Valores - Crescimento Espiritual

1 - Introdução
"Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui. O verdadeiro valor de um homem é o seu caráter, suas ideias e a nobreza dos seus ideais”
- Charles Chaplin
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Muitos foram os homens em todas as épocas e civilizações que nos deixaram sua contribuição para a humanidade, mensagem de esperança e evolução. Nossa contribuição está enfocada no linguajar de nosso dia-a-dia e das pessoas, para que possam compreender este caminho cheio de energia e empolgação que nos remete constantemente a pensar e repensar nas pessoas maravilhosas que nos cercam e nos deixam convictos da validade dessa mesma boa gente e que por isso mesmo vale a pena viver!
A vida terrena, por mais excitante que possa parecer, é sempre acompanhada de sofrimentos e dissabores. Mormente se a criatura é esclarecida e já possui no seu patrimônio espiritual conhecimentos de moderação, ponderação, justiça e valor. São esses conhecimentos e uso sistemático dos mesmos que no final mostrarão a satisfação de uma encarnação bem aproveitada.

2 - Valores Materiais
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“De que valem todas as riquezas do mundo, se os valores espirituais não são levados em conta? O que se entende por vida material é de curta duração. A espiritual, sim, é que é eterna. Observe-se o panorama do mundo! O que mais se vê é o triste espetáculo da guerra entre homens e nações. Todos se batem por bens terrenos. Acaso poderão levá-los deste mundo? Poderão contribuir esses bens para a felicidade do espírito após a desencarnação? Evidentemente que não”.
Luiz de Mattos
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Em busca de tais valores materiais todos correm. Envolvidos num manto que encobre o real objetivo das encarnações, muitos são os espíritos que se debruçam e enfrentam a corrida do ter, do possuir. De uma maneira tão forte abraçam este ideal que na história constatam-se grandes fortunas, frutos de empreendedorismos verdadeiros que em muitas situações têm colaborado com os semelhantes, produzindo trabalhos para que pais de famílias sustentem a sua prole e que jovens iniciem seu desenvolvimento.
Observa-se nestas situações um desenvolvimento dos valores materiais associados aos valores espirituais. É grandioso, é salutar, é cristão, valores materiais assim adquiridos e socializados com os que deles necessitam para seu sustento. Por outro lado seria desumano, danoso e entorpecente, quando são adquiridos contrariando princípios do bom senso, da moral cristã, ou para fins puramente egoísticos ou em detrimento de pessoas ou classes. Devemos, pois, nos municiar contra essas tendências tão comuns e envolventes. Os valores materiais deverão sempre representar o desafio da inteligência e criatividade humana e nunca um véu que encubra a moral, a evolução e o desenvolvimento espiritual do ser.
Quanto à propriedade, o que é justo para um, pode ser injusto para o outro. A terra para o homem que se diz civilizado é posse, sinônimo de conquista. Demonstração de poder, ou direito à propriedade. Para o silvícola ou homem do campo, é um espaço comum e de todos. É como o ar ou o rio, é de uso comum, não tem como separar um pedaço. O que pertence à terra na terra fica. As riquezas podem servir de estorvo à evolução em vez de ajuda.
Quem observa a sequência das encarnações sucessivas, compreende que, o milionário de uma encarnação poderá ser o paupérrimo e desprovido na seguinte. Também é fácil compreender que, dando boa utilização e, aplicação à riqueza, será beneficiado o seu inteligente administrador na encarnação seguinte, confirmando assim o adágio popular “quem bem faz, para si o faz”.

