”, de tal sorte que somos expressões do seu infinito amor e estamos destinados à angelitude, cabendo-nos a tarefa de desenvolver o “deus interno” que há dentro de nós, através da busca da verdade e do bem. 


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Palestra Espírita - Divaldo Franco - Enfoques sobre a Reencarnação

Indagação de Natal


Indagação de Natal
A soberania das nações esfacelava-se sob o vigor das tropas que as submetiam à condição de vergonha.
Os tronos, erguidos sobre os cadáveres do passado, ruíam em escombros que sepultavam outras vidas.
O predomínio da força transferia as rédeas do poder de umas para outras mãos mais vigorosas, enquanto a alucinação sanguissedenta devorava as mais belas florações do sentimento humano.
Os bárbaros, que se destacavam pela violência e se notabilizavam pelo vigor das glórias conseguidas nos campos de batalha, escravizavam os filósofos.
A espada silenciava o pensamento.
O direito da força predominava, estiolando a grandeza do direito à vida, ao amor, à fraternidade.
A liberdade fizera-se apanágio dos poderosos, que se compraziam em vilipendiar e destruir, violando todas as conquistas do gênero humano.
O medo abraçava a bajulação, e a urdidura da intriga e do crime selecionava aqueles que tinham o direito à vida e ao gozo, sempre, no entanto, transitórios, de alto preço.
É nesse clima sócio-político-moral que nasceu Jesus.
Em pleno fastígio do império de Augusto, Ele surge no silêncio de uma noite fria e inicia a Era da Paz.
Com Ele surgem a esperança e a liberdade, os direitos humanos e a glória da imortalidade.
Quando alcança a idade da razão, altera a marcha da História e insculpe, nos metais das vidas, os indestrutíveis símbolos do amor e da felicidade.
Instala o reinado da ternura e estabelece a diretriz do perdão, como elementos indispensáveis à vivência ditosa.
Protótipo da coragem, faz-se Homem Integral e Cósmico, ensinando a resistência ao mal e a utilização da humildade em detrimento da opressão e da soberba da violência.
Liberta todos aqueles que O buscam, mesmo que aparentemente estejam submissos e escravizados.
Jesus é o Herói de todas as batalhas, que verte suor e sangue, doando-se em holocausto vivo, que abala a consciência dos tempos.
*
Estes são outros tempos, não muito diferentes daqueles, os tempos nos quais Ele nasceu.
Há também predomínio da força e esmagamentos dos ideais, ganância e loucura nos quais os homens se locupletam, vitimados em si mesmos.
Não obstante, há glórias do amor e do sacrifício, da abnegação e da renúncia.
Milhões de vidas que se estiolam na fome, na miséria moral e econômica, aguardam que Jesus volte a nascer, a fim de poderem respirar e viver, adquirindo a dignidade que lhes tem sido negada pelos enganados-enganadores, ora guindados ao poder temporal.
Imprescindível que cada homem se pergunte o que tem sido feito em favor de si mesmo, no sentido da sua realidade eterna e em relação ao seu próximo.
Não seria o momento próprio para que, por tua vez te indagues se Jesus já nasceu no teu coração e cresceu na tua vida, alterando as tuas e as estruturas da sociedade para melhor?
Se tal ainda aconteceu, utiliza-te deste Natal e deixa-O renascer nas paisagens do teu mundo íntimo, a fim de que o reino de paz tenha início, de imediato, no país do teu coração, alargando-se por toda a Terra, e gerando o clima de felicidade para todos.
FRANCO, Divaldo Pereira. Vigilância. Pelo Espírito Joanna de Ângelis

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

De Alma Confiante


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De Alma Confiante

Livro: Messe de Amor
Joanna de Ângelis  & Divaldo P. Franco





    Recordas-te deles, lágrimas nos olhos e coração dorido, como se houvesses sido pisoteado por infrenes corcéis em disparada.

    Esperanças mantidas por longos anos jazem mortas.

