A Caminho da Luz

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Desculpemos,


        Desculpemos, infinitamente.

        Tudo na vida se reveste de importância fundamental no aprimoramento comum.

        Dura é a pedra e áspera se nos afigura a longa extensão de areia, entretanto, fazem o leito das águas para que o rio não se perca.

        Obscura é a noite, mas, sem ela, as criaturas encarnadas desconheceriam as estrelas.

        Desditosa e feia é a lagarta, contudo é a tecelã dos fios de seda nobre que honra os ideais da beleza terrestre.

        Asfixiante é a dor, mas, sem o sofrimento, jamais seríamos advertidos pela verdade.

        Sempre que a mágoa ou a ofensa nos bater à porta, desculpemo-las quantas vezes se fizerem necessárias.

        É pelo esquecimento de nossos erros que o Senhor se impõe sobre nós, porque só a bondade torna a vida realmente grande e em condições de ser divinamente vitoriosa, sentida com sinceridade e vivida em gloriosa plenitude.

 
 


Meimei

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