sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Comportamento e Vida





Comportamento e Vida

Autor: Manoel Philomeno de Miranda (espírito)

O fatalismo biológico, estabelecido mediante as 
conquistas pessoais de cada indivíduo, não é 
definitivo em relação à data da sua morte.

A longevidade como a brevidade da existência 
corporal, embora façam parte do programa 
adrede estabelecido para cada homem, alteram-
se para menos ou para mais, de acordo com o 
seu comportamento e do contributo que oferece 
à aparelhagem orgânica para a sua preservação 
ou desgaste.

Necessitando de um período de tempo em cada 
existência física para realizar a aprendizagem 
evolutiva em cujo curso está inscrito, o Espírito 
tem meios para abreviar-lhe ou ampliar-lhe o 
ciclo, mediante os recursos de que dispõe e são 
facultados a todos.

É óbvio que o estróina desperdiça maior quota de 
energias, impondo sobrecargas desnecessárias 
aos equipamentos fisiológicos, do que o 
indivíduo prudente.

As ocorrências que lhes sucedam têm as suas 
causas no comportamento que se permitem.

Igualmente, a forma de desencarnar, sem fugir 
ao impositivo do destino que é de construção 
pessoal, resulta das experiências que são vividas. 
O homem imprevidente e precipitado, 
desrespeitador dos códigos de lei estabelecidos, 
toma-se fácil presa de infaustos acontecimentos, 
que ele mesmo se propicia como efeito da 
conduta arbitrária a que se entrega.

Acidentes, homicídios, intoxicações, desastres de 
vários tipos que arrebatam vidas, resultam da 
imprevidência, da irresponsabilidade, do orgulho 
dos que lhes são vitimas, na maioria das vezes e 
no maior número de acontecimentos.

Devendo aplicar a inteligência e a bondade como 
norma de conduta habitual, grande parte das 
criaturas prefere a arrogância, a discussão acesa, 
o desrespeito ao dever, a negligência, tornando-
se, afinal, vitimas de si mesmas, suicidas 
indiretas.

Nos autocídios de ação prolongada ou imediata, 
a responsabilidade é total daqueles que tomam a 
decisão infeliz e a levam a cabo, inspirados ou 
não por Entidades perversas com as quais 
sintonizam.

Derrapando em comportamentos pessimistas a 
que se aferram, a atitudes agressivas nas quais 
se comprazem, na fixação de idéias tormentosas 
em que se demoram, em ambições desenfreadas 
e rebeldia sistemática, a etapa final, infelizmente, 
não pode ser outra. Com o gesto que supõem de 
libertação, tombam, por largos anos de dor, em 
mais cruel processo de recuperação e desespero, 
para que aprendam disciplina e submissão contra 
as quais antes se rebelaram.

Depreende-se, portanto, que o comportamento 
do homem a todo instante contribui de maneira 
rigorosa para a programação da sua vida.

São de duas classes as causas que influem na sua 
existência, dentro do determinismo da evolução 
humana: as próximas, desta reencarnação, na 
qual se movimenta, e as remotas, que procedem 
das ações pretéritas. Estas últimas estabeleceram 
já os impositivos de reparação a que o indivíduo 
não pode fugir, amenizando-os ou vencendo-os 
através de atuais ações do rumor, que promovem 
quem as vitaliza e aquele a quem são dedicadas. 
As primeiras, no entanto, as da presente 
existência, vão gerando novos compromissos 
que, se negativos, podem ser atenuados de 
imediato por meio de atitudes opostas, e, se 
positivos, ampliados na sua aplicação.

O tabagismo, o alcoolismo, a toxicomania, a 
sexolatria, a glutonaria, entre outros fatores 
dissolventes e destrutivos, são de livre opção 
anual, não incursos no processo educativo de 
ninguém. Quem, a qualquer deles se vincula, 
padecer-lhe-á, inexoravelmente, o efeito 
prejudicial, não se podendo queixar ou aguardar 
solução de emergência.

O tabagismo responde por cárceres de várias 
procedências, na língua, na boca, na laringe, por 
inúmeras afecções e enfermidades respiratórias, 
destacando-se o terrível enfisema pulmonar. 
Todo aquele que se lhe submete à dependência 
viciosa, está incurso, espontaneamente, nessa 
fatalidade destruidora, que não estava no seu 
programa e foi colocada por imprevidência ou 
presunção.

O alcoolismo é gerador de distúrbios orgânicos e 
psíquicos de inomináveis conseqüências, 
gerando desgraças que, de forma nenhuma 
deveriam suceder. É ele o desencadeador da 
loucura, da depressão ou da agressividade, na 
área psíquica, sendo o responsável por distúrbios 
gástricos, renais e, principalmente, pela 
irreversível cirrose hepática. Seja através da 
aguardente popular ou do whisky elegante, a 
alcoolofilia dízima multidões que se lhe 
entregam espontaneamente.

A toxicomania desarticula as sutis engrenagens 
da mente e desagrega as moléculas do 
metabolismo orgânico, lesando vários órgãos e 
alucinando todos quantos se comprazem nas 
ilusões mórbidas que dizem viver, não obstante 
de breve duração. Iniciada a dependência que se 
fez espontânea, desdobrara-se à frente longos 
anos, numa e noutra reencarnação, para que 
sejam reparados todos os danos que poderiam 
ter sido evitados quase sem esforço.

A sexolatria gera distonias emocionais, por 
conduzir o indivíduo ao reduto das sensações 
primitivas, mantendo-os nas áreas do gozo 
insaciável, que o leva à exaustão, a terríveis 
frustrações na terceira idade, se a alcança, e a 
depressões sem conta pelo descalabro que 
desorganiza o corpo e perturba a mente. Além 
desses, são criados campos de dificuldade 
afetiva, de responsabilidade emocional com os 
parceiros utilizados, estabelecendo-se 
compromissos desditosos para o Ii1turo.

A glutoneria, além de deformar a organização 
física, é agente de males que sobrecarregam o 
corpo produzindo contínuas distinções 
gastrointestinais, dispepsias, acidez, ulcerações, 
alienando o homem que vive para comer, quando 
deveria, com equilíbrio, comer para viver.

São muitos os agentes dos infortúnios para o 
homem, que ele aceita no seu comportamento, 
afetando-lhe a vida.

Entretanto, através de outras atitudes e conduta 
poderia preserva-la, prolongá-la, dar-lhe beleza, 
propiciando-lhe harmonia e felicidade.

Além de atingir aquele que elege esta ou aquela 
maneira de agir, os resultados alcançam os 
descendentes que, através das heranças 
transmissíveis, conforme as suas necessidades 
evolutivas, as experimentarão.

O comportamento do Espírito, no corpo ou fora 
dele, é responsável pela vida, contribuindo de 
maneira eficaz na sua programática, igualmente 
interferindo na conduta do grupo em que se 
movimenta e onde atua, como dos descendentes 
que de alguma forma se lhe vinculam.

As ações corretas prolongam a existência do 
corpo e promovem o equilíbrio da mente, 
enquanto as atribuladas e agressivas produzem o 
inverno.

Nunca será demasiado repetir-se que, assim 
como o homem pensa e age, edificará a sua 
existência, vivendo-a de conformidade com o 
comportamento elegido.

Psicografia de Divaldo Franco. 
Livro: Temas da Vida e da Morte






Um comentário:

  1. Gostei do blog. Vejam o vídeo de Aline da Cidade das Pirâmides sobre o Karma. http://www.youtube.com/watch?v=adiM-pm2sGA&feature=share&list=UUBvY_tI9xN0wVbBqJMxSr6g Abraços.

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