    Promessas vibrantes e douradas parecem negros panos da mentira.

    Amigos carinhosos que te esqueceram.

    Amores que pareciam eternos e que fugiram.

    Abraços e afagos que desapareceram.

    Mãos gentis que estavam distendidas e agora se ocultam.

    Companheiros que eram atestados vivos da lealdade plena e que te deixaram.

    Realizações honestas, feitas com suor e lágrimas, hoje apontadas como filhas da usura, a ruírem lentamente.

    A cada instante novos espinhos se cravam nas tuas carnes.

    Ingratidões na boca de velhos devedores do teu carinho.

    Queixas veiculadas por comensais da tua abnegação.

    Incompreensões de quem mais dependia dos teus esforços.

    Todos se voltam e saem quando chegas, e sentes que são injustos para contigo.

    Apesar de tudo, porém, não te desesperes.

    Reúne os músculos caídos e renova o Espírito vergastado, prosseguindo sem desfalecimento.

    Se não recolhes agora os frutos abençoados dos teus esforços, recebê-los-ás mais tarde.

    Colheita de hoje, sementeira de ontem.

    Dor agora, compromisso passado.

    Esforço atual, merecimento futuro.

    Envolve as íntimas aspirações, nas vibrações positivas do amor infatigável, desculpando e edificando sempre, e deixa-te arrastar pelas correntes do trabalho digno, seguindo à frente, na condição de seareiro da eternidade.

    Perdendo tudo e tudo tendo...

    Perseguido mas com todos...

    Alanceado e jubiloso...

    Incriminado, porém, inocente...

    Cansado, no entanto de pé...

    Surrado e feliz...

    Caindo aqui para reunir forças, e levantar reanimado um passo à frente.

    A linguagem do bem é de vibração imorredoura: desaparece aqui para repercutir alhures.

    O que faças de bom é dádiva que te fará bom...

    Não te arrependes nem te lamentes.

    E se for necessário morrer no trabalho entre amarguras e saudades, chancelado como incapaz e vencido, lembra o mestre divino que, antes de atingir a excelsa libertação, foi azorragado e perseguido, sorvendo o fel da maldade humana até a última gota e, carregando o madeiro infamante até o Gólgota, ressurgiu, logo mais, na glória solar, libertando-se do pó e das sombras... 


SOB LIMITES


SOB LIMITES

O dia pujante, marcha para o ocaso.
O ano, de largos dias, não excede um minuto na ampulheta do tempo.
A existência física, mesmo duradoura, não logra evitar a morte.
Tudo, na Terra, são limites.
Só a vida em plenitude permanece, mergulhando e liberando-se dos
envoltórios transitórios de que se reveste, para as transformações e avanços
na fatalidade da perfeição que busca e alcançará.
*
Nunca te suponhas indene aos acontecimentos dos processos da
evolução.
Embrulha-te nos tecidos da humildade e avança, trabalhando sem
cansaço.
Conserva o otimismo em tuas realizações, mesmo quando os céus da tua
experiência estejam nublados por espessas sombras de dificuldades.
Quem receia agir no bem, entorpece as resistências da realização.
*
A prepotência age para a loucura.
A presunção atua para o desequilíbrio.
Só o amor, calcado no interesse pelo próximo, logra produzir para a
Vida.
*
Instado a edificar o bem, onde estejas, não postergues a
oportunidade.
Não conseguindo o desiderato, evita lamentar o esforço despendido.
A rosa aromatiza o ar; quantos se inebriam, preferem o aroma. Sê tu
a rosa.
Todos bendizem o ar balsâmico da Natureza que os refrigera e agrada.
Sê tu a brisa abençoada.
Na ambiência da tranquilidade, todos anelam por fruí-la. Sê tu quem
a propicia.
Melhor ensejar ventura do que gozá-la.
*
Recorda Jesus, que tudo investiu em amor, para, mesmo sofrendo,
ensinar o homem a ser feliz, não ultrapassando os deveres e submetendo-se,
Ele, que é o nosso apoio às limitações do mundo, onde, por enquanto, nos
encontramos a crescer e a evoluir.