3 - Valores Espirituais
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“O ser adquire experiência através dos anos vividos, através da luta, do trabalho, daquilo que ouve, daquilo que vê. De cada ação humana, resulta uma consequência, boa ou má. É vendo e fazendo, que aprendemos as lições da vida. Não é o mundo uma grande escola? Não só uma grande escola; o mundo é também um alambique depurador de almas. Em cada encarnação, a visão do passado desaparece, dando ensejo ao espírito de começar uma vida nova, com total esquecimento do passado. As leis que isso determina, não são apenas justas, mas também sábias. Já imaginaram o que seria para o espírito encarnado, o reconhecimento dos seus desafetos, muitos dos quais encarnados vivendo novamente no mesmo grupo familiar? Como justificar as simpatias ou antipatias que os seres humanos sentem uns pelos outros à primeira vista?”
Campos Sales
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Valor e personalidade são atributos espirituais que estão intimamente ligados numa dependência simbiótica onde um não sobressai sem o aparecimento do outro.
A maior conquista do homem, como valor espiritual foi o uso do pensamento, iniciando assim o raciocínio no domínio dos instintos.
Hoje, valor possui e demonstra a criatura, quando em situações adversas não foge à luta e mesmo perante as adversidades contínua altiva, não importando a vitória em si, mas, a certeza de que lutou por ela. Possuem os adolescentes, quando no seio da família ou no ambiente escolar assumem suas faltas e solidarizam-se com as dificuldades do próximo.
Revela-se também ainda entre os adolescentes quando os mesmos aprendem a ganhar e a perder nas pelejas esportivas, nos exames escolares, no reconhecimento dos esforços dos seus preceptores e professores.
Tudo fazendo para serem merecedores dos sacrifícios desses. Se o corpo necessita de exercícios físicos para se manter forte e rijo, não é menos verdade que precisam o adolescente e as criaturas, como um todo, não esquecer de praticar atos de valor. São estas práticas que refletirão e fortalecerão as criaturas para que elas se sintam senhoras de si e aumentem sua auto-estima e autoconfiança.
Passada a adolescência, ao entrar na juventude, desde que praticou atos dignos e deu os primeiros passos no desenvolvimento do valor, estará o indivíduo em condições de resistir às tentações, a chamamentos não dignos. Onde se destaca o aliciamento a condutas reprováveis.
Estará pronto para viver com método e disciplina; a encarar o trabalho como prêmio e a exigir para si o mesmo respeito que dispensa ao semelhante. Chega à conclusão de que “direito tem quem direito anda”, portanto, passa a exercer a cidadania como criatura esclarecida e cônscia dos seus deveres e obrigações.Uma reflexão aqui se faz necessária. Quanta responsabilidade recai sobre os ombros daqueles que têm jovens e adolescentes sob sua orientação. Pais e professores não poderão eximir-se dessa tarefa de orientação para que seus educandos ou filhos cheguem fortalecidos nas fases seguintes para cumprir os desideratos próprios à sua idade e evolução.
Continuando na marcha ascensional, passada a fase biológica da infância e da juventude, a madureza desponta como a fase em que o indivíduo deverá estar pronto para mostrar, com mais segurança, tudo aquilo que aprendeu nas fases anteriores. Com efeito, somos hoje o que pensamos e agimos ontem; seremos amanhã os nossos pensamentos e atos de hoje. Não tem mais o indivíduo a desculpa do desconhecimento, e, com muita frequência, aí os valores são questionados. Valores morais, éticos, materiais. Aí que cada um de nós deverá estar bem consciente, para exercer inteligentemente e administrar com segurança, não somente os valores materiais, mas ainda, os de ordem emocional.
Eliminar uma a uma nossas dúvidas: investigar, pesquisar, buscar, perguntar e comparar as informações até à compreensão satisfatória da ideia questionada. Nosso enriquecimento dos reais valores da vida vai-se completando, se interligando, entre nossas experiências, observações que acumulamos com as experiências acumuladas de outras pessoas, através dos relatos que encontramos escritos ao longo dos esclarecimentos registrados por outros escritores de elevação.
Assim; dicionários, jornais, livros com temas específicos são os instrumentos ideais, relendo obras por obras, escrevendo e re-escrevendo páginas por páginas e, acima de tudo, praticando o que foi aprendido. Nossas novas atitudes vão reconstruindo um novo ser, leve, solto e rico ao caminhar.
Os que buscam espiritualizar-se, precisam agir movidos por si próprios. A iniciativa há de ser individual e espontânea, e as Forças Superiores têm plena ciência do que ocorre com as almas desejosas de evoluir e, favorecem aspirações progressistas e de feição espiritual. Após adquirirmos uma base espiritual, tornamo-nos dóceis instrumentos dos Espíritos Superiores. São eles, realmente, que intuem, e nos inspiram.
Os princípios desta Doutrina ensinam a criatura a conhecer-se a si mesma, a ter confiança em si e a bater-se por causas justas. O valor, a ponderação, a moderação e a justiça, levam-na a grandes empreendimentos e a vencer na luta.

6 - Conclusão
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“Sem disciplina não há ordem. Ensina o Racionalismo Cristão que a disciplina na vida das criaturas é indispensável. Disciplina no espírito, dominando as emoções e os ímpetos, disciplina no trabalho e no recreio do próprio espírito. Disciplinando todos os seus atos, e vivendo ordenadamente, a criatura tem tempo para trabalhar, descansar e instruir-se” (Folheto de Limpeza Psíquica)
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Num mundo cheio de dúvidas e incertezas como este em que vivemos; os seres se movimentam entre angústias e desenganos, nada mais acertado do que procurarem firmar-se em conhecimentos espirituais verdadeiros, e, práticas que nos livrem de andar às escuras pelo caminho da vida. Sem erros, dentro do princípio de solidariedade e confraternização.
O Racionalismo Cristão é uma Doutrina esclarecedora, construtiva, moralista e purificadora. Empenhada em restabelecer a Verdade nos conceitos espirituais da vida. Estruturada em princípios bem definidos de remodelação de hábitos e costumes, com o objetivo de fortalecer a moral dos povos e estabelecer gerações sadias na linha do caráter e do dever.
Trabalha para ver nas atividades públicas e particulares, na imprensa, na rádio, na TV, nas escolas, nos lares, nas empresas e especialmente na direção suprema das nações, homens honrados e dignos, respeitáveis e esclarecidos, patriotas e moralmente corajosos.
Este é o verdadeiro crescimento espiritual, desejado por todas as pessoas operárias do bem, esteios das Forças Superiores, cidadãos do mundo.

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