(De "Alerta", de Divaldo P. Franco, pelo Espírito de Joanna de Ângelis)

A História do NATAL Revivida Doze Séculos Depois

A História do NATAL Revivida Doze Séculos Depois


            “Conta-se que, chegada ao termo da gravidez, dona Pica teve de sofrer por longo tempo sem poder dar à luz. Mas eis que um peregrino bate à porta de casa e diz à criada, vinda para lhe abrir, que o parto só se daria quando a mulher padecente fosse transportada, do seu quarto suntuoso, para o estábulo da casa, e ali depositada sobre a palha, numa das manjedouras! Assim foi feito; e, apenas colocada na manjedoura, a mulher soltou o grito angustioso do parto, dando à luz um filho, que pela primeira vez, - como outrora o Salvador, - repousou num leito de palha, dentro de um estábulo.
       Neste local, atualmente, há uma capela. Traz o nome de San Francescuccio, e, por cima da porta, lê-se a seguinte inscrição: ‘Esta capela foi estábulo do boi e do burro, no qual nasceu Francisco, espelho do mundo’.
       O mesmo caráter lendário do nascimento num estábulo tem outra tradição. Segundo esta, o mesmo peregrino que dera o conselho de transportar a mãe para o estábulo ter-se-ia achado também na catedral no momento do batizado, logo após o nascimento do menino, e teria segurado o pequeno Francisco na pia sagrada. Narra ainda o manuscrito que, na volta do batizado do recém nascido, um peregrino veio bater à porta de casa, e exprimiu o desejo de vê-lo. A serva que lhe abriu recusou-se, naturalmente, a satisfazer-lhe este desejo; mas o estrangeiro declarou que não se retiraria enquanto não visse a quem queria ver. Como o senhor Pedro estava ausente, a serva foi referir o fato à dona da casa, a qual, com admiração de todos, ordenou satisfazer-se o peregrino. O menino foi, pois, levado à rua, onde o estrangeiro esperava; e este, mal viu aquele, tomou-o nos braços, como outrora o velho Simeão fizera com o Menino Jesus, e disse: ‘Hoje nesta rua nasceram dois meninos, dos quais um, isto é, este, virá a ser um grande homem no mundo.’
       No batismo, o filho do senhor Pedro recebera o nome de João. O pai achava-se então longe de Assis, numa nova viagem pela França, e, no seu regresso, decidiu mudar o nome do seu primogênito, chamando-lhe ‘Francisco’ em vez de João.”
Johannes Joergensen
(Livro: “São Francisco de Assis”)


Cartão de Natal



                      Cartão de Natal
Ao clarão do Natal, que em ti acorda a música da esperança, escuta a voz de alguém que te busca o ninho da própria alma!... Alguém que te acende a estrela da generosidade nos olhos e te adoça o sentimento, qual se trouxesses uma harpa de ternura escondida no peito.
Sim, é Jesus, o amigo fiel, que volta.
Ainda que não quisesses, lembrar-lhe-ias hoje os dons inefáveis, ao recordares as canções maternas que te embalaram o berço, o carinho de teu pai, ao recolher-te nos braços enternecidos, a paciência dos mestres que te guiaram na escola e o amor puro de velhas afeições que te parecem distantes.
Contemplas a rua, onde luminárias e cânticos lhe reverenciam a glória: entretanto, vergas-te ao peso das lágrimas que te desafogam o coração...É que ele te fala no íntimo, rogando perdão para os que erram, socorro aos que sofrem, agasalho aos que tremem na vastidão da noite, consolação aos que gemem desanimados e luz para os que jazem nas trevas.
Não hesites! Ouve-lhe a petição e faze algo! ... Sorri de novo para os que te ofenderam; abençoa os que te feriram; divide o famel com os irmãos em necessidade; entrega um minuto de reconforto ao doente; oferece uma fatia de bolo aos que moram, sozinhos, sob ruínas e pontes abandonadas; estende um lençol macio aos que esperam a morte, sem aconchego do lar; cede pequenina parte de tua bolsa no auxílio às mães fatigadas, que se afligem ao pé dos filhinhos que enlanguescem de fome, ou improvisa a felicidade de uma criança esquecida.
Não importa se diga que cultivas a bondade somente hoje quando o Natal te deslumbra!... Comecemos a viver com Jesus, ainda que seja por algumas horas, de quando em quando, e aprenderemos, pouco a pouco, a estar com ele, em todos os instantes, tanto quanto ele permanece conosco, tomando diariamente ao nosso convívio e sustentando-nos para sempre.
Pelo Espírito Meimei
XAVIER, Francisco Cândido. Antologia Mediúnica do Natal. Espíritos Diversos

TRANQUILIZANTES


TRANQUILIZANTES





Não são os problemas da vida em si que nos agravam a tensão nervosa. São as questões-satélites que nascem de nossas dificuldades para aceitá-los.

Quantas vezes, pervagamos na Terra, sofrendo emoções desequilibradas, diante de companheiros queridos que não desejam, por agora, o nosso modo de ser? E em quantas outras nos atormentamos inutilmente, perante obstáculos complexos que claramente não nos será possível liquidar em apenas um dia?

Entretanto, observemos:

enfermidades aparecerão sempre no mundo, pedindo tratamento e não inconformidade para as melhoras precisas;

entes amados em luta são telas de rotina, solicitando entendimento e não atitudes condenatórias para alcançarem o reequilíbrio;

erros nossos e faltas alheias fazem parte do nosso aprendizado na escola da experiência, exigindo calma e não censura para serem retificados;

tentações são inevitáveis, em todos os sentidos, nos climas de atividade indispensáveis à nossa formação de resistência, reclamando serenidade e não agitação para serem extintas.

Em todas as situações aflitivas, use a prece como sendo o nosso melhor tranquilizante no campo do espírito.

E quando problemas apareçam, não se deixe arrastar nas labaredas da angústia.

Você pode ficar em paz.

Para isso, basta que você trabalhe e deixe Deus decidir.
*********************
 ANDRÉ LUIZ
Chico Xavier

Autógrafo de Deus







Autógrafo de Deus
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Diz-nos, Joanna de Ângelis, em excelente assertiva: "Caminha um pouco ao ar livre. livre. Tranqüilamente, redescobre a natureza que te abençoa a vida. Espairece, saindo deste turbilhão em que te encontras, deixando a imaginação voar. Evita os lugares movimentados, para o teu passeio, e aspira o oxigênio balsâmico da floresta, da montanha, do mar...Refaze conceitos, acalma-te e abençoa a vida na forma como se te apresente. A tua atual existência é rica do que necessitas para ser feliz. "

Oportunamente, ao ler esses conceitos, pela tela da minha memória recordei fato que se deu com Divaldo Franco, quando viajava ele de Madrid à Toledo. Seguia ele com um confrade amigo, de automóvel, para uma de suas conferências, onde com sua palavra clara e balsâmica, esclarece sobre o Evangelho de Jesus, aplacando anseios dos ouvintes em aflição, apresentando outrossim, aos que o ouvem, a excelência da doutrina dos espíritos, através a codificação kardequiana, dirimindo a depressão de tantos que o buscam...

Faltavam ainda 45 minutos para os dois chegarem a Toledo, quando de súbito, surge aos olhos do médium baiano, um enorme campo de papoulas. Eram flores amarelas, outras vermelhas, mergulhadas como num oceano belíssimo de cor verde. Divaldo não titubiou e disse ao amigo:

"- Pare o veículo, por favor."

"- Sentindo-se mal?"

"- Não, nunca me senti tão bem! Ë que quero desfrutar dessa natureza ímpar, desse sol de verão, nesse abençoado mês de agosto, respirar ar puro ao invés do monóxido de carbono que nos acompanha..."

"- ...mas e a conferência em Toledo?"

"- Amigo, são nove horas e vinte minutos, a palestra se dará às vinte horas. Faltam ainda dez horas e quarenta minutos para o início dos trabalhos em Toledo!..."

Divaldo desceu animado, feliz, sorvendo a plenos pulmões aquela flagrância deliciosa das papoulas, e, adentrando pelo campo em flor, percebe ao seu lado Joanna de Ângelis, que distendendo sua nívea mão, fala doce e suavemente:

"- Meu filho, as flores são o autógrafo que Deus coloca no álbum da natureza para dizer: fui eu quem fez!"

Refeito, encantado e alegre, Divaldo retorna ao asfalto, o amigo encontra-se sentado no acostamento, olhos marejados, e diz :

"- Divaldo, eu passo por aqui três dias na semana, o que equivale a dizer seis vezes, ida e volta, e, jamais houvera percebido essas papoulas! Só me detenho na estrada, no asfalto, sempre atento aos horários, às vezes remoendo fatos ocorridos no dias anteriores... agradeço-lhe o haver me ensinado mais essa lição!"






Diz-nos Joanna de Ângelis, Benfeitora de todos nós, no excelente livro da Editora LEAL, " Episódios Diários ",

à página 11:

"- Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis .

À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.

Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.

Dirige cada ação à sua finalidade específica.

Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à lição com disposição, avançando, passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres planejados." 







por Ana Maria Spränger Luiz
Fonte: Divaldo Franco


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Brilho do Natal



O Brilho do Natal
Brilha, de novo, o Natal de Jesus no mundo!
A manjedoura, a estrela, os pastores felizes.
Chega o Mestre trazendo novas diretrizes,
Enaltecendo o bem, o trabalho e o amor,
Ensina, cura e canta o subido valor
Do sal que à Terra empresta sabor profundo.
Brilha um novo Natal com seus novos matizes,
E a busca de Jesus pelo agasalho humano
Incansável prossegue, ainda que seja um pano
Como a mais sincera oferta dos corações.
Busca alcançar as almas, famílias, nações,
Onde a ventura possa, então, deitar raízes.
Brilha agora o Natal com pujante vigor,
Esparzindo esperanças na vida da gente,
Quando claudica a fé e a dor é renitente.
Convoca-nos, Jesus, à coragem sem jaça,
A mostrar que na Terra toda angústia passa
Para quem forja a fé nos empenhos do amor.
É que, esplêndido, o Natal brilha ano após ano,
Como sempre inspirando-nos benevolência,
Ao mesmo tempo a lhaneza e a doce paciência,
Para que junto ao lar ou no trabalho diário,
Noss'alma seja qual precioso relicário
Das blandícias do Céu em prol do ser humano.
Brilha o Natal, cada vez mais aconchegante,
A nos propor novos caminhos de prudência
Ante as mais graves decisões e, sem violência,
Tudo possamos resolver na luz do bem,
Seguindo assim, sem guardar mágoa de ninguém,
Bem junto à vibração de Jesus abençoante.
Brilha o Natal no imo da mais tosca choupana,
Como brilha no paço mais rico do mundo,
Para ensinar-nos, em verdade, que, no fundo,
Tem pouca importância a riqueza exterior,
Quando seguimos vinculados ao Senhor,
Cuja aura sublime todo o planeta irmana.
Ave, Senhor, ante o Teu berço recordado!
Ante Tua saga proclamada como um marco,
Diante do poderio humano, ingênuo e parco,
Que não resiste do tempo à força e à voragem.
Que o Teu augusto coração dê-nos coragem
De viver Teu Natal de íntimo renovado.
Brilha, de novo, o Natal de Jesus no mundo!
A manjedoura, a estrela e novas esperanças
De que aqui se implemente as sonhadas mudanças.
A Terra roga a Deus equilíbrio, equidade,
Pra viver sob a luz do amor e da verdade,
Cada dia, com Cristo, o Natal mais fecundo.
Raul Teixeira. Pelo Espírito Ivan de Albuquerque

Desculpas Frequentes

Desculpas Frequentes


Quem já desenvolveu algum tipo de trabalho voluntário sabe o quanto é difícil conseguir que os companheiros persistam na tarefa e não a abandonem. 
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Existem as desculpas mais frequentes para desistir-se de qualquer empreitada. 
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Poderíamos relacionar as cinco mais comuns. 
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Primeira: “não tenho tempo.” 
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Essa é uma das frases mais ouvidas nos dias atuais. 
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As pessoas correm de um lado para o outro, todos os dias. 
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Dividem seu tempo entre o trabalho, o estudo, o lazer, e mais uma infinidade de atividades. 
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Porém, há coisas que não valem a pena. 
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Muitas vezes desperdiçamos minutos valiosos em atividades ou em programas que se revelam, mais tarde, lamentáveis equívocos. 
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Então, na verdade, o que sofremos não é a “falta de tempo”, mas sim a dificuldade de priorizar tarefas e de utilizar de modo razoável e útil as horas de que dispomos. 
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Segunda: “não sei fazer.” 
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Há pessoas que não sabem realizar determinadas tarefas e não têm o menor interesse em aprende-las. 
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Há quem diga: “não sei e tenho raiva de quem sabe.” 
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Em outras palavras, não querem a responsabilidade de saber para se esconder na ignorância e na incapacidade voluntária de realizar qualquer atividade diferente. 
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Trata-se de uma omissão deliberada, negando-se a buscar um objetivo nobre. 
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Na visão evangélica, são pessoas que “enterram seus talentos” e que nada produzem de bom. 
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Terceira: “não tenho saúde.” 
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Pequenas indisposições costumam servir de desculpas para o afastamento das mais singelas atividades. 
Porém, não são suficientemente graves para impedir que a mesma pessoa deixe de buscar prazeres e lazeres dos mais variados, na mesma ocasião. 
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Ou seja: só não se está bem o suficiente para trabalhar, porque não há motivos reais para recusar as ofertas fúteis e vazias do mundo.

Quarta: “tenho medo.” 
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Nessa situação, a frase mais comum é: “quem sou eu para fazer isso?” 
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Mais do que falsa modéstia, a pessoa que costuma valer-se de tal argumento, na verdade, quer eximir-se de novas atribuições. 
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É muito cômodo alegar o receio de errar. 
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Ora, não podemos esquecer que só erra quem faz. 
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Aquele que nada realiza equivoca-se apenas por omitir-se, por deixar de realizar. 
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No entanto, é melhor correr o risco de errar, produzindo algo de bom, do que simplesmente lavar as mãos e não errar nunca, mas também nada fazer. 
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Quinta: “outra pessoa vai fazer isso.” 
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Muitos cruzam os braços na certeza de que a tarefa será levada a cabo por outras pessoas. 
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Na verdade, boa parte das tarefas efetivamente poderá ser realizada sem o auxílio, sem a participação daqueles. 
*
No entanto, sendo cada pessoa única, o resultado que se obtém em cada obra pode ser diferente. 
*
Além disso, na maioria das vezes, a tarefa não precisa deles, mais sim são eles próprios que precisam dessa oportunidade para aprender e para se desenvolver. 
*
Pense nisso! 
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O trabalho no bem é uma oportunidade abençoada que não deve jamais ser retardada ou abandonada, sob pena de prejudicar a evolução do próprio trabalhador envolvido. 
*
Evite desculpas vãs. 

domingo, 2 de dezembro de 2012

ESFERAS


ESFERAS
Ninguém precisa ausentar-se da Terra para entrar em relações com
esferas diferentes.
A diversidade de nossas moradias começa neste mundo mesmo.
Cada mente vive na onda dos desejos que lhe são próprios.
Cada coração palpita nos sentimentos que esposa.
Residimos no lugar em que situamos a própria alma.
Há quem se detenha fisicamente num palácio, sentindo-se no
purgatório do desespero, e existe quem se demore num casebre guardando as
alegrias de um paraíso interior.
Há quem penetre no inferno da angústia, usando a chave da fortuna, e
há quem alcance o Céu, manobrando uma enxada.
Cada espírito permanece na posição que lhe agrada.
Por isso mesmo Jesus, em nos socorrendo na Terra, buscou ampliar-nos
a visão e aperfeiçoar-nos o espírito para que se nos engrandeça a esfera
individual e coletiva de ideal e realização, de trabalho e de luta.
Cada dia com o Evangelho no coração e nas palavras, nas atitudes e
nas mãos é mais um passo para as eminências da vida.
De modo a elevar-se de condição, ninguém reclame contra o cativeiro
das circunstâncias.
Se os sentimentos frágeis e enfermiços são produtos do ambiente em
que respiram, os sentimentos nobres e robustos são organizadores do ambiente
em que atuam, na sustentação de si mesmos e a benefício dos outros.
Jesus, até hoje, convida-nos, através da Boa Nova, a construir a
esfera mais elevada em que nos cabe marchar para Deus.
Se nos propormos a atingir as Moradas do Amor e da Sabedoria, na Luz
Imperecível, aprendamos a renunciar a nós mesmos, avançando, corajosamente,
sob a cruz dos deveres de cada dia, a fim de encontrarmos o Cristo em nossa
desejada renovação.
(De "Abrigo", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Paz e Luz

sábado, 1 de dezembro de 2012

REPARAÇÃO


REPARAÇÃO
Na Terra, muitas vezes, aguardamos a passagem da desencarnação para o ingresso ao paraíso, esquecendo na vizinhança a oportunidade de construir o Céu pela implantação da verdadeira fraternidade.
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Em muitas ocasiões, suspiramos pela presença dos anjos recusando os mais ínfimos exercícios de compaixão e bondade, a benefício de outrem.
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Habitualmente, rogamos o amparo divino, sem ceder um milímetro de nosso conforto humano e, quase sempre, reclamamos a bênção dos instrutores espirituais cerrando a porta de nossas almas aos que nos suplicam entendimento e perdão.
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É imprescindível, porém, recordar que ninguém precisa morrer na carne para ressurgir na atitude.
*
O sol renascente, cada manhã, ensina-nos, em silêncio, que a vida começa todos os dias e que em todos os dias é possível refazer o destino pela reparação voluntária de nossos próprios erros.
*
Aprendamos a fazer luz no íntimo de nós mesmos, através do estudo nobre e a corrigir nossos males pelo serviço do bem constante.
*
Saibamos edificar, segundo o amor claro e simples, e perceberemos, em cada instante, o nosso ensejo de cooperar em favor dos outros.
*
Dispõe a semelhante mister e não encontrarás no campo em que jornadeias senão companheiros de esperança e de luta, mendigando-te o coração.
Enxameiam aqui e ali, aflitos e desditosos, ainda mesmo quando se te afigurem dominados de orgulho ou envilecidos na vaidade.
Não lhe agraves a dor estendendo as sombras que lhes obscurecem as horas.
*
Foge à reprovação que aniquila, evita o sarcasmo que envenena, esquece a exigência que desfigura e abstém-te da acusação que vergasta...
*
Lembra-te de que a todos nós cabe o dever do auxílio para que sejamos auxiliados.
*
E, reparando, incessantemente, o mal que outrem provoque, estarás restaurando o próprio caminho que, limpo e renovado, deixará passar, em teu socorro, a luz do bem eterno, de que ninguém prescinde na ascensão para Deus.
(De “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)